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  • Matheus passa por 'gestão de crise' com Karol Conká e diz que preferia ter sido planta

    Matheus passa por 'gestão de crise' com Karol Conká e diz que preferia ter sido planta

    Quadro do reality mostra bate-papo entre ‘vilões’ do reality; cantora afirma que foi soberba e aconselha brother a aprender com erros

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – m quadro exibido pelo BBB 26 mostrou uma “gestão de crise” intermediada por Karol Conká com Matheus Moreira. Ambos foram vilões de suas respectivas edições.

    No bate-papo, Karol deu dicas ao ex-participante. “Agora é aprender com os erros e estar disposto a melhorar. Na minha edição [BBB 21], eu fui soberba”, lembrou a rapper.

    Eliminado do programa, Matheus diz que fez “tudo errado” e que estava “apavorado” com a repercussão negativa de seus atos logo nas primeiras horas fora do reality.

    E confessou que preferia ter tido uma personalidade diferente. “Eu sinto vergonha. Pelo menos fico tranquilo que planta nós não fomos. Mas eu preferia ter sido planta, sendo bem sincero.”

    Matheus passa por 'gestão de crise' com Karol Conká e diz que preferia ter sido planta

  • Paquetá escolhe camisa 20 e homenageia Vini Jr. em retorno ao Flamengo

    Paquetá escolhe camisa 20 e homenageia Vini Jr. em retorno ao Flamengo

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O meia Lucas Paquetá vai vestir a camisa 20 no retorno ao Flamengo. O número é uma homenagem a Vinicius Júnior, de quem foi companheiro no Rubro-Negro.

    O clube da Gávea divulgou o número que Paquetá vai usar através das redes sociais. O jogador desembarcou no Rio de Janeiro nesta manhã (29).

    O número 20 foi utilizado por Vini Jr quando chegou ao elenco profissional. A relação deles é quase que de irmãos. A informação sobre a homenagem foi publicada, inicialmente, pelo “ge” e confirmada pelo UOL.

    Paquetá e Vini Jr. deixaram o Flamengo no mesmo ano e por cifras milionárias. Vini Jr. se despediu do clube da Gávea rumo ao Real Madrid, da Espanha, enquanto Paquetá foi para o Milan, meses depois.

    Paquetá vestiu as camisas 39, 29 e 11 na primeira passagem pelo Rubro-Negro. Ele foi promovido em 2016 e deixou o Rubro-Negro em 2018.



    Paquetá escolhe camisa 20 e homenageia Vini Jr. em retorno ao Flamengo

  • Desemprego cai para 5,1% em dezembro, o menor já registrado

    Desemprego cai para 5,1% em dezembro, o menor já registrado

    Ano de 2025 termina com recorde de carteira assinada e renda

    O Brasil registrou, no trimestre encerrado em dezembro, taxa de desocupação de 5,1%, a menor já registrada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

    Observando os dados consolidados de 2025, a taxa anual de desocupação ficou em 5,6%, também a menor já registrada. O número de ocupados chegou a 103 milhões.

    O ano passado também registrou recorde na renda média mensal do trabalhador, que atingiu R$ 3.560, um aumento de 5,7% (ou R$ 192) na comparação com 2024. 

    O número de carteira assinada no ano também foi o mais alto já registrado: 38,9 milhões de pessoas, expansão de 1 milhão na comparação com o ano anterior.

    Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Desemprego cai para 5,1% em dezembro, o menor já registrado

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  • PF encontrou indícios sobre políticos em investigação do Master

    PF encontrou indícios sobre políticos em investigação do Master

    Em provas coletadas pela PF na primeira fase da operação Compliance Zero, que teve como alvo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, há referências a lideranças partidárias e altas autoridades

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – As investigações da Polícia Federal envolvendo o Banco Master chegaram a elementos que apontam para o envolvimento de políticos com foro especial. Apurações sobre essas autoridades terão de correr no STF (Supremo Tribunal Federal).

    Provas coletadas pela PF na primeira fase da operação Compliance Zero, que teve como alvo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, contêm referências a lideranças partidárias e altas autoridades, segundo relatos feitos à reportagem, sob anonimato, por investigadores do caso. Eles afirmam que foram feitos “vários achados” com menções a essas figuras.

    Quando Vorcaro foi preso, a PF quebrou sigilos, apreendeu documentos e acessou o telefone celular do banqueiro.

    As referências aos políticos, na avaliação de investigadores, não têm relação direta com o inquérito sobre a fabricação de carteiras fraudulentas de crédito consignado pelo Master e a negociação de venda para o BRB (Banco de Brasília).

    Essas fraudes sustentaram a decisão da Justiça Federal em Brasília que autorizou a primeira fase da operação da PF, em 18 de novembro do ano passado, mesmo dia em que o Master foi liquidado.

    Vorcaro ganhou notoriedade em Brasília por ter construído uma rede de aliados políticos e por organizar encontros em uma mansão na capital.

    As conhecidas relações do banqueiro provocam tensão entre autoridades desde que o dono do Master foi alvo da PF. Alguns políticos temem que sejam desvendadas suas relações pessoais e financeiras com Vorcaro.

