Blog

  • Tribunal barra ordem de Trump que restringia pedidos de asilo na fronteira

    Tribunal barra ordem de Trump que restringia pedidos de asilo na fronteira

    Painel dividido de três juízes da Corte de Apelações do Circuito do Distrito de Columbia, em Washington, decidiu nesta sexta-feira (24) que a lei migratória não autoriza a medida de Trump. A informação foi publicada pela CBS News.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um tribunal federal de apelações dos Estados Unidos bloqueou uma medida do presidente Donald Trump que suspendia pedidos de asilo para migrantes que cruzassem ilegalmente a fronteira com o México.

    Painel dividido de três juízes da Corte de Apelações do Circuito do Distrito de Columbia, em Washington, decidiu nesta sexta-feira (24) que a lei migratória não autoriza a medida de Trump. A informação foi publicada pela CBS News.

    A maioria entendeu que o presidente não pode criar novos procedimentos de remoção sumária nem suspender o direito de pedir asilo previsto em lei federal. “Concluímos que o texto, a estrutura e a história da Lei de Imigração e Nacionalidade deixam claro que, ao fornecer poder para suspender a entrada por proclamação presidencial, o Congresso não pretendeu conceder ao Executivo a ampla autoridade de remoção que ele afirma ter”, escreveu a juíza J. Michelle Childs.

    Childs também afirmou que a proclamação e a orientação do governo violam regras existentes ao contornar os ritos de deportação previstos na legislação. “A Proclamação e a Orientação são, portanto, ilegais na medida em que contornam os procedimentos de remoção da INA (sigla em inglês, Lei de Imigração e Nacionalidade) e deixam de lado leis federais que garantem às pessoas o direito de solicitar e ter seu pedido de asilo analisado, ou de obter proteção contra remoção”, acrescentou.

    O juiz Justin Walker concordou que o Executivo não pode retirar de migrantes o acesso a procedimentos que os protegem de voltar a países onde poderiam ser perseguidos ou torturados, mas divergiu em parte. Ele disse que estaria dentro da discricionariedade do presidente negar todos os pedidos de asilo, segundo o relato da CBS News.

    Para a ACLU, que contestou a política na Justiça, a decisão pode evitar que pessoas em risco sejam devolvidas sem análise do caso. “[A decisão] pode potencialmente salvar a vida de milhares de pessoas que fogem de grave perigo e que foram privadas até mesmo de uma audiência sob a proibição horrível de asilo do governo Trump”, disse o advogado Lee Gelernt, em comunicado.

    O QUE A DECISÃO IMPEDE E QUAIS OS PRÓXIMOS PASSOS

    A decisão afirma que a lei não permite remoções por procedimentos criados pelo governo e nem a suspensão do direito de pedir asilo. “A INA não permite que o presidente remova os autores da ação por procedimentos sumários de remoção criados por ele. Também não permite que o Executivo suspenda o direito de solicitar asilo, negue acesso à proteção contra remoção prevista na INA ou reduza procedimentos obrigatórios para avaliar pedidos ligados à Convenção contra a Tortura”, escreveu Childs.

    Segundo a maioria, barrar pedidos de asilo de pessoas já em território americano conflita com a própria lei. “Ao contrário, impedir que estrangeiros que estão fisicamente presentes nos Estados Unidos solicitem asilo e, se demonstrarem por lei que são elegíveis, tenham seus pedidos considerados, não é compatível com o estatuto”, afirmou a juíza.

    Childs disse que mudanças nesse sistema precisam passar pelo Congresso, e não por ato do Executivo. “Se o governo quiser modificar esse sistema cuidadosamente estruturado e complexo, precisa apresentar esses argumentos ao único poder capaz de alterar a INA: o Congresso”, escreveu.

    O governo Trump ainda pode pedir que o caso seja reavaliado pelo plenário do próprio tribunal ou recorrer à Suprema Corte. A disputa é uma de várias frentes judiciais que atingem a agenda migratória de Trump no segundo mandato, que inclui a promessa de deportações em massa.

