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  • Príncipe William prestigia prêmio ambiental com estrelas no Rio; veja

    Príncipe William prestigia prêmio ambiental com estrelas no Rio; veja

    O príncipe William desembarcou no Rio de Janeiro para a cerimônia do Prêmio Earthshot 2025, considerada o “Oscar da sustentabilidade”. O evento reuniu nomes como Anitta, Kylie Minogue e Gilberto Gil, celebrando projetos globais de preservação ambiental e inovação ecológica

    O príncipe William participou na noite desta quarta-feira (5) da cerimônia de entrega do Prêmio Earthshot 2025, realizada no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O evento, que celebra soluções inovadoras para a preservação ambiental, é considerado um dos mais prestigiados do mundo na área e teve o Rio como sede pela primeira vez.

    Criado pelo herdeiro do trono britânico em 2020, o prêmio tem como objetivo reconhecer iniciativas que ajudam a restaurar o planeta. A cerimônia contou com apresentações de Anitta, Seu Jorge, Gilberto Gil, Kylie Minogue e Shawn Mendes, entre outros artistas.

    William chegou ao local acompanhado do CEO da fundação, Jason Knauf, e do apresentador brasileiro Luciano Huck. Vestindo um smoking assinado por Tom Ford, o príncipe percorreu o tapete vermelho e conversou com um grupo de jovens brasileiros convidados para participar da celebração.

    “É um privilégio e uma honra fazer parte do Prêmio Earthshot no Rio, celebrando ideias que podem salvar o planeta”, declarou Kylie Minogue durante a cerimônia. O cantor Seu Jorge destacou a importância dos premiados: “Os verdadeiros heróis são aqueles que restauram florestas, limpam rios e cuidam dos lugares onde vivemos”.

    O evento também contou com a presença da ministra brasileira do Meio Ambiente, Marina Silva, do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, e da ex-primeira-ministra da Nova Zelândia Jacinda Ardern, além da embaixadora do Reino Unido no Brasil, Stephanie Al-Qaq.

    Durante a visita oficial ao Brasil, William também mostrou seu lado esportivo. Em um encontro na praia de Copacabana, ele jogou vôlei de praia ao lado da atleta olímpica Carolina Solberg, que elogiou seu desempenho. “Ele tem muita energia e talento natural. Se treinasse mais, seria ótimo jogador”, disse a esportista.

    Príncipe William prestigia prêmio ambiental com estrelas no Rio; veja

  • Brasil e União Europeia devem assinar acordo do Mercosul em dezembro

    Brasil e União Europeia devem assinar acordo do Mercosul em dezembro

    O chanceler Mauro Vieira afirmou que Ursula von der Leyen pretende assinar o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul no dia 20 de dezembro, durante a cúpula do bloco no Rio de Janeiro. O tratado, negociado por 25 anos, eliminará tarifas e ampliará o comércio entre os blocos

    O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pretende assinar o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul no dia 20 de dezembro. A informação foi dada a jornalistas na quarta-feira (5), após reunião entre Von der Leyen e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Belém (PA).

    Segundo Vieira, a dirigente europeia reafirmou sua convicção de que o acordo será formalizado até o fim do ano, coincidindo com a cúpula do Mercosul, que acontecerá no Rio de Janeiro. O encontro reunirá os chefes de Estado dos países-membros do bloco: Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia.

    O chanceler classificou a conversa com Von der Leyen como “excelente” e destacou que a presidente da Comissão Europeia esteve em Belém para participar de reuniões preparatórias para a COP30, conferência do clima da ONU que será realizada na cidade em 2025.

    Mauro Vieira também afirmou esperar que a crise política e humanitária da Venezuela seja debatida durante o encontro entre a União Europeia e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), previsto para os dias 9 e 10 de novembro, em Santa Marta, na Colômbia.

    De acordo com o ministro, a ausência de alguns líderes europeus não deve afetar a relevância do evento, já que o número de participantes confirmados é semelhante ao de reuniões anteriores.

