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  • É justo que Lamine Yamal não receba já a Bola de Ouro

    É justo que Lamine Yamal não receba já a Bola de Ouro

    O fato de Ousmane Dembélé ter conquistado a Bola de Ouro de 2025 continua dando o que falar, após uma temporada dos sonhos em que venceu a Ligue 1, a Copa da França, a Supercopa da França e até a Liga dos Campeões, vestindo a camisa do Paris Saint-Germain.

    Lamine Yamal ficou em segundo lugar, com mais de 300 votos de diferença, algo que Nani considera… natural. Em uma longa entrevista concedida ao jornal espanhol As, o ex-jogador português elogiou bastante o jovem atacante do Barcelona, mas pediu calma quanto ao entusiasmo.

    “Para mim, o menino Lamine Yamal é fantástico. É um talento puro. Tem uma grande carreira pela frente. Ele estava indicado à Bola de Ouro… Todo mundo achava que seria dele. Mas eu acho justo que ele ainda não tenha vencido, porque é um jogador que certamente vai conquistar o prêmio no futuro. Se mantiver o foco, a dedicação e seguir um processo normal, com certeza vai conquistar as suas Bolas de Ouro”, afirmou Nani.

    “Ele vai ser um jogador muito, muito forte no mundo inteiro e vai ajudar bastante a Espanha a conquistar títulos, como já fez no Campeonato Europeu de 2024. É um jogador que eu admiro muito. Hoje em dia, todas as crianças querem ser o Lamine, porque adoram o jeito como ele joga”, acrescentou.

    “Não podemos comparar com Cristiano Ronaldo ou Messi”
    Nani também aproveitou a entrevista para rejeitar completamente as comparações entre o jovem de apenas 18 anos e os veteranos Cristiano Ronaldo (com quem Nani jogou por Portugal, Sporting e Manchester United, e que atualmente joga no Al Nassr) e Lionel Messi (atualmente no Inter Miami).

    “Não podemos falar disso agora. Não podemos fazer esse tipo de comparação, porque estaríamos destruindo o que queremos que ele [Lamine Yamal] se torne. Não podemos comparar nem competir com Cristiano Ronaldo ou com Messi. Eles fizeram coisas incríveis, e devemos aplaudi-los”, alertou.

    “Não dá para comparar. O que acontece é que, todo ano, surge um bom jogador e já dizem ‘É o novo Cristiano’ ou ‘É o novo Messi’. E depois, o que acontece? Nunca mais ouvimos falar deles. Por quê? Porque a pressão acaba com os jogadores. Eu prefiro não comparar, para não criar falsas expectativas, especialmente nas crianças”, completou.

    “É fantástico ver Portugal jogar”
    Na parte final da entrevista, Nani também falou sobre a seleção portuguesa, lamentando não poder mais defendê-la, mas elogiando o trabalho do técnico espanhol Roberto Martínez:

    “Isso já deixei para trás, sem dúvida. Vocês sabem o quanto a bola se movimenta… Mas sim, eu adoraria jogar em uma seleção que tem esse domínio de bola. É fantástico vê-los jogar — como tocam, como fazem a bola se mover e como mantêm o controle do jogo.”

    “É justo que Lamine Yamal não receba já a Bola de Ouro”

  • Novo 'Pokémon' já vendeu quase 6 milhões de cópias

    Novo 'Pokémon' já vendeu quase 6 milhões de cópias

    ‘Pokémon Legends: Z-A’ foi lançado a 16 de outubro para as consolas Switch e Switch 2 e teve uma primeira semana com vendas que o colocam acima de alguns títulos bem conhecidos da ‘franchise’ da Nintendo

    A Nintendo lançou na semana passada “Pokémon Legends: Z-A”, o novo jogo da famosa franquia, disponível para os consoles Switch e Switch 2. Agora, a The Pokémon Company anunciou que o título já ultrapassou a marca de quase 6 milhões de cópias vendidas em todo o mundo.

