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  • O que mostram os novos documentos do caso Epstein divulgados pelos EUA?

    O que mostram os novos documentos do caso Epstein divulgados pelos EUA?

    O Departamento de Justiça norte-americano divulgou novos documentos dos arquivos de Jeffrey Epstein, o criminoso sexual que foi detido em 2019 por tráfico sexual.

    O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou, na sexta-feira, novos documentos dos arquivos de Jeffrey Epstein, criminoso sexual que foi preso em 2019 por tráfico sexual.

    Ao todo, foram tornadas públicas cerca de três milhões de páginas, 180 mil imagens e dois mil vídeos, após o departamento não cumprir um prazo anterior estabelecido por lei pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que determinava a divulgação pública de todos os documentos relacionados a Epstein.

    “A divulgação de hoje [sexta-feira] marca o fim de um processo extremamente abrangente de identificação e revisão de documentos para garantir transparência ao povo americano e conformidade com a lei”, afirmou o vice-procurador-geral Todd Blanche, citado pela BBC.

    Os novos documentos incluem detalhes sobre o período em que Jeffrey Epstein esteve preso — incluindo um relatório psicológico —, além de informações relacionadas à sua morte e registros de investigações sobre Ghislaine Maxwell, condenada por ajudar Epstein no tráfico sexual de menores.

    Também há centenas de páginas de e-mails trocados entre Epstein e diversas personalidades norte-americanas e internacionais, incluindo Donald Trump. A maioria das mensagens data de mais de uma década atrás e revela relações mantidas pelo criminoso sexual.

    Vale lembrar que Epstein já havia sido preso em 2008, na Flórida, por aliciar uma menina de 14 anos com o objetivo de manter relações sexuais.

    O que consta nos documentos agora divulgados?

    Donald Trump é citado diversas vezes (há denúncia de abuso de menor)
    O nome do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aparece repetidamente nos documentos tornados públicos. Trump e Epstein mantiveram uma amizade por vários anos, embora o republicano afirme que os dois romperam relações e que desconhece qualquer crime sexual cometido pelo magnata.

    Entre os novos arquivos está uma lista compilada pelo FBI no ano passado com alegações feitas contra Donald Trump. As denúncias foram encaminhadas por meio da linha direta do Centro Nacional de Operações contra Ameaças e parecem basear-se em acusações não verificadas, sem provas que as sustentem.

    A lista inclui diversas alegações de abuso sexual envolvendo Trump, Epstein e outras pessoas.

    Trump tem negado reiteradamente qualquer irregularidade relacionada a Epstein e nunca foi acusado formalmente por vítimas do criminoso sexual.

    A Casa Branca e o Departamento de Justiça afirmaram que “alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump, enviadas ao FBI pouco antes das eleições de 2020”.

    “Para deixar claro, as alegações são infundadas e falsas. Se tivessem qualquer credibilidade, certamente já teriam sido usadas como arma política contra o presidente”, disseram em nota.

    “Qual é o dia ou a noite de festa mais animada na ilha?”

    Outro nome que surge nos documentos é o do bilionário Elon Musk, após a divulgação de trocas de e-mails com Epstein. O empresário já havia declarado que foi convidado pelo magnata para visitar sua ilha, convite que teria recusado.

    No entanto, os e-mails indicam que Musk discutiu viagens à ilha de Epstein em mais de uma ocasião, incluindo em 2012, quando perguntou: “Qual é o dia ou a noite de festa mais animada na sua ilha?”

    As mensagens, datadas de novembro de 2012, mostram Epstein perguntando a Musk quantas pessoas precisariam de transporte de helicóptero até a ilha. Em resposta, o bilionário afirmou que viajariam apenas ele e sua então esposa, Talulah Riley.

    Em dezembro do mesmo ano, outro e-mail mostra Musk perguntando se Epstein teria alguma festa planejada, dizendo que precisava “se soltar”.

    “Este ano tenho trabalhado até o limite da sanidade e, assim que meus filhos voltarem para casa depois do Natal, quero muito me divertir em St. Barts ou em outro lugar”, escreveu Musk, acrescentando que uma “experiência tranquila em uma ilha” era o oposto do que desejava.

    No ano seguinte, Musk e Epstein voltaram a trocar mensagens discutindo uma possível visita à ilha, incluindo datas e detalhes logísticos.

    Apesar disso, não há qualquer prova de que Elon Musk tenha efetivamente visitado a ilha de Epstein.

    Bill Gates rejeita alegações: “Completamente falsas”

    O nome de Bill Gates já havia surgido anteriormente nos arquivos. Agora, um porta-voz do cofundador da Microsoft comentou as alegações incluídas nos documentos, que mencionam que Gates teria contraído uma doença sexualmente transmissível, classificando-as como “absolutamente absurdas e completamente falsas”.

