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  • Reino Unido bloqueia a entrada de Kanye West após polêmica com festival

    Reino Unido bloqueia a entrada de Kanye West após polêmica com festival

    O músico, também conhecido como Ye, foi anunciado como a atração principal do Wireless Festival deste ano, o que fez com que a Pepsi, principal patrocinadora do evento, retirasse a sua cota. O evento está marcado para os dias 10 a 12 de julho no Finsbury Park, em Londres

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo do Reino Unido bloqueou a permissão de entrada de Kanye West no país, após a controvérsia em torno de sua apresentação como atração principal no Wireless Festival, em Londres.

    Segundo a BBC, o rapper solicitou nesta segunda (6) uma Autorização Eletrônica de Viagem, o ETA, para ingressar no Reino Unido, que foi negada pelo governo. A decisão foi tomada com a alegação de que a sua presença não seria benéfica para o bem público, de acordo com o Ministério do Interior. Nos últimos anos, West tem causado indignação por uma série de comentários antissemitas, racistas e pró-nazistas.

    O músico, também conhecido como Ye, foi anunciado como a atração principal do Wireless Festival deste ano, o que fez com que a Pepsi, principal patrocinadora do evento, retirasse a sua cota. O evento está marcado para os dias 10 a 12 de julho no Finsbury Park, em Londres. Além da Pepsi, outras empresas tomaram atitudes -Diageo, Rockstar Energy e PayPal anunciaram que não permitirão a presença de suas marcas nos materiais promocionais do festival.

    Depois da debandada de anunciantes, West se ofereceu para se encontrar com membros da comunidade judaica no Reino Unido. Em um comunicado obtido pela revista Variety, ele afirmou que seu “único objetivo é vir a Londres e apresentar um show de mudança, trazendo união, paz e amor através da minha música”. Ele se ofereceu para encontrar pessoalmente com membros da comunidade “para ouvir”. “Sei que palavras não bastam -terei que mostrar a mudança pelas minhas ações. Se vocês estiverem abertos, estou aqui.”

    O ator David Schwimmer agradeceu aos patrocinadores corporativos que desistiram do evento, repudiou o pedido de desculpas de Ye -uma carta publicada no jornal americano Wall Street Journal em janeiro- por seus anos de declarações antissemitas e disse que suas palavras não foram acompanhadas de ações.

    As marcas “decidiram não dar espaço a um artista que se tornou um dos mais reconhecidos disseminadores de ódio do mundo -enquanto outras organizações buscam apenas lucrar com ele”, disse Schwimmer numa postagem no Instagram. Sobre o pedido de desculpas do músico, o ator afirmou que “talvez seja parte de uma estratégia de relações públicas para acalmar os ânimos antes de seu tão aguardado retorno aos palcos”.

    Em São Paulo, em novembro do ano passado, um show de West foi cancelado. A apresentação aconteceria no Autódromo de Interlagos, mas perdeu o espaço depois de conflitos entre a produtora Holding Entretenimento & Networking e a prefeitura da cidade.

    Em comunicado enviado à reportagem no início do mês, a prefeitura paulistana afirmou que desistiu de ceder o autódromo por causa do histórico de polêmicas de Kanye West. O rapper fez declarações consideradas antissemitas, racistas e de exaltação do nazismo, além de ter lançado neste ano uma música chamada “Heil Hitler”, banida de plataformas como o YouTube e o Spotify.

    Reino Unido bloqueia a entrada de Kanye West após polêmica com festival

  • Barcelona se prepara para a Champions com bolas de tênis; veja

    Barcelona se prepara para a Champions com bolas de tênis; veja

    O elenco principal do Barcelona encerrou, na manhã desta terça-feira, a preparação para um dos jogos mais aguardados das quartas de final da Liga dos Campeões da UEFA, contra o Atlético de Madrid.

    A atividade foi comandada pelo técnico Hansi Flick e acabou chamando atenção nas redes sociais por um exercício diferente. Durante o treino, os jogadores colocaram a técnica à prova utilizando… bolas de tênis.