    As conexões do banqueiro são consideradas tão amplas que provocaram a leitura de que uma investigação profunda seria comparável à operação Lava Jato, que provocou abalos em diversos partidos e levou a uma série de tentativas de abafar as apurações.

    A verificação desses indícios será agora aprofundada pelos investigadores para determinar se houve participação de autoridades no esquema de fraudes de Vorcaro. Eles se somarão aos dados já coletados na segunda fase da operação, que teve como alvo o uso de fundos de investimentos administrados pela gestora Reag para desvio de recursos captados pelo Master com a venda de CDBs (Certificados de Depósitos Bancários).

    A segunda fase da Compliance Zero, realizada em janeiro, ocorreu já por ordem do ministro do STF, Dias Toffoli, que assumiu o caso após provocação da defesa de Vorcaro, que alegou ter sido encontrada uma referência ao deputado João Bacelar (PL-BA), que tem foro especial.

    A referência a Bacelar, no entanto, não é o alvo das apurações da PF neste novo momento. O material encontrado na operação cita outros políticos, incluindo nomes do Congresso.

    Em depoimento à PF no fim de dezembro, Vorcaro minimizou suas conexões com autoridades. “Se eu tenho tantas relações políticas, como estão dizendo, e se eu tivesse pedido a ajuda desses políticos, eu não estaria com a operação do BRB negada, eu não estaria aqui de tornozeleira, eu não teria sido preso e estava com a minha família sofrendo o que a gente está sofrendo”, disse.

    Segundo investigadores, as apurações envolvendo políticos poderão ser desmembradas do caso original. Mesmo que o inquérito sobre o negócio BRB-Master seja remetido à Justiça de primeiro grau, a investigação envolvendo políticos continuaria sob supervisão do STF.

    Nas últimas semanas, uma articulação foi iniciada por ministros do Supremo para que o caso seja remetido à Justiça de primeiro grau. O objetivo era reduzir a pressão sobre o tribunal, principalmente depois de revelações sobre conexões de integrantes do tribunal com negócios do Master.

    O movimento passou a ser descrito como uma saída honrosa para o ministro Dias Toffoli, relator do inquérito no Supremo, que tem sua conduta questionada por manter um alto grau de sigilo sobre o caso e pela sociedade que dois de seus irmãos mantiveram com um fundo controlado pelo cunhado de Vorcaro no resort Tayayá, no Paraná.

    Com o desgaste do STF e a pressão da opinião pública, o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo, chegou a afirmar ao G1 que havia “uma tendência, pelo que se verifica até agora” de que o caso saísse do tribunal.

    A menção aos políticos encontrada na investigação, no entanto, deve levar a um ajuste de rota, com parte das investigações enviadas à instância inferior e uma nova frente aberta no STF.

    A investigação que pode ser enviada ao primeiro grau, que envolve a fabricação de carteiras pelo Master, está avançada e deve ser concluída rapidamente, segundo agentes envolvidos no caso. A PF deve produzir um relatório final e apontar os indícios de crime que teriam sido praticados pelos principais suspeitos.

    A preocupação de pessoas envolvidas no caso, ouvidas pela Folha, é com o risco de as investigações contra políticos não avançarem no STF por pressões sobre a corte.

    PF encontrou indícios sobre políticos em investigação do Master

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  • Babu Santana atende Big Fone e terá de indicar em consenso alguém ao Paredão

    Babu Santana atende Big Fone e terá de indicar em consenso alguém ao Paredão

    Telefone tocará mais duas vezes para movimentar o jogo; entenda; Breno já havia vetado Brigido de provas da semana

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Na manhã desta sexta-feira (30), o Big Fone voltou a tocar no BBB 26 (Globo). E dessa vez foi Babu Santana quem atendeu. Na mensagem, foi pedido que ele colocasse uma pulseira prateada no pulso.

    “Atenção, preste muita atenção. Pegue, agora, a pulseira prateada na despensa e coloque no seu braço. Caso você seja o Líder, dê a pulseira para outro jogador. Faça isso imediatamente”, disse a voz.

    O que ninguém ainda sabe é que o Big Fone tocará mais duas vezes na casa, uma nesta noite de sexta, durante o programa, e outra no sábado também durante a atração.

    Em consenso, as três pessoas que atenderem terão de indicar alguém ao Paredão. Vale lembrar que o telefone já havia tocado na noite de quinta (29).

    Breno Corã foi o primeiro a chegar até ele e ouviu que teria de vetar alguém de todas as disputas da semana. O escolhido para ficar de fora foi Brigido Neto.

    Babu Santana atende Big Fone e terá de indicar em consenso alguém ao Paredão

  • Irmã de Medina se beneficia de erro, avança em Pipe e mantém sonho da elite

    Irmã de Medina se beneficia de erro, avança em Pipe e mantém sonho da elite

    (UOL/FOLHAPRESS) – Sophia Medina conseguiu uma classificação importante no fim da bateria e avançou ao Round de 32 da etapa de Pipeline do Challenger Series, nesta quinta-feira, mantendo vivas as chances de classificação ao Circuito Mundial de Surfe (CT).

