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  • Flávio Bolsonaro começa pré-campanha com recuos

    Flávio Bolsonaro começa pré-campanha com recuos

    Depois de políticos, mesmo de partidos aliados ao PL, terem apontado como desvantagens de Flávio sua baixa viabilidade eleitoral e a rejeição à família Bolsonaro, o senador apostou em táticas para se afastar dos principais escândalos que envolvem seu nome.

    CAROLINA LINHARES
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Na primeira semana do movimento presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-SP), que se lançou ao Planalto de forma isolada e sob ceticismo do mercado e da política, o senador tentou debelar a desconfiança sobre sua candidatura, fez recuos em discursos e buscou explicar escândalos que envolveram seu nome.

    Na sexta-feira (5), quando anunciou ter sido o escolhido por Jair Bolsonaro (PL) para disputar o Palácio do Planalto em 2026, a primeira ação de Flávio foi buscar como fiador o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) –preferido do centrão e da Faria Lima, mas preterido pelo ex-presidente.
    O senador declarou que Tarcísio tinha lhe dado apoio e que não vê um cenário em que ambos sejam candidatos. O próprio governador, porém, só confirmou esse apoio na segunda (8) e ainda mencionou que a direita deve ter outras opções além de Flávio.

    Apenas dois dias após anunciar seu nome, a primeira derrapada de Flávio veio no domingo (7), quando admitiu que poderia não levar a candidatura até o fim, mas que isso teria um preço, o que só alimentou a leitura na centro-direita de que tratava-se de um balão de ensaio para negociar medidas de interesse da família Bolsonaro, como a anistia a condenados por atos golpistas, o que inclui o pai.

    Sob pena de não ser levado a sério, Flávio voltou atrás e, já no dia seguinte, em entrevista à Folha, afirmou que sua candidatura era irreversível. O senador explicou que seu preço, o perdão total a Bolsonaro e a reversão da inelegibilidade do ex-presidente, provavelmente não deve ser cumprido até a eleição e, portanto, o Bolsonaro na urna seria ele próprio.

    Na entrevista, ele disse ter feito apenas um jogo de palavras. “Joguei com as palavras para falar de preço, mas a condição é: Bolsonaro tem que estar livre e nas urnas”, afirmou.

    Depois de políticos, mesmo de partidos aliados ao PL, terem apontado como desvantagens de Flávio sua baixa viabilidade eleitoral e a rejeição à família Bolsonaro, o senador apostou em táticas para se afastar dos principais escândalos que envolvem seu nome.

    Dois vídeos publicados em seu canal no YouTube na última semana trazem a versão do senador para escândalos que, uma vez candidato, devem ser explorados por adversários –a acusação de rachadinha operada por Fabrício Queiroz e a compra de uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília. Os vídeos trazem trechos de entrevistas de Flávio a podcasts em que ele explica os dois casos.
    Em 2021, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu pelo foro especial do senador e anulou provas da investigação sobre a rachadinha.

    À Folha ele disse que seus bens são compatíveis com seus ganhos e que não teme que essas apurações sejam retomadas. “Pode investigar à vontade, vai ser só a comprovação do uso da máquina pública para perseguir adversário político. […] Essas coisas estão todas arquivadas. Nunca tive um processo criminal iniciado contra mim por causa disso. É uma espuma danada.”

    Ao explicar a compra da mansão ao canal Fala Guerreiro Cast, Flávio diz que fez um financiamento no banco e que quitou a dívida graças ao que ganha como advogado. “Pode tacar a pedra que quiser, que pra mim é matar no peito e sair jogando”, diz.

    Página de YouTube de Flávio Bolsonaro, com vídeos sobre mansão e rachadinha Reprodução Página de YouTube de Flávio Bolsonaro, com vídeos sobre mansão e rachadinha Imagem pequena ** Em outra frente, o filho de Bolsonaro também se dedicou a tentar reduzir a rejeição ligada ao pai. Ainda na sexta da semana passada, disse que sua campanha seria a oportunidade de as pessoas conhecerem um outro Bolsonaro, “com pensamento pacificador”.

    Na entrevista à Folha, declarou que não tentaria ser igual ao pai e ressaltou ter tomado vacinas contra a Covid. “Tenho os mesmos princípios, tenho o sangue Bolsonaro, mas nenhum ser humano é igual ao outro. […] Ele não quis tomar vacina; eu tomei duas doses. Só para te dar um pequeno exemplo de que vocês verão um Bolsonaro centrado, equilibrado e que tem algumas opiniões próprias.”

