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  • Primeira Turma do STF tem maioria para rejeitar recurso de Bolsonaro na trama golpista

    Primeira Turma do STF tem maioria para rejeitar recurso de Bolsonaro na trama golpista

    Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar trama golpista; defesa do ex-presidente apresentou embargos, mas 3 ministros já rejeitaram argumentos dos advogados

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta sexta-feira (7) para negar o recurso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra a sua condenação no julgamento da trama golpista.

    O relator, Alexandre de Moraes, foi o primeiro a votar e teve sua posição acompanhada pouco depois por Flávio Dino. À tarde, votou no mesmo sentido Cristiano Zanin.

    Falta o voto de Cármen Lúcia. O ministro Luiz Fux deixou a Primeira Turma do Supremo e não vai analisar os recursos do ex-presidente e dos demais réus da trama golpista.

    Segundo Moraes, os temas abordados pelos advogados de Bolsonaro no recurso já foram superados ao longo do processo, desde o recebimento da denúncia até o julgamento.

    O julgamento ocorre no plenário virtual -ambiente remoto por meio do qual os ministros registram suas posições e no qual não há espaço para debate. A sessão está prevista para seguir até a próxima sexta (14). Há a possibilidade de pedido de vista (mais tempo para análise) ou destaque (que leva o julgamento ao plenário físico), mas isso não deve ocorrer neste caso.

    Diferentemente da discussão presencial, não há ordem de manifestação, e os ministros podem votar em qualquer momento dentro do período previsto.

    A expectativa é que o resultado seja unânime contra o recurso apresentado por Bolsonaro.

    O julgamento dos embargos marca o início de uma nova fase no processo contra o ex-presidente. A previsão é que a ação seja encerrada em dezembro -com o início do cumprimento das prisões ainda em 2025.

    Bolsonaro está atualmente em prisão domiciliar e, depois do esgotamento dos recursos, Moraes definirá seu futuro. Já foi cogitada a possibilidade de ele permanecer em casa, ir para ala especial na penitenciária da Papuda, no Distrito Federal, a uma cela na superintendência da Polícia Federal em Brasília ou a alguma unidade militar.

    Primeira Turma do STF tem maioria para rejeitar recurso de Bolsonaro na trama golpista

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  • Trump agora diz que há 'boa chance' de encontrar Putin em Budapeste

    Trump agora diz que há 'boa chance' de encontrar Putin em Budapeste

    Ao lado de seu aliado Viktor Orbán, americano afirma que guerra na Ucrânia não acaba porque Rússia não quer; americano promete a húngaro examinar exceção nas sanções para que país europeu compre petróleo russo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após cancelar um encontro com Vladimir Putin em Budapeste, o presidente Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (7) que a realização da cúpula tem “uma chance muito boa” de acontecer -e ele quer que seja na capital húngara.

    Foi uma deferência a seu convidado na Casa Branca, o premiê Viktor Orbán, 15 anos ininterruptos no cargo na Hungria. Ele é um dos maiores aliados de Trump na Europa, e ambos nutrem admiração mútua pelo populismo de direita que defendem.

    “Sempre há uma chance, uma chance muito boa”, disse Trump a repórteres ao receber Orbán. Ao mesmo tempo, afetou fleuma: “Eu gostaria de manter [a reunião] na Hungria, em Budapeste. Aquele encontro eu não quis porque achei que nada significativo iria ocorrer. Mas se formos ter, quero que seja em Budapeste”.

    Em 16 de outubro, na véspera de receber Volodimir Zelenski em Washington, Trump recebeu uma longa chamada telefônica de Putin. O russo o convenceu a não fornecer mísseis de cruzeiro Tomahawk a Kiev e ambos marcaram uma cúpula para em até duas semanas, a segunda em pouco mais de dois meses.

    As conversas subsequentes entre seus chefes diplomáticos, Marco Rubio e Serguei Lavrov, fracassaram pelos motivos de sempre: em resumo, o russo quer concessões maximalistas de saída para aceitar um cessar-fogo, enquanto os ucranianos querem negociar após a trégua.

    O impacto do fracasso foi tão grande que começou a correr em Moscou um boato de Lavrov, no cargo desde 2004, seria demitido. Segundo a Folha de S.Paulo ouviu de pessoas ligadas ao Kremlin, não é fato, apesar do mal-estar. Nesta sexta, o porta-voz de Putin, Dmitri Peskov, negou a queda do ministro.

