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  • Amigo do príncipe William morre após queda de hotel em Londres

    Amigo do príncipe William morre após queda de hotel em Londres

    Ben Duncan, conhecido pela sua participação no reality show Big Brother e amigo próximo do príncipe William e da princesa Kate Middleton, morreu tragicamente após cair do telhado de um hotel em Londres.

    Ben Duncan, de 45 anos, amigo e colega de faculdade do príncipe William e da princesa Kate Middleton, morreu tragicamente na última quinta-feira, 6 de novembro, após cair do telhado (no sétimo andar) de um hotel em Londres.

    Duncan ficou famoso no Reino Unido por ter participado do reality show Big Brother, em 2010, e não resistiu à queda de aproximadamente 30 metros do bar do hotel Trafalgar St. James, na capital inglesa.

    Ao jornal Daily Mail, a Polícia Metropolitana de Londres confirmou que o socialite foi declarado morto no local e que a morte “é inesperada, mas não suspeita”.

    Equipes de emergência, incluindo o serviço aéreo de ambulância de Londres, foram chamadas ao local às 22h59.

    Duncan também participou de programas de televisão como Come Dine With Me, Ladette to Lady e Celebrity Coach Trip.

    O socialite conheceu os príncipes de Gales na Universidade de St Andrews, na Escócia — o mesmo local onde o casal se conheceu — e fazia parte do círculo íntimo de amigos de Kate e William.

    Além da realeza, Ben Duncan tinha outros amigos influentes, como o político Lord Peter Mandelson, o ex-parlamentar e atual apresentador Michael Portillo, e o designer e decorador de interiores Nicky Haslam.

    O apresentador Mike Hollingsworth publicou uma homenagem em sua página no Facebook:

    “Meu querido amigo Benjamin Duncan nos deixou. Ele viveu a vida como Peter Pan — o menino que nunca cresceu. Sentiremos muito a sua falta; seus inúmeros amigos aprenderam a amar seu charme, sua inteligência, seu riso contagiante e seu senso de estilo inato. O mundo é um lugar mais pobre com a sua partida. Descanse em paz, Benji.”

    Outro amigo, que preferiu não se identificar, também falou ao Daily Mail:

    “Embora tenha participado de reality shows, as verdadeiras paixões de Ben eram a política e a música. Nos últimos anos, ele se tornou mais reservado e sofria de insônia. É realmente devastador que ele tenha partido tão cedo.”

    Amigo do príncipe William morre após queda de hotel em Londres

  • Turquia emite um mandado de detenção contra Netanyahu

    Turquia emite um mandado de detenção contra Netanyahu

    Um tribunal da Turquia emitiu mandados de detenção contra 37 altos funcionários israelitas, incluindo o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu. Em causa estão acusações de “genocídio e crimes contra a humanidade” que Israel “perpetrou sistematicamente” em Gaza. 

    Um tribunal de Istambul, na Turquia, emitiu nesta sexta-feira mandados de prisão contra 37 altos funcionários do governo israelense, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. As acusações envolvem “genocídio e crimes contra a humanidade” que Israel teria “cometido sistematicamente” em Gaza.

    Entre os acusados estão, além de Netanyahu, o ministro da Defesa Yisrael Katz, o ministro da Segurança Nacional Itamar Ben-Gvir e o chefe do Exército, tenente-general Eyal Zamir.

    Os mandados de prisão foram emitidos a pedido da Procuradoria-Geral de Istambul, que, segundo comunicado citado pela agência de notícias turca Anadolu, afirmou que a decisão é o “resultado do genocídio sistemático e dos crimes contra a humanidade cometidos pelo Estado de Israel em Gaza até o momento”.

    A procuradoria citou como exemplo o caso de Hind Rajab, uma menina de seis anos morta a tiros por soldados israelenses em 29 de janeiro de 2024.

    “Desde 7 de outubro de 2023, essas ações têm se intensificado diariamente. O ataque de 17 de outubro de 2023 ao Hospital Batista Al-Ahli causou a morte de 500 pessoas; em 29 de fevereiro de 2024, soldados israelenses destruíram deliberadamente equipamentos médicos; em 21 de março de 2025, o Hospital da Amizade Turco-Palestina foi bombardeado; várias outras instalações de saúde também foram atacadas de forma semelhante; Gaza foi colocada sob bloqueio, e as vítimas ficaram impedidas de receber ajuda humanitária”, destacou o comunicado.

    O documento também mencionou o incidente com a Flotilha Global Sumud, em que ativistas que se dirigiam a Gaza para entregar ajuda humanitária foram atacados pela Marinha israelense em águas internacionais.