    Há dois e-mails datados de 18 de junho de 2013 que parecem ter sido escritos por Epstein, embora não se saiba se chegaram a ser enviados a Gates, já que ambos retornaram.

    Um dos e-mails, em formato de carta de demissão da Fundação Bill e Melinda Gates, menciona a necessidade de fornecer medicamentos a Gates “para lidar com as consequências de relações sexuais com garotas russas”. O outro volta a citar uma doença sexualmente transmissível, alegando que Gates estaria encobrindo o problema e que Melinda Gates também teria sido infectada.

    “Essas alegações — vindas de um mentiroso comprovadamente ressentido — são absolutamente absurdas e completamente falsas”, afirmou o porta-voz.

    Ele acrescentou: “O que esses documentos mostram é a frustração de Epstein por não manter um relacionamento contínuo com Gates e até onde ele estaria disposto a ir para armar uma armadilha e difamá-lo”.

    Jeffrey Epstein enviou dinheiro ao marido de Peter Mandelson

    Outros e-mails mostram que Epstein enviou cerca de 10 mil dólares (aproximadamente 8 mil euros) ao brasileiro Reinaldo Ávila da Silva, marido do britânico Peter Mandelson.

    Em uma das mensagens, Ávila da Silva detalha os custos de um curso de osteopatia, fornece seus dados bancários e agradece a Epstein por “qualquer ajuda que possa oferecer”.

    Horas depois, Epstein responde informando que faria a transferência.

    Peter Mandelson também trocou e-mails com o magnata norte-americano. Em um deles, o britânico pede para se hospedar em uma das propriedades de Epstein.

    As mensagens são de 16 de junho de 2009, período em que Epstein cumpria pena de prisão por aliciar uma menor para prostituição. Durante esse tempo, ele tinha autorização para trabalhar em seu escritório durante o dia e retornar à prisão à noite.

    Peter Mandelson foi nomeado embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos em dezembro de 2024, mas foi afastado menos de um ano depois, quando vieram a público suas trocas de e-mails com Epstein.

    O britânico afirmou posteriormente que se arrepende da amizade com Epstein, dizendo que nunca presenciou irregularidades e que “acreditou em suas mentiras”.

    Andrew, ex-duque de York, volta ao centro da polêmica

    Andrew Mountbatten-Windsor volta a ser citado nos arquivos de Jeffrey Epstein, com quem mantinha uma relação próxima.

    Entre os documentos, há e-mails trocados entre Epstein e uma pessoa identificada como “O Duque”, que se acredita ser o ex-príncipe Andrew, tratando de um jantar no Palácio de Buckingham, onde haveria “muita privacidade”.

    Em outro e-mail, Epstein convida Andrew a conhecer uma mulher russa de 26 anos. A correspondência, assinada com a letra “A”, data de agosto de 2010.

    Há ainda mensagens que parecem indicar uma troca de e-mails entre Epstein e Sarah Ferguson, ex-esposa de Andrew.

    Ferguson se refere a Epstein como uma “lenda” e afirma: “Estou muito orgulhosa de você”.

    O Departamento de Justiça dos Estados Unidos iniciou a divulgação dos arquivos sobre Jeffrey Epstein — criminoso sexual condenado e financista bilionário conhecido por suas conexões com algumas das pessoas mais influentes do mundo.

    A divulgação inclui fotografias, registros de ligações telefônicas, depoimentos de júri e documentos que já eram de conhecimento público.

    Esses arquivos podem representar a análise mais detalhada até hoje de quase duas décadas de investigações governamentais sobre o abuso sexual de jovens mulheres e meninas menores de idade por Epstein.

    A liberação dos documentos vinha sendo exigida há anos pela opinião pública, interessada em saber se algum dos associados ricos e poderosos de Epstein tinha conhecimento — ou participação — nos abusos.

     

     

    O que mostram os novos documentos do caso Epstein divulgados pelos EUA?

  • Ex-príncipe Andrew flagrado em novas imagens com mulher

    Ex-príncipe Andrew flagrado em novas imagens com mulher

    Novos arquivos de Epstein revelam imagens do ex-príncipe Andrew na companhia de uma mulher não identificada, aumentando as controvérsias em torno do seu nome. Não se sabe onde nem quando foram captadas as fotografias.

    Novos arquivos relacionados a Jeffrey Epstein foram divulgados, e o ex-príncipe Andrew aparece em várias imagens ao lado de uma mulher não identificada.

    Nas fotos em questão (que podem ser vistas abaixo), Andrew Mountbatten-Windsor aparece agachado sobre uma mulher que está deitada de costas no chão, com os braços abertos.

    Em uma das imagens, o irmão do rei Charles III olha diretamente para a câmera; em outra, ele coloca a mão esquerda sobre o abdômen da mulher.

    Andrew está descalço e veste uma calça jeans, uma camisa polo branca e um relógio prateado. Há ainda uma terceira pessoa não identificada nas imagens, sentada em uma cadeira com os pés apoiados sobre uma mesa.