    O processo começou em fevereiro de 2025, quando entidades de defesa de imigrantes acionaram a Justiça contra a tentativa de fechar a via do asilo na fronteira. Em julho, o juiz federal Randolph Moss certificou uma ação coletiva e concluiu que nem a lei migratória nem a Constituição dão ao presidente a “autoridade abrangente” alegada na proclamação, conforme a CBS News.

    Tribunal barra ordem de Trump que restringia pedidos de asilo na fronteira

  • Para 'ficar mais ágil', Nike anuncia corte de 1.400 postos de trabalho

    Para 'ficar mais ágil', Nike anuncia corte de 1.400 postos de trabalho

    O corte atinge a equipe de Operações Globais e representa pouco menos de 2% do quadro total da empresa. A Nike informou que as demissões vão alcançar funcionários na América do Norte, na Ásia e na Europa. As notificações começaram nesta quinta-feira (23).

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Nike anunciou que vai demitir cerca de 1.400 pessoas, com foco na área de tecnologia, como parte de uma nova etapa de reestruturação, de acordo com a CNBC e a Fox Business.

    O corte atinge a equipe de Operações Globais e representa pouco menos de 2% do quadro total da empresa. A Nike informou que as demissões vão alcançar funcionários na América do Norte, na Ásia e na Europa. As notificações começaram nesta quinta-feira (23).

    A empresa diz que a medida faz parte da estratégia de retomada chamada “Win Now”. Em nota à CNBC, o diretor de operações, Venkatesh Alagirisamy, afirmou: “No total, essas mudanças vão resultar em uma redução de aproximadamente 1.400 funções em operações globais, com a maioria em tecnologia”.

    Alagirisamy reconheceu o impacto interno do anúncio. “Essas reduções são muito difíceis para os colegas diretamente afetados e também para as equipes ao redor”, escreveu, em nota à CNBC.

    A empresa afirma que o objetivo é simplificar a operação e reagir mais rápido ao mercado. Em memorando à Fox Business, Alagirisamy disse que a mate da companhia é ficar mais ágil: “Essas mudanças têm o objetivo de tornar a empresa menos complexa e mais responsiva”.

    A Nike também pretende centralizar operações de tecnologia em dois polos. Segundo a Fox Business, os hubs ficam em Beaverton, no Estado do Oregon, e no Nike India Technology Center.

    OUTRAS RODADAS DE CORTES E AJUSTES RECENTES

    Este é mais um corte em uma sequência de ajustes anunciados pela companhia nos últimos meses. Em janeiro, a Nike já havia informado a eliminação de 775 vagas, principalmente em centros de distribuição nos EUA, em um movimento ligado ao aumento do uso de automação.

    O CEO Elliott Hill tenta reverter a queda nas vendas e acelerar lançamentos. No balanço do terceiro trimestre fiscal divulgado no mês passado, a Nike alertou que as vendas devem continuar caindo no restante do ano e projetou recuo de cerca de 20% na China no trimestre atual.

    O QUE FOI DIFERENTE NA REESTRUTURAÇÃO DO ANO PASSADO

    Em fevereiro de 2024, a Nike anunciou um plano para reduzir a força de trabalho em cerca de 2%, o que equivalia a mais de 1.600 empregos. A medida foi apresentada como uma forma de cortar despesas em meio a pressões de demanda, segundo a Reuters.

    Meses depois, em agosto de 2025, a empresa também falou em reduzir menos de 1% do quadro corporativo. Na ocasião, a Nike disse que buscava reorganizar equipes e recolocar o esporte no centro da estrutura, ainda sob a liderança de Hill, de acordo com a Reuters.

    Agora, a companhia diz que o foco é acelerar a execução do que já vinha sendo feito, sobretudo em tecnologia e cadeia de suprimentos. À medida que olhamos para frente, isso significa simplificar partes de como operamos, usar automação mais avançada quando isso ajuda a trabalhar melhor e construir uma base ainda mais forte de ponta a ponta para o crescimento futuro”, afirmou Alagirisamy à Fox Business.

