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  • Racha fragiliza aliança entre grupo de Hugo Motta e ala do centrão na Paraíba

    Racha fragiliza aliança entre grupo de Hugo Motta e ala do centrão na Paraíba

    Pai do presidente da Câmara é pré-candidato ao Senado contra aliados de Lula e Bolsonaro; prefeito de João Pessoa quer enfrentar vice-governador na eleição para governo do estado

    RECIFE, PE (CBS NEWS) – O arco de alianças do grupo político do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sofreu uma cisão após o anúncio do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, de que se filiará ao MDB.

    Com a mudança, ele deverá se lançar candidato ao Governo da Paraíba em 2026 contra o atual vice-governador, Lucas Ribeiro (PP), sobrinho do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), uma das principais lideranças do centrão no Congresso.

    O movimento do gestor da capital paraibana derrubou a unidade pregada por Motta e outros integrantes da base aliada do governador João Azevêdo (PSB), que deverá deixar o cargo em abril para ser candidato ao Senado.

    A chapa acordada na base governista prevê também o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), pai de Hugo Motta, como candidato a senador junto com João Azevêdo.

    Até meados do ano passado, a articulação do grupo era para que Motta fosse o candidato ao Senado, mas, como ele assumiu a presidência da Câmara, prefere agora disputar a reeleição e buscar a recondução ao comando da Casa.

    Aliados de Motta reconhecem nos bastidores que o pai dele deverá enfrentar uma disputa acirrada.

    O governador João Azevêdo é tido como favorito para se eleger a uma vaga, restando apenas a outra em disputa. Os principais concorrentes de Nabor Wanderley são o atual senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL), derrotado no segundo turno para a Prefeitura de João Pessoa em 2024.

    Veneziano é aliado do presidente Lula (PT), que costuma ter votações expressivas na Paraíba. Em 2022, o petista foi eleito com 66,62% dos votos no estado, enquanto Jair Bolsonaro (PL) teve 33,38%. O parlamentar, porém, terá que quebrar um tabu de quase 30 anos, já que, desde 1998, um senador não se reelege no estado.

    Ex-prefeito de Campina Grande, Veneziano estava com dificuldades para montar um palanque próprio, já que é oposição ao atual governador e também não é próximo do bolsonarismo. A salvação foi a ida do prefeito de João Pessoa para o MDB, em evento que acontece na próxima segunda-feira (17). A tendência é que Lula apoie Veneziano e João Azevêdo, mesmo os dois sendo adversários locais.

    Cícero será o candidato a governador na chapa do MDB. Ele foi reeleito prefeito de João Pessoa em 2024 e decidiu, neste ano, fazer o movimento em prol da postulação ao governo ao deixar o PP, que manteve Lucas Ribeiro como pré-candidato.

    A articulação de Cícero irritou Aguinaldo Ribeiro, que disse a aliados ter sido traído. O deputado lembrou, segundo pessoas próximas, que o prefeito estava afastado da política em 2020, quando o PP o lançou como candidato.

    Novo aliado de Cícero, Veneziano tem articulado ações dos prefeitos paraibanos junto ao governo federal, enquanto Nabor aposta na força política do filho para conseguir êxito.

    Queiroga, por sua vez, aposta no voto ideológico do bolsonarismo. Bolsonaro tem a eleição do Senado como uma das prioridades do seu grupo político no próximo ano para fazer frente ao Supremo Tribunal Federal.

    Queiroga diz acreditar que é possível vencer e alfineta Veneziano e Nabor. “Eles comandam um trem da alegria de emendas, que são instrumento de troca de posicionamento político. São os candidatos da verba. E eu sou do verbo. Eles vão se destruir entre eles”, diz.

    O candidato a governador apoiado pelo PL deverá ser o senador Efraim Filho (União Brasil), que entregou os cargos que tinha indicado no governo Lula. A aproximação do parlamentar com o bolsonarismo teve o aval da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro durante visita a João Pessoa.

    A aposta da direita é que a divisão do campo governista poderá ajudar Efraim a ir ao segundo turno da eleição. Há possibilidade de ele migrar para o PL, se a federação entre União e PP for concretizada e o comando na Paraíba ficar com o grupo de Aguinaldo e Lucas Ribeiro.

    Outro partido cobiçado pelas oposições é o PSD, comandado no estado pelo ex-deputado federal Pedro Cunha Lima, derrotado em 2022 no segundo turno por João Azevêdo em disputa acirrada.

    Aliados de Cícero dizem que há possibilidade de Pedro ser o candidato a vice na chapa. Também há intenção de Efraim de fazer composição com Pedro. O ex-deputado pretende tomar a decisão de forma conjunta com o primo e prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil), até janeiro.

    “Não abro mão de fazer um necessário debate e com foco imenso na educação. Mais do que qualquer composição, o mais importante é uma agenda para colocar em primeiro plano”, diz Pedro, que apoiará Veneziano para uma das vagas ao Senado.

    Com Pedro em sua chapa, Cícero teria apoio das máquinas públicas das duas maiores cidades paraibanas: Campina Grande e João Pessoa -já que o atual vice-prefeito da capital, Léo Bezerra (PSB), que herdará o cargo de Cícero, o apoia para o governo.