    Assim como ocorre com a maior parte do material divulgado nos arquivos de Epstein, não se sabe onde nem quando as imagens foram feitas, nem há contexto sobre a situação, segundo o jornal Daily Mail.

    Em dezembro de 2025, outra imagem de Andrew também foi divulgada, mostrando-o deitado no colo de cinco mulheres na residência da família real em Sandringham, em Norfolk, no Reino Unido.

    O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira, 30 de janeiro, mais de três milhões de documentos relacionados aos arquivos de Epstein. Entre eles, há uma denúncia contra Donald Trump por abuso de menor.

    Os arquivos também incluem uma conversa entre Andrew e Jeffrey Epstein, na qual o filho da rainha Elizabeth II convida Epstein para jantar no Palácio de Buckingham poucos dias após o fim de sua prisão domiciliar. Andrew teria afirmado que, dessa forma, teriam “muita privacidade”.

    Vale lembrar que a controversa relação de Andrew com Jeffrey Epstein resultou na perda total de seus títulos reais. O irmão de Charles III é acusado de ter mantido relações sexuais com uma menor por intermédio de Epstein, de quem era amigo, e atualmente está afastado de qualquer função na realeza britânica.

    Ex-príncipe Andrew flagrado em novas imagens com mulher

  • Nova-Iorquinos aderem a protesto contra ICE. "Vamos fechar tudo"

    Nova-Iorquinos aderem a protesto contra ICE. "Vamos fechar tudo"

    Nova Iorque juntou-se hoje a uma lista de várias metrópoles que acolhem manifestações em solidariedade com Minneapolis e que exigem a saída do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) das ruas dessa e de outras cidades norte-americanas. 

    Não podemos continuar nossas vidas como se nada tivesse acontecido, como se pessoas não estivessem sendo assassinadas por protestar ou perseguidas por serem imigrantes. Não vamos permitir que isso aconteça. Vamos parar tudo”, dizia, com o auxílio de um megafone, uma das oradoras do protesto em Nova York, sendo amplamente aplaudida pelos manifestantes.

    A organização convocou uma paralisação do trabalho, das escolas e do comércio como forma de protesto contra as operações agressivas do ICE em diversas cidades do país, com destaque para a gravidade da situação em Minneapolis, onde dois cidadãos norte-americanos foram mortos a tiros por agentes de imigração.

    “O chamado de Minnesota é claro: não pode haver negócios como de costume enquanto o ICE mata nossos vizinhos, sequestra nosso povo e aterroriza o país. Minnesota liderou o caminho na semana passada com uma greve geral massiva, reunindo mais de 100 mil pessoas. Agora é a nossa vez”, apelaram diversas organizações de defesa dos direitos dos imigrantes nas redes sociais.

    O ponto de encontro foi a Foley Square, a poucos metros da Prefeitura de Nova York e da sede do ICE na cidade.

    A sensação térmica girava em torno de 14 graus negativos em Nova York no momento do protesto, mas as baixas temperaturas não intimidaram os milhares de pessoas que atenderam ao chamado nacional por uma paralisação.

    Com a cidade ainda coberta de neve após a tempestade do último fim de semana, dezenas de jovens nova-iorquinos levaram pás e outros utensílios para tentar remover o gelo do local do protesto e, assim, evitar possíveis quedas dos manifestantes.

    “Cortem o financiamento do ICE!”, “Justiça por Alex Pretti {norte-americano morto no domingo por um agente de imigração}”, “Protestar contra o ICE não é crime”, “De Nova York a Minneapolis, todo o sistema é culpado” e “Sua coragem é suficiente para derreter o ICE” estavam entre as mensagens escritas nos cartazes erguidos na Foley Square.

    “Estou aqui hoje porque estou cansado de tudo isso. Quero que o ICE pare de matar pessoas. Também estou aqui em homenagem a Alex Pretti. Estou muito assustado com a situação que o povo de Minnesota está enfrentando”, disse à Lusa Jon, um nova-iorquino que preferiu não informar o sobrenome.

    “As ações do governo de Donald Trump estão cada vez mais fora de controle. Ele está obcecado por essa perseguição aos imigrantes”, acrescentou o homem de 46 anos.

    As mortes de Renee Good e Alex Pretti neste mês desencadearam uma onda de protestos nos Estados Unidos, levando o governo do presidente Donald Trump a afastar de Minneapolis Gregory Bovino, apontado como “comandante-chefe” das operações da Agência de Alfândegas e Proteção de Fronteiras, que retornou ao antigo posto em El Centro, na Califórnia.

    Após semanas de retórica agressiva e confrontos entre a polícia e manifestantes, Trump demonstrou nesta semana disposição para aliviar as tensões em Minneapolis. No entanto, segundo a imprensa local, não houve mudanças significativas na cidade.

    O aparente recuo não foi suficiente para tirar os manifestantes das ruas.

