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  • Bolsonaristas temem que investigação sobre Valdemar atrapalhe articulações de 2026

    Bolsonaristas temem que investigação sobre Valdemar atrapalhe articulações de 2026

    Moraes negou pedido da defesa de Bolsonaro para presidente do PL visitá-lo em prisão domiciliar; proibição no passado causou ruídos no partido e atrapalhou eleições municipais, segundo aliados

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) temem que a investigação sobre o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, atrapalhe as articulações para as eleições de 2026.

    Reservadamente, disseram ver com estranheza a decisão de retomada da apuração contra o dirigente por suposta participação na trama golpista. Para eles, trata-se de uma tentativa de enquadrar quem é hoje o principal articulador da sigla.

    A decisão de reabrir o inquérito sobre Valdemar foi tomada pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) por sugestão do ministro Alexandre de Moraes.

    A principal consequência prática será a dificuldade de interlocução com Bolsonaro, avaliam seus aliados. O ex-presidente já está proibido de receber visitas, com as exceções autorizadas por Moraes.

    Nesta quarta, ele já negou que Valdemar encontrasse o ex-presidente, sob a justificativa de que Bolsonaro está proibido de manter contato com demais réus e investigados do caso da trama golpista.

    A proibição já aconteceu no passado, quando o dirigente era investigado também. Eles ficaram nessa situação por um ano, enquanto a Polícia Federal apurava a tentativa de golpe de Estado.

    O presidente do PL chegou a ser indiciado no inquérito, mas acabou não sendo incluído na denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República).

    Na época, bolsonaristas já apontavam a dificuldade de articulação e a proliferação de ruídos na sigla que a situação causava. Para eles, isso atrapalhou nas eleições municipais, como em Curitiba, onde o ex-presidente foi na contramão do partido.

    Bolsonaro também se queixou em entrevistas do presidente do partido e chegou ameaçar deixar a legenda -algo que aliados atribuíram à falta de conversas entre os dois.

    Agora, com o ex-presidente em prisão domiciliar e impedido de falar com as pessoas, esse diálogo tende a ficar ainda mais prejudicado, porque muitas decisões têm de passar pelos dois.

    Além de se ocupar dessas conversas e articulações pelo cargo que ocupa, Valdemar tem intensificado viagens pelo país, algo que ficava mais a cargo de Bolsonaro.

    Em casa e preocupado com uma possível ida para um presídio quando terminar a fase de recursos no STF, o ex-presidente não tem sido muito atuante nas articulações para 2026, de acordo com interlocutores. Ainda cabe a ele a definição, sobretudo, de nomes para o Senado. E, para aliados, isso ficará ainda mais difícil se Moraes mantiver proibição de Valdemar visitá-lo.

    Nas redes sociais, parlamentares saíram em defesa do presidente do PL. “[A investigação] É apenas uma desculpa para alcançar seu objetivo de cassar o registro do PL. Mais um gol de mão que o VAR da 1ª turma do STF vai validar, pelo bem da democracia, claro”, disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

    “Que isso sirva de alerta a outros partidos, incluindo PP, União Brasil, Republicanos, PSD e até o PT. Se o vento na biruta do biruta mudar, ele vai pra cima de qualquer um, sem nenhuma cerimônia. Basta ousar contrariar seus interesses”, completou.

    Já o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse reafirmar seu “total apoio ao presidente Valdemar Costa Neto, que atuou dentro da legalidade e com respeito às instituições brasileiras”.

    “Questionar as urnas buscando o aprimoramento do processo eleitoral se tornou crime”, afirmou o deputado Carlos Jordy (PL-RJ).

    POR QUE O INQUÉRITO FOI REABERTO

    A reabertura do inquérito foi definida pela maioria dos ministros da Primeira Turma do STF, derrotada a posição defendida pelo ministro Luiz Fux.

    A sugestão foi dada por Moraes ao votar pela condenação de Carlos Cesar Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, contratado pelo PL em 2022 para produzir relatório contra as urnas eletrônicas.

    A Primeira Turma condenou Rocha a sete anos e seis meses de pena pelos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição do Estado democrático de Direito. Ele é acusado de produzir um relatório que criava falsas suspeitas de fraudes em parte das urnas utilizadas nas eleições de 2022.

