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  • Petróleo ultrapassa US$ 110 em dia de ultimato de Trump para acordo sobre guerra no Irã

    Petróleo ultrapassa US$ 110 em dia de ultimato de Trump para acordo sobre guerra no Irã

    Às 23h50 (horário de Brasília), o barril Brent, referência global, estava em alta de 1,28%, negociado a US$ 111,18. O WTI (West Texas Intermediate), referência nos EUA, subia 2,30% no mesmo horário, cotado a US$ 115. Os dois contratos fecharam em alta na segunda-feira (6

    (FOLHAPRESS) – O preço do petróleo subiu nas primeiras horas de negociação do pregão desta terça-feira (7), data que marca o fim do prazo estipulado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para um acordo sobre a guerra no Irã.

    Às 23h50 (horário de Brasília), o barril Brent, referência global, estava em alta de 1,28%, negociado a US$ 111,18. O WTI (West Texas Intermediate), referência nos EUA, subia 2,30% no mesmo horário, cotado a US$ 115. Os dois contratos fecharam em alta na segunda-feira (6).

    O prazo de Trump para que um acordo seja alcançado acaba às 21h (horário de Brasília). Depois de diversos ultimatos estendidos, o republicano afirma que agora o prazo é final e não negociável.

    Os rivais estudam propostas para encerrar as hostilidades, mas sinais dados por ambos os lados não sugerem que um acordo será fácil. Enquanto isso, o mercado, já abalado após cinco semanas de conflito no Oriente Médio, está em estado de espera.

    “Os traders mais intrépidos podem fazer uma aposta em uma direção ou outra. Outros vão procurar proteger o risco ou ficar totalmente de fora. Mas não há muito que os participantes do mercado possam realmente fazer além de esperar para ver”, disse Kyle Rodda, analista sênior de mercados da Capital.com.

    O Irã disse que queria um fim duradouro para a guerra, em vez de um cessar-fogo temporário, e resistiu à pressão para reabrir o estreito de Hormuz, por onde passa cerca de um quinto do suprimento mundial de petróleo e gás natural.

    O país afirmou ainda que a guerra continuará até quando for preciso e ofereceu aos EUA dez pontos para negociar, incluindo um acordo para o uso de Hormuz, o fim das sanções econômicas ao país e provisões para a reconstrução do país.

    Trump alertou que o Irã poderia ser “eliminado” se não cumprisse seu prazo para um acordo, prometendo destruir usinas de energia e pontes iranianas. Israel também voltou a fazer um ataque a instalações próximas do maior campo de gás do mundo -que Teerã divide com Doha no golfo Pérsico.

    Segundo o site e veículos como as agências Reuters e Associated Press, o centro do debate é o mesmo que embasou o acordo de 2015 para coibir o programa nuclear do Irã: trocar a renúncia à bomba atômica pelo fim de sanções.

    Mas os entraves seguem os mesmos que levaram Trump a deixar o acordo em 2018: os iranianos não abrem mão de manter capacidade de processamento e enriquecimento de urânio, o que deixa a porta aberta para violações futuras.

    SOBE E DESCE NAS AÇÕES ASIÁTICAS

    Nas primeiras horas de negociação, os índices asiáticos operavam em diversas direções em meio à espera pelos próximos passos da guerra no Oriente Médio. Às 23h40, o Nikkei do Japão caía 0,17%, e a Bolsa de Xangai tinha alta de 0,46%. O Kospi, da Coreia do Sul, subia 0,27%.

    Os futuros de ações dos EUA recuavam 0,55%, após avanços no fechamento da véspera, enquanto os futuros europeus apontavam para uma abertura em alta após os mercados terem ficado fechados por feriados na sexta-feira e na segunda.

    O ouro caía 0,30% no mesmo horário, a US$ 4.671,05.

     

    Petróleo ultrapassa US$ 110 em dia de ultimato de Trump para acordo sobre guerra no Irã

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  • Imagens revelam momento em que astronautas batem recorde histórico

    Imagens revelam momento em que astronautas batem recorde histórico

    Missão Artemis II supera marca da Apollo 13 ao atingir distância inédita da Terra durante sobrevoo da face oculta da Lua. Tripulação registra imagens impressionantes e inicia retorno após momento considerado histórico pela NASA

    A tripulação da missão Artemis II, formada por Christina Koch, Victor Glover, Reid Wiseman e o canadense Jeremy Hansen, estabeleceu um novo recorde histórico ao atingir a maior distância já percorrida por seres humanos em relação à Terra. O feito supera a marca registrada em 1970 pela missão Apollo 13.