    Diversas empresas e pequenos negócios também aderiram ao chamado de paralisação iniciado em Minneapolis.

    Uma das empresas que aderiram foi a Plusable, que atua na área de relações públicas no estado de Nova Jersey e é liderada pelos luso-americanos Isabelle Coelho-Marques e Carlos Ferreira.

    “A Plusable se solidariza com a greve de 30 de janeiro. Esta não é uma posição partidária — é um apelo humano e cívico, em um momento em que o clima de apreensão no país ultrapassa divisões políticas e está afetando o espírito americano, com impactos reais na segurança e na economia”, afirmou à Lusa Carlos Ferreira, sócio-fundador da empresa.

    “Que este protesto sirva para estimular a reflexão e para que a administração atue com mais solidariedade, responsabilidade e senso de urgência”, concluiu.

    Nova-Iorquinos aderem a protesto contra ICE. "Vamos fechar tudo"

  • “É problema deles”. Jorge Jesus deixa aviso após vitória do Al Nassr

    “É problema deles”. Jorge Jesus deixa aviso após vitória do Al Nassr

    Jorge Jesus demonstrou, na noite de sexta-feira, estar especialmente satisfeito com a resposta da equipe na vitória do Al Nassr sobre o Al Kholood por 3 a 0, em partida válida pela 19ª rodada do Campeonato Saudita. Em entrevista coletiva, o treinador português também garantiu que não está preocupado com o desempenho dos rivais.

    “Não, nós não estamos preocupados. Eu e meus jogadores não estamos preocupados com o que os outros fazem. Estamos preocupados com o que o Al Nassr precisa fazer, que é vencer. Nós nos preparamos para jogar e ganhar, jogo a jogo. O que os outros adversários e rivais fazem é problema deles”, começou Jorge Jesus.

    “Nunca falei com a equipe, durante a semana, sobre se os nossos rivais haviam perdido pontos. Isso não é foco para mim. O que importa é o Al Nassr jogar para vencer, e foi isso que fizemos. Não nos preocupamos com os outros”, reforçou o treinador português, de 71 anos.

    Questionado sobre a diferença de rendimento da equipe do primeiro para o segundo tempo, Jorge Jesus admitiu que houve uma mudança de postura dos jogadores.

    “No primeiro tempo, não fomos uma equipe de raciocínio rápido, mas depois de conversar com os jogadores no intervalo, o desempenho mudou. Isso ficou claro no segundo tempo. O campeonato desta temporada será difícil e a concorrência é grande”, destacou.

    Sobre a ausência do croata Marcelo Brozovic, que pode estar de saída do Al Nassr, Jesus evitou relacionar o tema à falta de coordenação no meio-campo.

    “O que aconteceu hoje não tem nada a ver com a ausência do Brozovic. Ele é um jogador importante no equilíbrio defensivo, mas o problema no primeiro tempo foi que os atacantes não se esforçaram o suficiente”, ponderou.

    Como fica a disputa pelo título?

    O Al Nassr conquistou a quarta vitória consecutiva no campeonato e reduziu para quatro pontos a diferença em relação ao líder Al Hilal, equipe do português Rúben Neves. O atual campeão tropeçou nas duas últimas rodadas, empatando com Al-Qadisiya e Al Riyadh, o que permitiu a aproximação do Al Nassr, que havia liderado a competição nas primeiras rodadas.

    A equipe de Jorge Jesus, Cristiano Ronaldo e João Félix precisa seguir na perseguição, já que o Al Ahli aparece na terceira colocação com o mesmo número de pontos (43).

    Na próxima rodada, o Al Nassr visita o Al Riyadh, enquanto o Al Hilal enfrenta justamente o Al Ahli. O confronto será acompanhado de perto pelos três primeiros colocados, já que o principal beneficiado pode ser o Al Nassr.

    Vale destacar que Jorge Jesus está em sua primeira temporada no comando do Al Nassr, após ter dirigido o Al Hilal nas duas temporadas anteriores, período em que conquistou o título nacional. Até o momento, o ex-treinador de Benfica e Sporting soma 22 vitórias em 28 jogos à frente do Al Nassr.

    “É problema deles”. Jorge Jesus deixa aviso após vitória do Al Nassr

  • Fevereiro terá bandeira verde na conta de luz, sem cobrança extra

    Fevereiro terá bandeira verde na conta de luz, sem cobrança extra

    Segundo a agência, as chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro em relação ao início do mês, o que possibilitou uma recuperação do nível dos reservatórios das hidrelétricas

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) disse nesta sexta-feira (30) que vai aplicar a bandeira verde na conta de luz em fevereiro, segundo mês consecutivo nesse patamar. Com isso, o ano continua sem taxa extra no consumo de energia após meses de cobranças adicionais em 2025.

    Segundo a agência, as chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro em relação ao início do mês, o que possibilitou uma recuperação do nível dos reservatórios das hidrelétricas

    “Dessa forma, não será necessário despachar as usinas termelétricas mais caras”, disse a Aneel, em comunicado.

