Blog

  • Índia acusa WhatsApp de querer "enganar os utilizadores"

    Índia acusa WhatsApp de querer "enganar os utilizadores"

    As práticas de recolha e compartilhamento de dados do WhatsApp estão sendo alvo de um processo que já chegou ao Supremo Tribunal da Índia, com o juiz responsável pelo caso afirmando que a política de privacidade da app foi feita para “enganar os utilizadores”.

    O WhatsApp foi alvo de um alerta do Supremo Tribunal da Índia, que advertiu a empresa responsável pelo aplicativo de mensagens, a Meta, de que não permitirá que ela “brinque com o direito à privacidade” dos usuários indianos.

    Vale lembrar que a Índia é o maior mercado do WhatsApp e que, somente no país, a plataforma conta com mais de 500 milhões de usuários.

    O alerta do Supremo indiano ocorre no âmbito de um processo judicial iniciado no fim de 2024, relacionado às práticas de compartilhamento de dados dos usuários do WhatsApp com outras plataformas da Meta e com empresas que utilizam esses dados para exibir anúncios de seus produtos.

    O caso, que agora está sendo analisado pelo Supremo Tribunal, levou o juiz Surya Kant a declarar que a política de privacidade do WhatsApp foi “muito bem elaborada para enganar os usuários”.

    “A política de privacidade de vocês é redigida de tal forma que como uma senhora idosa e pobre… ou alguém que vive em uma área rural poderia compreender suas intenções?”, questionou o juiz Kant.

    O domínio do WhatsApp no mercado de comunicações também foi tema da intervenção do magistrado, que afirmou que a empresa controlada pela Meta criou um monopólio. Ainda assim, Kant destacou que a plataforma precisa continuar oferecendo aos usuários a possibilidade de impedir que seus dados pessoais sejam compartilhados com terceiros.

    “Esta é uma forma ‘decente’ de roubar informações privadas”, afirmou Kant, segundo a Reuters. “Vocês conhecem seus interesses comerciais e também sabem como tornaram os consumidores dependentes do aplicativo. Todo mundo usa [o WhatsApp]… O consumidor não tem escolha, vocês criaram um monopólio.”

    O juiz acrescentou ainda que o direito à privacidade é respeitado na Índia e que não permitirá que o WhatsApp continue a violá-lo.

    Uma nova audiência sobre o caso está marcada para o dia 9 de fevereiro, quando o Supremo Tribunal da Índia dará ao WhatsApp e à Meta a oportunidade de explicar com mais detalhes suas práticas de coleta e compartilhamento de dados.

    Índia acusa WhatsApp de querer "enganar os utilizadores"

  • Jogo desastroso reacende debate sobre Gyokeres: “Arsenal precisa de mais”

    Jogo desastroso reacende debate sobre Gyokeres: “Arsenal precisa de mais”

    O Arsenal se tornou, nesta quarta-feira, a primeira equipe a garantir vaga na tão aguardada final da Copa da Liga, graças à vitória por 1 a 0 sobre o Chelsea, no Emirates Stadium. O resultado veio depois de os Gunners terem saído de Stamford Bridge com vantagem no jogo de ida das semifinais, ao vencerem por 3 a 2.

    Recuperado recentemente de uma grave lesão, o alemão Kai Havertz saiu do banco aos 69 minutos para marcar o gol que deu a “pá de cal” na eliminatória, já aos sete minutos de acréscimos do segundo tempo. O gol foi marcado justamente contra o Chelsea, clube que defendeu entre 2020 e 2023 e que acabou vendendo o jogador ao Arsenal por cerca de 75 milhões de euros.

    O feito acabou colocando em xeque Viktor Gyökeres, a contratação mais midiática dos Gunners — adquirido junto ao Sporting por 65 milhões de euros, valor que pode chegar a 75 milhões mediante o cumprimento de metas esportivas —, que perdeu espaço por opção técnica de Mikel Arteta.

    O atacante sueco teve mais uma atuação abaixo do esperado: finalizou apenas uma vez, sem acertar o alvo, deu dois passes (um certo e um errado), perdeu a bola seis vezes e sofreu uma falta, em apenas dez participações no jogo, o que rendeu novas críticas.