    Com base nesse relatório, o PL entrou com uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pedindo a anulação dos votos de quase metade das urnas. A ação foi rejeitada na Justiça Eleitoral, e o partido foi condenado a pagar multa de quase R$ 23 milhões por litigância de má-fé.

    Além da decisão sobre Valdemar, o STF também publicou nesta quarta-feira (22) o acórdão com a decisão que condenou o ex-presidente e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado, ampliando a pressão sobre o bolsonarismo.

    Com a publicação, que formaliza o resultado do julgamento, passam a contar os prazos para que as defesas possam recorrer. Um eventual cumprimento de pena em regime fechado pode se dar depois do esgotamento desses recursos -algo que ministros da corte preveem ocorrer ainda em 2025.

    Bolsonaristas temem que investigação sobre Valdemar atrapalhe articulações de 2026

  • Intérprete de Dona Florinda vem ao Brasil com espetáculo sobre relação com criador de 'Chaves'

    Intérprete de Dona Florinda vem ao Brasil com espetáculo sobre relação com criador de 'Chaves'

    Florinda Meza promete noite de confissões, lembranças e emoção ao revisitar a vida ao lado de Roberto Gómez Bolaños; apresentação única será realizada em São Paulo, após nova polêmica com série da HBO Max

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A eterna Dona Florinda está prestes a subir aos palcos brasileiros -desta vez, para contar sua própria história. A atriz Florinda Meza anunciou que virá ao Brasil para uma apresentação especial intitulada “Florinda Meza – Entre Risos e Verdades”, em que promete compartilhar lembranças, reflexões e memórias do relacionamento que viveu com Roberto Gómez Bolaños, criador dos personagens Chaves e Chapolin.

    O espetáculo, que acontecerá no Teatro Sheraton WT, em São Paulo, foi divulgado pela própria atriz nas redes sociais. Na publicação, Florinda descreve o encontro como uma oportunidade de revelar o lado humano e íntimo por trás dos bastidores do sucesso que marcou gerações.

    “Há histórias que o mundo conhece Mas só quem as viveu sabe a verdade por trás dos risos e das câmeras”, escreveu. “Será uma noite única, onde compartilho o amor, as memórias e as lições de vida que vivi ao lado do meu eterno Chespirito.”

    A atriz de 75 anos também promete revisitar momentos marcantes de sua trajetória artística, além de abordar os desafios pessoais enfrentados ao longo da relação. No início do romance, Florinda foi apontada pela imprensa mexicana como amante de Bolaños, que à época era casado com Graciela Fernández, mãe de seus seis filhos -tema que deve ganhar espaço na apresentação.

    A vinda de Florinda ao país ocorre em meio a uma nova polêmica envolvendo a série “Chespirito: Sem Querer Querendo”, produção da HBO Max que dramatiza a vida de Roberto Gómez Bolaños. A atriz criticou abertamente a forma como o relacionamento do casal foi retratado.

    “É um melodrama de ficção que busca o escândalo para vender”, escreveu em julho, em um desabafo publicado em seu Instagram.

    Intérprete de Dona Florinda vem ao Brasil com espetáculo sobre relação com criador de 'Chaves'

  • Trump diz que EUA vão realizar ação terrestre na Venezuela em breve

    Trump diz que EUA vão realizar ação terrestre na Venezuela em breve

    Presidente americano aumenta pressão sobre Caracas, que diz que agressões americanas não vão prosperar; mais cedo, republicano desmentiu relatos de bombardeios dos EUA se aproximando do espaço aéreo venezuelano

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (23) que haverá “operações terrestres” americanas contra a Venezuela “muito em breve”, segundo a agência de notícias Reuters, aumentando a pressão sobre o ditador Nicolás Maduro em meio a ataques a embarcações nas águas da América do Sul que já mataram pelo menos 37 pessoas.

    Em conversa com a imprensa, Trump disse que os EUA estão “muito instatisfeitos” com a Venezuela. Setores importantes do governo americano liderados pelo secretário de Estado, Marco Rubio, defendem que Washington use a força para derrubar o regime de Maduro -a CIA recebeu autorização de Trump para realizar operações secretas em solo venezuelano com esse fim.

    Em paralelo, a Casa Branca busca justificar ao Congresso os ataques contra embarcações, que acusa de levarem drogas a território americano, embora não tenha apresentado provas. O direito internacional só permite ataques do tipo, quando não há ameaça iminente, em situações de guerra declarada, o que não é o caso.

    “Não precisamos fazer uma declaração de guerra”, disse Trump nesta quinta. “Nós simplesmente vamos matar quem tentar trazer drogas ao nisso país. Matar, assim.”

    Trump diz que EUA vão realizar ação terrestre na Venezuela em breve

  • Edital do concurso do IBGE com 9.580 vagas temporárias deve sair em novembro

    Edital do concurso do IBGE com 9.580 vagas temporárias deve sair em novembro

    Segundo calendário do órgão, provas ocorrerão em janeiro e resultado será divulgado em março; serão 8.480 vagas para agente de pesquisas e mapeamento, e 1.100 para supervisor de coleta e qualidade

    PELOTAS, RS (FOLHAPRESS) – O edital do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com 9.580 vagas temporárias está previsto para ser publicado em novembro, com provas em janeiro de 2026, informou o instituto nesta semana. Além disso, o resultado final do processo seletivo simplificado deve sair em março de 2026.

    Do total de vagas, 8.480 serão para a função de agente de pesquisas e mapeamento, responsável pela coleta de informações, e 1.100 para supervisor de coleta e qualidade, que atua no acompanhamento e supervisão do trabalho de campo. Atualmente, a remuneração para o cargo de agente é de R$ 2.676,24, enquanto o salário para o cargo de supervisor é de R$ 3.379.

    O concurso já havia sido autorizado pelo MPO (Ministério do Planejamento e Orçamento) em agosto deste ano.

    O prazo de duração dos contratos dos aprovados será de um ano, podendo ser prorrogado por até três anos, de acordo com a necessidade de conclusão das atividades. As contratações serão destinadas à execução de pesquisas estatísticas do IBGE em todo o país.

    “O processo seletivo para temporários é fundamental para o funcionamento das pesquisas estatísticas e geográficas do país. Ele permite a contratação de profissionais que atuam na coleta de dados atualizados e de alcance nacional”, disse o presidente do IBGE, Marcio Pochmann.

    DISTRIBUIÇÃO DE VAGAS

    Atividades Função / Quantitativo Máximo
    Agente de Pesquisas e Mapeamento Coleta / 8.480
    Supervisor de Coleta e Qualidade Supervisão / 1.100

    COMO SE PREPARAR?

    Fernandes diz que o leque de disciplinas deste concurso é enxuto, sendo esse um dos principais diferenciais do IBGE. As disciplinas cobradas são, em geral, sobre assuntos que o candidato já estudou ao longo da sua vida escolar.

    Entre as matérias cobradas, estão: língua portuguesa, matemática e raciocínio lógico e geografia. Além delas, também há uma sessão de ética no serviço público, que é uma disciplina de conteúdo pequeno e com apenas cinco questões. “O grosso, que seriam 20 questões de português, 15 de matemática e 20 de geografia foram estudados ao longo da vida escolar do candidato”, afirma o professor do Gran Concursos.

    Entre as matérias que merecem a atenção está a área de língua portuguesa que, segundo Fernandes, assume um caráter interpretativo com a FGV, o que costuma trazer um grau de dificuldade mais acentuado.

    Na primeira edição do CNU (Concurso Nacional Unificado), o cargo mais concorrido estava vinculado ao IBGE para a posição de analista de planejamento, gestão e infraestrutura em informações geográficas e estatísticas com especialidade em engenharia civil. Ao todo, eram 14.191 candidatos para cada vaga.

    O instituto foi contemplado com 895 vagas no concurso público unificado do governo federal. O órgão não participou, no entanto, da edição deste ano.

    Edital do concurso do IBGE com 9.580 vagas temporárias deve sair em novembro

  • Fifa faz homenagem a 10 treinadores, e só um brasileiro aparece na lista

    Fifa faz homenagem a 10 treinadores, e só um brasileiro aparece na lista

    (UOL/FOLHAPRESS) – A Fifa fez uma homenagem nas redes sociais a dez técnicos de futebol que já venceram o Mundial de Clubes, e apenas um brasileiro foi lembrado.

    A Fifa fez uma postagem em seu perfil do Mundial de Clubes no Instagram com imagens de dez treinadores que já levantaram o troféu do torneio. Zinedine Zidane, campeão pelo Real Madrid em 2016 e 2017, é quem abre o carrossel.

    O único brasileiro que aparece entre os dez treinadores é Tite, campeão do torneio com o Corinthians em 2012 após vitória épica sobre o Chelsea na decisão. Outros nomes como Abel Braga, campeão pelo Inter em 2006, e Paulo Autuori, treinador do São Paulo no título de 2005, não foram lembrados.


    VEJA OS TÉCNICOS QUE APARECEM NAS IMAGENS:

    Zinedine Zidane – Títulos: 2016 e 2017 (Real Madrid)
    Jurgen Klopp – Título: 2019 (Liverpool)
    Pep Guardiola – Títulos: 2009 e 2011 (Barcelona), 2013 (Bayern de Munique) e 2023 (Manchester City)
    Carlo Ancelotti- Títulos: 2007 (Milan), 2014, 2022 e 2024 (Real Madrid)
    Thomas Tuchel – Título: 2021 (Chelsea)
    Luis Enrique – Título: 2015 (Barcelona)
    Tite – Título: 2013 (Corinthians)
    Alex Ferguson – Título: 2008 (Manchester United)
    Santiago Solari – Título: 2018 (Real Madrid)
    Rafa Benítez – Título: 2010 (Inter de Milão)

    Fabinho Soldado, executivo de futebol do Corinthians, deve sair em dezembro; o entendimento é que o executivo tem um salário alto e retrospecto de negociações mal-sucedidas

    Folhapress | 16:47 – 23/10/2025


    Fifa faz homenagem a 10 treinadores, e só um brasileiro aparece na lista

  • Lula confirma disputa de quarto mandato em viagem à Indonésia

    Lula confirma disputa de quarto mandato em viagem à Indonésia

    Lula já havia indicado nos últimos meses a intenção de participar de mais uma eleição -geralmente condicionando sua fala a não ter problemas de saúde até o próximo ano

    PEQUIM, CHINA (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) confirmou, de forma categtórica, que disputará mais uma eleição presidencial em 2026, durante discurso realizado em Jacarta, na Indonésia, onde está desde quarta-feira (22) para a realização de uma visita de Estado oficial em retribuição à viagem do presidente do país, Prabowo Subianto, ao Brasil, em julho.

    “Eu vou disputar um quarto mandato no Brasil. Então, estou lhe dizendo que ainda vamos nos encontrar muitas vezes. Esse meu mandato só termina em 2026, no final do ano. Mas estou preparado para disputar outras eleições”, afirmou Lula a Subianto, após dizer que, mesmo aos 80 anos, está “com a mesma energia” de quanto tinha 30 anos.

    O petista já havia indicado nos últimos meses a intenção de participar de mais uma eleição -geralmente condicionando sua fala a não ter problemas de saúde até o próximo ano. Em abril, em jantar com líderes da base aliada na Câmara dos Deputados, afirmou ser “candidatíssimo”, segundo relatos dos participantes.

    Em 2022, antes de ser alçado ao seu terceiro mandato, Lula chegou a dizer em entrevista à rádio Metrópole que não estava pensando em reeleição em 2026.

    “Daqui a quatro anos, a gente vai ter gente nova disputando as eleições. Quero deixar o país preparado”, disse. “Não vou ser o presidente da República que está pensando na sua reeleição. Vou ser o presidente que vai estar pensando em governar este país por quatro anos e deixá-lo tinindo, tinindo.”

    Mais adiante repetiu: “Só tenho quatro anos, só tenho quatro anos”. Em outro momento falou em entregar o mandato em 2026 para outra pessoa no cargo de presidente. “Sonho todo dia. Quando chegar 31 de dezembro de 2026, quando a gente for entregar esse mandato para outra pessoa, esse país estará bem”, afirmou.

    A declaração de agora, confirmando que tentará a reeleição, ocorre em meio à recuperação da popularidade do governo ao longo de 2025 e diante da falta de quadros no PT para competir em um pleito presidencial.

    Em pesquisa Quaest divulgada neste mês, Lula teve oscilação favorável em sua avaliação e atingiu numericamente seu melhor patamar do ano.

    O presidente está na Ásia para uma viagem em que passará, além da Indonésia, por Kuala Lumpur, na Malásia, para participar da cúpula da Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático, em português).

    Na ocasião da viagem, Lula se encontrará também com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no domingo (26), sua principal agenda no giro pelos países.

    É esperado que no encontro entre os líderes brasileiro e americano sejam discutidas as tarifas impostas por Trump ao país, em especial alguns dos principais produtos afetados pelas tarifas, como a carne, o café e o aço, além de medidas contra autoridades brasileiras, tal qual a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

    Temas como os recentes ataques americanos a embarcações venezuelanas e o risco de uma incursão militar dos EUA no país sul-americano, o que, na visão do governo, poderia causar instabilidade na região, também devem entrar na pauta.

    Fazem parte da comitiva oficial da Presidência os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação); o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

    Lula confirma disputa de quarto mandato em viagem à Indonésia

  • Reforma do IR vai injetar R$ 28 bi na economia, estima observatório da FGV

    Reforma do IR vai injetar R$ 28 bi na economia, estima observatório da FGV

    Estimativa foi apresentada pelo economista Manoel Pires em audiência em comissão do Senado; ele diz que mudanças estimulam consumo e reduzem desigualdades, sem afetar investimentos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A reforma do Imposto de Renda, atualmente em tramitação no Senado, pode gerar um impulso de R$ 28 bilhões na atividade econômica brasileira, o equivalente a 0,2 ponto percentual do PIB (Produto Interno Bruto).

    A estimativa foi apresentada por Manoel Pires, coordenador do Observatório de Política Fiscal da FGV, nesta quinta-feira (23) em audiência pública da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.

    A avaliação do economista é a de que o efeito da isenção e da progressividade será positivo sobre o consumo e a distribuição de renda, sem comprometer o investimento produtivo das empresas.

    “O principal efeito desse projeto é estimular o nível de consumo. Os contribuintes que vão usufruir dessa renúncia fiscal têm uma renda mais baixa e dependem de mais renda para consumir, ao passo que os contribuintes que vão financiar essa desoneração não devem reduzir tanto o consumo em função do alto nível de renda que eles usufruem”, afirma Pires.

    Ele também rebateu uma das principais críticas ao projeto: a de que a tributação sobre lucros e dividendos pode afetar o investimento privado.

    “É evidente que ao tributarem em algum grau de dividendos o comportamento do acionista da empresa vai mudar, ele pode preferir investir seus recursos de outra forma. Mas quando a gente olha o efeito disso sobre investimento físico, que é a decisão da empresa de ampliar sua capacidade produtiva, eu não conheço nenhum estudo que mostra que a tributação sobre dividendos tem impacto negativo.”

    Durante a audiência destinada a ouvir economistas, Sérgio Gobetti, do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), afirmou que a reforma do imposto de renda é importante para aprimorar a eficiência e a competitividade da economia brasileira.

    “O modelo brasileiro, que isenta dividendos e concentra toda a tributação no lucro da empresa, é um modelo distorcido que gera ineficiência econômica. Ao concentrarmos a tributação no lucro da empresa, a gente cria espaço para a atuação de lobbies nos diferentes setores para obterem benefícios fiscais que lhes permitam pagar menos imposto do que prevê o modelo padrão”, disse.

    Segundo Gobetti, a tributação mínima sobre as altas rendas não pretende punir o empreendedor.

    Ele afirma que ela tem o potencial de reduzir a diferença de carga tributária que hoje existe entre as empresas e os empresários que mais investem, que mais empregam trabalhadores, e aqueles que menos investem, que menos empregam, mas que lucram mais e pagam pouco imposto.

    “Vai permitir que aquele empresário que efetivamente já pagou 34% não pague nada mais em e, em compensação, aquele empresário que está em um regime especial, pagando só 10% sobre o lucro da empresa, pague os 10% a mais”, explica.

    Ele criticou especialmente o uso de regimes especiais como o lucro presumido, que, segundo dados apresentados, permite a empresas altamente lucrativas pagarem a mesma carga que negócios com menor rentabilidade.

    “O regime de lucro presumido presume que o lucro das empresas sobre o faturamento é apenas 32%, quando todas as pesquisas que a gente tem feito e os dados da Receita Federal mostram que, em média, o lucro das empresas do setor de serviços é pelo menos duas vezes maior do que esse percentual”.

