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  • Líder supremo do Irã compara onda de protestos no país a golpe de Estado

    Líder supremo do Irã compara onda de protestos no país a golpe de Estado

    “[Os manifestantes] atacaram a polícia, prédios governamentais, quartéis da Guarda Revolucionária, bancos, mesquitas e queimaram o Alcorão… Foi um verdadeiro golpe de Estado”, disse Khamenei, citado pela agência Tasnim. Segundo o líder, a tentativa de golpe fracassou.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou neste domingo (1º) que a onda de manifestações que se espalhou por Teerã e outras grandes cidades do país assemelha-se a um golpe de Estado.

    “[Os manifestantes] atacaram a polícia, prédios governamentais, quartéis da Guarda Revolucionária, bancos, mesquitas e queimaram o Alcorão… Foi um verdadeiro golpe de Estado”, disse Khamenei, citado pela agência Tasnim. Segundo o líder, a tentativa de golpe fracassou.

    Os protestos no Irã começaram em dezembro e se transformaram na mais séria ameaça à teocracia desde sua instalação, em 1979. O regime respondeu com uma brutal repressão. Organizações de direitos humanos contabilizam mais de 6.000 vítimas, enquanto Teerã admitiu que 3.000 pessoas morreram durante as manifestações.

    Khamenei também afirmou que eventuais ataques dos Estados Unidos contra o país desencadearão um conflito regional. “Os americanos devem saber que se iniciarem uma guerra, desta vez será uma guerra regional.” Washington apoiou os protestos contra o regime e tem pressionado Teerã pelo controle de sua infraestrutura nuclear com a ameaça de bombardeios.

    Na noite de sábado (31), o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã negocia com o governo americano um acordo sobre seu programa nuclear. “Espero que negociem algo aceitável”, disse a repórteres durante uma viagem à Flórida, acrescentando que Teerã deveria aceitar um tratado sem armas nucleares. “Não sei se eles o farão, mas estão conversando conversando seriamente conosco”, disse.

    Mais cedo, o chefe do Ex ército do Irã, Amir Hatami, afirmou que a infraestrutura atômica do país não será suprimida. Washington, Israel e várias potenciais ocidentais afirmam que o aparato iraniano visa alcançar uma bomba atômica, algo que Teerã nega.
    “O conhecimento e a tecnologia nuclear da República Islâmica do Irã não podem ser eliminados, mesmo que os cientistas e os filhos da nação se tornem mártires”, disse, em referência aos bombardeios que atingiram instalações e cientistas iranianos durante a guerra de 12 dias, em junho passado

    Hatami também disse, em alerta aos Estados Unidos e a Israel, que as Forças Armadas de Teerã estão em estado de alerta máximo após um deslocamento expressivo de navios de guerra americanos no Golfo.

    “Se o inimigo cometer um erro, isso colocará sem dúvida alguma em perigo sua própria segurança, a da região e a do regime sionista”, disse o chefe do Exército, citado pela agência de notícias iraniana Irna, acrescentando que as Forças Armadas estão “plenamente preparadas”.

    Washington enviou ao Oriente Médio uma força naval de ataque liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln, deslocamento que desperta o temor de um confronto direto com o Irã. A nação islâmica tem avisado que, se for atingida, responderá disparando mísseis às bases norte-americanas no Oriente Médio e atacando os aliados dos EUA, em particular Israel.

    Também neste domingo, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou de terroristas os Exércitos europeus. O anúncio, cujas consequências imediatas ainda não estão claras, é uma resposta à decisão da União Europeia, na última quinta-feira (29), de incluir a Guarda Revolucionária Islâmica na lista de organizações vistas como terroristas pelo bloco.
    “A repressão não pode ficar sem resposta”, escreveu Kaja Kallas, chefe da diplomacia da UE, em post no X, referindo-se à repressão violenta de Teerã contra as manifestações que se espalharam pelo país.

    “De acordo com o artigo 7 da lei sobre contramedidas relativas à designação do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica como organização terrorista, os Exércitos dos países europeus são considerados grupos terroristas”, disse Ghalibaf, vestido com um uniforme da guarda em sinal de solidariedade.

    Líder supremo do Irã compara onda de protestos no país a golpe de Estado

  • 'Selic em 15% faz bilionário ganhar R$ 400 mil por dia sem produzir nada', diz ex-consultor da ONU

    'Selic em 15% faz bilionário ganhar R$ 400 mil por dia sem produzir nada', diz ex-consultor da ONU

    O professor titular de pós-graduação da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e ex-consultor de agências da ONU (Organização das Nações Unidas) não tem dificuldade em explicar cifras e indicadores a partir de exemplos do cotidiano.

    DANIELE MADUREIRA
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – “As pessoas têm imensa dificuldade em entender grandes números”, diz o economista Ladislau Dowbor, 84, que até gravou um vídeo intitulado “Entenda a economia em 15 minutos”. O professor titular de pós-graduação da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e ex-consultor de agências da ONU (Organização das Nações Unidas) não tem dificuldade em explicar cifras e indicadores a partir de exemplos do cotidiano.

    “Pago R$ 350 pelo dia de trabalho da minha faxineira, valor transferido para a conta dela de maneira digital. Como ela tem problemas de saúde, contratou um desses planos geridos por empresas que não entendem nada de saúde. Então descubro que entre os sócios deste grupo está a BlackRock, a maior gestora de ativos do mundo, que administra trilhões de dólares. Ou seja: parte do dinheiro que eu pago para uma pessoa pobre no Brasil vai para um grupo americano riquíssimo -que também é acionista da bandeira de cartão de crédito que eu uso para pagar o café da manhã na padaria.”

