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  • Lula diz que pode não sair acordo imediato de reunião com Trump na Malásia

    Lula diz que pode não sair acordo imediato de reunião com Trump na Malásia

    Lula afirmou que não espera fechar um acordo imediato com Donald Trump na reunião marcada para domingo (26), na Malásia. O presidente disse que o entendimento entre Brasil e Estados Unidos dependerá de negociações técnicas e políticas conduzidas por ministros e secretários de ambos os países

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (24) que não espera um acordo imediato com o presidente Donald Trump na reunião que farão no domingo (26), na Malásia.

    O presidente afirmou que o encontro, programado para o período da tarde de domingo em Kuala Lumpur, precisará de uma sequência de negociação técnica e política entre ministros do Brasil e secretários dos EUA.

    “Se eu não acreditasse que fosse possível fazer um acordo, eu não participaria da reunião. Se bem que o acordo certamente não será feito amanhã ou depois de amanhã, quando eu me reencontro com ele. O acordo será feito pelos negociadores”, disse Lula em entrevista antes de decolar de Jacarta, na Indonésia, para Kuala Lumpur, capital malaia.

    “Eu nunca participo de uma reunião na qual não acredito no sucesso. Eu só vou saber se ela é bem-sucedida ou não se eu participar. Então, eu vou participar da reunião na expectativa de que a gente tenha sucesso naquilo que o Brasil tem interesse.”

    Questionado pelo Estadão sobre o prazo que o Brasil considera razoável para um acerto, Lula afirmou que “quanto antes, melhor”.

    “Se eu pudesse te dar uma resposta, eu te daria. Eu queria que fosse ontem, mas se for amanhã já está bom. Quanto mais rápido, melhor”, respondeu.

    Lula foi questionado insistentemente sobre setores econômicos em pauta, como minerais críticos — entre eles as terras raras —, mas não respondeu sobre que proposta fará aos EUA.

    O petista afirmou que a reunião está sendo aguardada há algum tempo e que o Brasil sempre esteve disponível para conversar. Os negociadores do lado brasileiro são os ministros.

    Lula disse que houve um “certo truncamento” nas negociações, mas que, depois do telefonema entre eles, as coisas caminharam. O petista disse querer reconstituir uma relação civilizada com os EUA.

    “Tenho todo interesse em ter essa reunião, toda a disposição de defender os interesses do Brasil e mostrar que houve equívocos nas taxações ao Brasil. Quero discutir também as punições dadas a ministros brasileiros da Suprema Corte, que não têm nenhuma explicação.”

    Lula disse que fará uma reunião “sem frescura” com Trump, com objetividade e sinceridade. Ele citou como exemplos o preço da carne em alta nos EUA e a inflação sobre o café no mercado interno americano. O Brasil tem expectativa, nos bastidores, de que esses produtos sejam retirados do tarifaço.

     

     

    Lula diz que pode não sair acordo imediato de reunião com Trump na Malásia

  • Clássico e duelo direto pelo acesso abrem a 34ª rodada da Série B

    Clássico e duelo direto pelo acesso abrem a 34ª rodada da Série B

    Restando apenas cinco rodadas para o fim da Série B do Campeonato Brasileiro 2025, a emoção toma conta de cada rodada na briga pelo acesso. Nesta sexta-feira, dois jogos esquentam ainda mais a disputa na abertura da 34ª rodada, quando Novorizontino, Cuiabá e Remo buscam uma boa posição na concorrência por vaga na elite.

    Os jogos do dia se iniciam a partir das 19h, quando Novorizontino e Botafogo-SP fazem um clássico do interior paulista no estádio Jorge de Biasi, em Novo Horizonte, no duelo de opostos. Em quinto lugar, com 54 pontos, mesmo número do Remo, primeiro time no G-4, o time de Novo Horizonte tenta ao menos dormir na zona de acesso. Do outro lado, com 34, em 18º, o Botafogo está três atrás do Athletic-MG, primeiro time na zona de rebaixamento e tenta se manter vivo na Série B.