    “A guerra não acaba porque a Rússia não quer”, disse Trump a Orbán antes do almoço de trabalho entre eles, com a presença de jornalistas. Com efeito, Putin está jogando todas suas fichas na conquista da estratégica Pokrovsk, centro logístico das forças de Zelenski na região de Donetsk (leste), que foi invadida e está sob cerco.

    Orbán é o líder europeu mais próximo de Putin, e um crítico do governo de Kiev, a quem culpa pela guerra. Ao mesmo tempo, a Hungria é parte da União Europeia e da Otan, a aliança militar liderada pelos EUA, o que lhe vale acusações de traição por parte dos pares -isso fora medidas de erosão da democracia local e perseguição a minorias.

    Não na Casa Branca, onde suas política radicais contra imigração inspiraram as de Trump, que com efeito elogiou o premiê sobre o tema da imigração. Mais que isso, pareceu ávido a ouvir a principal demanda do húngaro: se excluído das sanções secundárias contra quem comprar petróleo das duas principais empresas russas, a Rosneft e a Lukoil.

    “Claro, nós vamos olhar isso, porque é muito difícil para ele conseguir óleo e gás de outras áreas. Como vocês sabem, eles não têm a vantagem de ter um mar. Então eles têm um problema difícil”, afirmou o americano.

    A Hungria é a principal cliente do petróleo russo na União Europeia, bloco que começou paulatinamente a restringir a compra do produto em dezembro de 2022, depois do começo da guerra. Em setembro, cerca de 2,5% do óleo cru e derivados que Moscou vende foram para o continente.

    Segundo o Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo, de Helsinque, desse total de € 311 milhões, € 166 milhões foram para Budapeste. Os eslovacos, cujo atual governo também tem relações estáveis com Moscou, vêm logo a seguir com € 145 milhões.

    Orbán e Putin têm longa relação. O húngaro, que esteve no poder de 1998 a 2002 e, desde 2010, é o primeiro-ministro do seu país, se tornou um prócer do que ele mesmo chama de democracia iliberal -uma contradição em termos espelhada no modo com que Putin governa a Rússia.

    Nos meios conservadores e populistas, o húngaro é uma estrela. Seus contatos vão além dos EUA: na véspera do encontro com Trump, esteve com Eduardo Bolsonaro, o deputado federal filho do ex-presidente Jair que está em campanha contra autoridades brasileiras baseado nos EUA.

    O próprio Bolsonaro pai teve como precedente para ser obrigado a usar tornozeleira eletrônica, algo anterior à condenação por tentativa de golpe pelo Supremo, o temor de fuga: em 2024, ele passou dois dias na indevassável embaixada da Hungria em Brasília.

    Trump agora diz que há 'boa chance' de encontrar Putin em Budapeste

  • Aneel quer que preço da conta de luz mude conforme horário do dia

    Aneel quer que preço da conta de luz mude conforme horário do dia

    Proposta prevê aumento do valor em períodos de pico, para estimular consumo em outros horários; mudança está ligada à alteração do parque gerador, mais dependente de usinas solares e eólicas

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) pretende alterar a forma como boa parte dos brasileiros paga pela energia, fazendo com que o valor cobrado na conta de luz passe a variar conforme o horário diário em que se deu o consumo.

    O objetivo é incentivar pessoas e pequenas empresas com maior uso de eletricidade a deslocarem parte de seu consumo para fora do chamado “horário de pico”, normalmente no início da noite, entre 18h e 21h, quando o sistema elétrico enfrenta maior sobrecarga.

    A Folha de S.Paulo teve acesso a detalhes dessa proposta, que ainda deve ser objeto de uma audiência pública pelo prazo de 90 dias, para colher sugestões. A expectativa da agência reguladora é que o tema já esteja regulado no início do ano que vem, para entrar em vigor até o fim de 2026.

    Pela minuta elaborada, seriam alvo da medida os consumidores de baixa tensão que consomem mais de 1.000 kWh (quilo-watt-hora) por mês. Neste perfil podem entrar famílias maiores, que vivam em propriedades de grande porte, além de comércios em geral, como restaurantes e hotéis.

    Hoje, está em vigor um tipo de “tarifa horária” que é cobrada de grandes consumidores, como indústrias, que podem optar por aderir à chamada “Tarifa Branca”, que existe desde 2018 e prevê o mesmo tipo de incentivo para tentar reduzir a pressão sobre o abastecimento elétrico.

    O uso dessa tarifa, porém, depende da adesão de cada grande consumidor, que precisa fazer um pedido à sua distribuidora. Na avaliação da Aneel, essa regra acabou comprometendo o resultado da iniciativa.

