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  • Trabalhador poderá sacar até 20% do FGTS para pagar dívidas, diz ministro da Fazenda

    Trabalhador poderá sacar até 20% do FGTS para pagar dívidas, diz ministro da Fazenda

    Secretário da Fazenda detalha plano para liberar saque do FGTS, renegociar dívidas com desconto de até 90% e ampliar crédito a famílias e informais; governo aposta em juros menores e nega caráter eleitoral nas medidas

    (FOLHAPRESS) – À frente do Ministério da Fazenda há menos de um mês, Dario Durigan afirmou em entrevista à Folha que trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105, poderão sacar até 20% do saldo do FGTS, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, para quitar dívidas.

    A medida pode liberar cerca de R$ 7 bilhões e integra um programa mais amplo de renegociação, que prevê descontos concedidos pelos bancos e garantia do governo para refinanciamento do saldo restante, com juros menores. O pacote, uma demanda do presidente Lula, também deve incluir linhas de crédito para caminhoneiros, motoristas de aplicativo e taxistas, além de apoio a setores como construção civil e fertilizantes. Durigan nega caráter eleitoral nas ações. “A gente está lidando com os problemas concretos.”

    Ele também afirmou que o atual governo deixará uma situação econômica mais equilibrada. “Não estamos deixando nenhuma bomba amarrada.”

     
    Folha – A pauta do governo no momento são as medidas para reduzir o endividamento. O cenário é preocupante?

    Dario Durigan – Depois do primeiro Desenrola, teve o começo de corte da Selic, em agosto de 2023, e uma queda do endividamento. No fim de 2024 e durante 2025, a relação é diretamente proporcional entre o aumento da taxa de juros e o endividamento das famílias, dos informais, das pequenas empresas e das grandes. O importante para as pessoas é que elas tomem crédito sustentável. A expectativa é que a gente dê um estímulo agora nessa virada de chave e deixe medidas estruturantes. Vai ter uma limitação na possibilidade de essa pessoa continuar jogando nas bets, uma espécie de quarentena para quem aderir.

    Folha – Por quanto tempo?

    Dario Durigan – O presidente vai arbitrar. A gente tem trabalhado com um prazo de seis meses.

    Folha – Quais serão as ferramentas de estímulo?

    Dario Durigan – Não há gasto público direto. A ideia é que as próprias instituições financeiras façam uma redução da dívida e haja um refinanciamento com uma taxa de juros menor. E aí entra o governo garantindo a inadimplência eventual nessa segunda operação. O governo não vai pagar a dívida das pessoas, mas vai garantir de modo que os bancos façam uma taxa de juros menor. E a gente vai usar o FGO para isso.

    Folha – As pessoas também vão poder fazer um saque extraordinário no FGTS para pagar dívidas mais caras. Como vai funcionar?

    Dario Durigan – Tem duas discussões. O ministro Luiz Marinho identificou uma interpretação inconsistente da Caixa em relação à devolução que já foi feita para as pessoas demitidas e que fizeram a opção do saque-aniversário com consignado. Para corrigir essa interpretação, seria uma devolução de R$ 7 bilhões. A segunda medida envolve um saque limitado do FGTS. O que estamos discutindo? Quanto a gente pode limitar esse saque sem comprometer a sustentabilidade do fundo.

    Folha – Esse limite está em qual faixa?

    Dario Durigan – A gente tem trabalhado com um limite de 20% de saque da conta individual. É o número que está sendo discutido e que tem um impacto contido no fundo.

    Folha – Todos os trabalhadores terão acesso?

    Dario Durigan – Os trabalhadores que ganhem até cinco salários mínimos e que fizerem jus às demais regras. Quem ganha até cinco salários mínimos representa 92% dos brasileiros. Acima disso, tem muito menos gente e dívidas maiores. Não deveríamos mobilizar fundos ou opções de saque para esses casos.

    Folha – O desconto vai ser de quanto?

    Dario Durigan – Espero que de até 90%. Um exemplo: tem uma dívida de R$ 10 mil a juros de 8% ao mês. É impagável. Dá-se um desconto de 90%, fica com uma dívida de R$ 1.000. E, com a garantia do FGO, essa dívida pode ser rolada a 2% ou 2,5% ao mês. Muito menor e pagável. Vamos ter que exigir um desconto mínimo.