    Lucas Ribeiro, por sua vez, tem como principal capital político a estrutura do governo estadual, já que estará como governador durante a campanha eleitoral. Juntos, o PP de Lucas, o PSB de João Azevêdo e o Republicanos de Hugo Motta elegeram 139 dos 223 prefeitos da Paraíba nas eleições de 2024.

    Tanto Cícero Lucena como Lucas Ribeiro disputam o apoio do PT no próximo ano. Há possibilidade de o partido de Lula ocupar a vaga de vice em uma das chapas. Apesar de ter apenas um prefeito no estado, a legenda é cobiçada por ser do presidente e ter um dos maiores tempos de propaganda no rádio e na televisão.

    O principal foco dos petistas é eleger dois deputados federais para ajudar a ampliar a base aliada de Lula num eventual quarto mandato -um dos candidatos será o ex-governador Ricardo Coutinho. Atualmente, há apenas um deputado federal do PT no estado.

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  • EUA x Venezuela: como é o 'grupo de ataque' do maior porta-aviões do mundo

    EUA x Venezuela: como é o 'grupo de ataque' do maior porta-aviões do mundo

    Maior navio de guerra do mundo está na região do Caribe, em ponto não divulgado, em missão declarada contra traficantes; O USS Gerald R. Ford leva mais de 4 mil militares e dezenas de aeronaves capazes de operar dia e noite

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Os EUA divulgaram ontem novas imagens do grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford após a chegada da embarcação à América Latina. As fotos revelam o arsenal mais avançado da Marinha americana em operação na região.

    O porta-aviões é o centro da força. O USS Gerald R. Ford, maior porta-aviões do mundo, leva mais de 4 mil militares e dezenas de aeronaves capazes de operar dia e noite. A embarcação concentra a capacidade de projeção de poder aéreo e naval dos EUA.

    A ala aérea embarcada amplia o alcance. A bordo estão os caças F/A-18E/F Super Hornet, aviões de alerta antecipado E-2D Hawkeye, helicópteros MH-60 e aeronaves de guerra eletrônica EA-18G Growler, que permitem vigilância, ataque, defesa e apoio logístico em múltiplos cenários.

    Os destróieres fazem a proteção do grupo. As escoltas incluem os destróieres USS Bainbridge, USS Mahan e USS Winston S. Churchill, todos da classe Arleigh Burke, equipados com o sistema Aegis, radares de longo alcance e lançadores verticais capazes de disparar mísseis de defesa aérea e de ataque.

    O arsenal cobre todas as frentes. Esses navios combinam capacidades antiaérea, antissubmarino e antissuperfície, criando uma bolha de proteção que permite ao porta-aviões operar em segurança mesmo em áreas de maior tensão.

    A atuação conjunta com a Força Aérea deixa a presença dos EUA ainda mais intimidante. As imagens divulgadas mostram o grupo de ataque operando junto a um bombardeiro B-52, aeronave capaz de lançar mísseis de longo alcance e realizar patrulhas estratégicas em grande altitude.

    A mobilização tem peso geopolítico. A presença deste conjunto militar próximo à América Latina funciona como uma demonstração de força dos EUA em meio ao aumento de tensões com a Venezuela e sinaliza a atuação americana contra supostas redes criminosas e tráfico internacional.

    EUA x Venezuela: como é o 'grupo de ataque' do maior porta-aviões do mundo

  • Macron pede a Lula que compense perdas das empresas por cortes de energia renovável

    Macron pede a Lula que compense perdas das empresas por cortes de energia renovável

    Ressarcimento pode custar cerca de R$ 7 bi e seria pago por consumidores de energia, com impactos na conta de luz e inflação; procurados, governos não se manifestaram; Planalto disse a parlamentares que trecho será vetado

    BELÉM, PA (FOLHAPRESS) – O corte de energia no Brasil por causa do excesso de geração renovável, conhecido pelo termo em inglês “curtailment”, ganhou projeção internacional nos bastidores de eventos que ocorrem em paralelo à COP30 em Belém, no Pará.

    Segundo pessoas que acompanham a agenda da energia, durante sua passagem pela Cúpula dos Líderes, na semana passada, o presidente da França, Emmanuel Macron, pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não vete uma emenda da MP (medida provisória) 1.304 que trata do ressarcimento às empresas que sofrem perdas financeiras com esses cortes.

    A preocupação de Macron é que as empresas francesas com investimento em energia renovável no Brasil possam sofrer perdas se não forem reembolsadas.

    Na tarde desta quinta-feira (13), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, foi de Belém a Brasília para uma reunião com Lula que tinha entre os temas discutir vetos na MP. O presidente não quer elevar a conta de luz, e o Planalto já avisou a senadores que o trecho será vetado. No entanto, a pressão pelo ressarcimento é grande. Ele tem até 24 de novembro para decidir.