    De acordo com o site IGN, desde o lançamento em 16 de outubro, foram vendidas cerca de 5,8 milhões de unidades de Pokémon Legends: Z-A, sendo que quase metade dessas vendas ocorreram na Switch 2 — o novo console da Nintendo, lançado em junho de 2025.

    Mas como esse lançamento se compara a outros jogos da série Pokémon? Segundo dados compartilhados pela página Pierre485 na rede social X (antigo Twitter), Pokémon Legends: Z-A não teve uma estreia entre as mais explosivas da franquia, mas ainda assim superou diversos títulos importantes.

    As informações indicam que o novo jogo teve um desempenho melhor que “Pokémon X & Y” e “Pokémon Let’s Go Pikachu & Eevee”, mas ficou abaixo de “Pokémon Scarlet & Violet”, “Pokémon Legends: Arceus” e “Pokémon Sword & Shield”.

    Novo 'Pokémon' já vendeu quase 6 milhões de cópias

  • Morre June Lockhart, atriz da 'era dourada' de Hollywood

    Morre June Lockhart, atriz da 'era dourada' de Hollywood

    June Lockhart, uma das últimas atrizes da ‘era dourada’ de Hollywood, morreu esta quinta-feira, dia 23 de outubro, aos 100 anos. Do seu currículo fazem parte sucessos com ‘A Christmas Carol’ e ‘Meet Me in St. Louis’.

    Morreu a atriz June Lockhart, aos 100 anos de idade.

    A artista faleceu na quinta-feira, 23 de outubro, em Santa Mônica, Califórnia, segundo informações da revista People.

    Lockhart morreu de causas naturais, conforme divulgado. Ela estava acompanhada pela filha, June Elizabeth, e pela neta, Christianna, no momento do falecimento.

    As cerimônias fúnebres serão privadas, e, em vez de flores, a família pediu que sejam feitas doações para as instituições The Actors Fund, ProPublica e International Hearing Dog, Inc.

    A carreira da atriz se dividiu entre o cinema e a televisão. Ela atuou em filmes como A Christmas Carol, Meet Me in St. Louis e She-Wolf of London. Na TV, ficou conhecida por papéis de destaque em Lassie e Lost in Space. June Lockhart era uma das poucas celebridades ainda vivas da era de ouro de Hollywood.

     
    June Lockhart: uma vida cheia de sucessos
    Nascida em 1925, na cidade de Nova York, June era filha de Gene e Kathleen Lockhart, ambos atores.

    Ela estreou nos palcos aos oito anos, em uma produção de Peter Ibbetson na Metropolitan Opera. Seu primeiro papel no cinema veio em 1938, no filme A Christmas Carol, no qual interpretou a filha de Bob Cratchit.

    Entre seus outros trabalhos no cinema estão All This, and Heaven Too, Adam Had Four Sons, Sergeant York e She-Wolf of London. Em 1944, ela também apareceu em outro clássico natalino, Meet Me in St. Louis.

    Lockhart atuou duas vezes na Broadway, em For Love or Money (1947) e The Grand Prize (1955).

    Na televisão, começou a aparecer em 1949. Seus papéis mais marcantes vieram com Lassie (1958) e Lost in Space (1965). Ela também participou de produções como Magnum, P.I., General Hospital, Grey’s Anatomy e Babylon 5.

    Morre June Lockhart, atriz da 'era dourada' de Hollywood

  • Polícia francesa prende dois suspeitos do assalto ao Museu do Louvre

    Polícia francesa prende dois suspeitos do assalto ao Museu do Louvre

    Um deles preparava-se para embarcar no Aeroporto Charles de Gaulle.

    Dois homens suspeitos de terem participado no assalto ao Museu do Louvre, na França, há uma semana, foram presos na noite de sábado.

    A informação foi divulgada neste domingo pelo jornal Le Parisien, que informou que os dois suspeitos são moradores de Seine-Saint-Denis, na região metropolitana de Paris.

    Segundo o jornal, um dos homens foi detido no momento em que se preparava para embarcar no Aeroporto Charles de Gaulle, na capital francesa.