    O QUE ACONTECEU

    A brasileira competiu na sétima bateria do Round de 48, em um mar ainda difícil no início do dia no Havaí, com poucas ondas oferecendo tubos – principal critério valorizado pelos juízes nesta etapa.

    Durante boa parte da disputa, Sophia ocupou as últimas posições. Faltando pouco menos de dez minutos para o fim, decidiu se arriscar em duas ondas de manobra, uma para a direita e outra para a esquerda, ambas sem tubo, mas executadas com precisão.

    As notas 4,80 e 2,47 a colocaram provisoriamente em terceiro lugar.

    JAPONESA ERRA

    A classificação se confirmou após um erro de prioridade da japonesa Mirai Ikeda. Na vice-liderança da bateria e com menos de cinco minutos restantes, Ikeda remou na onda de Anon Matsuoka e acabou perdendo uma de suas notas, permitindo que Sophia a ultrapassasse.

    Sophia avançou com 7,27 pontos, atrás apenas de Matsuoka, que liderou com 8,07.

    Com o resultado, a brasileira segue viva na disputa por uma vaga entre as sete primeiras do ranking que garantem classificação ao Mundial desta temporada.

    Treinador brasileiro firma compromisso de quatro anos com a federação peruana

    Folhapress | 07:40 – 30/01/2026

     

    Irmã de Medina se beneficia de erro, avança em Pipe e mantém sonho da elite

  • Pela 1ª vez, missão à Lua terá uma mulher, um negro e um não americano

    Pela 1ª vez, missão à Lua terá uma mulher, um negro e um não americano

    Em fevereiro acontecerá o lançamento da missão lunar Artemis II, onde, durante dez dias, serão testados todos os sistemas que serão usados para voltar a colocar seres humanos na Lua

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Cerca de um dia após sua decolagem, prevista no momento para 6 de fevereiro, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen se tornarão os primeiros seres humanos a deixar a órbita da Terra desde a missão Apollo 17, em dezembro de 1972.

    Na prática, é como se eles fossem os primeiros para mais da metade dos terráqueos (cerca de 4,3 bilhões dos 8,2 bilhões de humanos hoje no planeta não estavam vivos naquele ano). Isso dá uma dimensão do aspecto histórico da missão Artemis 2, a primeira do novo programa tripulado da Nasa a levar astronautas até as imediações da Lua.

    A escolha do quarteto foi anunciada pela agência espacial americana em 3 de abril de 2023, quase três anos atrás, após reiterados atrasos no cronograma do programa que empurraram a missão para 2024, depois 2025, e finalmente 2026 -agora realmente pronta para voar.

    É a primeira vez na história que mais de três pessoas fazem essa jornada ao mesmo tempo. As missões Apollo, realizadas entre 1968 e 1972, só comportavam um trio de astronautas. E o processo de escolha da tripulação envolve uma nova realidade: a da preocupação com a diversidade e com parcerias internacionais.

    Parece até estranho falar isso num momento em que a gestão Donald Trump parece abominar ambas as ideias. Mas não era o caso no primeiro mandato dele, em que o governo, ao instituir o programa Artemis, enfatizava a todo momento que enviaria à Lua a primeira mulher e a primeira pessoa não branca.

    Se a escalação da tripulação fosse hoje, e não durante a gestão Joe Biden, provavelmente não seria essa a formação do quarteto, já que agora a gestão Trump 2 repudia qualquer afirmação de diversidade (apagando inclusive páginas do site da Nasa que destacavam isso).

    Com isso, Christina Koch está prestes a virar a primeira mulher a dar uma volta ao redor da Lua e Victor Glover será o primeiro negro. A terceira novidade é Jeremy Hansen, canadense, que será o primeiro não americano a fazer essa viagem. A Agência Espacial Canadense faz parte do programa Artemis colaborando com elementos para a estação orbital lunar Gateway, que reuniria parceiros tradicionais da Estação Espacial Internacional (ISS) e que o governo Trump também está tentando cancelar.

    Com efeito, a participação mais efetiva no programa vinda de fora dos EUA é da Agência Espacial Europeia (ESA), que desenvolveu o módulo de serviço da cápsula Orion, veículo que levará os astronautas às imediações lunares. Com o embarque de um canadense nesse primeiro voo à Lua, os europeus esperam ter um assento para a primeira missão de pouso na superfície lunar, por ora marcada para 2028 (mas com enorme chance de atrasar).

    Conheça a seguir os quatro astronautas que farão a primeira jornada circunlunar do século 21.

    REID WISEMAN | COMANDANTE

    Nascido em 11 de novembro de 1975, em Baltimore, Maryland, Gregory Reid Wiseman tem formação como engenheiro da computação pelo Instituto Politécnico Rensselaer e mestrado em engenharia de sistemas pela Universidade Johns Hopkins, concluído em 2006. Após se formar no Rensselaer, Wiseman se juntou à Marinha americana, onde se tornou aviador em 1999 e participou de diversas operações militares na carreira.