    Por isso, a nova proposta acaba com a necessidade de adesão, fazendo com que qualquer consumidor que consuma mais de 1.000 kWh seja, automaticamente, enquadrado pela tarifa horária, podendo sair dela se achar que não compensa.

    “Essa medida permitirá ampliar a resposta da demanda, induzindo o deslocamento do consumo para horários de menor carregamento, contribuindo para a modicidade tarifária, eficiência na utilização da rede e maior integração das fontes renováveis, reduzindo os cortes de geração”, afirma a agência, em nota técnica que analisa a proposta.

    Nos cálculos da Aneel, o programa afetaria uma parcela pequena do consumidor residencial, equivalente a apenas 0,9% do total do país. Esse alcance subiria para 5,9% dos consumidores rurais e 17,1% do grupo formado pelo setor comercial, industrial e de serviços.

    Esses consumidores, quando somados, respondem por apenas 2,5% daqueles que usam as redes de baixa tensão. Por outro lado, são responsáveis por cerca de 25% de toda a energia consumida na baixa tensão do país.

    Para ampliar o interesse na proposta, a Aneel chega a sugerir nomes que possam resultar em maior “engajamento dos consumidores”. No lugar da “Tarifa Branca” dos grandes consumidores, é sugerido o uso de termos como “Tarifa Hora Certa”, “Tarifa Inteligente”, “Tarifa Flexível” e “Tarifa Sustentável”.

    A lógica que sustenta a proposta está ligada à mudança vivida na matriz de geração do setor elétrico, que atravessa uma fase de forte expansão da geração eólica, além dos painéis solares, usados tanto em grandes usinas quanto em telhados residenciais.

    O resultado é que, durante o dia, a oferta de energia é alta, mas ao anoitecer, quando o sol se põe, a geração cai rapidamente, enquanto o consumo sobe. Isso gera um engarrafamento elétrico, que pressiona o sistema e pode exigir o acionamento de usinas térmicas, mais caras e mais poluentes, mas que entregam energia na hora exata que se precisa.

    Para se ter uma ideia do crescimento da fonte solar, esta saltou de 793 MW (megawatts) em 2020 para 5.589 MW em 2024. Foi fonte de maior expansão no período, respondendo por 51,8% da potência adicionada em 2024.

    No caso das eólicas, a expansão saiu de 1.726 MW em 2020 para 4.239 MW em 2024, sustentada por políticas de leilões de energia, subsídios e novas tecnologias. O vento respondeu por 39,3% do crescimento da geração no ano passado.

    O resultado disso é que, somadas as fontes solar e eólica, 91,1% da potência instalada em 2024 veio dessas usinas. “A dominância evidente das fontes solar e eólica, turbinadas pelas políticas de subsídios anteriormente mencionadas, tornaram a operação do sistema bastante complexa, dada a redução da flexibilidade que o operador do sistema tem para modular a geração conforme o comportamento da carga”, afirma a Aneel no documento.

    Ao tornar a energia mais cara em horários de pico e mais barata nos demais, a agência espera estimular mudanças de comportamentos, como programar máquinas de lavar para outros períodos, ajustar horários de uso de ar-condicionado ou carregar carros elétricos de madrugada.

    “A tarifa horária atua como um instrumento regulatório que alinha o comportamento da demanda às condições reais de oferta, reduzindo riscos operativos e maximizando a eficiência da rede”, afirma a nota técnica. “Momentos de sobreoferta de energia devem resultar em menores custos, que devem ser percebidos pelos consumidores, para que se aproveitem disso e reduzam o custo médio de compra de energia.”

    A Folha de S.Paulo questionou a Aneel e o MME (Ministério de Minas e Energia sobre o assunto) sobre o assunto, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.

    Aneel quer que preço da conta de luz mude conforme horário do dia

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  • Presidente espanhol diz que liderança do Brasil na COP30 é inspiradora

    Presidente espanhol diz que liderança do Brasil na COP30 é inspiradora

    Pedro Sánchez acredita que Europa cumprirá compromissos climáticos

    O presidente da Espanha, Pedro Sánchez, elogiou nesta sexta-feira (7) o papel exercido pelo Brasil na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada de 10 a 21 de novembro, em Belém. O mandatário europeu disse, em coletiva de imprensa na Zona Azul, que o país sul-americano é um exemplo a ser seguido, por levar a sério os compromissos climáticos baseados na ciência.