    “À luz das provas obtidas, determinou-se que os funcionários do Estado de Israel são criminalmente responsáveis pelos atos sistemáticos de ‘crimes contra a humanidade’ e ‘genocídio’ cometidos em Gaza, bem como pelas ações contra a Frota Global Sumud”, afirmou a procuradoria.

    Assim, foi determinado que “os suspeitos não poderiam ser presos, uma vez que não se encontram atualmente na Turquia”, mas o Tribunal Criminal da Paz de Istambul emitiu “mandados de prisão contra 37 suspeitos, incluindo o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa Yisrael Katz, o ministro da Segurança Nacional Itamar Ben-Gvir, o chefe do Estado-Maior General Eyal Zamir e o comandante da Marinha David Saar Salama, sob as acusações de ‘crimes contra a humanidade’, conforme o artigo 77, e ‘genocídio’, conforme o artigo 76 do Código Penal turco”.

    Turquia é um dos países mais críticos da guerra em Gaza
    A Turquia, um dos países mais críticos da guerra iniciada na Faixa de Gaza pelo exército israelense após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, já havia se juntado ao processo de genocídio contra Tel Aviv apresentado pela África do Sul no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) no ano passado.

    Desde 10 de outubro, está em vigor um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, a primeira fase de um plano de paz proposto pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após negociações indiretas mediadas pelo Egito, Qatar, Estados Unidos e Turquia.

    Essa fase da trégua envolveu a retirada parcial do exército israelense até a chamada “linha amarela” — demarcada pelos Estados Unidos como fronteira entre Israel e Gaza —, além da libertação de 20 reféns mantidos pelo Hamas e de 1.968 prisioneiros palestinos.

    O cessar-fogo busca encerrar dois anos de guerra em Gaza, iniciada após o ataque do Hamas que deixou cerca de 1.200 mortos e 251 sequestrados em Israel.

    A retaliação israelense resultou em pelo menos 68.876 mortos — entre eles mais de 20 mil crianças — e 170.679 feridos, a maioria civis, segundo números atualizados pelas autoridades locais (incluindo vítimas de violações do cessar-fogo por parte de Israel), considerados confiáveis pela ONU.

    Além disso, há milhares de desaparecidos, soterrados sob escombros ou espalhados pelas ruas, e muitos outros morreram de doenças, infecções e fome, resultado de mais de dois meses de bloqueio à ajuda humanitária e da posterior entrada limitada de mantimentos, distribuídos em pontos considerados seguros pelo exército — que, por vezes, abria fogo contra civis famintos.

    A ONU já havia declarado Gaza em grave crise humanitária, com mais de 2,1 milhões de pessoas em situação de fome, e registrou “o maior número de vítimas já observado” em seus estudos sobre segurança alimentar no mundo. Em 22 de agosto, a organização declarou oficialmente o estado de fome na cidade de Gaza e arredores.

    No fim de 2024, uma comissão especial da ONU acusou Israel de genocídio em Gaza e de usar a fome como arma de guerra, situação também denunciada pela África do Sul no Tribunal Internacional de Justiça — e classificada da mesma forma por diversas organizações internacionais de defesa dos direitos humanos.

    Turquia emite um mandado de detenção contra Netanyahu

  • Motta anuncia Derrite como relator do projeto antifacção

    Motta anuncia Derrite como relator do projeto antifacção

    Secretário licenciado reassumiu o mandato parlamentar para relatar o texto no plenário; proposta deve ser transformada em um Marco Legal do Combate ao Crime Organizado

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou nesta sexta-feira (7) o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) como relator do projeto de lei antifacção, apresentado pelo governo federal após a operação que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro. A proposta deve ser transformada em um Marco Legal do Combate ao Crime Organizado.

    Derrite, que até quarta-feira (5) ocupava o cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo, reassumiu o mandato parlamentar para relatar o texto no plenário. Segundo Motta, a escolha do parlamentar da oposição para relatar um projeto do governo busca garantir uma tramitação técnica e ampla, com diálogo entre bancadas.

    O projeto apresentado pelo governo tem caráter de urgência e propõe endurecimento das penas para integrantes de facções criminosas, além de ampliar as ferramentas de investigação. O texto cria a figura da “organização criminosa qualificada”, com penas de 8 a 15 anos de prisão para quem exercer controle territorial ou econômico mediante violência ou intimidação. Em casos de homicídio praticado em nome da facção, a pena pode chegar a 30 anos. 

    Também há previsão de agravantes, como o envolvimento de menores, uso de armas de fogo de uso restrito, infiltração de agentes públicos e ligações com organizações transnacionais. O projeto autoriza ainda o acesso a dados de geolocalização e transações financeiras de investigados e prevê a criação de um Banco Nacional de Facções Criminosas.