    Folha – Vai ter limite de juros?

    Dario Durigan – Como vai ter garantia pública, acho importante ter um juro pactuado ou limitado.

    Folha – Quantas pessoas serão atendidas?

    Dario Durigan – Temos uma expectativa de atender a mais de 30 milhões de pessoas.

    Folha – Quanto isso vai tirar do fundo?

    Dario Durigan – A gente não vai comprometer a sustentabilidade nem as políticas financiadas pelo fundo. Vamos fazer de maneira bem limitada e opcional. Nossa estimativa é por volta de R$ 7 bilhões.

    Folha – Após o Desenrola, houve aumento da inadimplência. O programa fracassou?

    Dario Durigan – Não, ao contrário. O Desenrola cumpriu seu papel. O que a gente viu foi um novo endividamento depois, com juros mais altos. Agora, com expectativa de queda da taxa, é preciso dar condições melhores às famílias.

    Folha – E para as empresas?

    Dario Durigan – O programa tem três frentes. As famílias, os informais e as pequenas empresas. Os informais terão uma linha garantida, porque tomam crédito mais caro.

    Folha – Como será essa linha?

    Dario Durigan – Vamos refinanciar dívidas dos informais, que muitas vezes não têm garantia de renda ou patrimônio. O FGO também vai ajudar a reduzir os juros.

    Folha – Qual é a lógica dessas medidas? Economia ou política?

    Dario Durigan – É uma avaliação econômica do que pode estar disfuncional no país. O endividamento das famílias é preocupante, e estamos enfrentando isso.

    Folha – Há críticas de que seria um pacote eleitoral.

    Dario Durigan – Não se trata de uma questão eleitoral. A gente está lidando com problemas concretos.

    Folha – Haverá medidas para combustíveis?

    Dario Durigan – Não. Vamos aguardar até o fim de maio para uma reavaliação.

    Folha – E a suspensão do imposto de exportação?

    Dario Durigan – É uma medida absurda. A gente recorreu e vai até onde for preciso.

    Folha – O Congresso pode aprovar pautas que aumentam gastos. Há preocupação?

    Dario Durigan – Sim. Estamos enfrentando uma situação de guerra. Esse esforço fiscal não pode ser desviado.

    Folha – O cenário econômico preocupa?

    Dario Durigan – A parte da Fazenda está sendo feita. Estamos garantindo equilíbrio fiscal.

    Folha – E o Banco Central?

    Dario Durigan – Eu não vou comentar o papel do BC. Mas do nosso lado, estamos fortalecendo o fiscal com reformas e cortes.

    Folha – O governo deixará problemas para o próximo mandato?

    Dario Durigan – Não. Não estamos deixando nenhuma bomba amarrada dentro do governo.
     
     
     

    RAIO-X

    Dario Durigan, 41
    Formado em direito pela USP (Universidade de São Paulo). Atuou como assessor na subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil no governo Dilma Rousseff (PT). Foi diretor de políticas públicas do WhatsApp entre 2020 e 2023, quando assumiu a secretaria-executiva do Ministério da Fazenda. Desde 20 de março, é ministro da Fazenda, sucedendo Fernando Haddad.

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  • Nasa divulga foto de astronautas da Artemis ao lado de cápsula horas após pouso

    Nasa divulga foto de astronautas da Artemis ao lado de cápsula horas após pouso

    Na imagem, Reid Wiseman, 50, Victor Glover, 49, Christina Koch, 47, e Jeremy Hansen, 50, aparecem sorridentes ao lado do módulo que os trouxeram de volta à Terra, batizado pela equipe de Integrity. Os astronautas disseram que o nome representa a base de confiança, respeito, franqueza e humildade entre eles e os demais envolvidos na missão

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Nasa divulgou foto dos astronautas da missão espacial Artemis 2 ao lado da cápsula, que pousou no oeano Pacífico, na costa de San Diego, nos Estados Unidos, na noite desta sexta-feira (10), após passar dez dias em viagem espacial ao redor da Lua.