    Os suspeitos teriam cerca de 30 anos e, segundo a BFMTV, já são conhecidos da justiça e da polícia.

    Estão agora sob custódia policial.

    [Notícia em atualização]

    Polícia francesa prende dois suspeitos do assalto ao Museu do Louvre

  • Susan Boyle, de 'Britain's Got Talent', aparece irreconhecível

    Susan Boyle, de 'Britain's Got Talent', aparece irreconhecível

    Ainda se lembra de Susan Boyle, a cantora escocesa que ficou conhecida após participar no concurso de talentos ‘Britain’s Got Talent’? Ficou irreconhecível após mudar de visual.

    Susan Boyle surpreendeu os fãs ao aparecer com um visual totalmente novo, que a deixou quase irreconhecível. A transformação aconteceu nesta semana, durante o evento Pride of Britain Awards, realizado no Grosvenor House Hotel, em Londres.

    A cantora, que ficou mundialmente famosa após sua icônica audição no programa Britain’s Got Talent, deixou de lado seus característicos cachos castanhos e apostou em um cabelo liso, loiro, com franja e corte acima dos ombros.

    Para a ocasião, Susan usou um vestido branco com estampa floral preta, combinado com uma echarpe de pelo, exibindo um visual elegante e sofisticado.

    Depois de compartilhar fotos do evento em sua conta no Instagram, Susan recebeu diversos elogios dos seguidores.

    “Você está linda, e seu cabelo está fabuloso!”, comentou um internauta.

    Outros fãs a chamaram de “diva”, “bela” e “deslumbrante”.

    Embora não tenha vencido o Britain’s Got Talent, Susan Boyle se tornou uma estrela mundial, lançando seu álbum de estreia, I Dreamed a Dream, que foi um sucesso de vendas.

    Em 2023, ela retornou ao programa de talentos para cantar a música que a tornou famosa, ao lado do elenco de Les Misérables. Durante essa apresentação, Susan revelou que havia sofrido um AVC em 2022, o que a deixou temporariamente sem conseguir cantar ou falar.

    “Esta noite foi ainda mais especial para mim, lembrando que em abril de 2022 eu tive um AVC”, escreveu ela no Instagram. “Ao longo do último ano, trabalhei intensamente para recuperar minha fala e meu canto, com o único objetivo de poder subir ao palco novamente. Todo o esforço valeu a pena, porque hoje consegui cantar I Dreamed a Dream.”

    No vídeo a seguir, é possível relembrar a audição de Susan Boyle no programa que ensinou a Simon Cowell — um dos jurados — que nunca se deve julgar um livro pela capa.

    Susan Boyle, de 'Britain's Got Talent', aparece irreconhecível

  • Rússia anuncia teste bem-sucedido com míssil de cruzeiro com propulsão nuclear

    Rússia anuncia teste bem-sucedido com míssil de cruzeiro com propulsão nuclear

    O Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou hoje o sucesso do teste final de um míssil de cruzeiro com propulsão nuclear, elogiando esta arma “única” com um alcance de até 14.000 quilômetros, em resposta ao escudo antimísseis dos EUA.

    Os testes decisivos agora estão concluídos”, declarou Vladimir Putin em um vídeo divulgado pelo Kremlin, durante uma reunião com oficiais militares. O presidente russo ordenou que se comece a preparar as infraestruturas necessárias para colocar a nova arma em serviço nas Forças Armadas da Rússia.

    Segundo Putin, o Burevéstnik (que significa “pássaro da tempestade” em russo) possui alcance ilimitado e é “uma criação única, que ninguém mais no mundo possui”.

    Durante o último teste, realizado em 21 de outubro, o míssil permaneceu no ar por aproximadamente 15 horas, percorrendo 14 mil quilômetros, informou o chefe do Estado-Maior russo, Valéri Guérasimov, acrescentando que “esse não é o limite” para a capacidade da arma.