    O momento inusitado rapidamente viralizou e destacou a criatividade da comissão técnica na preparação da equipe para o confronto decisivo.

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    Brasileirão chega a média de um técnico demitido por rodada após saída de Dorival Júnior. Sequência de mudanças reflete pressão por resultados, enquanto Fernando Diniz encaminha acerto para assumir o Corinthians em meio à instabilidade no comando das equipes

    Folhapress | 10:45 – 07/04/2026

    Barcelona se prepara para a Champions com bolas de tênis; veja

  • Blake Lively: "A dor física provocada pela violência digital é real"

    Blake Lively: "A dor física provocada pela violência digital é real"

    Atriz diz que sofreu retaliação após denunciar ambiente de trabalho e terá parte do caso julgada. Blake Lively também relata impactos do bullying digital e pede que público não trate processo como “drama de celebridades”

    A atriz Blake Lively se pronunciou publicamente após a decisão judicial que rejeitou parte do processo movido contra Justin Baldoni antes do julgamento. Em suas redes sociais, ela afirmou estar aliviada por finalmente poder falar abertamente sobre o caso.

    Vale destacar que o juiz rejeitou a maior parte das acusações apresentadas pela atriz, 10 de 13, incluindo assédio, difamação e conspiração. No entanto, permitiu que outras alegações, como quebra de contrato e duas relacionadas a retaliação, sigam para julgamento.

    “Estou grata pela decisão do Tribunal, que permite que o cerne do meu caso seja apresentado a um júri no próximo mês, e pela possibilidade de finalmente contar a minha história na íntegra em julgamento — por mim, mas também por aqueles que não têm a mesma oportunidade… muitos dos quais conheci e amei profundamente na minha vida, e os incontáveis que nunca conhecerei”, escreveu.

    “A última coisa que eu queria na minha vida era um processo judicial, mas avancei com este caso devido à RETALIAÇÃO generalizada que enfrentei — e continuo a enfrentar — por pedir, tanto a nível privado quanto profissional, um ambiente de trabalho seguro para mim e para os outros. Espero que a decisão do tribunal mostre a outros que, por mais doloroso que seja, é possível falar”, acrescentou.

    Blake também pediu que o público não se deixe distrair pela “novela digital” em torno do caso e reforçou que a situação não deve ser tratada como “um drama de celebridades”.

    A atriz ainda abordou o impacto do bullying virtual que diz ter sofrido desde o início do caso e destacou as consequências desse tipo de violência.

    “A dor física provocada pela violência digital é muito real. É abuso. E está em todo o lado. Não apenas nas notícias, mas nas suas comunidades e escolas. […] Isto afeta a todos nós. Em todo o espectro político. Prestem atenção a todas as formas como podemos ser manipulados online. A manipulação digital tem sido apresentada como ‘impossível de rastrear’. Se têm filhos com telemóveis, eles estão entre os mais vulneráveis. Protejam-nos. Falem com eles”, alertou.

    Por fim, Blake agradeceu o apoio recebido e ressaltou a importância de usar sua voz.

    “Nunca deixarei de fazer a minha parte na luta para expor os sistemas e as pessoas que procuram ferir, envergonhar, silenciar e retaliar contra as vítimas. Sei que é um privilégio poder erguer a minha voz. Não o desperdiçarei. O vosso apoio mantém-me em frente”, concluiu.

    Em dezembro de 2024, Blake Lively entrou com um processo contra Justin Baldoni, acusando o ator de assédio sexual. Segundo a ação, ele e sua equipe teriam organizado uma campanha de difamação como forma de retaliação, com o objetivo de “destruir” sua reputação durante a divulgação do filme “Isto Acaba Aqui”.

     
     
     

     
     
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  • Petrobras destitui diretor de área que vendeu gás com 100% de ágio

    Petrobras destitui diretor de área que vendeu gás com 100% de ágio

    Mudança ocorre após leilão de gás de cozinha com ágio superior a 100% gerar críticas do governo. Decisão foi tomada pelo Conselho de Administração da Petrobras, que também anunciou alterações na diretoria e na presidência do colegiado

    A Petrobras informou que destituiu do cargo o diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Romeo Schlosser. O anúncio foi feito na noite dessa segunda-feira (6), após reunião do Conselho de Administração da estatal de petróleo.