    Para 'ficar mais ágil', Nike anuncia corte de 1.400 postos de trabalho

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Petro faz 1ª visita de um chefe de Estado à Venezuela após queda de Maduro

    Petro faz 1ª visita de um chefe de Estado à Venezuela após queda de Maduro

    A ida de Petro trata-se da primeira visita oficial de um chefe de Estado à Venezuela após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, em janeiro. Petro, que era um aliado de Maduro, condenou as operações militares em território venezuelano e classificou inicialmente a captura como um sequestro.

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, chegou nesta sexta-feira (24) à Venezuela para um encontro bilateral com a líder do regime, Delcy Rodríguez. O foco previsto do encontro é segurança fronteiriça e cooperação energética. Os dois se reuniram no Palácio de Miraflores, sede do regime, em Caracas.

    A ida de Petro trata-se da primeira visita oficial de um chefe de Estado à Venezuela após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, em janeiro. Petro, que era um aliado de Maduro, condenou as operações militares em território venezuelano e classificou inicialmente a captura como um sequestro.

    Tutelada pela Casa Branca, Delcy retomou as relações diplomáticas com Washington e tem impulsionado reformas com o objetivo de facilitar o investimento privado e estrangeiro em petróleo, gás e mineração. Colômbia e Venezuela têm projetos pendentes de venda de gás e de interconexão elétrica.

    O presidente colombiano e a delegação que o acompanha foram recebidos pelo chanceler venezuelano, Yván Gil. Uma reunião anterior entre Petro e Delcy estava prevista para meados de março no lado colombiano da fronteira, mas foi cancelada de última hora por alegados motivos de segurança. Pouco depois, uma delegação de alto nível da Colômbia viajou a Caracas.

    Petro, primeiro presidente de esquerda da Colômbia, visitou a Venezuela pela última vez em abril de 2024. Os países compartilham uma porosa fronteira de 2.200 km onde grupos armados competem pelo controle dos lucros do narcotráfico, da mineração ilegal e do contrabando de mercadorias e pessoas.

    Durante a viagem do presidente colombiano, seu país viveu mais um dia de violência política. A explosão de um possível carro-bomba atingiu o entorno de um batalhão na cidade de Cali. Informações preliminares falam em um ferido.

    O atentado ocorre há um mês das eleições presidenciais no país, quando o sucessor de Petro será escolhido. O candidato da esquerda, Iván Cepeda lidera as intenções de voto para o primeiro turno nas pesquisas mais recentes, seguido do direitista Abelardo de la Espriella.

    Petro faz 1ª visita de um chefe de Estado à Venezuela após queda de Maduro

  • Mãe de Wagner Moura encanta americanos em festa da revista Time

    Mãe de Wagner Moura encanta americanos em festa da revista Time

    Enquanto Wagner falava sobre sua trajetória, ela foi chamada para comentar as origens do filho e acabou virando o centro das atenções. O apresentador Terrence J entrou na brincadeira e perguntou se ela aceitaria ser sua “mãe” por uma noite. Bem-humorada, Alderiva topou na hora.

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Na família de Wagner Moura, o talento parece vir de berço -mas, segundo quem convive de perto, há quem diga que a verdadeira estrela não é exatamente o ator premiado no mundo afora, e sim a mãe dele, Alderiva Moura. Ela brilhou em um evento da revista Time, nesta quinta-feira (23), ao conquistar um jornalista durante uma entrevista que rapidamente viralizou nas redes sociais.

    Enquanto Wagner falava sobre sua trajetória, ela foi chamada para comentar as origens do filho e acabou virando o centro das atenções. O apresentador Terrence J entrou na brincadeira e perguntou se ela aceitaria ser sua “mãe” por uma noite. Bem-humorada, Alderiva topou na hora.

    A conversa seguiu leve, com o jornalista querendo saber mais sobre o Brasil e ela não perdeu tempo ao prometer preparar um típico vatapá caso ele visite o país. Wagner Moura foi foi incluído na lista das cem personalidades mais influentes do mundo, em ranking publicado anualmente pela Time. Ele também estampou uma das capas da tradicional revista americana.