    Durante o sobrevoo da face oculta da Lua, conforme planejado pela NASA, os astronautas chegaram a 406.777 quilômetros de distância do planeta, ultrapassando o recorde anterior de 400.171 quilômetros. A conquista foi comunicada diretamente à tripulação pelo Centro de Controle da missão.

    “Tripulação: em 15 de abril de 1970, durante a missão Apollo 13, três exploradores estabeleceram o recorde de maior distância já percorrida por humanos a partir do nosso planeta”, foi anunciado na transmissão oficial. “Naquela época, há mais de 55 anos, Lovell, Swigert e Haise voaram a 248.655 milhas da Terra. Hoje, por toda a humanidade, vocês estão ultrapassando essa fronteira.”

    Durante o trajeto pelo lado oculto da Lua, a cápsula Orion ficou cerca de 40 minutos sem comunicação com a Terra, uma interrupção considerada normal nesse tipo de missão. Após esse período, o contato foi restabelecido com sucesso.

    O administrador da NASA, Jared Isaacman, destacou o momento histórico em uma publicação nas redes sociais. “A Artemis II chegou à sua distância máxima da Terra”, escreveu. “Na face oculta da Lua, a 406.777 quilômetros de distância, Reid, Victor, Christina e Jeremy viajaram mais longe da Terra do que qualquer outro ser humano na história e iniciam agora a sua viagem de regresso para casa.”

    Ele também ressaltou o impacto da missão. “Antes de partirem, disseram que esperam que esta missão seja esquecida, mas será recordada como o momento em que as pessoas começaram a acreditar que os Estados Unidos podem, mais uma vez, fazer o quase impossível e mudar o mundo. Parabéns a esta incrível tripulação e a toda a equipe da NASA, aos nossos parceiros internacionais e comerciais. Mas esta missão só termina quando estiverem em segurança sob os paraquedas, pousando no oceano Pacífico.”

    Outro destaque da missão é o uso de celulares a bordo. Pela primeira vez, astronautas puderam levar smartphones e registrar imagens da viagem. As fotos mostram momentos impressionantes do sobrevoo da face oculta da Lua e da Terra vista do espaço.

    Além disso, a tripulação também teve a oportunidade de observar um eclipse solar a partir de uma perspectiva única, impossível de ser vista do planeta.

    Após concluir essa etapa histórica, os astronautas iniciaram a viagem de retorno à Terra. Assim como na ida, o trajeto deve durar cerca de quatro dias, com previsão de pouso no oceano Pacífico na sexta-feira, 10 de abril.

    As imagens registradas durante o sobrevoo podem ser vistas acima e mostram a dimensão do feito alcançado pela missão Artemis II.
     
     

     

    Imagens revelam momento em que astronautas batem recorde histórico

  • 'A Lua é um corpo único, não é apenas um pôster no céu', diz astronauta da Artemis 2

    'A Lua é um corpo único, não é apenas um pôster no céu', diz astronauta da Artemis 2

    Christina Koch é a primeira mulher a sobrevoar o satélite natural da Terra; ela e os demais membros da missão examinam a superfície lunar nesta segunda-feira (7)

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A astronauta Christina Koch, 47, mostrou-se emocionada nesta segunda (6) ao observar a Lua durante a missão Artemis 2. Segundo ela, o satélite natural não é só um pôster no céu.

    “Em certo momento, perto do fim do meu tempo na janela três, tive uma sensação avassaladora de emoção ao olhar para a Lua. Algo de repente me atraiu para a paisagem lunar e ela se tornou real”, afirmou a especialista de missão.

    “A Lua realmente é um corpo único no Universo. Não é apenas um pôster no céu. É um lugar real. E, quando temos essa perspectiva e a comparamos com nosso lar na Terra, isso nos lembra o quanto temos em comum.”

    Em outro momento, ela ofereceu uma descrição colorida das crateras lunares.
    “O que realmente parece é uma cúpula de abajur com pequenos furinhos e a luz passando através deles”, disse ela. “Elas são tão brilhantes comparadas ao resto da Lua.”