    Substitutivo

    Após ser confirmado relator, Derrite anunciou que apresentará um substitutivo ao texto original, incorporando pontos enviados pelo governo, mas com mudanças consideradas “essenciais” para fortalecer o combate ao crime organizado. Entre as alterações, estão:

    • aumento da pena para 20 a 40 anos em casos de domínio de cidades, ataques a presídios ou uso de explosivos;
    • obrigatoriedade de cumprimento de pena em presídios de segurança máxima para líderes de facções;
    • proibição de anistia, graça, indulto, liberdade condicional e corte do auxílio-reclusão para familiares de condenados por esses crimes;
    • aumento da progressão de regime de 40% para 70% do cumprimento da pena.

    A expectativa é que o texto de Derrite não inclua a equiparação entre facções criminosas e terrorismo, tema tratado em outro projeto. Essa proposta criou polêmica, por abrir brechas para intervenções estrangeiras no Brasil.

    Desrespeito

    O anúncio gerou reação de parlamentares da base governista. O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), classificou a escolha de Derrite como um “desrespeito” ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em postagem nas redes sociais, Farias afirmou que o projeto é prioridade do governo e que entregá-lo a um aliado do governador paulista Tarcísio de Freitas “beira a provocação”.

    Motta é próximo de Derrite e de Tarcísio, ambos aliados em pautas de segurança pública. Nas redes sociais, o presidente da Câmara não justificou a escolha de Derrite, apenas anunciou a decisão. Na quinta-feira (6), ele se reuniu com o presidente Lula, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir a tramitação de propostas relacionadas ao tema.

    Votação remota

    A Câmara deverá analisar o projeto em regime semipresencial, modalidade que permite votação remota pelos deputados, autorizada devido à realização da COP 30, em Belém.

    A previsão é que o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado seja votado ainda neste ano pelos deputados e senadores.

    Motta anuncia Derrite como relator do projeto antifacção

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  • Trump manda investigar frigoríficos por 'elevarem preço' da carne bovina

    Trump manda investigar frigoríficos por 'elevarem preço' da carne bovina

    Trump diz que há “algo suspeito” no aumento do preço da carne e promete punição a responsáveis

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (7) que pediu ao Departamento de Justiça para investigar os frigoríficos do país por “elevarem os preços” da carne bovina.

    Sem provas, Trump acusou frigoríficos de “manipularem os preços” da carne vermelha no país. “Pedi ao Departamento de Justiça que inicie imediatamente uma investigação sobre as empresas frigoríficas que estão elevando o preço da carne bovina por meio de conluio ilícito, fixação de preços e manipulação de preços”, disse Trump em publicação no Truth Social.

    Trump alegou que, apesar de os preços do gado caírem “substancialmente”, as carnes nos mercados seguem caras. “Portanto, sabe-se que há algo de suspeito. Vamos descobrir a verdade muito rapidamente. Se houve crime, os responsáveis pagarão um preço alto”.

    Trump manda investigar frigoríficos por 'elevarem preço' da carne bovina

  • Bolsa volta bater recorde e alcança marca de 154 mil pontos; dólar recua

    Bolsa volta bater recorde e alcança marca de 154 mil pontos; dólar recua

    O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,336, com queda de R$ 0,012 (0,22%)

    Após um dia de oscilações, a bolsa de valores voltou a bater recorde e atingiu a marca inédita de 154 mil pontos. O dólar recuou pela terceira vez seguida e fechou no menor valor em um mês.

    O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta sexta-feira (7) aos 154.063 pontos, com alta de 0,47%. O indicador chegou a cair 0,6% às 11h32, mas reagiu durante à tarde, amparado pelas ações da Petrobras, as mais negociadas.

    Essa foi a 13ª alta seguida do Ibovespa e o 10º recorde consecutivo da bolsa brasileira. O Ibovespa acumula ganhos de 3,02% na semana e 28,08% em 2025. A sequência atual de altas só está atrás das 15 valorizações seguidas registradas em maio e junho de 1994, pouco antes do Plano Real.

    Em relação à Petrobras, os investidores reagiram bem à divulgação do lucro de R$ 32,7 bilhões no terceiro trimestre e ao anúncio da distribuição de R$ 12,16 bilhões em dividendos.

    As ações ordinárias da estatal, com direito a voto em assembleia de acionistas, valorizaram 4,83% nesta sexta-feira. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) subiram 3,77%.

    Câmbio

    O mercado de câmbio também teve um dia de alívio. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,336, com queda de R$ 0,012 (0,22%). A cotação chegou a subir para R$ 5,36 por volta das 10h, mas caiu nas horas seguintes, até fechar próxima da mínima da sessão.

    No menor valor desde 6 de outubro, a moeda estadunidense caiu 0,83% na semana. A divisa acumula queda de 0,82% em novembro e de 13,66% em 2025.

