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  • Guardiola critica falta de apoio à Palestina durante guerra com Israel

    Guardiola critica falta de apoio à Palestina durante guerra com Israel

    LUCAS BOMBANA
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O técnico do Manchester City, Pep Guardiola, fez um discurso emocionado durante um evento beneficente pró-Palestina realizado na quinta-feira (29), em Barcelona.

    Nascido na região da Catalunha, o treinador espanhol lamentou o impacto causado pela guerra a milhares de civis palestinos desde o início da guerra contra Israel há dois anos anos e criticou a falta de apoio internacional à região, durante sua participação no palco do evento “Concerto pela Palestina”, realizado na arena Palau Sant Jordi, como parte da campanha “Act x Palestine”.

    O evento teve a participação de aproximadamente 12 mil pessoas e shows de artistas, entre eles Rosalía, com a arrecadação destinada a iniciativas culturais palestinianas.

    Guardiola iniciou sua fala se dirigindo à plateia com o termo “Salam Aleykoum”, saudação árabe que pode ser interpretada como: “que a paz esteja com você”.

    “Quando vejo nesses dois últimos anos pelas redes sociais, pela TV, imagens de garotos implorando por suas mães, que estão debaixo de escombros e eles ainda não sabe, e sempre penso: ‘o que eles devem pensar? Eu penso que os deixamos sozinhos, abandonados”, afirmou o treinador, que usava um keffiyeh, traje típico relacionado à Palestina.

    “Sempre penso que devem dizer: ‘onde estão? Venham nos ajudar’. E até agora, ainda não o fizeram. Provavelmente porque os poderosos, que são uns covardes, basicamente o que fazem é matar gente inocente. É isso o que fazem os covardes”, acrescentou Guardiola.

    Essa não foi a primeira vez que o treinador defendeu a causa palestina. Em novembro de 2025, ele apoiou a realização de partida amistosa entre as seleções da Catalunha e da Palestina, no Estádio Olímpico de Montjuic, em Barcelona.

    “Com este jogo, os palestinos vão ver que há uma parte do mundo que está pensando neles”, declarou na época. “Deixamos Israel destruir uma população inteira, o dano já está feito e é irreparável.”
    Na quarta-feira (28), as Forças Armadas de Israel disseram pela primeira vez que pelo menos 70 mil palestinos foram mortos durante a guerra na Faixa de Gaza, reconhecendo que o número do Ministério da Saúde do território, controlado pelo Hamas, está correto.

    O órgão palestino diz que 71.667 pessoas foram mortas durante os dois anos da guerra, que começou com o ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023 e terminou com o cessar-fogo firmado em outubro do ano passado.

    Em agosto de 2025, a ONU disse que 500 mil pessoas no território estavam em situação catastrófica de desnutrição.

    “As bombas, o que provocam e querem provocar são silêncios, que olhemos para o outro lado. Temos simplesmente de não olhar para o outro lado e nos implicar”, disse o técnico do time inglês, que na véspera havia vencido o Galatasaray pela última rodada da Champions League, em Manchester.

    O City ficou com a 8ª colocação na primeira fase da Champions, garantindo a última vaga direta para as oitavas de final da competição.

    Guardiola critica falta de apoio à Palestina durante guerra com Israel

  • Luigi Mangione não poderá ser condenado a pena de morte

    Luigi Mangione não poderá ser condenado a pena de morte

    Luigi Mangione, acusado de matar o diretor-executivo da United Healthcare, não enfrentará a pena de morte pelo crime. A decisão foi tomada por um juiz federal distrital, que rejeitou duas das quatro acusações federais.

    Luigi Mangione, acusado de assassinar o diretor-executivo da seguradora norte-americana UnitedHealthcare, não vai enfrentar a pena de morte pelo suposto crime. A decisão foi tomada nesta sexta-feira por uma juíza federal distrital.