    Entre risos, o ator de “O Agente Secreto” ainda tentou explicar a receita do prato, sendo prontamente ajudado pela mãe, que completou os ingredientes. O ator aproveitou o momento para destacar a importância da cultura brasileira em sua formação pessoal e artística.

    Ao final, o jornalista se despediu agradecendo a entrevista e, mantendo a brincadeira, voltou a chamar Alderiva de “mãe”, reforçando o carisma que fez dela, sem esforço, a verdadeira estrela da noite.

    Mãe de Wagner Moura encanta americanos em festa da revista Time

  • Alinne Moraes destaca força de papel feminista em 'Guerreiros do Sol'

    Alinne Moraes destaca força de papel feminista em 'Guerreiros do Sol'

    Ela ressalta a mudança significativa pela qual Jânia passa ao longo da história. “No começo, uma mulher um pouco submissa ao marido, assim como todas as mulheres nos anos de 1930. E ela se encontra, principalmente nesse romance que tem com Otília (Alice Carvalho)”.

    ANA CORA LIMA
    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Sucesso no streaming, “Guerreiros do Sol” chegou à TV aberta e fez a alegria de muita gente. Alinne Moraes que o diga. A atriz se entusiasma ao falar da novela e de sua personagem. “Tive muito orgulho de participar, e Jânia é uma mulher guerreira, forte, que se transforma ao longo da trama”, afirma.

    Ela ressalta a mudança significativa pela qual Jânia passa ao longo da história. “No começo, uma mulher um pouco submissa ao marido, assim como todas as mulheres nos anos de 1930. E ela se encontra, principalmente nesse romance que tem com Otília (Alice Carvalho)”.

    Alinne então relembra um de seus papéis mais marcantes na televisão, em “Mulheres Apaixonadas”, de Manoel Carlos, que também abordava um relacionamento entre duas mulheres.

    “Eu fiz quando tinha meus 19 anos. Tive a honra de interpretar a Clara, do casal Clara e Rafaela, que foi muito marcante na novela do Maneco”, disse. “E agora, depois de 20 e poucos anos, de volta, podendo contar mais uma linda história de amor entre pessoas, é maravilhoso”.

    Sobre o processo de construção da personagem, a atriz contou que buscou referências históricas e sociais. “A Jânia não é uma personagem que existiu na nossa história, mas ela representa muitas mulheres que naquele momento estavam no Brasil, liderando esse movimento feminista”, afirmou. “Vi muitos filmes, li sobre o tema, mas não tem ninguém específico”.

    Ela também destacou a evolução da personagem ao longo do tempo: “Ela começa de um jeito muito submissa ao marido e depois vai se transformando. Acho que a leitura, os livros, são muito importantes pra ela, é onde ela se vê livre”. E completou: “Ela assume esse romance sem medo de ser morta ou de ser agredida, violentada.Tantas coisas aconteciam naquela época… Ou melhor, acontecem até hoje”.

    Alinne comenta ainda sobre o intervalo entre seus trabalhos na TV e da percepção do espectadores de que ela estava meio sumida. “Quando comecei, há 27 anos, fiz cinco novelas seguidas. Depois de um tempo, comecei a dar um ano entre cada produção, mas o público fica em cima mesmo (risos)”, brinca.

    “‘Um Lugar ao Sol’ começou em 2019, mas o último capítulo passou em 2022. Em 2023, eu já comecei a gravar ‘Guerreiros do Sol’. Então eu só tive um ano, pra mim, na minha cabeça”.

    Ela ressalta a importância de dar pausas no ritmo intenso das gravações. “A gente grava muito, é uma diária puxada, então acho que respirar um pouquinho, me fazer de novo um papel em branco pra poder voltar, é bom”, disse a atriz, que já está envolvida em um novo projeto.

    Alinne está no elenco de “Por Você”, próxima novela das 19h, escrita por Dino Cantelli e Juliana Peres. “Sei que a Vanessa é uma vilã. Mais uma vilã, e acho que é a minha quinta antagonista. Pelo que percebi nesse início, é diferente de tudo que eu já fiz. Estou gostando”.

