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  • Chile pode ter 1.º presidente que reivindica o legado do ditador Pinochet

    Chile pode ter 1.º presidente que reivindica o legado do ditador Pinochet

    O Chile vota hoje num cenário político que reedita, aos tempos atuais, a dicotomia entre o socialista Salvador Allende e o ditador Augusto Pinochet, com três candidatos que reivindicam o legado do general, 52 anos após o golpe militar.

    “Desde 1990, quando a democracia foi restaurada no Chile, todos os presidentes foram de centro-esquerda ou de centro-direita, contrários a Pinochet, incluindo o presidente Sebastián Piñera. Agora, se um dos três candidatos da direita vencer, teremos um presidente ‘pinochetista’. Será a primeira vez na nossa história”, disse à Lusa o analista político, escritor e ex-embaixador do Chile em Portugal (2009-2012), Fernando Ayala.

    Em 11 de setembro de 1973, Salvador Allende, então o único socialista a chegar à presidência pelo voto popular e, por isso, uma referência em toda a América Latina, suicidou-se ao ver os bombardeios ordenados pelo general Augusto Pinochet ao Palácio La Moneda, sede do governo chileno e palco do golpe militar.

    Passados 52 anos, Jeannette Jara, a primeira candidata comunista apoiada por uma coalizão de centro-esquerda, concorre contra três candidatos, dois deles de extrema-direita, mas todos abertamente ‘pinochetistas’. Antes, os políticos de direita chilenos defendiam a escola neoliberal de Pinochet na economia; agora, os candidatos reivindicam o legado do ditador em toda a sua extensão, especialmente a chamada “mão dura” como forma de combater o crime, e estão dispostos a rever os limites dos direitos humanos.

    O candidato de extrema-direita José Antonio Kast, segundo nas intenções de voto, disse que, se Pinochet estivesse vivo, votaria em Kast.

    O também candidato de extrema-direita Johannes Kaiser, tecnicamente empatado com Kast, afirmou que, se o país estivesse nas mesmas condições políticas de 52 anos atrás, ele apoiaria um novo golpe de Estado.

    A candidata de direita Evelyn Matthei, filha de Fernando Matthei — um dos integrantes da junta militar de Pinochet — defende que o golpe era inevitável ou o Chile teria se tornado Cuba. Também considera que os crimes cometidos nos dois primeiros anos da ditadura eram inevitáveis.

    Os três, descendentes de alemães, se cumprimentam em alemão e anunciam que vão libertar os militares condenados por crimes contra a humanidade durante a ditadura. E, se o golpe de 1973 foi financiado pela CIA, agora Donald Trump já afirmou que espera somar um aliado ideológico no Chile.

    “Diferentemente de todos os demais países onde os ditadores morreram no poder, fugiram ou foram presos, Pinochet manteve-se como comandante do Exército e senador vitalício. Essa anomalia nunca foi resolvida porque sua Constituição continua vigente e, quando tivemos a chance de enterrá-la definitivamente, falhamos”, conta Fernando Ayala.

    Nestas eleições, como nunca antes nos últimos 35 anos de democracia, Pinochet revive. No ato de encerramento da campanha de Johannes Kaiser, imagens do general eram vendidas como santinhos.

    Um estudo da consultoria Cadem indicou, em setembro, que Pinochet é a segunda figura histórica mais admirada pelos chilenos, com 10% dos votos — três pontos a mais do que no ano passado, quando começou a aparecer na lista dos dez mais admirados. Em 2023, ano dos 50 anos do golpe de Estado, ele havia obtido apenas 4%.

    O deposto Salvador Allende, sempre presente na lista, ficou agora em terceiro lugar, com 8%.

    “O motivo pelo qual os chilenos estão revivendo os símbolos da ditadura é a situação da criminalidade no país e a demanda social por segurança através da mão dura, uma bandeira política que impulsionou a extrema-direita”, observa Fernando Ayala.

    Para a analista política Claudia Heiss, “estas eleições têm uma estética e uma retórica que reivindicam a figura de Pinochet”.

    “O que se esperaria, 50 anos após o golpe, é que a direita mostrasse suas credenciais democráticas, mas a verdade é que a ideia do caos e do medo usada na ditadura ainda ressoa no eleitorado chileno”, aponta a cientista política da Universidade do Chile.