    A profunda transformação da sociedade na era digital e o seu impacto no capitalismo e na ampliação da desigualdade é um dos temas centrais na pesquisa de Dowbor. O assunto é tema do livro “Os Desafios da Revolução Digital” (editora Elefante), que venceu o Prêmio Brasil de Economia 2025 do Cofecon (Conselho Federal de Economia). No ano anterior, outro livro do catalão de origem polonesa, naturalizado brasileiro, havia vencido o mesmo prêmio: “Resgatar a Função Social da Economia” (Elefante).

    Autor ou organizador de mais de 45 livros, Dowbor mantém boa parte das obras no seu site com acesso gratuito. Em 2021, também foi finalista do Prêmio Jabuti.
    *
    Folha – Por que tantos segmentos de serviços e da indústria correm o risco de enfrentar apagão de mão de obra?
    Ladislau Dowbor – O desafio número um no Brasil é a desigualdade, é o país mais desigual do mundo. O PIB brasileiro soma R$ 12,3 trilhões. Se a gente dividir pela população do país, 215 milhões, arredondando, dá R$ 20 mil por mês, para uma família de quatro pessoas. Dá para viver, não? Mas há um alto grau de concentração de renda.
    Os 300 bilionários no Brasil têm muito dinheiro guardado. Imagine o dono de R$ 1 bilhão que, em vez de investir em serviços ou produtos, compra títulos do governo atrelados à Selic, que pagam 15% de juros ao ano. Sem produzir nada, esse bilionário vai ganhar mais de R$ 400 mil ao dia. Ou seja, quanto mais rico, mais dinheiro aplicado, maior o enriquecimento. É algo completamente diferente do que acontece com 80% da população, que não só não acumula, como enfrenta dificuldade em manter o que tem. O problema deles não é ‘o que que eu faço com o meu dinheiro?’. O que ganham nem dá para fechar o mês.

    Folha – Se o bilionário não investe em gerar riquezas, não emprega…
    Ladislau Dowbor – Pense no quanto a economia fica fragilizada. A concentração de renda fragiliza a demanda que, naturalmente, vai fragilizar a produção. Imagine alguém com dinheiro: ele vê que as famílias não estão comprando. Se quiser pegar um empréstimo no banco para montar um negócio, vai pagar 25% ao ano –na China, é 2% ao ano, na Europa, entre 3% e 4%. Como ele vai completar o capital para desenvolver uma indústria com um custo desses? Vai ficar atolado em dívida. Por outro lado, ele tem a opção de comprar ativos do governo que pagam 15% de juros.

    Folha – Por que esse sistema se mantém?
    Ladislau Dowbor – Se você visita deputados, senadores, vai descobrir que eles mantêm aplicações financeiras e vivem disso. Eles têm consciência de que nós temos um sistema que drena em vez de gerar recursos, o núcleo básico da economia. Você precisa ter famílias com mais recursos para ter demanda, que dinamiza o investimento empresarial, que gera empregos, consumo, mais impostos para o Estado, que aplica o dinheiro de volta para fomentar a economia, e então o ciclo se completa. No Brasil, o ciclo da economia não fecha. Ganha-se muito mais dinheiro através de processos financeiros do que produtivos.

    Folha – A questão central não é o empresário que paga R$ 2.000 ao mês ao trabalhador da escala 6×1, que muitas vezes decide prestar serviços para os aplicativos, esperando ganhar mais?
    Ladislau Dowbor – É o conjunto do sistema que está travando a economia. Se, em vez de se preocupar com o arcabouço fiscal –que eu chamo de ‘palhaçada’, não de maneira irresponsável–, você se preocupa com políticas sociais, colocando mais dinheiro na educação, na saúde, é uma maneira de enriquecer as famílias. Porque sobra dinheiro para o consumo, que vai elevar as vendas, o lucro. Ganhando mais, o empresário vai pagar melhor e atrair mais pessoas.
    É essencial entender que se trata de um ciclo. Uma economia desigual não se desenvolve. Com os governos Lula e Dilma 1 melhorou um pouco, crescemos 3,8%, em média, durante dez anos. O Banco Mundial chamou o período de ‘The Golden Decade’, a década dourada do Brasil. Com os governos Temer e Bolsonaro, a farra financeira aumentou muito mais.

    Folha – Por que o senhor chama o arcabouço fiscal de ‘palhaçada’?
    Ladislau Dowbor – Nas economias que funcionam, 40% do bem-estar econômico das famílias não correspondem a quanto elas têm no bolso, mas sim o quanto elas têm de hospitais públicos na região onde moram, as ruas do bairro asfaltadas, o parque perto de casa –tudo isso é salário indireto. É bem-estar econômico construído através de políticas públicas,
    O Canadá, por exemplo, tem um salário mais baixo que o dos americanos, mas lá as pessoas contam com creche, escola, universidade, hospital, tudo bom e de graça, parques por toda parte, água limpa. Interessante, não? A título de comparação, a esperança de vida do americano é de 78 anos, ao custo de US$ 11 mil ao ano por pessoa para o sistema de saúde. Na China, a esperança de vida é de 79 anos, ao custo de US$ 1.000 ao ano, porque o país investe, por exemplo, em água limpa. A saúde preventiva é imensamente mais eficaz do que ter hospitais, médicos e um monte de remédios. Mas na contabilidade do arcabouço fiscal no Brasil, investimento público no bem-estar econômico é chamado de gasto. É uma cretinice dizer que, quando o país cresce pouco, é preciso reduzir gastos do governo.