    “As características técnicas do Burevéstnik permitem que ele seja usado com precisão contra alvos altamente protegidos, localizados em qualquer distância”, afirmou Guérasimov.
    Putin anunciou pela primeira vez o desenvolvimento desses mísseis em 2018, afirmando que eles seriam capazes de superar praticamente todos os sistemas de interceptação existentes.

    De acordo com Guérasimov, “durante o voo, o míssil realizou todas as manobras verticais e horizontais”, demonstrando suas “grandes capacidades para escapar de sistemas antiaéreos e antimísseis”.

    Putin destacou ainda que se trata de “uma arma única, que mais ninguém no mundo possui”, e lembrou que especialistas de alto nível chegaram a dizer que o projeto era impossível de ser realizado.

    “Agora concluímos os testes finais”, afirmou o presidente russo, acrescentando que ainda é necessário construir a infraestrutura para sua implantação e colocá-lo oficialmente em serviço, algo que “ainda exigirá muito trabalho”.
    Putin já havia anunciado em outubro de 2023 um teste bem-sucedido do Burevéstnik, míssil envolto em controvérsias após vários testes fracassados no fim da década passada.

    A Rússia decidiu avançar com o desenvolvimento desse tipo de armamento depois que os Estados Unidos se retiraram, em 2001, do Tratado Antimísseis Balísticos, assinado por Moscou e Washington em 1972, durante a Guerra Fria, para criar o próprio escudo antimísseis americano.

    Nesta semana, Putin supervisionou exercícios nucleares russos por terra, mar e ar, pouco depois do cancelamento da cúpula de Budapeste com o presidente dos EUA, Donald Trump, motivado pela recusa de Moscou em cessar as hostilidades na Ucrânia.

    Rússia anuncia teste bem-sucedido com míssil de cruzeiro com propulsão nuclear

  • Lula encontra Trump e diz que não há motivo para conflito com os EUA

    Lula encontra Trump e diz que não há motivo para conflito com os EUA

    O encontro acontece em meio a tensões comerciais entre os países, após os Estados Unidos imporem tarifas de 50% sobre exportações brasileiras e aplicarem sanções a autoridades do Brasil por causa do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump se reuniram na tarde deste domingo (26), na Malásia, (madrugada de sábado para domingo no horário de Brasília), em um encontro que durou cerca de 50 minutos. A reunião, realizada a portas fechadas, foi o primeiro encontro oficial entre os dois líderes desde uma breve conversa durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro.

    O encontro acontece em meio a tensões comerciais entre os países, após os Estados Unidos imporem tarifas de 50% sobre exportações brasileiras e aplicarem sanções a autoridades do Brasil por causa do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Antes da reunião reservada, Lula e Trump falaram com jornalistas por cerca de 10 minutos. Trump afirmou que era “uma honra” se encontrar com o presidente brasileiro e indicou abertura para novos acordos bilaterais.

    “Vamos discutir [as tarifas] um pouco. Nós sabemos o que cada um quer”, disse o presidente norte-americano. Questionado sobre Bolsonaro, Trump afirmou “se sentir mal” pela situação do ex-presidente, mas evitou dizer se o tema seria tratado no encontro.

    Trump também foi perguntado sobre a crise na Venezuela, tema que vem gerando atritos diplomáticos. O presidente dos EUA, no entanto, não respondeu se o assunto faria parte das discussões com Lula.

    Lula declarou que levou uma pauta extensa à reunião e reforçou o desejo de manter relações harmoniosas com Washington. “Não há nenhuma razão para que haja qualquer desavença entre Brasil e Estados Unidos”, afirmou.

    O presidente brasileiro destacou ainda que pretende retomar o diálogo político e econômico com os Estados Unidos, buscando uma relação “baseada no respeito e no interesse mútuo”.

    A reunião terminou sem declarações conjuntas, mas ambas as delegações classificaram o clima do encontro como “positivo e construtivo”.