    Claudio Schlosser era responsável pela área da empresa que realizou, na última terça-feira (31), o leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, que teve ágio de mais de 100%, ou seja, o combustível chegou a ser vendido para distribuidoras por mais que o dobro do preço de tabela.

     

    Dois dias após o leilão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a realização do certame, indicando que tinha sido feito contra a orientação da empresa. 

     

    Lula classificou o leilão como “cretinice, bandidagem” e mencionou o interesse de anular a venda.

    “As pessoas sabiam da orientação do governo, da orientação da Petrobras de não aumentar o GLP. Pois fizeram um leilão contra a vontade da direção da Petrobras”, declarou, na ocasião, em entrevista à TV Record Bahia.

    No mesmo dia das declarações de Lula, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor e vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME), realizou uma fiscalização em refinarias da Petrobras para apurar “suspeitas de prática de preços com ágios elevados” no leilão de gás de cozinha. 

    Alta nos preços

    Apesar de ser conhecido como gás de cozinha, o GLP também é utilizado como combustível por indústrias.

    O leilão foi feito em cenário de escalada internacional do preço do petróleo e de derivados por causa da guerra no Irã, que levou distúrbios à cadeia produtiva da matéria-prima, ameaçando o produto de escassez. 

    Ao mesmo tempo, o governo estudava meios para suavizar os efeitos da alta do petróleo e derivados. A destituição do diretor da Petrobras ocorreu no mesmo dia em que o governo anunciou medidas que incluem zeragem de impostos e subsídios para o diesel e gás de cozinha.

    Diretoria de vendas

    A diretoria ocupada até essa segunda-feira por Schlosser é uma das oito que ficam sob o guarda-chuva da presidente da estatal, Magda Chambriard. Entre as atribuições da diretoria está decidir para quem e por quanto a Petrobras vende seus produtos.

    A estatal informou que a então diretora executiva de Transição Energética e Sustentabilidade, Angélica Laureano, assume a diretoria de Logística, Comercialização e Mercados.

    Já o diretor executivo de Processos Industriais e Produtos, William França, acumulará, de forma temporária, as funções que eram de Laureano.

    Claudio Schlosser é engenheiro químico e advogado. Ele entrou na Petrobras em 1987, no cargo de engenheiro de processamento de petróleo. Estava na diretoria desde março de 2023, quando a companhia era presidida pelo antecessor de Chambriard, Jean Paul Prates.

    Novo presidente do conselho

    A Petrobras informou também, na noite de ontem, que o Conselho de Administração elegeu Marcelo Weick Pogliese como presidente do colegiado até a próxima assembleia-geral, que deve acontecer dentro de dez dias.

    Marcelo Weick Pogliese substitui Bruno Moretti, que renunciou na última terça-feira (31) para assumir o Ministério do Planejamento e Orçamento em substituição a Simone Tebet, que deve disputar o Senado pelo estado de São Paulo.

    O Conselho de Administração é um órgão de orientação e direção superior da Petrobras, responsável pela definição das estratégias. É composto por sete a 11 membros eleitos pelos acionistas. A presidente Magda Chambriard é uma das integrantes do colegiado.

    Indicado do governo

    O governo é o acionista controlador da empresa e, por isso, indica o presidente do conselho. A Petrobras informou que recebeu, ainda na segunda-feira, a indicação do nome do atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Santos Mello, para o posto.

    Em comunicado ao mercado, a estatal informou que a indicação “será submetida à análise dos requisitos legais de gestão e integridade pertinentes”.

    Mello tem doutorado em ciência econômica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mestrado em economia política pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e graduações em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e Ciências Econômicas (PUC-SP).

    É professor licenciado do Instituto de Economia da Unicamp (IE-Unicamp), onde atua como coordenador do programa de pós-graduação em desenvolvimento econômico.

    O indicado também pertence a dois conselhos de administração de empresas públicas: presidente do conselho de administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e integrante do Conselho de Administração Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. – Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).