    Sem grandes notícias externas, o câmbio acompanhou o movimento internacional, com o dólar caindo perante as principais moedas.

    Bolsa volta bater recorde e alcança marca de 154 mil pontos; dólar recua

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  • Tarcísio diz que gratidão a Bolsonaro não prescreve e exalta harmonia entre Poderes em SP

    Tarcísio diz que gratidão a Bolsonaro não prescreve e exalta harmonia entre Poderes em SP

    Fala do governador ocorreu durante posse de Wagner Rosário no Tribunal de Contas do Estado; novo conselheiro chorou ao falar de Bolsonaro e emocionou Flávio, também presente no evento

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse nesta sexta-feira (7) que a gratidão a Jair Bolsonaro (PL) “não prescreve” e elogiou o Judiciário paulista após ter feito duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes pela relatoria do processo da trama golpista no STF (Supremo Tribunal Federal).

    Tarcísio discursou durante a posse de Wagner Rosário, ex-controlador-geral da União do governo Bolsonaro, como conselheiro do TCE-SP (Tribunal de Contas de São Paulo). Também nesta sexta teve início o julgamento de recurso do ex-presidente na condenação pela tentativa de golpe de Estado.

    “Gratidão é algo que não prescreve, não vai prescrever nunca. Por isso sou muito grato a tudo, muito grato por tudo”, afirmou o governador, que é cotado para se candidatar a presidente com o vácuo aberto pela ausência de Bolsonaro na disputa eleitoral de 2026. Tarcísio nega a pretensão e diz que tentará a reeleição em São Paulo.

    Ao fim desta fase do processo no STF, Bolsonaro pode começar a cumprir a pena em regime fechado. Ele foi condenado a 37 anos de prisão. Desde agosto, está em prisão domiciliar por ter descumprido medidas cautelares impostas por Moraes.

    Filho mais velho do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compareceu à posse de Rosário e se emocionou quando o ex-CGU mencionou seu pai. Rosário chorou ao falar de Bolsonaro e precisou interromper sua fala três vezes.

    “Aqui, Flávio, faço uma homenagem ao seu pai, que me permitiu dar continuidade ao trabalho como ministro de Estado me concedendo todo apoio para a condução da CGU. Gostaria de contar hoje com a presença dele aqui nesse auditório, mas eu confio muito nas instituições brasileiras e sei que em breve ele estará conosco”, disse.

    Foi Tarcísio quem indicou Rosário à cadeira de conselheiro do TCE. Antes, Rosário ocupava o cargo de controlador-geral do Estado em São Paulo. Os dois foram colegas na mesma turma da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras).

    Último a discursar, o governador elogiou o a atuação do Judiciário paulista e disse que “São Paulo tem dado um grande exemplo de Poderes que são harmônicos”. Nas últimas semanas, ele tem buscado se reaproximar de ministros do STF após ter chamado Moraes de tirano no ato de 7 de Setembro na avenida Paulista.

    Indicado por Bolsonaro ao STF, o ministro André Mendonça também compareceu à cerimônia, no auditório do TCE na capital paulista, assim como o senador Rogério Marinho (PL-RN), outro ex-ministro do governo bolsonarista.

    Rosário pediu que Mendonça fizesse uma oração de agradecimento junto de outro padre. “Sabemos que o Estado é laico, mas não podemos deixar de agradecer a Deus pela vida”, disse o ministro do STF.

    Após o evento, Flávio seguiu para Atibaia, no interior paulista, para participar da inauguração da sede do PL regional, presidido por seu advogado no caso da “rachadinha” Frederick Wassef.

    Rosário assume no TCE a cadeira do ex-conselheiro Antônio Roque Citadini, que se aposentou em agosto deste ano. A indicação dele foi aprovada ao fim de setembro pela Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), após semanas de tentativas e obstrução pela oposição ao governo.

    O nome de Rosário foi enviado por Tarcísio à Alesp no mesmo dia em que teve o início do julgamento de Bolsonaro no STF. Rosário estava na reunião ministerial de julho de 2022, na qual o ex-presidente teria instruído os presentes a desacreditarem das urnas eletrônicas.

    Então CGU, Rosário defendeu auditar as urnas e criticou relatórios de fiscalização feitos por técnicos da própria controladoria.

    Tarcísio diz que gratidão a Bolsonaro não prescreve e exalta harmonia entre Poderes em SP

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  • Universidade Cornell aceita pagar governo Trump para reaver R$ 1,3 bilhão em verbas

    Universidade Cornell aceita pagar governo Trump para reaver R$ 1,3 bilhão em verbas

    Congelamento ocorreu sob justificativa de que instituição não estava adotando medidas para conter o antissemitismo; recursos tinham sido suspensos em abril após republicano aumentar pressão sobre instituições de ensino

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Universidade Cornell, nos Estados Unidos, anunciou nesta sexta-feira (7) ter chegado a um acordo com o governo de Donald Trump para o restabelecimento imediato de mais de US$ 250 milhões (R$ 1,3 bilhão) em verbas para pesquisas que tinham sido congeladas em abril.