    Lula encontra Trump e diz que não há motivo para conflito com os EUA

  • Navio de guerra dos EUA chega a Trinidad e Tobago em meio a tensão crescente com Venezuela

    Navio de guerra dos EUA chega a Trinidad e Tobago em meio a tensão crescente com Venezuela

    O navio de guerra USS Gravely chegou a Trinidad e Tobago neste domingo (26), intensificando a presença militar dos EUA no Caribe em meio à pressão de Donald Trump sobre Nicolás Maduro. A visita coincide com o encontro entre Trump e Lula na Malásia, onde discutiram tarifas e diplomacia regional

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um navio de guerra lança-mísseis americano chegou neste domingo (26) a Trinidad e Tobago, pequeno país insular composto por 23 ilhas e situado em frente à Venezuela, em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensifica sua pressão sobre o ditador Nicolás Maduro.

    O navio foi visto no domingo pela manhã diante do porto da capital Port of Spain, que em linha reta fica a cerca de 570 km de Caracas. A chegada do USS Gravely, assim como de uma unidade de fuzileiros navais para exercícios com o Exército trinitino, havia sido anunciada na quinta-feira (23) pelo governo local.
    O regime em Caracas reagiu neste domingo e disse em nota que os exercícios são “provocação militar em conjunto com a CIA”, a agência de espionagem americana.

    A primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, tem oferecido apoio ao governo Trump e já fez falas defendendo os ataques da marinha americana contra embarcações que supostamente levariam drogas aos EUA. Ela disse recentemente que o Caribe “não é mais uma zona de paz” devido ao aumento da criminalidade na região.

    A encarregada de negócios da embaixada americana em Port of Spain, Jenifer de Ortiz, disse em nota que os exercícios com o país insular “têm o objetivo de lidar com ameaças em comum, como o crime organizado transnacional, e desenvolver resiliência por meio de treinamento, missões humanitárias e esforços de segurança”.

    O navio de guerra pertence à classe Arleigh Burke e foi batizado em homenagem ao primeiro homem negro a chegar ao posto de oficial sênior na Marinha dos EUA, Samuel L. Gravely Jr., que se aposentou em 1980 como vice-almirante e morreu em 2004.

    O USS Gravely é capaz de lançar os mísseis de longo alcance Tomahawk, um dos mais avançados do mundo, entre outros armamentos. O navio já foi utilizado contra o Estado Islâmico, lançando mísseis em direção ao grupo terrorista no início da guerra da Síria, e mais recentemente contra os houthis, milícia que controla boa parte do Iêmen.

    A chegada do navio de guerra a Port of Spain aumenta ainda mais a presença militar americana nas proximidades da Venezuela. Um oficial militar trinitino disse à agência de notícias Associated Press que o envio do USS Gravely foi acertado de última hora.

    Na sexta (24), o Pentágono anunciou o envio ao Caribe do USS Gerald R. Ford, o maior e mais poderoso porta-aviões do mundo, e de outras embarcações que o acompanham.

    A chegada do navio de guerra USS Gravely ocorre no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da SIlva (PT) se encontrou com Donald Trump e se ofereceu para mediar a tensão entre Washington e a Venezuela.

    Segundo o chanceler Mauro Vieira, Lula disse que a América do Sul é uma região de paz, e o Brasil estaria disposto a atuar pra a promoção da paz e do entendimento entre as nações.

    Lula e Trump se encontraram na tarde deste domingo (26) em Kuala Lumpur, na Malásia, onde participam da cúpula da Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático, em português). O encontro aconteceu por volta das 16h do horário local (5h de Brasília) e durou cerca de 50 minutos.

    O tema principal da conversa foram as tarifas impostas pelo americano ao Brasil, mas outros assuntos também foram tratados.

    Navio de guerra dos EUA chega a Trinidad e Tobago em meio a tensão crescente com Venezuela

  • Comércio global resiste a Trump e cresce em 2025

    Comércio global resiste a Trump e cresce em 2025

    Pela elevada precisão, o RWI/ISL Container Index é usado pela OMC (Organização Mundial do Comércio) e pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), entre outras entidades, como termômetro do comércio e da atividade econômica global.

    MAELI PRADO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Apesar das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o comércio global resiste e continua a avançar em 2025, mostra um indicador mensal que mede 64% do fluxo de contêineres em 90 portos pelo mundo.

    Pela elevada precisão, o RWI/ISL Container Index é usado pela OMC (Organização Mundial do Comércio) e pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), entre outras entidades, como termômetro do comércio e da atividade econômica global.

    O índice mostra que, cinco meses após as sobretaxas colocadas por Trump a quase todos os países, a movimentação de contêineres ainda aumenta de forma significativa, com quedas na atividade em portos da Costa Oeste americana e do sul da Europa mais do que compensadas pelo resto do mundo.

    “Em nível global, os volumes de contêineres atingem novos recordes quase todos os meses, com algumas regiões crescendo muito acima da média”, diz Sönke Maatsch, chefe da área de mercados marítimos da ISL (Instituto de Economia e Logística do Transporte Marítimo), responsável pelo índice.

    Após um crescimento anual de 7% no primeiro trimestre, em uma antecipação às já esperadas tarifas americanas, o RWI/ISL continuou mostrando uma alta anual de cerca de 5% entre abril e julho.

    Em agosto, o aumento em relação ao mesmo mês de 2024 foi menor, de 2,6%, mas o índice manteve o mesmo patamar registrado em julho, em uma resiliência relacionada ao redirecionamento de exportações para outros destinos e mudanças nos padrões de comércio.

    É um cenário impulsionado em grande parte pela China. No gigante asiático, o fluxo de contêineres se reduziu em relação aos EUA mas subiu para outros países, com destaque para o Sudeste Asiático. O movimento total registrou altas em maio (4,9%), junho (3,7%), julho (1,9%) e agosto (0,8%), sempre na comparação com o mesmo período de 2024.

    “A China começou a se preparar para as tarifas dos EUA no ano passado. Ela exporta cada vez menos para os Estados Unidos, mas passa a enviar cada vez mais produtos para países como Vietnã, Coreia do Sul, Laos, Tailândia e Malásia, entre outros”, diz Lívio Ribeiro, pesquisador associado do FGV/Ibre e sócio da BRCG Consultoria.

    O índice mostra que, nos Estados Unidos, parte dos embarques para outros países foram redirecionados dos portos da Costa Oeste americana, mais voltada à China, para a Costa Leste, que movimenta principalmente o comércio com os europeus.

    No caso da Europa, apesar da queda no fluxo dos portos do sul do continente, o crescimento médio ante 2024 ficou acima de 5% entre abril e julho. Em agosto, o crescimento foi de 2,7%. “No norte da Europa, os volumes de tráfego aumentaram acentuadamente desde a virada do ano”, explica Maatsch.

    Os dados mostram ainda um crescimento importante da movimentação nos portos da América do Sul: o crescimento do tráfego de contêineres nos portos do Brasil, taxado em 50% por Trump, foi de 8% e 6%, respectivamente, em comparação com 2024. “É um bom desempenho em relação à média de longo prazo”, diz Maatsch.

    Apesar dessa resistência às tarifas, o cenário benigno deve mudar em algum momento. Torsten Schmidt, economista responsável pela conjuntura econômica do RWI (Instituto Leibniz de Pesquisa Econômica), que também participa da elaboração do indicador, afirma que as tarifas elevadas estão forçando as empresas a reestruturarem suas cadeias de suprimentos internacionais.

    “O processo ainda está em andamento. Os efeitos totais das tarifas sobre os preços ainda não são visíveis. Portanto, a movimentação de contêineres provavelmente diminuirá no futuro”, afirma.

    É a mesma avaliação de Maatsch, que diz que, apesar do cenário de resiliência do comércio global, haverá mudanças permanentes no padrão do comércio global se as tarifas permanecerem no longo prazo. “Além disso, a política comercial dos EUA se tornou errática, e isso impulsionou a cooperação internacional em outras partes, como por exemplo no acordo comercial entre Mercosul e União Europeia”, diz.