    Gary Neville critica, Ian Wright pondera
    “Gyökeres teve muitas dificuldades. O Arsenal precisa de mais do seu centroavante, eles não fizeram o suficiente”, afirmou Gary Neville, ídolo do Manchester United, durante a análise da partida na emissora britânica Sky Sports, sobre o confronto entre os rivais londrinos.

    Já Ian Wright, figura histórica do Arsenal, foi mais moderado em sua análise na ITV Sport: “Fiquei muito satisfeito com a entrada do Kai e com a forma como ele marcou. Ele teve problemas com lesões, então esperamos poder continuar contando com ele, porque ainda tem grandes momentos pela frente”.

    “O mesmo vale para [Eberechi] Eze. Acho que o momento dele ainda não chegou, e nunca vou desistir do Viktor em relação ao restante da temporada, porque ele pode ter seus momentos. O Kai acabou de ter um, que nos levou à final. Se continuar assim até o fim da temporada, ficarei satisfeito”, completou.

    Arsenal aguarda Manchester City ou Newcastle na final da Copa da Liga

    Com a classificação assegurada, o Arsenal agora aguarda o vencedor da outra semifinal da Copa da Liga, que coloca frente a frente Manchester City e Newcastle, no Etihad Stadium. A partida de volta está marcada para as 20h (horário de Portugal Continental) desta quarta-feira.

    Vale lembrar que a equipe dos portugueses Rúben Dias, Bernardo Silva e Matheus Nunes venceu o jogo de ida contra os Magpies, em St. James’ Park, por 2 a 0, com gols de Antoine Semenyo e Rayan Cherki, aos 53 minutos e aos 90+8, respectivamente.

    Jogo desastroso reacende debate sobre Gyokeres: “Arsenal precisa de mais”

  • Documentos sugerem que Epstein teve um filho (mas irmão nega)

    Documentos sugerem que Epstein teve um filho (mas irmão nega)

    Os mais recentes documentos de Jeffrey Epstein dão a entender que o magnata poderá ter tido um filho secreto há cerca de 15 anos. No entanto, Mark Epstein nega que o irmão tenha tido filhos.

    As mais recentes divulgações dos arquivos de Jeffrey Epstein revelam que o criminoso sexual pode ter tido um filho há cerca de 15 anos. As suspeitas surgiram a partir de um e-mail enviado pela ex-duquesa de York, Sarah Ferguson.

    O e-mail é datado de 21 de setembro de 2011, depois de Epstein já ter sido condenado por abuso de uma menor.

    “Não sei se você ainda usa este BBM (BlackBerry Messenger), mas fiquei sabendo pelo duque [ex-príncipe Andrew] que você teve um menino. Mesmo sabendo que é difícil manter contato com você, continuo aqui com amor, amizade e parabéns pelo menino”, diz o documento, citado pelo New York Post.

    Em outra mensagem, Sarah Ferguson escreveu que o magnata norte-americano estava desaparecido e afirmou que não sabia que ele estava prestes a se tornar pai.

    No entanto, o jornal norte-americano The Times noticiou que Jeffrey Epstein pode ter tido não apenas um, mas vários filhos, com base nos documentos agora divulgados, já que há referências ao predador sexual como pai de crianças.

    O mesmo veículo cita, inclusive, um documento que contém o relato de uma adolescente que alega que sua filha foi tirada dela minutos após o nascimento.

    Essa suposta vítima de Epstein fez uma anotação em um diário afirmando que deu à luz uma menina em 2002, quando tinha 16 ou 17 anos. Junto à anotação, havia também a fotografia de um exame de ultrassom de 20 semanas.

    Segundo a alegação, a jovem teve a criança e, dez minutos depois, o bebê foi levado. De acordo com o relato, Ghislaine Maxwell teria supervisionado o parto.

    “Ela nasceu, eu ouvi o choro dela. Eu vi aquela cabecinha e aquele corpinho minúsculo entre as mãos do médico. Ghislaine disse que ela era linda. Onde ela está?”, escreveu a jovem.