    Na imagem, Reid Wiseman, 50, Victor Glover, 49, Christina Koch, 47, e Jeremy Hansen, 50, aparecem sorridentes ao lado do módulo que os trouxeram de volta à Terra, batizado pela equipe de Integrity. Os astronautas disseram que o nome representa a base de confiança, respeito, franqueza e humildade entre eles e os demais envolvidos na missão.

    O registro foi feito no porta-aviões USS John P. Murtha, onde os astronautas foram levados para os primeiros exames médicos. A previsão é de retornem ao Centro Espacial Johnson da Nasa, em Houston (Texas), neste sábado (11).

    A cápsula, equipada com um escudo protetor, foi usada na etapa final da missão que impôs o desafio à tripulação de sobreviver à temperatura de quase 2.800 graus Celsius devido ao choque com a atmosfera terrestre. Em seguida, foi deflagrado o sistema de frenagem com uso de para-quedas, para reduzir a velocidade de 38,4 mil km/h atingida na chegada à Terra.

    A amerissagem se deu às 21h07 (ainda à tarde, 17h07, na costa oeste dos Estados Unidos), exatamente como o planejado, no ponto culminante de uma cadeia de eventos que começou às 15h53, quando a cápsula usou seu módulo de serviço para realizar a última manobra de correção de trajetória, colocando-a rumo ao seu destino.

    Em comunicação com a central de comando, assim que cápsula tocou as águas do Pacífico, a tripulação afirmou estar bem.

    Nasa divulga foto de astronautas da Artemis ao lado de cápsula horas após pouso

  • Teerã diz que "ninguém estava à espera" de um acordo imediato com EUA

    Teerã diz que "ninguém estava à espera" de um acordo imediato com EUA

    Teerã afirma que exigências “irracionais” travaram negociações, enquanto Washington cobra compromisso contra armas nucleares; apesar do fracasso, lados indicam que diálogo pode continuar e não descartam um acordo futuro

    O governo do Irã afirmou que não esperava um acordo imediato com os Estados Unidos nas primeiras negociações realizadas entre os dois países. A declaração foi feita após o fracasso das conversas em Islamabad, que tinham como objetivo avançar para um entendimento sobre o conflito no Oriente Médio.

    Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, o resultado já era previsível desde o início. “Era evidente desde o início que não devíamos esperar chegar a um acordo numa única sessão [de negociações]. Ninguém estava à espera disso”, disse à televisão estatal.

    Ele também indicou que o diálogo não está encerrado e que novas tratativas devem ocorrer com apoio de aliados regionais. “Estou certo de que os contactos com o Paquistão, bem como com os outros amigos na região, irão prosseguir”, afirmou.

    Antes disso, a emissora estatal IRIB informou que as negociações fracassaram por causa das exigências dos americanos. “A delegação iraniana negociou incansavelmente e de forma intensiva durante 21 horas para defender os interesses nacionais do povo iraniano. Apesar de várias iniciativas da parte [iraniana], as exigências irrazoáveis da parte americana impediram que as negociações avançassem. As negociações chegaram, portanto, ao fim”, comunicou.

    Do lado americano, o vice-presidente JD Vance confirmou o encerramento das tratativas sem acordo. Segundo ele, o impasse ocorreu porque Teerã não aceitou abrir mão de seu programa nuclear.

    “A verdade é que precisamos de ver um compromisso afirmativo de que não irão procurar obter uma arma nuclear, nem irão procurar as ferramentas que lhes permitiriam alcançar rapidamente uma arma nuclear”, declarou.

    “Esse é o objetivo central do Presidente dos Estados Unidos. E é isso que tentámos alcançar através destas negociações”, acrescentou.

    Vance também afirmou que Washington deixou uma proposta final na mesa. “E partimos daqui, e partimos daqui com uma proposta muito simples, um método de entendimento, que é a nossa oferta final e melhor. Veremos se os iranianos a aceitam”, disse.

    A menção a uma proposta final tem sido interpretada por veículos de imprensa internacionais como um indicativo de que as negociações podem continuar, mantendo aberta a possibilidade de um acordo mais amplo no futuro.
     
