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  • Harvard homenageia Marielle Franco com a Medalha W.E.B. Du Bois

    Harvard homenageia Marielle Franco com a Medalha W.E.B. Du Bois

    Marielle será a primeira figura pública brasileira – e apenas a segunda latino-americana – a receber a distinção mais alta da instituição no campo dos Estudos Africanos e Afro-Americanos. A outra foi a vice-presidente da Colômbia, Francia Márquez, em 2024.

    A Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, anunciou que concederá a Medalha W.E.B. Du Bois de 2025 à ativista brasileira Marielle Franco, vereadora da cidade do Rio de Janeiro assassinada em março de 2018. A cerimônia será realizada nesta terça-feira (4).

    Marielle será a primeira figura pública brasileira – e apenas a segunda latino-americana – a receber a distinção mais alta da instituição no campo dos Estudos Africanos e Afro-Americanos. A outra foi a vice-presidente da Colômbia, Francia Márquez, em 2024.

    A medalha reconhece trajetórias que fortalecem o legado intelectual e cultural das populações africanas e afrodescendentes no mundo. Entre os outros premiados de 2025 estão James E. Clyburn, Misty Copeland, Brittney Griner, George E. Johnson, Spike Lee e Amy Sherald.

     

    O norte-americano W.E.B. Du Bois foi um sociólogo, historiador, autor, editor e ativista americano, considerado o mais importante líder negro dos protestos nos Estados Unidos durante a primeira metade do Século 20. Ele participou da criação do movimento pelos direitos civis no país. A coleção de ensaios escrita por ele, As Almas da Gente Negra (1903), é um marco da literatura afro-americana.
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    Marielle Franco tornou-se uma das principais vozes da luta contra a violência de Estado e em defesa dos direitos humanos no Brasil. Nascida e criada no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, ela dedicou a vida às agendas das mulheres negras, das populações LGBTQIA+ e das periferias. Em 2016, foi eleita vereadora no Rio de Janeiro e presidiu a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania.

    Em 2018, o Instituto de Pesquisas Afrolatino-Americanas de Harvard (ALARI) havia convidado Marielle para um simpósio. Seis semanas antes do evento e um dia depois de denunciar a violência policial na comunidade em que nasceu, ela foi assassinada junto com o motorista Anderson Gomes.

    “Foi porque mulheres como ela desafiaram e transformaram as estruturas de poder, enfrentando o racismo, o sexismo e a LGBTQIA+fobia, que sua preciosa vida foi tirada. Mas seus assassinos fracassaram. Marielle esteve conosco no ALARI, e nunca mais saiu daqui”, disse Alejandro de la Fuente, diretor fundador do ALARI.

    “Nosso campo, o dos Estudos Afrolatino-Americanos, é alimentado pelas lutas por justiça e inclusão, nutrido por mulheres como Marielle. Isso não se pode matar. Marielle Franco é vida. E a vida não se mata”, complementou.

    A homenagem reconhece em Marielle a interseção entre militância, ciência e produção intelectual no campo afro-diaspórico. O ALARI é a primeira instituição acadêmica dos Estados Unidos dedicada ao estudo das populações afrodescendentes na América Latina e no Caribe.

    Executores e mandantes

    Os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados pelo assassinato de Marielle em outubro de 2024. Lessa recebeu pena de 78 anos, 9 meses e 30 dias de prisão por ter metralhado as vítimas, e Élcio, que dirigia o carro quando Ronnie disparou, foi condenado a 59 anos, 8 meses e 10 dias. Ambos foram culpados por duplo homicídio triplamente qualificado, contra Marielle e Anderson, e tentativa de homicídio contra a jornalista Fernanda Chaves, que estava no carro no momento, mas não foi atingida.

    As investigações indicaram que os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão encomendaram o assassinato da vereadora a matadores de aluguel e que o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, planejou o ato, além de ter atrapalhado a investigação, chefiada pelo próprio, antes de o caso ter sido elevado à esfera federal. 

    Os três respondem a uma ação penal que tramita no STF e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes. O magistrado finalizou as audiências com testemunhas, defesa e acusação em 2024. No entanto, o processo permanece em fase de instrução e ainda não há data prevista para o julgamento dos mandantes e do mentor.