    O acordo entre o Mercosul e a União Europeia foi concluído em dezembro de 2024, após mais de 25 anos de negociações, e aguarda a validação final para entrar em vigor. O tratado prevê a eliminação gradual das barreiras alfandegárias entre os dois blocos ao longo de dez anos, com prazos de até 15 anos para produtos considerados sensíveis.

    A expectativa é que o acordo abranja cerca de 90% dos bens comercializados entre as partes e estabeleça regras para evitar monopólios de importação e exportação.

    Trata-se do maior acordo comercial e de investimentos do mundo, cobrindo um mercado que representa 25% do PIB global e cerca de 780 milhões de pessoas.

    As relações entre Brasil e União Europeia ganharam novo impulso desde o retorno de Lula à Presidência, em 2023, após um período de tensões diplomáticas durante o governo de Jair Bolsonaro. A retomada das negociações e a conclusão do acordo em 2024 simbolizam a reaproximação entre os blocos e a ampliação das parcerias estratégicas entre o Brasil e os países europeus.

    Brasil e União Europeia devem assinar acordo do Mercosul em dezembro

  • Paul McCartney recorda dia em que soube da morte de John Lennon

    Paul McCartney recorda dia em que soube da morte de John Lennon

    No novo livro Wings: The Story of a Band on the Run, Paul McCartney relembra a morte de John Lennon, fala sobre o luto e destaca a importância da última conversa que tiveram. A obra reúne 40 horas de entrevistas inéditas e memórias da trajetória do ex-Beatle

    Paul McCartney lançou na terça-feira (4) o livro Wings: The Story of a Band on the Run, no qual relembra momentos marcantes de sua trajetória e fala sobre a morte de John Lennon, assassinado em 8 de dezembro de 1980, em Nova York.

    Em entrevista à revista People, o ex-integrante dos Beatles contou que recebeu a notícia logo pela manhã, por meio de seu empresário. Segundo McCartney, foi um momento de choque absoluto. “Foi simplesmente inacreditável”, afirmou o músico, hoje com 83 anos.

    Ele comparou o impacto da tragédia ao assassinato de John F. Kennedy, em 1963, e disse que o luto foi difícil de processar. “Não se consegue assimilar. Ainda não consegui assimilar. Não quero”, escreveu.

    McCartney também relembrou o retorno ao estúdio ao lado de Ringo Starr e George Harrison após a morte de Lennon. “Precisávamos trabalhar e estar com as pessoas que conhecíamos. Tínhamos de continuar”, relatou.

    Apesar de lamentar não ter tido a oportunidade de se reunir pessoalmente com Lennon após a separação dos Beatles, em 1970, o cantor contou ser grato pela última conversa que tiveram por telefone. Segundo ele, foi um diálogo pacífico, sem discussões.

    O novo livro reúne 40 horas de entrevistas inéditas e detalha a história de McCartney após os Beatles, com foco especial na formação e na trajetória da banda Wings. A obra também inclui depoimentos de figuras próximas ao músico, como George Martin, Sean Ono Lennon, Stella McCartney, Mary McCartney e Chrissie Hynde.

    Paul McCartney recorda dia em que soube da morte de John Lennon

  • Paralisação nos EUA ameaça voos para o Brasil e causa atrasos gerais

    Paralisação nos EUA ameaça voos para o Brasil e causa atrasos gerais

    Com a redução de 10% no tráfego aéreo americano, companhias como American, Delta e United alertam para atrasos e cancelamentos em voos para o Brasil. A crise foi causada pela paralisação do governo dos EUA e pela falta de controladores de tráfego aéreo em aeroportos do país

    As companhias aéreas dos Estados Unidos alertaram os passageiros para possíveis atrasos e cancelamentos de voos a partir desta sexta-feira (7), em razão da paralisação parcial do governo norte-americano. A medida ocorre após a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) anunciar uma redução de 10% no tráfego aéreo em 40 dos maiores aeroportos do país, como forma de garantir a segurança durante o impasse político em Washington.