    “A liderança do Brasil não é apenas inspiradora, mas também nos lembra de algo importante, que é de qual lado devemos estar. Do lado da razão, da ciência, e não do negacionismo e, portanto, do engano. Do lado da esperança diante do medo”, disse o presidente, que participa da Cúpula do Clima. O evento antecede a COP30 e reúne chefes de Estado, líderes de governos e representantes de alto nível de mais de 70 países.

    “Há dez anos, o mundo assinou um acordo muito importante, o Acordo de Paris, um pacto com o nosso próprio futuro como humanidade, um acordo que continua sendo a melhor ferramenta, o melhor instrumento que temos para enfrentar a emergência climática de forma solidária, eficaz e responsável. E hoje, mais do que nunca, precisamos retornar a esse espírito”, complementou. 
    Sánchez destacou os impactos da crise climática na Espanha e defendeu a urgência de implementar ações efetivas para evitar que esses eventos se repitam em todo o mundo.

    “Nos últimos 12 meses, vivenciamos inúmeras emergências climáticas: inundações, uma tempestade terrível, incêndios e ondas de calor sem precedentes. Até agora, nesta década, a emergência climática já ceifou mais de 20 mil vidas em nosso país”, disse Sánchez.

    “Tivemos consequências dramáticas neste verão, por exemplo, como a tempestade DANA [Depressão Isolada em Altos Níveis] em Valência. Trata-se também de um impacto econômico e social, pois muitos setores vitais foram afetados, como o turismo e o agronegócio em nosso país.”

    O presidente espanhol disse estar otimista com os resultados que poderão ser alcançados durante a COP30, desde que outros países sigam o caminho do multilateralismo. E não o exemplo isolacionista dos Estados Unidos.

    “A nova administração dos EUA está se retirando de grande parte da agenda multilateral. Acredito que, da perspectiva de outras potências, como a União Europeia, o compromisso é firme. Chegamos a um acordo para reduzir nossas emissões de gases de efeito estufa em 90% até 2040 e alcançar a neutralidade climática até 2050”, disse Sánchez.

    “Acredito que o que a Europa precisa fazer é o que a Espanha vem defendendo: abrir-se, criar e construir pontes com outras sociedades, com outros blocos regionais e, com sorte, sob a presidência brasileira, poderemos assinar esse importante acordo entre a União Europeia e o Mercosul”, acrescentou.

    Presidente espanhol diz que liderança do Brasil na COP30 é inspiradora

  • Moraes e Dino votam contra recursos de condenados por trama golpista

    Moraes e Dino votam contra recursos de condenados por trama golpista

    Defesas dizem que STF foi omisso ao condenar réus do núcleo central da tentativa de golpe; Ministro diz que argumentos da defesa foram tratados em julgamento e nega omissão

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Além de ter se posicionado para manter a condenação de Jair Bolsonaro (PL), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), também votou nesta sexta-feira (7) pela rejeição dos recursos do ex-ministro Walter Braga Netto e de outros cinco condenados pela participação no núcleo central da trama golpista.

    O posicionamento de Moraes foi apresentado no início do julgamento virtual sobre os recursos dos aliados do ex-presidente que lideraram ações para o golpe de Estado fracassado de 2022.

    Além de Moraes, participam do julgamento os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia. Luiz Fux deixou a Primeira Turma do STF e não tem direito a voto.

    Tem os recursos julgados a partir desta sexta Almir Garnier Santos (ex-chefe da Marinha), Walter Braga Netto (ex-ministro da Defesa), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa), Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin e deputado federal), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI) e Anderson Torres (ex-ministro da Justiça).

    Dino já acompanhou Moraes para rejeitar os recursos de Braga Netto, Ramagem e Garnier.

    Bolsonaro também tem seu recurso analisado pela Primeira Turma do Supremo. Moraes votou pela derrubada do recurso e a manutenção da condenação a 27 anos e três meses de prisão do ex-presidente.

    No voto sobre Braga Netto, Moraes rebateu os oito pontos levantados pela defesa do general e negou qualquer obscuridade ou contradição na decisão do STF que resultou na condenação do ex-ministro a 26 anos de prisão.

    “Não há que se falar em qualquer contradição. O acórdão condenatório, inclusive o capítulo da dosimetria da pena, apresenta fundamentação absolutamente coerente com as provas dos autos”, disse Moraes no voto.

    O ministro também negou os argumentos apresentados pela defesa de Augusto Heleno, dizendo que o general reciclou em seu recurso questões já debatidas no julgamento sobre a trama golpista. O principal argumento dos advogados do ex-ministro é a falta de provas para a condenação.