    Harvard homenageia Marielle Franco com a Medalha W.E.B. Du Bois

  • Itaú ultrapassa Petrobras e vira empresa de maior valor de mercado da B3

    Itaú ultrapassa Petrobras e vira empresa de maior valor de mercado da B3

    O banco encerrou o dia 31 de outubro valendo R$ 401,9 bilhões, superior aos R$ 396,5 bilhões da petroleira. Segundo o levantamento, essa é a primeira vez desde 2020 que o Itaú é, de forma consistente, a empresa mais valiosa da B3.

    TAMARA NASSIF
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Itaú Unibanco ultrapassou a Petrobras em valor de mercado e se tornou a maior empresa da Bolsa de Valores brasileira, apontou um levantamento da Elos Ayta divulgado nesta segunda-feira (3).

    O banco encerrou o dia 31 de outubro valendo R$ 401,9 bilhões, superior aos R$ 396,5 bilhões da petroleira. Segundo o levantamento, essa é a primeira vez desde 2020 que o Itaú é, de forma consistente, a empresa mais valiosa da B3.

    No pregão desta segunda, as ações do banco avançavam 1,5%, a R$ 40,02. Já os papéis preferenciais e ordinários da Petrobras subiam 1,18% e 0,83%, a R$ 30,10 e R$ 31,77, respectivamente. Ambas as empresas ajudavam a sustentar o Ibovespa no positivo, e o índice está, pela primeira vez, operando acima dos 150 mil pontos -patamar psicológico que pode abrir espaço para novos ganhos.

    O bom desempenho do Itaú, de acordo com a Elos Ayta, reflete o momento do setor financeiro, agora embalado pela perspectiva de retomadas graduais na tomada de crédito e pela estabilidade dos resultados corporativos do setor neste trimestre.

    Primeiro a publicar o balanço de resultados, o Santander reportou, na quarta-feira passada (29), que o lucro cresceu acima das projeções, a R$ 4 bilhões -alta de 9,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já o Bradesco teve lucro líquido de R$ 6,2 bilhões, um aumento de 18,8% na comparação anual, em linha com as estimativas.

    O Itaú reporta resultados na terça-feira (4), após o fechamento do mercado. A expectativa, segundo a Bloomberg, é que o banco apresente números “sólidos”, impulsionado pela concessão “disciplinada” de empréstimos em segmentos de menor risco. O lucro projetado é de R$ 11,78 bilhões. O Banco do Brasil fecha a fila no dia 11 de novembro.

    Embora seja improvável que os resultados do terceiro trimestre tenham impacto imediato nas ações, afirmam analistas da XP, o Itaú ainda é “a melhor opção para navegar neste ambiente macroeconômico desfavorável”.

    O valor de mercado do Itaú tem subido desde dezembro 2024, quando estava em R$ 281,9 bilhões -alta acumulada de mais de 40% no ano, segundo a Elos Ayta.

    A Petrobras, por outro lado, apresentou um comportamento oposto. Depois de atingir o pico de R$ 526 bilhões em fevereiro, a petroleira foi afetada pela volatilidade dos preços do petróleo no mercado internacional e por discussões envolvendo sua política de dividendos, tendo perdido mais de R$ 120 bilhões em valor de mercado de lá para cá.

    Há de se ponderar, porém, que a empresa mais valiosa do país não está listada na Bolsa. Trata-se do Nubank, avaliado em US$ 77,62 bilhões, ou R$ 418 bilhões, no pregão encerrado em 31 de outubro. A empresa está na NYSE, a Bolsa de Nova York, e é negociada no Brasil por meio de BDRs (Brazilian Depositary Receipts).

    Assim, o ranking das cinco empresas mais valiosas da B3 é composto por Itaú, Petrobras, Vale (R$ 278,6 bilhões), BTG Pactual (R$ 248,9 bilhões) e Ambev (R$ 198,2 bilhões).

    “O movimento mostra a força dos bancos no mercado acionário brasileiro e uma recomposição natural após anos de domínio da Petrobras e da Vale no topo da B3”, analisa a Elos Ayta.