     

    Petrobras destitui diretor de área que vendeu gás com 100% de ágio

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  • Erick Jacquin diz ter sido assaltado após criminoso quebrar a janela de táxi

    Erick Jacquin diz ter sido assaltado após criminoso quebrar a janela de táxi

    Chef relata assalto após criminoso quebrar vidro de táxi e alerta seguidores sobre golpes. Ele afirma que criminosos acessaram seu WhatsApp e reforça que não pede dinheiro nem ajuda por mensagens.

    O chef francês Erick Jacquin afirmou, na segunda-feira (6), que foi assaltado após um criminoso quebrar o vidro do táxi em que ele estava e levar seu celular.

    “Infelizmente, isso faz parte do Brasil”, disse Jacquin em um vídeo publicado no Instagram. Ele relatou o crime, mas não informou quando ou em qual cidade ocorreu, nem se registrou boletim de ocorrência.

    “Eu fui assaltado faz pouco tempo. Ele roubou meu telefone através do vidro de um táxi. Quebrou o vidro, pegou meu telefone e foi embora”, contou o chef.

    Jacquin afirmou que não tinha aplicativos bancários no aparelho e que trocou as senhas das redes sociais. Ainda assim, alertou que os criminosos conseguiram acessar seu WhatsApp e podem tentar aplicar golpes. “Eu não preciso de nada. Tudo o que acontecer, mandar mensagem para vocês, pedir dinheiro, pedir outra coisa, eu não preciso de nada. Não sou eu, é outra pessoa”, disse.

    O chef afirmou que passa bem e orientou os seguidores a evitarem usar o celular dentro de táxis. “Se cuida. Não faz igual eu, não mexe no telefone dentro do táxi, com o vidro do lado”, alertou.

    Jacquin ficou conhecido no Brasil por participar de programas como MasterChef Brasil e Pesadelo na Cozinha, exibidos pela Band. Ele também é proprietário de restaurantes em São Paulo e na região metropolitana.

    Erick Jacquin diz ter sido assaltado após criminoso quebrar a janela de táxi

  • Dólar abre próximo da estabilidade horas antes de fim de prazo dado por Trump para reabertura de Hormuz

    Dólar abre próximo da estabilidade horas antes de fim de prazo dado por Trump para reabertura de Hormuz

    Às 9h07, a moeda norte-americana tinha uma oscilação para baixo de 0,04%, cotada a R$ 5,1446. Na segunda-feira (6), o dólar fechou em queda de 0,27%, cotado a R$ 5,146, e a Bolsa avançou 0,05%, a 188.161 pontos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar abriu próximo da estabilidade nesta terça-feira (7) com os investidores atentos às movimentações no Oriente Médio horas antes do fim do prazo dado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã aceite um acordo e reabra o estreito de Hormuz.

    Às 9h07, a moeda norte-americana tinha uma oscilação para baixo de 0,04%, cotada a R$ 5,1446. Na segunda-feira (6), o dólar fechou em queda de 0,27%, cotado a R$ 5,146, e a Bolsa avançou 0,05%, a 188.161 pontos.

    As negociações foram embaladas pela possibilidade de um cessar-fogo no conflito no Oriente Médio, que já dura cinco semanas.

    O plano entre Estados Unidos e Irã, intermediado pelo Paquistão, propõe uma trégua de 45 dias, seguido de negociações sobre um acordo mais amplo, disse uma fonte ciente das propostas nesta segunda.

    O chefe do Exército paquistanês, marechal de campo Asim Munir, esteve em contato “durante toda a noite” com o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, segundo a fonte.

    Negociadores de ambos os lados admitem que as chances de acordo parecem baixas.

    O Irã já rejeitou a ideia de trégua provisória e pediu uma solução definitiva para os conflitos na região. O regime afirmou que a guerra continuará até quando for preciso e ofereceu aos Estados Unidos dez pontos para negociar, incluindo um acordo para o uso do estratégico estreito de Hormuz, o fim das sanções econômicas ao país e provisões para a reconstrução do país.