    “O acórdão embargado levou em consideração diversos elementos de prova para fundamentar a decisão condenatória, concluindo pela existência de robusto conjunto probatório apto a comprovar a materialidade e autoria dos crimes pelos quais o réu, ora embargante, foi condenado”, afirmou o ministro.

    Moraes usou os mesmos argumentos para rejeitar os embargos dos demais condenados do núcleo central da trama golpista.

    O julgamento que começa nesta sexta se restringe ao embargos de declaração -um tipo de recurso em que as defesas apontam obscuridade, imprecisão, contradição ou omissão na decisão do Supremo.

    Esse tipo de embargo não altera o resultado do julgamento -condenação ou absolvição-, mas pode levantar questionamentos sobre a sentença e até reduzir o tamanho da pena dos réus.

    As defesas dos condenados ainda pretendem apresentar embargos infringentes, recurso que pode rediscutir questões de mérito que levaram à condenação dos réus. O prazo para a apresentação desses embargos é de 15 dias após a publicação do acórdão, mas a contagem do período foi suspensa à espera do julgamento dos primeiros recursos.

    O entendimento no Supremo, porém, é que os embargos infringentes só podem ser recebidos e discutidos quando há dois votos favoráveis ao réu no colegiado. Como este não é o caso de Bolsonaro e dos demais réus, Moraes pode rejeitar os recursos de forma individual, sem ouvir os colegas.

    No recurso enviado ao STF, a defesa de Braga Netto voltou a levantar a tese de suspeição do ministro Alexandre de Moraes, questionou sua imparcialidade para julgar o caso e destacou que o tempo de tramitação do processo foi curto para analisar o volume de quase 80 TB de documentos enviados como prova.

    Os demais advogados também reforçaram argumentos já derrubados pelo Supremo, numa tentativa de reduzir as penas dos condenados. O único que não recorreu da decisão foi o tenente-coronel Mauro Cid, que manteve seu acordo de colaboração premiada.

    A fase de recursos é a última no Supremo antes do término do processo. É depois da rejeição de todos os embargos que Alexandre de Moraes deve determinar o início do cumprimento da pena dos condenados.

    Dos oito condenados pela trama golpista, seis são militares. A maioria deve ficar presa em quartéis do Exército e da Marinha espalhados por Brasília e Rio de Janeiro. A exceção deve ser o ex-presidente Jair Bolsonaro, capitão reformado, que tende a cumprir sua pena no Complexo Penitenciário da Papuda ou em prisão domiciliar.

    Moraes e Dino votam contra recursos de condenados por trama golpista

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  • Grammy indica Caetano Veloso e Maria Bethânia para melhor álbum de música global

    Grammy indica Caetano Veloso e Maria Bethânia para melhor álbum de música global

    Os brasileiros disputam na categoria ‘Melhor Álbum de Música Global’ contra Burna Boy, Siddhant Bhatia, Youssou N’Dour, Shakti e Anoushka Shankar Featuring Alam Khan & Sarathy Korwar

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O disco “Caetano e Bethânia Ao Vivo”, registro da turnê mais recente dos irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia, foi indicado na categoria de melhor álbum de música global no Grammy 2026, nesta sexta-feira (7). Os troféus serão entregues em fevereiro do ano que vem.

    Os baianos disputam com nomes como o nigeriano Burna Boy, a indiana Siddhant Bhatia e a britânica indiana Anoushka Shankar.

    – Disco eterniza dimensão histórica da turnê de Caetano e Bethânia; leia crítica
    – Veja a lista dos indicados ao Grammy 2026, com Lady Gaga, Bad Bunny e Sabrina Carpenter

    Entre os principais indicados à premiação, estão nomes como Lady Gaga, com o álbum “Mayhem”, Bad Bunny, por “Debí Tirar Más Fotos”, Sabrina Carpenter, pelo badalado “Man’s Best Friend”, além de Kendrick Lamar, com o disco “GNX”.

    MELHOR ÁLBUM DE MÚSICA GLOBAL

    – Caetano e Bethânia Ao Vivo – Caetano Veloso And Maria Bethânia
    – No Sign of Weakness – Burna Boy
    – Sounds Of Kumbha- Siddhant Bhatia
    – Eclairer le monde: Light the World – Youssou N’Dour
    – Mind Explosion (50th Anniversary Tour Live) – Shakti
    – Chapter III: We Return To Light – Anoushka Shankar Featuring Alam Khan & Sarathy Korwar

    Grammy indica Caetano Veloso e Maria Bethânia para melhor álbum de música global

  • Moraes vota para negar recurso de Bolsonaro e manter pena pela trama golpista

    Moraes vota para negar recurso de Bolsonaro e manter pena pela trama golpista

    Julgamento da Primeira Turma do STF em plenário virtual seguirá até a próxima sexta-feira (14); Ministro diz que pena de 27 anos segue lei diante de circunstâncias desfavoráveis a ex-presidente

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira, 7, para rejeitar o recurso do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) no processo da trama golpista e manter a condenação dele a 27 anos e 3 meses de prisão.