    O governo francês não se manifestou sobre o assunto, a assessoria da Presidência do Brasil disse que quem cuida da questão é o MME (Ministério de Minas e Energia), que, procurado, não comentou até a publicação deste texto

    Segundo a Folha de S.Paulo apurou, há alguns meses, um diplomata da França já havia reclamado do curtailment no MME. A queixa é que o acúmulo de perdas por causa dos cortes prejudica a estabilidade financeira dos negócios e a imagem da geração renovável brasileira no mundo e colocam em xeque investimentos futuros.

    Apesar de diferentes fontes de energia sofrerem com o curtailment, entre as empresas mais impactadas estão parques eólicos e solares, muitos deles com acionistas estrangeiros, que fizeram aportes vultosos para estarem aqui.

    Cinco pessoas com conhecimento das discussões disseram que vários países com investimentos em energia renovável no Brasil estão preocupados com o impacto financeiro dos cortes, mas a França é o país que tem sido mais vocal.

    O governo Macron está especialmente preocupado com os investimentos em energia renovável feitos por empresas francesas no Brasil. Entre elas está a TotalEnergies, que tem 34% da Casa dos Ventos, uma das principais desenvolvedoras de projetos eólicos no Brasil. O negócio faz parte do portfólio de descarbonização da companhia francesa.

    Procurada pela reportagem, a empresa respondeu que, “como companhia privada, não comenta temas políticos ou discussões entre países”. Fundada em 1924, a TotalEnergies é uma gigante do setor de energia que nasceu como empresa pública, mas foi privatizada na década de 1990. Hoje mantém uma relação complexa com o Estado francês, porque vem sofrendo pressão da opinião pública e de setores do governo para acelerar a transição energética. As perdas com o curtailment no Brasil dificultam essa meta.

    NEGOCIAÇÕES

    O relatório original sobre a MP, do senador Eduardo Braga (MDB-AM), limitava o ressarcimento a casos pontuais, que fossem associados a questões técnicas, como falta de linha de transmissão, um problema que afetou vários investidores.

    Uma emenda aglutinativa apresentada pelo deputado Danilo Forte (União-CE) ampliou o benefício para outros tipos de cortes. O Ceará concentra projetos eólicos, e o deputado é conhecido no Congresso por sua ativa atuação em defesa do estado, especialmente da Casa dos Ventos.

    A empresa atua em múltiplas frentes de energia renovável, incluindo o desenvolvimento de um grande data center em Pecém, que foi beneficiado recentemente por iniciativas do governo.

    A forma e o valor do ressarcimento têm gerado controvérsias também.

    A maioria dos participantes do setor diz que esse mecanismo será financiado pelos consumidores de energia via aumento na conta de luz. Ainda durante a tramitação da proposta, estimativas da Abrace, que representa grandes empresas de energia, estimou que as perdas com o curtailment, de 2023 até o final deste ano, possam somar cerca de R$ 7 bilhões, valor suficiente para acrescentar cerca de 3% de aumento na conta de luz, com efeitos sobre a inflação do Brasil.

    A Abeeólica, que representa o setor eólico, afirma que as empresas já abriram mão de parte das perdas e aceitariam receber R$ 3,8 bilhões. A associação afirma que os recursos sairiam de um mecanismo da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) que faz compensações do mercado livre. A entidade diz que o setor de renováveis pode quebrar sem o ressarcimento.

    Técnico da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), no entanto, que foi consultado pela Folha, afirma que mencionado recurso pertence aos consumidores e só pode ser liberado com aprovação do Congresso.

    A MP 1304 fez uma reforma no setor de energia. O texto chegou a ficar parado no Congresso, mas depois foi aprovada em tempo recorde. Os grupos de interesse fizeram tanta pressão, inserindo diferentes dispositivos, que o ministro de Minas e Energia disse que era uma vitória do lobby.

    Enquanto se debate o veto, o setor não resolve a origem do problema:o excesso de oferta de energia para pouca demanda, sustentada pelo avanço da geração nos telhados, conhecida no setor como MMGD (micro e minegeração distribuída). Um incentivo, que tem um longo prazo para acabar, mantém a expansão dos projetos. Esperava-se que a mesma MP 1304 apresentasse alguma nova restrição a esse benefício, o que não ocorreu.

    O banco BTG publica relatórios sobre curtailment eólico e solar e divulgou um consolidado sobre o primeiro tremeste que ilustra o tamanho do problema. Até setembro, os cortes afetaram 20,4% geração eólica. Para os parques solares, o corte subiu para 34,1%, bem acima dos 23,8% do trimestre anterior e dos 16,5% registrados no terceiro trimestre e do ano passado.

    Macron pede a Lula que compense perdas das empresas por cortes de energia renovável

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  • Lorelay Fox se pronuncia após polêmica envolvendo Claudia Leitte

    Lorelay Fox se pronuncia após polêmica envolvendo Claudia Leitte

    Lorelay disse estar sendo xingada “horrores” por fãs de Claudia Leitte, que passaram a defendê-la nas mensagens privadas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Lorelay Fox apareceu no Instagram para comentar o episódio envolvendo ela e o humorista Fernando Pedrosa que viralizou nas redes nos últimos dias. Nos stories, a drag queen contou que nem ela nem Fernando sabiam que Cissa Guimarães anunciaria Claudia Leitte como atração musical no fim da edição e quem vêm recebendo críticas dos fãs da cantora.