    Itaú ultrapassa Petrobras e vira empresa de maior valor de mercado da B3

  • Mauro Cid tem tornozeleira eletrônica retirada em audiência no STF

    Mauro Cid tem tornozeleira eletrônica retirada em audiência no STF

    Durante a audiência, Cid recebeu as orientações que deverá seguir durante o cumprimento da pena de dois anos de prisão em regime aberto pela condenação na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista. O procedimento foi conduzido por Flavia Martins de Carvalho, juíza auxiliar do ministro Alexandre de Moraes.

    O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, passou uma audiência nesta segunda-feira (3) no Supremo Tribunal Federal (STF) e retirou a tornozeleira eletrônica.

    Durante a audiência, Cid recebeu as orientações que deverá seguir durante o cumprimento da pena de dois anos de prisão em regime aberto pela condenação na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista. O procedimento foi conduzido por Flavia Martins de Carvalho, juíza auxiliar do ministro Alexandre de Moraes.

    Na semana passada, Moraes determinou

    o início do cumprimento da condenação. Por ter assinado acordo de delação premiada durante as investigações, Cid não ficará preso.

     

    O militar está proibido de sair de Brasília e deverá cumprir recolhimento domiciliar entre as 20h e as 6h. O recolhimento deverá integral nos finais de semana, ou seja, ele não poderá sair de casa.

    Cid também está proibido de portar armas, utilizar as redes sociais e se comunicar com investigados nos processos sobre a trama golpista.

    Por ter delatado os fatos que presenciou durante o período em que trabalhou com Bolsonaro, Mauro Cid passará usufruir dos benefícios da delação, deixará de usar tornozeleira eletrônica e poderá ter escolta de agentes da Polícia Federal para fazer a sua segurança e de familiares. Os bens dele também vão ser desbloqueados.

    No dia 11 de setembro, por 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF condenou Cid, Bolsonaro e mais cinco réus pelos crimes de crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

    Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem foi condenado somente pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Deputado federal em exercício, ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e respondia somente a três dos cinco crimes imputados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Os recursos de Bolsonaro e demais acusados serão julgados pela Primeira Turma da Corte a partir do dia 7 de novembro.

     

    Mauro Cid tem tornozeleira eletrônica retirada em audiência no STF

  • Geely compra 26,4% das ações da Renault no Brasil e produzirá carros no Paraná

    Geely compra 26,4% das ações da Renault no Brasil e produzirá carros no Paraná

    A empresa chinesa poderá usar fábrica e o centro de engenharia da Renault em São José dos Pinhais (PR), para produzir os seus carros no Brasil e ainda contará com os quase 250 pontos de venda operados pela rede da empresa francesa para vender seus veículos. O valor do negócio não foi divulgado.

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As montadoras Renault e Geely, já associadas em uma empresa de motores, anunciaram um acordo para ampliar sua colaboração no Brasil, onde a Geely será acionista da filial brasileira da Renault. Após a operação, a Geely possuirá 26,4% das ações da Renault do Brasil.

    A empresa chinesa poderá usar fábrica e o centro de engenharia da Renault em São José dos Pinhais (PR), para produzir os seus carros no Brasil e ainda contará com os quase 250 pontos de venda operados pela rede da empresa francesa para vender seus veículos. O valor do negócio não foi divulgado.

    “A transação é parte da continuidade da cooperação estratégica entre o Renault Group e a Geely….[e] busca reforçar o desenvolvimento das marcas Renault e Geely no Brasil e permitir a introdução no país de novos veículos com baixas emissões de carbono”, afirmaram as empresas em comunicado.

    Os dois grupos já são parceiros na empresa Horse Powertrain, em operação desde 2024, que produz motores para veículos de combustão e híbridos. A Geely também adquiriu 34% da filial sul-coreana da Renault, Renault Korea, em 2022.

    A produção dos veículos da Geely na fábrica da Renault ao lado dos carros do grupo francês “permitirá à Renault do Brasil aumentar a produção e reforçar a competitividade de seu complexo industrial”, segundo o comunicado. Em 2024, a fábrica francesa produziu 180 mil veículos.

    A Geely é uma das principais montadoras chinesas e já anunciou que o hatch elétrico Geely Geome Xingyuan estreia no Brasil em novembro. O nome extenso será reduzido para EX2. O carro foi o mais vendido da China entre maio e setembro. Em 2010, a montadora comprou a divisão automotiva da sueca Volvo.