    Folha – O que o governo deve fazer?
    Ladislau Dowbor – É preciso investir na inclusão produtiva, que envolve, sim, o repasse para benefícios como o Bolsa Família. Nessa hora, o pessoal da Faria Lima grita: ‘Meu Deus, vai gerar déficit!’. Não, este dinheiro é para dinamizar a economia. Em segundo lugar, investir em infraestrutura. Pouco importa de onde o governo tira o dinheiro. Se não tiver o suficiente, pode gerar déficit, usar conversão das reservas cambiais, emitir dinheiro, aumentar a dívida… O que importa é para onde vai o dinheiro.
    Na ONU, a gente calcula que a cada R$ 1 investido em saneamento básico, R$ 4 são economizados em saúde. Ou seja, tem um efeito multiplicador, você enriquece a sociedade. Se você constrói uma ferrovia, reduz dramaticamente os gastos transportando soja de caminhão, a economia se torna muito mais produtiva. O dinheiro que o governo investe volta, com imposto sobre a atividade.
    Também é preciso reduzir a transferência de dinheiro para paraísos fiscais; tem banco com mais de 30 filiais em paraísos fiscais, onde nenhum cliente tem nome, é só um número. No Brasil, o dinheiro vai justamente para grupos financeiros em favor da austeridade fiscal.

    Folha – A questão dos impostos é muito discutida porque, no Brasil, metade da tributação é sobre o consumo.
    Ladislau Dowbor – Isso é uma deformação radical brasileira. Quase tudo da renda dos 80% da base da população é voltado para o consumo, são essas pessoas que pagam imposto. Quanto ao rico, quantas bistecas ele consegue comer por dia, quantas camas ele precisa para dormir? Ele atende todas as suas necessidades e ainda conta com 90% da renda disponível. Entende? O impacto relativo do imposto sobre o consumo é essencialmente sobre a massa da população. No Brasil, a taxa de juros para as famílias é de 58% ao ano, para as empresas, de 25%, enquanto na China os juros são limitados a 2% ao ano. Por isso não faz sentido para o chinês fazer aplicação financeira, ele prefere produzir. Essa é uma mudança do papel do Estado, de fomentar a economia em parceria com as empresas, em favor da sociedade.

    Folha – Qual seria um exemplo dessa parceria?
    Ladislau Dowbor – A China precisa sair do consumo de carvão, que provoca uma tragédia ambiental. Decidiram investir pesado na energia solar. Mas para isso não fizeram uma grande estatal de painéis solares –construíram uma grande estatal de máquinas e equipamentos voltados à produção de painéis solares. Resultado: hoje o país tem milhares de empresas de produção de painéis solares. Em qualquer cidade, um empreendedor compra as máquinas, pagando juros de 2%, e passa a produzir painéis solares. O investimento pesado em termos financeiros e de tecnologia já foi feito pelo estado. Ou seja: você gerou proteção ambiental, empregos, lucros, usando o estado como um motor de arranque para dinamizar milhares de atividades.

    Folha – Mas a China é uma ditadura e as decisões são centralizadas. Aqui temos uma democracia com presidencialismo de coalizão
    Ladislau Dowbor – Esta é uma questão estrutural. Em 1997, foi aprovado algo absurdo: o financiamento de campanhas políticas por empresas. Depois de 18 anos, no final de 2015, o Supremo Tribunal Federal se deu conta que tinha sido violado o artigo 1 da Constituição, que diz que “todo poder emana do povo” –não das empresas, nem dos bancos. Um momento de clareza. Mas qual o impacto estrutural dessa influência durante quase 20 anos, do poder local ao nacional, no legislativo e executivo? Houve uma apropriação privada da política, que transformou radicalmente a relação entre os sistemas público e privado, que se perpetuou. Essa articulação nefasta entre o financeiro, que não gera emprego, não produz, e os políticos que participam desse tipo de lucro, é uma deformação estrutural da economia. Eu uso a China como exemplo porque ela assegura que o dinheiro seja produtivo. Aqui chamamos aplicação financeira de investimento. Mas até nos Estados Unidos existe essa diferença: o ‘productive investment’ [investimento produtivo] e o ‘speculative investment’ [investimento especulativo]. São duas coisas bem distintas.

    Folha – O capital especulativo ganhou espaço demais na sociedade?
    Ladislau Dowbor – Eu escrevi um artigo chamado ‘O dreno financeiro’. É o seguinte: a taxa Selic a 15% tira 10% do PIB em pagamento de juros, que vão para os grandes grupos da Faria Lima, para a BlackRock etc. Hoje o dinheiro é apenas uma informação no computador. Você dá ‘enter’ e transfere milhões, sem qualquer controle público sobre este processo. Outro dreno: o endividamento das famílias, que consome também 10% do PIB. Os juros de 25% ao ano pagos pelas pequenas e médias empresas (as grandes pegam dinheiro internacional a 3%), drenam mais 4% do PIB. A evasão fiscal (dinheiro que deveria entrar no país e não entra), mais 6%. Renúncias fiscais, mais 4% -sendo que essas renúncias podem ser até positivas, como tecnologias para a agricultura familiar, mas aqui costuma ser por amizade com políticos. A tudo isso você acrescenta o fato de que, no Brasil, desde 1995, lucros e dividendos são isentos de impostos. Eu pago 27%, mas os bilionários pagam 0%. Também a Lei Kandir isenta de impostos a produção para exportação de bens primários e semiprimários -os grandes frigoríficos, o agronegócio, a extração de minério, todos isentos de imposto. O ITR, Imposto Territorial Rural, também costuma não ser cobrado. Tudo somado representa um dreno financeiro da ordem de 30% do PIB. Todo esse dinheiro poderia ser investido em ferrovias, saneamento básico, saúde, educação etc.