    A presença de uma candidata comunista e a demanda por segurança pública contra o crime ajudam a manter viva a dicotomia chilena.

    “Existe algo da Guerra Fria presente nos debates atuais. A direita fala do câncer marxista e defende o Estado mínimo e certas ideias programáticas, colocando a esquerda como irresponsável. Além disso, ainda está muito viva a eclosão social de 2019, quando jovens foram às ruas em uma luta épica semelhante ao enfrentamento entre a Unidade Popular (de Allende) e o golpe de Estado (de Pinochet), com o uso da violência”, compara Claudia Heiss.

    Há seis anos, milhares de pessoas foram às ruas em grandes e espontâneas manifestações populares contra a Constituição neoliberal de 1980, imposta por Pinochet e vista como o ponto de partida da desigualdade no país.

    “Não havia nenhuma ação coordenada nem grupo armado, mas essa eclosão social alimentou temores na direita reacionária e anticomunista”, explica Heiss.

    “Enquanto não mudarmos essa Constituição, o fantasma de Pinochet continuará pelas ruas do Chile”, sentencia Fernando Ayala.

    Chile pode ter 1.º presidente que reivindica o legado do ditador Pinochet

  • Planet Hemp se despede de São Paulo com caldeirão de fumaça no Allianz

    Planet Hemp se despede de São Paulo com caldeirão de fumaça no Allianz

    Os shows, que começaram em setembro, passaram por Salvador, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Goiânia, Brasília e Belo Horizonte. O grand finale está marcado para o dia 13 de dezembro, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro.

    MANUELA FERRARO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Planet Hemp fez um caldeirão de fumaça no show deste sábado (15) no Allianz Park, em São Paulo.
    A apresentação faz parte da turnê “A última ponta”, que marca a despedida dos palcos da banda underground que nasceu em 1993 no bairro do Catete, no Rio de Janeiro, e despontou rapidamente cantando pela legalização da maconha e contra o racismo e a violência policial.

    Os shows, que começaram em setembro, passaram por Salvador, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Goiânia, Brasília e Belo Horizonte. O grand finale está marcado para o dia 13 de dezembro, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro.

    O BaianaSystem abriu a noite depois de voltar de Las Vegas premiado com o Grammy Latino. Ainda assim, não faltou energia na participação especial. Marcelo D2 e BNegão, do Planet, já pularam no palco numa palhinha do que viria na apresentação principal.

    O grupo soteropolitano misturou a malemolência urbana de Salvador com músicas de pegada forte. Em algumas músicas, como “Saci” e “Cabeça de Papel”, a banda interagiu com dançarinos fantasiados, que fizeram boas performances. “A Mosca”, “CertopeloCertoh” e “Duas Cidades” também animaram o público, que enfrentou um frio atípico para a época do ano.

    O Planet entregou um show muito bem produzido. Antes de a banda subir ao palco, os telões laterais trouxeram uma retrospectiva de episódios de repressão à cannabis, de movimentos de contracultura, e de violência no Rio de Janeiro, que enveredou então pela história do próprio grupo.

    A linha do tempo se transformou num livro que se abria no telão principal. O obra era dediaca a Skunk, integrante da banda que morreu de Aids em 1994.

    Os capítulos acompanhavam o show com letras sincronizadas e traziam momentos marcantes da Planet, como a prisão dos músicos em 1997, em Brasília, durante um show. Eles foram acusados de apologia às drogas.

    O setlist deste sábado fez jus ao estilo raprocknrollpsicodeliahardcoreragga do grupo, que já começou a apresentação com a frenética “Dig Dig Dig” (“Hempa”). Não faltaram “Queimando Tudo”, “Legalize Já”, “Stab” e “Zerovinteum”, além de músicas mais recentes, como “Jardineiro” e “Distopia”.

    A fumaça, claro, marcou a noite. No palco, o gelo seco intenso trazia a pegada do Planet. Na plateia, sinalizadores levados pelo público transformaram a roda de bate-cabeça em um caldeirão de névoa que se misturava àquela que vinha dos baseados.