    Ele servia como tenente-comandante no porta-aviões USS Dwight D. Eisenhower quando foi escolhido para integrar a turma 20 de astronautas da Nasa, em 2009, em uma disputa que envolveu cerca de 3.500 participantes. Wiseman tinha o forte desejo de se tornar astronautas desde que vira pessoalmente um lançamento do ônibus espacial, em 2001.

    Como é comum, levou um tempo até que ele tivesse a oportunidade de ir ao espaço. Aconteceu em maio de 2014, quando foi selecionado para participar das expedições 40 e 41 da ISS, onde passou pouco menos de seis meses trabalhando no complexo orbital, depois de ir até lá em uma cápsula Soyuz.

    Em 2020, Wiseman foi selecionado para chefiar o Escritório dos Astronautas, no Centro Espacial Johnson, em Houston, cargo que ocupou até 2022, quando então retornou à escala de voos. A volta foi premiada com a escolha, em 2023, de ser o comandante da histórica Artemis 2 -seu segundo voo espacial.

    Hoje com 50 anos, e já aposentado da Marinha, Wiseman é viúvo. Sua esposa, Carroll Wiseman, morreu em 2020, e ele tem duas filhas.

    VICTOR GLOVER | PILOTO

    Nascido em 30 de abril de 1976, em Pomona, Califórnia, Victor Jerome Glover Jr. se destacou cedo por seu desempenho atlético, tendo jogado futebol americano no ensino médio, o que lhe valeu o prêmio de Atleta do Ano de 1994. Mas desde cedo, encorajado pelo pai, Glover nutria interesse por ciência e engenharia, o que o fez estudar engenharia na Cal Poly (Universidade Estadual Politécnica da Califórnia), formando-se em 1999. Seus interesses esportivos continuaram, envolvendo futebol americano e luta livre.

    O avô de Glover havia servido à Força Aérea dos EUA durante a Guerra da Coreia, nos anos 1950, o que certamente também despertou o interesse do neto por aviação. Entre 2007 e 2010, ele obteve mestrados por três instituições diferentes, em engenharia de teste de voo pela Universidade do Ar (da Força Aérea), na Base Edwards, na Califórnia, em engenharia de sistemas na Escola Naval de Pós-Graduação, em Monterrey, Califórnia (mesma instituição e mesmo curso que está no currículo de Marcos Pontes, único astronauta brasileiro e hoje senador), e em arte e ciência militar operacional na Universidade do Ar em Montgomery, Alabama.

    Comissionado como alferes na Marinha americana em 1999, ele se formou aviador em 2001 e acumulou ao longo de sua carreira militar mais de 3.000 horas de voo em mais de 40 aeronaves, participando de 24 missões de combate. O nome de guerra de Glover na Marinha é “Ike”, dado por um de seus oficiais comandantes, sigla de “eu sei tudo” (“I know everything”).

    Na Nasa, Glover entrou em 2013, como parte da turma 21 de astronautas, concluindo seu treinamento em 2015. Dali a três anos, em 2018, ele seria escolhido como um dos astronautas que fariam parte do programa comercial tripulado, em que membros da Nasa viajariam ao espaço em espaçonaves desenvolvidas pela iniciativa privada. Ele fez parte da segunda tripulação a voar na cápsula Crew Dragon, da SpaceX, em novembro de 2020, em sua primeira missão operacional à ISS. Ele fez parte das expedições 64/65, ficando pouco menos de seis meses no espaço antes de retornar à Terra na mesma cápsula que o levou, a Crew Dragon Resilience, em maio de 2021.

    Glover, agora com 49 anos, espera para realizar seu segundo voo ao espaço, contornar a Lua e se tornar o primeiro afro-americano a realizar a façanha. Na Terra, estarão à espera de seu retorno a mulher, Dionna Odom Glover, e quatro filhas.

    CHRISTINA KOCH | ESPECIALISTA DE MISSÃO

    Ela acaba de comemorar seu 47º aniversário. Christina Hammock Koch, nascida em 29 de janeiro de 1979 em Grand Rapids, Michigan, e criada em Jacksonville, Carolina do Norte, sonhava desde criança em ser astronauta. Ela se formou em física e engenharia elétrica pela Universidade Estadual da Carolina do Norte em Raleigh, onde também concluiu um mestrado em engenharia elétrica em 2002.

    Interessada na intersecção entre engenharia e espaço, ela entrou no programa Academia Nasa, do Centro Goddard de Voo Espacial, onde colaborou no desenvolvimento de instrumentação científica que acabou embarcada em diversas missões robóticas da agência espacial americana em astronomia e cosmologia.

    Koch também desenvolveu seu lado explorador entre 2004 e 2007, quando fez parte do Programa Antártico dos EUA e passou mais de três anos viajando pelas regiões árticas e antárticas, incluindo uma temporada na Estação Amundsen-Scott, no polo Sul, encarando temperaturas de até -79,4°C.

    Entre 2007 e 2009, ela voltou a trabalhar no desenvolvimento de instrumentos científicos, desta vez no APL (Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins), onde contribuiu com equipamentos voltados para a detecção de radiação que foram embarcados nas missões Juno, a Júpiter, e Van Allen Probes, que estudaram a magnetosfera terrestre.

    Em 2010, ela voltou a se dedicar a expedições polares e em 2012 trabalhou na Noaa (agência americana ligada a oceanos e atmosfera), até ser escolhida, em 2013, como parte da turma 21 de astronautas da Nasa -colega de Glover. Depois de embarcar vários instrumentos que iriam ao espaço, estava na hora de ela ir por si mesma e realizar o sonho de infância.

    Em março de 2019, ela voou até a ISS numa cápsula russa Soyuz e participou das expedições 59/60/61. Seu retorno foi adiado em razão do gerenciamento das escalas do programa de tripulação comercial e ela só voltou ao espaço em 6 de fevereiro, após nada menos que 328 dias em órbita. Com isso, ela bateu o recorde de maior estadia contínua para uma mulher no espaço, superando Peggy Whitson, que havia permanecido por 289 dias.

    O ótimo desempenho a credenciou para fazer parte da missão Artemis 2, onde ela baterá um novo recorde -será a primeira mulher a contornar a Lua. Torcendo, de longe, estará o marido, Robert Koch, que mora com ela no Texas.

    JEREMY HANSEN | ESPECIALISTA DE MISSÃO

    Outro que acaba de fazer aniversário. Nascido em 27 de janeiro de 1976, em London, Ontário (Canadá), Jery Roger Hansen é o único tripulante da Artemis 2 que não teve experiência pregressa no espaço.

    Criado numa fazenda, Hansen cresceu olhando para as estrelas. Hansen entrou para a Força Aérea Real Canadense em 1994 e frequentou o Colégio Real Militar em Kingston, Ontário, onde se formou bacharel em ciência espacial em 1999. Na mesma instituição, em 2000, ele obteve um mestrado em física, com um foco de pesquisa em rastreamento de satélites. Além de ser astronauta da CSA (Agência Espacial Canadense), ele segue com vínculo à Aeronáutica de seu país, com a patente de coronel.

    A exemplo de outros astronautas canadenses, Hansen foi formado pela Nasa, ao fazer parte da turma 20, de 2009, como colega de Wiseman. E, além de astronauta, ele também é um cavenauta e um aquanauta. Em 2013, fez parte do treinamento CAVES, da Agência Espacial Europeia, ao lado de outros astronautas de várias nacionalidades. Em 2014, ele fez parte da tripulação do laboratório Aquarius, durante a missão de exploração submarina NEEMO 19, que durou sete dias.

    Em 2023, ele finalmente foi escalado para sua primeira missão espacial, e valeu a pena esperar: na Artemis 2, Hansen se tornará, aos 50 anos, o primeiro canadense e o primeiro não americano a viajar às imediações da Lua. Em casa, ele terá a torcida de Catherine Hansen, sua esposa e reconhecida especialista em saúde da mulher, e três filhos.

    Pela 1ª vez, missão à Lua terá uma mulher, um negro e um não americano

  • Tabela de Imposto de Renda tem defasagem de 157%, mesmo com isenção até R$ 5.000

    Tabela de Imposto de Renda tem defasagem de 157%, mesmo com isenção até R$ 5.000

    Estudo do Sindifisco aponta que valor corrigido pela inflação alcançaria R$ 6.694,37; veja a diferença entre a tabela de 2026 e os valores corrigidos pelo IPCA

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A defasagem da tabela do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) chegou a 157,22% em 2025, segundo cálculo do Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal) com base no IPCA, índice oficial da inflação no país.

    Isso significa que milhões de brasileiros estão recolhendo mais imposto, ano após ano, mesmo sem elevação das alíquotas ou aumento real de renda -apenas pela não atualização da tabela.

    Apesar da sanção da lei que estabeleceu a isenção para quem ganha até R$ 5.000 mensais e a redução gradual do imposto até R$ 7.350 por mês, em novembro de 2025, essas medidas não recompõem a perda inflacionária acumulada ao longo dos anos.

    “O desconto que garantiu a isenção de IR para pessoas com ganhos até R$ 5.000 foi um grande avanço na direção da justiça tributária, especialmente ao ser alinhado com a cobrança de alíquota efetiva mínima de 10% para os contribuintes com rendas superiores a R$ 1,2 milhão anuais. Porém, ainda existe uma diferença de R$ 1.694,37 comparando-se a tabela corrigida pela inflação e a isenção concedida”, afirma Dão Real, presidente do Sindifisco Nacional.

    De acordo com o estudo do sindicato, se a tabela estivesse integralmente corrigida pela inflação acumulada desde 1996, ano em que os reajustes automáticos foram suspensos, estariam isentos os brasileiros com renda mensal bruta de até R$ 6.694,37. Nesse cenário, apenas a parcela dos salários acima de R$ 12.374,74 por mês estaria sujeita à alíquota máxima de 27,5%, atualmente aplicada a partir de R$ 7.350.

    Para o Sindifisco, a nova lei, ao não corrigir as demais faixas da tabela, manteve a estrutura regressiva do IRPF, em que os que ganham menos acabam, proporcionalmente, pagando mais.

    Segundo ele, a manutenção das demais faixas defasadas sustenta o chamado “efeito arrasto”, quando reajustes salariais apenas para repor a inflação fazem o contribuinte subir de faixa e pagar mais imposto, mesmo sem ganho real. Isso amplia a carga tributária de forma implícita e recai de forma desproporcional sobre os contribuintes de rendas mais baixas e especialmente a classe média assalariada.