    Folha – A falta de investimento em educação se reflete na falta de mão de obra qualificada
    Ladislau Dowbor – No Brasil, 21% têm curso superior. No Canadá, são 62%. É um desequilíbrio estrutural que demanda décadas, gerações para ser corrigido. Isso limita o investimento das empresas, o país deixa de gerar riquezas.

    'Selic em 15% faz bilionário ganhar R$ 400 mil por dia sem produzir nada', diz ex-consultor da ONU

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  • Após derrotas, Eduardo Bolsonaro mira contatos internacionais para impulsionar Flávio

    Após derrotas, Eduardo Bolsonaro mira contatos internacionais para impulsionar Flávio

    Em viagem ao Oriente Médio, os dois já registraram encontros com ao menos 16 autoridades, entre primeiros-ministros, presidentes, ministros e parlamentares.

    LAURA SCOFIELD
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Sem mandato na Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro tem utilizado a influência política que conseguiu após anos de construção de alianças na direita internacional para tentar impulsionar a candidatura de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Em viagem ao Oriente Médio, os dois já registraram encontros com ao menos 16 autoridades, entre primeiros-ministros, presidentes, ministros e parlamentares.

    A princípio, Flávio informou ao Senado que se afastaria do Brasil em missão oficial de 18 de janeiro a 7 de fevereiro e custearia a viagem com dinheiro público. Depois, o senador postergou a volta por mais cinco dias e afirmou que pagaria suas despesas com recursos próprios.

    Os irmãos já visitaram Israel e Bahrein e planejam seguir para os Emirados Árabes Unidos e para o Catar. Avaliam ainda viajar pela Europa, mas os países ainda não estão definidos. No início de janeiro, Flávio Bolsonaro também foi aos Estados Unidos, onde o irmão mora desde março de 2025.

    Ainda que tenha sido cassado no final do ano por excesso de faltas, Eduardo Bolsonaro continua sendo apresentado como parlamentar em eventos, como na Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada em Jerusalém.

    Sem mandato e após sofrer derrotas recentes na relação com Donald Trump, que depois de diálogo com Lula diminuiu o impacto das tarifas e revogou a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes, Eduardo Bolsonaro agora foca em apresentar o irmão a lideranças internacionais da direita com foco em sua pré-candidatura ao Planalto.

    “Senhoras e senhores, eu discurso hoje não só como senador, mas como pré-candidato a presidente do Brasil”, afirmou Flávio em discurso na conferência em Israel, na última terça-feira (27).
    Disse ainda que os Estados Unidos ajudaram a “construir um novo modelo de cooperação internacional” e uma nova fase para a América Latina.

    Em Israel, os irmãos se encontraram o primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu; o presidente, Isaac Herzog; e o ministro de Combate ao Antissemitismo, Amichai Chikli, com quem gravaram um vídeo no qual Eduardo chama integrantes do Hamas de “selvagens”.

    Os dois também estiveram com outras autoridades, como o ex-primeiro-ministro da Áustria Sebastian Kurz, o primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, e o embaixador argentino Axel Wahnish. A foto que postaram com o embaixador foi compartilhada pelo presidente da Argentina, Javier Milei.

    Os irmãos ainda publicaram fotos com ao menos seis deputados do Parlamento Europeu, como os espanhóis Hermann Tertsch e Jorge Buxadé, do partido Vox, o português Pedro Frazão, vice-presidente do Chega, e o polonês Dominik Tarczynski. Após o encontro, Tarczynski fez uma publicação em que defende a eleição de Flávio em 2026.

    Em Bahrein, estiveram com o primeiro-ministro e príncipe herdeiro, Salman bin Hamad bin Isa Al Khalifa, com o príncipe Sheikh Khalid bin Hamad Al Khalifa, e com o parlamentar Hassan Ibrahim Hassan. De acordo com o senador, os compromissos são voltados “ao diálogo institucional, à cooperação internacional e à troca de experiências em temas estratégicos”.

    A aproximação de Flávio Bolsonaro com as articulações internacionais de Eduardo marca uma virada na trajetória política do senador, que não participou das principais comitivas parlamentares lideradas por Eduardo desde 2024 para denunciar a suposta existência de uma “ditadura” no país e pedir por sanções contra o país.

    Depois que Jair Bolsonaro (PL) deixou a Presidência, o senador fez apenas três viagens internacionais em missão oficial: foi a um seminário promovido por bolsonaristas na Espanha e a uma conferência na Itália e visitou prisões em El Salvador.

    O senador não integrou, por exemplo, a comitiva bolsonarista a Washington que envolveu ao menos 15 parlamentares em abril passado. Entre eles, estiveram os deputados Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Rodrigo Valadares (União Brasil-SE), que agora acompanham os irmãos na viagem ao Oriente Médio.

    Eduardo foi denunciado em setembro passado sob a acusação de tentar intervir nos processos do ex-presidente. Em novembro, Moraes determinou o cancelamento do passaporte diplomático dele.

    “A articulação internacional é central para a extrema direita e para o bolsonarismo, porque a ascensão da ultradireita é um fenômeno global”, afirma o professor de relações internacionais e coordenador do Observatório da Extrema Direita, David Magalhães.

    Ele avalia que o respaldo que Flávio busca com as autoridades estrangeiras pode beneficiá-lo tanto internacionalmente, ao “reduzir o custo político” de posições radicais, quanto nacionalmente, ao construir uma “imagem de pertencimento a um campo político global” para os apoiadores mais ideológicos.

    Nesse processo, o professor considera que Eduardo é essencial, em função do “capital político que ele acumulou ao longo dos últimos anos”. “O que se observa agora é uma tentativa de transferir parte desse capital político, dessas conexões e dessa legitimidade internacional para Flávio Bolsonaro, apresentando-o como herdeiro e continuidade dessa articulação internacional já consolidada”, finaliza.