    Piloto da Artemis 2, Victor Glover, 49, descreveu em detalhes o “terminador”, a fronteira da Lua entre a noite e o dia.

    “Uau, queria ter mais tempo para simplesmente ficar aqui e descrever o que estou vendo”, disse ele, antes de criar um retrato para os cientistas que acompanhavam o relato da Terra.

    “Mas o terminador agora está simplesmente fantástico. É o mais acidentado que já vi do ponto de vista da iluminação.”

    Kelsey Young, cientista-chefe da missão Artemis 2, respondeu com entusiasmo. “Meu Deus, que imagem incrível você acabou de retratar.”

    “Esse tipo de observação é algo que apenas seres humanos conseguem contribuir de forma única, e você realmente nos levou junto com você.”

    Pouco antes da esperada interrupção de contato com a equipe em Terra, Glover agradeceu à Nasa pela oportunidade de participar da missão. “Enquanto nos preparamos para ficar sem comunicação por rádio, ainda vamos sentir o amor de vocês da Terra. E para todos vocês aí embaixo na Terra e ao redor da Terra, nós amamos vocês, da Lua. Nos vemos do outro lado.”

    Além de Koch e Glover, participam da missão os astronautas Reid Wiseman, 50, comandante da Artemis 2, e Jeremy Hansen, 50, especialista da missão.

    Na tarde desta segunda, eles iniciaram o sobrevoo do satélite. Eles têm como tarefa fotografar e descrever características das formações lunares e antigos fluxos de lava.

    Às 14h56 (de Brasília), eles se tornaram os humanos a viajar mais longe da Terra, quebrando o recorde da tripulação da Apollo 13, que em 1970 esteve a 400.171 km do planeta, em 15 de abril daquele ano.

    Outro marco: Koch, 47, virou a primeira mulher a sobrevoar a Lua, e Glover, o primeiro negro. Além disso, Hansen, é o primeiro não americano a alcançar esse feito.

    O quarteto iniciou a viagem lunar no dia 1º deste mês após decolar no foguete SLS de Cabo Canaveral, na Flórida (Estados Unidos). O regresso ao nosso planeta está marcado para a próxima sexta-feira (10).

    'A Lua é um corpo único, não é apenas um pôster no céu', diz astronauta da Artemis 2

  • Proposta de subsídio ao diesel importado tem adesão de 25 estados

    Proposta de subsídio ao diesel importado tem adesão de 25 estados

    Além do subsídio ao diesel importado, o governo anunciou nesta segunda-feira (6) um subsídio de R$ 0,80 por litro de diesel produzido no Brasil; informação foi divulgada pelo Ministério da Fazenda

    Das 27 unidades da Federação, apenas duas não aderiram à proposta de subsídio de R$ 1,20 ao diesel importado, informou nesta tarde o Ministério da Fazenda. A medida, que integra o pacote para segurar a alta dos combustíveis, terá o custo dividido igualmente entre a União e os estados que aceitaram o acordo.

    A pasta não divulgou as duas unidades federativas que não aderiram. Em entrevista coletiva, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que está conversando com os governos estaduais para tentar convencê-los a entrar no acordo.

    De caráter temporário e excepcional, a proposta prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses. O custo será dividido igualmente entre o governo federal e os estados, com R$ 0,60 arcados pela União e os outros R$ 0,60 pelas unidades da federação. 

    A medida, informou a Fazenda, terá custo de R$ 4 bilhões: R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para as unidades da Federação. Até a semana passada, a pasta informava que a medida custaria R$ 3 bilhões nos dois meses em que vigorará.

    Na semana passada, o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) informou que a participação dos estados será proporcional ao volume de diesel consumido em cada região, embora os critérios específicos ainda estejam em definição.

    A adesão é voluntária. As cotas dos estados que optarem por não participar não serão redistribuídas entre os demais, preservando a autonomia das unidades federativas.

    Produtores nacionais

    Além do subsídio ao diesel importado, o governo anunciou nesta segunda-feira (6) um subsídio de R$ 0,80 por litro de diesel produzido no Brasil. Também prevista para vigorar por dois meses, a ajuda custará R$ 6 bilhões (R$ 3 bilhões mensais), mas nesse caso o custo será totalmente bancado pelo governo federal.