     

     

    Teerã diz que "ninguém estava à espera" de um acordo imediato com EUA

  • Morre Silvio Matos, ator e dublador que virou fenômeno na internet

    Morre Silvio Matos, ator e dublador que virou fenômeno na internet

    Artista de 82 anos teve carreira no teatro, na TV e na dublagem, mas ganhou nova geração de fãs após viralizar em vídeos de humor; ele também manteve canal próprio com reflexões, poemas e mensagens que conquistaram milhares de seguidores

    Morreu neste sábado, aos 82 anos, o ator e dublador Silvio Matos, que construiu uma carreira no teatro, na televisão e, mais recentemente, conquistou nova projeção na internet.

    O artista ganhou grande visibilidade em 2011 ao interpretar o personagem Seu Fernando, um idoso irreverente, em um vídeo do canal Parafernalha, criado por Felipe Neto. O sucesso do conteúdo, que alcançou milhões de visualizações, abriu espaço para a participação em diversos esquetes. Mais tarde, Silvio passou a produzir seus próprios vídeos no YouTube, onde compartilhava reflexões, poemas e orações. Sua última publicação na plataforma foi feita no ano passado.

    Nascido em São Vicente de Minas, no interior de Minas Gerais, em 19 de abril de 1943, ele vivia no Rio de Janeiro. Deixa a esposa, a atriz Aliomar de Matos, com quem trabalhou em novelas nos anos 1970, além de filhos, netos e bisnetos.

    A trajetória profissional começou ainda na década de 1950, como operador de som e locutor na Rádio Cultura de Lorena, no interior de São Paulo. Após atuar em programas humorísticos no rádio, decidiu seguir carreira no teatro. Iniciou nos bastidores, como camareiro e assistente de artistas como Procópio Ferreira, até conseguir sua primeira oportunidade como ator, em 1962, na peça “Nina”.

    Na televisão, participou de produções em emissoras como TV Globo e Record TV, geralmente em papéis secundários, contracenando com nomes como Glória Menezes e Tarcísio Meira. Entre seus trabalhos mais recentes estão as séries “Louco por Elas”, de 2013, e “Família Paraíso”, de 2022.

    Como dublador, também marcou presença ao dar voz a personagens como tio Arthur e sr. MacElroy na versão brasileira de A Feiticeira. Além disso, participou de produções voltadas ao público infantil, como Carrossel, Mundo da Lua e Castelo Rá-Tim-Bum.

     
     
     

    Morre Silvio Matos, ator e dublador que virou fenômeno na internet

  • Vou expor tudo”: brasileira ameaça Trump e Melania após caso Epstein

    Vou expor tudo”: brasileira ameaça Trump e Melania após caso Epstein

    Ex-modelo diz ter informações comprometedoras e faz acusações nas redes; episódio envolve deportação, ligação com aliado do presidente e relatos sobre contato com círculo próximo ao financista Jeffrey Epstein

    Após Melania Trump negar qualquer ligação com Jeffrey Epstein, uma conta na rede X atribuída à ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, de 41 anos, publicou uma série de mensagens com acusações e ameaças direcionadas à primeira-dama e ao presidente Donald Trump.

    Nas postagens, posteriormente apagadas, a autora afirmava que pretendia revelar informações comprometedoras. “Vou destruir seu sistema corrupto, mesmo que seja a última coisa que eu faça na minha vida. Vou até o fim –não tenho medo. Talvez você devesse ter medo do que eu sei sobre quem você é e quem é o seu marido. Não tenho mais nada a perder na minha vida. […] Tome cuidado comigo”, dizia a mensagem.

    Amanda Ungaro foi casada com Paolo Zampolli, aliado de Trump. Segundo o jornal The New York Times, Zampolli teria tomado conhecimento de que a ex-mulher estava presa em Miami sob acusações de fraude e, a partir disso, entrou em contato com David Venturella, do ICE, para informar que ela estaria em situação migratória irregular.

    Após esse episódio, Ungaro foi deportada em outubro de 2025. Ao New York Times, Zampolli negou ter solicitado qualquer tipo de favorecimento às autoridades e disse que apenas buscou entender o caso.

    O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos informou, em nota, que a deportação ocorreu porque a brasileira estava com o visto vencido há um longo período. “Qualquer sugestão de que ela foi presa e removida por razões políticas ou favoritismo é falsa”, afirmou o órgão.