    Alinne Moraes destaca força de papel feminista em 'Guerreiros do Sol'

  • Associação de delegados da PF critica fala de Lula sobre agentes que 'fingem trabalhar'

    Associação de delegados da PF critica fala de Lula sobre agentes que 'fingem trabalhar'

    Segundo a entidade, as declarações de Lula causam preocupação ao colocarem em dúvida o \”comprometimento de delegados da Polícia Federal\” e \”simplificar indevidamente o tema segurança pública e o combate ao crime organizado\”.

    A Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) reagiu nesta quinta-feira, 23, a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre suposta falta de atuação de integrantes da corporação.

     

    Segundo a entidade, as declarações de Lula causam preocupação ao colocarem em dúvida o \”comprometimento de delegados da Polícia Federal\” e \”simplificar indevidamente o tema segurança pública e o combate ao crime organizado\”.

     

    O presidente afirmou que pediu ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, para convocar delegados que estão fora da corporação a atuarem no combate ao crime organizado. Só iriam ficar de fora, disse, agentes que estão \”fingindo trabalhar\”.

     

    No comunicado, a ADPF afirma que, atualmente, 53 delegados estão cedidos a outros órgãos, o que representa menos de 3% do total em atividade. Para a associação, esse número não justifica a avaliação feita pelo presidente nem sustenta a expectativa de impacto significativo no combate ao crime.

     

    A entidade ressalta que o enfrentamento ao crime organizado exige \”menos propaganda e mais ações concretas\”, como investimentos em capacitação dos profissionais e inteligência estratégica. \”Declarações que desqualificam policiais não contribuem para esse objetivo e fragilizam o debate público sobre segurança\”, diz a nota.

     

    A associação alerta para a diminuição de ingressantes na carreira de delegado de Polícia Federal e perda de talentos: \”Enquanto 104 novos delegados ingressaram na instituição nos últimos três anos, 50 optaram por deixá-la para assumir outros cargos. Paralelamente, houve redução significativa no interesse pelos concursos públicos, com queda de 321 mil inscritos em 2021 para 218 mil em 2025\”.

     

    O combate ao crime organizado é considerado um assunto estratégico para o governo, pelo impacto que pode ter nas eleições de outubro. Conforme indicam as pesquisas eleitorais, a segurança pública tende a ser uma das principais pautas do pleito.

     

    Na quarta-feira, 22, o presidente Lula assinou um decreto convocando mil novos agentes para reforçar o enfrentamento às organizações criminosas. Ele afirma que é a primeira vez que todos os cargos da Polícia Federal serão ocupados por servidores.

     

    \”Eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da Polícia Federal. Só vão ficar fora aqueles que forem secretários de Estado. Aqueles agentes ou delegados que estão aí, em outro lugar, fingindo que estão trabalhando e não estão trabalhando, todos vão ter que voltar, porque nós vamos derrotar o crime organizado\”, disse Lula.

    Associação de delegados da PF critica fala de Lula sobre agentes que 'fingem trabalhar'

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Ouro fecha em leve alta com incerteza sobre negociações, mas cai quase 3% na semana

    Ouro fecha em leve alta com incerteza sobre negociações, mas cai quase 3% na semana

    Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em alta de 0,35%, a US$ 4.740,9 por onça-troy, recuando 2,84% na semana. Já a prata para maio fechou com avanço de 1,20%, a US$ 76,414, caindo 6,63% na semana.

    O ouro encerrou a sessão desta sexta-feira (24) em leve alta, com a possibilidade de novas negociações por um fim permanente no conflito no Oriente Médio em meio a um cessar-fogo fragilizado.

    Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em alta de 0,35%, a US$ 4.740,9 por onça-troy, recuando 2,84% na semana. Já a prata para maio fechou com avanço de 1,20%, a US$ 76,414, caindo 6,63% na semana.

    O metal dourado recuou pela manhã, chegando a ficar levemente abaixo do patamar de US$ 4.700, conforme relatos de que o Irã instalou minas no Estreito de Ormuz e renovadas ameaças dos Estados Unidos reforçaram o sentimento de fragilidade na trégua, mas recuperou o fôlego e voltou a subir. Para o Swissquote, as tensões permanecem \”elevadas\” e o cessar-fogo \”fragilizado\”.