    “Foi nos últimos minutos do programa, eu e Fernando nos olhamos sem perceber, a gente se olhou só. A gente não combinou”, explicou. Segundo ela, assim que a gravação acabou, a própria equipe comentou a expressão dos dois: “Um programa cheio de LGBT, todo mundo entendeu.”

    A cena viralizou nas redes sociais. Lorelay disse estar sendo xingada “horrores” por fãs de Claudia Leitte, que passaram a defendê-la nas mensagens privadas. Apesar do tom agressivo, a youtuber tratou a situação com naturalidade e deixou claro que não está tentando impedir ninguém de gostar da artista.

    “Se você é uma gay que gosta da Claudia Leitte, ela não gosta de você. Mas você pode gostar dela. Assim como eu posso não gostar e você não gostar de mim. Tá tudo bem, gente. Foi só uma olhadinha ali e vida que segue, né?”, disse a drag queen.

    Fernando Pedrosa também se manifestou em seu perfil e reforçou que nada foi combinado. “Foi só mesmo uma reação natural das coisas, como o nosso corpo pede”, afirmou.

    Lorelay Fox se pronuncia após polêmica envolvendo Claudia Leitte

  • STF tem maioria para tornar Eduardo Bolsonaro réu sob acusação de coação ao atuar nos EUA

    STF tem maioria para tornar Eduardo Bolsonaro réu sob acusação de coação ao atuar nos EUA

    Julgamento ocorre no plenário virtual do STF, entre ministros da Primeira Turma, até dia 25 de novembro

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta sexta-feira (14) para receber a denúncia contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sob a acusação de coação.

    Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin apresentaram seu votos no primeiro dia de julgamento no plenário virtual do colegiado. Cármen Lúcia tem até o dia 25 para apresentar sua posição.

    Nessa fase do processo, os ministros analisam se a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) traz indícios mínimos de autoria e materialidade que justificam a abertura de um processo penal contra Eduardo. Com a confirmação do resultado, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro se tornará réu e responderá ao Supremo pelos crimes de que foi acusado.

    Em seu voto, o relator Alexandre de Moraes disse que a PGR levantou diversos indícios de que Eduardo atuou nos Estados Unidos para pressionar o Judiciário a suspender o processo contra seu pai na trama golpista.

    O crime de coação, para ser configurado, exige que a ação tenha grave ameaça. Para o ministro, ela se materializou na “articulação e obtenção de sanções do governo dos Estados Unidos da América, com a aplicação de tarifas de exportação ao Brasil, suspensão de vistos de entradas de diversas autoridades brasileiras nos Estados Unidos da América e a aplicação dos efeitos da Lei Magnitsky a este ministro relator”.

    “Há relevantes indícios de que as condutas de Eduardo Nantes Bolsonaro tinham como objetivo a criação de um ambiente institucional e social de instabilidade, com aplicação de crescentes sanções a autoridades brasileiras e prejuízos econômicos ao Brasil, como modo de coagir os ministros do Supremo Tribunal Federal a decidir favoravelmente ao réu Jair Messias Bolsonaro, em total desrespeito ao devido processo legal”, completou.

    Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo foram acusados pela PGR de articularem ações junto ao governo do Estados Unidos com o objetivo de intervir nos processos contra Jair Bolsonaro no Brasil.

    O procurador-geral Paulo Gonet viu na ação da dupla o crime de coação, que consiste em “usar de violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial”.

    O processo contra os dois acabou desmembrado. Moraes determinou que Eduardo fosse intimado por edital, sob alegação de que ele dificultava o andamento do processo; já Figueiredo mora nos Estados Unidos há mais de dez anos e será notificado pessoalmente, por meio de cooperação jurídica internacional.

    A acusação da PGR diz que Eduardo e Figueiredo, desde o recebimento da denúncia contra Bolsonaro no Supremo, passaram a articular sucessivas e continuadas ações para intervir no processo penal.

    “O propósito foi o de livrar Jair Bolsonaro, e também o próprio Paulo Figueiredo, da condenação penal pelos crimes que ensejaram a abertura de procedimentos criminais”, afirmou o procurador-geral, Paulo Gonet na denúncia de coação. “As ameaças foram reiteradas várias vezes, em diferentes ocasiões”, acrescentou.

    O procurador afirma que Eduardo e Figueiredo tentaram explorar o relacionamento que mantêm com integrantes do governo americano e assessores e conselheiros do presidente Donald Trump e que se valeram dessa rede de contatos para constranger a atuação do Supremo.

    Eles induziram, diz a peça acusatória, “a adoção de medidas retaliatórias pelo governo norte-americano contra o Brasil e contra autoridades brasileiras, no intuito de compelir o Supremo Tribunal a encerrar os processos sem condenações, especialmente de Jair Bolsonaro”.