    Segundo o reitor da instituição, Michael Kotlikoff, o entendimento prevê o pagamento de US$ 30 milhões (R$ 160 milhões) ao governo e o investimento de outros US$ 30 milhões em pesquisas agrícolas ao longo de três anos para encerrar reivindicações pendentes.

    O congelamento dos recursos havia sido imposto sob a justificativa de que a instituição não estava adotando medidas suficientes para conter o antissemitismo em seu campus.

    Com o novo acordo, Washington se comprometeu a encerrar todas as investigações iniciadas para apurar eventuais violações por parte da universidade. “O governo também concordou em restaurar as concessões federais, liberar todos os fundos retidos de projetos em andamento e considerar Cornell elegível para novas bolsas e financiamentos, sem qualquer vantagem ou desvantagem”, afirmou Kotlikoff.

    O reitor acrescentou que nenhuma investigação concluiu que Cornell tenha violado leis de direitos civis. A universidade, uma das mais prestigiadas do país, está localizada em Ithaca, no estado de Nova York.

    A secretária de Educação, Linda McMahon, celebrou o acerto em publicação na plataforma X. Ela escreveu que o caso representa mais uma vitória na campanha para pôr fim às “políticas divisionistas de diversidade, equidade e inclusão”, conhecidas pela sigla em inglês DEI, em universidades americanas.

    O congelamento dos recursos ocorreu num contexto de pressão crescente do governo Trump sobre as principais universidades dos EUA, alvos de críticas devido a protestos estudantis pró-Palestina e de políticas de diversidade que o republicano considera discriminatórias. A ofensiva do presidente também tem se estendido a bancos, empresas e escritórios de advocacia com programas voltados à inclusão.

    Organizações que atuam com direitos humanos levantaram preocupações relacionadas à liberdade de expressão, privacidade e liberdade acadêmica após a determinação das investigações.

    Embora o presidente afirme que as instituições permitiram atos de antissemitismo durante protestos pró-palestinos, manifestantes, incluindo alguns grupos judaicos, afirmam que o governo equipara erroneamente as críticas aos ataques israelense contra a Faixa de Gaza à intolerância e ao extremismo. O governo não anunciou investigações sobre a islamofobia.

    Outras instituições de ponta, caso de Harvard e de Columbia, também tiveram verbas congeladas pelo governo. A primeira ainda busca um acordo, enquanto a segunda se comprometeu a pagar mais de US$ 200 milhões (R$ 1,07 bilhão) e a aceitar uma série de exigências, entre elas o monitoramento de departamentos que oferecem cursos sobre o Oriente Médio, para reaver os recursos.

    Universidade Cornell aceita pagar governo Trump para reaver R$ 1,3 bilhão em verbas

  • Lula defende tributação de super ricos para ação climática

    Lula defende tributação de super ricos para ação climática

    A taxação de grandes fortunas pode gerar de US$ 200 bilhões a US$ 1,3 trilhão, a depender do percentual de tributação aplicado

    BELÉM, PA (FOLHAPRESS) – Em discurso aos líderes mundiais nessa sexta-feira (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que os mais ricos do mundo sejam taxados para bancar iniciativas para combater os impactos das mudanças climáticas.

    “As exigências crescentes de adaptação vão requerer esforços ainda maiores de financiamento. Sem incluir o capital privado, a conta não fechará”, disse. “Um imposto mínimo sobre corporações multinacionais e a tributação de super ricos podem gerar recursos valiosos para a ação climática.”

    O presidente argumentou, ainda, que mercados de carbono também devem ser uma fonte de transferência de renda para ajudar no financiamento climático. Ele citou a coalizão lançada pelo Brasil na COP30, junto de União Europeia e China, para unificar os valores cobrados pelo carbono como uma ferramenta para tornar esse processo mais justo.

    “É possível pensar em um novo modelo de economia sem sacrificar a geração de riqueza. É viável trabalhar por uma transição justa que proporcionem ao Sul Global as oportunidades que lhe foram negadas no passado”, afirmou Lula.
    O presidente cobrou que os signatários do Acordo de Paris cumpram o que prometeram, em especial quanto ao repasse de verbas aos países mais pobres.

    O acordo se baseia no entendimento de que cada país fará o melhor que estiver ao seu alcance para evitar o aquecimento de mais de 1,5°C”, disse. “[Mas] sem meios de implementação adequados, exigir a implementação dos países em desenvolvimento é injusto e irrealista”.