    Nas publicações, a ex-modelo também alegou ter uma relação antiga com Melania. “Eu te conheço há 20 anos. Você sabia que eu estava detida no ICE. Você esteve presente na minha vida –todos os anos no aniversário do meu filho, inclusive mandando o Serviço Secreto e sendo a primeira a parabenizá-lo, lá em 2016. Claramente havia algo errado, mas não faço parte de nenhuma missão maligna envolvendo crianças. Então o que você fez, Melania? Você tentou me envolver, mas falhou –porque eu tenho caráter”, escreveu.

    De acordo com o New York Times, o casal presidencial mantinha proximidade com Zampolli e Ungaro no passado. Em resposta, um porta-voz de Melania afirmou que ela “não tem conhecimento nem envolvimento nos assuntos pessoais de Zampolli e de Ungaro” e que “não teve nenhum contato ou envolvimento” com o ICE.

    Em entrevista ao jornal O Globo, Ungaro relatou que, ainda adolescente, viajou em uma aeronave ligada a Epstein. Segundo ela, havia cerca de 30 meninas a bordo, descritas como “bonitas e bem novinhas”, mas “mais parecidas com estudantes do que com modelos”, além do bilionário e de sua então companheira, Ghislaine Maxwell.

    O relacionamento com Zampolli começou pouco tempo depois desse episódio e se estendeu por quase 20 anos. Atualmente, Ungaro acusa o ex-marido de abuso sexual e violência doméstica. Os dois travam uma disputa judicial pela guarda do filho, de 15 anos, nos Estados Unidos.

    Vou expor tudo”: brasileira ameaça Trump e Melania após caso Epstein

  • EUA abandonam as negociações e JD Vance regressa a Washington sem acordo

    EUA abandonam as negociações e JD Vance regressa a Washington sem acordo

    Após mais de 20 horas de negociações, Estados Unidos encerram diálogo com o Irã diante da recusa em aceitar condições sobre programa nuclear; vice-presidente afirma que exigência era central para acordo de paz

    O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, anunciou o fim das negociações entre Washington e Teerã sem a assinatura de um acordo de paz. Segundo ele, o impasse ocorreu após o Irã recusar as شروط impostas pelos americanos, que incluíam o compromisso de não desenvolver armas nucleares.

    As conversas, consideradas de alto nível, se estenderam por cerca de 21 horas. Durante todo o processo, Vance manteve contato direto com o presidente Donald Trump e outros integrantes do governo norte-americano.

    “Mas a verdade é que precisamos de ver um compromisso afirmativo de que não irão procurar obter uma arma nuclear, nem irão procurar as ferramentas que lhes permitiriam alcançar rapidamente uma arma nuclear”, afirmou Vance durante uma breve coletiva de imprensa em Islamabad.

    “Esse é o objetivo central do Presidente dos Estados Unidos. E é isso que tentámos alcançar através destas negociações”, completou.
     
     

     

    EUA abandonam as negociações e JD Vance regressa a Washington sem acordo

  • Ataque a faca em estação de NY deixa três feridos e suspeito morto

    Ataque a faca em estação de NY deixa três feridos e suspeito morto

    Homem armado com “grande faca” ignorou mais de 20 ordens da polícia, avançou contra agentes e foi baleado; vítimas, todas idosas, foram hospitalizadas sem risco de morte, e caso mobilizou forças de segurança em uma das áreas mais movimentadas da cidade

    Três pessoas ficaram feridas após um ataque a faca na estação Grand Central Terminal, em Nova York, nos Estados Unidos. O suspeito acabou morto depois de ignorar repetidas ordens da polícia para largar a arma.

    O caso aconteceu em uma das estações mais movimentadas da cidade. Segundo o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD), as vítimas foram socorridas e levadas ao hospital, mas não correm risco de morte.

    De acordo com as autoridades, ao chegarem ao local, os policiais encontraram o homem com comportamento considerado “errático”. Ele repetia que “era o Diabo” e carregava uma “grande faca”.

    “Recusou-se a seguir, pelo menos, 20 ordens para baixar a faca”, afirmou uma representante da polícia durante coletiva de imprensa. Ainda segundo ela, o suspeito avançou contra os agentes, que reagiram atirando duas vezes. Apesar das tentativas de reanimação “imediatas”, o homem, de 44 anos, não resistiu.