    Ele acredita que as tensões geopolíticas e as consequências da pandemia também ajudam a afetar a globalização. “As empresas tentam reduzir sua dependência de longas cadeias de suprimentos ou de certos países. Isso pode levar a um crescimento comercial global mais lento”, avalia.

    Para Ribeiro, os impactos das tarifas são demorados, já que muitos contratos são de longo prazo. O ritmo do comércio global daqui para a frente, afirma, dependerá das possíveis reações à forte alta nas exportações da China a outros países como consequência das tarifas americanas.

    Se houver taxações à China em resposta a esse movimento, diz, a guerra comercial pode se intensificar. “Há alguns sinais preocupantes, como as tarifas extras aplicadas pela União Europeia aos carros elétricos chineses.”

    Comércio global resiste a Trump e cresce em 2025

  • Andrew renunciou a títulos reais, mas não deixou de ser príncipe ou duque

    Andrew renunciou a títulos reais, mas não deixou de ser príncipe ou duque

    Num comunicado que emitiu na passada semana, o príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, anunciou que iria deixar de usar os seus títulos reais publicamente, mantendo-se afastado da família real britânica. Contudo, isso não significa que Andrew tenha deixado de ser príncipe.

    Por causa do escândalo envolvendo sua amizade com Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais, Sarah Ferguson perdeu o título de duquesa de York, concedido pela falecida rainha Elizabeth II após seu casamento com o príncipe Andrew, em 1986 — união que terminou em divórcio em 1996.

    A perda do título ocorreu depois que Andrew divulgou um comunicado oficial informando que deixaria de usar os títulos reais, após a revelação de e-mails inéditos trocados entre Ferguson, Andrew e Epstein.

    Mas, afinal, o que significa para Sarah Ferguson perder o título de duquesa de York?
    Sem o título, ela passa a ser conhecida apenas como Sarah Ferguson, nome que usava antes de ingressar na família real.

    Apesar da repercussão, uma fonte próxima contou à revista Hello! que Sarah está tranquila com a decisão.
    “Ela sempre apoiou as decisões do ex-marido e faz qualquer coisa pelo rei. Para ela, isso não fará grande diferença”, afirmou.

    A repórter especializada em realeza Danielle Stacey concorda:
    “A perda do título não deve ter grande impacto para Sarah. Desde o divórcio, em 1996, ela já utilizava seu nome profissionalmente, sem o título.”

    Andrew deixou de ser príncipe?

    Não exatamente.
    “Andrew, duque de York, continua sendo príncipe”, explicou o especialista em realeza Alberto Miranda, em sua página no Instagram (Diário da Realeza), após o irmão do rei Charles III anunciar que deixaria de usar seus títulos reais.

    Segundo Miranda, para que Andrew perdesse o título de príncipe, seria necessário um ato do Parlamento britânico, um processo considerado complexo, demorado e politicamente delicado para a imagem da monarquia.

    “Isso significa que o ducado não foi legalmente retirado pelo rei, que não tem esse poder. Seria preciso um procedimento legislativo aprovado pelo Parlamento”, destacou o especialista.

    Assim, Andrew segue sendo duque de York, embora o título esteja, na prática, “inativo”.

    Ele também deixará de usar os títulos de conde de Inverness e barão de Killyleagh, concedidos por sua mãe, além de perder a Ordem da Jarreteira, da qual era cavaleiro.

    Miranda enfatiza ainda que a decisão partiu do próprio Andrew, e não da Coroa, diante da gravidade do caso.

    “O ducado de York é um dos mais importantes e tradicionais da família real. O pai de Elizabeth II foi duque de York antes de se tornar rei, e a própria rainha nasceu como princesa de York. Os títulos militares e patronatos ligados a Andrew já haviam sido retirados em 2022”, completou o especialista.

    Andrew renunciou a títulos reais, mas não deixou de ser príncipe ou duque