    Proposta de subsídio ao diesel importado tem adesão de 25 estados

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  • Lisa Kudrow diz que se sentia esquecida no início de 'Friends'

    Lisa Kudrow diz que se sentia esquecida no início de 'Friends'

    Atriz afirma que sua agência de talentos se referia a ela como ‘a sexta amiga’ do elenco; intérprete de Phoebe Buffay se tornou a primeira integrante da sitcom a vencer grandes premiações

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Intérprete da excêntrica Phoebe Buffay em “Friends” (1994-2004), Lisa Kudrow contou que se sentia esquecida nos primeiros anos da série em comparação com os outros cinco membros do elenco. A produção fez muito sucesso a partir da segunda temporada, mas, para ela, isso não provocou uma rápida mudança na carreira.

    “Ninguém se importava comigo”, disse a atriz em entrevista ao jornal britânico The Independent. “Havia certas pessoas [na minha agência de talentos] que simplesmente se referiam a mim como ‘a sexta amiga’.”

    Kudrow relembra momentos em que pessoas faziam elogios ao programa, mas não consideravam a atuação dela como um dos fatores que fizeram de “Friends” um sucesso. “Eles falavam coisas como ‘que sorte ela teve de entrar naquela série’”, conta a atriz.

    Mesmo sem o reconhecimento inicial da agência e com dúvidas sobre o futuro da carreira, Kudrow se tornou a primeira integrante do elenco a vencer grandes premiações. Em 1998, com a popularidade de Phoebe, Kudrow conquistou o Emmy na categoria de melhor atriz coadjuvante em série de comédia.

    Recentemente, a atriz estreou a terceira temporada da série “The Comeback”, pela qual vem recebendo muitos elogios. Ela voltou ao papel de Valerie Cherish, uma atriz atrapalhada tentando retomar seus duas de glória, após mais de uma década.

    Lisa Kudrow diz que se sentia esquecida no início de 'Friends'

  • Roberto Jefferson terá de pagar R$ 200 mil a agente ferida ao prendê-lo

    Roberto Jefferson terá de pagar R$ 200 mil a agente ferida ao prendê-lo

    Roberto Jefferson reagiu a ordem de prisão autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes com tiros e granadas, na época; policial foi atingida após ataques realizados pelo ex-parlamentar

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O ex-deputado federal Roberto Jefferson terá de pagar uma indenização para uma agente federal. A policial foi atingida por tiros disparados realizados pelo ex-parlamentar durante ação da PF para prendê-lo em outubro de 2022.

    Justiça determinou o pagamento de R$ 200 mil. Roberto Jefferson reagiu a ordem de prisão autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes com tiros e granadas, na época. Além da policial, um outro agente foi atingido por estilhaços e ambos foram levados ao hospital.

    A agente pediu o pagamento de indenização por danos morais e estéticos. À Justiça, a defesa do ex-deputado alegou que policiais “devem possuir equilíbrio emocional” e resiliência para atuar em situações de alto risco. A reportagem tenta contato com os advogados de Roberto Jefferson.

    Na decisão, juiz diz que argumentos da defesa não se sustentam. “Embora a exposição a situações de risco seja inerente à natureza do trabalho policial, tal circunstância não elide o direito de se pretender a reparação civil por eventuais danos deliberadamente causados por terceiros contra si no exercício da profissão”, afirmou o juiz Eduardo Buzzinari Ribeiro de Sá.

    Valor fixado leva em consideração “repercussão na vida pública e privada”, diz o juiz. Na decisão, Buzzinari afirma que o fato é “inegavelmente gerador de reconhecidos transtornos e constrangimentos”.

    O ex-deputado foi preso após descumprir medidas cautelares. A decisão ocorreu após Jefferson xingar a ministra do STF Cármen Lúcia e a comparar com “prostitutas”, “vagabundas” e “arrombadas” -ele estava proibido de usar as redes sociais.

    Nesta segunda-feira (6), Jefferson cumpre pena em prisão domiciliar. Ele foi condenado pelo STF em 2024 a mais de nove anos de prisão por incitar violência contra autoridades em 2021. Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República, o político tentou impedir o funcionamento dos poderes constitucionais, especialmente o Poder Legislativo e a CPI da Pandemia.