    Ressalte-se, no entanto, que nunca foi confirmado publicamente que Jeffrey Epstein tivesse filhos e, em seu testamento — escrito anos antes de sua morte —, também não há qualquer menção a isso.

    Há ainda um vídeo nos arquivos — sem data — que parece ter sido gravado na mansão de Epstein e no qual é possível ver um teste de paternidade sobre uma mesa.

    Mark Epstein nega que o irmão tenha tido filhos

    Mark Epstein negou que o irmão tenha tido algum filho, apesar das sugestões contidas nos documentos divulgados. “Não, Jeff não tinha filhos. Se tivesse tido um filho, acho que eu saberia”, disse ao Business Insider.

    Vale lembrar que, na última sexta-feira, foram divulgadas três milhões de páginas, 180 mil imagens e dois mil vídeos.

    Epstein se descreveu como “predador sexual de primeira categoria”
    Jeffrey Epstein descreveu a si mesmo como um “predador sexual” de primeira categoria durante uma entrevista — cuja data exata não é conhecida — incluída nos novos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

    Em um trecho da entrevista agora compartilhado, ao ser questionado se era um predador sexual de categoria três, o magnata norte-americano respondeu: “Categoria um. Sou o mais baixo”.

    Embora o entrevistador não apareça nas imagens, acredita-se que seja Steve Bannon, de 72 anos, ex-assessor de Donald Trump durante os primeiros sete meses de seu primeiro mandato.

    Documentos sugerem que Epstein teve um filho (mas irmão nega)

  • Ex-atleta relembra desamparo ao tratar câncer

    Ex-atleta relembra desamparo ao tratar câncer

    LIVIA CAMILLO
    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Em 2019, o diagnóstico de câncer no auge da carreira revelou o lado mais rígido do esporte para Fabíola Constâncio, ex-atleta do vôlei de praia e campeã sul-americana. Enquanto ela convivia com a doença, a burocracia do esporte ignorou a gravidade de sua condição.

    Além disso, ela precisou aprender a lidar com um antigo tabu do alto rendimento, a “cultura da invencibilidade”. Muitas vezes, esse entendimento isola o competidor no momento de maior vulnerabilidade.

    “O atleta tem aquela coisa do ‘eu sou muito foda’, que o esporte exige de você, de ser quase inatingível. Mas não é bem assim”, diz Fabíola à reportagem.

    No entanto, a falta de acolhimento institucional contrastou com o apoio recebido de patrocinadores e colegas de quadra. O suporte financeiro veio de colegas e empresas que mantiveram os contratos, mesmo sem a exposição de marca nas quadras.

    Após o período de tratamento, que durou mais de um ano, Fabíola travou outra batalha, a fim de buscar mudanças estruturais para voltar a competir. Seu caso resultou na criação de uma lei no Distrito Federal que agora protege o ranking de atletas com doenças graves.

    “Fiz um desabafo em redes sociais que ocasionou em uma lei distrital aqui em Brasília, que leva meu nome, exatamente para garantir a pontuação de atletas que passem por doenças graves. Eu espero que um dia essa lei seja federal”, diz.

    ‘ATLETA ONCOLÓGICO É TOTALMENTE DIFERENTE’

    As sequelas do tratamento transformaram o organismo de Fabíola de forma definitiva. A quimioterapia trouxe limitações físicas, como baixa imunidade e intolerâncias alimentares, que as equipes de preparação física ainda têm dificuldade em manejar.
    “O atleta oncológico é um atleta totalmente diferente daquilo que ele foi um dia. Sinto falta dessa especialização, desse olhar e desse cuidado”, contou a ex-jogadora.

    Atualmente, ela foca na gestão esportiva e no estudo científico da Educação Física. Ela trabalha para que o mercado esportivo aprenda a lidar com as particularidades de competidores em remissão oncológica.

    A maior lição que a ex-jogadora busca com sua jornada é a quebra de paradigmas sobre a vida no esporte após o câncer, humanizando o atleta.

    “Ser resiliente cansa pra caramba. Parece que a gente sempre tem que estar muito bem, mas a gente não é uma fortaleza o tempo todo”, contou.