    Segundo a Renault, a participação dela no mercado do Brasil é de 5% e o objetivo é dobrar o número em um prazo de cinco anos.

    O grupo francês indicou em julho que “priorizará” a América do Sul e a Índia para seu desenvolvimento no cenário internacional.

    NEGOCIAÇÃO DA RENAULT COM CHERY
    Além da Geely, a Renault afirmou que pode fechar acordo com outra chinesa, a Chery, para ceder a fábrica e os pontos de venda para produção e comercialização no Brasil. A negociação foi revelada pelo diretor de crescimento da empresa francesa, Fabrice Cambolive, na última sexta-feira (1º).

    “Esse tipo de parceria é claramente uma parceria vencedora porque estamos expandindo o acesso a diferentes plataformas, ferramentas industriais, engenharia e uma rede de distribuição”, afirmou Cambolive em uma conferência de imprensa.

    A medida ressalta como a Renault tem feito cada vez mais parcerias com outras montadoras, especialmente chinesas, em mercados globais para melhorar a eficiência de suas fábricas em todo o mundo e aumentar a competitividade de seus produtos.

    A Renault possui fábricas de automóveis em cerca de 12 países, incluindo França, Espanha e Índia. Também produz e comercializa o Grand Koleos, desenvolvido na plataforma da Geely na Coreia do Sul, desde 2024.

    Geely compra 26,4% das ações da Renault no Brasil e produzirá carros no Paraná

  • STF marca julgamento de denúncia contra Eduardo Bolsonaro para 14 de novembro

    STF marca julgamento de denúncia contra Eduardo Bolsonaro para 14 de novembro

    Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo foram denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) pelo crime de coação. Segundo a acusação, a dupla se articulou nos EUA para conseguir sanções contra autoridades brasileiras com o objetivo de intervir em processos na Justiça contra Bolsonaro.

    CÉZAR FEITOZA
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) marcou para o dia 14 de novembro o início do julgamento da denúncia contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pela atuação nos Estados Unidos para barrar os processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    A análise será feita no plenário virtual do Supremo, com término previsto para o dia 25 de novembro. Se a denúncia for recebida, Eduardo se tornará réu.

    Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo foram denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) pelo crime de coação. Segundo a acusação, a dupla se articulou nos EUA para conseguir sanções contra autoridades brasileiras com o objetivo de intervir em processos na Justiça contra Bolsonaro.

    O processo contra os dois foi desmembrado, e o julgamento contra Figueiredo deve ocorrer somente no próximo ano.

    Nas provas apontadas na denúncia, há declarações públicas de ambos em suas redes sociais, além de dados extraídos de aparelhos celulares apreendidos em operações autorizada pelo Supremo.

    A peça da PGR afirma que desde momentos próximos ao recebimento da denúncia contra Jair Bolsonaro pela trama golpista, Eduardo e Figueiredo passaram a articular sucessivas e continuadas ações para intervir no processo penal.

    “O propósito foi o de livrar Jair Bolsonaro, e também o próprio Paulo Figueiredo, da condenação penal pelos crimes que ensejaram a abertura de procedimentos criminais”, diz Gonet. Figueiredo é réu em uma das ações sobre a tentativa de golpe de Estado após a vitória de Lula (PT) nas eleições de 2022, mas ainda não foi julgado.
    “Isso, porém, não descaracteriza o crime imputado, dada a natureza formal do delito, que não depende do resultado naturalístico. A simples prática da ameaça contra o julgador de processo já é suficiente para a configuração do tipo.”

    “As ameaças foram reiteradas várias vezes, em diferentes ocasiões”, acrescenta Gonet. “Há um contexto que as enlaça num propósito estruturado para um mesmo fim. O quadro dos fatos revela continuidade delitiva.”

    Gonet afirma que Eduardo e Figueiredo tentaram explorar o relacionamento que mantêm com integrantes do governo americano e assessores e conselheiros de Donald Trump, e que se valeram dessa rede de contatos para constranger a atuação do Supremo.