    Essa pressão tinha, também, o objetivo de que o Congresso Nacional aprovasse um projeto de anistia que abrangesse Bolsonaro, diz Gonet.

    “Os denunciados ameaçavam as autoridades judiciárias e de outros Poderes com a promessa de que conseguiriam de autoridades norte-americanas sanções dispostas para dificultar e arruinar suas vidas civis, mesmo no Brasil, se o processo criminal não tivesse o fim que desejavam ou se a anistia -extensiva necessária e prioritariamente a Jair Bolsonaro- não fosse pautada e conseguida no Congresso Nacional.”

    Um dos efeitos práticos da atuação de Eduardo e Figueiredo nos Estados Unidos foi a aplicação, pelo governo americano, de sanções financeiras contra o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa.

    Em nota conjunto divulgada após a denúncia, a dupla disse que a acusação revelava a “perseguição política em curso”. Eles ainda dizem que a acusação é “fajuta” e chamam a equipe de Paulo Gonet na PGR de “lacaios de Moraes”.

    Já o defensor público Antonio Ezequiel Inácio Barbosa, responsável pelo caso, pede ao Supremo que a acusação por coação não seja levada à frente porque o tipo penal exige violência ou grave ameaça para ser configurado.

    “Declarações sobre fatos políticos, ainda que críticas, ácidas ou contundentes, não constituem violência nem grave ameaça. Especificamente, esta última pressupõe promessa de mal futuro que dependa da vontade e do poder de quem ameaça. Se o agente não tem poder de concretizar o mal anunciado, não há grave ameaça, mas mera opinião ou prognóstico sobre eventos futuros”, afirma.

    STF tem maioria para tornar Eduardo Bolsonaro réu sob acusação de coação ao atuar nos EUA

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  • Trump diz que vai mandar investigar suposto elo entre Epstein e Clinton

    Trump diz que vai mandar investigar suposto elo entre Epstein e Clinton

    Trump afirmou que pedirá a procuradora-geral e ao FBI para investigar relação de Clinton e Epstein

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que a pressão para divulgar detalhes da rede de abuso sexual de Jeffrey Epstein é uma “farsa” promovida por democratas e que vai determinar uma investigação sobre o suposto relacionamento do empresário com o ex-presidente Bill Clinton

    Trump diz que pedirá à procuradora-geral e ao FBI para investigar relação de Clinton e Epstein. “Os democratas estão fazendo tudo o que podem, com seu poder cada vez menor, para promover novamente a farsa sobre Epstein”, escreveu o republicano em sua plataforma Truth Social.

    Além de Clinton, o presidente disse que investigaria a relação do bilionário com outros nomes, como o ex-secretário do Tesouro Larry Summers. Ele também mencionou o investidor e empresário Reid Hoffman, o banco JP Morgan Chase e “muitas outras pessoas e instituições”.

    Trump disse que “provas” mostram os democratas “passando grande parte da vida nas ilhas de Epstein”. Ele não detalhou, porém, quais provas seriam essas. “Epstein era um democrata, e ele é problema dos democratas, não dos republicanos!”, escreveu ele nas mídias sociais

    Post de Trump acontece dias após milhares de arquivos envolvendo Epstein serem publicados nas redes sociais. Em uma das mensagens, o bilionário diz que nunca conheceu “alguém tão ruim” quanto Trump

    Acusado de manter uma rede de exploração sexual de menores e morto na prisão em 2019, Epstein teria dito ser o único “capaz de derrubar” o atual presidente dos EUA. A mensagem está entre os cerca de 20 mil arquivos que deputados do país tornaram públicos nesta semana.

    Trump e Epstein foram amigos nas décadas de 1980 e 1990. Eles frequentavam eventos sociais juntos em Nova York e Flórida. A controvérsia em torno de seus laços estreitos com o criminoso sexual condenado persegue Trump desde julho passado, quando o Departamento de Justiça anunciou que não divulgaria mais informações sobre o financista nova-iorquino, que supostamente cometeu suicídio em 2019 enquanto aguardava julgamento na prisão.

    RELEMBRE O CASO EPSTEIN

    Epstein foi preso pela primeira vez em 2008, quando foi sentenciado a 13 meses de prisão. Na época, os pais de uma menina de 14 anos denunciaram à polícia que o empresário havia abusado sexualmente da garota em sua mansão. Outras possíveis vítimas foram descobertas e foram encontradas fotos de meninas na casa dele.

    Jeffrey se livrou de pegar prisão perpétua. O bilionário fechou um polêmico acordo que o safou de ficar encarcerado pelo resto da vida, mas fez com que fosse registrado na lista federal de criminosos sexuais.

    Ele voltou a ser preso em 2019 sob acusação de tráfico sexual. Jeffrey foi acusado de traficar dezenas de meninas, de explorá-las e abusá-las sexualmente. Desse caso, o bilionário se declarou inocente e sempre negou as acusações. Após um mês na cadeia, aos 66 anos, ele foi encontrado morto na cela em que estava detido. A causa de sua morte divulgada oficialmente foi suicídio.