    Bolsonaro só deve ser preso para cumprir a sentença quando o processo atingir o chamado “trânsito em julgado”, ou seja, após o fim de todos os recursos, ou se o STF considerar que os recursos da defesa são “protelatórios”.

    A Primeira Turma do STF começou a analisar nesta sexta, no plenário virtual, os primeiros recursos de Bolsonaro e de outros seis réus do núcleo crucial do plano de golpe. Apenas o tenente-coronel Mauro Cid, que fechou acordo de colaboração premiada, abriu mão de recorrer.

    Na modalidade virtual, o julgamento fica aberto por uma semana para os ministros registrarem os votos no site do STF. Não há debate em tempo real, nem presencial nem por videoconferência.

    Como relator, Alexandre de Moraes foi o primeiro a apresentar o voto.

    Também vão participar do julgamento os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Todos votaram para condenar Bolsonaro.

    O ministro Luiz Fux, que deu o único voto a favor do ex-presidente no processo da trama golpista, em setembro, pediu transferência para a Segunda Turma e não vai participar da decisão sobre os recursos.

    As defesas entraram no STF com os “embargos de declaração” – modalidade de recurso usada para questionar detalhes da decisão, como omissões, contradições ou erros materiais, mas que, via de regra, não tem o alcance de modificar o mérito do julgamento.

    Os advogados ainda têm a opção de impor “embargos infringentes” – estes sim podem pedir a absolvição. Nesse caso, no entanto, os recursos seriam meramente formais. Isso porque, pela jurisprudência do STF, os embargos infringentes só são possíveis se houver divergência de dois votos na turma, o que não ocorreu.

    Se os ministros considerarem que os recursos estão sendo usados pelas defesas para atrasar o desfecho do processo, o STF pode determinar o início da execução das penas antes do trânsito em julgado da ação. Uma decisão nesse sentido não seria inédita. Foi o que ocorreu, por exemplo, com o ex-presidente Fernando Collor.

    Em abril, após rejeitar os embargos de declaração e infringentes da defesa de Collor, o ministro Alexandre de Moraes, que também era o relator daquele processo, determinou a prisão do ex-presidente, antes da publicação da decisão final do STF, por considerar que a defesa estava tentando impedir deliberadamente o trânsito em julgado do processo.

    Bolsonaro está em prisão domiciliar, mas por outro processo, o que investiga a tentativa de obstrução do julgamento da trama golpista.

    Moraes vota para negar recurso de Bolsonaro e manter pena pela trama golpista

  • Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro garantem vaga na Libertadores 2026

    Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro garantem vaga na Libertadores 2026

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Três primeiros colocados do Brasileiro, Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro estão garantidos na próxima edição da Copa Libertadores, segundo a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

    O empate do São Paulo foi o responsável por carimbar as primeiras vagas da Libertadores de 2026. O Tricolor ficou no 2 a 2 com o Flamengo, na última quarta-feira, pelo Brasileiro, e é o primeiro time fora da zona de classificação.

    O time de Crespo só poderá chegar a 63 pontos, enquanto Palmeiras e Flamengo já passaram essa marca. O Alviverde bateu 68 pontos após o triunfo contra o Santos, e o Flamengo, vice-líder, tem 65.

    O Cruzeiro tem os mesmos 63 pontos, mas o São Paulo precisaria tirar uma grande diferença no saldo de gols. Os mineiros possuem saldo +24, contra um de apenas +2 dos paulistas.

    Quem também está com uma vaga encaminhada é o Mirassol, com 99,83% de chance, segundo a UFMG. O time é o quarto colocado do Brasileirão, com 56 pontos.

    Vale lembrar que, como Palmeiras e Flamengo são os finalistas desta Libertadores, o Brasileirão “ganhou” mais uma vaga. Neste momento, os sete primeiros colocados do torneio nacional irão para a Copa da Conmebol. O número pode aumentar para oito dependendo de quem será o campeão da Copa do Brasil.