    Segundo a imprensa norte-americana, a juíza Margaret M. Garnett rejeitou duas das quatro acusações federais contra Mangione: homicídio com uso de arma de fogo — que previa a pena de morte — e uma acusação relacionada ao porte de arma.

    A magistrada considerou que essas acusações eram “incompatíveis” com as duas acusações de perseguição que Mangione ainda enfrenta.

    Mangione, de 27 anos, já se declarou inocente das acusações de homicídio, porte de arma e perseguição, mas continua respondendo a duas acusações federais de perseguição, que podem resultar em pena máxima de prisão perpétua.

    Ele também segue sendo processado por homicídio em outro caso no estado de Nova York, no qual igualmente enfrenta a possibilidade de prisão perpétua.

    A decisão impede a tentativa da administração de Donald Trump de levar Mangione à execução pela morte do presidente da UnitedHealthcare, Brian Thompson, crime descrito como um “homicídio premeditado e a sangue frio que chocou os Estados Unidos”.

    Thompson, de 50 anos, foi morto a tiros em 4 de dezembro de 2024, enquanto caminhava em direção a um hotel em Manhattan para participar da conferência anual de investidores do grupo UnitedHealth.

    Imagens de câmeras de segurança mostraram um atirador mascarado disparando contra Thompson pelas costas, segundo a agência de notícias norte-americana Associated Press (AP).

    De acordo com a acusação, Mangione teria agido por vingança contra o setor de seguros e deixado mensagens escritas nas munições utilizadas.

    Ele foi detido cinco dias depois em um restaurante na Pensilvânia.

    Mangione se declarou inocente, mas a acusação de homicídio em segundo grau pode resultar em uma pena que varia de 15 anos à prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional após 25 anos.

    Esta foi a primeira vez que o Departamento de Justiça tentou aplicar a pena de morte durante o segundo mandato do presidente Donald Trump.

    O líder republicano retornou ao cargo há um ano com a promessa de retomar as execuções federais, que haviam sido interrompidas durante a presidência de seu antecessor, Joe Biden.

    A juíza Margaret Garnett, nomeada por Biden, anunciou a decisão após uma série de petições judiciais apresentadas pela acusação e pela defesa nos últimos meses.

    Luigi Mangione não poderá ser condenado a pena de morte

  • Morre Catherine O'Hara, atriz de 'Esqueceram de Mim', aos 71 anos

    Morre Catherine O'Hara, atriz de 'Esqueceram de Mim', aos 71 anos

    Morreu a atriz Catherine O’Hara, esta sexta-feira, dia 30 de janeiro. A artista interpretou a mãe da personagem Kevin (papel de Macaulay Culkin) do filme “Esqueceram de mim”. Tinha 71 anos.

    Hollywood está de luto. Morreu Catherine O’Hara, a atriz que interpretou a mãe da personagem Kevin (papel de Macaulay Culkin) do filme “Esqueceram de Mim”. 

    De acordo com o TMZ, Catherine O’Hara morreu esta sexta-feira, dia 30 de janeiro, aos 71 anos. A causa da morte ainda não foi confirmada. 

     

    [Notícia em atualização]

    Morre Catherine O'Hara, atriz de 'Esqueceram de Mim', aos 71 anos

  • Correios reabrem inscrição para Plano de Desligamento Voluntário

    Correios reabrem inscrição para Plano de Desligamento Voluntário

    Em comunicado de dezembro, os Correios declaram que a expectativa é que o PDV tenha o potencial de adesão de até 15 mil empregados entre 2026 e 2027. A economia anual estimada nas despesas de pessoal com as demissões é de R$ 2,1 bilhões, com impacto pleno a partir de 2028.

    Os Correios reabrirão, a partir da primeira semana de fevereiro, as inscrições para o Plano de Desligamento Voluntário (PDV) dos empregados da estatal. A participação no programa é pessoal e voluntária e ficará aberta até 31 de março. Os desligamentos serão concluídos até o fim de maio.