    A FAA enfrenta escassez de pessoal, já que muitos controladores de tráfego aéreo estão trabalhando sem receber e alguns começaram a faltar. Isso tem provocado atrasos em voos de diversas companhias, especialmente em hubs como Nova York, Chicago e Atlanta. No último fim de semana, o Aeroporto Internacional de Newark Liberty, em Nova Jérsia, registrou atrasos de várias horas.

    A Southwest Airlines informou que ainda avalia os impactos da decisão e garantiu que comunicará diretamente os clientes sobre alterações nos voos. A companhia pediu ao Senado americano que resolva o impasse orçamentário o quanto antes para restaurar a operação plena do sistema aéreo nacional.

    A associação Airlines for America, que representa as principais empresas do setor, declarou estar em contato com o governo federal para tentar minimizar os efeitos das restrições. “Estamos trabalhando para entender todos os detalhes e faremos o possível para reduzir os impactos sobre os passageiros e a carga”, afirmou a entidade.

    Entre os voos que podem ser afetados estão também os que partem dos Estados Unidos para o Brasil, operados por companhias como American Airlines, Delta e United. Passageiros com viagens marcadas para cidades brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, devem checar o status dos voos antes de se deslocar aos aeroportos.

    O secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, alertou que a situação pode se agravar na próxima semana caso o governo não consiga liberar o pagamento dos salários dos controladores. “Se o problema persistir, enfrentaremos um caos aéreo nacional”, afirmou.

    O impasse orçamentário entre democratas e republicanos gira em torno dos subsídios de saúde e da aprovação do novo orçamento federal.

    Paralisação nos EUA ameaça voos para o Brasil e causa atrasos gerais

  • Blake Lively sofre derrota na Justiça em caso polêmico com Justin Baldoni

    Blake Lively sofre derrota na Justiça em caso polêmico com Justin Baldoni

    A atriz sofreu uma derrota em seu processo contra Jed Wallace, empresário citado em ação movida contra Justin Baldoni. A Justiça de Nova York decidiu que o caso deve ser julgado em outra jurisdição. O julgamento principal entre Lively e Baldoni está previsto para março de 2026

    Blake Lively enfrentou um revés em sua batalha judicial contra o empresário Jed Wallace, dono da agência de relações públicas Street Relations, segundo a Variety. Wallace era um dos réus no processo movido pela atriz em dezembro de 2024 contra o ator e diretor Justin Baldoni, seu colega de elenco no filme É Assim que Acaba.

    Na ação, Lively acusava Baldoni, Wallace e outros nomes de organizarem uma campanha difamatória nas redes sociais para destruir sua reputação, pouco antes da estreia do longa inspirado na obra de Colleen Hoover. A atriz afirmou que as ofensas começaram após ela denunciar Baldoni por assédio sexual durante as filmagens.

    O diretor nega as acusações e chegou a mover um processo por difamação contra Lively, que foi rejeitado em junho. No processo original, a atriz alegava que Wallace havia sido contratado para liderar um “exército digital” contra ela. O juiz Lewis Liman já havia rejeitado parte das acusações, mas permitiu novas evidências que ligassem o empresário a Nova York.

    Em fevereiro, Wallace reagiu com uma ação de US$ 6 milhões contra Lively, alegando que a acusação afetou sua imagem profissional e causou perdas financeiras. A equipe da atriz respondeu que o processo fazia parte da mesma campanha de perseguição.

    Nesta quarta-feira (5), o juiz Liman determinou que os advogados de Lively não provaram que Wallace, residente no Texas, tem vínculos suficientes com Nova York para ser julgado na cidade.

    Em comunicado, um porta-voz da atriz afirmou que ela pretende seguir com as ações em outra jurisdição e que aguarda o julgamento principal contra Baldoni e demais réus da produtora Wayfarer, previsto para março de 2026 em Nova York.