    Trechos de documentos do caso Epstein foram divulgados na imprensa e revelaram que famosos e políticos participaram das polêmicas festas do empresário. Personalidades como Leonardo DiCaprio, Cameron Diaz, Cate Blanchett, Bruce Willis, Kevin Spacey, George Lucas e Naomi Campbell foram citados, mas nenhum deles foi acusado pela prática de crimes.

    Políticos como o ex-presidente Bill Clinton e o atual mandatários dos EUA, Donald Trump, também são citados em documentos. Os dois, porém, também não receberam acusações criminais formais.

    Membro da realeza britânica, príncipe Andrew já respondeu a processo de abuso sexual relacionado ao caso Epstein. Ele foi acusado de manter relações sexuais com uma garota por intermédio do empresário em uma “orgia com várias menores de idade”. Na época, o Palácio de Buckingham destituiu Andrew de seus deveres militares e de seu título real.

    Trump diz que vai mandar investigar suposto elo entre Epstein e Clinton

  • PIB cresce em todos os estados e no DF em 2023; veja ranking

    PIB cresce em todos os estados e no DF em 2023; veja ranking

    AC, MS, MT, TO e RJ mostram maiores altas, diz IBGE; menores avanços ocorrem em RS, RO, PA e SP

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O PIB (Produto Interno Bruto) cresceu em todos os estados e no Distrito Federal em 2023, apontam dados divulgados nesta sexta-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Isso não ocorria desde 2021, segundo o órgão.

    Em 2023, as maiores altas ocorreram nos seguintes estados: Acre (14,7%), Mato Grosso do Sul (13,4%), Mato Grosso (12,9%), Tocantins (7,9%) e Rio de Janeiro (5,7%).

    Já as menores variações foram encontradas no Rio Grande do Sul (1,3%), em Rondônia (1,3%), no Pará (1,4%) e em São Paulo (1,4%). O PIB do Brasil avançou 3,2% em 2023.

    O IBGE disse que o bom desempenho da agropecuária, em especial do cultivo de soja, teve contribuição decisiva para o crescimento registrado por Acre (14,7%), Mato Grosso do Sul (13,4%), Mato Grosso (12,9%) e Tocantins (7,9%).

    Já a alta do Rio de Janeiro (5,7%) foi puxada pelo avanço da indústria extrativa, com destaque para petróleo e gás.

    13 ESTADOS FICAM ABAIXO DA MÉDIA DO PAÍS

    Treze estados mostraram crescimento inferior à média nacional (3,2%).

    No Rio Grande do Sul, que teve uma das menores altas (1,3%), o desempenho sofreu impacto da baixa da indústria de transformação, nos ramos de refino de petróleo e fabricação de máquinas e equipamentos, disse o IBGE. O estado também sofreu com estiagem à época.

    Em Rondônia, que também mostrou uma das menores variações (1,3%), o crescimento foi limitado pela seca ocorrida na região Norte.

    “Isso reduziu a geração de energia elétrica e a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação”, afirmou em nota a gerente de Contas Regionais do IBGE, Alessandra Poça.

    No caso de São Paulo, principal economia do país, o resultado de 1,4% foi impactado pela contribuição negativa da indústria de transformação. O instituto mencionou os segmentos de defensivos agrícolas e fabricação de máquinas e equipamentos.

    O Sudeste teve redução de 0,3 ponto percentual em participação no PIB na passagem de 2022 para 2023, ficando em 53%.

    Sul (+0,2 p.p.) e Norte (+0,1 p.p.) tiveram aumento, chegando a 16,8% e 5,8%. Já o Nordeste (13,8%) e o Centro-Oeste (10,6%) mantiveram suas participações.

    SP E RJ PERDEM ESPAÇO EM 21 ANOS

    O IBGE também fez uma comparação mais longa na série histórica, de 2002 para 2023.

    Nesse recorte, as regiões Centro-Oeste e Norte registraram os maiores ganhos relativos de participação no PIB do país, com avanços de 2 pontos percentuais e 1,1 ponto percentual.

    A única grande região a perder espaço no período foi o Sudeste (-4,4 p.p.). Houve redução nos pesos das economias de São Paulo (-3,4 p.p.) e Rio de Janeiro (-1,7 p.p.).

    Por outro lado, o IBGE destacou o caso de Mato Grosso, que teve o maior acréscimo de participação (+1,2 p.p.). Santa Catarina, (+1 p.p.) e Mato Grosso do Sul (+0,6 p.p.) vieram na sequência.

    Estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul são conhecidos pelo agronegócio, que ganhou força nas últimas décadas.

    De 2002 a 2023, o PIB nacional teve aumento médio de 2,2% ao ano. Centro-Oeste e Norte tiveram as maiores taxas de crescimento. As variações foram de 3,4% e 3,2% ao ano.

    Enquanto isso, o Nordeste ficou próximo da média nacional, com 2,4% ao ano. Sudeste e Sul registraram as menores elevações (2% e 1,9%).

    Entre os estados, Mato Grosso e Tocantins foram os principais destaques, com variações médias de 5,2% e 4,9%. Em seguida, aparecem Roraima (4,5%), Acre (3,9%) e Mato Grosso do Sul (3,7%).

    Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul mantiveram-se como os dois estados de menores aumentos médios em volume na série: 1,6% e 1,4% ao ano.

    PIB cresce em todos os estados e no DF em 2023; veja ranking

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  • Filho de Patrícia Poeta recebe alta após quase dois meses de internação

    Filho de Patrícia Poeta recebe alta após quase dois meses de internação

    Felipe passou quase dois meses internado por causa de uma infecção; a apresentadora falou sobre o assunto nas redes sociais e agradeceu a equipe do hospital

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Patrícia Poeta usou as redes sociais para comemorar a alta do filho, Felipe, de 23 anos. O DJ passou quase dois meses internado. “Foram 7 semanas, que pareceram muito mais. De aflição, preocupação, muita luta, resiliência e fé”, escreveu a apresentadora no Instagram.

    Ele teve uma infecção. No dia 17 de outubro, Patrícia Poeta falou sobre o quadro do filho pela primeira vez no Encontro, mas não deu detalhes sobre o estado de saúde dele. Questionada, sua assessoria respondeu: “Ele está se recuperando de uma infecção, mas já está tudo bem”.

    Felipe continuará o tratamento em casa. “Felipe agora começa uma nova fase da recuperação, em casa – firme e forte. Amor não falta”, escreveu Patrícia.

     
     
     

     
     
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    Patrícia Poeta agradeceu a equipe do hospital. “A toda equipe médica, de enfermagem e a todos os funcionários do hospital: não tenho palavras suficientes para agradecer por todo apoio. Minha eterna gratidão!!! Vocês se tornaram família!”

    Filho de Patrícia Poeta recebe alta após quase dois meses de internação

  • PF sugere que Mauro Cid seja incluído em programa de proteção a testemunhas

    PF sugere que Mauro Cid seja incluído em programa de proteção a testemunhas

    A proteção a Cid e seus familiares era um dos pontos acertados no acordo de colaboração premiada do militar com a Polícia Federal

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A Polícia Federal disse ao STF (Supremo Tribunal Federal) que pode incluir o tenente-coronel Mauro Cid no programa de proteção a testemunhas ameaçadas para garantir a segurança do militar.

    O ministro Alexandre de Moraes enviou a sugestão da PF à PGR (Procuradoria-Geral da República), para manifestação em cinco dias.

    A proteção a Cid e seus familiares era um dos pontos acertados no acordo de colaboração premiada do militar com a Polícia Federal. Em trecho do documento, o tenente-coronel pedia “ação da Polícia Federal visando garantir a segurança do colaborador e seus familiares”.

    A sugestão da Polícia Federal foi citada por Moraes em despacho nesta sexta-feira (14). “A Polícia Federal, a seu turno, informou que, como ação indispensável à preservação da integridade física do réu e de seus familiares, revela-se possível a inclusão destes no Programa Federal de Assistência a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas”, diz.

    Segundo a Polícia Federal, o programa de proteção a testemunhas consiste no “conjunto de medidas adotadas pela União com o objetivo de proporcionar proteção e assistência a pessoas ameaçadas ou coagidas devido à sua colaboração com investigações ou processos criminais”.

    Têm direito ao programa vítimas, testemunhas e réus colaboradores que estejam coagidos os expostos a grave ameaça em razão de colaborarem com investigação ou processo criminal.

    O tenente-coronel Mauro Cid foi condenado a dois anos de reclusão, em regime aberto, por participação no núcleo central da trama golpista. Na última semana, o militar retirou a tornozeleira eletrônica e passou a cumprir a pena.

    Ele precisa cumprir uma série de procedimentos em sua pena em regime aberto. São elas:

    • Proibição de ausentar-se da comarca e recolhimento domiciliar no período noturno (entre 20h e 6h) e integralmente nos finais de semana;
    • Obrigação de comparecer semanalmente perante o Juízo da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, às segundas-feiras, ou dia útil subsequente, em caso de feriado, para informar e justificar suas atividades;
    • Proibição de se ausentar do país, mantido o cancelamento dos passaportes emitidos pela República Federativa do Brasil em nome do investigado, assim como a obrigação de entrega dos passaportes ao Juízo da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal;
    • Suspensão imediata de quaisquer documentos de porte de arma de fogo em nome do investigado, bem como de quaisquer Certificados de Registro para realizar atividades de colecionamento de armas de fogo, tiro desportivo e caça;
    • Proibição de portar armas;
    • Proibição de utilização de redes sociais;
    • Proibição de se comunicar com os réus das Ações Penais 2.668/DF, 2.693/DF, 2.694/DF e 2.696/DF e com os investigados na Pet 12.100/DF, qualquer que seja a fase em que se encontrem, por qualquer meio de comunicação.

    PF sugere que Mauro Cid seja incluído em programa de proteção a testemunhas

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Caixa e Banco do Brasil liberam lote extra do PIS/Pasep neste sábado (15)

    Caixa e Banco do Brasil liberam lote extra do PIS/Pasep neste sábado (15)

    Veja como consultar se tem direito ao benefício e como sacar o dinheiro pela Caixa Econômica Federal e acessar o valor pelo Banco do Brasil

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil vão liberar um lote extra do abono salarial do PIS/Pasep para 152.444 trabalhadores que ainda não sacaram os valores, segundo o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Segundo a pasta, R$ 156,5 milhões seguem disponíveis para saque até 29 de dezembro.