    As negociações têm como pano de fundo um ultimato do presidente Donald Trump às forças iranianas. Teerã tem até às 21h desta terça (7), no horário de Brasília, para aceitar as condições de uma trégua e reabrir Hormuz -caso contrário, os Estados Unidos irão “explodir tudo”. Uma autoridade de Teerã descartou a reabertura do estreito no caso de um cessar-fogo temporário.

    Trump ainda falou, em entrevista coletiva nesta tarde, que o Irã poderia ser neutralizado em uma noite, “e essa noite pode ser terça”.

    “Quando Trump fala em acabar com a guerra em um dia, soa como mais um blefe, porque ele não conseguiu fazer isso até agora. O mercado já está estafado dessas falas e de nenhuma ação concreta acontecendo”, diz Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos.

    “Fundos de renda fixa americana e títulos do Tesouro dos Estados Unidos [considerados uma espécie de porto seguro do mercado financeiro] nunca foram tão negociados. Todo mundo está à espera de alguma sinalização um pouco mais clara a respeito do futuro da guerra.”

    O bloqueio de Hormuz, por onde passam 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito consumidos no mundo, lançou a economia global em turbulência. O choque de oferta, considerado sem precedentes, está se transformando em uma crise energética que fez os preços do petróleo e produtos derivados dispararem.

    Neste pregão, o petróleo Brent, referência internacional, avançou cerca de 1%, cotado a US$ 112 o barril.

    Com a inflação global sob pressão, o crescimento econômico antes previsto foi colocado em dúvida, bem como os próximos passos de alguns dos principais bancos centrais do mundo.

    Tanto o Federal Reserve, dos Estados Unidos, quanto o BC (Banco Central) brasileiro citaram a guerra nas decisões do mês passado, diante do risco de pressão inflacionária global.

    Na visão da XP, um conflito prolongado e preços de petróleo altos por mais tempo são os principais pontos de atenção do conflito, à medida que as expectativas de inflação local sobem acima da meta de 3% do BC.

    No Boletim Focus desta segunda, analistas ajustaram para cima as expectativas para a inflação em 2026 pela quarta semana consecutiva. As projeções para a alta do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) agora são de 4,36% este ano e de 3,85% no próximo, ante 4,31% e 3,84%, respectivamente, na semana anterior.

    Economistas também mantiveram a projeção de R$ 5,40 para o dólar no fim deste ano e de 12,50% para a Selic, hoje em 14,75%. A expectativa é de corte de 0,25 ponto percentual da taxa básica na reunião marcada para o fim do mês.

    Ainda assim, a XP vê o Brasil bem posicionado para enfrentar as turbulências da guerra, “dada a alta exposição ao petróleo e o potencial de seguir atraindo fortes fluxos estrangeiros, especialmente quando as tensões arrefecerem”.

    Dólar abre próximo da estabilidade horas antes de fim de prazo dado por Trump para reabertura de Hormuz

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  • Trump afirma que uma 'civilização inteira morrerá esta noite'

    Trump afirma que uma 'civilização inteira morrerá esta noite'

    Presidente dos EUA faz nova ameaça em meio a ultimato sobre o Estreito de Ormuz. Negociações são suspensas, ataques se intensificam e risco de escalada no conflito preocupa a comunidade internacional.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a intensificar as ameaças contra o Irã nesta terça-feira (7) e afirmou que o país pode enfrentar consequências devastadoras nas próximas horas. Em publicação na rede Truth Social, ele declarou que “provavelmente” uma “civilização inteira morrerá esta noite”.

    No texto, Trump sugeriu que uma eventual mudança no regime iraniano poderia abrir caminho para um novo cenário político. “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma Mudança de Regime Completa e Total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE? Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim”, escreveu.

    As declarações provocaram reação imediata em Teerã. Segundo a televisão estatal iraniana, o governo decidiu suspender as negociações indiretas que vinham sendo conduzidas com os Estados Unidos, mesmo com avanços recentes.

    O impasse ocorre em meio ao ultimato imposto por Washington para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz até as 21h desta terça-feira, no horário de Brasília. A região é estratégica para o comércio global, já que concentra cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo.

    Na véspera, Estados Unidos e Irã já haviam rejeitado uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão. Trump chegou a afirmar que, sem um acordo imediato, “todas as pontes e usinas de energia do Irã serão destruídas em poucas horas”.

    O presidente americano também minimizou possíveis acusações de crime de guerra por ataques a estruturas civis. Segundo ele, “o verdadeiro crime de guerra é permitir que um país com líderes que considera ‘dementes’ tenha acesso a armas nucleares”.

    Em outra declaração, feita na Casa Branca, Trump afirmou que, se pudesse, assumiria o controle do petróleo iraniano, embora tenha reconhecido que a população americana deseja o fim do conflito.

    Do lado iraniano, a resposta foi dura. O Exército classificou as falas como “delirantes” e afirmou que elas não apagam “a vergonha e a humilhação” dos Estados Unidos na região.

    Mesmo com o prazo se aproximando, os confrontos seguem intensos. Um ataque recente na província de Alborz, nas proximidades de Teerã, deixou ao menos 18 mortos e 24 feridos. A capital também voltou a ser alvo de bombardeios, inclusive em áreas residenciais e em um aeroporto.

    O governo iraniano também acionou a UNESCO após ameaças de ataques ao sistema ferroviário do país, considerado patrimônio mundial.

    Internamente, o presidente Masoud Pezeshkian adotou um discurso de mobilização total e afirmou que milhões de pessoas estariam dispostas a morrer na guerra. Ele declarou ainda estar pronto para sacrificar a própria vida.

    A tensão também se concentra na ilha de Kharg, considerada vital para as exportações de petróleo do Irã. Relatos de explosões foram divulgados pela imprensa local, enquanto veículos americanos apontam que os Estados Unidos atingiram alvos militares na região.

    Segundo autoridades americanas, os ataques foram realizados por via aérea, sem envio de tropas terrestres, e não atingiram diretamente instalações petrolíferas.

    A ilha, responsável por cerca de 90% das exportações iranianas de petróleo, é vista como peça-chave no controle do Estreito de Ormuz. Por isso, qualquer ação militar no local pode ampliar ainda mais o conflito.

    Relatórios de inteligência citados pela imprensa indicam que o Irã reforçou sua presença militar na região, ampliou defesas e preparou o território para uma possível ofensiva.

    Trump afirma que uma 'civilização inteira morrerá esta noite'

  • Após queda de Dorival, Brasileiro tem média de um treinador demitido por rodada

    Após queda de Dorival, Brasileiro tem média de um treinador demitido por rodada

    (FOLHAPRESS) – Com a demissão de Dorival Júnior do Corinthians logo depois da derrota diante do Internacional, por 1 a 0, pela décima rodada do Campeonato Brasileiro, no domingo (5), a competição alcançou uma média de um treindor demitido por rodada.

    Nesta segunda-feira (6), Fernando Diniz, livre no mercado desde sua saída do Vasco, encaminhou acerto para ser o novo técnico do time do Parque São Jorge.

    O trabalho de Dorival rendeu dois títulos à equipe corintiana, a Copa do Brasil em 2025, em cima do Vasco ainda sob o comando de Diniz, e a Supercopa do Brasil, com vitória sobre o Flamengo.

    Ao longo de sua passagem pelo Parque São Jorge, Dorival acumulou um aproveitamento de 48,9% de aproveitamento, com 66 jogos, 26 vitórias, 19 empates e 21 derrotas. Na primeira parte do Campeonato Brasileiro deste ano, no entanto, seu desempenho caiu, com média de 33,3%, com duas vitórias, quatro empates e quatro derrotas.

    Décimo treinador demitido desde o início da competição, Dorival é o quarto profissional brasileiro a perder o emprego durante do torneio. A lista tem, ainda, cinco argentinos e um colombiano.

    Jorge Sampaoli foi o primeiro demitido no Nacional, deixando o Atlético-MG na terceira rodada, após empate com o Remo. O argentino acumulou dois empates e uma derrota.