    O livro-show homenageou músicos que inspiraram o grupo, como Marcelo Yuka, Chico Science e Fábio Kalunga, figura conhecida na cena underground carioca. De convidados vieram Emicida, Pitty, Seu Jorge, João Gordo e DJ Zegon. A plateia vibrou quando Black Alien, ex-integrante do Planet, apareceu no fim do show, e o grupo recantou músicas com as rimas do rapper.

    Com a cantora baiana, o grupo cantou “Admirável Chip Novo” e “Teto de Vidro”. Já Seu Jorge, que fez parte da banda por cerca de uma ano, capturou o público num solo de flauta doce e cantou com eles a música “Quem tem Seda?”, cuja letra inspirou um anúncio feito em papel do material que circulou em edições da Folha no início do mês.

    Apesar das várias palavras contra o fascismo e a intolerância, a apresentação teve tom de despedida, com muitos abraços e Marcelo D2 dizendo diversas vezes o quanto estava emocionado. A nostalgia era grande com o livro nas telas mostrando imagens da juventude da Planet Hemp. “Mantenha o respeito” foi a canção escolhida para encerrar a noite. O público, queimando tudo, permaneceu animado até o bis.

    Planet Hemp se despede de São Paulo com caldeirão de fumaça no Allianz

  • Documentário faz panorama de atrizes e atores negros que mudaram Hollywood

    Documentário faz panorama de atrizes e atores negros que mudaram Hollywood

    Centrada apenas em atores e atrizes que transformaram a indústria americana, a obra une celebração e denúncia num momento particularmente sensível, quando a representatividade racial em Hollywood enfrenta novos desafios num contexto político conservador.

    VITÓRIA MACEDO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Ser “number one on the call sheet”, na expressão em inglês, é ser a primeira opção ou aquele que justifica a existência de um projeto. É esse também o título original do documentário do Apple TV, traduzido aqui de maneira mais direta quanto ao seu conteúdo –”Artistas Negros Conquistam Hollywood”.

    Centrada apenas em atores e atrizes que transformaram a indústria americana, a obra une celebração e denúncia num momento particularmente sensível, quando a representatividade racial em Hollywood enfrenta novos desafios num contexto político conservador.

    Como define o diretor Reginald Hudlin, o documentário se apresenta como um “antídoto para muita negatividade que está acontecendo agora”. O projeto nasceu da convergência entre as visões dele, que já havia explorado a temática ao relembrar a vida e carreira de Sidney Poitier –o primeiro homem negro a ganhar o Oscar de melhor ator–, e os atores e produtores Jamie Foxx –vencedor do Oscar pelo filme “Ray”– e Kevin Hart, que vai do stand-up às comédias de grande bilheteria.

    O documentário é dividido em duas partes, o que reflete tanto uma necessidade prática quanto uma escolha estética. Hudlin dirigiu a primeira, centrada nos homens, enquanto Shola Lynch assumiu a segunda, sobre as mulheres. “É como se fossem dois lados da mesma moeda”, diz Lynch, conhecida por seus trabalhos sobre Shirley Chisholm e pelo documentário “Libertem Angela Davis”.

    Na primeira metade, são apresentados nomes como Morgan Freeman, Denzel Washington e Michael B. Jordan. Hudlin buscou homens de diferentes gerações, origens e estilos de interpretação, incluindo americanos e britânicos.

    A segunda reúne 17 atrizes, entre elas Viola Davis, Gabrielle Union e Alfre Woodard –todas protagonistas de suas carreiras, muitas indicadas ao Oscar. Lynch pensou numa metáfora visual para orientar sua abordagem. “É como uma caixa de chocolates, colorida e lindamente embrulhada. Você abre e há todos esses doces diferentes, do branco ao amargo. Todos têm coisas diferentes dentro.”

    Whoopi Goldberg, por exemplo, relata sua resiliência ao enfrentar rejeições para papéis concebidos para mulheres brancas e loiras. Vivica A. Fox lembra os desafios técnicos enfrentados durante “Independence Day”, de 1996, quando seu cabelo foi danificado por falta de profissionais que soubessem lidar com estilos cacheados e crespos. Já Nia Long passou a cuidar da própria maquiagem para se autopreservar.