    O montante é referente ao ano-base de 2023 e à revisão dos cinco anos anteriores.

    Ao todo, 26,47 milhões têm direito ao benefício em 2025, e 26,32 milhões já receberam (99,4%). Os pagamentos somam R$ 30,6 bilhões. O ministério continuará liberando valores mensalmente, sempre no dia 15 ou no primeiro dia útil seguinte, para quem pediu revisão administrativa do abono.

    Para consultar se tem direito ao benefício, o trabalhador deve acessar a CTPS Digital (Carteira de Trabalho Digital) ou o portal Gov.br. Também é possível obter informações pelo telefone 158, de segunda a sábado, das 7h às 22h, exceto feriados.

    Se até o fim do prazo o beneficiário não solicitar os valores, eles serão incorporados ao Tesouro Nacional.

    COMO SACAR O DINHEIRO PELA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL?

    O crédito do abono do PIS será realizado em conta-corrente ou poupança na Caixa de forma automática. Caso o beneficiário não possua conta no banco apta ao crédito, a instituição faz a abertura automática da Poupança Social Digital, que é movimentada pelo aplicativo Caixa Tem, na qual é possível pagar contas, efetuar transferências, pagar na maquininha e fazer compras com o cartão de débito virtual.

    Para os clientes que apresentaram algum impedimento para o crédito em conta na data do pagamento, o saque poderá ser realizado com o cartão social e senha em terminais de autoatendimento, unidades lotéricas e correspondentes Caixa Aqui. Também é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência.

    COMO ACESSAR O VALOR PELO BANCO DO BRASIL?

    Quem já tem conta no Banco do Brasil deve receber o crédito do Pasep diretamente em conta corrente ou poupança. Se algum beneficiário não é correntista do BB, mas possui um CPF cadastrado como chave Pix, também receberá os créditos em conta. O pagamento deve ocorrer ao longo do dia 15.

    Servidores que não têm conta no BB nem chave Pix CPF poderão realizar, até o dia 29 de dezembro, o saque via guichê de caixa nas agências do Banco do Brasil, ou enviar TED para conta em outras instituições financeiras acessando o site com login pelo Gov.br.

    Para realizar o saque em agência, os servidores devem apresentar documento de identificação, que pode ser nas versões física ou digital.

    COMO FAZER A CONSULTA AO PIS/PASEP?

    Pela internet

    • Acesse o site e clique em “Entrar com Gov.br”
    • Faça login com seu CPF e senha cadastrados no portal Gov.br. Caso não tenha cadastro, é possível fazê-lo neste site
    • Em seguida, clique em “Abono Salarial”
    • Na próxima tela, aparecerá a informação se o trabalhador receberá ou não o benefício

    Pelo aplicativo

    • No celular ou tablet, baixe o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, caso não o tenha
    • Faça login com seu CPF e senha cadastrados no portal Gov.br. Caso não tenha cadastro, é possível fazê-lo neste site
    • Na tela inicial, clique em “Abono Salarial – Consultar”. Caso a opção não apareça, clique no menu da parte de baixo da tela, depois, em “Benefícios e Abono Salarial”
    • Na próxima página, aparecerá a informação sobre os valores a receber

    QUEM TEM DIREITO AO PIS/PASEP?

    Têm direito ao PIS/Pasep em 2025 profissionais da iniciativa privada e servidores públicos que trabalharam formalmente pelo menos 30 dias no ano-base do pagamento, que é 2023, ganhando até dois salários mínimos da época, o que dá R$ 2.640.

    É necessário estar inscrito há pelo menos cinco anos no programa e o empregador precisa ter informado os dados corretos na Rais (Relação de Anual de Informações Sociais).

    QUAL É VALOR DO ABONO SALARIAL DO PIS/PASEP?

    Os trabalhadores com direito ao abono podem receber até um salário mínimo, correspondente ao valor de R$ 1.518 neste ano, desde que cumpram os requisitos para ter o benefício, baseado no período trabalhado em 2023.

    O valor pago é proporcional ao número de meses trabalhados no ano de referência. O pagamento é de 1/12 sobre o mínimo. Quem trabalha formalmente por um mês recebe 1/12. Quem trabalha os 12 meses recebe o valor cheio.

    Por exemplo: o valor para quem trabalhou um mês é de R$ 127. No caso de quem trabalhou 12 meses no ano-base, é pago 100% do salário mínimo.

    Segundo o MTE, em 2025, R$ 30,7 bilhões foram destinados ao pagamento do benefício a cerca de 25,8 milhões de trabalhadores com direito ao abono salarial. O calendário oficial começou a ser pago em fevereiro e terminou em agosto.

    Caixa e Banco do Brasil liberam lote extra do PIS/Pasep neste sábado (15)

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia