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  • “O erro da Copa”. Árbitro espanhol viola protocolo e levanta polêmica

    “O erro da Copa”. Árbitro espanhol viola protocolo e levanta polêmica

    No segundo dia da competição, já temos a primeira grande polêmica de arbitragem da Copa do Mundo. No jogo que aconteceu às 22h de sexta-feira, no SoFi Stadium, em Inglewood, Califórnia, durante a convincente vitória dos Estados Unidos sobre o Paraguai por 4 a 1, e vem repercutindo em todo o mundo.

    Aos 51 minutos de jogo, Danny Makkelie mostrou cartão amarelo para Tim Ream após uma falta sobre Miguel Almirón na entrada da área americana. Logo em seguida, o árbitro foi chamado para revisar o lance por Carlos del Cerro Grande, responsável pelo VAR na partida de estreia do Grupo D.

    A transmissão televisiva informou que a jogada estava sendo analisada por um possível “erro de identidade”, situação prevista no protocolo do VAR para casos em que o árbitro aplica um cartão ao jogador errado. Foi então que a confusão começou.

    Após rever as imagens a pedido do árbitro espanhol, o holandês realmente mudou sua decisão inicial, mas por um motivo completamente diferente. Em vez de apenas corrigir a identidade do jogador advertido, retirou o cartão amarelo de Tim Ream e mostrou o cartão para Miguel Almirón, por entender que o paraguaio havia simulado a falta. A decisão gerou controvérsia por supostamente violar o protocolo elaborado pela FIFA e pelo IFAB para a competição.

    Afinal, quais regras mudaram para a Copa do Mundo de 2026?

    ‘Lei Prestianni’

    Após a polêmica ocorrida em fevereiro, durante a vitória do Real Madrid sobre o Benfica por 1 a 0, no Estádio da Luz, o VAR agora pode intervir para expulsar jogadores flagrados cobrindo a boca com a mão enquanto discutem com adversários. A mesma punição poderá ser aplicada a atletas que deixarem o campo em protesto contra decisões da arbitragem, medida criada para evitar episódios semelhantes ao ocorrido na final da Copa Africana de Nações (CAN) entre Marrocos e Senegal.

    Combate à cera

    Os árbitros receberam orientações para conceder um arremesso lateral à equipe adversária caso um jogador demore mais de cinco segundos para realizar a cobrança. Da mesma forma, será marcado escanteio para o time adversário se o goleiro ultrapassar o limite de tempo para cobrar o tiro de meta.

    Além disso, jogadores substituídos não poderão levar mais de dez segundos para deixar o campo, enquanto atletas que receberem atendimento médico deverão permanecer fora de jogo por um minuto antes de retornar.

    Três novas situações para intervenção do VAR

    Além dos casos de erro de identidade, o árbitro de vídeo agora também poderá intervir quando um jogador receber incorretamente um segundo cartão amarelo seguido de expulsão.

    O mesmo vale para faltas não assinaladas antes da retomada do jogo em cobranças de bola parada.

    Duas paradas para hidratação

    Está previsto que todas as partidas da Copa do Mundo sejam interrompidas aos 22 minutos de cada tempo para hidratação dos atletas, devido às altas temperaturas registradas na América do Norte. Cada pausa terá duração de três minutos.

    “O erro da Copa”. Árbitro espanhol viola protocolo e levanta polêmica

  • Elon Musk torna-se o 1.º trilionário após entrada da SpaceX na bolsa

    Elon Musk torna-se o 1.º trilionário após entrada da SpaceX na bolsa

    O fundador da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, tornou-se nesta sexta-feira o primeiro trilionário do mundo, após a estreia da empresa americana de tec…
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  • EUA estreiam na Copa em casa com ‘atropelo’ sobre o Paraguai

    EUA estreiam na Copa em casa com ‘atropelo’ sobre o Paraguai

    No segundo dia da Copa do Mundo, os anfitriões viveram emoções bem diferentes. Isso porque, na véspera, o México, outro país-sede do torneio, havia vencido a África do Sul por 2 a 0.

    O Canadá foi a primeira seleção da casa a entrar em campo e saiu atrás no placar logo aos 21 minutos, após um chute certeiro de Jovo Lukic. A equipe canadense contou com Cyle Larin, que, já no segundo tempo, balançou as redes apenas dois minutos depois de substituir Tani Oluwaseyi, garantindo o empate em 1 a 1.

    Já durante a madrugada, os Estados Unidos não tomaram conhecimento do Paraguai e aplicaram uma goleada por 4 a 1, impulsionados pelos gols de Folarin Balogun, Giovanni Reyna e Damián Bobadilla (contra).