    Contudo, aliviando o sentimento, a Casa Branca confirmou, na tarde desta sexta, a ida de Steve Witkoff e Jared Kushner ao Paquistão para negociações com o Irã, afirmando que a operação dos EUA no país persa passou para a \”fase diplomática\”. O presidente dos EUA, Donald Trump, também confirmou uma extensão de três semanas no cessar-fogo entre Israel e Líbano.

    Contudo, as preocupações inflacionárias permanecem, limitando a alta do ouro, conforme os bancos centrais avaliam o impacto dos preços de energia e ajustam a política monetária. O banco ING destaca que muitos BCs devem \”reagir a esse choque inflacionário\”, levando em conta o prolongamento no conflito e as consequências no tráfego de embarcações no Estreito de Ormuz.

    O mercado acompanhou também o fim das investigações contra o atual presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell. O processo era um obstáculo para a nomeação de Kevin Warsh como o nome presidente do órgão.

    *Com informações de Dow Jones Newswires

    Ouro fecha em leve alta com incerteza sobre negociações, mas cai quase 3% na semana

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Lula remove lesão causada por carcinoma basocelular; entenda este tipo de câncer de pele

    Lula remove lesão causada por carcinoma basocelular; entenda este tipo de câncer de pele

    A cirurgia foi realizada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. No mesmo local, Lula também realizou um procedimento para infiltração no punho, para tratar uma tendinite. De acordo com a Presidência da República, ambas as intervenções são leves, não exigem repouso e não devem interferir na agenda do presidente.

    LUIS EDUARDO DE SOUSA
    CAMPINAS, SP (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou nesta manhã por um procedimento para retirar uma lesão do couro cabeludo. Trata-se de um carcinoma basocelular, tipo mais comum e menos grave de câncer de pele.

    A cirurgia foi realizada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. No mesmo local, Lula também realizou um procedimento para infiltração no punho, para tratar uma tendinite. De acordo com a Presidência da República, ambas as intervenções são leves, não exigem repouso e não devem interferir na agenda do presidente.

    Segundo informações do Inca (Instituto Nacional de Câncer), o carcinoma basocelular surge em áreas expostas ao sol, como cabeça e pescoço, como pápulas peroladas ou feridas que não cicatrizam.

    De acordo com a dermatologista Carla Genevcius, esse tipo de câncer de pele oferece baixo risco de metástase. “Tem uma agressividade local, porém baixa.”

    O carcinoma atinge as células basais, localizadas na camada mais profunda da epiderme.

    A dermatologista explica que esse tipo de câncer surge a partir da exposição prolongada ao sol, que aos poucos condiciona uma mudança no padrão celular da pele. “O sol tem um efeito cumulativo, ou seja, a quantidade [de sol] que tomamos desde a infância vai se acumulando no que diz respeito aos danos à pele. Esses danos causam mutações no DNA da célula e favorecem o surgimento de oncogenes [que levam a tumores], na medida em que atrapalham os genes de supressão tumoral.”

    A médica destaca que esse processo é lento e geralmente culmina com o aparecimento de lesões na fase idosa.

    A lesão costuma se manifestar como uma ferida que não cicatriza, uma mancha avermelhada ou uma pequena elevação brilhante na pele, podendo crescer com o tempo. O tratamento é cirúrgico, com a retirada da lesão e de uma parte da pele não afetada (margem de segurança), segundo a especialista.

    Um estudo global publicado no ano passado no periódico JAMA Dermatology mostrou que a incidência de carcinoma basocelular cresceu 61,3% entre 1990 e 2021.

    Quanto à infiltração no punho, trata-se de um procedimento utilizado para aliviar dor e inflamação em casos como a tendinite. Lula relatava dores no polegar direito.

    A técnica consiste na aplicação de uma injeção, geralmente contendo corticoides, na região afetada.