    Lula ressaltou também que a maioria dos recursos são repassados em forma de empréstimo, aumentando o endividamento das nações em desenvolvimento. Assim, defendeu que sejam adotados mecanismos de troca de dívida -a partir dos quais investimentos climáticos podem ser descontados da dívida pública.

    Lula defende tributação de super ricos para ação climática

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  • Igualar facções a terrorismo prejudica inquéritos, diz relator de CPI

    Igualar facções a terrorismo prejudica inquéritos, diz relator de CPI

    “A mera transformação de facção criminosa violenta em terrorismo vai fazer com que os processos criminais dessas ações migrem da Justiça estadual para federal e isso significa matar as investigações”, disse Alessandro Vieira (MDB-SE)

    Relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) argumenta que “simplesmente” equiparar as facções ao terrorismo pode prejudicar as investigações em curso, uma vez que o combate ao terrorismo é responsabilidade federal.  

    Em conversa com a Agência Brasil nesta sexta-feira (7), o senador falou sobre a expectativa com a CPI, sobre o papel das Forças Armadas no combate ao crime e avaliou que talvez seja necessário abrir exceções no teto de gastos para financiar a segurança pública.

    “A mera transformação de facção criminosa violenta em terrorismo vai fazer com que os processos criminais dessas ações migrem da Justiça estadual para federal e isso significa matar as investigações, jogar fora um conhecimento acumulado por profissionais qualificados por anos no combate ao crime grave”, destacou Vieira, que é delegado da Polícia Civil há 20 anos e está licenciado para exercer o mandato. 

    Vieira acrescentou, por outro lado, que é possível equiparar facções com terrorismo em relação ao tamanho e cumprimento das penas, mas “com os cuidados técnicos” para “não jogar fora todo um trabalho feito”.

    O senador defendeu que as Forças Armadas devem ter papel no controle das fronteiras e questionou a eficiência de operações de garantia da lei e da ordem feitas por militares.  

    “É mais um exemplo de providências que não funcionam, não geram resultados e só servem para efeitos midiáticos. Nós tivemos várias oportunidades de intervenção das Forças Armadas em território urbano e os resultados foram mínimos e absolutamente temporários”, destacou o senador Alessandro.

    O parlamentar sergipano disse ainda não concordar com a convocação de líderes de facções pela CPI, como pedem alguns requerimentos. Segundo ele, isso poderia ajudar o próprio crime.  

    Ainda segundo o relator da CPI instalada nesta semana, as operações Carbono Oculto – que teve como alvo a lavagem de dinheiro do crime via postos de combustíveis – e a Contenção – que resultou no assassinato de 121 pessoas no Rio de Janeiro  – são complementares, tendo cada uma um papel no combate ao crime.

    Confira a entrevista completa:

    Qual é o principal – ou os principais – erros da política de segurança pública no Brasil para combater o crime organizado e como a CPI pode ajudar?

    Senador Alessandro: A CPI vai viabilizar um diagnóstico completo. Com esse diagnóstico, daremos o encaminhamento de quais são as soluções que funcionam e aquelas que nunca funcionaram, embora sejam repetidas de tempos em tempos.

    Mas o que a gente pode apontar com muita clareza é a questão da insuficiência do financiamento, a ausência de planejamento e a ausência de continuidade na política de segurança.

    Porque a política de segurança, ela leva um tempo para poder gerar resultado consistente. Ela custa muito dinheiro, ela exige uma vontade política firme no sentido de combater o crime. Esses são os pontos principais.

    A questão da falta de integração entre as forças também é um ponto relevante, mas esses que eu citei antes me parecem mais importantes. Ouvindo os profissionais e ouvindo os especialistas, a gente, muito provavelmente, vai chegar a essas conclusões.

    Como encontrar dinheiro para segurança pública com as atuais regras fiscais que limitam os gastos da União e dos estados?

    Senador Alessandro: Da mesma forma como a gente acha espaço para todo gasto que a política considera importante. Um país que gasta R$ 5 bilhões para financiar a sua eleição, ele tem dinheiro, seguramente tem dinheiro para financiar a defesa da vida, do patrimônio, da segurança do cidadão. É uma questão de definição política.

    Com a CPI, esperamos conseguir juntar um volume de dados e de força política que viabilize, finalmente, a construção de um plano nacional de segurança pactuado entre estados, municípios e União, suficientemente financiado e estável para que ele tenha uma continuidade e gere os resultados que o Brasil precisa.

    O recurso poderia ficar por fora da meta fiscal do teto de gastos?

    Senador Alessandro: O formato vai ser definido. A primeira resposta não é essa. A primeira pergunta é qual é o volume necessário. O que a gente precisa fazer para gerar uma mudança significativa? A partir daí, viabilizar os espaços fiscais, seja com redirecionamento de recursos, que é sempre o ideal, seja com afastamento de algum limite específico de regra fiscal, desde que seja de forma pontual e técnica. Já fizemos isso dezenas de vezes.