    Mais tarde, às 21h35, o próprio Remo entra em campo para um duelo direto na briga pelo acesso diante do Cuiabá, na Arena Pantanal. Em quarto lugar, três pontos atrás o líder Coritiba (57), os paraenses querem se firmar na zona de acesso, enquanto o time da casa, com 50, em 8º, quer voltar a brigar por vaga entre os quatro primeiros.

    A emocionante 34ª rodada da Série B segue no sábado, com mais quatro jogos. A partir das 16h, Athletic-MG e América-MG se enfrentam na Arena Sicredi, simultaneamente a Volta Redonda e Coritiba, no Raulino de Oliveira. Mais tarde, às 18h30, é a vez do Paysandu receber o Avaí, na Curuzu, pouco antes de Criciúma e Goiás, às 20h30, no Heriberto Hulse.

    No domingo, a partir das 16h, é a vez de CRB e Atlético-GO medirem forças no Rei Pelé e Vila Nova e Ferroviária se enfrentarem às 18h30, no Onésio Brasileiro Alvarenga.

    A rodada acaba na segunda-feira, com mais dois jogos. A partir das 19h, Chapecoense e Operário-PR se enfrentam na Arena Condá, enquanto Athletico-PR e Amazonas fecham a rodada na Arena da Baixada, às 21h30.

    O Palmeiras sofreu uma dura derrota por 3 a 0 para a LDU, em Quito, e precisará reverter o placar no Allianz Parque para seguir sonhando com a final da Libertadores. Todos os gols saíram ainda no primeiro tempo

    Estadao Conteudo | 08:04 – 24/10/2025

    Clássico e duelo direto pelo acesso abrem a 34ª rodada da Série B

  • Quais os sinais de que mercado de IA pode ser uma bolha prestes a estourar

    Quais os sinais de que mercado de IA pode ser uma bolha prestes a estourar

    Especialistas e bancos centrais alertam para o risco de uma bolha no mercado de inteligência artificial, impulsionado por investimentos trilionários e valorização acelerada de grandes empresas. Enquanto o setor promete revolucionar a economia, analistas temem que o ritmo de investimento supere a demanda real por IA

    (FOLHAPRESS) – Vai ser um estouro. A grande questão é qual tipo de estouro. Se as expectativas quanto à inteligência artificial se concretizarem, os investimentos trilionários previstos para essa tecnologia vão ter valido a pena. Caso contrário, a explosão é de outra natureza -a de uma bolha.

    No último mês, os alarmes têm soado. O banco central da Inglaterra, por exemplo, expressou preocupação com a enorme valorização das empresas de IA e alertou para o risco crescente de uma “correção súbita” no mercado (ou seja, o estouro de uma bolha). No mesmo dia, Kristalina Georgieva, chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional), fez alerta semelhante.

    Em agosto, o próprio CEO da OpenAI, Sam Altman, já tinha sugerido que pode haver uma bolha se formando no mercado de inteligência artificial. E, de lá para cá, a conversa se intensificou.

    Um amontoado de sinais preocupa analistas econômicos e investidores. Desde o lançamento do ChatGPT ao público, em 2022, o mercado de ações dos EUA cresceu US$ 21 trilhões (R$ 113 trilhões). Dez empresas são responsáveis por mais da metade desse salto, entre elas Amazon, Nvidia e Broadcom, todas com negócios em IA.

    O dinheiro tem fluído aos borbotões para empresas de IA, em patamares sem precedentes. O banco Morgan Stanley prevê que o investimento no setor vai atingir quase US$ 3 trilhões (R$ 16 trilhões) entre este ano e 2028.

    O montante, contudo, é uma aposta no futuro -o dia, ainda hipotético, em que a IA vá decolar e revolucionar economias. No presente, esse dia ainda não chegou. Basta ver a diferença entre os investimentos que atraem e o faturamento das empresas de inteligência artificial.

    A OpenAI, por exemplo, tem valor de mercado estimado em US$ 500 bilhões (R$ 3 trilhões), mas receita anual de US$ 13 bilhões.

    O descompasso é a expressão numérica de uma questão fundamental: quando vai haver a demanda por essa tecnologia que garanta o retorno desse investimento? A dúvida é sobre a sincronia entre promessas de longo prazo e expectativas de retorno no curto e médio prazos.

    Do lado dos usuários comuns, a procura cresceu rapidamente: o ChatGPT, quando foi lançado, por exemplo, atingiu 100 milhões de usuários em apenas dois meses, tornando-se o aplicativo de crescimento mais rápido da história. 

    Hoje, tem 800 milhões de usuários; só 5% deles, contudo, pagam assinatura.

    Mas os dados sobre a adoção por empresas, mesmo quando são expressivos, ainda levantam dúvidas. Um índice da Universidade Stanford mostra que 78% declararam adotar IA em seus negócios em 2024. Mas um relatório anual da consultoria McKinsey deste ano diz que só 1% das que adotam a tecnologia acreditam ter atingido a maturidade.

    O especialista Paulo Carvão, que foi executivo da IBM por três décadas e hoje é pesquisador na Universidade Harvard, aponta que a adoção da IA por empresas é mais complexa -já que negócios são mais cautelosos quanto a riscos de segurança ou reputação e mais atentos ao retorno sobre investimentos.

    Para ele, o frisson do consumidor comum ainda precisa se traduzir na mesma proporção em uso corporativo da tecnologia. Se isso não ocorrer, diz, todo investimento em chips e data centers pode criar uma capacidade ociosa.

    “Se houver um descompasso e a demanda não se materializar antes que esses investimentos se mostrem obsoletos, a bolha vai estourar”, afirma ele.

    A modernização do hardware coloca um cronômetro nesse mercado. As GPUs (unidades de processamento gráfico), um dos principais custos na construção de data centers, podem se tornar obsoletas entre três e seis anos –o que obrigaria as empresas de IA a renovar seu parque computacional.

    O fantasma que fala ao pé do ouvido dos investidores em IA é o da bolha pontocom, na virada para o século 21.

    Na ocasião, quem apostou nas empresas de tecnologia até fez a previsão correta –a internet era mesmo a tecnologia do futuro. O problema é que demorou mais do que o esperado, e a demanda pela infraestrutura que se construiu naquela época só se consolidou mais de duas décadas depois. Ou seja: a questão é de sincronia entre ciclos de capital e a procura de fato pela tecnologia.

    “Hoje nós somos beneficiários dos investimentos daquela época”, diz Carvão. 

    “Mas existe uma diferença entre a fibra óptica [da era pontocom] e a GPU da Nvidia. Hoje usamos os mesmos cabos daquela época. Já os chips terão que ser atualizados em seis anos. Ou seja, você tem uma demanda contínua por GPUs, mas se a demanda [por IA] não se materializar… É como pedalar uma bicicleta, enquanto você pedala ela não cai.”

    O crescimento da própria infraestrutura também pode esbarrar em limitações de espaços com acesso à água e energia para data centers, limites no fornecimento de eletricidade e falta de mão de obra. A tecnologia que depende de computação na “nuvem”, na verdade, está ancorada no mundo material -e pode esbarrar em suas limitações.

    Há outros fatores que podem indicar a formação de uma bolha. Carvão e outros analistas têm apontado a concentração do mercado financeiro nas empresas de tecnologia. No pico da bolha pontocom, 17% do desempenho da S&P 500 se devia às companhias do ramo -hoje, esse índice já passa de um terço.

    Além disso, as sete que ocupam o topo da Bolsa de Valores de Nova York hoje são todas do mesmo segmento: Nvidia, Microsoft, Apple, Google, Amazon, Meta e Tesla.

    As principais empresas de IA, como a OpenAI, têm capital fechado, por isso não aparecem na lista. Mas os acordos comerciais com companhias como a mãe do ChatGPT alimentam o crescimento dessas outras empresas na bolsa.
    Mas isso também tem preocupado analistas, que apontam uma circularidade nos investimentos, algo típico de bolhas de tecnologia.