    Após derrotas, Eduardo Bolsonaro mira contatos internacionais para impulsionar Flávio

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  • Flamengo e Corinthians se enfrentam na Supercopa Rei 2026

    Flamengo e Corinthians se enfrentam na Supercopa Rei 2026

    Flamengo e Corinthians medem forças na decisão da Supercopa Rei neste domingo, 1º, na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília. O duelo, marcado para às 16h, reúne os dois clubes de maior torcida no País, mas que vivem momentos distintos no que diz respeito às finanças. Enquanto o rubro-negro carioca nada de braçada em rios de dinheiro e tornou-se o primeiro clube nacional a ultrapassar a marca de R$ 2 bilhões em receita, os paulistas buscam soluções para estancar a sangria nos cofres e se aproximam de uma dívida de R$ 3 bi.

    Às vésperas do confronto na capital federal, duas notícias marcaram a semana dos finalistas. Na quarta-feira, o Flamengo anunciou o retorno de Lucas Paquetá ao futebol brasileiro depois de oito anos na Europa. O clube concordou em pagar 42 milhões de euros (cerca de R$ 260 milhões na cotação atual) e protagonizou a contratação mais cara da história do País, ultrapassando a de Gerson pelo Cruzeiro, estipulada em 27 milhões de euros (R$ 187 milhões), realizada semanas antes.

    No dia anterior, o Corinthians divulgou balancete informando um déficit de R$ 247,8 milhões no acumulado de 11 meses em 2025 – valor próximo do que o Flamengo pagou por Paquetá -, ano em que foi campeão Paulista e da Copa do Brasil. O total do passivo chegou aos R$ 2,8 bi de maneira inédita e a dívida, a cada dia que passa, torna-se mais difícil de ser controlada. A diretoria busca recursos para honrar compromissos a curto prazo e pregou uma política de austeridade para este ano, diminuindo custos e negociando atletas para aliviar a folha de pagamento.

    Cada clube terá direito a R$ 6,35 milhões, valor que foi incrementado em R$ 300 mil em comparação aos R$ 6,05 milhões pagos a Flamengo e Botafogo na edição de 2025. O vencedor receberá também US$ 1 milhão (R$ 5,25), verba enviada pela Conmebol à CBF. Se para os cariocas a quantia serve para incrementar ainda mais as finanças, para os paulistas trata-se de dinheiro para capital de giro e pagamento de compromissos imediatos.

    Independentemente do momento financeiro, ambos os times precisam dar uma resposta ao torcedor no domingo. O Corinthians vem de derrota para o Bahia, por 2 a 1, na estreia do Brasileirão, em partida disputada na Vila Belmiro, resultado que irritou a torcida, que entoou os cantos de \”domingo é guerra\” nas arquibancadas. Os comandados de Dorival Júnior estão na zona de classificação às quartas de final do Paulistão, mas ainda têm compromissos importantes antes do fim da fase de grupos, como Palmeiras e São Bernardo.

    Campeão Brasileiro e da Libertadores, o Flamengo teve um início de temporada muito aquém do esperado. Além de ter sido derrotado pelo São Paulo, por 2 a 1, depois de sair na frente do placar, no MorumBis, o time rubro-negro vive situação dramática no Carioca. O clube corre sério risco de jogar o quadrangular contra o rebaixamento depois de acumular apenas uma vitória em cinco jogos, três delas disputadas com a equipe sub-20, como previa o planejamento da diretoria.

    Os titulares e o técnico Filipe Luís foram acionados para os clássicos, o que gerou o triunfo diante do Vasco, mas não impediu o revés diante do Fluminense.

    \”Somos uma equipe altamente qualificada, jogadores com muita qualidade e nível. E que costumam errar pouco. Aconteceram erros nos últimos jogos que acabaram em gols. Isso temos que tentar evitar, corrigir e treinar para voltar ao caminho das vitórias. É um grupo que está acostumado a ganhar. Vamos ter que levantar rápido para recuperar a confiança e jogar bem a final\”, analisou Filipe Luís, depois do jogo contra o São Paulo.

    Diferentemente do Flamengo, o Corinthians está jogando com o elenco principal desde o início do Paulistão, com Dorival alternando titulares e reservas para preservar os jogadores neste início de temporada. Para a decisão da Supercopa, o time alvinegro deve ir a campo com uma escalação semelhante à utilizada na derrota para o Bahia, com Rodrigo Garro, Memphis e Yuri Alberto na frente.

    \”Não tivemos tempo de preparação, temos que ter todo o cuidado possível. Dentro de todos os jogos que fizemos, nós nos preocupamos muito com tudo isso. Nenhum dos jogadores jogou três partidas seguidas, vamos tentar colocar o que temos de melhor em campo no domingo. Estamos nos preparando para termos os jogadores descansados para um jogo de grande importância\”, argumentou Dorival, após o duelo com o Bahia.

    O Flamengo controlou a minutagem de alguns de seus principais jogadores, como Jorginho e De Arrascaeta, e deve ir a campo com a cavalaria. Lucas Paquetá, que assinou contrato na tarde de sexta-feira, está regularizado e será opção no banco de reservas mesmo tendo realizado apenas um treino com os demais companheiros.

    Esta será apenas a terceira final entre Flamengo e Corinthians na história, com um título para cada lado. Em 1991, os paulistas venceram a antiga Supercopa do Brasil, por 1 a 0, com gol de Neto. Em 2022, os cariocas levaram a melhor nas penalidades e ficaram com o troféu da Copa do Brasil. Pesa contra o time alvinegro ter vencido apenas 3 dos últimos 20 confrontos entre as equipes, com 5 empates e 12 vitórias da equipe rubro-negra.