    Fernando Diniz foi o segundo treinador a cair. Ele deixou o Vasco após derrota por 1 a 0 para o Fluminense no primeiro jogo da semifinal do Campeonato Carioca. Ao todo, Diniz comandou a equipe cruz-maltina em três rodadas do campeonato nacional, com duas derrotas e um empate.

    Juan Carlos Osório foi o terceiro treinador demitido em meio à disputa do Brasileiro, com retrospecto de uma derrota e três empates pelo Remo. A queda do técnico, no entanto, ocorreu após derrota no primeiro jogo da final do Campeonato Paraense por 2 a 1 contra o rival Paysandu.

    Filipe Luís foi o quarto treinador a ser demitido durante o certame, desligado do Flamengo. Ex-jogador do clube carioca e último técnico campeão brasileiro, ele foi demitido mesmo após vencer o Madureira por 8 a 0 pelo segundo jogo da semifinal do Campeonato Carioca. No Campeonato Brasileiro desta amo, Filipe Luís comandou o Flamengo em três jogos, com uma vitória, um empate e uma derrota.

    Hernán Crespo foi o quinto treinador a entrar na lista, mesmo ocupando, na ocasião, a vice-liderança do Nacional. O técnico comandou o time tricolor em quatro rodadas, com três vitórias e um empate.

    Já Tite comandou o Cruzeiro por seis rodadas no Brasileiro, acumulando três derrotas e três empates. A queda aconteceu após empate por 3 a 3 com o Vasco, no Mineirão.

    Juan Pablo Vojvoda foi o sétimo treinador a cair no campeonato. O Santos o demitiu após três derrotas, dois empates e uma vitória no campeonato.

    O argentino Martín Anselmi, do Botafogo, e o brasileiro Gilmar Dal Pozzo, da Chapecoense, completaram a lista, agora reforçada por Dorival Júnior.

    A Sul-Americana deste ano conta com 10 campeões de Libertadores na disputa. São eles: Santos, São Paulo, River Plate, Grêmio, Vasco, Botafogo, Atlético-MG, San Lorenzo, Racing e Olimpia

    Folhapress | 09:00 – 07/04/2026

    Após queda de Dorival, Brasileiro tem média de um treinador demitido por rodada

  • Gigi Hadid nega ligação com Jeffrey Epstein

    Gigi Hadid nega ligação com Jeffrey Epstein

    Modelo rebate citação em documentos de Epstein e nega qualquer ligação com o criminoso. Gigi Hadid afirma nunca ter conhecido o empresário, diz que silêncio foi para não desviar foco das vítimas e classifica situação como “perturbadora” após divulgação dos arquivos

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – A modelo e empresária Gigi Hadid, 30, se pronunciou recentemente após ter seu nome citado, ao lado da irmã Bella Hadid, em documentos ligados ao caso de Jeffrey Epstein (1953-2019), condenado por crimes sexuais contra menores. Nos arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, as duas aparecem em uma troca de e-mails de 2015 entre Epstein e uma pessoa não identificada.

    Na conversa, o interlocutor questiona o sucesso das irmãs na moda. “Como as irmãs Hadid se tornaram modelos e ganham tanto dinheiro?! Eu não entendo…”, diz. Epstein responde: “Você sabe”. Em seguida, o anônimo sugere que o pai das modelos, Mohamed Hadid, teria pago uma agência para impulsionar as carreiras das filhas, o que é negado por Epstein: “Não. Porque elas seguem instruções, é simples assim”.

    Gigi explicou por que demorou a se manifestar. “É horrível ler alguém que você nunca conheceu falar de você dessa forma. Especialmente nesse contexto”, comentou a modelo que reforçou que nunca teve qualquer contato com Epstein. “Nunca na minha vida conheci o monstro”.

    Segundo ela, o silêncio inicial foi uma escolha para não desviar a atenção das vítimas. “Não comentei antes porque não queria tirar o foco das histórias das vítimas reais dele; mas é importante deixar claro que não tive qualquer ligação com esse ser humano”, destacou.