    Ex-atleta relembra desamparo ao tratar câncer

  • Ex-príncipe Andrew deixa residência real após fotos polêmicas com Epstein

    Ex-príncipe Andrew deixa residência real após fotos polêmicas com Epstein

    Andrew Mountbatten-Windsor já desocupou oficialmente a sua residência de longa data em Windsor, cerca de três meses depois de o rei ter ordenado a sua saída. Tal ação aconteceu após terem sido divulgadas fotos polêmicas do ex-príncipe no caso ligado a Jeffrey Epstein.

    Cerca de três meses depois de o irmão, o rei Charles III, ter ordenado que devolvesse o contrato de aluguel da residência que ocupou em Windsor por muitos anos, o ex-príncipe Andrew deixou oficialmente a casa onde vivia há décadas. A medida foi tomada em conjunto com a retirada de todos os títulos reais.

    De acordo com a revista People, Andrew Mountbatten-Windsor deixou a mansão em Windsor Great Park na segunda-feira, 2 de fevereiro. Agora, ele deverá permanecer temporariamente em Wood Farm, na propriedade de Sandringham, em Norfolk, antes de se mudar para outra residência próxima, que passa por reformas.

    A revista informa ainda que é provável que ocorram visitas ocasionais a Windsor nas próximas semanas, até que a mudança seja totalmente concluída.

    Novos dados do caso que liga Andrew a Jeffrey Epstein: fotos do ex-príncipe são divulgadas
    Vale lembrar que, recentemente, foram divulgadas fotografias nas quais Andrew Mountbatten-Windsor aparece ajoelhado sobre uma mulher, que está deitada de costas no chão, com os braços abertos.

    A People relata que essas novas informações sobre a mudança surgem em um momento em que vêm sendo revelados novos detalhes sobre o caso envolvendo Jeffrey Epstein.

    A revista menciona a divulgação de novos arquivos e alegações que levaram as autoridades a avaliarem denúncias relacionadas a acontecimentos que teriam ocorrido no Royal Lodge em 2010.

    “Estamos cientes dos relatos sobre uma mulher que teria sido levada a um endereço em Windsor, em 2010, para fins sexuais. Estamos avaliando as informações de acordo com nossos procedimentos estabelecidos”, disseram as autoridades em comunicado, segundo a Sky News.

    “Levamos todas as denúncias de crimes sexuais extremamente a sério e incentivamos qualquer pessoa com informações a se manifestar. Até o momento, essas alegações não foram relatadas à Polícia do Vale do Tâmisa, nem pelo advogado nem pela cliente”, acrescentaram.

    No entanto, um advogado que representa a mulher em questão disse à BBC, no dia 31 de janeiro, que sua cliente teria sido levada ao Reino Unido por Epstein em 2010 para manter relações sexuais com Andrew, no Royal Lodge, quando ela tinha pouco mais de 20 anos. Ele afirmou ainda que, posteriormente, a mulher teria feito uma visita guiada ao Palácio de Buckingham.

    Esta teria sido a primeira mulher a alegar que teve um encontro com o ex-príncipe em uma residência real.

    Ex-príncipe Andrew deixa residência real após fotos polêmicas com Epstein

  • Membros da Realeza que tiveram problemas com a lei: Foram punidos?

    Membros da Realeza que tiveram problemas com a lei: Foram punidos?

    Membros da realeza moderna que se encontraram na corte

    É dever de um membro da realeza defender os padrões de seu país e dar o exemplo para seu povo. Então, quando eles acabam tendo problemas com a lei, a situação não é nada boa.

    Nos últimos 100 anos, membros da realeza de todo o mundo se viram em tribunais por todos os motivos, desde corrupção a sequestro, e isso continua até hoje. O incidente mais recente ocorreu em agosto de 2025, quando Marius Borg Høiby, filho da Princesa Herdeira da Noruega, foi acusado de vários crimes, incluindo violência doméstica e agressão s-xual. O julgamento de Høiby começou em 3 de fevereiro de 2026. Além disso, a Princesa Herdeira Mette-Marit enfrenta críticas crescentes após a divulgação de seu nome em centenas de e-mails que revelam extensos contatos com o falecido Jeffrey Epstein.

    Enquanto ele aguarda julgamento, clique para descobrir quais outros membros da realeza já tiveram problemas com a lei.