    As vítimas são dois homens, de 84 e 65 anos. O mais idoso sofreu ferimentos “na cabeça e na cara”, enquanto o outro teve lesões semelhantes e também uma fratura. A terceira vítima é uma mulher, de cerca de 70 anos, que sofreu “cortes” no ombro.

    O ataque ocorreu por volta das 9h40 no horário local. A estação chegou a ter o funcionamento afetado por causa da investigação. Dois policiais também foram levados ao hospital, segundo a emissora NBC News, mas estão em condição estável.

    A governadora de Nova York, Kathy Hochul, elogiou a atuação das forças de segurança. Ela afirmou estar “grata aos agentes por terem agido com rapidez”.

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    Ataque a faca em estação de NY deixa três feridos e suspeito morto

  • Piastri rebate rivalidade com Norris e ironiza: ‘Não foi uma Terceira Guerra Mundial’

    Piastri rebate rivalidade com Norris e ironiza: ‘Não foi uma Terceira Guerra Mundial’

    Oscar Piastri tratou com bom humor a forma como a disputa interna com Lando Norris foi retratada ao longo da temporada 2025 da Fórmula 1. Para o australiano, o cenário pintado fora da McLaren passou longe da realidade vivida dentro da equipe, mesmo com os dois chegando à etapa final brigando diretamente pelo título.

    “Os meios de comunicação desempenham um papel enorme na F1, quer você queira ou não. Houve, sem dúvida, perguntas difíceis, entrevistas complicadas e momentos delicados\”, afirmou. Ainda assim, ele fez questão de diminuir o tom de crise que ganhou força na época.

    “Para mim, é relativamente simples distinguir entre a narrativa que a mídia tenta vender e o que realmente acontece. Tivemos momentos difíceis a portas fechadas, mas não foi nada catastrófico ou uma ‘Terceira Guerra Mundial’, como alguns gostam de dizer”, disparou.

    A temporada terminou com Norris levando a melhor por uma margem mínima, após uma disputa equilibrada durante todo o ano. Piastri, no entanto, reforçou que situações delicadas dentro da equipe fazem parte do processo – e nem sempre precisam vir a público.

    “Essas conversas não são fáceis para ninguém. É importante encontrar um equilíbrio entre o que você quer como piloto e o que é melhor para a equipe. Muitas coisas são resolvidas internamente”, completou.

    Após a pausa no calendário, a Fórmula 1 retorna entre os dias 1º e 3 de maio, com o GP de Miami, que marca a retomada da temporada depois do adiamento das etapas do Bahrein e da Arábia Saudita.

    Insatisfeito com regras e desempenho do carro, piloto levanta dúvidas sobre permanência; ex-piloto diz que saída não seria dramática e defende que holandês tome decisão pensando na própria felicidade e na equipe

    Notícias ao Minuto | 11:00 – 11/04/2026

    Piastri rebate rivalidade com Norris e ironiza: ‘Não foi uma Terceira Guerra Mundial’

  • Lula empata com Flávio, Caiado e Zema no 2º turno, diz Datafolha

    Lula empata com Flávio, Caiado e Zema no 2º turno, diz Datafolha

    Entre os rivais de Lula num segundo turno, Caiado foi quem mais ganhou fôlego ante o levantamento passado, do começo de março. Ele disputa um voto na mesma raia de Flávio e Zema, à direita no espectro político, eliminando assim a ideia de terceira via centrista no pleito

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) perdeu vantagem em um segundo turno da eleição deste ano, aponta o Datafolha. Ele foi ultrapassado numericamente pela primeira vez por Flávio Bolsonaro (PL), que atingiu 46% ante 45% do petista. Quando o rival é Ronaldo Caiado (PSD) ou Romeu Zema (Novo), o mandatário marca 45% ante 42% .

    Todos os resultados configuram empates dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou menos do levantamento, que ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades de terça (7) a quinta (9). Ele está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-03770/2026.

    Esta é a primeira pesquisa com a depuração do quadro de pré-candidatos a partir da escolha do ex-governador de Goiás pelo PSD, na semana passada.