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  • Linha de crédito de Lula para entregadores atenderá bike elétrica e terá juro de 12,5%

    Linha de crédito de Lula para entregadores atenderá bike elétrica e terá juro de 12,5%

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), informou a entregadores nesta sexta-feira…
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  • Campanha de Demi Lovato com Vini Jr. reacende lembranças de antiga amizade com Neymar

    Campanha de Demi Lovato com Vini Jr. reacende lembranças de antiga amizade com Neymar

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Uma campanha publicitária de uma empresa de tecnologia colocou Demi Lovato e Vini Jr. lado a lado e acabou chaman…
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    ONU perdeu foco e pode se tornar irrelevante, diz candidato a secretário-geral

    VIENA, ÁUSTRIA (CBS NEWS) – A ONU (Organização das Nações Unidas) está sob “grande risco” de se tornar irrelevante, e apenas uma redução de sua b…
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  • Governo irá ao STF contra pautas-bomba do Congresso caso seja necessário, diz Durigan

    Governo irá ao STF contra pautas-bomba do Congresso caso seja necessário, diz Durigan

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira, 12, em entrevista ao programa Alô, alô, Brasil, da Rádio Nacional, que o…
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  • Jogo de estreia do Brasil na Copa ocorre em reduto de brasileiros nos EUA

    Jogo de estreia do Brasil na Copa ocorre em reduto de brasileiros nos EUA

    NEWARK, EUA (FOLHAPRESS) – O fato de a estreia do Brasil na Copa do Mundo neste sábado (13) ocorrer no MetLife Stadium, no estado de Nova Jersey, criou uma coincidência: a largada da seleção será justamente naquele que é um reduto de imigrantes brasileiros nos Estados Unidos.

    Há décadas Nova Jersey, ao lado de Nova York, tem reunido uma das mais importantes e volumosas diásporas brasileiras no país.

    São imigrantes nascidos principalmente em Minas Gerais, um histórico polo de emigração para os EUA, que criaram seus comércios e (literalmente) pintaram a região de verde e amarelo.

    Em partes de Newark, cidade de 325 mil habitantes que reúne a comunidade, é mais fácil escutar o português do que o inglês; ali, a língua oficial americana é dispensável para sobreviver ao dia a dia.

    O clima por vezes se assemelha ao de uma cidade do interior: muitos dentro da comunidade brasileira se conhecem.

    Vera Andrade, 62, a “Verinha” do Hair Brazil, uma loja de mega hair com apliques de cabelo indiano que as americanas compram online, vive há 33 anos em Newark depois que deixou Guanhães, no interior de Minas.

    Ela administra a loja, faz faxina para fora uma vez por semana e ainda organiza um brechó com as roupas doadas pelas patroas. Se preciso, também trabalha como manicure e depiladora. Conhece um por um na vizinhança e cada estabelecimento brasileiro.

    Alguns dos institutos de pesquisa mais confiáveis nos EUA, como o Migration Policy Institute, dizem que hoje Nova Jersey é o quarto estado dos EUA com mais brasileiros, após Flórida, Massachusetts e Califórnia. Estimam que entre 55 mil e 60 mil brasileiros estejam ali, a uma hora de trem de Manhattan.

    Mas fontes diplomáticas do Brasil dizem à reportagem que há um amplo desfalque nos dados oficiais. Seriam, para os serviços consulares, em torno de 200 mil brasileiros em Nova Jersey.

    A diáspora brasileira está concentrada na Costa Leste americana, com em torno de 1,5 milhão de imigrantes ali distribuídos.

    CLIMA DE COPA

    Se nas ruas da cidade de Nova York ainda é difícil sentir o clima da Copa do Mundo, em Newark o cenário é outro.

    Ainda que muitos desses imigrantes não devam comparecer ao MetLife dado os preços abusivos dos ingressos (no mercado paralelo a entrada para a estreia do Brasil saía por no mínimo US$ 1.200 nestes dias que antecedem o jogo), eles já se organizam para assistir juntos em casa e nos restaurantes.

    A cidade estima que 200 mil pessoas devem passar por ali no fim de semana.
    Nova Jersey é um estado, em si, marcado pela migração. Em torno de um quarto de toda a população é formada por pessoas nascidas em outros países, e entre as dez principais nacionalidades está o Brasil.

    Os produtos brasileiros estão por todo lado, e são consumidos não apenas pelos brasileiros, mas por outras comunidades, em especial as demais latinas que ali convivem.

    Nos mercadinhos ali chamados de empórios, a caixa de paçoca, os sacos de pão de queijo congelados e os esmaltes de marcas brasileiras chamam a atenção bem posicionados. Mas os queridinhos, diz uma vendedora, são o bombom Ouro Branco e o arroz Tio João, originário de Pelotas (RS).