    Eles induziram, diz a peça acusatória, “a adoção de medidas retaliatórias pelo governo norte-americano
    contra o Brasil e contra autoridades brasileiras, no intuito de compelir o Supremo Tribunal a encerrar os processos sem condenações, especialmente de Jair Bolsonaro”.

    Essa pressão tinha, também, o objetivo de que o Congresso Nacional aprovasse um projeto de anistia que abrangesse Bolsonaro, diz Gonet.

    “Os denunciados ameaçavam as autoridades judiciárias e de outros Poderes com a promessa de que conseguiriam de autoridades norte-americanas sanções dispostas para dificultar e arruinar suas vidas civis, mesmo no Brasil, se o processo criminal não tivesse o fim que desejavam ou se a anistia –extensiva necessária e prioritariamente a Jair Bolsonaro– não fosse pautada e conseguida no Congresso Nacional.”

    Em nota conjunta divulgada após a denúncia, Eduardo e Figueiredo disseram que o fato de a denúncia ter sido apresentada ao Supremo logo após as novas sanções dos EUA contra a esposa do ministro Alexandre de Moraes e autoridades brasileiras “evidencia a perseguição política em curso”. Eles ainda dizem que a acusação é “fajuta” e chamam a equipe de Paulo Gonet na PGR de “lacaios de Moraes”.

    STF marca julgamento de denúncia contra Eduardo Bolsonaro para 14 de novembro

  • Jennifer Aniston faz primeiro post 'oficial' com namorado Jim Curtis

    Jennifer Aniston faz primeiro post 'oficial' com namorado Jim Curtis

    A atriz celebrou o aniversário do novo companheiro com uma mensagem carinhosa nas redes sociais: “Parabéns, meu amor precioso”.

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Foram três meses de rumores sobre um possível namoro com o hipnoterapeuta Jim Curtis e, neste domingo (2), Jennifer Aniston, 56, tornou público o relacionamento. A atriz celebrou o aniversário do novo companheiro com uma mensagem carinhosa nas redes sociais: “Parabéns, meu amor precioso”.

    Desde 2018, após a separação de Justin Theroux, depois de seis anos de relacionamento, Aniston vinha mantendo sua vida amorosa longe dos holofotes. A estrela de “Friends” foi fotografada ao lado de Curtis durante férias em Maiorca, na Espanha, em julho deste ano, dando início aos rumores do romance.

    No site oficial, Jim Curtis se apresenta como “pioneiro do bem-estar, autor e coach”, com foco em cura pessoal e desenvolvimento humano. O novo namorado de Jennifer já trabalhou com celebridades como Miranda Kerr e Julianne Hough e atua como coach transformacional e palestrante, oferecendo serviços que denomina “hipno-realizações”.

    Curtis é autor de dois livros: “The Stimulati Experience” (2017), que apresenta nove princípios para superar a dor e os contratempos; e “Shift: Quantum Manifestation Guide” (2024), um manual que combina técnicas de hipnose, visualização guiada e afirmações para ajudar os leitores a manifestar seus objetivos e desejos. A obra é coautoria de Sara Hadir.

    Jennifer Aniston faz primeiro post 'oficial' com namorado Jim Curtis

  • Banco Central muda regras para acabar contas bancárias fraudulentas

    Banco Central muda regras para acabar contas bancárias fraudulentas

    As fintechs são empresas de inovação que se diferenciam pelo uso da tecnologia para oferecer serviços financeiros digitais. Em agosto desse ano, Receita Federal também estabeleceu que as fintechs devem estar sujeitas às mesmas regras dos bancos, no que se refere à obrigação de fornecer informações que levem ao combate a crimes, como lavagem de dinheiro.

    O Banco Central (BC) alterou regras sobre o encerramento compulsório de contas bancárias sem respaldo ou em desacordo com a regulamentação, incluindo as chamadas contas-bolsão. Elas são contas abertas por fintechs em bancos tradicionais, ou seja, operam em nome de terceiros com o objetivo de ocultar a identificação ou substituir obrigações dos clientes e podem ser utilizadas para fraudes, por exemplo.

    As fintechs são empresas de inovação que se diferenciam pelo uso da tecnologia para oferecer serviços financeiros digitais. Em agosto desse ano, Receita Federal também estabeleceu que as fintechs devem estar sujeitas às mesmas regras dos bancos, no que se refere à obrigação de fornecer informações que levem ao combate a crimes, como lavagem de dinheiro.