    A expectativa é de bom público no Mané Garrincha, cuja capacidade é de aproximadamente 70 mil pessoas. Até sexta-feira, restavam poucos ingressos para a final em Brasília, com valores entre R$ 398,00 e R$ 798,00. Cerca de 100 ônibus com torcedores do Corinthians deslocaram-se à capital federal para acompanhar a decisão da Supercopa – aproximadamente 70 somente saindo de SP. Antes de a bola rolar, os torcedores presentes assistirão ao show de abertura do cantor e compositor pernambucano João Gomes.

    FICHA TÉCNICA

    FLAMENGO X CORINTHIANS

    FLAMENGO – Rossi; Varela, Léo Pereira, Léo Ortiz e Alex Sandro; Pulgar, Jorginho, Plata, Arrascaeta e Carrascal; Pedro. Técnico: Filipe Luís.

    CORINTHIANS – Hugo Souza; Matheuzinho, Gustavo Henrique, André Ramalho (Gabriel Paulista) e Matheus Bidu; Raniele, Carrillo, Breno Bidon e Rodrigo Garro; Memphis e Yuri Alberto. Técnico: Dorival Júnior.

    ÁRBITRO – Rafael Rodrigo Klein (RS).

    HORÁRIO – 16h.

    LOCAL – Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília (DF).

    Flamengo e Corinthians se enfrentam na Supercopa Rei 2026

  • Sob ataque no caso Master, BC vive clima de desconfiança com investigação interna

    Sob ataque no caso Master, BC vive clima de desconfiança com investigação interna

    De acordo com relatos de funcionários do BC, ouvidos sob condição de anonimato, as informações sobre o tema estão restritas a um grupo de servidores, e essa opacidade gera questionamentos e incertezas sobre a conduta de funcionários do banco. A maior preocupação relatada é que o BC e o seu corpo técnico se transformem em bode expiatório em meio à troca de acusações no caso.

    NATHALIA GARCIA E ADRIANA FERNANDES
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Banco Central vive um clima de desconfiança entre os servidores depois da abertura de uma investigação interna, a pedido do presidente Gabriel Galípolo, para apurar eventuais falhas no processo de supervisão e fiscalização do Banco Master.

    De acordo com relatos de funcionários do BC, ouvidos sob condição de anonimato, as informações sobre o tema estão restritas a um grupo de servidores, e essa opacidade gera questionamentos e incertezas sobre a conduta de funcionários do banco. A maior preocupação relatada é que o BC e o seu corpo técnico se transformem em bode expiatório em meio à troca de acusações no caso.

    O órgão regulador é conhecido pelo seu forte corporativismo e foi difícil até mesmo formar os membros da comissão de sindicância, de acordo com relatos obtidos pela reportagem.

    Com o avanço da investigação, o chefe do departamento de Supervisão Bancária, Belline Santana, e o chefe-adjunto da área, Paulo Souza, entregaram seus cargos de confiança. A saída foi oficializada na quinta-feira (29) no DOU (Diário Oficial da União).

    Para um servidor da autoridade monetária, não está claro se os colegas deixaram suas funções comissionadas para permitir um avanço mais imparcial das investigações pela corregedoria do BC ou se eles foram obrigados a deixar os cargos de confiança porque já foi identificada alguma falha pela sindicância.

    O risco de resistências do chamado “RH do BC” [recursos humanos] à abertura da sindicância entrou no radar de Galípolo ao pedir a investigação interna após a liquidação do banco Master.

    Mas não há até o momento um sentimento generalizado de apoio ou de repulsa ao escrutínio que está sendo conduzido a pedido do presidente do órgão. No quadro funcional, muitos estão desconfiados e tentando entender o que, de fato, aconteceu no escândalo envolvendo o Banco Master e seus desdobramentos.

    Servidores questionam, por outro lado, se o intuito do descomissionamento dos chefes do departamento de Supervisão Bancária tenha sido para preservar a investigação, uma vez que o atual diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, não se afastou.

    Outro interlocutor relata o sentimento de insegurança, sobretudo em departamentos envolvidos diretamente no caso Master. Na visão dele, o sigilo em torno dos motivos para abertura da investigação leva a crer que o objetivo final da sindicância é apontar culpados, e a falta de proteção legal é prejudicial para o trabalho da autarquia.

    Entre dirigentes do setor bancário, a leitura da decisão do presidente do BC foi a de que ele é o primeiro a ter interesse em identificar o que aconteceu para que não haja dúvidas sobre a condução técnica do caso. Outra percepção é que Galípolo não autorizaria essa sindicância se não tivesse seguro de que ela vai trazer resultados positivos para o BC, inclusive de aprendizado.

    Até o momento, não há acusações formais contra os dois servidores afastados do BC. De acordo com uma fonte a par dos procedimentos, a análise não é uma caça às bruxas. O plano é usar o episódio envolvendo o caso Master como uma autópsia para aperfeiçoar procedimentos e condutas se eventos semelhantes vierem a ocorrer no futuro.

    O processo está sendo conduzido sob sigilo pela corregedoria do BC. Ainda não há prazo para o término da investigação. Havia a expectativa de que um primeiro relatório fosse elaborado até o fim de fevereiro, mas a área tem total autonomia no caso, e a análise pode levar mais tempo em caso de desdobramentos e novas sindicâncias.

    Em nota, a ANBCB (Associação Nacional dos Auditores do Banco Central), que representa uma parcela dos servidores, disse seguir acompanhando com atenção as investigações em curso relacionadas ao caso Master e confiar no trabalho “técnico, colegiado e responsável” do BC.