    Funciona assim: a Nvidia, como anunciou em setembro, fecha o acordo para investir US$ 100 bilhões na OpenAI, que vai comprar GPUs da Nvidia. Ao mesmo tempo, a OpenAI tem contratos com empresas de nuvem, como a Microsoft e a Oracle, que também dependem de chips da Nvidia (não à toa, há quem diga que a fabricante de chips virou o banco central da IA).

    Enrolado? Pois é. O cenário é um emaranhado de acordos que resulta em uma engenharia financeira complicada -e se uma das companhias no novelo tropeçar, aumenta o risco de criar problemas para as demais, num efeito cascata.

    Esse sistema se formou porque as empresas de IA, sobretudo a OpenAI, foram bem-sucedidas em convencer o Vale do Silício de que precisam construir uma infraestrutura cada vez maior para seu desenvolvimento de produtos. É um modelo de ganho de escala.

    Segundo Sam Altman disse nesta semana, o retorno sobre o investimento vai vir de tecnologias ainda em fase de desenvolvimento –nesta semana, por exemplo, a OpenAI divulgou o lançamento de seu navegador, visto como a nova fronteira do uso de IA.

    Nem todo mundo concorda que há uma bolha no setor. Um relatório desta semana do Goldman Sachs foi na contramão da conversa pública: segundo o banco, a alta das ações de tecnologia tem “fundamentos sólidos” e a concentração de mercado, embora possa preocupar, não necessariamente resulta em crises.

    Executivos de tecnologia, como Jeff Bezos, da Amazon, também têm dito que, mesmo que algumas empresas fracassem na corrida, haverá avanços tecnológicos duradouros e um legado para a sociedade -como na época da bolha pontocom.

    Outros falam que todo avanço tecnológico sofre acusações de ser uma bolha e que, no caso da IA, a liderança está nas mãos de empresas financeiramente saudáveis, que usam principalmente o próprio caixa e não assumem endividamento. Um estouro de bolha, segundo essa visão, teria um impacto limitado na economia como um todo.

    Não é essa a opinião de José Julio Senna, economista da FGV e ex-diretor do Banco Central que acompanha a economia americana de perto. Senna aponta que, desde o começo do governo Donald Trump, a expectativa dos analistas era que a incerteza gerasse uma retração do consumo das famílias e dos gastos das empresas –mas o contrário vem acontecendo e o cenário é de demanda aquecida.

    “O entusiasmo com a IA é grande. Mas o que isso tem a ver com o consumo? A valorização do mercado acionário cria um ambiente de entusiasmo e influencia o restante da sociedade também”, diz ele, lembrando que as famílias americanas investem mais em ações do que os brasileiros. “A economia americana está muito bem. Isso tem a ver com a pujança do consumo e a riqueza gerada na bolsa.”

    Para se ter uma ideia, estima-se que 40% do crescimento do PIB americano no ano passado se deve ao boom da IA. A aposta em inteligência artificial tem ajudado a reverter previsões pessimistas com a guerra comercial de Donald Trump, a erosão democrática americana e a alta da dívida pública. Por isso, uma retração nas empresas de tecnologia seria um baque e tanto.

    Quais os sinais de que mercado de IA pode ser uma bolha prestes a estourar

  • Derrota do Palmeiras em Quito não abala Abel: ’90 minutos no Allianz Parque é muito tempo’

    Derrota do Palmeiras em Quito não abala Abel: ’90 minutos no Allianz Parque é muito tempo’

    A derrota do Palmeiras por 3 a 0 para a LDU, nesta quinta-feira, em Quito, no jogo de ida das semifinais da Copa Libertadores, não abalou a confiança do técnico Abel Ferreira em conseguir a classificação para a final semana que vem em São Paulo.

    “Temos 90 minutos no Allianz Parque. E 90 minutos é muito tempo. Hoje damos os parabéns ao nosso adversário porque foram melhores. O Palmeiras não esteve em sua média. Eu acredito que é possível em nossa casa fazer o mesmo número de gols de hoje ou mais”, disse o treinador português em entrevista coletiva.