    Flávio em sua versão presidenciável também não poupou palavras como previsibilidade, serenidade, transparência e calma.

    Flávio Bolsonaro começa pré-campanha com recuos

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  • Johnson & Johnson deve pagar US$ 40 mi a pacientes com câncer após uso de talco, decide júri

    Johnson & Johnson deve pagar US$ 40 mi a pacientes com câncer após uso de talco, decide júri

    Os jurados da corte superior de Los Angeles determinaram que Monica Kent tem direito a US$ 18 milhões, e Deborah Schultz e seu marido a US$ 22 milhões, após argumentos de que a Johnson & Johnson sabia havia anos que seus produtos à base de talco eram perigosos, mas não alertou os consumidores.

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um júri da Califórnia determinou que a Johnson & Johnson pague uma indenização de US$ 40 milhões a duas mulheres que alegam que o talco fabricado pela companhia é responsável pelos seus casos de câncer de ovário. A empresa disse que irá recorrer da decisão.

    Os jurados da corte superior de Los Angeles determinaram que Monica Kent tem direito a US$ 18 milhões, e Deborah Schultz e seu marido a US$ 22 milhões, após argumentos de que a Johnson & Johnson sabia havia anos que seus produtos à base de talco eram perigosos, mas não alertou os consumidores.

    Erik Haas, vice-presidente mundial de contencioso da Johnson & Johnson, disse em um comunicado que a empresa planeja “apelar imediatamente desta decisão e espera prevalecer, como geralmente fazemos com veredictos adversos aberrantes”.

    Em maio de 2020, a Johnson & Johnson anunciou que deixaria de vender o talco Johnson’s Baby nos Estados Unidos e no Canadá, alegando que a mudança fazia parte de uma ampla reavaliação de seu portfólio de produtos em meio à pandemia.

    Mas a suspensão aconteceu na sequência de uma série de litígios envolvendo a segurança do produto.

    Nos processos judiciais, os consumidores alegam que os produtos à base de talco da empresa foram contaminados com amianto, um conhecido agente cancerígeno.

    A J&J afirmou, em 2019, que em suas análises não encontrou o material cancerígeno em seus talcos. No entanto, testes conduzidos pela agência federal de saúde dos Estados Unidos (a Food and Drug Administration) constaram que havia vestígios de amianto nos produtos da marca.

    No final de março deste ano, um juiz federal de falências em Houston (EUA) rejeitou o pedido da Johnson & Johnson para aprovar um acordo de US$ 9 bilhões com dezenas de milhares de pessoas que processam a empresa por alegações de que os produtos causaram câncer.

    Segundo informações do The New York Times, mais de 90 mil reivindicações contra a Johnson & Johnson e outras partes estão pendentes, muito mais do que os tribunais podem processar individualmente.

    Johnson & Johnson deve pagar US$ 40 mi a pacientes com câncer após uso de talco, decide júri

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  • Estrangeiros já representam 4% das contratações com carteira; quase metade são venezuelanos

    Estrangeiros já representam 4% das contratações com carteira; quase metade são venezuelanos

    Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram que, apenas entre janeiro e outubro de 2025, o saldo entre admissões e demissões de pessoas de outras nacionalidades ficou positivo em 73,4 mil (ante um total de 1,8 milhão de novas vagas).

    MAELI PRADO E GABRIELA CECCHIN
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em meio ao salto na imigração de países da América Latina para o Brasil e à taxa de desemprego mais baixa da história, os estrangeiros já respondem por 4% das contratações do mercado formal de trabalho brasileiro, e quase metade deles são da Venezuela.

    Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram que, apenas entre janeiro e outubro de 2025, o saldo entre admissões e demissões de pessoas de outras nacionalidades ficou positivo em 73,4 mil (ante um total de 1,8 milhão de novas vagas).

    É mais do que os 71,1 mil em todo o ano passado, quando os estrangeiros também representaram cerca de 4% dos postos de trabalho com carteira assinada, e um salto de 196,2% em relação a 2020, quando começa a série do Caged pela atual metodologia.

    As principais nacionalidades dos contratados são venezuelanos (47,8% do total de estrangeiros admitidos neste ano), haitianos (8,2% do total), argentinos (4,8%) e paraguaios (4,3%).

    Eles vêm representando uma fatia cada vez maior do mercado formal de trabalho. Em 2020, quando o mercado como um todo eliminou postos de trabalho por causa da pandemia, foram 24,8 mil contratados; em 2021, o número caiu para 5.200 mil (ou 0,19% do saldo total); em 2022, esse número saltou para 35,9 mil (1,78% do total), e em 2023, para 47,3 mil (3,2%).