    Simulações presentes no estudo evidenciam o peso da defasagem: um contribuinte com rendimento mensal bruto de R$ 6.500 paga atualmente R$ 535,04 a mais por mês do que pagaria com a tabela corrigida integralmente. Quem ganha R$ 10 mil por mês paga R$ 1.186,87 a mais, o que corresponde a um aumento de 371,80% em relação ao valor que deveria ser devido. Já entre os que ganham acima de R$ 100 mil mensais, o impacto relativo da defasagem é de apenas 7,86%.
    Diferença entre a tabela de 2026 e valores corrigidos pela inflação
    Em R$

    Rendimento Mensal Bruto – Imposto a mais
    1.518 – 0
    2.000 – 0
    2.500 – 0
    3.000 – 0
    3.036 – 0
    3.434 – 0
    4.000 – 0
    4.358 – 0
    5.000 – 0
    5.010 – 3,58
    5.158 – 56,58
    5.272 – 97,36
    5.500 – 190,47
    5.600 – 231,28
    5.698 – 271,25
    6.000 – 382,88
    6.500 – 535,84
    6.800 – 627,38
    7.000 – 688,41
    7.100 – 718,92
    7.200 – 749,44
    7.350 – 795,21
    7.360 – 796,93
    7.400 – 803,81
    7.500 – 821,01
    7.800 – 872,61
    8.000 – 907,01
    8.500 – 992,67
    9.000 – 1.078,17
    10.000 – 1.186,87
    20.000 – 1.553,42
    45.000 – 1.553,42
    100.000 – 1.553,42
    Fonte: Sindifisco
    Para o Sindifisco Nacional, a correção integral da tabela pela inflação oficial não representa renúncia fiscal, mas sim uma obrigação do Estado de preservar o valor real da renda do trabalho, respeitando os princípios constitucionais da capacidade contributiva e da progressividade.

    O sindicato defende ainda medidas estruturais, como a ampliação do número de faixas, o aumento da alíquota efetiva nos estratos superiores de renda e a tributação adequada de lucros e dividendos, como forma de corrigir distorções históricas do sistema tributário brasileiro.

    VEJA A TABELA DE ISENÇÃO E REDUÇÃO DO IR 2026

    Rendimentos tributáveis – Redução do imposto

    • até R$ 5.000 – até R$ 312,89, de modo que o imposto devido seja zero
    • de R$ 5.000,01 até R$ 7.350 – R$ 978,62 – (0,133145 x rendimentos tributáveis sujeitos à incidência mensal)
    • de modo que a redução do imposto seja decrescente linearmente até zerar o benefício para rendimentos a partir de R$ 7.350

    VEJA A TABELA DO IR A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2026

    Base de cálculo – Alíquota – Dedução

    Até R$ 2.428,80 – – – –
    De R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65 – 7,5% – R$ 182,16
    De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 – 15,0% – R$ 394,16
    De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 – 22,5% – R$ 675,49
    Acima de R$ 4.664,68 – 27,5% – R$ 908,73

    Tabela de Imposto de Renda tem defasagem de 157%, mesmo com isenção até R$ 5.000

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  • Alcaraz supera dores, bate Zverev em 5h27 e vai à final no Australian Open

    Alcaraz supera dores, bate Zverev em 5h27 e vai à final no Australian Open

    (UOL/FOLHAPRESS) – Alexander Zverev teve suas chances nesta sexta-feira, na primeira semifinal do Australian Open. O alemão fez um bom começo de jogo e sacou para fechar o segundo set, mas cometeu erros que Carlos Alcaraz não perdoou.

    O número 1 do mundo era superior em todos pontos importantes, mas teve problemas físicos a partir do terceiro set, e o jogo ganhou contornos dramáticos. Zverev reagiu, levou o jogo ao quinto set e esteve a um game de saque da vitória. Alcaraz, contudo, recuperou-se a tempo, conseguiu uma quebra de saque providencial e, no fim, despachou o alemão. Após 5h27min de jogo, o placar final registrou 6/4, 7/6, 6/7, 6/7 e 7/5 a favor do espanhol de 22 anos, que alcançou a final em Melbourne pela primeira vez na carreira.

    A partida foi a terceira mais longa da história do torneio. O recorde ainda pertence à final de 2012, quando Novak Djokovic derrotou Rafael Nadal em 5h53min. Alcaraz agora aguarda para conhecer seu adversário na final. A outra semi terá Jannik Sinner, atual número 2 do mundo, e Novak Djokovic, quarto colocado no ranking. Caso o italiano leve a melhor, será a quarta final de slam consecutiva entre ele e o espanhol. Alcaraz levou a melhor nas decisões de Roland Garros e do US Open, enquanto Sinner foi campeão em cima do rival em Wimbledon.