    Antes de janeiro, a última vez em que a bandeira verde havia sido aplicada havia sido em abril de 2025. Desde então, as cores vinham oscilando entre amarela e vermelha (nos patamares 1 e 2). A chegada do período chuvoso, entre o fim do ano e o começo do seguinte, costuma dar alívio ao cenário.

    O sistema de bandeiras tarifárias na conta de luz, que permite repassar mensalmente aos consumidores os maiores custos do país com a geração de energia, completou dez anos de implementação em 2025.

    O mecanismo faz com que preços maiores para gerar energia, sobretudo pelo menor volume de água nas hidrelétricas, sejam transmitidos de forma mais imediata à famílias para que elas, informadas do maior custo, consumam de maneira mais consciente.

    ENTENDA MAIS SOBRE AS BANDEIRAS TARIFÁRIAS

    – Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo
    – Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,01885 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos
    – Bandeira vermelha – Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,04463 para cada quilowatt-hora consumido
    – Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,07877 para cada quilowatt-hora consumido

    Fevereiro terá bandeira verde na conta de luz, sem cobrança extra

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Tenho de manter essa coisa de Bolsonaro nos bastidores, disse Steve Bannon em mensagem no caso Epstein

    Tenho de manter essa coisa de Bolsonaro nos bastidores, disse Steve Bannon em mensagem no caso Epstein

    Tenho de manter essa coisa de Bolsonaro nos bastidores, disse Steve Bannon em mensagem no caso Epstein

    GUILHERME BOTACINI
    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Steve Bannon, um dos principais ideólogos e estrategistas da ultradireita global, afirmou que precisava “manter essa coisa do Jair [Bolsonaro] nos bastidores” em diálogo que consta nos lotes de arquivos do caso de Jeffrey Epstein, financista morto em 2019, divulgados pelo governo de Donald Trump nesta sexta (30).

    No documento, que aparenta ser um chat de mensagens e é datado de 12 de outubro de 2018 -cinco dias após o primeiro turno da eleição entre Jair Bolsonaro (PL) e Fernando Haddad (PT)- duas pessoas conversam sobre temas diversos. Uma delas é Bannon; o nome da outra está sob tarjas, mas, com base em conversas anteriores, possivelmente é Epstein.

    Estima-se que o bilionário americano, que se suicidou na prisão em 2019, antes de ser julgado, tenha traficado mais de mil adolescentes em um esquema de coação em que cada menina recrutada chamava outra. O caso ganhou notoriedade não apenas pela gravidade dos crimes, mas também pela associação de Epstein com figuras públicas e poderosas.

    Uma delas é Trump que, durante sua campanha de 2024, prometeu revelações contundentes sobre o financista à sua base de eleitores, obcecada com o caso há anos. Ao chegar ao poder, porém, o republicano relutou em liberar os arquivos.

    Na troca de mensagens divulgada nesta sexta, a pessoa de identidade desconhecida afirma: “Não gostei de Bolsonaro chamando qualquer associação com você de ‘fake news’, embora eu compreenda”. “Eu preferiria um boné MBGA [possível menção a Make Brazil Great Again]”, continua. Bannon, então, responde: “Tenho de manter a coisa do Jair nos bastidores. Meu poder vem de não ter ninguém me defendendo”.

    Dois dias antes, o indivíduo desconhecido e Bannon haviam comentado sobre a eleição no Brasil.

    “Bolsonaro é um divisor de águas. Sem refugiados querendo entrar. Sem Bruxelas dizendo a ele o que fazer. Ele só tem de reiniciar a economia. GIGANTE. 1,8 trilhão PIB”, diz a pessoa que, provavelmente, é Epstein. Bannon, então, responde: “Eu sou muito, muito próximo desses caras -eles me querem como conselheiro. Devo fazer isso?”.

    Em agosto daquele ano, o estrategista havia se encontrado com o Eduardo Bolsonaro em Nova York. Na ocasião, o ex-deputado federal disse que Bannon era um entusiasta de Jair Bolsonaro e que os dois manteriam contato “para somar forças, principalmente contra o marxismo cultural”. Em novembro, depois da conversa, portanto, Eduardo esteve no jantar de aniversário de Bannon, em Washington.

    “É meio que reinar no inferno”, diz o interlocutor em resposta. “Diferente da Europa e o jogo de bridge, América do Sul é mais tipo joga as 52 para o alto e pega.” A frase faz uma provável referência ao bridge, um jogo de cartas com muitas regras, e uma brincadeira em que se espalha as 52 cartas do baralho.

    Bannon responde: “Eu entendo -massa crítica’- se você controla o Brasil e 25 países na Europa, isso é vantagem”.

    Em um terceiro documento, novamente uma pessoa sem nome, mas com número de telefone, conversa sobre uma possível visita de Bannon ao Brasil com uma pessoa identificada como “Miro Lajcak”.