    PROBABILIDADE DE CLASSIFICAÇÃO PARA A LIBERTADORES

    – Palmeiras – 100%
    – Flamengo – 100%
    – Cruzeiro – 100%
    – Mirassol – 99,83%
    – Bahia – 94,8%
    – Botafogo – 92%
    – Fluminense – 77%
    – São Paulo – 24,2%
    – Vasco – 5,5%
    – Corinthians – 3,7%
    – Atlético-MG – 2,1%
    – Grêmio – 0,37%
    – Red Bull Bragantino – 0,34%
    – Ceará – 0,086%
    – Internacional – 0,015%

    Com vantagem na liderança e desempenho em alta, o Palmeiras tenta transformar a disputa acirrada com o Flamengo no Brasileirão em motivação extra para conquistar a Libertadores. A comissão técnica acredita que chegar à final em Lima com moral elevada pode ser decisivo para o título

    Folhapress | 08:40 – 07/11/2025

    Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro garantem vaga na Libertadores 2026

  • Jovem que acreditava ser Madeleine é condenada por assédio aos McCann

    Jovem que acreditava ser Madeleine é condenada por assédio aos McCann

    Jovem polonesa que acreditava ser Madeleine McCann foi considerada culpada pela Justiça, nesta sexta-feira (7), de assédio cometido contra os pais da menina britânica que desapareceu em Portugal em 2007

    Nesta sexta-feira (7), Julia Wandelt, jovem polonesa que acreditava ser Madeleine McCann, foi considerada culpada pela Justiça do Reino Unido por assédio aos pais da menina desaparecida na praia da Luz, em Portugal, em 2007.

    A jovem, que se declarou inocente, escondeu o rosto entre as mãos ao ouvir o veredito e chorou.

    A sentença poderá chegar a um máximo de seis meses de prisão, mas a BBC noticiou que Wandelt deverá ser deportada, já que a jovem deixou a Polônia e viajou até o Reino Unido, onde os McCann vivem.

    A cúmplice, Karen Spragg, uma sexagenária originária de Cardiff acusada de ter ajudado Wandelt, foi totalmente absolvida.

    Wandelt, de 24 anos, foi presa no aeroporto de Bristol, no Reino Unido, em fevereiro, e foi acusada de quatro crimes de perseguição por ter telefonado e escrito repetidamente a Kate e Gerry McCann entre junho de 2022 e fevereiro de 2025, e de se ter deslocado à residência da família em Rothley, perto de Leicester, centro da Inglaterra. Foi também acusada de enviar mensagens através das redes sociais aos gêmeos, Sean e Amelie. 

    Após um julgamento de cinco semanas no tribunal criminal de Leicester, o júri absolveu Julia Wandelt da acusação de perseguição, que, na legislação britânica, corresponde ao ato de seguir alguém ou de se dirigir à sua casa de forma não solicitada e obsessiva, mas declarou-a culpada de assédio.

    Em 2023, Wandelt alegou no Instagram ser a menina desaparecida, mas um teste de DNA provou que não tinha qualquer ligação com a família.

    Madeleine McCann desapareceu em 3 de maio de 2007, poucos dias antes de fazer quatro anos, do quarto onde dormia juntamente com os dois irmãos gêmeos, mais novos, em um apartamento de uma região turística, na Praia da Luz.

    Por que acredita Julia que é Maddie?

    Nos últimos dois anos, Julia alegava ser ela a menina britânica que desapareceu em Portugal. Em um dos seus testemunhos em tribunal, a jovem explicou quando e porque é que começaram a surgir as dúvidas quanto à sua própria identidade.

    “A minha mãe tem cabelo e olhos castanhos. O meu pai tem cabelo escuro, agora grisalho, mas era escuro, e olhos castanhos também”, disse Wandelt, que tem cabelo e olhos claros e cujas memórias, segundo a própria, só começaram a partir dos oito, nove anos.

    Apesar de pedir para ver as suas fotografias de infância, durante vários anos, Wandelt disse que os seus pais sempre se recusaram a mostrar-lhe as imagens e em uma época em que começou a acreditar ser adotada e ter pedido para fazerem um teste de DNA, este também lhe foi recusado.

    A jovem contou ainda em tribunal que foi abusada por um familiar idoso, e que o seu pai comentou com ela que esse homem, em tempos, chegou a raptar uma pessoa. Terá sido isto que levou à etapa seguinte da sua investigação: começar a verificar dados de base de pessoas desaparecidas, na procura por alguém com caraterísticas semelhantes às suas. E foi aí que encontrou a imagem de Maddie.