    Abel apontou o fraco desempenho palmeirense no primeiro tempo como o responsável pela derrota. “Demoramos muito para entrar no jogo, mas isso não tira o mérito do nosso adversário, que entrou muito forte. Não é a primeira vez que uma equipe brasileira sofre aqui na altitude. A LDU estava no grupo do Flamengo na primeira fase, eliminou Botafogo e São Paulo…não foi falta de aviso.”

    Apesar dos 3 a 0 e da má atuação, Abel apontou que o Palmeiras criou pelo menos cinco oportunidades para marcar. “No dia em que não fizemos um bom jogo criamos chances e poderíamos ter feito um ou dois gols”, afirmou o técnico. “Foi uma derrota dura, pesada, mas se existe uma equipe que pode reverter um resultado desse é a nossa.”

    O Palmeiras sofreu uma dura derrota por 3 a 0 para a LDU, em Quito, e precisará reverter o placar no Allianz Parque para seguir sonhando com a final da Libertadores. Todos os gols saíram ainda no primeiro tempo

    Folhapress | 04:02 – 24/10/2025

    Derrota do Palmeiras em Quito não abala Abel: ’90 minutos no Allianz Parque é muito tempo’

  • Troca de turma de Fux dá força para Kassio em novo arranjo no STF

    Troca de turma de Fux dá força para Kassio em novo arranjo no STF

    A ida de Luiz Fux para a Segunda Turma do STF pode redesenhar o equilíbrio interno do colegiado e fortalecer Kassio Nunes Marques, que passa a ocupar posição decisiva nos julgamentos. A nova composição tende a alterar a dinâmica entre ministros e influenciar casos de grande repercussão política

    (CBS NEWS) – A mudança do ministro Luiz Fux para a Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) pode dar mais força ao ministro Kassio Nunes Marques em um colegiado dominado nos últimos anos pelo decano do tribunal, o ministro Gilmar Mendes.

    Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o Supremo, Nunes Marques não se alinhou a nenhuma das correntes da corte. Sua atuação é comparada a um pêndulo: ora vota com André Mendonça, ora forma maioria com Gilmar e Dias Toffoli.

    A posição de Nunes Marques na Segunda Turma deve garantir a ele o voto decisivo em julgamentos no Supremo e colocá-lo como peça-chave para a nova relação de forças do tribunal.

    A Segunda Turma do Supremo é composta pelos ministros Gilmar Mendes (presidente), Dias Toffoli, Luiz Fux, André Mendonça e Kassio Nunes Marques. O colegiado é conhecido por ser o mais garantista do tribunal, corrente que prioriza a proteção dos direitos fundamentais e as garantias individuais em detrimento do poder persecutório do Estado.

    Um eventual alinhamento de Nunes Marques com Fux e Mendonça pode garantir maioria na turma e dar ao trio um poder até então considerado pouco provável, diante das derrotas deles em processos julgados no plenário do Supremo.

    A Segunda Turma é a responsável por julgar os processos ligados às fraudes do INSS, analisa casos sobre desvio de emendas e será a responsável por decidir sobre possíveis revisões criminais de Bolsonaro e dos demais condenados pela trama golpista.

    Foi lá também que muitas das decisões da Lava Jato foram revistas e derrubadas com discursos contundentes contra a atuação do Ministério Público ou das instâncias inferiores.

    Quatro ministros ouvidos pela Folha destacam que os integrantes do tribunal não costumam ter alinhamentos automáticos. Eles divergem sobre os impactos da ida de Fux à Segunda Turma -um acha cedo para avaliar e outros veem implicações especialmente em matérias criminais.

    Na visão de um magistrado, no entanto, a mudança deve ressaltar as diferenças entre os dois colegiados em diferentes temas.

    Nunes Marques costuma votar contra o Ministério Público em processos que envolvem políticos ou possuem grande repercussão nacional. Foi com o voto dele que a turma considerou ilegal o uso de relatórios de inteligência do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) na denúncia das rachadinhas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    Ele foi um dos poucos a votar pela absolvição dos bolsonaristas presos em frente ao QG do Exército no dia seguinte aos ataques às sedes dos Poderes.