    O movimento está relacionado em parte ao forte fluxo de imigração para o Brasil entre a década passada e a primeira metade desta década. De 2010 a 2025, 182, 2 milhões de estrangeiros entraram no Brasil pelos postos de fronteira, enquanto 184,2 milhões deixaram o país. Ou seja, o saldo ficou negativo em mais de 2 milhões nesse período, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

    “Em termos líquidos, quando há mais saída de brasileiros do que entrada de estrangeiros, perdemos mão de obra. Mas por outro lado estamos ganhando com os estrangeiros que vêm ao Brasil”, diz Bruno Imaizumi, economista especializado em mercado de trabalho da 4intelligence.

    Além da disponibilidade maior de mão de obra estrangeira, o crescimento é inversamente proporcional à queda na taxa de desemprego. Em 2021, a desocupação estava em 12,1%; em 2022, 8,3%; em 2023, 7,6%; em 2024, 6,2%. No trimestre encerrado em outubro deste ano, ficou em 5,4%, o menor patamar da série histórica iniciada em 2012, de acordo com dados do IBGE.

    “O principal motivo para a absorção de mão de obra estrangeira é o fato de que o mercado de trabalho se encontra aquecido o suficiente”, aponta Imaizumi.

    Ele lembra que a rotatividade do mercado de trabalho está em patamar recorde no Brasil, atingindo 36,1% dos trabalhadores formais nos últimos 12 meses encerrados em outubro. No pré-pandemia, no início de 2020, estava abaixo de 25%.

    Os estrangeiros são contratados principalmente para vagas em segmentos onde há dificuldade de se achar funcionários, como o posto de alimentador de linha de produção, que lidera as contratações de quem vem de fora do país (saldo positivo de 13,8 mil até outubro).

    Um levantamento feito pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) ajuda a explicar: 20,5% das indústrias paulistas que procuraram novos empregados entre o início de 2024 e março deste ano não conseguiram contratar.

    Entre as vagas mais ocupadas por estrangeiros, estão ainda faxineiros (5.300), açougueiros (4.700) e serventes de obras (4.100).
    “Há escassez de mão de obra brasileira para essas funções e para outras também”, aponta o professor sênior da Faculdade de Economia da USP e coordenador do salariômetro da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) Hélio Zylberstajn. “E para os países da América Latina, o Brasil virou um polo de atração.”

    Dados do Censo 2022 do IBGE mostram que, entre 2010 e 2022, houve um aumento de 2.900 para 271,5 mil venezuelanos chegando ao Brasil, em meio ao agravamento das dificuldades socioeconômicas da Venezuela durante a ditadura de Nicolás Maduro.

    É o caso da venezuelana Maria Hernandez, 32, que chegou ao Brasil com sua família em 2019 com a esperança de proporcionar melhores condições financeiras para sua filha, que na época tinha pouco mais de um ano.

    Ela conseguiu uma vaga com carteira assinada como analista de atendimento bilíngue, em português e espanhol, na Foundever, multinacional especializada em melhorar a experiência a consumidores. Hoje, seu cargo é de analista de treinamento.

    Formada em engenharia elétrica na Universidade José Antonio Anzoátegui, na cidade de El Tigre, Maria se tornou professora de física na Venezuela. “Eu comecei a trabalhar limpando, apesar de todos os meus estudos”, relata. “Não tenho planos de voltar. Fui muito bem acolhida aqui, minha filha mais nova é brasileira e a mais velha viveu muito mais tempo no Brasil do que na Venezuela..

    Os dados do Caged mostram que a maior parte dos venezuelanos estão sendo contratados nos estados do Sul do Brasil. Entre janeiro e outubro, 25,9 mil conseguiram emprego formal na região, com destaque para Santa Catarina, com 10,8 mil contratações, seguido do Paraná (9.300) e Rio Grande do Sul (5.600).

    O venezuelano Julio César, 27, que trabalha há seis meses como arrumadeiro em um Ibis Budget, da rede Accor, já morou em Erechim (RS), onde trabalhou por dois anos em uma empresa de ônibus, e em Cascavel (PR), onde trabalhou por nove meses em um frigorífico de frango.

    Para ele, a maior dificuldade de adaptação foi a língua. “Eu não sabia o que era copo, toalha, coisas muito simples que tive que aprender”, conta. “Quando eu morava na Venezuela, eu não tinha um emprego fixo, fazia sempre diárias. Aqui eu já consegui trabalhar por vários meses, fiquei mais estável”, comenta.