    O número de telefone da pessoa desconhecida corresponde ao citado como “telefone do Epstein” em outro documento divulgado pelo arquivo. Já Miro Lajcak pode se referir a Miroslav Lajcak, chanceler da Eslováquia de 2012 a 2020, que é citado em diversos documentos divulgados, como emails, mensagens e alertas de eventos em um calendário.

    Nessa suposta conversa entre Lajcak e Epstein, datada de 9 de outubro de 2018, a pessoa que seria o financista diz que “Steve está pensando em ir ao Brasil para ver Bolsonaro”. Lajcak pergunta se não é melhor a visita ocorrer “depois do segundo turno”. A pessoa que seria Epstein pergunta: “Você acha que seria melhor ele esperar?” A resposta de Lajcak é: “Depende do motivo para a viagem, mas depois é mais seguro”.

    Em um quarto documento, datado do mesmo dia 9 de outubro de 2018, uma terça-feira, a pessoa não identificada diz a Bannon: “Sobre Bolsonaro: se você está confiante de uma vitória, pode ser bom para a marca se você estivesse lá”. O estrategista responde: “Pode ser que eu vá no sábado”.

    No mesmo diálogo, o interlocutor diz: “Miro acha mais seguro ir ao Brasil DEPOIS do segundo turno”. Bannon, então, pergunta: “Por que Miro acha melhor depois?”. Em seguida, a conversa muda de assunto.

    Tenho de manter essa coisa de Bolsonaro nos bastidores, disse Steve Bannon em mensagem no caso Epstein

  • Tesouro Nacional lança novo título público em março

    Tesouro Nacional lança novo título público em março

    Durante evento realizado na tarde desta sexta-feira na B3, na capital paulista, Ceron revelou que o investidor do Tesouro Reserva vai poder fazer aplicações a partir de R$ 1. O vencimento do papel será de 3 anos, mas o resgate pode ser feito a qualquer momento, sem descontos.

    Um novo título público será lançado em março pelo Tesouro Nacional. Chamado de Tesouro Reserva, o novo título será indexado à taxa básica de juros Selic e pretende atrair mais investidores ao Tesouro Direto, informou nesta sexta-feira (30) o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.

    “O Tesouro Reserva vai entrar junto com a nova plataforma do Tesouro Direto, que vai rodar 24×7, ou seja, vai estar disponível 24 horas por dia, nos sete dias da semana, justamente para dar acesso principalmente para as camadas mais populares da população e que, durante o dia, não têm tempo ou condições de ter acesso a isso”, explicou.

    Durante evento realizado na tarde desta sexta-feira na B3, na capital paulista, Ceron revelou que o investidor do Tesouro Reserva vai poder fazer aplicações a partir de R$ 1. O vencimento do papel será de 3 anos, mas o resgate pode ser feito a qualquer momento, sem descontos.

     

    “Para começar bem, justamente para esse público que quer rentabilidade, mas também quer segurança, já que não quer colocar o seu dinheiro guardado em risco, estamos lançando o Tesouro Reserva. Ele é uma taxa flutuante, mas sem marcação do mercado. Ele não vai ter risco de ter uma flutuação no preço. O investidor vai poder resgatar no momento em que ele quiser, 24 horas por dia, sete dias por semana. Ele vai poder comprar ou vender [o título] e não terá oscilação de preço. Ele também vai poder aplicar a partir de R$ 1. São títulos de R$ 10, mas a partir de R$ 1 ele poderá fazer uma aplicação”, explicou.

    O título já está em funcionamento para um grupo restrito de clientes do Banco do Brasil, em fase de testes, mas a partir de março, adiantou o secretário, estará aberto para investidores em geral.

    Atualmente, o Tesouro Direto conta com pouco mais de 3 milhões de investidores ativos. Com o novo título, a intenção é ampliar esse número de investidores e também poder oferecer uma nova modalidade de investimento – mais simples e mais segura. 

    “Hoje, infelizmente, muitos brasileiros são induzidos a fazer uma aplicação, sem fazer uma escolha consciente. Dar a opção para o cidadão poder fazer a sua escolha é um ato de cidadania”, disse Ceron. 

    O secretário chamou a atenção para o momento em aplicações de ativos. “Estamos vendo o que está acontecendo nesse momento com problemas de aplicações em ativos que são de risco e, muitas vezes, as pessoas nem sabiam disso. É muito importante que as pessoas façam escolhas conscientes e que tomem suas decisões. As que querem segurança com rentabilidade ou as que querem tomar mais riscos, que façam isso de forma consciente”, disse.