    O advogado de Baldoni, Bryan Freedman, celebrou a decisão e afirmou que as acusações contra Wallace foram “infundadas”. Ele destacou que os demais réus esperam comprovar em tribunal que as alegações de Lively não têm fundamento.

    Wallace sustenta que jamais participou de qualquer campanha contra a atriz e que foi prejudicado financeiramente pela inclusão de seu nome no processo. Em documentos apresentados à Justiça, ele é mencionado em mensagens trocadas entre publicistas em 2024, nas quais um interlocutor cita que a “campanha contra Lively estava indo bem no Reddit”.

    A ação movida por Wallace ainda aguarda julgamento, enquanto o caso principal entre Blake Lively e Justin Baldoni será analisado pela Justiça em março de 2026.
     
     

     
     
     
     
     
     

    Blake Lively sofre derrota na Justiça em caso polêmico com Justin Baldoni

  • Moraes avalia futuro de Bolsonaro e analisa ala da Papuda com presos vulneráveis

    Moraes avalia futuro de Bolsonaro e analisa ala da Papuda com presos vulneráveis

    Alexandre de Moraes enviou sua chefe de gabinete à Papuda para inspecionar a possível cela de Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos por tentativa de golpe. A visita acendeu o alerta no governo do DF, que pediu avaliação médica antes de eventual prisão do ex-presidente

    O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), enviou sua chefe de gabinete ao Complexo Penitenciário da Papuda para inspecionar as instalações onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode cumprir pena pela trama golpista. A visita ocorreu na última semana e contou com a presença da juíza Leila Cury, titular da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal.

    Alexandre de Moraes é o responsável por definir onde Bolsonaro e outros condenados no caso devem cumprir suas penas. Uma das possibilidades é a Papuda, presídio de Brasília conhecido pela superlotação. Além do ex-presidente, também foram condenados o ex-chefe da Marinha Almir Garnier Santos, o tenente-coronel Mauro Cid, os ex-ministros Walter Braga Netto, Paulo Sérgio, Alexandre Ramagem, Augusto Heleno e Anderson Torres.

    A chefe de gabinete de Moraes, Cristina Kusahara, visitou três áreas da Papuda, com destaque para o PDF 1 (Penitenciária do Distrito Federal nº 1), onde há uma ala de segurança máxima chamada Fox, destinada a presos com vulnerabilidade. O local já abrigou figuras como o ex-senador Luiz Estevão e o ex-ministro Geddel Vieira Lima. A unidade passa por obras para substituir vasos sanitários das celas, em preparação para possíveis novos detentos.

    Cristina também visitou o 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, conhecido como “Papudinha”, onde o ex-ministro Anderson Torres ficou preso em 2023. O gabinete de Moraes não comentou a visita, e o Tribunal de Justiça do DF informou que as inspeções da juíza Leila Cury são rotineiras.

    Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar a tentativa de golpe de Estado em 2022, tornando-se o primeiro ex-presidente da história do Brasil condenado por esse crime. A sentença abriu debate sobre onde ele deve cumprir pena. Embora tenha direito a prisão em unidade militar, o STF e o Exército avaliam que essa opção pode gerar aglomeração de apoiadores.

    A Polícia Federal mantém uma cela pronta em sua superintendência em Brasília, enquanto a defesa do ex-presidente tenta garantir que ele cumpra prisão domiciliar, citando problemas de saúde como câncer de pele e crises de soluço.

    O governo do Distrito Federal foi alertado sobre a possível transferência de Bolsonaro para a Papuda e, na segunda-feira (3), o secretário de Administração Penitenciária, Wenderson Souza e Teles, enviou um ofício a Moraes pedindo que o ex-presidente passe por uma avaliação médica antes do cumprimento definitivo da pena.

    O documento solicita que uma equipe especializada avalie se Bolsonaro tem condições clínicas para permanecer no presídio, considerando as limitações médicas e nutricionais da unidade prisional.