    Membros da Realeza que tiveram problemas com a lei: Foram punidos?

  • Coalie, o pedaço de carvão que se tornou o novo mascote de Trump

    Coalie, o pedaço de carvão que se tornou o novo mascote de Trump

    O mascote de carvão é uma das ferramentas da agenda energética dos Estados Unidos. Os críticos apontam riscos ambientais e para a saúde pública.

    O governo Trump está promovendo a indústria do carvão de uma forma inusitada: um pedaço de carvão em formato de personagem de desenho animado, com olhos grandes e roupas de mineiro, chamado Coalie (da palavra inglesa coal, que significa carvão em português). A apresentação da nova mascote do governo norte-americano — equipada com capacete, botas e luvas, aparentemente gerada por inteligência artificial — ocorreu por meio de uma publicação nas redes sociais feita por Doug Burgum, secretário do Interior dos Estados Unidos.

    Segundo Burgum, Coalie atuará como porta-voz da “Agenda de Domínio Energético Americano” de Trump, que transformou a liberação do chamado “Carvão Limpo e Bonito” em uma “prioridade”.

    A função atribuída a Coalie, com olhos grandes e um sorriso que remetem a um estilo japonês de desenho animado fofo, é representar o OSMRE (agência federal dos EUA, vinculada ao Departamento do Interior, responsável pela regulamentação das minas de carvão).

    Diversas imagens de Coalie aparecem no site do OSMRE, onde o pedaço de carvão é retratado posando alegremente com o que parece ser uma família gerada por IA, em pé sobre uma mesa de escritório durante uma reunião ou piscando o olho em uma mina de carvão abandonada que foi transformada em área de piquenique.

    A imagem de Coalie foi criada em 2018, quando uma gerente de redes sociais do OSMRE adicionou olhos esbugalhados a uma foto de carvão e, ao longo dos anos, passou a ser usada para informar o público sobre o que o departamento realmente fazia, segundo o Washingtonian.

    Notícias ao Minuto© OSMRE

    O uso público de Coalie para promover a agenda de Trump é a mais recente tentativa do governo de revitalizar a indústria do carvão, que sofreu um declínio acentuado na última década, apesar das promessas do presidente de reverter esse cenário.

    Apesar da estratégia de marketing, o carvão continua sendo o combustível fóssil mais poluente, um dos principais responsáveis pela crise climática e uma fonte de poluição atmosférica tóxica e letal para comunidades próximas quando queimado. Mineradores de carvão há muito tempo sofrem efeitos adversos, especialmente doenças pulmonares, após inalarem poeira por períodos prolongados.

    Notícias ao Minuto© OSMRE  

    Após a apresentação, diversos ativistas climáticos rapidamente criticaram a nova tentativa do governo de melhorar a imagem do combustível fóssil mais poluente, ignorando seus impactos no planeta e na saúde pública. Um dos críticos descreveu a iniciativa como “uma das formas mais hediondas de produzir energia que o nosso mundo já viu”.

    “É doentio… e típico desta administração e do governo dos EUA usar IA para dar uma aparência amigável a uma das formas mais hediondas de produzir energia que o nosso mundo já viu”, afirmou Junior Walk, ativista do Coal River Mountain Watch que documentou o impacto da mineração de carvão em sua comunidade, na Virgínia Ocidental, em declaração ao Guardian.

    “À medida que as mudanças climáticas nos empurram cada vez mais para o evento de extinção em massa que todos estamos vivendo, e mais amigos e vizinhos meus adoecem e morrem como resultado direto das atividades da indústria do carvão, continuarei assombrado pelo sorriso distorcido e pelos olhos enigmáticos de Coalie.”

    Coalie, o pedaço de carvão que se tornou o novo mascote de Trump

  • Senado aprova programa Gás do Povo e envia aposta eleitoral para sanção de Lula

    Senado aprova programa Gás do Povo e envia aposta eleitoral para sanção de Lula

    A votação foi simbólica, ou seja, houve apoio majoritário à medida, uma das principais que o governo Lula vai apresentar como vitrine na eleição de outubro deste ano.