    A infiltração é indicada quando o tratamento convencional -que prevê repouso, fisioterapia e uso de outros medicamentos- não apresenta resposta adequada. A infiltração reduz a dor de imediato, permitindo a continuação da reabilitação com maior mobilidade.

    Segundo o ortopedista José Zabeu, do Hospital Vera Cruz, as infiltrações são utilizadas no tratamento de estruturas musculoesqueléticas, como tendões e articulações. “As mais comuns são as articulares, em que se infiltram anti-inflamatórios, corticoides e ácido hialurônico”, diz.

    Nos tendõ es, afirma o médico, é comum infiltrar anti-inflamatórios ao redor para reduzir o inchaço. “No caso de Lula, parece ser uma inflamação ao redor do tendão, que às vezes fica mais dolorida. Quando você injeta um líquido à base de corticoide, você desinflama, e o tendão melhora”, explica Zabeu.

    Lula remove lesão causada por carcinoma basocelular; entenda este tipo de câncer de pele

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Luiza Possi rebate críticas por conversão evangélica

    Luiza Possi rebate críticas por conversão evangélica

    Na sequência, a cantora se pronunciou sobre isso. “Se você acredita no que falam bem de você, amanhã eles podem estar falando mal. E aí, quem é você quando falam bem e quem é você quando falam mal? As pessoas dizem que a voz do povo é a voz de Deus. A voz de Deus a gente fica bem quietinho para escutar. Deixa eles falarem”, comentou.

    LEONARDO VOLPATO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A cantora Luiza Possi usou as redes sociais para rebater comentários sobre a sua conversão religiosa. Foi em 2024 que ela resolveu se aproximar dos dogmas evangélicos. Desde então, segundo a artista, as críticas não param.

    Em vídeo, ela dá espaço a alguns dos haters. Dentre as mensagens, destaca um que opinou que “o problema não é se converter, mas virar insuportável, apontando o dedo e condenando os outros”. Outro seguidor que Luiza expôs afirmou que tinha “saudade de quando ela cuidava da própria vida”.

    Na sequência, a cantora se pronunciou sobre isso. “Se você acredita no que falam bem de você, amanhã eles podem estar falando mal. E aí, quem é você quando falam bem e quem é você quando falam mal? As pessoas dizem que a voz do povo é a voz de Deus. A voz de Deus a gente fica bem quietinho para escutar. Deixa eles falarem”, comentou.

    Na legenda, Luiza reiterou que nada pode derrubá-la. “Quando você sabe quem é, nenhum dos dois [crítica ou elogio] te define. Nem o aplauso te constrói. Nem a crítica te destrói. No fim, a única voz que não pode falhar é a sua e a da sua intuição”, escreveu.

    Em março deste ano, a artista anunciou que mudaria os rumos da carreira e passaria a se dedicar à música gospel. A virada, segundo ela, vai acontecer após o fim da turnê que celebra seus 25 anos na estrada nos próximos meses.

    A novidade foi compartilhada nas redes sociais com o anúncio do álbum “É Só o Amor”. O projeto, conforme a cantora, marca o encerramento de um ciclo antes da nova fase voltada à fé.

    Luiza Possi rebate críticas por conversão evangélica

  • EUA e Irã devem retomar negociação de paz no Paquistão

    EUA e Irã devem retomar negociação de paz no Paquistão

    Nesta sexta-feira (24), o chanceler da teocracia, Abbas Araghchi, anunciou que irá ao Paquistão. Segundo a mídia estatal iraniana, ele não iria se encontrar com representantes americanos, e sim apresentar as propostas de Teerã para os anfitriões, que então as repassariam a Washington.

    IGOR GIELOW
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – As negociações entre o Irã e os Estados Unidos deverão recomeçar neste sábado (25), após uma semana de intenso vaivém diplomático para achar uma solução para o conflito entre os rivais. Até o formato das conversas é objeto de disputa.

    Nesta sexta-feira (24), o chanceler da teocracia, Abbas Araghchi, anunciou que irá ao Paquistão. Segundo a mídia estatal iraniana, ele não iria se encontrar com representantes americanos, e sim apresentar as propostas de Teerã para os anfitriões, que então as repassariam a Washington.