    “Quando a gente está falando de prevenção a fraude, de prevenção ao uso do sistema [financeiro] pelo crime organizado, não tem bala de prata, mas nós temos o compromisso, obviamente, de entender onde nós podemos atuar para fortalecer, continuadamente, a higidez e integridade do sistema financeiro”, disse a diretora de Cidadania e Supervisão de Conduta do BC, Izabela Correa.

     

    A partir de agora, as instituições bancárias terão a obrigação de adotar critérios para identificar essas contas irregulares, como as contas-bolsão, podendo se utilizar de dados armazenados em bases públicas ou privadas. O BC explicou que, então, os bancos deverão encerrar as contas após comunicação aos clientes.

    Brasília (DF) 04/07/2023  Sabatina dos economistas Gabriel Muricca Galípolo e Ailton de Aquino Santos, na comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Foto Lula Marques/ Agência Brasil.Brasília (DF) 04/07/2023  Sabatina dos economistas Gabriel Muricca Galípolo e Ailton de Aquino Santos, na comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Foto Lula Marques/ Agência Brasil.
    Brasília (DF) 04/07/2023. Para o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos, as mudanças não são barreira para a inovação e entrada de fintechs no sistema financeiro. Foto-arquivo Lula Marques/ Agência Brasil. – Lula Marques/ Agência Brasil

    O diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, ressaltou, entretanto, que há contas-bolsão legítimas, como contas de instituições de pagamento e de marketplace, por exemplo. “Essa norma para mim é uma norma de enfrentamento aos comportamentos ilícitos, quiçá criminosos, perpetrados no sistema financeiro nacional”, disse.

    “A conta-bolsão, a utilização ilegal dessa prática não autorizada, eu não consigo acreditar que entidades autorizadas pelo Banco Central possam vender serviços de contas blindadas. Isto para mim é um desvirtuamento. Mas a gente também não pode demonizar o conceito de contas-bolsão”, acrescentou.

    A nova regra entra em vigor em 1º de dezembro de 2025 e a documentação relacionada às contas de encerramento compulsório deve permanecer à disposição do Banco Central por, pelo menos, 10 anos.

    As novas normas sobre finalização de contas estão publicadas no site do BC: Resolução CMN nº 5.261 e Resolução BCB nº 518​.

    Limite mínimo

    O BC e o Conselho Monetário Nacional (CMN) também publicaram normas que tratam da nova metodologia de apuração do limite mínimo de capital social e de patrimônio líquido das instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. O objetivo é garantir que bancos e fintechs tenham recursos suficientes para absorver riscos e operar de forma segura.

    A nova regulamentação mira nas atividades efetivamente exercidas pelas instituições para definir o capital mínimo necessário, e não mais o tipo específico de instituição. Além disso, a metodologia prevê uma parcela do capital mínimo para cobrir o custo inicial da operação e os custos associados aos serviços intensivos em infraestrutura tecnológica.

    Por fim, a nova regulação requer uma parcela adicional de capital às instituições que utilizem em sua nomenclatura a expressão ‘banco’ ou qualquer termo que o sugira, em português ou em outro idioma.

    Os normativos entram em vigor imediatamente. No entanto, para que as instituições já em operação — ou aquelas em análise pelo BC — possam se ajustar às novas regras, foi definido o seguinte cronograma de transição que vai até dezembro de 2027.

    O diretor Ailton de Aquino afirmou que as mudanças não são barreira para a inovação e entrada de fintechs, mas visam reforçar a resiliência do sistema financeiro.

    “Eu não acredito numa IP [instituição de pagamento] com o capital inicial de R$ 1 milhão para fazer face à necessidade de tecnologia de contratar auditor, de montar uma boa estrutura. Eu acho que trazer este número por volta de R$ 9 milhões a R$ 32 milhões, operando com Pix, é algo que eu entendo como é bastante importante nesse momento”, disse, informando que há quase 300 IP autorizadas pelo BC a operar.