    Crises humanitárias, como o terremoto do Haiti em 2010, também explicam a expansão na chegada dos estrangeiros ao mercado de trabalho -o número de haitianos que chegaram ao Brasil saltou 106.294% em 12 anos até 2022, segundo o IBGE, passando de 54 para 57.453.

    Estrangeiros já representam 4% das contratações com carteira; quase metade são venezuelanos

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  • Atentado na Austrália foi "ataque terrorista" contra "comunidade judaica"

    Atentado na Austrália foi "ataque terrorista" contra "comunidade judaica"

    O chefe da polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon, afirmou este domingo que o ataque na praia de Bondi, na Austrália, foi considerado “terrorista”. Já o governador de Nova Gales do Sul, Chris Minns, indicou que teve como objetivo atingir a “comunidade judaica de Sydney”.

    O tiroteio que deixou pelo menos 12 mortos na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, foi classificado como um ataque “terrorista” com o objetivo de atingir a “comunidade judaica”.

    Em coletiva de imprensa, o chefe da Polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon, informou que há registro de 12 mortos e 29 feridos, incluindo dois policiais.

    “Hoje, às 21h36 [07h36 em Brasília], declarei este incidente como terrorista”, anunciou.

    A Polícia de Nova Gales do Sul havia informado que dois suspeitos foram detidos, mas o chefe da corporação admitiu a possibilidade da existência de um terceiro atirador.

    “Também autorizei poderes especiais para garantir que, caso haja um terceiro autor — e estamos investigando isso neste momento — possamos impedir qualquer atividade adicional”, afirmou.

    O governador de Nova Gales do Sul, Chris Minns, declarou que “este ataque foi planejado para atingir a comunidade judaica de Sydney”.

    “No primeiro dia de Hanukkah, o que deveria ter sido uma noite de paz e alegria, celebrada por essa comunidade com famílias e apoiadores, foi destruído por este ataque horrível”, lamentou.

    O chefe da polícia informou ainda que as autoridades localizaram um carro nas proximidades da praia com “vários artefatos explosivos improvisados”.

    “Como parte da investigação e logo após o tiroteio, a polícia localizou um veículo na Campbell Parade, em Bondi, que acreditamos conter diversos artefatos explosivos improvisados. Nossa equipe de desativação de bombas está no local neste momento trabalhando na ocorrência”, disse aos jornalistas, segundo a Sky News.

    “Um ataque contra judeus australianos é um ataque contra todos os australianos”

    Também presente na coletiva, o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, lamentou o “devastador atentado terrorista em Bondi, durante a celebração do Hanukkah à beira-mar”.

    “Este foi um ataque direcionado contra judeus australianos no primeiro dia de Hanukkah, que deveria ser um dia de alegria, uma celebração da fé. Trata-se de um ato de maldade, antissemitismo e terrorismo que atingiu o coração da nossa nação”, afirmou, destacando que “um ataque contra judeus australianos é um ataque contra todos os australianos”.

    Israel denuncia “vil ataque terrorista contra judeus”

    Em comunicado, o presidente de Israel, Isaac Herzog, denunciou o que classificou como um “vil ataque terrorista contra judeus que acendiam as primeiras velas” da celebração religiosa.

    “Nosso coração está com eles. O coração de toda a nação de Israel bate forte neste momento, enquanto rezamos pela recuperação dos feridos e lembramos daqueles que perderam a vida”, afirmou em nota oficial.

    “Reiteramos repetidamente nosso alerta ao governo australiano para que aja e combata a enorme onda de antissemitismo que assola a sociedade australiana”, acrescentou.

    Localizada a leste de Sydney, Bondi é a praia mais famosa da Austrália e atrai grande número de turistas, surfistas e banhistas, especialmente nos fins de semana.

    Atentado na Austrália foi "ataque terrorista" contra "comunidade judaica"

  • Homem aborda e desarma terrorista em praia de Sydney; vídeo

    Homem aborda e desarma terrorista em praia de Sydney; vídeo

    Um homem abordou um dos atiradores e conseguiu desarmá-lo durante o atentado que ocorreu na praia Bondi, em Sydney, na Austrália. Até ao momento, já são contabilizados 12 mortos, incluindo um dos suspeitos.

    Pelo menos doze pessoas morreram num atentado na praia de Bondi, em Sydney, este domingo. Nas redes sociais, surgiram vários vídeos do ataque, incluindo imagens de um homem que abordou um dos atiradores e conseguiu desarmá-lo.