    Em lojas de roupa logo ao lado, os biquínis no estilo brasileiro, muitos fio-dental, saem por US$ 50. A camiseta da seleção brasileira, por US$ 79,99. Fora da época de Copa, as camisetas de time mais vendidas são as do Cruzeiro e do Atlético Mineiro, mais uma prova acumulada de que os mineiros são os líderes da migração brasileira para o país.

    Em prateleiras ao lado, mais produtos de estética, com destaque para os body splash da WePink, marca da influenciadora Virgínia.

    FALANDO A PRÓPRIA LÍNGUA

    Mas por que tantos brasileiros escolhem Nova Jersey para viver?

    Ao longo dos séculos 19 e 20, a cidade de Newark se tornou um importante polo industrial na Costa Leste americana, com produção de couro e cerveja e por estar cercada de rodovias importantes para o escoamento de produtos.

    Imigrantes portugueses passaram a se estabelecer ali, criando uma espécie de enclave linguístico que, décadas depois, permitiu aos brasileiros se estabelecerem já com a certeza de que ao menos a língua eles saberiam navegar com tranquilidade.

    Inúmeras pesquisas nos EUA mostram que etnia e língua são fatores-chave para facilitar que um recém-chegado imigrante encontre trabalho e consiga sociabilizar no país.

    Os imigrantes brasileiros chegaram majoritariamente após 2010 e têm uma média de 40 anos; muitos são homens, que migraram em busca de trabalho para enviar remessas a suas famílias no Brasil e, eventualmente, voltar ao país para construir suas casas. Mas há diversos outros perfis, como pessoas que estão na cidade há quase 40 anos.

    Comunicando-se em português a todo o momento, muitos desses imigrantes dizem que é reconfortante poder falar a própria língua após enfrentar tantos desafios na nova vida no exterior.

    “Aqui, se você entrar nas lojas falando inglês, vai é passar vergonha”, diz uma comerciante que prefere não ter seu nome publicado porque ainda está esperando a análise de seu pedido de asilo no país e teme ter a solicitação prejudicada.

    MEDO DO ICE

    Esse tema, aliás, tem mudado a dinâmica local, afetando a vida pessoal e profissional dos imigrantes.

    “O pessoal agora está com medo de sair, antes as ruas aqui ficavam cheias”, diz Verinha. A vendedora mineira de mega hair possui o Green Card. Mas dois de seus irmãos que seguem nos EUA em situação irregular já estão com passagem comprada para voltar ao Brasil em dezembro deste ano após décadas no país. Com medo de serem deportados, decidiram voltar voluntariamente, um tipo de história que apenas se multiplica.

    Vendedores relataram à reportagem que as ações do ICE, a polícia migratória americana, nas ruas de Newark têm ocorrido quase que diariamente. Os brasileiros trancam as portas dos comércios com medo de que os agentes se aproximem e muitas vezes mudam as escalas de trabalho para que colegas ainda irregulares não estejam presentes nos horários de maior ação dos agentes.

    José Moreira, 59, natural de Ipatinga (MG), possui cinco restaurantes na região, entre eles uma churrascaria aberta desde 1992. Ele vive em Newark há 37 anos, e conta que hoje seu público é formado por cerca de 35% brasileiros e 30% americanos, além de uma terceira fração preenchida pelos latinos.

    O rodízio é a maior procura de todos. Logo ali ao lado, anualmente, realiza-se o Brazilian Day, um mega festival com milhares de pessoas. Na edição de 2022, a principal atração foi o cantor baiano Léo Santana. Na última, de 2024, a também baiana Solange Almeida.

    “As detenções afetam o nosso trabalho”, diz Moreira, que afirma que 20% do lucro geral dos restaurantes caiu por conta da nova dinâmica de migração linha-dura estabelecida pelo governo de Donald Trump para promover a deportação de imigrantes em situação irregular. Muitos evitam deixar suas casas (e, portanto, ir aos comércios) com medo de serem pegos nas ruas.

    Não muito longe de onde está concentrada a comunidade brasileira em Newark está a Delaney Hall, prisão onde são detidos imigrantes em Nova Jersey. Em torno de 20 a 30 brasileiros costumam estar ali detidos semanalmente por processos migratórios.

    Nas últimas semanas, uma série de protestos foi realizada nos arredores da prisão para questionar a condição dos detentos e, em último grau, a política migratória de Trump operacionalizada pelo ICE. Ao redor de 4% de todos os imigrantes detidos no país são brasileiros.

    “[A Copa do Mundo] era para ser um momento de muita celebração, mas a gente ainda não consegue sentir isso”, diz à reportagem Rodrigo de Godoi, presidente da Mantena, uma ONG local que trabalha com os imigrantes brasileiros. “Muitos dos negócios passam por momento difícil, muitas famílias estão escondidas. É uma ferida que está aberta”.

    Jogo de estreia do Brasil na Copa ocorre em reduto de brasileiros nos EUA

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