    Tesouro Nacional lança novo título público em março

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Dólar fecha em forte alta e Bolsa recua após Trump indicar Kevin Warsh para o Fed

    Dólar fecha em forte alta e Bolsa recua após Trump indicar Kevin Warsh para o Fed

    Apesar da valorização acentuada nesta sessão, a moeda norte-americana acumulou queda de 4,4% desde 30 de dezembro, quando fechou em R$ 5,487. Na quinta-feira (29), chegou à cotação de R$ 5,194, menor valor em quase dois anos.

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar teve forte alta de 0,99% nesta sexta-feira (30) e encerrou o mês cotado a R$ 5,246, em dia marcado pela indicação de Kevin Warsh para presidência do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos).

    Apesar da valorização acentuada nesta sessão, a moeda norte-americana acumulou queda de 4,4% desde 30 de dezembro, quando fechou em R$ 5,487. Na quinta-feira (29), chegou à cotação de R$ 5,194, menor valor em quase dois anos.

    O movimento foi reflexo da entrada de investidores estrangeiros no país, um fluxo de capital que catapultou o Ibovespa de 161.125 pontos para 184.691 pontos, último recorde da Bolsa brasileira registrado na quarta-feira.

    O índice, no entanto, fechou em queda firme de 1,1% neste pregão, a 181.106 pontos, segundo dados preliminares. A Bolsa brasileira acumulou alta de 13% ao longo de janeiro, no que foi o melhor desempenho mensal desde a pandemia de coronavírus.

    O anúncio da indicação de Kevin Warsh para o Fed foi feito através das redes sociais do presidente Donald Trump nesta manhã.

    ‘Conheço Kevin há muito tempo e não tenho dúvida de que ele entrará para a história como um dos GRANDES presidentes do Fed, talvez o melhor. Além de tudo, ele é ‘central casting’ e nunca vai decepcionar”, escreveu.

    As declarações dialogam com os ataques recorrentes de Trump a Powell, indicado pelo republicano em seu primeiro mandato, em 2017, e reconduzido ao cargo pelo democrata Joe Biden, em 2021. Desde o início do segundo mandato de Trump, Powell tem sido alvo de críticas por resistir às pressões da Casa Branca por cortes mais agressivos na taxa de juros.

    Para Trump, a taxa norte-americana deveria ser reduzida para 1,5%. Os Fed Funds foram mantidos na banda de 3,5% e 3,75% na quarta-feira (28), uma pausa no ciclo de cortes de juros então em curso desde setembro do ano passado.

    “Deveríamos ter uma taxa substancialmente mais baixa agora que até esse idiota admite que a inflação não é mais um problema ou uma ameaça”, escreveu o presidente no Truth Social na quinta-feira. “Ele está custando à América centenas de bilhões de dólares por ano em despesas com juros totalmente desnecessárias e sem justificativa.”

    A indicação de Warsh para o cargo precisa ser confirmada pelo Senado até 15 de maio, data que marca o fim do mandato de Powell.
    Operadores temiam tentativas de interferência política nas decisões do Fed, um banco central independente, através da escolha do novo presidente. Pela manhã, a percepção era de que Warsh era um “nome com credibilidade” e que, apesar de defender juros baixos, “teria uma postura ‘hawkish’ [agressiva no combate à inflação]”, segundo análise inicial de Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.

    Essa visão diminuiu “o risco de captura política total do banco central” e deu espaço para que as curvas de juros futuros dos Estados Unidos se acomodassem.

    Mas, ao longo da tarde, declarações de membros da Casa Branca sobre o indicado ao cargo mudaram a leitura do mercado. “Acabaram sendo interpretadas como um sinal de que Warsh deverá ter uma postura mais sensível ao crescimento econômico e menos inclinada à manutenção de juros elevados por tempo prolongado”, diz Gabriel Cecco, especialista da Valor Investimentos.
    “Isso não quer dizer que o Fed vai cortar as taxas de juros imediatamente, mas a análise é que de o Fed poderá ser menos duro do que o mercado tinha antes precificado.”

    Trump afirmou nesta tarde que confia que Warsh está inclinado a diminuir os juros. Kevin Hassett, assessor econômico da Casa Branca e um dos nomes então cotados para o Fed, disse que o banco central cometeu um erro ao não reduzir os juros nesta semana e pediu pela rápida aprovação de Warsh para o cargo.

    Já o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, disse que os republicanos não deveriam aprovar a indicação se as ações criminais contra Powell não forem retiradas. “Se Donald Trump não desistir de sua vendeta contra o Fed, usando o Departamento de Justiça como arma para perseguir Powell e [Lisa] Cook, os republicanos não deveriam aprovar a indicação do sr. Warsh”, afirmou.

    As declarações mexeram com as curvas de juros, um dos mercados mais sensíveis globalmente.

    “Quando investidores passam a acreditar que o próximo presidente do Fed pode tolerar cortes mais cedo, ou reagir de forma menos agressiva à inflação, o rendimento das treasuries [títulos do Tesouro dos EUA] tendem a ceder, o que, no futuro, pode enfraquecer o dólar e favorecer mercados emergentes. Mas é uma mudança em camadas”, diz Cecco.