    Em comunicado de dezembro, os Correios declaram que a expectativa é que o PDV tenha o potencial de adesão de até 15 mil empregados entre 2026 e 2027. A economia anual estimada nas despesas de pessoal com as demissões é de R$ 2,1 bilhões, com impacto pleno a partir de 2028.

    Os Correios contam com mais de 82 mil empregados próprios e mais de 10 mil funcionários terceirizados.

     

    O PDV 2026 integra a Fase 1 do Plano de Reestruturação econômico-financeiro para o período de 2025–2027. O objetivo de reduzir os custos da empresa para garantir a sustentabilidade dos Correios e sua relevância social.

    O Plano de Desligamento Voluntário de 2025 teve a adesão de cerca de 3,5 mil empregados da estatal.

    Novidades do PDV 2026

    Em mensagem divulgada a todos os empregados, a empresa informou que o novo Plano de Desligamento Voluntário mantém o incentivo financeiro praticado no PDB anterior, em 2025, e apresenta algumas novidades.

    O PDV 2026 põe fim às restrições de idade máxima (antes destinado a quem tinha 55 anos e mais). Agora, qualquer empregado pode aderir ao plano, desde que tenha pelo menos dez anos de casa. Outra condição é que o empregado tenha recebido remuneração por, no mínimo, 36 meses, nos últimos 60 meses. O interessado não pode ter completado 75 anos até a data do desligamento.

    Pelas regras do PDV, os empregados e seus dependentes poderão optar pelo Plano de Saúde Família, com mensalidades mais acessíveis e cobertura regional.

    Sustentabilidade financeira

    Por fim, a comunicação interna reforça que o plano de reestruturação é necessário para reequilibrar a saúde financeira da estatal.

    Em dezembro, os Correios anunciaram a captação de R$ 12 bilhões em crédito para custear as ações do Plano de Reestruturação voltado à estabilização emergencial da empresa.

    A estatal projeta redução de R$ 5 bilhões em despesas até 2028.

    O plano de restruturação também prevê o fechamento de mil agências consideradas deficitárias. Ao todo, a infraestrutura da empresa em todo o país conta com mais de 10.350 unidades de atendimento (considerando agências próprias e outros pontos de atendimento de parceria). Há ainda 1,1 mil unidades de distribuição e tratamento, que são os centros logísticos onde as encomendas e cartas são processadas após a postagem e antes da entrega final.

    Ainda está prevista a venda de imóveis ociosos para gerar novos recursos e reduzir custos de manutenção.

    Crise

    Após diagnóstico, os Correios identificaram déficit estrutural superior a R$ 4 bilhões anuais, patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões e prejuízo acumulado de R$ 6,057 bilhões até setembro de 2025, além da queda acentuada nos indicadores de qualidade e liquidez. Os dados totais de 2025 ainda não foram consolidados.

     

    Correios reabrem inscrição para Plano de Desligamento Voluntário

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Bilionário morre em cirurgia para aumento do pênis; cirurgião é condenado

    Bilionário morre em cirurgia para aumento do pênis; cirurgião é condenado

    Identificado como Guy H., o médico realizava um procedimento de aumento peniano no negociante de diamantes belga-israelense Ehud Arye Laniado, de 65 anos, em março de 2019, em uma clínica estética localizada em Paris, a Saint-Honoré-Ponthieu.

    Um cirurgião plástico bastante conhecido por atender clientes milionários e celebridades foi condenado a um ano e três meses de prisão e impedido de exercer a medicina por tempo indeterminado após a morte de um bilionário que estava sob seus cuidados. A decisão encerrou um processo judicial que se arrastou por anos e foi concluído na última quarta-feira (28/1). Identificado como Guy H., o médico realizava um procedimento de aumento peniano no negociante de diamantes belga-israelense Ehud Arye Laniado, de 65 anos, em março de 2019, em uma clínica estética localizada em Paris, a Saint-Honoré-Ponthieu.