    FERNANDA BRIGATTI E CAROLINA LINHARES
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (3), a MP (medida provisória) que cria o programa Gás do Povo, que vai substituir o pagamento do Auxílio-Gás pela retirada de botijões diretamente nos revendedores. O texto segue para a sanção do presidente Lula (PT).

    A votação foi simbólica, ou seja, houve apoio majoritário à medida, uma das principais que o governo Lula vai apresentar como vitrine na eleição de outubro deste ano.
    O texto foi aprovado pela Câmara nesta segunda (2). A MP foi editada pelo governo em setembro e perderia validade na próxima semana caso não tivesse sido aprovada nas duas Casas.

    Conforme prevê o programa aprovado pelo Congresso, os beneficiários passarão a retirar o botijão diretamente nas revendedoras participantes. Esses comerciantes receberão o pagamento em até dois dias. O texto prevê um prazo máximo de sete dias úteis para as lojas receberem.

    Têm direito ao botijão as famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda mensal igual ou inferior a meio salário mínimo. A prioridade será para as famílias beneficiárias do Bolsa Família. Segundo o governo, cerca de 15 milhões de famílias serão beneficiadas.

    A regra estabelece que famílias de duas a três pessoas poderão retirar quatro botijões de 13 quilos por ano. Para famílias com quatro ou mais pessoas, o limite é de seis botijões ao ano.

    Durante a votação, senador Magno Malta (PL-ES) apontou que tratava-se de uma medida eleitoreira e que as pessoas acreditavam que ganhariam um botijão por mês, o que não é o caso. “Vão usar isso politicamente, mas essa entrega é do Congresso Federal”, afirmou Damares Alves (Republicanos-DF), que também faz oposição a Lula.

    Até dezembro, o funcionamento do benefício era diferente -os beneficiários recebiam o valor equivalente ao preço médio do botijão na região em que moram. Até que todos tenham acesso ao botijão gratuito, o pagamento do valor será mantido. A previsão é que essa modalidade seja extinta apenas em 2027.

    Na Câmara, o relator da matéria, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), argumentou que o recurso para a compra dos botijões às vezes não era utilizado para esse fim e defendeu o novo modelo.

    Até agora, o programa está rodando em todas as capitais e o governo prevê chegar a todos os municípios até o mês de março. A adesão voluntária tem preocupados integrantes o governo, como mostrou a Folha, mas a expectativa do setor é que mais comércios decidam participar conforme o programa avança.

    Levantamento do Sindigas (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo) aponta que, na média, a adesão em todas as capitais está em 35%. Nas cidades incluídas na primeira fase do programa, a entidade calcula que 52% das revendas estejam cadastradas. Nas 17 que começaram em 26 de janeiro, a adesão está entre 25% e 30%.

    Ao passar pela Câmara, o escopo do programa foi ampliado e passou a incluir a possibilidade de instalação de biodigestores e outros sistemas de cocção de baixa emissão de carbono. Hugo Leal diz que a inclusão busca atender regiões rurais onde falta acesso ao botijão.

    Junto à essa possibilidade, o relatório de Leal também incluiu como público-alvo do programa as cozinhas solidárias e comunitárias, que poderão, segundo o texto aprovado, ser financiadas pelo Ministério de Minas e Energia, por entes subnacionais (estados e municípios) ou por recursos decorrentes de multas e termos de ajustamento de conduta (TACs) em infrações ambientais.

    “Os biodigestores são uma inovação que já existe, pode usar dejetos para produzir o gás, já existe em alguns lugares. A ideia é espalhar um pouco mais e incluir uma forma de financiamento, abrir a possibilidade de os biodigestores serem financiados”, diz o deputado.

    A lei que trata de crimes contra a ordem econômica também foi alterada na Câmara por meio da MP, no trecho que se refere ao uso do GLP em motores, saunas, caldeiras e para o aquecimento de piscina. Esses usos deixam de ser enquadrados na legislação, mantido apenas o veto para fins automotivos.

    Leal ainda incluiu em seu relatório, na Câmara, dois jabutis, como são chamadas propostas sem relação com o projeto original, que, segundo ele, foram acordados com integrantes do governo e na comissão.