    A operação policial relatada e seus resultados danosos foi amplamente noticiada pela imprensa nacional. Não há nenhuma dúvida, portanto, de que foi o réu o autor das agressões perpetradas contra a equipe de policiais federais designada para o cumprimento de mandado de prisão em seu desfavor.Trecho da decisão

    Considerando que as condições econômicas da autora e do réu, a repercussão na vida pública e privada e as demais circunstâncias do fato, o valor justo e equânime para a reparação dos danos morais é fixado em R$200.000,00 (duzentos mil reais).

    Roberto Jefferson terá de pagar R$ 200 mil a agente ferida ao prendê-lo

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  • Variante BA.3.2 da Covid oferece baixo risco, mas vigilância deve continuar, dizem especialistas

    Variante BA.3.2 da Covid oferece baixo risco, mas vigilância deve continuar, dizem especialistas

    A variante ainda não foi identificada no Brasil, de acordo com o informe Vigilância das Síndromes Gripais, do Ministério da Saúde, com dados até 28 de março

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – De acordo com as evidências conhecidas até o momento, a sublinhagem BA.3.2 da variante Ômicron da Covid-19 representa um baixo risco à saúde pública se comparada a outras descendentes da mesma cepa.

    A afirmação partiu da Rede Global de Vírus (Global Virus Network, em inglês), que reúne virologistas de mais de 90 centros de excelência em virologia presentes em mais de 40 países. Não foi observado um aumento de casos graves, hospitalizações ou mortes relacionadas à variante.

    A BA.3.2 está presente em ao menos 23 países, entre eles os Estados Unidos. A variante ainda não foi identificada no Brasil, de acordo com o informe Vigilância das Síndromes Gripais, do Ministério da Saúde, com dados até 28 de março.

    Apesar do aumento da probabilidade de infecção ou reinfecção, o contato com a variante não implica redução da proteção contra formas graves da doença. Tais mudanças são consistentes com a evolução esperada do SARS-CoV-2 e de outros vírus respiratórios.

    Fernando Spilki, virologista da Universidade Fevalle e coordenador do Comitê Gestor da Rede Vírus do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, explica que a maioria das pessoas está vacinada e teve contato com o vírus selvagem na comunidade, com diferentes cepas que circularam ao longo do tempo.

    “A população imunizada de acordo com a constância determinada pelas autoridades sanitárias tem uma imunidade robusta o suficiente para não evoluir para as formas mais graves caso se infecte”, diz o pesquisador.

    Especialistas dizem não ver motivos para alarme, mas afirmam que a vigilância precisa ser constante. A população deve se informar a respeito das vacinas recomendadas contra a Covid, adotar boas práticas de higiene e precaução respiratória quando necessário e procurar exames e orientação médica caso apresente sintomas da doença.

    No Brasil, as vacinas ofertadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) são atualizadas conforme as cepas em circulação. Os imunizantes protegem contra casos graves e óbitos por Covid.

    Além disso, segundo Fernando Spilki, há evidências de que a última versão da vacina contra a Covid confira algum grau de proteção contra a BA.3.2.

    “O que se imagina é que ela [a vacina] vá continuar baixando a transmissão da doença. Mas é preciso mensurar para a próxima temporada se haverá necessidade de um update vacinal com a BA.3.2”, afirma.

    “Quando olhamos para alguns locais que ainda tem mantido a vigilância relativamente alta, o que é difícil atualmente, notamos que ela [BA.3.2] continua disputando espaço com outras variantes e que a vacina está defendendo, sim. Do ponto de vista da população, ela continua fazendo o seu serviço”, finaliza Spilki.

    A campanha de vacinação contra a gripe no SUS representa uma oportunidade para também iniciar ou completar o esquema contra a Covid.

    Evaldo Stanislau de Araújo, infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, reforça a recomendação para idosos, crianças, imunossuprimidos e doentes crônicos não vacinados ou com o calendário incompleto. “De forma geral, havendo queda da imunidade, o que pode ocorrer é um aumento de casos, com potencial de gravidade”, diz Araújo.