    Por fim, Gigi mencionou sua trajetória na moda e a educação que recebeu dos pais. “Cresci com privilégios, sim. Mas meus pais me protegeram e me ensinaram o valor do trabalho duro”, afirmou. Ela ainda lembrou que sua mãe, Yolanda Hadid, foi a responsável por marcar e acompanhar pessoalmente as negociações profissionais envolvendo a carreira de ambas as filhas.

    “A minha mãe nos levou pessoalmente para reuniões em agências de Nova York logo antes de eu completar 18 anos, duas das quais ela assinou contratos em sua carreira -Marylins e Ford… Eu provavelmente conheci 10 agências- apenas Marilyns, IMG e (talvez?) outra agência tenham me oferecido contratos”, destacou.

    A modelo, mãe de Khai, também classificou a situação como “perturbadora” e concluiu: “Quero afirmar de forma inequívoca que nunca tive qualquer ligação com esse ser nojento. Que ele descanse em chamas”.

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  • CBF quer usar liga para abolir discurso de ‘roubo’ no Brasileirão

    CBF quer usar liga para abolir discurso de ‘roubo’ no Brasileirão

    (UOL/FOLHAPRESS) – “O árbitro veio aqui e nos roubou dentro da nossa própria casa”. A CBF quer abolir esse tipo de discurso usado pelo zagueiro David Duarte, do Bahia, para contestar o resultado do jogo contra o Palmeiras.

    E um meio para isso é o debate a respeito da liga única e dos pontos relativos ao produto que podem ser aprimorados por toda a cadeia do futebol brasileiro.

    Não que a arbitragem seja perfeita. Mas a entidade apontou aos clubes na reunião desta segunda-feira (06) que a percepção de valor para o campeonato precisa vir com participação deles. E as palavras, para a CBF, têm poder.

    A entidade já percebeu em pesquisas que há uma parcela dos torcedores deixando de assistir aos jogos porque perdeu a confiança na arbitragem.

    Para a CBF, há muitas falas que associam erro a uma suposta má intenção dos árbitros. Consequentemente, isso gera a percepção do público sobre falta de qualidade e confiabilidade.

    No universo ideal defendido pela CBF junto aos clubes, as críticas muito acima do tom devem, inclusive, render punições que viriam de um tribunal administrativo – não necessariamente do STJD.

    Essa crítica/preocupação no contexto da liga faz parte do item que aborda a análise do tempo de bola em jogo no Brasileirão e a necessidade de ter um espetáculo mais fluído.

    Na comparação com Inglaterra, Espanha e Alemanha – as top 3 ligas do mundo -, o Brasil é quem registra o maior número de cartões amarelos e vermelhos, mais faltas por jogo e a duração mais longa de intervenção do VAR. Ao fim das contas, a menor aprovação da arbitragem pelos torcedores.

    A CBF fez questão de ressaltar que “o jogo também é responsabilidade dos clubes. E não só da arbitragem”.

    Por isso, apontou que as simulações e o antijogo são decisões dos atletas. Alertou também que pressão institucional influencia o comportamento em campo e que a cultura da reclamação afeta decisões e tempo de jogo.

    Há ainda críticas ao comportamento das comissões técnicas no banco de reservas. Nesta semana, o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, será julgado duas vezes em um mesmo dia no STJD por expulsões no início de Brasileirão.

    “Com o Palmeiras é sempre assim. Todas as vezes que o Palmeiras vence, é ‘escândalo’, arbitragem. Eu, presidente, não reclamo de arbitragem. A presidente não reclamou do resultado da final da Libertadores. Nunca terceirizo responsabilidade. ‘Nossa, Leila, você falando de dirigentes que reclamam da arbitragem. E o seu treinador?’ Ele é punido, tem cartão para ele, pode ser julgado. E os dirigentes e treinadores que reclamam e não acontece nada? Isso é injusto. Eu queria que tivesse punição também para dirigentes e jogadores que desrespeitassem arbitragem em entrevistas”, disse Leila Pereira, presidente do Palmeiras, depois da reunião entre clubes e CBF.

    CBF quer usar liga para abolir discurso de ‘roubo’ no Brasileirão