    MAIS JOVEM EM QUATRO FINAIS

    Será a oitava final de slam na carreira de Alcaraz. Nas sete que disputou até agora, venceu seis: US Open em 2020 e 2025, Roland Garros em 2024 e 2025 e Wimbledon em 2023 e 2024. Se triunfar na Austrália, completará o career slam, feito em que um tenista conquista os quatro slams, mesmo que em temporadas diferentes.

    De qualquer modo, ao alcançar a decisão em Melbourne, Alcaraz já quebrou um recorde: tornou-se o tenista mais jovem da Era Aberta (a partir de 1968) a estar nas finais dos quatro torneios do Grand Slam. Com 22 anos e 272 dias de vida, ele deixa para trás Jim Courier, que tinha 22 anos e 321 dias de vida quando estabeleceu a marca em Wimbledon/1993.

    Carlitos também igualou uma importante marca compartilhada por Rafael Nadal e Bjorn Borg, os únicos que disputaram oito finais de slam com até 22 anos.

    VANTAGEM SOBRE ZVEREV

    Alcaraz agora tem vantagem no histórico de confrontos com Zverev. O espanhol soma sete vitórias contra seis do alemão. Em slams, Carlitos também lidera: três triunfos em cinco duelos.

    COMO ACONTECEU

    Zverev fez um bom começo de jogo, sacando bem e sendo agressivo do fundo de quadra. A coisa começou a mudar a partir do sétimo game, quando Alcaraz conquistou o primeiro break point do jogo a fazer uma bela passada de esquerda. O alemão se salvou, mas sucumbiu no nono game. Primeiro, errou uma esquerda simples e cedeu outro break point. Em seguida, cometeu uma dupla falta. Com a quebra, Alcaraz confirmou o saque pouco depois e fez 6/4.

    Zverev começou o segundo set de forma errática, mas salvou um break point no primeiro game e manteve o placar equilibrado até conquistar três chances de quebra no sexto game, quando ganhou dois belos ralis. Alcaraz salvou os dois primeiros com ótimas direitas, mas errou um forehand no terceiro e perdeu o saque. Sascha teve a chance de sacar para o set, mas cometeu três erros não forçados e acabou quebrado quando Alcaraz atacou bem com uma esquerda. O jogo mudou, o alemão sentiu o momento, e o número 1 do mundo foi ao ataque. No 11º game, Alcaraz conquistou mais dois break points. Zverev salvou o primeiro indo à rede e o segundo com um ace. A decisão veio em um equilibrado tie-break, que não teve mini-breaks até o 11º ponto. Zverev perdeu a chance de abrir 6/5 quando errou um voleio nada complicado. Alcaraz, novamente, não perdoou um erro do oponente. Com um set point, disparou uma direita indefensável para fechar o set: 7/6.

    PROBLEMA FÍSICO ASSUSTA

    Tudo parecia apontar para uma vitória tranquila de Alcaraz, mas o espanhol começou a dar indícios de que sentia problemas físicos. Com o placar em 4/4, o espanhol deu duas curtinhas e escapou ao disparar mais uma direita vencedora. Na virada de lado, recebeu atendimento médico para tratar um desconforto na coxa direita. Enquanto isso, Zverev reclamava com o supervisor do torneio por acreditar que o espanhol tinha cãibras – e as regras não permitem atendimento para tratar cãibras.

    Alcaraz voltou para o jogo sem se movimentar bem, mas conseguiu confirmar o saque duas vezes arriscando e executando mais bolas vencedoras, mas também contando com erros de Zverev. Sascha, então, confirmou seu serviço e forçou outro tie-break. Desta vez, o alemão saiu na frente e aproveitou a movimentação ruim do espanhol para abrir 5/2 com uma curtinha vencedora. Alcaraz errou uma esquerda e, pouco depois, Zverev fez 7/6, levando o jogo para o quarto set.

    Alcaraz bebeu suco de picles (frequentemente usado contra cãibras) e recebeu massagem na outra coxa antes do quarto set. O espanhol seguiu lutando do jeito que dava e, no sexto game, salvou dois break points para manter a parcial sem quebras (3/3). O número 1, que aos poucos passava a se mexer melhor em quadra, também escapou da quebra no oitavo e no décimo games após sacar em 0/30 em ambos. Foi necessário outro tie-break e, mais uma vez, Zverev levou a melhor. Quando Alcaraz errou uma esquerda sacando em 4/5, deu dois set points para o alemão. Logo no primeiro, uma linda direita na cruzada definiu a parcial: 7/6.

    Zverev abriu o quinto set com uma quebra, que veio após uma dupla falta de Alcaraz. Perto da derrota, o espanhol elevou o nível. No quarto game, conquistou dois break points, mas Sascha se salvou. No sexto, Alcaraz fez uma curtinha espetacular e uma devolução vencedora para obter nova chance de quebra, mas Zverev escapou mais uma vez. No oitavo, após três erros não forçados do alemão, o espanhol teve outros dois break point. Zverev escapou do primeiro vencendo um belo rali. No segundo, Alcaraz errou uma direita.