    Variante BA.3.2 da Covid oferece baixo risco, mas vigilância deve continuar, dizem especialistas

  • Libertadores inicia fase de grupos com brasileiros e argentinos na briga por hegemonia

    Libertadores inicia fase de grupos com brasileiros e argentinos na briga por hegemonia

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em sua 67ª edição, a Copa Libertadores dá a largada nesta semana às partidas da fase de grupos com 32 times na disputa, com as seis equipes brasileiras e as seis argentinas no páreo para tentar isolar os respectivos países como os maiores vencedores da principal competição de clubes do continente.

    Com mais dinheiro em caixa para reforçar os elencos com contratações de peso, os times brasileiros ficaram com a taça de campeão nas últimas sete edições -o Flamengo venceu três vezes, e o Palmeiras duas, com Fluminense e Botafogo conquistando o título pela primeira vez.

    Agora, Brasil e Argentina dividem a liderança no ranking dos países com mais títulos da Libertadores, com 25 cada. O maior vencedor é o Independiente-ARG, com sete títulos conquistados entre os anos 1960 e 1980.

    A edição de 2026 do torneio conta com a estreia de três equipes, incluindo a do Mirassol, além dos argentinos Independiente Rivadavia e Platense, e tem também a importante ausência do River Plate, última equipe não brasileira a vencer, em 2018, e que não se classificou após onze participações consecutivas.

    Os seis representantes brasileiros na disputa somam onze conquistas, sob a liderança do Flamengo, que sagrou-se o primeiro tetracampeão do país no fim do ano passado, batendo o Palmeiras na decisão em Lima, no Peru.

    Conforme sorteio realizado no fim de março, o rubro-negro está no grupo A, ao lado do também tetracampeão Estudiantes-ARG, ambos favoritos para passar para a próxima fase da competição. O grupo também conta com Cusco-PER e Independiente Medellín-COL.

    Atual vice-campeão, o Palmeiras vem logo atrás entre os brasileiros com mais títulos, com três conquistas -empatado com Santos, São Paulo e Grêmio- e é o único time que já foi campeão entre os integrantes do grupo F, que tem Cerro Porteño-PAR, Junior Barranquilla-COL e Sporting Cristal-PER.

    Bicampeão, o Cruzeiro retorna à competição após a última participação em 2019, e está no grupo D, com o hexacampeão Boca Juniors-ARG -segundo maior campeão do torneio, que retorna após ser derrotado pelo Fluminense na final de 2023-, além do Universidad Católica-CHI e do Barcelona de Guayaquil-EQU.

    Campeão da Copa do Brasil, o Corinthians, que venceu a Libertadores em 2012, compõe o grupo E, junto com o pentacampeão Peñarol-URU, o Santa Fé-COL e o debutante Platense-ARG.

    Já o Fluminense está no grupo C, ao lado de Bolívar-BOL, Deportivo La Guaira-VEN e do também estreante Independiente Rivadavia-ARG.

    Time do interior paulista de surpreendente campanha em sua estreia na Série A do Campeonato Brasileiro, quando terminou na quarta colocação, o Mirassol é o único brasileiro na disputa em 2026 que ainda não venceu a competição.

    Sob a liderança do experiente lateral Reinaldo, a equipe de uniforme amarelo faz parte do grupo G, com a LDU-EQU, campeã em 2008 sobre o Fluminense, além de Lanús-ARG e Always Ready-BOL -o time boliviano manda seus jogos no Estádio Municipal de El Alto, a 4.150 metros acima do nível do mar.

    Os confrontos da fase de grupos começam nesta terça-feira (7) com dois times brasileiros em campo -o Fluminense estreia contra o venezuelano La Guaira, fora de casa, e o Cruzeiro visita o Barcelona de Guyaquil.

    Na quarta-feira (8), é a vez de o Flamengo ir até o Peru para encarar o Cusco, enquanto o Palmeiras viaja até Cartagena para confronto contra o Junior Barranquila. O Mirassol debuta na competição com o apoio de sua torcida no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, contra o Lanús, vice-campeão em 2017, derrotado na final pelo Grêmio.

    Na quinta-feira (9), o Corinthians, que demitiu o treinador Dorival Júnior na véspera após derrota para o Internacional pelo Brasileiro, vai à Argentina para duelo contra o Platense.

    A fase de grupos da Libertadores se estende até 28 de maio, com os jogos de ida e volta das oitavas de final entre 11 e 20 de agosto. As quartas de final acontecem de 8 a 17 de setembro, com as semifinais previstas para 14 a 22 de outubro. A final está marcada para 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai.