    Qual sua avaliação sobre o debate de se rotular, ou não, essas facções e milícias como terroristas?

    Senador Alessandro: Tecnicamente falando, e não há divergência nisso, não são organizações terroristas, porque o terrorismo pressupõe um componente religioso, ideológico ou político. Essas facções têm como objetivo o lucro, o dinheiro.

    Mas é possível sim você avançar em alguma proposta de equiparação para fins de pena, cumprimento de pena, mas com os cuidados técnicos necessários para não jogar fora todo um trabalho feito.

    Porque a mera transformação de facção criminosa violenta em terrorismo vai fazer com que os processos criminais dessas ações migrem na Justiça estadual para federal e isso significa matar as investigações, jogar fora um conhecimento acumulado por profissionais qualificados por anos no combate ao crime grave.

    Nada feito na correria é solução. Existem bons caminhos e bons projetos que já estão no Senado e na Câmara. A gente vai tentar ajudar os colegas a fazerem essa peneira. Criar uma lógica processual, não dá para ser uma colcha de retalhos, e dentro de uma lógica que tem consenso.

    Podemos agravar muito as penas desse tipo de criminoso, mais ainda das suas lideranças, endurecer o cumprimento de pena.

    No plano de trabalho, o senhor cita a contribuição das Forças Armadas para atuarem nas fronteiras e rotas utilizadas pelo tráfico. Qual o papel dos militares no combate ao crime?  

    Senador Alessandro:  Precisamos, primeiro, ouvir os profissionais das Forças Armadas. O Ministro da Defesa já foi convidado, mas o desenho constitucional brasileiro e aquilo que efetivamente funciona aponta para a necessidade da atuação das Forças Armadas na região de fronteira.

    As Forças Armadas, só muito excepcionalmente, e com duração muito delimitada, podem ter papel numa atuação de GLO [Garantia da Lei e da Ordem] numa cidade, metrópole ou comunidade.

    Esse é mais um exemplo de providências que não funcionam, não geram resultados e só servem para efeitos midiáticos. Nós tivemos várias oportunidades de intervenção das Forças Armadas em território urbano e os resultados foram mínimos e absolutamente temporários.

    Se em contrapartida eu consigo, em parceria das forças de segurança, com as Forças Armadas, restringir o acesso de armas e drogas pelas nossas fronteiras, eu impacto diretamente o crime organizado, eu aumento o custo deles, reduzo a atratividade daquilo e reduzo, por consequência, a criminalidade. Então, cada um no seu quadrado, com liderança política da União e integração.

    Quando foi apresentado o plano de trabalho, o senhor destacou a necessidade de dar atenção especial para a penetração do crime organizado nos mercados legais. Por que isso é importante? 

    Senador Alessandro: Porque há um avanço muito acelerado do crime organizado em segmentos da economia formal. O que chamou mais atenção recentemente foi o segmento dos combustíveis e seus derivados. Mas isso acontece em outras áreas da economia formal.

    A gente precisa criar, primeiro, a mesma dinâmica de levantamento dos dados, a oitiva dos profissionais que trabalham no segmento e o encaminhamento de soluções. Em alguns casos, vão ser soluções legislativas, criando mais travas para esse acesso do crime organizado ou diminuindo o interesse potencial do crime organizado por esse segmento.

    Tenho projetos apresentados, há um ano talvez, na área de combustíveis para tentar fechar a porta da lavagem de dinheiro com o uso de postos de gasolina. A gente vai conseguir avançar em medidas desse tipo, protegendo a economia formal, a economia lícita, e inviabilizando os diversos mecanismos de lavagem de dinheiro que hoje são utilizados.

    Qual seria a melhor forma de reduzir o poder econômico e militar dessas organizações criminosas no Brasil?

    Senador Alessandro: Uma série de ações, não tem uma bala de prata, uma série de ações que se complementam. Muita gente comparou a Operação Carbono Zero e a Operação Contenção.

    São operações totalmente diversas, incomparáveis, mas que se conectam. Porque eu tenho que descapitalizar o crime, combater a lavagem de dinheiro, identificar e prender esses operadores e fechar essas portas de passagem de dinheiro sujo.

    Mas, ao mesmo tempo, tenho que retomar o território que hoje é ocupado pelo crime. Essa retomada do território exige o uso da violência pelo Estado. Não dá para comparar uma coisa com a outra, elas se complementam.

    A atividade de segurança pública é complexa, embora não seja segredo para ninguém, a gente sabe o que funciona e o que não funciona, mas ela tem todas essas camadas. Quando o traficante é descapitalizado com a apreensão de drogas, ele incide no roubo. Ele é bandido, ele quer dinheiro fácil, ele não para. Ele só para preso.