    Os dois tratam de mudanças que chegaram a ser propostas pelo governo em MPs que não chegaram a ser votadas. O primeiro, na frente de energia, permite que agentes anteriormente desligados da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e que ainda possuam débitos relacionados à repactuação do risco hidrológico (chamado de GSF) possam participar do chamado mecanismo concorrencial previsto no novo marco do setor elétrico.

    O outro incorpora o texto de uma outra medida provisória, a 1.315/2025, que amplia a renúncia fiscal do Executivo em R$ 800 milhões por meio da depreciação acelerada para indústria naval e de petróleo. A medida original também foi apresentada em setembro do ano passado, mas a comissão mista que a analisaria sequer foi instalada e perderia a validade em nos próximos dias.

    O plenário do Senado também aprovou nesta terça a MP que abre um crédito extraordinário de R$ 83,5 milhões liberados no ano passado pelo governo Lula para que o Ministério da Agricultura e Pecuária reforçasse ações de vigilância.

    Em setembro, quando a medida provisória foi enviada, a pasta atuava no combate à gripe aviária (identificada no país alguns meses antes) e a outras pragas como a mosca-da-carambola, vassoura-de-bruxa da mandioca e monilíase do cacaueiro. A preocupação, à época, era com o risco de dispersão dessas pragas, que poderiam reduzir a disponibilidade de frutas, cacau e mandioca, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária.

    Senado aprova programa Gás do Povo e envia aposta eleitoral para sanção de Lula

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Val Marchiori fala sobre o tratatamento do câncer cinco meses após cirurgia

    Val Marchiori fala sobre o tratatamento do câncer cinco meses após cirurgia

    Em um carrossel publicado no Instagram, a empresária refletiu sobre as mudanças desde o diagnóstico e descreveu o período como um divisor de águas. Hoje faz cinco meses que a minha vida mudou. Cinco meses desde a cirurgia para retirada de um tumor de mama. No dia 2, cinco meses atrás, comecei um caminho que não escolhi, mas que me transformou”, escreveu.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Val Marchiori, 51, usou as redes sociais para atualizar seguidores sobre o tratamento contra o câncer e anunciar que está prestes a concluir a fase de quimioterapia cinco meses após passar por uma cirurgia para retirada de um tumor na mama.

    Em um carrossel publicado no Instagram, a empresária refletiu sobre as mudanças desde o diagnóstico e descreveu o período como um divisor de águas. Hoje faz cinco meses que a minha vida mudou. Cinco meses desde a cirurgia para retirada de um tumor de mama. No dia 2, cinco meses atrás, comecei um caminho que não escolhi, mas que me transformou”, escreveu.

    “Sempre fui forte, e continuo sendo. Mas depois de tudo isso, descobri em mim uma força ainda maior ,nascida da fé, do amor e do cuidado.”

    A empresária também destacou o papel central da família durante o período. Citou os filhos, Victor e Eike, além do marido, Amilton, a quem chamou de parceiro ímpar, presente e amoroso. Ela ainda agradeceu à equipe médica responsável pelo acompanhamento.

    Na publicação, Val compartilhou que deve realizar a última sessão de quimioterapia nesta quinta-feira (5). “Depois vêm as rádios e os acompanhamentos, mas a quimio se encerra, e isso é vitória”, afirmou, referindo-se às próximas etapas do tratamento.

    Ao final do texto, a empresária direcionou uma mensagem a outras mulheres que enfrentam o mesmo diagnóstico. “O câncer não define quem somos. Ele não é o nosso corpo. Ele não é o nosso fim. Ele é um processo. “Para você, mulher que passa por isso agora: a vida não acaba com o diagnóstico. Ela muda. E pode se tornar ainda mais forte e preciosa.”

    Val Marchiori tornou público o diagnóstico no ano passado e, desde então, tem dividido com seguidores momentos do tratamento, incluindo as sessões de quimioterapia iniciadas em outubro de 2025.