    Poucas horas depois, integrantes do governo americano informaram a diversos veículos que dois negociadores estavam a caminho de Islamabad, Steve Witkoff e o genro presidencial Jared Kushner, que cuida dos interesses empresariais do sogro mesmo sem ter cargo oficial.

    Ficou de fora, provavelmente por dificuldades no arranjo de segurança em cima da hora, o vice-presidente J. D. Vance, que Trump havia anunciado ao longo da semana como pronto para voar ao Paquistão. Ele comandou, ao lado de Witkoff e Kushner, a rodada fracassada de conversas entre os rivais há duas semanas em Islamabad.

    Araghchi disse no X que irá também a Omã, país que mediava as conversas com Washington antes da guerra e acabou sendo alvo de retaliação iraniana durante o conflito, apesar de Teerã dizer que não tinha intenção de atacar. Depois, voará para a Rússia, onde tem em Vladimir Putin um aliado.

    Na terça (21), Trump adiou por tempo indefinido a trégua que havia estabelecido no dia 7 passado com o Irã, após cinco semanas de ataques americanos e israelenses ao regime islâmico. As conversas iniciais em Islamabad se deram logo em seguida.

    A prioridade de Trump, entre tantas anunciadas ao longo da guerra, era a reabertura do estreito de Hormuz, vital para o mercado de energia do planeta. O trânsito de petroleiros e de outros navios havia caído a 10% do usual com o conflito.

    O Irã manteve o controle, minando parte da região para obrigar o estabelecimento de uma rota por suas águas, com pedágio para embarcações.

    O americano buscou combater isso com um bloqueio próprio, contra navios indo e vindo de portos do Irã. Com isso, Teerã rejeitou a ideia de negociar. Trump desistiu de retomar a guerra, o que deveria ocorrer com o fim do cessar-fogo na terça, mas manteve o embargo.

    Com isso, o Irã se apegou ao que chama de violação de trégua para rejeitar negociações diretas. Resta agora saber se haverá encontro direto entre Araghchi e os americanos, ou uma repetição do modelo das negociações sob a mediação do Omã, quando os times passavam mensagens em salas separadas por meio de terceiro.

    Em entrevista sobre o conflito, o secretário Pete Hegseth (Defesa) apenas disse que “o Irã sabe que ainda tem uma janela aberta para escolher sabiamente à mesa de negociações”. “Tudo o que eles precisam fazer é abandonar [o desejo de ter] uma arma nuclear de forma séria e verificável”, disse.

    Hegseth insiste em que a entrada e saída de Hormuz estão sob controle americano, e diz que o bloqueio se estende a qualquer ponto dos oceanos. Na quinta, os EUA anunciaram ter abordado um navio com petróleo iraniano sob sanção no oceano Índico, um dia após o Irã apreender dois cargueiros perto de sua costa.

    A questão do programa nuclear iraniano é o “casus belli” mais citado neste conflito. Em 2018, Trump abandonou um arranjo em que Teerã renunciava à bomba. O acordo limitava as capacidades de enriquecimento de urânio por 15 anos sob supervisão da ONU.

    Os EUA alegaram que o Irã podia violar a qualquer momento o acordo. Agora, pelos termos que transpareceram das conversas de antes e depois da guerra, podem acabar aceitando algo semelhante. Teerã quer em troca o fim de sanções econômicas, como no acerto de 2015.

    A complicação é Hormuz, que não estava à mesa antes. O Irã quer manter o pedágio e o controle, algo rejeitado por americanos e aliados árabes dos EUA. Uma solução intermediária poderá ser uma cobrança dupla, da teocracia e também de Omã, que fica na margem sul do estreito, mas os países do golfo Pérsico são contrários.

    Há diversos outros itens, como a eventual reparação pela destruição da guerra e o programa de mísseis de Teerã. Mesmo tendo seu governo decapitado e as Forças Armadas fortemente afetadas pelos bombardeios, a teocracia manteve capacidade de lançar drones e mísseis contra Israel e os vizinhos árabes.

    EUA e Irã devem retomar negociação de paz no Paquistão