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  • Nunes articula com Motta e aliados projeto na Câmara para restringir app de moto em SP

    Nunes articula com Motta e aliados projeto na Câmara para restringir app de moto em SP

    Após derrotas judiciais, o prefeito Ricardo Nunes tenta articular em Brasília um projeto que imponha restrições à operação de mototáxis em grandes cidades. A proposta prevê estudos de impacto e reacende o embate entre prefeituras, empresas de transporte e o Supremo Tribunal Federal

    (CBS NEWS) – Após reveses na Justiça, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), fez uma peregrinação pela Câmara dos Deputados em busca de ajuda para impor travas na regulamentação do transporte de passageiros por motocicletas.

    Nas últimas semanas, Nunes teve conversas com Hugo Motta, presidente da Casa, e demais lideranças de bancada como Isnaldo Bulhões (MDB-AL) e Doutor Luizinho (PP-RJ) demonstrando interesse em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Maurício Neves (PP-SP).

    A proposta de Neves, protocolada na Câmara em 10 de setembro, obriga municípios com mais de 500 mil habitantes a elaborarem estudos prévios de impacto antes de autorizarem a oferta de mototáxi.

    “O projeto jamais fala em proibir o mototáxi em São Paulo ou em qualquer outra cidade. Mas determina, sim, que os municípios possam deliberar e regulamentar a atividade baseada em estudos com suas peculiaridades e os problemas”, diz Neves.

    Presidente do PP em São Paulo, Neves foi um dos principais articuladores da campanha de Nunes à reeleição em 2024 -como retribuição Nunes cedeu ao PP a influência na Secretaria municipal de Mobilidade e Trânsito.

    “Em São Paulo temos mais de 44 mil táxis com licença, mas não se sabe quantos mototáxis vão operar, se irão causar mais acidentes e se, principalmente nos extremos da cidade, poderá impactar no sistema de transporte de passageiro, [empresa de ônibus] que paga outorga, faz investimentos”, prosseguiu o deputado do PP.

    Se for aprovada, cada cidade acima de 500 mil moradores deverá realizar estudos de impacto no sistema de saúde (se a rede tem capacidade com aumento de acidentes de trânsitos); impacto no trânsito (quais riscos do passageiro durante as corridas); e impacto na taxa de mortalidade (inferior a quatro óbitos a cada 100 mil habitantes).

    Com relação à taxa de mortalidade, o vereador Marcelo Messias (MDB), apadrinhado por Nunes, protocolou um projeto de lei para que proíba o mototáxi na capital até que os índices atinjam, no máximo, 4,5 por 100 mil habitantes.
    Segundo os dados do Infosiga (sistema do Detran), até o final de setembro essa taxa de mortalidade no trânsito foi de 8,8 nos últimos 12 meses na capital.

    Contrária à restrição do mototáxi, a Amobitec, associação que representa empresas de mobilidade e tecnologia como a 99 e a Uber, diz que, se o projeto for sancionado, deverá afetar 48 cidades, impactar a geração de renda e prejudicar milhões brasileiros que utilizam o serviço.

    Neves apresentou à Mesa Diretora em 24 de setembro um pedido de urgência na votação do projeto -se aprovado, o texto segue direto para o plenário, pulando algumas etapas regimentais.

    O pedido de urgência, no entanto, só começou a ser apreciado pela Mesa Diretora no último dia 27, quase um mês depois do pedido de Neves. Nesse intervalo, o prefeito externou a Motta o seu interesse pela proposta ao menos em duas ocasiões.

    “É um projeto importante porque visa garantir estrutura de equipamentos de saúde para ter essa atividade, que todos sabem que gera muitos acidentes”, afirma Nunes à Folha.

    A expectativa, segundo o deputado, é que a sua proposta de regulamentação entre na pauta da Câmara já na próxima semana.
    Em nota, a Amobitec diz que o projeto de Neves como temerário e diz que elevou a proporções nacionais uma discussão que estava restrita a São Paulo.

    “O PL cria restrição indevida e injustificada ao exercício da atividade econômica e representa um bloqueio à livre concorrência, invertendo a lógica da iniciativa privada e do artigo 170 da Constituição Federal”, afirma a associação, em nota.

    A entidade também reforça sua posição amparada com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu, em caráter liminar, a lei sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) que permitia aos municípios paulistas proibirem serviços por aplicativo de transporte de passageiros em motos.

    Moraes atendeu a um pedido da Confederação Nacional de Serviços (CNS), que entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade da legislação.

    Na decisão, o ministro escreveu que a “Constituição Federal é explícita ao dispor que é de competência privativa da União legislar sobre diretrizes da política nacional de transportes (art. 22, IX) e trânsito e transporte.”

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