    Val Marchiori fala sobre o tratatamento do câncer cinco meses após cirurgia

  • Aliado de Eduardo adota sobrenome Bolsonaro e defende candidato do PL contra Tarcísio em SP

    Aliado de Eduardo adota sobrenome Bolsonaro e defende candidato do PL contra Tarcísio em SP

    Apesar de integrar a base do governo paulista na Alesp, Gil apresenta uma postura crítica em relação a Tarcísio e cobra publicamente acenos do governador ao bolsonarismo.

    JULIANA ARREGUY
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Cotado para a disputa ao Senado nestas eleições, o deputado estadual Gil Diniz (PL-SP) adotou o sobrenome do clã, defendeu a pretensão presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e provocou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao dizer que o PL deveria apresentar uma candidatura própria no estado.

    Durante fala no plenário da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) nesta terça-feira (3), Gil, um dos aliados mais próximos de Eduardo Bolsonaro, ironizou uma declaração de Tarcísio, na semana passada, de que seria positivo mais de um quadro de direita se lançar à Presidência da República, porque todos se uniriam contra o presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno.

    “Essa mesma lógica vale para o Governo de São Paulo? Porque se vale para o Governo de São Paulo, vale a pena o Partido Liberal ter um candidato também, porque ajuda a chapa de [deputado] estadual, ajuda a chapa de [deputado] ferderal. O Partido Liberal é o maior partido do estado de São Paulo e o maior partido do Brasil”, disse Gil nesta tarde.

    O PL negocia a vice na chapa de Tarcísio em São Paulo. O presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, tem defendido que o posto seja do presidente da Alesp, o deputado André do Prado, seu afilhado político.

    A declaração de Tarcísio sobre a união no segundo turno ocorreu na quinta (29) após ele ter visitado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no batalhão da PM do Distrito Federal conhecido como Papudinha. Segundo o governador, o próprio Bolsonaro teria visto com bons olhos a filiação do governador Ronaldo Caiado (GO) ao PSD, acrescentando que todos estariam juntos contra Lula.

    A união contra a reeleição do petista, ainda que na reta final das eleições, tem sido pregada por líderes de partidos da direita e centro-direita. No entanto, Gil integra um grupo de bolsonaristas que tem criticado apoio a qualquer candidatura presidencial que não a de Flávio.

    Apesar de integrar a base do governo paulista na Alesp, Gil apresenta uma postura crítica em relação a Tarcísio e cobra publicamente acenos do governador ao bolsonarismo.

    Em sua fala no plenário da Alesp, o deputado criticou pessoas que se elegeram sob a bandeira bolsonarista e que não manifestaram, ainda, solidariedade a Bolsonaro, que está preso, ou à candidatura de Flávio.

    Nesse contexto, ele acrescentou ter adotado o sobrenome da família em seu nome parlamentar como forma de responder a uma provocação de deputados da oposição, que teriam lembrado que, em 2018, parlamentares pediram para incluir Lula em seus respectivos nomes após a prisão do petista na Operação Lava Jato.

    “Eu disse que nao tenho problema nenhum de colocar no meu nome parlamentar o nome do presidente Bolsonaro”, disse Gil.

    O deputado negou que a mudança de nome tenha interesses políticos. Ele é cotado ao Senado na vaga que, a princípio, seria destinada à candidatura de Eduardo Bolsonaro, mas que deixou de ser uma opção após a mudança dele para os Estados Unidos.

    A indicação de Gil ao Senado é apoiada por Eduardo em um cenário de indefinição da direita em São Paulo, e de maior concorrência dentro do próprio PL. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, por exemplo, tenta viabilizar o nome da deputada federal Rosana Valle para a disputa, enquanto os deputados Mario Frias e Marco Feliciano também são opções consideradas pela cúpula partidária.

    “Coloco [o sobrenome Bolsonaro] no meu nome parlamentar não como maneira politiqueira de fazer o uso indevido do nome do presidente Bolsonaro, mas marcando posição: aqui, sim, nós defendemos o presidente Bolsonaro e sua família. Não importa se com o nome ou não, isso não diz se somos bolsonaristas”, acrescentou Gil.

    Procurado pela Folha de S.Paulo, o deputado não respondeu mensagens nem atendeu as ligações da reportagem.

    Aliado de Eduardo adota sobrenome Bolsonaro e defende candidato do PL contra Tarcísio em SP

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política