    Ao abordar os troféus da indústria, o filme celebra conquistas como a de Halle Berry, primeira mulher negra a vencer o Oscar de melhor atriz em 2002 por seu papel em “A Última Ceia”, mas aponta oportunidades perdidas de outras atrizes como Angela Bassett, Viola Davis e Cynthia Erivo.

    A parte centrada nos homens também mapeia marcos como o pioneirismo de Eddie Murphy nos anos 1980, a internacionalização da carreira de Will Smith, e os talentos emergentes, como Michael B. Jordan –simultaneamente ator e ativista e uma das estrelas do já histórico “Pantera Negra”, da Marvel.

    “A coisa mais importante é que todos foram muito honestos sobre si, suas carreiras e a indústria”, afirma Hudlin. Para ele, o documentário transcende questões raciais para abordar temas universais sobre superação e equilíbrio entre vida profissional e pessoal. “Não é apenas para pessoas que trabalham no entretenimento, mas para qualquer um que queira ouvir a mentalidade de um vencedor”, diz o diretor.

    Para ele, o streaming tem se mostrado um bom caminho de transformação, mas que as mudanças dependem da resposta da indústria como um todo. Afirma ainda que o momento pede por inovação e coragem criativa, o que é evidenciado em sucessos recentes como “Pecadores”, terror de Ryan Coogler que causou alvoroço em Hollywood quando estreou, em abril deste ano.

    “A genialidade desses artistas foi encontrar seu caminho para estar no mais alto nível de uma indústria que não é feita para elas”, diz Lynch. “É difícil para pessoas [brancas] acostumadas a serem sempre o centro da história terem sua narrativa tirada de lugar.”

    Artistas Negros Conquistam Hollywood
    Classificação: 16 anos
    Elenco: Denzel Washington, Will Smith, Angela Bessett e Viola Davis
    Direção: Reginald Hudlin e Shola Lynch
    Onde ver: Apple TV

    Documentário faz panorama de atrizes e atores negros que mudaram Hollywood

  • Forças da Colômbia matam 28 guerrilheiros em uma semana após pressão dos EUA

    Forças da Colômbia matam 28 guerrilheiros em uma semana após pressão dos EUA

    Segundo a Defensoria Pública, seis menores de idade que teriam sido recrutados por facções estão entre os mortos em um bombardeio ordenado pelo presidente Gustavo Petro na região amazônica do sul do país.

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Após pressão feita pelos Estados Unidos para que a Colômbia detenha o narcotráfico, as Forças Armadas do país sul-americano mataram, em uma semana, 28 pessoas, incluindo menores de idade, acusadas de envolvimento com grupos de guerrilha e com tráfico de cocaína.

    Segundo a Defensoria Pública, seis menores de idade que teriam sido recrutados por facções estão entre os mortos em um bombardeio ordenado pelo presidente Gustavo Petro na região amazônica do sul do país.

    “Tudo isso é lamentável. É a guerra em seu desdobramento doloroso e desumano afetando os mais vulneráveis: menores recrutados devido à falta de proteção e hoje transformados em alvos militares”, disse a defensora Iris Marín, em áudio enviado à imprensa.

    Ela afirmou ainda que “as forças militares devem adotar todas as precauções possíveis para proteger as crianças” de acordo com os princípios internacionais que “obrigam a avaliar muito cuidadosamente os meios e métodos de guerra para evitar danos desproporcionais ou desnecessários”.

    Na última terça (11), o Exército anunciou o resgate de três menores de idade em poder de uma guerrilha. Em paralelo, veículos de comunicação informaram sobre a possível morte de adolescentes nas operações.

    “Quem se envolve nas hostilidades perde toda proteção, sem distinção alguma. O que mata não é a idade, é a arma em si”, disse o ministro da Defesa, Pedro Sánchez, em declarações repudiadas pela oposição.

    Os ataques ocorrem após pressões dos EUA contra a Colômbia e seu presidente para que detenha o narcotráfico. Nos últimos dias, Petro intensificou a ofensiva contra os grupos armados e determinou bombardeios. O mais mortal ocorreu na terça, em Guaviare, no sul do país, que matou 19 pessoas.

    Os militares disseram que os mortos integravam grupos dissidentes das extintas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Essa foi a operação mais letal do tipo durante a Presidência de Petro, que começou em 2022.

    Uma autoridade do Ministério da Defesa disse à agência de notícias AFP, na sexta-feira (14), que nove rebeldes também morreram em uma operação em Arauca, na fronteira com a Venezuela.

    Veículos de comunicação locais relatam que uma investigação está em andamento para determinar se um comandante de alta patente conhecido como Antonio Medina, que lidera uma sangrenta guerra contra o grupo guerrilheiro ELN, está entre as vítimas.

    “O que sabemos é que o ataque foi extremamente preciso e atingiu o alvo pretendido”, afirmou Sánchez, o ministro da Defesa.

    O presidente colombiano afirma que as forças de segurança estão utilizando todos os recursos para combater os grupos armados e critica os EUA por, segundo ele, não conseguirem conter o consumo de drogas.

    Petro enfrenta sanções impostas pelo governo de Donald Trump por sua suposta inação no combate aos cartéis de drogas que operam na Colômbia. O republicano chegou a chamá-lo de “chefão do narcotráfico”.

    As duas facções guerrilheiras alvejadas pelas Forças Armadas colombianas seriam comandadas por Iván Mordisco, o criminoso mais procurado do país.

    No entanto, opositores dizem que as organizações se fortaleceram sob a política de Petro de negociar seu desarmamento. Petro tentou fazer as pazes com Mordisco, mas o líder rebelde se retirou das negociações.

    Na terça, o presidente escreveu na plataforma X que havia ordenado a suspensão do compartilhamento de informações com as agências de inteligência dos EUA até que Washington interrompesse os ataques a embarcações no Caribe e no Pacífico, que deixaram pelo menos 80 mortos. Dois dias depois, o governo recuou e garantiu que a cooperação continuaria.

    Forças da Colômbia matam 28 guerrilheiros em uma semana após pressão dos EUA

  • Filhos de Britney Spears estão tentando "reconstruir relação" com a mãe?

    Filhos de Britney Spears estão tentando "reconstruir relação" com a mãe?

    Kevin Federline, ex-marido de Britney Spears e pai dos seus filhos, revelou que os jovens estão em contato com a mãe para tentar “reconstruir a relação”. Ambos são pais de Sean Preston, de 20 anos, e Jayden James, de 19.

    Kevin Federline participou do programa Talk Shop Live na segunda-feira, 10 de novembro, durante a divulgação de seu novo livro de memórias, “You Thought You Knew”, e revelou que sua ex-companheira, Britney Spears, voltou a entrar em contato com os filhos do ex-casal.

    O dançarino profissional explicou que deseja que a cantora reconstrua uma boa relação com os filhos, Sean Preston, de 20 anos, e Jayden James, de 19.

    “Não conversamos especificamente sobre isso, mas sei que ela falou com nossos filhos, o que é algo bom”, afirmou Kevin Federline.

    Em determinado momento da entrevista, segundo a People, Kevin contou que os filhos “estão tentando encontrar uma maneira de reconstruir a relação com a mãe”, algo que ele apoia completamente.

    “Eles amam a mãe deles incondicionalmente. Quero dizer, sempre amaram e sempre vão amar”, destacou. “Isso está enraizado neles. E eu sempre quis que eles tivessem uma conexão com a mãe, da mesma forma que eu tenho com a minha.”

    Kevin, de 47 anos, acrescentou que detalha no livro a suposta relação turbulenta entre Britney e os filhos, com a intenção de ajudar a aproximá-los novamente — algo que agora considera “definitivamente possível”.

    “Eu sei que muita gente acha que este livro piora a situação, mas já tentamos de tudo”, justificou. “Tentamos de tudo. E quando se trata de uma situação assim, se eu tiver que ser o vilão e todo mundo tiver que me odiar, que seja. Eu faço isso para que meus filhos possam ter uma relação com a mãe deles.”

    “Tenho muita esperança de que, no meio disso tudo, no meio de toda essa turbulência, haja uma luz no fim do túnel. Eu vejo essa luz, mas será um caminho difícil e vai levar tempo”, acrescentou.

    No entanto, lembra a People, Britney Spears — dona de sucessos como “Gimme More” — não compartilha da mesma opinião sobre o livro do ex-marido. Em meados de outubro, a cantora divulgou um comunicado no qual acusou Kevin Federline de “manipulá-la constantemente” e defendeu sua relação com Sean Preston e Jayden James.

    “Sempre implorei e gritei para ter uma vida com meus filhos”, escreveu Britney. “Relacionamentos com adolescentes são complexos. Eu me senti desmoralizada por essa situação e sempre pedi, quase supliquei, para que eles fizessem parte da minha vida.”

    “Um dos meus filhos só me viu por 45 minutos nos últimos cinco anos, e o outro me visitou apenas quatro vezes nesse mesmo período. Eu também tenho meu orgulho. A partir de agora, serei eu a dizer quando estou disponível”, desabafou a cantora.

    Filhos de Britney Spears estão tentando "reconstruir relação" com a mãe?

  • 'Não existe amazônia sem amazônidas', diz Fafá de Belém em show

    'Não existe amazônia sem amazônidas', diz Fafá de Belém em show

    O espetáculo é uma celebração da amazônia e percorre os 50 anos de carreira da cantora, com canções de grandes compositores brasileiros e paraenses como Tom Jobim, Milton Nascimento, Waldemar Henrique, Paulo André e Ruy Barata e Nilson Chaves.

    AUGUSTO PINHEIRO
    BELÉM, PA (CBS NEWS) – “É uma alegria imensa estar com vocês quando a cidade fervilha, quando os olhos do mundo estão para cá. E nós temos que tocar o nosso tambor porque não existe amazônia sem amazônidas. Não existe a possibilidade de a amazônia se revigorar sem olharem para nós, sem nos ouvirem”, disparou Fafá de Belém na sexta-feira (15), no show “Amazônica”, realizado no Theatro da Paz, em Belém.

    O espetáculo é uma celebração da amazônia e percorre os 50 anos de carreira da cantora, com canções de grandes compositores brasileiros e paraenses como Tom Jobim, Milton Nascimento, Waldemar Henrique, Paulo André e Ruy Barata e Nilson Chaves.

    O show abre com a projeção de uma entrevista com uma jovem Fafá de Belém, que, em seguida, entoa “Nos Bailes da Vida”, de Milton Nascimento e Fernando Brant. No palco, a cantora, sentada em uma cadeira, assiste ao vídeo para, logo, cantar junto com sua versão jovem.

    Durante todo o show, vídeos emblemáticos da vida e carreira da paraense se sucedem no telão. No palco, Fafá conta sua história, revela impressões e opiniões sobre a vida e, principalmente, sobre Belém, o Pará e a Amazônia.

    “Belém é uma terra a ser descoberta. Fala-se muito do hoje. Mas o papel fundamental desta COP é devolver nossa autoestima”, afirmou após interpretar “Paupixuna”, de Paulo André Barata, uma ode à vida simples e bucólica dos ribeirinhos da Amazônia.

    Um convidado mais que especial, o maestro e pianista João Carlos Martins, acompanhou Fafá em algumas músicas, como “Eu sei que vou te amar” (Vinícius de Moraes e Tom Jobim). Ele também interpretou algumas peças com um quarteto de cordas, como “Playing Love”, de Ennio Morricone.

    “Esse título significa ‘tocando amor’ em português e é o que estou fazendo pela amazônia”, disse o maestro.

    Fafá também teve companhia de um percussionista, de três vocalistas de apoio e da filha, Mariana Belém, com quem cantou “Coração do Agreste”, de Aldir Blanc e Moacyr Luz, gravada pela cantora em 1989.

    Do paraense Nilson Chaves, ela cantou “Amazônia”, um retrato poético da região, e “Olho de Boto”, cheio de simbologia local. De Waldemar Henrique, compositor de Belém que misturava o erudito e o folclórico, interpretou os clássicos “Tamba-tajá” e “Minha terra”.
    Não poderiam faltar, para botar o público para dançar, “Este rio é minha rua”, espécie de hino não oficial do Pará, de Paulo André e Ruy Barata, e “Vermelho”, pedida a gritos pela plateia. A canção, composta por Chico da Silva e um dos maiore sucessos de Fafá, fechou o show em grande estilo.

    'Não existe amazônia sem amazônidas', diz Fafá de Belém em show

  • Zé Felipe questiona resultado do Grammy Latino após derrota de Ana Castela

    Zé Felipe questiona resultado do Grammy Latino após derrota de Ana Castela

    Cantor reage à vitória de Chitãozinho & Xororó e demonstrou apoio a Ana Castela, que concorria com ‘Lets Go Rodeo’; enquanto a sertaneja agradece a indicação, ele deixa no ar uma crítica à escolha dos jurados

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Zé Felipe, 27, não gostou do resultado da categoria Melhor Álbum de Música Sertaneja no Grammy Latino 2025. Sua namorada, Ana Castela, 21, acabou derrotada por Chitãozinho & Xororó e não levou o cobiçado troféu para Londrina. O sertanejo deixou uma indireta ao marcar o perfil oficial da Academia Latina de Gravação em uma postagem da própria cantora, acompanhado apenas de um ponto de interrogação.

    Ana, por sua vez, foi mais cuidadosa ao comentar o resultado. “Não ganhei o Grammy, mas ganhei tanta coisa boa nessa semana que nem sei explicar! Foi lindo demais viver tudo isso, representar o Brasil e sentir o carinho de vocês. Sou grata por todos os ‘sins’ e ‘nãos’ da minha vida Amei poder viver tudo isso!”, escreveu na legenda.

    A intérprete de “Boiadeira”, “Dia de Fluxo” e “Fronteira” concorria ao prêmio com “Let’s Go Rodeo”, seu primeiro álbum de estúdio, lançado em maio de 2025. A estatueta, porém, ficou com Chitãozinho & Xororó, pelo projeto “José & Durval”.

    Nos comentários, Zé Felipe fez questão de demonstrar apoio à cantora. “Você é incrível”, declarou o sertanejo, acompanhando a mensagem com um emoji de coração preto. Ana Castela e Zé Felipe estão juntos desde agosto de 2025, mas o relacionamento foi oficializado publicamente em 19 de outubro, durante a participação dos dois no programa “Domingo Legal”.

    Zé Felipe questiona resultado do Grammy Latino após derrota de Ana Castela

  • Xamã relembra início do namoro com Sophie Charlotte e admite ciúmes de Romulo Estrela

    Xamã relembra início do namoro com Sophie Charlotte e admite ciúmes de Romulo Estrela

    O cantor e ator relembrou como o romance começou e comentou, com bom humor, como lida com as cenas de novela em que a namorada contracena com outros atores.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Xamã abriu o jogo sobre seu relacionamento com Sophie Charlotte. O cantor e ator relembrou como o romance começou e comentou, com bom humor, como lida com as cenas de novela em que a namorada contracena com outros atores.

    O artista confessou que, apesar da confiança na relação, já sentiu o famoso “aperto” ao assistir algumas cenas protagonizadas por Sophie. “Eu já fiquei [com ciúmes], mas tem muito respeito. A gente se conhece bastante. O Rômulo é um cara muito da hora”, disse, citando Romulo Estrela, par romântico da atriz em Três Graças durante participação no Mais Você, exibido na sexta-feira (14).

    Na novela das nove, Sophie interpreta Gerluce, personagem envolvida com Paulinho, vivido por Romulo Estrela. Já Xamã dá vida a Bagdá, chefe do tráfico da comunidade retratada na história. Apesar de integrarem o mesmo elenco, eles não dividem o mesmo núcleo da trama.

    Durante a conversa, o cantor voltou ao início da relação. O romance começou ainda nos bastidores de “Renascer” (2024), onde atuaram como o casal Damião e Eliana. Foi ali que a química surgiu, mesmo que o envolvimento não tenha sido imediato. “Nessa época a gente estava flertando. Mas no início das gravações não. A gente ficou um tempo fazendo as cenas e se conhecendo mais”, lembrou.

    Juntos desde julho de 2024, Xamã e Sophie chegaram a se separar por um breve período, mas reataram em maio deste ano.

    Xamã relembra início do namoro com Sophie Charlotte e admite ciúmes de Romulo Estrela

  • Funcionáría da Caixa é suspeita de fraudes em contas de clientes

    Funcionáría da Caixa é suspeita de fraudes em contas de clientes

    Na ação, policiais federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão em Parque Tamandaré e Centro, bairros localizados no município de Campos dos Goytacazes. Além das determinações judiciais expedidas pela 2ª Vara Federal de Niterói, região metropolitana do Rio, foram impostas à suspeita medidas cautelares diversas da prisão.

    A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira (14) uma operação com o objetivo de apurar a prática de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal (CEF), em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, envolvendo uma servidora da instituição que alterava cadastro de clientes, com prejuízo de R$ 500 mil a correntistas da agência.

    Na ação, policiais federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão em Parque Tamandaré e Centro, bairros localizados no município de Campos dos Goytacazes. Além das determinações judiciais expedidas pela 2ª Vara Federal de Niterói, região metropolitana do Rio, foram impostas à suspeita medidas cautelares diversas da prisão.
    De acordo com as investigações, as fraudes eram praticadas por uma servidora da Caixa que atuava de forma individual em um esquema que envolvia a alteração irregular de dados cadastrais de clientes da instituição financeira, a reemissão indevida de cartões bancários e a realização de saques presenciais em terminais de autoatendimento, além de contratações suspeitas de cartões de crédito.

    A apuração teve início após relatórios internos da Caixa identificarem movimentações atípicas, como manipulação sistemática de informações em contas de clientes, diversos cartões reemitidos para um mesmo endereço e saques efetuados em diferentes agências da cidade. Até o momento, foram identificados 52 clientes com cadastros alterados de forma irregular e um prejuízo estimado em cerca de R$ 500 mil.

    Durante a ação, foram apreendidos dois aparelhos celulares, dois notebooks e sete cartões bancários em nome de terceiros, além de diversos documentos.

    A investigada poderá responder pela prática dos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informação, peculato e furto qualificado.

    A Agência Brasil entrou em contato com a Caixa e aguarda posicionamento.

     

    Funcionáría da Caixa é suspeita de fraudes em contas de clientes

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Wagner Moura desponta como favorito ao Oscar, diz revista americana

    Wagner Moura desponta como favorito ao Oscar, diz revista americana

    Ele está no topo da disputa por melhor ator, à frente de nomes como DiCaprio e Chalamet; ‘O Agente Secreto’ também aparece bem posicionado em várias categorias de 2026

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O movimento em torno de “O Agente Secreto” ganhou um novo impulso nesta semana, quando a Hollywood Reporter, uma das publicações mais influentes da indústria, destacou Wagner Moura como o nome mais forte na corrida pelo Oscar de melhor ator.

    A avaliação, feita pelo jornalista Scott Feinberg -referência nas previsões de premiações -, coloca o brasileiro à frente de concorrentes de grande visibilidade, como Timothée Chalamet, Leonardo DiCaprio, Michael B. Jordan e George Clooney.

    A projeção positiva não se restringe ao trabalho de Moura. No levantamento, que atualiza semanalmente os favoritos em todas as categorias, o longa dirigido por Kleber Mendonça Filho aparece entre os oito primeiros na disputa de melhor roteiro original e figura como o quarto colocado na corrida pelo Oscar de filme internacional. O painel também atribui ao diretor brasileiro a 13ª posição entre possíveis indicados a Melhor Direção.

    Outras áreas técnicas do filme também foram mencionadas, ainda que em posições mais distantes: 17º lugar em melhor fotografia e 23º em melhor direção de arte. Mesmo assim, o conjunto de citações reforça o alcance internacional da produção.

    Lançado no início deste mês, após passar por Cannes e ser escolhido para representar o Brasil no Oscar 2026, “O Agente Secreto” mergulha no clima tenso da ditadura militar. A trama acompanha Marcelo, vivido por Wagner Moura, um especialista em tecnologia que retorna a Recife em 1977 em busca de tranquilidade, mas encontra uma cidade atravessada por vigilâncias, conspirações e segredos de Estado.

    O elenco, composto por nomes como Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Hermila Guedes, Isabél Zuaa e Alice Carvalho, ajuda a sustentar a atmosfera de paranoia política que estrutura o longa.

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