    “Nós vivenciamos, nos últimos meses, situações desagradáveis no sistema financeiro nacional [como invasão e perda de valores]. Isso aqui é uma resposta, é um processo evolutivo, mas também uma resposta para isso”, reforçou. Segundo ele, por exemplo, o capital inicial de corretoras passou de R$ 245 mil para R$ 8 milhões.

    Do universo de 1,8 mil entidades bancárias, cerca de 500 serão impactadas e terão que reforçar suas estruturas de capital.

    As normas sobre capital social também estão no site do BC: Resolução Conjunta nº 14 e Resolução BCB nº 517.

    Banco Central muda regras para acabar contas bancárias fraudulentas

  • Ancelotti convoca seleção para jogos contra Senegal e Tunísia; veja

    Ancelotti convoca seleção para jogos contra Senegal e Tunísia; veja

    Carlo Ancelotti divulgou nesta segunda-feira (3), a lista de convocados para os amistosos da seleção brasileira contra Senegal e Tunísia, neste mês de novembro, na Europa. 

    Na relação para os amistosos contra Senegal e Tunísia, nos dias 15 e 18 de novembro, em Londres e Lille (França), a ideia é promover a última leva de testes antes de montar uma cara da seleção mais próxima do que o italiano entende ser o ideal para a Copa 2026.

    “Creio que nos últimos jogos mudamos muito a equipe para fazer testes. É sempre positivo, é uma evolução que temos que fazer. Acho que os testes saíram bem. Tenho mais conhecimento dos jogadores, não conhecia muito. Vamos fazer esse tipo de mudança na Data Fifa de novembro. Acho que vou ter uma equipe mais definida, nos dois jogos. Nessa convocação, tenho jogadores como Fabinho, Luciano Juba, que quero avaliar; e Vitor Roque, que está fazendo um bom campeonato. Temos sete jogadores do Brasileirão. É um bom nível do campeonato e temos muitos jogadores que podem estar. Vamos ter uma equipe mais definida, com esses amistosos”, afirmou Ancelotti.

    Vitor Roque, do Palmeiras, e Luciano Juba, do Bahia, foram algumas das novidades.

    Confira a lista de convocados:
     

    Goleiros: Bento (Al-Nassr), Ederson (Fenerbahçe), Hugo Souza (Corinthians)

    Zagueiros: Alex Sandro (Flamengo), Danilo (Flamengo), Caio Henrique (Monaco), Militão (Real Madrid), Fabrício Bruno (Cruzeiro), Gabriel Magalhães (Arsenal), Luciano Juba (Bahia), Marquinhos (PSG), Paulo Henrique (Vasco), Wesley (Roma)

    Meio-campistas: Andrey Santos (Chelsea), Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Fabinho (Al-Ittihad), Paquetá (West Ham)

    Atacantes: Estevão (Chelsea), João Pedro (Chelsea), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Richarlison (Tottenham), Rodrygo (Real Madrid), Vini Jr (Real Madrid)., Vitor Roque (Palmeiras)

    Ancelotti convoca seleção para jogos contra Senegal e Tunísia; veja

  • Cid chega ao STF para audiência que marca início de cumprimento da pena

    Cid chega ao STF para audiência que marca início de cumprimento da pena

    A reunião foi marcada para que o gabinete do ministro Alexandre de Moraes explicasse a Cid como a pena deve ser cumprida.

    CÉZAR FEITOZA
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O tentente-coronel Mauro Cid chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal) na tarde desta segunda-feira (3) para uma audiência que marca o início do cumprimento da pena de dois anos de reclusão pela participação na trama golpista.
    Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), o militar não falou com a imprensa em sua chegada. A audiência estava marcada para as 14h.

    A reunião foi marcada para que o gabinete do ministro Alexandre de Moraes explicasse a Cid como a pena deve ser cumprida.
    Antes da audiência, a defesa do militar pediu ao Supremo a extinção da pena, sob o argumento de que Cid já passou mais de dois anos entre prisões preventivas e medidas cautelares.

    Mauro Cid deve retirar a tornozeleira eletrônica ainda nesta segunda. Ele utiliza o equipamento desde setembro de 2023.