    No vídeo, compartilhado na internet, é possível ver um transeunte a aproximar-se por trás de um dos atiradores, tendo conseguido tirar a arma das suas mãos.

    O homem, já considerado um herói, conseguiu imobilizar o suspeito, apontando uma espingarda para ele em seguida. O atirador acabou por fugir do local.

    “Hoje vimos australianos correndo em direção ao perigo para ajudar os outros. Esses australianos são heróis e a sua coragem salvou vidas”, disse, em conferência de imprensa, o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese.

    Note-se que um dos atiradores morreu e o outro encontra-se em estado crítico.

    A Polícia de Nova Gales do Sul, na Austrália, revelou que pelo menos doze pessoas morreram num atentado na praia de Bondi, em Sydney. 

    “A polícia está respondendo a uma ocorrência em curso na praia de Bondi e pede ao público que evite a área. Quem estiver no local deve procurar abrigo”, começou por anunciar a autoridade na rede social X.

    Posteriormente, a polícia indicou que “duas pessoas estão sob custódia policial na praia de Bondi”, mas sublinhou que a “operação policial continua em curso”. Sabe-se agora que um dos atiradores foi neutralizado pela polícia e o outro ferido. 

    O serviço de ambulâncias de Nova Gales do Sul tinha também confirmado que várias pessoas foram levadas para hospitais locais após um tiroteio na praia de Bondi. 

    Tiroteio foi “ataque terrorista”

    O chefe da polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon, afirmou, durante uma conferência de imprensa, que o ataque na praia de Bondi, na Austrália, foi considerado “terrorista”. Já o governador de Nova Gales do Sul, Chris Minns, indicou que teve como objetivo atingir a “comunidade judaica de Sydney”.

    Tiroteio ocorreu durante celebração judaica

    Em declarações ao jornal local The Sydney Morning Herald, testemunhas revelaram que várias pessoas foram baleadas durante um evento para celebrar a primeira noite da celebração judaica Hanukkah. 

    Os residentes dizem ainda ter ouvido dezenas de tiros pelas 18h30 locais (4h30 em Brasília) e visto várias pessoas caídas no chão. “Vi pelo menos 10 pessoas no chão e sangue por todo o lado”, contou uma testemunhada, identificado como Harry Wilson, à publicação.

    Nas redes sociais circulam também vídeos – que o Notícias ao Minuto optou por não compartilhar – das autoridades e serviços de emergência a realizando manobras de reanimação a várias vítimas.

    Israel denuncia “vil ataque terrorista contra os judeus”

    O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Sa’ar, disse estar “horrorizado com o ataque a tiro assassino num evento de Hanukkah”, sublinhando que “estes são os resultados da onda antissemita nas ruas da Austrália nos últimos dois anos”.

    “O governo australiano, que recebeu inúmeros sinais de alerta, tem de cair em si!”, frisou.

    Também o presidente de Israel, Isaac Herzog, denunciou o que classificou como “vil ataque terrorista contra os judeus que estavam acendendo as primeiras velas” da festa religiosa.

    “O nosso coração está com eles. O coração de toda a nação de Israel bate forte neste preciso momento, enquanto rezamos pela recuperação dos feridos, rezamos por eles e rezamos por aqueles que perderam a vida”, afirmou num comunicado oficial.

    “Reiteramos o nosso alerta repetidamente ao governo australiano para que aja e lute contra a enorme onda de antissemitismo que assola a sociedade australiana”, acrescentou ainda.

    Localizada a leste de Sydney, Bondi é a praia mais famosa da Austrália e atrai um grande número de turistas, surfistas e nadadores, especialmente durante os fins de semana.

    Homem aborda e desarma terrorista em praia de Sydney; vídeo

  • Supremo brasileiro autoriza ecografia a Jair Bolsonaro na prisão

    Supremo brasileiro autoriza ecografia a Jair Bolsonaro na prisão

    O Supremo Tribunal Federal do Brasil autorizou a realização de uma ecografia ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro na sede da Polícia Federal, onde cumpre pena, para avaliar a necessidade de uma cirurgia, informaram meios locais.

    O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o exame seja realizado com um aparelho portátil de ultrassom no quarto onde Jair Bolsonaro está detido, com o objetivo de verificar a existência de uma hérnia inguinal bilateral e avaliar a necessidade de uma cirurgia.