    O campeão terá direito a uma premiação de US$ 25 milhões (R$ 129 milhões), com US$ 7 milhões (R$ 36 milhões) para o vice.

    A Globo transmite dois jogos por rodada na fase de grupos com exclusividade na TV aberta, enquanto ESPN, na TV fechada, e Disney+ e Paramount+, no streaming, fazem as transmissões de todas as partidas em suas plataformas.

    MAIORES CAMPEÕES DA COPA LIBERTADORES

    – Independiente (ARG) 7
    – Boca Juniors (ARG) 6
    – Peñarol (URU) 5
    – Estudiantes (ARG) 4
    – Flamengo (BRA) 4
    – River Plate (ARG) 4
    – Grêmio (BRA) 3
    – Nacional (URU) 3
    – Olimpia (PAR) 3
    – Palmeiras (BRA) 3
    – Santos (BRA) 3
    – São Paulo (BRA) 3

    Libertadores inicia fase de grupos com brasileiros e argentinos na briga por hegemonia

  • Dólar fecha em queda, a R$ 5,14, e Bolsa fica estável, com guerra no Oriente Médio no radar

    Dólar fecha em queda, a R$ 5,14, e Bolsa fica estável, com guerra no Oriente Médio no radar

    O dia não teve grandes variações na Bolsa brasileira, que fechou praticamente estável, com saldo final foi de avanço de 0,06%, a 188.161 pontos; guerra no Oriente Médio continua tomando os holofotes

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em queda de 0,27% nesta segunda-feira (6), cotado a R$ 5,1469, com incertezas em torno da guerra no Oriente Médio tomando os holofotes.

    A moeda oscilou em margens curtas durante o pregão, tendo atingido o patamar máximo de R$ 5,159 à tarde, durante entrevista coletiva com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na mínima, foi a R$ 5,139.

    O movimento foi global: o índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes, recuou 0,05%.

    O dia também não teve grandes variações na Bolsa brasileira, que fechou praticamente estável. O saldo final foi de avanço de 0,06%, a 188.161 pontos.

    As negociações deste pregão foram embaladas pela possibilidade de um cessar-fogo no conflito no Oriente Médio, que já dura cinco semanas. O plano entre Estados Unidos e Irã, intermediado pelo Paquistão, propõe uma trégua de 45 dias, seguido de negociações sobre um acordo mais amplo, disse uma fonte ciente das propostas nesta segunda.

    O chefe do Exército paquistanês, marechal de campo Asim Munir, esteve em contato “durante toda a noite” com o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, segundo a fonte.

    Negociadores de ambos os lados admitem que as chances de acordo parecem baixas.

    O Irã já rejeitou a ideia de trégua provisória e pediu uma solução definitiva para os conflitos na região. O regime afirmou que a guerra continuará até quando for preciso e ofereceu aos Estados Unidos dez pontos para negociar, incluindo um acordo para o uso do estratégico estreito de Hormuz, o fim das sanções econômicas ao país e provisões para a reconstrução do país.

    As negociações têm como pano de fundo um ultimato do presidente Donald Trump às forças iranianas. Teerã tem até às 21h de terça (7), no horário de Brasília, para aceitar as condições de uma trégua e reabrir Hormuz -caso contrário, os Estados Unidos irão “explodir tudo”. Uma autoridade de Teerã descartou a reabertura do estreito no caso de um cessar-fogo temporário.

    Trump ainda falou, em entrevista coletiva nesta tarde, que o Irã poderia ser neutralizado em uma noite, “e essa noite pode ser amanhã”.

    “Quando Trump fala em acabar com a guerra em um dia, soa como mais um blefe, porque ele não conseguiu fazer isso até agora. O mercado já está estafado dessas falas e de nenhuma ação concreta acontecendo”, diz Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos.

    “Fundos de renda fixa americana e títulos do Tesouro dos Estados Unidos [considerados uma espécie de porto seguro do mercado financeiro] nunca foram tão negociados. Todo mundo está à espera de alguma sinalização um pouco mais clara a respeito do futuro da guerra.”

    O bloqueio de Hormuz, por onde passam 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito consumidos no mundo, lançou a economia global em turbulência. O choque de oferta, considerado sem precedentes, está se transformando em uma crise energética que fez os preços do petróleo e produtos derivados dispararem.

    Neste pregão, o petróleo Brent, referência internacional, avançou cerca de 1%, cotado a US$ 112 o barril.

    Com a inflação global sob pressão, o crescimento econômico antes previsto foi colocado em dúvida, bem como os próximos passos de alguns dos principais bancos centrais do mundo.

    Tanto o Federal Reserve, dos Estados Unidos, quanto o BC (Banco Central) brasileiro citaram a guerra nas decisões do mês passado, diante do risco de pressão inflacionária global.

    Na visão da XP, um conflito prolongado e preços de petróleo altos por mais tempo são os principais pontos de atenção do conflito, à medida que as expectativas de inflação local sobem acima da meta de 3% do BC.

    No Boletim Focus desta segunda, analistas ajustaram para cima as expectativas para a inflação em 2026 pela quarta semana consecutiva. As projeções para a alta do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) agora são de 4,36% este ano e de 3,85% no próximo, ante 4,31% e 3,84%, respectivamente, na semana anterior.

    Economistas também mantiveram a projeção de R$ 5,40 para o dólar no fim deste ano e de 12,50% para a Selic, hoje em 14,75%. A expectativa é de corte de 0,25 ponto percentual da taxa básica na reunião marcada para o fim do mês.

    Ainda assim, a XP vê o Brasil bem posicionado para enfrentar as turbulências da guerra, “dada a alta exposição ao petróleo e o potencial de seguir atraindo fortes fluxos estrangeiros, especialmente quando as tensões arrefecerem”.

    Dólar fecha em queda, a R$ 5,14, e Bolsa fica estável, com guerra no Oriente Médio no radar

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  • Gigi Hadid sobre menção nos emails de Epstein: "Ser humano repugnante"

    Gigi Hadid sobre menção nos emails de Epstein: "Ser humano repugnante"

    Gigi Hadid comentou o fato do seu nome ter sido mencionado nos arquivos de Jeffrey Epstein, expressando o seu descontentamento e esclarecendo a sua posição sobre o caso. A modelo mostrou-se “perturbada” com a história

    Gigi Hadid falou sobre o fato do seu nome e o da irmã, Bella Hadid, ter sido mencionado nos arquivos de Jeffrey Epstein.

    Em uma troca de emails de 2015 entre Jeffrey Epstein e uma pessoa que não foi identificada, documentos esses que foram divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, um anônimo perguntou ao condenado sexual como é que Gigi e a irmã se tornaram “modelos e ganharam tanto dinheiro”. 

    Epstein respondeu “você sabe” e essa pessoa insinuou que foi o pai das irmãs, Mohamed Hadid, que tinha “pago à agência”.  

    “Não. Porque elas seguem instruções, é simples assim”, referiu ainda o falecido empresário.

    Desde então a modelo tem ficado em silêncio mas decidiu responder através de um comentário na sua conta de Instagram (que entretanto foi apagado).

    “É horrível ler alguém que você nunca conheceu falar de você dessa forma. Principalmente neste contexto. Eu não comentei porque não quero desviar a atenção das histórias das verdadeiras vítimas dele, mas o comentário me fez perceber que talvez não esteja claro – e é importante que você saiba”, escreveu Gigi em forma de resposta a uma internauta que criticava a sua falta de posicionamento, revela o E News.

    “Ser citada nesses arquivos, acho que eu tinha 20 ou 21 anos na época em que ele teria escrito aquele email — é perturbador. E quero afirmar categoricamente que nunca tive qualquer ligação com esse ser humano repugnante”, terá escrito ainda a modelo.

    Vale lembrar que Sarah Ferguson era uma das figuras públicas que trocava emails com o seu amigo Jeffrey Epstein, agora revelados. A ex-duquesa de York teria dito ao condenado sexual:  “É uma lenda. Realmente não tenho palavras para descrever o meu amor e gratidão pela sua generosidade e bondade. Estou ao teu dispor. Casa comigo”, referiu. Não se sabe, no entanto, qual foi o contexto desta mensagem enviada já que isso não é explicado nos arquivos. Também o ex-príncipe Andrew mantinha uma relação próxima com o empresário. 

    Gigi Hadid sobre menção nos emails de Epstein: "Ser humano repugnante"