    Moraes avalia futuro de Bolsonaro e analisa ala da Papuda com presos vulneráveis

  • Crespo avisa: ‘Trabalhamos para trazer o grande São Paulo de volta, mas serão muitos anos’

    Crespo avisa: ‘Trabalhamos para trazer o grande São Paulo de volta, mas serão muitos anos’

    O técnico Hernán Crespo aproveitou a entrevista coletiva após o empate por 2 a 2 diante do Flamengo, nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, para analisar o atual momento do São Paulo. O treinador falou com tom de dirigente ao destacar o estágio de reconstrução do clube.

    “Jogar contra o Flamengo não é fácil. O empate foi bom. Mostramos que construímos uma base nesses quatro ou cinco meses de trabalho. Podemos fazer isso porque a identidade é muito sólida, mas, para ter isso, é preciso tempo. Hoje deu certo, outras vezes não. Temos a pretensão de chegar à pré-Libertadores, e estou feliz porque, quando chegamos, o momento era de fugir do rebaixamento”, disse o treinador, que admitiu a inferioridade do time são-paulino em relação aos líderes do Brasileirão.

    “Palmeiras e Flamengo estão em outra dimensão. Não só no Brasil, mas na América do Sul. Temos uma boa base e é preciso manter o nível competitivo durante vários jogos seguidos, mas não é fácil. É muito difícil construir e fácil destruir. Temos de aceitar com humildade. O São Paulo não está no nível da grandeza do São Paulo. Temos de brigar pelo que podemos brigar, mas isso ainda é muito pequeno para o clube. Temos de ter os pés no chão.”

    Crespo afirmou que o São Paulo vai precisar de um longo período para retomar os tempos de glória. “Na história, podemos nos comparar com Palmeiras e Flamengo, mas a realidade é outra. É preciso calma, humildade e trabalho para conquistar. Estamos trabalhando para trazer o grande São Paulo de volta, mas teremos de trabalhar muitos anos.”

    Em jogo movimentado na Vila Belmiro, São Paulo e Flamengo empataram por 2 a 2 pela 31ª rodada do Brasileirão. Luciano e Ferreira marcaram para o Tricolor, enquanto Arrascaeta e Samuel Lino fizeram para o Rubro-Negro, que perdeu a chance de assumir a liderança

    Folhapress | 05:00 – 06/11/2025

    Crespo avisa: ‘Trabalhamos para trazer o grande São Paulo de volta, mas serão muitos anos’

  • Lula determina suspensão de bet da Caixa, e projeto pode ser cancelado

    Lula determina suspensão de bet da Caixa, e projeto pode ser cancelado

    Lula mandou suspender o projeto da Caixa Econômica Federal de criar uma casa de apostas própria, a BetCaixa, e indicou a aliados que a iniciativa pode ser cancelada. O presidente considera incoerente o banco entrar no setor enquanto o governo defende maior taxação e controle das bets

    (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que a Caixa Econômica Federal suspenda o projeto de lançar uma bet própria e, segundo pessoas a par do tema, indicou que a iniciativa pode ser inclusive cancelada.

    A informação sobre a ordem do presidente foi adiantada pelo jornal O Globo e confirmada pela reportagem.

    Lula soube da notícia de que a bet seria criada quando estava em viagem ao continente asiático. De acordo com relatos, ele se queixou a aliados e disse que chamaria o presidente da estatal, Carlos Vieira, para uma conversa -o que ocorreu na semana passada.

    De acordo com relatos, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) é contrário à bet da Caixa. Segundo três pessoas que acompanham as conversas, Lula pediu para suspender a iniciativa até que ele retorne a Brasília após a realização da COP30, conferência de mudanças climáticas da ONU.

    Aliados afirmam, no entanto, que a tendência, hoje, é a de que o projeto não saia do papel. Dois governistas acrescentam que não há clima para a medida avançar.