    Segundo a entidade, os servidores atuam com base em processos “formais, documentados e colegiados”, especialmente em áreas sensíveis como fiscalização, supervisão e resolução de instituições financeiras.

    “Esses procedimentos incluem mecanismos permanentes de controle interno, rastreabilidade decisória, auditoria e prestação de contas, que amparam a correção técnica das decisões e permitem seu contínuo aperfeiçoamento institucional”, afirma.

    “Avaliações conclusivas e eventuais responsabilizações devem ocorrer nos foros competentes, com base em fatos apurados, provas documentadas e pleno respeito ao devido processo institucional”, acrescenta.

    Sob ataque no caso Master, BC vive clima de desconfiança com investigação interna

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  • Bolsonaro é elogiado por Epstein em novos emails: "Mudou o jogo"

    Bolsonaro é elogiado por Epstein em novos emails: "Mudou o jogo"

    Em uma mensagem datada de 8 de outubro de 2018 e citada pela emissora britânica BBC, Epstein teria escrito: “Bolsonaro mudou o jogo. Nenhum refugiado quer entrar. Bruxelas não lhe diz o que fazer. Ele só precisa reativar a economia. MASSIVO”.

    Uma troca de e-mails atribuída a Jeffrey Epstein, criminoso sexual condenado nos Estados Unidos que morreu na prisão em 2019, e a Steve Bannon, ex-estrategista político e ex-conselheiro do então presidente norte-americano Donald Trump, traz uma série de comentários elogiosos ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro. Em uma mensagem datada de 8 de outubro de 2018 e citada pela emissora britânica BBC, Epstein teria escrito: “Bolsonaro mudou o jogo. Nenhum refugiado quer entrar. Bruxelas não lhe diz o que fazer. Ele só precisa reativar a economia. MASSIVO”.

    Na sequência da conversa, Bannon afirma ter proximidade com o núcleo político de Bolsonaro e relata que foi convidado para atuar como conselheiro. “Eles querem-me como conselheiro. Devo fazê-lo?”, questiona. Epstein responde com a frase: “É o argumento ‘reino no inferno’ outra vez”. No mesmo período, Bannon declarou apoio público a Bolsonaro, e os dois também discutiram a possibilidade de viajar ao Brasil para reforçar o apoio à candidatura. “Se estás confiante na vitória de Bolsonaro, pode ser bom a tua marca se fosses visto lá”, escreveu Epstein.

    Em outro trecho, Epstein demonstrou incômodo com o fato de Bolsonaro ter classificado como “fake news” uma suposta associação com Bannon. À época, Eduardo Bolsonaro afirmou à imprensa que Bannon estaria disponível para auxiliar a família, declaração posteriormente rechaçada por Jair Bolsonaro. Sobre isso, Bannon comentou: “Tenho de manter esta coisa do Jair nos bastidores”. E acrescentou: “O meu poder vem do facto de não ter ninguém para me defender”.

    Lula também aparece citado nos e-mails. Epstein orientou Bannon a evitar comentários sobre Bolsonaro em um encontro com Noam Chomsky no Arizona, mencionando a proximidade de Chomsky com Lula. “A mulher dele é brasileira, por isso vai com calma ao falar de Bolsonaro. Eles são amigos do Lula. Mas ele é uma figura icónica e não se deve perder a oportunidade de conversar sobre história e política. Vou colocar-vos em contacto por e-mail para que possam coordenar diretamente”.

    A relação entre Chomsky e Epstein já havia sido mencionada em outros documentos divulgados anteriormente, assim como referências a Lula. Em um e-mail de dezembro de 2018, Chomsky descreveu Lula a Epstein como “o prisioneiro político mais importante do Mundo” e relatou uma visita feita ao ex-presidente durante o período em que esteve preso.

    Bolsonaro é elogiado por Epstein em novos emails: "Mudou o jogo"

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  • Carlos Alcaraz derrota Djokovic e conquista o Aberto da Austrália

    Carlos Alcaraz derrota Djokovic e conquista o Aberto da Austrália

    Carlos Alcaraz reforçou ainda mais o seu nome na história do tênis na manhã deste domingo ao derrotar Novak Djokovic na tão aguardada final do Aberto da Austrália. Com a vitória, o espanhol tornou-se o tenista mais jovem de todos os tempos a conquistar os quatro títulos de Grand Slam, aos 22 anos, oito meses e 27 dias.

    Atual número 1 do ranking mundial, Alcaraz entrou na Rod Laver Arena, em Melbourne, como favorito natural ao título. No entanto, o quarto colocado do ranking da ATP — que já havia vencido o torneio dez vezes ao longo da carreira — não facilitou a tarefa e chegou a vencer o primeiro set por 6-2.

    Apesar disso, o espanhol deixou claro que não estava disposto a deixar escapar a oportunidade. Alcaraz venceu os três sets seguintes por 6-2, 6-3 e 7-5, encerrando um verdadeiro duelo de gigantes que durou pouco mais de três horas e encantou os milhares de fãs do esporte presentes no estádio.

    Carlos Alcaraz derrota Djokovic e conquista o Aberto da Austrália

  • Homem acusado de perseguir atriz Danni Suzuki por 10 anos é preso

    Homem acusado de perseguir atriz Danni Suzuki por 10 anos é preso

    A Justiça havia expedido, em dezembro, um mandado de prisão preventiva contra ele. Após ter se apresentado aos agentes, o homem foi encaminhado ao Centro de Triagem do município, onde segue detido.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um homem de 37 anos foi preso, na manhã de sexta-feira (30), acusado de perseguir e ameaçar de morte a atriz Danni Suzuki. A prisão aconteceu em Campo Limpo Paulista, no interior de São Paulo, após o homem ter se apresentado à polícia acompanhado de seu advogado.