    A audiência discutiu os efeitos do Projeto de Lei 1.087/2005, que isenta de Imposto de Renda quem ganha até R$ 5.000 e prevê descontos progressivos para rendimentos mensais de até R$ 7.350.

    O relator do projeto no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), fez críticas diretas à forma como o texto foi aprovado na Câmara dos Deputados, mencionando acordos que isentaram setores como o agronegócio sem debate técnico.

    “Aqui não legislamos de costas para o país. Não priorizamos regalias ou leis específicas para nichos indevidos, ou, menos ainda, usamos leis para auferir resultados secretos”, declarou.

    Calheiros afirmou que o Senado buscará ajustar o texto sem que ele precise retornar à Câmara – o que, segundo ele, significaria “devolver o refém ao cativeiro original”. Entre as alternativas apresentadas por ele estão as emendas de redação, a supressão de dispositivos inconstitucionais e até a apresentação de um projeto autônomo.

    “Nós estamos analisando as alternativas possíveis, sem pedaladas regimentais e sem heresias legais, para impedir que este projeto regresse à Câmara dos Deputados. O histórico da tramitação por lá desaconselha uma tentativa serena de aprimorar o texto. Seria, sem dúvida nenhuma, devolver o refém ao cativeiro original e facilitar o serviço dos sequestradores da pauta que só queriam votar o projeto quando votassem a PEC da blindagem e a urgência para a votação do projeto de anistia, o que acabaram fazendo nas duas hipóteses”, disse.

    Apesar do tom favorável à proposta, o relator voltou a cobrar da Receita Federal os números atualizados do impacto fiscal da medida após as alterações feitas na Câmara.

    Segundo ele, a Fazenda afirma que o projeto é neutro do ponto de vista fiscal, enquanto para a consultoria do Senado o impacto fiscal pode chegar a R$ 30 bilhões.

    Reforma do IR vai injetar R$ 28 bi na economia, estima observatório da FGV

  • Morre Fer­nando Fecchio, ator de destaque no teatro paulistano e ex-MTV

    Morre Fer­nando Fecchio, ator de destaque no teatro paulistano e ex-MTV

    Em 2009, Fernando Fecchio integrou o elenco do seriado “Descolados”, que foi ao ar na MTV; o artista também atuou no longa “A Comédia Divina”, de 2014

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O ator e bailarino Fernando Fecchio, conhecido pela atuação na cena paulistana, morreu. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (23) pela companhia Parlapatões. A causa da morte não foi divulgada pela família.

    Companhia de teatro lamentou a perda. O comunicado destacou que a notícia chegou de repente e causou grande susto em todos. Fecchio foi um “Parlapatão que se jorrou e pulsou energia, dentro e fora de cena”, diz o texto.

    Apaixonado pelo palco e pela gente do palco. nesta quinta-feira (23) nosso brinde, nosso evoé é para celebrar sua imensa alegria que fica aqui, sobre o palco, como aquele gole rápido seguido de uma gargalhada que fez você tomar conta de nós. Parlapatões

    Diretor Nelson Baskerville, com quem Fecchio trabalhou em três espetáculos, ressaltou as qualidades do amigo. “Vá em paz, querido, estamos aqui para honrá-lo e repartir sua memória nessa delicada arte tão efêmera. Te amo”, completou, no Instagram.

    Artista integrou espetáculos importantes, a exemplo de “A Geladeira” de Copi, “Camino Real”, e o primeiro “17 X Nelson” de Nelson Rodrigues. Ele era reconhecido como um ator tragicômico.

    Em 2009, o ator integrou o elenco do seriado “Descolados”, que foi ao ar na MTV. Ele também atuou no longa “A Comédia Divina”, em 2014, baseado no conto “A Igreja do Diabo”, de Machado de Assis.

    Morre Fer­nando Fecchio, ator de destaque no teatro paulistano e ex-MTV

  • Brasileira vai ao Mundial de taekwondo como número 1

    Brasileira vai ao Mundial de taekwondo como número 1

    RIO DE JANEIRO, RJ E SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Na agenda da pequena Maria Clara Pacheco tinha aulas de capoeira, jazz e balé. Ela gostava de praticar e se dedicava às atividades, mas faltava ação, pode-se assim dizer. “Queria fazer alguma arte marcial”, conta. A chegada ao taekwondo foi sem querer, mas a trajetória até aqui, não.