    Lula já disse publicamente que se a regulamentação dessas apostas não trouxer resultados benéficos no sentido de impedir o vício nos jogos, o governo poderia acabar com essa modalidade.

    Além disso, aliados do petista apontam que é contraditório que a Caixa lance a bet num momento em que o governo trava uma ofensiva no setor, com integrantes defendendo o endurecimento das regras de funcionamento dessa modalidade e a defesa contundente do Palácio do Planalto em aumentar a taxação desse segmento.

    O governo queria elevar a tributação sobre a receita bruta das bets de 12% para 18%, mas a MP (medida provisória) com essa proposta e outras iniciativas para aumentar a arrecadação de impostos acabou rejeitada pela Câmara dos Deputados. O Executivo tem insistido no discurso de cobrar mais tributos das casas de apostas, mas ainda não definiu como será encaminhada essa taxação.

    A reportagem procurou a Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência e a Caixa sobre a suspensão do lançamento da bet do banco estatal e a tendência de cancelamento, mas não teve retorno.

    Integrantes da estatal, porém, dizem que ainda não há martelo batido. Eles trabalham para viabilizar a medida, por considerar a força do negócio e a alta possibilidade de arrecadação nesse mercado.

    Além disso, lembram que o banco já adquiriu outorga junto ao Ministério da Fazenda para operar no mercado de apostas online brasileiro. A estatal, que recebeu a autorização neste ano, desembolsou R$ 30 milhões pela autorização provisória e registrou três marcas no ministério: Betcaixa, Megabet e Xbet Caixa.

    As autorizações permitem que a estatal opere nos segmentos de apostas esportivas, física e virtualmente, e outros jogos online.

    Lula determina suspensão de bet da Caixa, e projeto pode ser cancelado

  • São Paulo e Flamengo empatam na Vila Belmiro, e Palmeiras segue líder

    São Paulo e Flamengo empatam na Vila Belmiro, e Palmeiras segue líder

    (UOL/FOLHAPRESS) – São Paulo e Flamengo empataram por 2 a 2 na noite desta quarta-feira (05), na Vila Belmiro, em Santos. A partida foi válida pela 31ª rodada do Brasileirão.

    Luciano e Ferreira marcaram pelo São Paulo, enquanto Arrascaeta e Samuel Lino fizeram para o Flamengo. O uruguaio, inclusive, se isolou como maior artilheiro estrangeiro da história do time carioca.

    O resultado fez com que o clube paulista permanecesse no oitavo lugar, mas a dois pontos do Fluminense, primeiro time dentro do G7. O Flamengo, enquanto isso, perdeu a chance de assumir a liderança do nacional e ainda pode ver o Palmeiras, líder, se distanciar na ponta da classificação.

    O embate foi o primeiro do São Paulo de uma série de três na Vila Belmiro -o clube do Morumbis não terá à disposição neste mês de novembro seu estádio, que será palco de shows. Jogos contra RB Bragantino e Juventude também serão na Baixada.

    O São Paulo volta a campo neste sábado, novamente na Vila, contra o RB Bragantino, às 21h (de Brasília). O Flamengo, enquanto isso, recebe o Santos, no Maracanã, às 18h30 de domingo.

    SÃO PAULO
    Rafael; Ferraresi, Arboleda e Sabino; Cedric, Bobadilla, Pablo Maia, Luiz Gustavo e Ferreirinha; Luciano e Tapia. Técnico: Hernán Crespo.

    FLAMENGO
    Rossi; Emerson Royal, Danilo, Leo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Saúl, Arrascaeta; Carrascal, Samuel Lino e Plata. Técnico: Fillipe Luis.

    Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
    Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima (PE)
    Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Francisco Chaves Bezerra Junior (PE)
    Quarto árbitro: Jefferson Ferreira de Moraes (GO)
    VAR: Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC)
    Gols: Luciano (3’/1°T), Arrascaeta (8’/1°T), Samuel Lino (19’/2°T) e Ferreira (35’/2°T)

    Quando foi contratado pelo Corinthians, em setembro de 2024, o jogador visitou algumas casas na região de Alphaville, mas nenhuma foi aprovada

    Folhapress | 21:36 – 05/11/2025

    São Paulo e Flamengo empatam na Vila Belmiro, e Palmeiras segue líder

  • Moraes suspende julgamento sobre reajuste de plano de saúde de idosos

    Moraes suspende julgamento sobre reajuste de plano de saúde de idosos

    Caso discute se Estatuto do Idoso, de 2004, pode ser aplicado a contratos anteriores; Flávio Dino defende revisão de reajustes diferenciados por idade

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu nesta quarta-feira (5) a análise do caso que discute se o Estatuto do Idoso deve ser aplicado em contratos de planos de saúde assinados antes de 2004, quando a legislação entrou em vigor.

    Antes disso, votaram os ministros Flávio Dino e Kassio Nunes Marques. Não há, no entanto, maioria formada em uma das direções.

    Os planos de saúde têm dois tipos de reajuste: por faixa etária e o anual, que considera questões como custos e sinistralidade. Desde 2004, com o Estatuto do Idoso, os convênios só podem aplicar o reajuste por idade até o aniversário de 59 anos. A Justiça discute se essa restrição no reajuste por faixa etária deve ser aplicada também a contratos assinados antes de janeiro de 2004.

    Até o momento, idosos e decisões de tribunais defendem a aplicação em nome de maior proteção ao direito à saúde e ao interesse social.

    Para as operadoras, a aplicação para o período anterior prejudica o setor ao provocar insegurança jurídica. Antes da retomada do julgamento, entidades de planos de saúde afirmaram, em manifesto dirigido aos ministros, que estender a aplicação do Estatuto do Idoso a contratos assinados antes de 2004 pode provocar o fechamento de pequenas e médias empresas do setor.

    O texto também sustenta que a medida pode gerar desassistência de serviços e, consequentemente, sobrecarregar o SUS (Sistema Único de Saúde).

    O documento, assinado por Unidas, Abramge e Unimed, afirma que os planos de saúde atendem 50 milhões de pessoas e complementam “de forma essencial” o sistema público de saúde.

    Na posição defendida por Dino nesta quarta, o Estatuto alcança os contratos antigos. Dessa forma, ele propõe a revisão de todos os reajustes diferenciados feitos no passado, de forma contrária ao Estatuto do Idoso, reduzindo, assim, as mensalidades.

    “Um dos deveres do Judiciário é evitar uma perversa expulsão do mercado”, disse Dino.

    Para o ministro, no entanto, não há efeito retroativo, ou seja, não haveria atrasados a serem pagos em favor dos idosos. Ainda, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) faria o novo cálculo dos valores.

    O julgamento começou em plenário virtual, mas teve pedido de destaque de Gilmar Mendes, levando a análise a reiniciar de forma presencial.

    Ao votar, o decano reconheceu que o Estatuto do Idoso deve ser aplicado também aos contratos de planos de saúde firmados antes de 2004 e que tenham sido renovados após o Estatuto entrar em vigor.

    Os ministros julgam duas ações em conjunto, para harmonizar os entendimentos na matéria.

    O caso envolve a aplicação de dispositivos do Estatuto que proíbem “valores diferenciados” justificados somente pela idade do contratante. Um dos recursos foi apresentado pela Unimed dos Vales do Taquari e Rio Pardo (RS) contra decisão do TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul).

    O tribunal local considerou abusivo o aumento da mensalidade do plano de saúde com o avanço da idade. A idade se baseou no Estatuto do Idoso.

    Segundo a Unimed, a majoração estava prevista no contrato e amparada na legislação e na regulamentação vigentes na época da contratação, antes da entrada em vigor do Estatuto do Idoso. Para a operadora, aplicar retroativamente a norma que proíbe reajustes por faixa etária viola o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a segurança jurídica.

    Moraes suspende julgamento sobre reajuste de plano de saúde de idosos