    A Justiça havia expedido, em dezembro, um mandado de prisão preventiva contra ele. Após ter se apresentado aos agentes, o homem foi encaminhado ao Centro de Triagem do município, onde segue detido.

    A reportagem não conseguiu localizar e contatar a defesa do homem, que não teve o nome divulgado.

    Danni Suzuki diz que adiou a abertura de um boletim de ocorrência por acreditar que ele estava atravessando um momento delicado, possivelmente com dificuldades ligadas à saúde mental

    “Com o passar do tempo tornou inevitável buscar ajuda. O que começou como uma postura de admiração pela minha trajetória profissional e pessoal evoluiu para mensagens com ameaças, inclusive de morte, inicialmente direcionadas a mim e, posteriormente, a familiares, amigos e até parceiros de trabalho”, diz a atriz, em nota.

    “A escalada de violência, mesmo sem qualquer resposta da minha parte, e a persistência desse comportamento evidenciaram a gravidade da situação, e entendi que precisava agir não apenas pela minha segurança, mas principalmente pela segurança das pessoas que amo.”

    Depois que a atriz abriu o boletim de ocorrência, o homem foi enquadrado no crime de “stalking”, ou seja, de perseguição.

    Situação similar ocorreu com a atriz Isis Valverde, perseguida por mais de duas décadas por um homem, preso em dezembro do ano passado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. A ação foi conduzida por agentes da Delegacia Antissequestro (DAS) e ocorreu no condomínio onde a atriz mora, no bairro do Joá, na zona oeste da capital fluminense.

    Segundo a corporação, o suspeito, que não teve o nome divulgado, vinha intensificando o comportamento invasivo desde janeiro de 2025, o que levou a atriz a procurar a polícia. A partir da denúncia, a DAS instaurou um inquérito e passou a monitorar as movimentações do homem, que tentou se aproximar da vítima em ao menos três vezes.

    Homem acusado de perseguir atriz Danni Suzuki por 10 anos é preso

  • Divulgada selfie de turista antes de ser atacada por leopardo-das-neves

    Divulgada selfie de turista antes de ser atacada por leopardo-das-neves

    A selfie, que passou a circular nas redes sociais, mostra a mulher de costas para o animal, que aparece ao fundo a uma distância aproximada de três metros.

    A turista atacada por um leopardo-das-neves no Geoparque Global da Unesco de Keketuohai, localizado em Funyun, na China, registrou momentos antes do incidente a última imagem conhecida antes do ataque. A selfie, que passou a circular nas redes sociais, mostra a mulher de costas para o animal, que aparece ao fundo a uma distância aproximada de três metros, segundo informações do jornal Telegraph. Ela havia saído para esquiar quando fez a fotografia, sem perceber a proximidade do felino.

    Outras imagens, registradas por testemunhas, revelam a gravidade da situação. Nos vídeos, a turista aparece sendo imobilizada pelo leopardo-das-neves sobre a neve, até que recebe ajuda. O ataque ocorreu no dia 23 de janeiro e só foi interrompido graças à ação de um instrutor de esqui, que conseguiu afastar o animal utilizando bastões.

    Após o ocorrido, a vítima foi encaminhada para um hospital da região. As autoridades informaram que seu estado de saúde é estável e que o uso de capacete foi fundamental para evitar ferimentos mais graves. Na véspera do ataque, hóspedes e funcionários de um hotel próximo já haviam relatado o avistamento de um leopardo-das-neves circulando pela área, possivelmente em busca de alimento. O proprietário do local, no entanto, afirmou que não há confirmação de que se trate do mesmo animal envolvido no incidente.

    Segundo autoridades locais, alertas vinham sendo feitos a moradores e turistas sobre a presença desses felinos no Vale das Gemas, em Keketuohai. As recomendações incluíam não sair dos veículos, evitar fotografar os animais e não circular sozinho pela região.

    “São grandes predadores e podem reagir de forma agressiva quando se sentem ameaçados”, disse o comunicado.

    A organização Snow Leopard Trust estima que cerca de 60% da população mundial de leopardos-das-neves esteja na China. Embora a espécie seja classificada como vulnerável e habite 12 países da Ásia Central, ataques a humanos são considerados extremamente raros. 

     

    Divulgada selfie de turista antes de ser atacada por leopardo-das-neves

  • Jonas Sulzbach é indicado ao paredão do BBB 26 por Babu Santana, Marcelo Alves e Juliano Floss

    Jonas Sulzbach é indicado ao paredão do BBB 26 por Babu Santana, Marcelo Alves e Juliano Floss

    Babu e Marcelo haviam atendido às ligações do Big Boss na sexta-feira (30). O terceiro Big Fone tocou durante a edição ao vivo deste sábado. Juliano, que passou todo o dia perto de um dos aparelhos telefônicos da casa intuindo que ele tocaria mais uma vez, foi o mais rápido.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Jonas Sulzbach está no paredão desta semana no BBB 26 (Globo). Ele foi indicado neste sábado (31) em consenso pelos três participantes que atenderam o Big Fone: Babu Santana, Marcelo Alves e Juliano Floss.

    Babu e Marcelo haviam atendido às ligações do Big Boss na sexta-feira (30). O terceiro Big Fone tocou durante a edição ao vivo deste sábado. Juliano, que passou todo o dia perto de um dos aparelhos telefônicos da casa intuindo que ele tocaria mais uma vez, foi o mais rápido.

    Ainda durante o programa ao vivo, os três participantes tiveram que ir até o confessionário para decidir juntos o nome de uma pessoa para ser enviada para a berlinda.

    Jonas Sulzbach é indicado ao paredão do BBB 26 por Babu Santana, Marcelo Alves e Juliano Floss