    Você tinha 2,5 mil homens da polícia do Rio de Janeiro no morro, num confronto violento que teve 120 mortos, e dentro do presídio, no mesmo Rio de Janeiro, a mesma facção determinava ações de retaliação ou de diversionismo pelo Estado, pela cidade do Rio de Janeiro. Isso mostra uma falência na gestão de um ponto fundamental e que está no nosso plano de trabalho, que é o sistema prisional.

    O senhor apoia convocar chefes de organizações criminosas presos, conforme pedem requerimentos do senador Marcos do Val? Por quê?

    Senador Alessandro: Não tem meu apoio, mas a CPI é um colegiado. A gente vai ouvir os colegas de forma respeitosa e pedir que eles expliquem qual é o objetivo de uma oitiva dessa natureza.

    Não há por que dar espaço, palco, microfone para bandido quando se tem já prévia consciência de que esse bandido não vai trazer nenhuma informação relevante que favoreça o combate ao crime. Ele vai usar esse espaço para tentar fortalecer o crime.

    Então a gente tem que ter essa clareza, a gente vai respeitosamente ouvir o autor do requerimento, mas vai encaminhar a votação contrária porque é improdutivo e prejudicial para os interesses do Brasil.

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  • Com 3.300 anos, tumba de faraó mais famosa do Egito está desmoronando

    Com 3.300 anos, tumba de faraó mais famosa do Egito está desmoronando

    Com 3.300 anos, tumba de faraó mais famosa do Egito está desmoronando

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A tumba do faraó Tutancâmon, no Vale dos Reis, em Luxor, está em seu estado mais frágil desde a descoberta, em 1922. Um estudo da Universidade do Cairo revela que rachaduras se espalham pelos tetos, enquanto a umidade e fungos corroem lentamente os murais de 3.300 anos.

    Alerta foi publicado em maio de 2025 na revista científica Nature. O autor, professor Sayed Hemeda, da Faculdade de Arqueologia da Universidade do Cairo, afirma que o local “tem sido submetido a impactos de longo prazo, tanto por enxurradas repentinas quanto por uma falha geológica principal”. Segundo ele, essas forças “têm causado diferentes graus de instabilidade e danos, que vêm piorando com o tempo”.

    Feita de xisto de Esna, rocha que se expande e contrai com a umidade, a tumba sofre com o avanço da umidade e da pressão interna. A pesquisa identificou uma falha estrutural que atravessa o teto da entrada e das câmaras funerárias, permitindo a infiltração de água da chuva. Essa fissura é o ponto crítico da instabilidade.

    “O túmulo desenvolveu uma falha que atravessa o teto da entrada e das câmaras funerárias. Essa rede de rachaduras permite que a água da chuva penetre, corroendo e comprometendo a integridade do local”, disse Hemeda, ao Daily Mail.

    Em 1994, uma enchente histórica submergiu várias tumbas do Vale dos Reis. As águas invadiram a tumba de Tutancâmon, elevaram a umidade e provocaram a proliferação de fungos. Desde então, a integridade estrutural do local se deteriora de forma contínua.

    Hemeda alertou que, embora o colapso total “não deva ocorrer tão cedo”, o dano acumulado pode comprometer a tumba antes do esperado. “Há riscos atuais e futuros que afetarão sua integridade estrutural a longo prazo, e o túmulo talvez não dure mais milhares de anos, como foi construído para durar”, afirmou ao Daily Mail.

    SIMULAÇÕES REVELAM RISCO

    As simulações realizadas pelo professor Sayed Hemeda revelam que o teto da câmara funerária está sob enorme pressão. A estrutura apresenta deformações e rachaduras milimétricas, resultado do peso das montanhas acima e da expansão do xisto com a umidade. Segundo o estudo, a tensão acumulada é tão grande que pode provocar novas fraturas se não houver intervenção.

    Umidade resultante das enxurradas tem reduzido a resistência do xisto. Isso favorece delaminações e descascamentos nas paredes.

    “O descolamento dos tetos da antecâmara e da câmara funerária é resultado da combinação entre o enfraquecimento do xisto pela água e o esforço desigual nas camadas inferiores”, disse Sayed Hemeda, na Nature.

    MEDIDAS URGENTES

    O pesquisador recomenda medidas imediatas para conter o avanço das fissuras. “O estudo conclui que reduzir as flutuações de umidade é essencial. Isso pode ser feito controlando a circulação de ar dentro e ao redor da tumba.”

    Plano técnico de conservação permanente é necessário. “As tumbas reais no Vale dos Reis exigem uma intervenção urgente e estudos científicos precisos para analisar os riscos e como mitigá-los”, declarou ao Daily Mail.

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