    Entre os rivais de Lula num segundo turno, Caiado foi quem mais ganhou fôlego ante o levantamento passado, do começo de março. Ele disputa um voto na mesma raia de Flávio e Zema, à direita no espectro político, eliminando assim a ideia de terceira via centrista no pleito.

    Na rodada passada, o goiano perdia de 46% a 36% para Lula, e agora a diferença caiu oito pontos. O senador fluminense Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, subiu três pontos. Já Zema foi avaliado neste cenário pela primeira vez.

    A esta altura, o segundo turno é o cenário mais provável. Quando se excluem os nulos e brancos, que é a forma com que a Justiça Eleitoral contabiliza resultados de pleitos, Lula soma 45% das intenções em votos válidos. Já seus adversários somados têm 55%, considerando arredondamentos. Para vencer a disputa, é preciso ter, no mínimo, 50% mais um dos votos válidos.

    O dado precisa ser visto com cautela, contudo, devido à distância da eleição. O índice de votos brancos e nulos e de indecisos tende a cair perto do pleito.

    Já a simulação do primeiro turno, agora reduzida a apenas uma e por isso só comparável à sua análoga na rodada anterior, repete a cristalização de uma polarização entre Lula e Flávio neste estágio inicial da corrida eleitoral.

    O senador avançou quatro pontos em menções espontâneas, indo de 12% para 16%. Lula ainda lidera o quesito, quando o entrevistado não tem acesso à lista de pré-candidatos, oscilando de 25% para 26% ante a pesquisa anterior. Caiado aparece pela primeira vez, com 2% de citações.

    Quando os nomes são mostrados pelo pesquisador, Lula repete os 39% da liderança, mas viu Flávio oscilar positivamente dois pontos, de 33% para 35% -o que desenha uma tendência de empate técnico no limite da margem de erro, o que favorece estatisticamente quem está na frente. Mas a curva do senador é ascendente e a do presidente, estagnada.

    Já Caiado não agregou apoio significativo após sua confirmação pela sigla comandada por Gilberto Kassab, indo de 4% para 5%. O favorito do PSD para a postulação, o governador paranaense Ratinho Junior, marcava um pouco acima, mas desistiu da disputa.

    Zema empata com Caiado, oscilando de 5% para 4%, se iguala na margem com o ex-governador mineiro Renan Santos (Missão), que foi de 3% para 2%, enquanto Aldo Rebelo (DC) oscilou de 2% para 1%. Cabo Daciolo (Mobiliza), que não tinha sido lançado, estreia com 1%. Declaram votar em branco ou nulo 10%, e 4% dizem não saber quem escolher.

    A rejeição também segue estável e os números mostram o lado reverso da polarização: os mais desejados pelo eleitor também são os mais rejeitados pela torcida do candidato adversário, restando poucos e decisivos votos no meio do caminho.

    Com efeito, dizem não votar de forma alguma no atual presidente 48%, enquanto 46% rejeitam o filho de Bolsonaro liminarmente. Confirmando a firmeza dessas opiniões, 99% dizem conhecer Lula e 93%, Flávio.

    Neste quesito se saem melhor Zema e Caiado. O mineiro é desconhecido para 56% dos eleitores e tem um índice de rejeição de apenas 17%. O goiano quase repete os números: 54% e 16%, respectivamente.

    Em relação ao perfil do eleitorado, pouca surpresa. Lula tem intenção de voto acima de sua média entre os 28% menos instruídos (50%), os 47% mais pobres (44%) e os 26% de nordestinos (55%). São todos estratos com margens de erro próxima da geral, por serem volumosos.

    O senador tem 49% entre os 2% mais ricos, mas ali a margem é de 13 pontos. Vai melhor, com 41%, no segmento de classe média mais alto, que ganha de 5 a 10 salários mínimos (9% da amostra, com 8 pontos de margem).

    Mantendo um padrão que vem desde quando seu pai concorreu em 2018, Flávio vence entre os 29% de evangélicos, com 49% das intenções ante 25% das de Lula. Quando o entrevistado faz parte dos 49% de católicos, o petista marca 43% e o senador, 30%. A margem é, respectivamente, de 4 e 3 pontos.