    Ehud era paciente recorrente do cirurgião, passando por procedimentos estéticos entre duas e quatro vezes ao ano, com valores que chegavam a dezenas de milhares de euros. Na ocasião do procedimento fatal, realizado fora do horário normal de funcionamento da clínica, o bilionário sofreu uma parada cardíaca e morreu no local.

    Inicialmente, o caso foi investigado como homicídio culposo. Com o avanço das apurações, no entanto, surgiram suspeitas de omissão de socorro, infrações relacionadas a drogas e exercício ilegal da medicina. O médico que auxiliava Guy H. durante a cirurgia também foi condenado a 12 meses de prisão, com pena suspensa, além de ter sido igualmente proibido de atuar como médico.

    “Quando os investigadores analisaram a causa da morte, a injeção no pênis foi rapidamente descartada. A questão que permaneceu foi por que o cirurgião fez um primeiro pedido de ajuda às 20h, antes de um segundo telefonema, desta vez para o corpo de bombeiros, duas horas depois”, disse uma fonte ao jornal “Le Parisien”.

    A defesa alegou que o primeiro chamado ocorreu devido ao comportamento agitado de Ehud, que insistia na aplicação das injeções mesmo reclamando de dores abdominais. “É fácil dizer em retrospectiva que o ataque cardíaco começou ali, mas, como o paciente tinha uma úlcera, era impossível considerar um problema cardíaco, e os serviços de emergência não teriam sido acionados para um problema tão pequeno”, afirmou a mesma fonte.

    Sob condição de anonimato, um médico parisiense comentou que o desfecho não causou surpresa. “Esse caso não surpreende ninguém. Nesses altos escalões da cirurgia plástica, eles frequentemente flexibilizam as regras”, declarou.

    Durante o julgamento, o advogado de Guy H., Martin Reynaud, tentou relativizar o ocorrido: “Esse incidente cardíaco poderia ter acontecido em qualquer lugar, até mesmo numa pizzaria. O pizzaiolo teria sido processado nesse caso?”

    Bilionário morre em cirurgia para aumento do pênis; cirurgião é condenado

  • Vídeo de Ana Castela reacende tabu sobre gases; entenda

    Vídeo de Ana Castela reacende tabu sobre gases; entenda

    A repercussão do episódio reacendeu um tabu antigo: a ideia de que a flatulência é algo vergonhoso, sobretudo quando envolve mulheres. No entanto, sob a perspectiva médica, eliminar gases é uma função fisiológica natural do organismo humano, sem relação com gênero ou comportamento inadequado.

    Um vídeo que circula nas redes sociais mostrando a cantora Ana Castela supostamente liberando gases durante uma apresentação ao vivo rapidamente viralizou e virou motivo de piadas e comentários. A repercussão do episódio reacendeu um tabu antigo: a ideia de que a flatulência é algo vergonhoso, sobretudo quando envolve mulheres. No entanto, sob a perspectiva médica, eliminar gases é uma função fisiológica natural do organismo humano, sem relação com gênero ou comportamento inadequado.

    Vídeo de Ana Castela reacende tabu sobre gases; entenda

  • Letal e sem tratamento: Vírus Nipah se espalha pela Ásia

    Letal e sem tratamento: Vírus Nipah se espalha pela Ásia

    O vírus Nipah (NiV) tem como principal reservatório morcegos frugívoros do gênero Pteropus, podendo ser transmitido a humanos por alimentos contaminados ou pelo contato direto entre pessoas. A infecção pode provocar desde quadros respiratórios até encefalites fatais.

    Um vírus pouco conhecido do grande público voltou a chamar atenção internacional após a confirmação de dois casos na Índia: o Nipah. Embora não seja uma descoberta recente — ele foi identificado pela primeira vez em 1998 —, o patógeno preocupa especialistas por combinar alta letalidade, que pode atingir até 75% dos infectados, ausência de vacinas ou tratamentos específicos e maior risco de disseminação em um mundo cada vez mais interconectado. O vírus Nipah (NiV) tem como principal reservatório morcegos frugívoros do gênero Pteropus, podendo ser transmitido a humanos por alimentos contaminados ou pelo contato direto entre pessoas. A infecção pode provocar desde quadros respiratórios até encefalites fatais.