    O magistrado respondeu a um pedido apresentado pela defesa do ex-presidente, que solicitou autorização para que Bolsonaro deixasse a sede da Polícia Federal, em Brasília, a fim de ser internado em um hospital para realizar o procedimento cirúrgico.

    Além disso, ao analisar o pedido, o ministro observou que, conforme determinações judiciais anteriores, as visitas de médicos já cadastrados não exigem comunicação prévia, desde que sejam respeitadas as disposições legais e judiciais já estabelecidas.

    Bolsonaro, de 70 anos, sofre de crises esporádicas de soluços, um câncer de pele em estágio inicial e sequelas de cirurgias anteriores na região abdominal, decorrentes da facada sofrida em 2018, durante a campanha presidencial daquele ano, que o levou à Presidência da República.

    Condenado a 27 anos de prisão, o ex-presidente cumpre pena desde o fim de novembro na sede da Polícia Federal, em Brasília. Ele foi levado ao local após tentar retirar, com um ferro de solda, a tornozeleira eletrônica imposta por decisão do STF.

    Desde então, a defesa e familiares do ex-presidente têm insistido, judicial e publicamente, para que seja concedida a ele prisão domiciliar humanitária, em razão dos problemas de saúde.

    Supremo brasileiro autoriza ecografia a Jair Bolsonaro na prisão

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  • Xbox planeja revelar novidades para 2026 já em janeiro

    Xbox planeja revelar novidades para 2026 já em janeiro

    A Xbox esteve misteriosamente ausente dos The Game Awards e, de acordo com o executivo Matt Booty, a decisão deve-se com o fato da empresa ter novidades para compartilhar já em janeiro de 2026.

    No fim da semana passada, foi realizada mais uma edição do The Game Awards. Além de premiar os jogos considerados os melhores de 2025, o evento também foi palco para a exibição de trailers de títulos já anunciados — como Resident Evil Requiem — e para a revelação de novos capítulos das franquias Tomb Raider, Mega Man e Control.

    Apesar de ter anunciado uma nova expansão para Diablo IV, a Xbox esteve curiosamente ausente do evento. Em entrevista à revista Variety, o presidente dos estúdios internos da Microsoft, Matt Booty, explicou o motivo.

    Segundo ele, a Xbox está planejando uma apresentação para janeiro de 2026 e, de acordo com o executivo, a empresa pretende lançar tantos jogos no próximo ano que não conseguirá mostrar tudo nessa ocasião.

    “Não posso compartilhar exatamente o que estará lá, mas temos muita coisa para lançar no próximo ano”, afirmou Booty. “Normalmente, o [evento] Dev Direct serve para destacar o que está chegando no ano seguinte. Neste ano, temos mais conteúdos a caminho do que conseguimos encaixar em uma única apresentação.”

    Embora não tenha revelado todas as novidades em desenvolvimento, Booty adiantou que serão divulgadas informações sobre Forza Horizon 6, que está sendo desenvolvido pela Playground Games. Da mesma forma, acredita-se que projetos já anunciados pela Xbox — como Gears of War: E-Day, Halo: Campaign Evolved e o novo Fable — também recebam atualizações.

    Ainda assim, espera-se que a Xbox apresente jogos inéditos e guarde alguns “trunfos na manga” para 2026.

     

    Xbox planeja revelar novidades para 2026 já em janeiro

  • Kate Middleton escreve bilhete à mão dedicado a quem morreu de câncer

    Kate Middleton escreve bilhete à mão dedicado a quem morreu de câncer

    A princesa de Gales, Kate Middleton, escreveu uma emotiva mensagem à mão em homenagem aos que perderam a vida vítimas de câncer. O bilhete foi deixado numa instalação de arte em Londres.

    Na página do Instagram dedicada aos príncipes de Gales, foi publicado um vídeo da visita de Kate Middleton, de 43 anos, ao Ever After Garden — um espaço sazonal ao ar livre que beneficia a instituição de caridade Royal Marsden Cancer Charity.

    As imagens foram compartilhadas na rede social neste sábado, 13 de dezembro, acompanhadas da legenda: “Obrigada a todos que contribuíram para o Jardim Ever After, que arrecada fundos vitais para a instituição de caridade Royal Marsden Cancer Charity. Cada flor, cada luz é uma memória que permanece unida, uma iluminação de amor compartilhado, lembrança e esperança – C.”

    Perto do final do vídeo, que pode ser visto na publicação abaixo, aparece um pequeno bilhete escrito à mão por Kate Middleton em homenagem às pessoas que perderam a vida em decorrência do câncer: “Em memória de todos aqueles que perderam a vida para o câncer – C.”

     
     
     

     
     
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    De acordo com a revista People, que cita o site oficial da instituição, o jardim — que conta com mais de 30 mil rosas brancas — foi criado em parceria pela designer Anya Hindmarch, pela escritora Camilla Morton e pela Royal Marsden Cancer Charity. Desde a inauguração, em 2019, o espaço arrecadou mais de 1,6 milhão de dólares para o The Royal Marsden NHS Foundation Trust, um dos principais hospitais e centros de pesquisa sobre o câncer.

    Kate Middleton e o príncipe William tornaram-se patronos do Royal Marsden NHS Foundation Trust em janeiro. Tanto a fundação quanto a instituição de caridade têm um significado especial para o casal real, já que a princesa de Gales recebeu tratamento contra o câncer no Royal Marsden Hospital, em Chelsea, após ser diagnosticada com a doença.

    “A mensagem de Sua Alteza Real ao longo do último ano tem sido de resiliência e esperança, e seu apoio ao The Royal Marsden deriva de uma profunda empatia por aqueles que enfrentam desafios semelhantes”, afirmou a Royal Marsden Cancer Charity em comunicado divulgado no início do ano, quando anunciou que Kate e William haviam se tornado patronos da fundação.

     
     
     

     
     
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    “O príncipe de Gales ocupa o cargo de presidente do The Royal Marsden desde 2007. Anteriormente, essa função era exercida por sua mãe, a princesa Diana”, acrescentou a instituição.

    Vale lembrar que Kate Middleton revelou ter sido diagnosticada com câncer em uma mensagem em vídeo publicada nas redes sociais em março de 2024. Em fevereiro do ano passado, ela iniciou o tratamento contra a doença, pouco mais de um mês após passar por uma cirurgia abdominal. Em setembro do mesmo ano, anunciou o término do tratamento de quimioterapia.

    No início deste ano, em janeiro, Kate Middleton também informou que estava oficialmente em remissão.

    Kate Middleton escreve bilhete à mão dedicado a quem morreu de câncer

  • Atentado em praia de Sydney deixa dez mortos; dois suspeitos detidos

    Atentado em praia de Sydney deixa dez mortos; dois suspeitos detidos

    Pelo menos dez pessoas – nove vítimas e um atirador – morreram após um tiroteio na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália. O ataque teria ocorrido durante uma celebração judaica.

    A Polícia de Nova Gales do Sul, na Austrália, informou neste domingo que pelo menos dez pessoas morreram em um tiroteio na praia de Bondi, em Sydney. Do total de mortos, nove são vítimas e um é o atirador.

    Pela manhã, a polícia havia informado que estava “respondendo a um incidente em andamento” na praia de Bondi e que duas pessoas haviam sido detidas após relatos de disparos na região.

    “A polícia está respondendo a uma ocorrência em andamento na praia de Bondi e pede ao público que evite a área. Quem estiver no local deve procurar abrigo”, anunciou inicialmente a corporação na rede social X.

    Posteriormente, a polícia informou que “duas pessoas estão sob custódia policial na praia de Bondi”, mas ressaltou que a “operação policial continua em andamento”. Agora, sabe-se que um dos atiradores foi neutralizado pela polícia.

    O serviço de ambulâncias de Nova Gales do Sul também confirmou que seis pessoas foram levadas a hospitais locais após o tiroteio na praia de Bondi. Quatro vítimas foram encaminhadas ao Hospital St. Vincent, uma ao Hospital Royal Prince Alfred e outra ao Hospital St. George.

    Citado pela agência de notícias Reuters, um porta-voz do primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou que o governo está “ciente de uma situação de segurança ativa em Bondi”.

    “Pedimos que as pessoas nas proximidades sigam as orientações da Polícia de Nova Gales do Sul”, afirmou.

    Em comunicado, Albanese declarou que “as cenas em Bondi são chocantes e angustiantes”. “A polícia e as equipes de emergência estão no local trabalhando para salvar vidas. Meus pensamentos estão com todas as pessoas afetadas”, destacou.

    Tiroteio terá ocorrido durante celebração judaica 

    Em declarações ao jornal local The Sydney Morning Herald, testemunhas relataram que várias pessoas foram baleadas durante um evento para celebrar a primeira noite do feriado judaico de Hanukkah.

    Moradores afirmaram ainda ter ouvido dezenas de tiros por volta das 18h30 no horário local (7h30 em Lisboa) e visto várias pessoas caídas no chão. “Vi pelo menos dez pessoas no chão e sangue por toda parte”, contou uma testemunha identificada como Harry Wilson à publicação.

    O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, afirmou estar “horrorizado com o ataque a tiros mortal em um evento de Hanukkah”, ressaltando que “estes são os resultados da onda antissemita nas ruas da Austrália nos últimos dois anos”.

    “O governo australiano, que recebeu inúmeros sinais de alerta, precisa reagir”, afirmou.

    Até o momento, as autoridades australianas não divulgaram os motivos do ataque.

    Também circulam nas redes sociais vídeos — que o Notícias ao Minuto optou por não divulgar — mostrando autoridades e equipes de emergência realizando manobras de reanimação em várias vítimas.

    Localizada a leste de Sydney, Bondi é a praia mais famosa da Austrália e atrai grande número de turistas, surfistas e banhistas, especialmente nos fins de semana.

    Atentado em praia de Sydney deixa dez mortos; dois suspeitos detidos

  • Polícia divulga vídeo de suspeito de tiroteio da Universidade de Brown

    Polícia divulga vídeo de suspeito de tiroteio da Universidade de Brown

    Um tiroteio na Universidade de Brown, em Rhode Island, EUA, resultou na morte de duas pessoas e deixou nove feridos. A polícia divulgou um vídeo de um suspeito e continua a investigação.

    As autoridades norte-americanas divulgaram, na noite de sábado, um vídeo de uma “pessoa de interesse” do tiroteio que matou duas pessoas na Universidade de Brown, no estado de Rhode Island.

    O incidente ocorreu pouco depois das 16h00 locais (18h00 em Brasília) dentro de uma sala de aula, onde decorriam exames, afirmou o presidente da Câmara de Providence, Brett Smiley, em conferência de imprensa. 

    As portas exteriores do edifício estavam abertas devido à realização de exames e “não se sabe” por onde é que o suspeito entrou.

    “Não se sabe como entrou no edifício, mas sabemos que saiu pelo lado da Hope Street do complexo”, acrescentou o comandante Timothy O’Hara, vice-chefe da Polícia de Providence. 

    Após a conferência de imprensa, foi divulgado um vídeo de uma “pessoa de interesse”, que as autoridades acreditam ser o atirador. As imagens, que pode ver acima, mostram o que aparenta ser um homem com roupas escuras e largas caminhando por uma rua nas imediações da universidade. 

    Tiroteio provocou dois mortos e nove feridos, a maioria em estado grave

    Além das duas vítimas mortais, o tiroteio provocou nove feridos, a maioria dos quais em estado grave. Um primeiro balanço dava conta de oito feridos, mas horas após o tiroteio foi contabilizada uma pessoa que foi ferida por estilhaços. 

    A universidade da Ivy League emitiu um alerta de atirador ativo e pediu aos alunos e funcionários que se abrigassem.

    Responsáveis da universidade começaram por informar os alunos e funcionários de que havia um suspeito que já estava sob custódia, mas, entretanto, corrigiram as informações, revelando que a polícia ainda estava à procura de um ou mais suspeitos, segundo os alertas emitidos pelo sistema de notificação de emergência da Brown citados pela Associated Press (AP).

    “Ainda estamos recebendo informações sobre o que está acontecendo, mas estamos apenas dizendo às pessoas para trancarem as portas e permanecerem vigilantes”, disse o vereador de Providence John Gonçalves, cujo distrito inclui o campus da Brown.

    “Como ex-aluno da Brown, alguém que ama a comunidade da Brown e representa esta área, estou de coração partido. Os meus sinceros pêsames a todos os familiares e pessoas afetadas”, acrescentou.

    Também o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha indicado, através da Truth Social, que foi “informado sobre o tiroteio que ocorreu na Universidade de Brown” e que o “suspeito está detido”, corrigindo, depois, a informação.


    O tiroteio ocorreu no segundo dia de exames nacionais perto do edifício Barus & Holley, um complexo de sete andares onde funciona a Escola de Engenharia e o departamento de Física.

    Segundo o site da universidade privada, o edifício conta com mais de 100 laboratórios, dezenas de salas de aula e escritórios.

    Os estudantes foram orientados a permanecer onde estavam enquanto a polícia continua investigando, ao mesmo tempo que pessoas fora do perímetro foram aconselhadas a evitar a área.

    A Brown é uma instituição privada com cerca de 7.300 alunos de graduação e mais de três mil alunos de pós-graduação, sendo hoje o segundo dia de exames finais do semestre de outono.

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