    Foi também de Nunes Marques o voto decisivo para a Segunda Turma anular as condenações do ex-ministro Antonio Palocci, braço direito de Lula (PT) no primeiro mandato na Presidência, preso na Operação Lava Jato.

    Luiz Fux decidiu deixar a Primeira Turma do STF após se ver isolado no colegiado. Ele foi o único a votar pela absolvição de Bolsonaro e parte dos envolvidos na tentativa de golpe de Estado do fim de 2022. Desde então, o ambiente entre os ministros ficou mais denso.

    A turma é composta por Flávio Dino (presidente), Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.

    O movimento foi interpretado por colegas de Supremo como uma tentativa de Fux de buscar aliados num momento em que se viu acuado pelas críticas que recebeu por seu voto para absolver Bolsonaro.

    A posição de Fux já era esperada pelos demais integrantes da Primeira Turma. O principal motivo de indignação foi pela forma como o voto foi apresentado, durante leitura de cerca de 13 horas sem permissão para interrupção dos colegas.

    Ainda que a divergência fosse prevista, os ministros ficaram incomodados com a postura que entenderam agressiva de Fux e o conteúdo que teria ido além do que Fux indicava nos casos de 8 de Janeiro, ao fazer questionamentos à condução do caso por Moraes e referências críticas às manifestações dos colegas, além de minimizar o caso em debate com afirmações em defesa da liberdade de expressão e manifestação e protestos pacíficos.

    No dia seguinte ao seu voto, Moraes, Cármen e Dino dedicaram parte da sessão para rebater as teses de Fux e defender a condenação do ex-presidente e seus aliados.

    Agora com assento em outro andar do Supremo, Fux vai dividir espaço com o ministro Gilmar Mendes, com quem acumula desavenças. A mais recente foi uma discussão, na quarta-feira (15), no intervalo da sessão plenária.

    O motivo do entrevero foi o pedido de vista (mais tempo para análise) de Fux que interrompeu um julgamento de processo que Gilmar move contra o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) por calúnia.

    O resultado parcial era de 4 a 0 contra o recurso de Moro. Só faltava o voto de Fux. Na discussão, Gilmar sugeriu que o colega fizesse “um tratamento de terapia para se livrar da Lava Jato”, como mostrou a colunista Mônica Bergamo.

    Na Segunda Turma, Fux pode herdar a relatoria dos processos restantes da Lava Jato. O ministro Edson Fachin era o responsável pelos casos, mas deixou-os ao assumir a presidência do Supremo.

    Troca de turma de Fux dá força para Kassio em novo arranjo no STF

  • De gorilas a lagartos, veja as 40 fotos mais cômicas da vida selvagem

    De gorilas a lagartos, veja as 40 fotos mais cômicas da vida selvagem

    O Nikon Comedy Wildlife Awards revelou as imagens finalistas de 2025, com registros hilários de animais em situações inusitadas. O concurso, criado para promover a conservação da natureza, recebeu quase 10 mil inscrições de 108 países

    O Nikon Comedy Wildlife Awards divulgou, na quinta-feira (23), as 40 fotos finalistas da edição de 2025 do concurso que busca os registros mais engraçados da vida selvagem.

    Entre as imagens estão um esquilo saltando de forma inusitada, um flamingo envergonhado, um gorila “beijoqueiro” e até um pássaro com penteado estiloso. Além das fotografias, dez vídeos concorrem na categoria de filmagem.

    Segundo os organizadores, a competição recebeu quase 10 mil inscrições vindas de 108 países. Criado em 2015, o prêmio tem como objetivo chamar atenção para a preservação ambiental. Neste ano, a iniciativa apoia o Fundo Whitley para a Natureza, organização dedicada à conservação sustentável.

    Os vencedores serão anunciados em 9 de dezembro, durante cerimônia em Londres. As 40 imagens finalistas também ficarão expostas por uma semana na Oxo Gallery, na capital britânica.