    Assim, a duras penas, o número 3 do mundo teve a chance de sacar para o jogo no décimo game, com o placar em 5/4. O game começou com uma passada de Alcaraz, e uma direita vencedora deu mais dois break points ao número 1. Desta vez, não houve saída para Zverev, que cometeu um erro forçado e viu o placar ficar em 5/5. A torcida festejou, Alcaraz ganhou moral, e Sascha sucumbiu. No 12º game, foi quebrado outra vez e viu o rival celebrar

    Alcaraz supera dores, bate Zverev em 5h27 e vai à final no Australian Open

  • Operações de Trump levam buscas pelo ICE a níveis históricos no Google

    Operações de Trump levam buscas pelo ICE a níveis históricos no Google

    Volume de pesquisas sobre a agência federal supera o do primeiro mandato do republicano; no Brasil, pesquisas sobre o órgão também cresceram

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O uso ostensivo do ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos, durante o governo de Donald Trump também aumentou o interesse pela agência federal. Segundo dados do Google Trends, as buscas pelo termo no país atingiram na última semana o nível mais alto registrado pela ferramenta.

    Criado em 2003, o ICE já havia despertado interesse no primeiro mandato de Trump (2017 – 2021). Ainda assim, o volume de buscas daquele período fica bem abaixo do registrado nos últimos dias em diferentes regiões dos EUA.

    O movimento não se restringiu apenas entre os americanos. No Brasil, por exemplo, as pesquisas sobre o órgão também cresceram e atingiram níveis inéditos recentemente. Entre as dúvidas mais frequentes estão “O que é o ICE?” e “O que a sigla significa nos EUA?”.

    O QUE É O ICE?

    O Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) é a agência federal responsável por fiscalizar a imigração e combater a permanência irregular de estrangeiros. O órgão foi criado em 2003 no Departamento de Segurança Interna, durante o governo de George W. Bush, em meio às mudanças adotadas após os atentados do 11 de Setembro.

    Segundo a própria instituição, sua missão é “promover a segurança interna e a segurança pública com a aplicação das leis federais que regem o controle de fronteiras, alfândega, comércio e imigração, tanto na esfera criminal quanto na civil”.

    Ainda de acordo com a agência, eles contam atualmente com mais de 20 mil agentes da lei e funcionários de apoio em mais de 400 escritórios nos EUA e em todo o mundo.

    HISTÓRICO DO ICE DURANTE OS GOVERNOS OBAMA, BIDEN E TRUMP

    Ao longo de duas décadas, o ICE foi acionado por diferentes presidentes, mas sua presença ganhou maior visibilidade em momentos de endurecimento da política migratória, como durante as gestões de Trump.

    Desde o início do atual mandato, o tema voltou ao centro do debate após a morte de dois cidadãos americanos em Minneapolis durante ações de agentes federais, em meio a uma política de deportação em larga escala, repressão a protestos e detenções que chegaram a atingir crianças.

    O governo também tem usado as redes sociais para divulgar operações, com vídeos em tom de meme e publicações com fotos de procurados.

    Análise de dados do governo dos EUA feita pela Folha aponta que, de janeiro a setembro de 2025, o ICE deportou ao menos 113 mil imigrantes, alta de 126% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o democrata Joe Biden estava no poder.

    No passado, a agência realizava grande parte das prisões em parceria com cadeias e prisões locais, detendo de forma mais discreta imigrantes já presos por outras forças policiais.

    Esse padrão mudou nos últimos anos, em parte porque o governo Trump avançou para encerrar programas da gestão anterior que protegiam parte dessas pessoas da deportação, como o Status de Proteção Temporária, que permite a permanência de estrangeiros nos EUA por períodos limitados, geralmente de cerca de 18 meses, quando crises como terremotos ou conflitos armados tornam inseguro o retorno ao país de origem.

    Sob Biden, a orientação oficial buscou concentrar recursos em casos considerados prioritários. Em 2021, o presidente publicou diretrizes sobre quais imigrantes em situação irregular deveriam ter prioridade para detenção e deportação, como a gravidade de uma infração anterior, o tipo de dano causado e se uma arma de fogo estava envolvida.

    Essas diretrizes também davam aos agentes maior margem para avaliar quem representava ameaças à segurança pública e nacional do país.

    Na última terça-feira (27), Biden criticou a atuação do ICE, em Minneapolis, e disse que os episódios representam uma traição aos “valores mais básicos” da sociedade americana.

    Já sob Trump, o endurecimento das operações não é novidade. No primeiro mandato, as ações do ICE foram ampliadas e o foco se expandiu para além de pessoas com condenações por crimes graves. Naquele período, os EUA também adotaram medidas mais rígidas na agenda migratória, incluindo iniciativas para restringir programas de proteção a jovens imigrantes criados na era Barack Obama.

    Obama, por sua vez, priorizava a prisão e a deportação de imigrantes que tivessem cometido crimes graves. Em seu governo, foi implementado no ICE o Programa de Aplicação Prioritária (vigente de 2015 a 2017), voltado a identificar imigrantes que pudessem representar risco à segurança pública.

    Ainda assim, as expulsões no período atingiram níveis elevados. Ao deixar o cargo, dados oficiais indicavam que nenhum outro presidente na história dos EUA havia deportado tantas pessoas quanto Obama, o que lhe rendeu, entre líderes da comunidade latina, o apelido de “deportador-chefe”.

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