    Em relação ao pelotão seguinte de pré-candidatos, a distribuição de sua votação é no geral homogênea. Caiado se destaca em seu Norte/Centro-Oeste de origem, com 12% de intenções numa área com 16% da população do país e 6 pontos de margem. O goiano marca o mesmo no segmento de 5 a 10 mínimos.

    Zema só tem um desempenho diferente, com 9% de intenções, entre os mais ricos, que ganham acima de 10 mínimos, com a alta margem já apontada.

    Lula empata com Flávio, Caiado e Zema no 2º turno, diz Datafolha

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Arsenal perde para Bournemouth, reacende o City e deixa título da Premier League em risco

    Arsenal perde para Bournemouth, reacende o City e deixa título da Premier League em risco

    O Arsenal deu brecha na briga pelo título da Premier League. Neste sábado, a equipe foi derrotada pelo Bournemouth por 2 a 1, no Emirates Stadium, pela 32ª rodada.

    Mesmo com o tropeço, os Gunners seguem na liderança, com nove pontos de vantagem sobre o Manchester City. No entanto, a diferença pode cair para seis caso o time de Pep Guardiola vença o Chelsea neste domingo, fora de casa.

    Além disso, o City ainda tem um jogo a menos e um confronto direto marcado contra o próprio Arsenal na 33ª rodada, cenário que pode embolar de vez a disputa pela taça nas próximas semanas.

    Apesar da proximidade de um confronto decisivo pela Liga dos Campeões, Mikel Arteta não poupou forças e mandou a campo o que tinha de melhor, com direito à presença dos brasileiros Gabriel Magalhães e Gabriel Martinelli entre os titulares.

    Mesmo assim, quem começou ditando o ritmo foi o Bournemouth. Mais organizado nos primeiros minutos, o time visitante aproveitou um lance trabalhado para surpreender o Emirates Stadium aos 16 minutos. Christie encontrou Truffert dentro da área, o lateral cruzou, a bola desviou em Saliba e sobrou limpa para Kroupi empurrar para as redes.

    O Arsenal tentou reagir rapidamente e teve boa oportunidade aos 20. Havertz apareceu livre dentro da pequena área, mas acabou mandando por cima do travessão, desperdiçando uma chance clara de empate.

    A pressão dos donos da casa aumentou com o passar do tempo, e o empate veio ainda antes do intervalo. Após cobrança de escanteio, Gabriel Magalhães tentou a finalização e a bola acabou tocando no braço de um defensor do Bournemouth. Na cobrança, Gyökeres foi para a bola e deixou tudo igual, levando o jogo empatado para o intervalo.

    No segundo tempo, o Arsenal voltou disposto a pressionar e tomou conta das ações ofensivas desde os primeiros minutos, empurrando o Bournemouth para o campo de defesa e buscando a virada a todo momento.

    Aos 19, Gyökeres chegou a balançar as redes. Lançado nas costas da zaga, o atacante invadiu a área e finalizou na saída do goleiro, mas o lance foi anulado por impedimento, frustrando a reação dos donos da casa.

    O castigo veio pouco depois. Aos 28, o Bournemouth encaixou boa troca de passes pelo lado direito. Evanílson recebeu na entrada da área e deu um toque sutil para Scott, que apareceu livre, invadiu a área e bateu na saída de Raya para colocar os visitantes novamente em vantagem.

    Atrás do placar, o Arsenal se lançou de vez ao ataque, aumentou a pressão e tentou de todas as formas evitar a derrota, mas esbarrou na falta de precisão nas finalizações e não conseguiu mudar o destino da partida.

    O Arsenal tem dois grandes desafios na sequência. O time enfrenta o Sporting na quarta-feira pelas quartas de final da Champions League e, no domingo, faz o clássico com o Manchester City, no Etihad Stadium.

    A situação do Mirassol na competição nacional é delicada. Com apenas seis pontos, ocupa a última colocação e acumula cinco derrotas consecutivas. Sem conseguir repetir boas atuações nas últimas rodadas, o time aposta no fator casa para tentar interromper a sequência negativa

    Estadao Conteudo | 11:30 – 11/04/2026

    Arsenal perde para Bournemouth, reacende o City e deixa título da Premier League em risco