    Cid chega ao STF para audiência que marca início de cumprimento da pena

  • Messi e Neymar juntos em Miami? Lenda americana deixa aviso: “É um risco”

    Messi e Neymar juntos em Miami? Lenda americana deixa aviso: “É um risco”

    Os rumores do mercado da bola estão de volta — e, nesta segunda-feira, o nome ligado ao Inter Miami é ninguém menos que o de Neymar. Isso mesmo: o craque brasileiro estaria sendo cotado para deixar o Santos e se reunir com os antigos companheiros Lionel Messi, Luis Suárez, Sergio Busquets e Jordi Alba, com quem jogou no Barcelona.

    No entanto, há quem questione se essa transferência valeria o investimento, já que o camisa 10 do clube paulista está lesionado e possui um histórico preocupante de contusões.

    “Acho que seria um risco para qualquer uma das partes. Depende apenas de como o contrato é estruturado. É preciso ponderar os prós e os contras — quando se contrata lendas do futebol como o Neymar, também é preciso considerar as oportunidades comerciais que vêm junto, e isso quase sempre está ligado ao salário e ao pacote financeiro oferecido”, disse o ex-goleiro Brad Friedel, em entrevista ao portal GOAL.

    “Pode-se ganhar muito dinheiro fora de campo ao contratar alguém dessa categoria. Acho que há mais risco esportivo do que comercial — ou talvez no mesmo nível — se ele se machucar. Mas, se não se machucar, o risco passa a ser a idade e o histórico de lesões. A dúvida é se ele ainda pode ser o jogador que o time precisa”,
    continuou Friedel.

    “O lado positivo é que a MLS é um campeonato um nível abaixo do que ele joga atualmente [Brasileirão]. Lionel Messi é o maior de todos os tempos, mas consegue jogar muitos anos ainda na liga. O Inter Miami precisa pesar o que pode ganhar dentro e fora de campo e tentar fazer o negócio acontecer”, avaliou o ex-jogador do Tottenham.

    “Se estruturarem bem o contrato, o risco é limitado. Ter Neymar ao lado de Messi novamente… não tenho certeza. Vamos esperar para ver, mas a MLS precisa fazer algo grande em termos comerciais”, acrescentou.
     
    O reencontro do “MSN”

    Sobre a possibilidade de voltar a jogar com Messi e Suárez, reeditar o lendário trio MSN, Neymar deixou as portas abertas em declarações feitas no início de 2025.

    Mas Friedel não acredita que, caso esse reencontro aconteça em Miami, Luis Suárez consiga jogar por mais uma temporada.

    “Não sou próximo dele para saber, mas já joguei contra ele muitas vezes. Quando o vejo correndo — não sei se é por causa dos tornozelos ou dos joelhos —, parece claro que ele está chegando ao fim da carreira. Não sei se conseguiria jogar mais um ano, mesmo que quisesse. Não ficaria surpreso se ele anunciasse a aposentadoria”, completou.
     
    Emerson Leão critica Neymar: “Não é exemplo para ninguém”

    O ex-goleiro e técnico Emerson Leão, uma verdadeira lenda do futebol brasileiro, concedeu no sábado uma longa entrevista à CNN Esportes S/A, na qual criticou duramente Neymar. Desde o retorno ao Santos, em janeiro de 2025, o atacante disputou apenas 21 jogos, marcando seis gols e três assistências.

    “Tenho poucas palavras sobre o Neymar. Acho que uma coisa depende da outra: o homem fora e o homem dentro de campo. E, assim, ele não serve de exemplo para ninguém (…). Não vejo o Neymar resolvendo os nossos problemas. Ele já passou da idade”,
    afirmou Leão, que também foi técnico da seleção brasileira entre 2000 e 2001.

    “Ele não desaprendeu a jogar futebol, mas exige de si mesmo arranques que já não tem mais, porque está mal preparado fisicamente. E aí o que acontece? Vêm as lesões, os problemas”,
    continuou, lembrando que Neymar perdeu 15 jogos em menos de um ano por conta de três contusões musculares.

    “Na cabeça dele, quando vai começar uma jogada, ele sabe o que quer fazer — mas o corpo não responde mais. Ele não tem mais a mesma reação muscular, nem a sequência de treinos. Não é mais o mesmo atleta. Não adianta”, concluiu Leão.

    Messi e Neymar juntos em Miami? Lenda americana deixa aviso: “É um risco”