    De gorilas a lagartos, veja as 40 fotos mais cômicas da vida selvagem

  • Milhares de caranguejos pintam Austrália de vermelho em migração anual

    Milhares de caranguejos pintam Austrália de vermelho em migração anual

    Milhares de caranguejos-vermelhos começaram a travessia anual na Ilha Christmas, na Austrália, rumo ao mar para reprodução. O espetáculo natural mobiliza moradores e guardas-parques, que chegam a usar sopradores de folhas para proteger os animais nas estradas

    Milhares de caranguejos-vermelhos iniciaram sua migração anual na Ilha Christmas, território australiano no Oceano Índico. O fenômeno, que transforma as paisagens da ilha em um tapete vermelho em movimento, começou com a chegada das chuvas de verão no hemisfério sul.

    “Algumas pessoas podem achar que eles são um incômodo, mas a maioria de nós considera um privilégio poder conviver com eles”, afirmou Alexia Jankowski, gerente interina do Parque Nacional da Ilha Christmas, à Associated Press.

    Segundo ela, os crustáceos atravessam tudo o que encontram pela frente para chegar à costa e não fazem distinção entre casas, ruas ou jardins. “Se você deixar a porta da frente aberta, pode voltar para casa e encontrar vários caranguejos-vermelhos na sala de estar. Há quem precise usar um ancinho para conseguir tirar o carro da garagem sem feri-los”, contou.

    A população de caranguejos na ilha é estimada em cerca de 200 milhões, e até metade deles deve deixar suas tocas na floresta rumo ao mar para se reproduzir. Durante o percurso, os animais buscam sombra nas horas mais quentes, mas caminham lentamente por estradas, trilhas e quintais ao amanhecer e ao entardecer.

    Quando chegam à costa, os machos cavam tocas onde as fêmeas permanecem por cerca de duas semanas para pôr e incubar os ovos. A liberação das ovas está prevista para ocorrer durante a maré alta de 14 ou 15 de novembro. Após a eclosão, as larvas passam cerca de um mês no oceano antes de retornar à ilha já como minúsculos caranguejos.

    Milhares de caranguejos pintam Austrália de vermelho em migração anual

  • Morre aos 23 anos Isabelle Tate, atriz da série “9-1-1: Nashville”

    Morre aos 23 anos Isabelle Tate, atriz da série “9-1-1: Nashville”

    A jovem atriz, diagnosticada aos 13 anos com uma rara doença neuromuscular, faleceu em 19 de outubro. Isabelle havia estreado recentemente na série “9-1-1: Nashville” e era lembrada por sua energia, talento e paixão pela música

    A atriz Isabelle Tate, conhecida por sua recente participação na série “9-1-1: Nashville”, morreu aos 23 anos no domingo, 19 de outubro, segundo informou a revista People.

    Nascida e criada no Tennessee, nos Estados Unidos, Isabelle era apaixonada por animais e “queria mudar o mundo”, conforme descreve seu obituário citado pela publicação. O texto destaca ainda que ela era “cheia de energia, uma lutadora que nunca usou a deficiência como desculpa” e que tinha forte ligação com a música, passando horas compondo e gravando com amigos.

    A atriz foi diagnosticada aos 13 anos com a síndrome de Charcot-Marie-Tooth, uma doença neuromuscular progressiva e rara que enfraquece os músculos das pernas e a levou a utilizar cadeira de rodas. Em comunicado enviado ao Entertainment Weekly, o representante de Isabelle confirmou que essa condição foi a causa de sua morte.

    Recentemente, Isabelle havia conquistado um papel na série “9-1-1: Nashville”, lançada em 9 de outubro, interpretando a personagem Julie. Antes de seguir carreira artística, estudou Administração de Empresas na Middle Tennessee State University.

    O ator Hunter McVey, colega de elenco da atriz, lamentou a perda e afirmou à People que ficou “chocado com a notícia”. Segundo ele, Isabelle “tinha uma energia incrível” e “trazia alegria a todos ao seu redor”.