    Um estudo conduzido por pesquisadores do Japão e de Bangladesh, publicado na revista IJID Regions, aponta que, entre 1998 e maio de 2024, foram registrados 754 casos humanos em Bangladesh, Índia, Malásia, Filipinas e Singapura, resultando em 435 mortes — uma taxa média de letalidade de 58%. Esse índice, porém, varia conforme o país. Na Índia, por exemplo, 73% dos pacientes não sobreviveram. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a letalidade fique entre 40% e 75%, dependendo das condições locais de vigilância e atendimento médico.

    “Os desfechos clínicos do vírus continuam a evidenciar uma ameaça constante à saúde pública global, uma vez que não há terapias ou vacinas eficazes disponíveis. É necessária uma compreensão global mais robusta, com foco no desenvolvimento de vacinas e tratamentos, para reduzir os desfechos clínicos e as ameaças futuras associadas ao Nipah”, afirmam os autores do estudo.

    O surto atual foi registrado em Bengala Ocidental, estado indiano que já enfrentou episódios anteriores da doença. Os dois casos confirmados envolvem um homem e uma mulher, ambos enfermeiros do mesmo hospital, que começaram a apresentar sintomas no fim de dezembro, com rápida evolução para complicações neurológicas. Na atualização mais recente, o homem apresentava melhora, enquanto a mulher permanecia em estado crítico. No dia 27, o Ministério da Saúde da Índia informou que houve uma “contenção oportuna” do surto, após medidas como o rastreamento de 196 contatos próximos, sem registro de novos casos.

    A OMS avaliou que, neste momento, “a probabilidade de disseminação para outros estados indianos ou internacionalmente é considerada baixa” e não recomendou restrições a viagens ou ao comércio. Segundo Leonardo Weissmann, infectologista e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, “os casos estão localizados, e as autoridades de saúde indianas atuaram rapidamente com isolamento dos pacientes e rastreamento de contatos”. Ele ressalta, porém, que o Nipah preocupa pela combinação de alta letalidade, ausência de tratamentos e potencial de transmissão entre humanos.

    Em Bengala Ocidental, o risco atual foi classificado como “moderado” pela OMS devido à presença de morcegos que atuam como reservatórios naturais do vírus. Este é o sétimo surto documentado na Índia desde 2001 e o terceiro no estado.

    Mesmo com baixo risco imediato, especialistas alertam para a necessidade de vigilância constante. A professora Ludhmila Hajjar, da Faculdade de Medicina da USP, destacou que o Nipah pertence à família Paramyxoviridae e possui genoma de RNA, característica associada a maior capacidade de mutação. Para ela, a transmissão entre pessoas observada em surtos recentes é um sinal de alerta semelhante ao visto em crises como Sars, MERS, Ebola e Covid-19.

    O vírus Nipah integra atualmente a lista de nove patógenos prioritários da OMS para pesquisa e desenvolvimento. Em 2024, a organização publicou orientações técnicas para que países, mesmo sem casos registrados, reforcem a vigilância epidemiológica e elaborem planos de resposta a zoonoses de alto risco.

    Letal e sem tratamento: Vírus Nipah se espalha pela Ásia

  • Morre participante do Quilos Mortais que chegou aos 352 kg

    Morre participante do Quilos Mortais que chegou aos 352 kg

    A família não divulgou a causa do falecimento até o momento. Segundo Charly, a intenção inicial era manter a informação em caráter privado, mas a grande quantidade de mensagens e telefonemas a levou a se manifestar publicamente.