    A menina, que mostrou ser decidida desde nova, viu a família fazer bingos e empréstimos para seguir a caminhada no esporte, e hoje chega ao Mundial como líder do ranking, e com objetivos a alcançar neste começo de ciclo para os Jogos Olímpicos de Los Angeles. A tatuagem de Nike, Deusa grega da vitória, com anéis olímpicos, à mostra no braço direito, dá uma amostra disso.
    A brasileira, neste cenário, chega à China como uma das postulantes ao título. O torneio, que começa nesta sexta-feira (24), vai até dia 30.

    “Ser a líder do ranking tem o lado positivo e o negativo. A liderança impacta no chaveamento, e acaba tendo uma luta a menos. Ajuda na parte emocional, de confiança, na parte técnica e tática pelo fato de já ter enfrentado grande parte das meninas. O lado ruim é que chego com a mais visada, vão querer a minha cabeça (risos)”

    “Esse é um campeonato que estou sonhando desde 2023. Acredito que estou bem preparada, estou em um ano bom. Sinto que, a cada competição, estou evoluindo. As meninas vão querer a minha cabeça. Entendo as dificuldades, mas entendo que eu tenho condições e que, fazendo tudo certinho, posso ter alguma chance de brigar pelo topo do pódio”.

    MUDANÇAS APÓS PARIS

    O bom desempenho em 2025, na avaliação de Maria Clara, teve início com a frustração nos Jogos Olímpicos de Paris, no ano passado, quando foi eliminada nas quartas de final, após derrota para a chinesa Luo Zongshi.

    Mesmo que o adeus tenha sido diante da então número 1 do mundo, o desempenho foi aquém do esperado, e a atleta voltou ao Brasil determinada a mudar a rota. Atualmente, ela treina na Team One, com José Carlos Figueiredo Coelho Junior.

    “Desde os Jogos Olímpicos, tive várias mudanças. Eu tive um momento que me senti estagnada ali em 2023. Tinham lutas que, independentemente de estratégia, do treino, da condição física, eu não tinha condições de ganhar porque não estava preparada. Depois de Paris, vi que precisava mudar, tinha muito a melhorar e que se me mantivesse daquela forma, não ia conquistar coisa alguma”, começou.

    “Mudei meu treinador, mudei meu preparador físico, comecei a trabalhar com uma fisioterapeuta nova. Houve alterações na equipe multidisciplinar que trabalha por trás. Toda a parte técnica ali mudou. Estamos seguindo outra linha de treino, outra linha tática, e acredito que estou melhor, mais bem condicionada para aguentar essa quantidade de lutas e eventos seguidos”, completa Maria Clara.

    ‘SEMPRE GOSTEI DA PORRADA’

    O início de Maria Clara no taekwondo foi sem querer. O desejo inicial era praticar caratê, influência dos desenhos e séries que assistia à época, mas acabou seguindo o grupo errado, literalmente.

    “Vi um pessoal com uma roupinha branca a caminho de um treino. Acreditava que era um quimono de caratê e os segui para ver onde treinavam. Mas era dobok [roupa do taekwondo]. Chegando, perguntei ao mestre: ‘aqui é caratê?’. Ele disse que era taekwondo, mas que eu podia fazer uma aula experimental”, conta.

    Maria Clara foi ao tatame e sentiu um “amor ao primeiro chute”. Logo encontrou o elemento que sentia falta nas atividades anteriores.

    “Eu fiz a aula, gostei e não saí mais. Fiquei e comecei a tomar gosto pelas competições, pelos treinos. Larguei capoeira, jazz, balé… Gostei muito de chutar, foi algo que, logo no primeiro treino, me conquistou. Diria que sempre gostei da porrada, era o que sentia falta na capoeira, por exemplo. Não tinha contato, meu pé não batia em alguma coisa, minha mão não chegava em alguém”, lembra.

    Apesar de, naquele momento, ter escolhido focar no taekwondo, levou consigo uma herança das outras atividades que a ajudaram na luta.

    “[O taekwondo] Tem chutes semelhantes ao da capoeira, algumas técnicas parecidas. Estava acostumada a chutar alto. A movimentação do balé é totalmente diferente, mas me ajudou muito na flexibilidade. Desde pequena tinha de fazer a abertura na aula. Quando cheguei ao taekwondo e precisei chutar alto, foi um pouco mais fácil”, ela rememora.