    “Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com a independêcia do Fed. Se a política monetária parecer influenciada pela Casa Branca, o prêmio de risco estrutural tende a subir. A leitura fica mais suave para juros no curto e médio prazo, mas quem manda no longo prazo é o debate sobre a credibilidade institucional do Fed.”

    Após o anúncio, o dólar se valorizava globalmente. O índice DXY, que mede o desempenho da divisa em relação a seis moedas fortes, subia 0,8%, a 96,97 pontos.

    No mercado local, a definição da Ptax de fim de mês adicionou volatilidade ao câmbio. Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros.

    No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

    Dólar fecha em forte alta e Bolsa recua após Trump indicar Kevin Warsh para o Fed

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  • Melody é internada com infecção aguda no estômago

    Melody é internada com infecção aguda no estômago

    A cantora foi ao hospital após um mal-estar. Ela está internada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. As informações foram divulgadas pela assessoria de Melody em uma nota no Instagram.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Melody, 18, foi internada nesta quinta-feira (29) com uma infecção aguda no estômago.

    A cantora foi ao hospital após um mal-estar. Ela está internada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. As informações foram divulgadas pela assessoria de Melody em uma nota no Instagram.

    Ela está em estado estável, em recuperação e acompanhada pelos médicos. A artista cancelou os compromissos profissionais que teria até a terça-feira.

    Melody participou de um show de Anitta no Rio de Janeiro, no último domingo. Ela apresentou a faixa “Jetski”, ao lado de Pedro Sampaio. No sábado, os dois também apresentaram a música em uma festa no BBB 26.

    O Hospital Sírio-Libanês afirmou que só publica boletins médicos mediante solicitação e com autorização de divulgação pela família ou representantes do paciente. Caso algum boletim da cantora seja divulgado, a nota será atualizada.

    Melody é internada com infecção aguda no estômago

  • Marina Silva diz que conversa com PT sobre disputa ao Senado por São Paulo

    Marina Silva diz que conversa com PT sobre disputa ao Senado por São Paulo

    Segundo a ministra, as conversas ainda estão em fase inicial e não há decisão tomada sobre uma eventual filiação partidária ou candidatura. Marina afirmou que tem recebido sondagens de diferentes siglas e que o cenário está sendo avaliado com cautela.

    A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse que conversou com o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, e que também foi procurada por outras legendas interessadas em lançá-la candidata ao Senado por São Paulo nas eleições deste ano.

    Segundo a ministra, as conversas ainda estão em fase inicial e não há decisão tomada sobre uma eventual filiação partidária ou candidatura. Marina afirmou que tem recebido sondagens de diferentes siglas e que o cenário está sendo avaliado com cautela.

    \”Estou dialogando com o PT, sim, e tive uma primeira conversa muito boa com o Edinho. Uma conversa já aconteceu com a presidente do PSOL, Paula Coradi. Tem pedidos de conversa do PSB, do PV, de vários partidos. Uma análise está sendo feita\”, disse em entrevista à RedeTV!, nesta quinta-feira, 29.

    Marina também comentou as especulações em torno de uma eventual candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ao governo de São Paulo. Segundo ela, as manifestações dentro do campo governista não devem ser interpretadas como pressão para que ele entre na disputa.

    \”Muita gente fala em pressão, mas eu vejo como reconhecimento da liderança que o Haddad representa e da importância política que ele tem\”, afirmou. Marina lembrou que o ministro levou a disputa paulista ao segundo turno em 2022, em uma eleição considerada difícil, e que o desempenho foi decisivo para a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). \”A liderança dele volta a ser central\”, disse.

    Eleita deputada federal em 2022, Marina afirmou que não pretende disputar a reeleição à Câmara e indicou que vê o Senado como o próximo passo de sua trajetória política.

    \”Eu me vejo no desenho da construção para o Senado. São Paulo ajudou a salvar a minha vida biológica e me recolocou na cena política de uma forma incrível, quando eu nem queria mais ser candidata. E, agora, eu estou disposta a fazer essa construção\”, disse.

    Além do nome de Marina, o PT estuda lançar a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB-MS), como candidata ao Senado. Tebet avalia a mudança de domicílio eleitoral após as eleições de 2022, quando apoiou Lula no segundo turno, movimento que gerou resistência ao seu nome em Mato Grosso do Sul, reduto de perfil majoritariamente bolsonarista.

    Marina Silva tem uma trajetória no PT. Foi uma das fundadoras da legenda e permaneceu filiada por mais de duas décadas, até 2009, quando anunciou sua desfiliação após divergências internas, especialmente em torno da agenda ambiental. À época, a então senadora afirmou que a decisão havia sido \”sofrida\” e disse buscar liberdade para discutir projetos programáticos ligados ao desenvolvimento sustentável.

    Marina Silva diz que conversa com PT sobre disputa ao Senado por São Paulo

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