    Charity Pierce, que ficou conhecida do grande público após participar do reality show Quilos Mortais, morreu aos 50 anos. A morte foi confirmada nesta quarta-feira (28/1) por sua filha, Charly Jo, por meio de uma publicação nas redes sociais. A família não divulgou a causa do falecimento até o momento. Segundo Charly, a intenção inicial era manter a informação em caráter privado, mas a grande quantidade de mensagens e telefonemas a levou a se manifestar publicamente.

    Em um desabafo emocionante, a filha escreveu: “Eu não ia postar sobre isso, mas as ligações e mensagens estão me deixando arrasada. Minha mãe faleceu hoje”. Em outra publicação, afirmou que Charity “está com a mãe, o irmão e a irmã e finalmente em paz”, ressaltando o alívio após um longo período de sofrimento enfrentado pela ex-participante do programa. Charly também prestou uma homenagem à mãe, dizendo: “Voe alto, mamãe. Espero que você saiba o quanto eu te amo e o quanto sou grata por ter podido estar ao seu lado enquanto você dava seu último suspiro”.

    Antes de ganhar visibilidade no reality, Charity Pierce enfrentava sérias limitações físicas e problemas de saúde. Ela integrou a terceira temporada de Quilos Mortais, exibida em 2015, quando pesava cerca de 352 quilos. Sua história chamou atenção não apenas pelo peso extremo, mas também pelos relatos de traumas pessoais e dificuldades emocionais que impactavam diretamente sua relação com a alimentação.

    Após a participação no programa, Charity passou por uma cirurgia bariátrica e conseguiu reduzir significativamente o peso, chegando a aproximadamente 127 quilos. O processo envolveu acompanhamento médico contínuo e diversas adaptações ao longo dos anos. Ela retornou em edições especiais da atração para mostrar a evolução do tratamento, incluindo cirurgias para retirada de excesso de pele e desafios enfrentados durante a recuperação.

    Nos últimos tempos, Charity lidava com um quadro de saúde delicado. Ela realizava tratamento para linfedema e problemas respiratórios provocados pelo acúmulo de líquido nos pulmões. Além disso, enfrentava um câncer renal, diagnóstico que exigiu novos procedimentos médicos.

    Morre participante do Quilos Mortais que chegou aos 352 kg

  • Eduardo diz que visita de Tarcísio a Bolsonaro 'fortalece laços' e 'constrói pontes'

    Eduardo diz que visita de Tarcísio a Bolsonaro 'fortalece laços' e 'constrói pontes'

    “É um gesto que, sem dúvida, faz muito bem a ele neste momento difícil que ele atravessa e que contribui para que, com mais força e energia, possamos seguir adiante com esperança em dias melhores”, escreveu o ex-parlamentar nas redes sociais

    O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta quinta-feira, 29, representou um gesto de apoio em um “momento difícil” e contribui para o fortalecimento de laços políticos.

    “Fico muito feliz ao ver o Tarcísio visitando o meu pai. É um gesto que, sem dúvida, faz muito bem a ele neste momento difícil que ele atravessa e que contribui para que, com mais força e energia, possamos seguir adiante com esperança em dias melhores”, escreveu o ex-parlamentar em publicação no X.

    Este foi o primeiro encontro entre Tarcísio e Bolsonaro desde a prisão do ex-presidente. O governador havia sido autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a realizar a visita na quinta-feira passada, 22, mas optou por cancelá-la após avaliar que a conversa poderia servir para pressioná-lo a apoiar de forma mais explícita a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.

    Na terça-feira, 27, Tarcísio afirmou que não será candidato ao Palácio do Planalto “nem se Bolsonaro pedisse”. A pressão no campo da direita pela candidatura de Tarcísio à Presidência provocou um estremecimento na relação dele com a família Bolsonaro, que agora tenta dissipar publicamente o conflito.

    Na postagem, Eduardo Bolsonaro disse ainda que o episódio deve ser visto como um sinal de convergência entre aliados. “Este é um momento de focarmos naquilo que converge. Tenho certeza de que todos nós compartilhamos o mesmo desejo: um Brasil melhor“, escreveu.