    A McCray Agency, que representava Isabelle, também se manifestou nas redes sociais, afirmando estar “profundamente triste e com o coração partido”. A agência relembrou que a atriz havia acabado de conseguir seu primeiro papel em uma série e que “teve muita diversão durante as gravações”. “Tive a sorte de conhecê-la, e ela fará muita falta a todos nós”, concluiu o comunicado. 

     
     
     

     
     
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  • Monte Fuji registra primeira neve do ano com 21 dias de atraso histórico

    Monte Fuji registra primeira neve do ano com 21 dias de atraso histórico

    O Monte Fuji registrou sua primeira neve do ano com 21 dias de atraso em relação à média histórica. Especialistas apontam que as mudanças climáticas e as altas temperaturas registradas no Japão em 2025 podem estar relacionadas ao fenômeno, que costuma ocorrer no início de outubro

    O Monte Fuji registrou na última quinta-feira (16) a primeira queda de neve da temporada, 21 dias mais tarde do que a média histórica desde o início dos registros, há 131 anos.

    Apesar do atraso, o fenômeno ocorreu mais cedo do que em 2024, quando o cume da montanha só ficou coberto de branco em 7 de novembro, segundo informações da agência Reuters.

    Mamoru Matsumoto, do Escritório Meteorológico Local de Kofu, afirmou que a ocorrência tardia de neve tem sido observada com mais frequência nos últimos anos, embora as causas ainda sejam incertas.

    O Japão enfrentou em agosto deste ano o mês mais quente já registrado, com temperaturas que chegaram a 41,8 °C na cidade de Isesaki, a noroeste de Tóquio.

    Tradicionalmente, o Monte Fuji, que tem 3.776 metros de altitude, costuma exibir suas primeiras manchas brancas no início de outubro. Em 2024, a neve apareceu apenas em 29 de outubro, ultrapassando os recordes de atraso anteriores, registrados em 1955 e 2016, no dia 26 de outubro.

    O meteorologista Yutaka Katsuta, também do escritório de Kofu, destacou que as mudanças climáticas podem estar influenciando o atraso no aparecimento da neve.

    Monte Fuji registra primeira neve do ano com 21 dias de atraso histórico

  • Maíra Cardi conta por que enterrou bíblias na mansão com Thiago Nigro

    Maíra Cardi conta por que enterrou bíblias na mansão com Thiago Nigro

    A influenciadora afirmou que o gesto simboliza fé e gratidão a Deus. Segundo ela, cada cômodo recebeu uma passagem bíblica específica para consagrar a casa e lembrar que “tudo o que tem vem de Deus”

    Maíra Cardi voltou a comentar a polêmica em torno da construção da mansão que ergue com o marido, Thiago Nigro. Em entrevista ao portal Leo Dias, a influenciadora revelou que decidiu enterrar Bíblias em cada cômodo da casa como forma de consagrar o imóvel a Deus e reforçar sua fé.

    A decisão, que dividiu opiniões nas redes sociais, foi criticada por parte do público, mas Maíra afirmou que o gesto representa apenas gratidão e devoção. “Pedimos para os pedreiros fazerem buracos, abríamos a Bíblia em um tema específico, fazíamos uma oração e depois fechávamos. A ideia era lembrar que aquela casa é de Deus e que quem sustenta a nossa vida é Ele”, explicou.

    Durante as obras, Maíra e a família dedicaram dias à oração, escolhendo passagens bíblicas de acordo com o propósito de cada ambiente. Segundo ela, o ritual simboliza o reconhecimento de que todas as suas conquistas vêm da fé. “Deus sustenta tudo o que eu tenho e tudo o que eu sou. O chão é a base, e quem segura os meus pés é Deus”, afirmou.

    Sobre as críticas, a influenciadora disse que prefere não acompanhar comentários negativos e mantém distância das redes quando o assunto envolve polêmicas. “Eu não vejo nada. Peço para a minha equipe nem me mostrar. Continuo igual, focada no que acredito”, declarou. Maíra, que já enfrentou episódios de cancelamento, reforçou que o mais importante para ela é permanecer fiel aos próprios valores e à sua fé.

    Maíra Cardi conta por que enterrou bíblias na mansão com Thiago Nigro