    Segundo ele, São Paulo ocupa papel central nesse processo. “Esse caminho passa por São Paulo e por todos os brasileiros, inclusive aqueles que hoje estão fora do país”, afirmou.

    Eduardo destacou ainda a presença do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) no encontro e disse que gestos como o da visita reforçam compromissos políticos. “Fiquei especialmente satisfeito com a visita realizada hoje (ontem, quinta) e ainda mais alegre ao ver o meu irmão Carlos Bolsonaro ao lado do governador. Gestos como esse fortalecem laços, constroem pontes e reafirmam compromissos com o futuro do Brasil”, concluiu.

    Eduardo diz que visita de Tarcísio a Bolsonaro 'fortalece laços' e 'constrói pontes'

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • EUA não sabem o que é viver sob uma ditadura, afirma Wagner Moura à revista Variety

    EUA não sabem o que é viver sob uma ditadura, afirma Wagner Moura à revista Variety

    Ator indicado ao Oscar relaciona ‘O Agente Secreto’ ao avanço do autoritarismo no mundo; para ele, democracias vivem momento frágil, marcado por desinformação e ausência de limites

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em entrevista à revista americana Variety, o ator Wagner Moura falou sobre ditadura, democracia e o papel da arte em tempos de crise, traçando paralelos diretos entre o passado autoritário do Brasil e o cenário político atual dos Estados Unidos.

    Indicado ao Oscar de melhor ator pelo filme dirigido por Kleber Mendonça Filho, o ator brasileiro afirmou que parte do público americano não compreende plenamente o que significa viver sob um regime autoritário. “Vocês nunca tiveram a experiência de viver sob uma ditadura. Não sabem o que é isso”, disse, ao comentar a recepção da obra fora do Brasil.

    Ambientado nos anos 1970, “O Agente Secreto” acompanha Armando, ex-professor perseguido pelo regime militar que tenta fugir com o filho enquanto a repressão se intensifica. Para Moura, a história não fala apenas do passado, mas serve como alerta para o presente. Segundo ele, regimes autoritários raramente se impõem de forma abrupta -avançam aos poucos, muitas vezes normalizados pela sociedade.

    O ator explicou que o projeto nasceu de inquietações compartilhadas com o diretor. “Este é um filme que nasceu de como eu e Kleber nos sentíamos quando o Brasil estava sob esse tipo de governo fascista. De como nos sentíamos sobre nossos papéis como artistas”, afirmou, reforçando a dimensão política da obra.

    Ao longo da conversa, Moura demonstrou preocupação com a fragilidade das democracias contemporâneas e com o impacto da desinformação no debate público. Para ele, o problema central do mundo atual é a erosão dos fatos como base comum de discussão. “O que mais me preocupa na humanidade hoje é que não existem mais fatos. Fatos não importam mais”, disse.

    O ator destacou que, no passado, divergências políticas partiam de uma realidade compartilhada. “A gente costumava brigar -esquerda e direita- pela mesma coisa. Hoje em dia, não é sobre fatos. É sobre versões da verdade”, afirmou. Ele citou como exemplo a fragmentação da informação nas redes sociais, em que diferentes grupos recebem narrativas completamente distintas.

    Moura também comentou o que vê como uma resposta insuficiente das instituições democráticas diante de ameaças autoritárias, especialmente nos Estados Unidos. “Sinto que os Estados Unidos e suas instituições não estão respondendo com a firmeza adequada -estabelecendo limites, fazendo com que as pessoas enfrentem consequências”, disse.

    Além de “O Agente Secreto”, o ator lembrou sua participação em “Guerra Civil” (2024), distopia que imagina um conflito interno nos EUA a partir de uma radicalização política extrema. Para ele, a ficção tem servido como espelho de um mundo cada vez mais instável.

    EUA não sabem o que é viver sob uma ditadura, afirma Wagner Moura à revista Variety