    Natural de São Vicente, ela se mudou para São Caetano em 2021, quando fez 18 anos. “Sempre fui muito no sentido de que, quando decido alguma coisa, está decidido. Foi assim para ir para São Caetano. Fui para uma competição na final de 2021, depois de um ano de dedicação para bater peso, voltando de outra categoria e indo para uma que era mais rápida. Perdi na primeira luta e foi o que eu precisava. Eu precisava de mais trabalho. Voltei dessa viagem, falei com algumas pessoas e avisei à minha família que ia morar em São Caetano”.

    FUGIU DO REGIME, MAS…

    Às vésperas do Jogos de Paris, Maria Clara participou de um ensaio fotográfico para a capa da Revista Ela -em série sobre atletas que embarcariam para a capital francesa- e essa até que poderia ter sido a rotina profissional dela.

    Bem antes do início no taekwondo, Maria Clara fez um teste para ser modelo mirim, e passou, mas desistiu por causa da dieta alimentar que teria de seguir.
    “Eu fiz um teste de modelo, quando eu era mais nova, e passei. Eu iria pra São Paulo pra fazer um desfile com as agências e poder fechar um contrato. Só que o pessoal da equipe me deu algo tipo um manual das coisas que eu teria de seguir. Quando li a parte da dieta, que teria de comer bem… Eu era bem nova, gostava de comer besteira e falei para a minha mãe que não queria fazer dieta. Bati o pé e não quis continuar o processo”, compartilhou.

    Quis o destino, porém, que, com a vida de atleta, ela tivesse de seguir uma alimentação regrada. “A curiosidade é que entrei no taekwondo e, em dois anos, com as competições, já tinha de estar fazendo dieta. Além disso, corte de peso com desidratação. Mas, pelo taekwondo, eu aceitei. Para ser modelo não”, lembra, com bom humor.

    BINGOS E EMPRÉSTIMOS

    Antes de ver Maria Clara na trilha das medalhas e títulos, a família organizou rifas e fez até empréstimo para conseguir os valores necessários para que ela se mantivesse no esporte.

    “Meu pai sempre me apoiou a fazer esporte, mas, no começo, via como hobby e falava para seguir o caminho dos estudos. Ele não via o esporte como profissão. Minha mãe falava que, se era a minha vontade, iríamos fazer. Ela falava que a gente iria dar um jeito. Minha família tirou dinheiro de onde não tinha para eu continuar treinando e competindo. Contava moedas, fazia rifa, fazia bingo… Tudo para eu ter condição de lutar. Minha mãe sempre me passou essa confiança”, conta Maria Clara.

    Aos poucos, a resistência do pai foi minando a cada nova conquista da filha, e um cenário mais promissor no taekwondo. Foi ele, inclusive, que pegou um empréstimo para que Maria Clara desse um novo passo na carreira.

    “Tudo foi uma loucura. Conheço o esporte, passei por isso, mas, talvez, se não tivesse passado, não faria a loucura que minha mãe fez, não acreditaria tanto em alguém quanto minha mãe acreditou em mim. Eu não tive nenhum receio. Quando eu falei que ia para São Caetano, que achava que era o caminho que me faria bem, ela falou: ‘É nisso você acredita? Então tá bom’.

    A essa altura, meu pai já entendia melhor, apoiava bastante a seguir a carreira. Foi ele, inclusive, quem pediu um empréstimo para que eu pudesse fazer um circuito na Europa. Ficou uma dívida enorme, mas valeu a pena. E já está tudo quitado (risos)”, ela conta.

    DEBUTANTE E CAMPEÃ MUNDIAL

    Como grande parte das adolescentes brasileiras, Maria Clara teve seu baile de debutante ao completar 15 anos. A diferença esteve, talvez, no fato de que ela celebrou essa espécie de ritual de passagem já com um pódio de Mundial no currículo. Quando tinha 14 anos, conquistou o bronze no Mundial Cadete. No pódio, além de colocar a medalha no peito, ganhou uma peça que se tornaria seu amuleto.

    “É um faixa preta que ganhamos junto com a medalha. É mais uma faixa que é decorativa, veio dentro de uma caixinha. Achei muito bonita. Tinha sido uma conquista importante para mim e comecei a usá-la. Então, em todas as competições passei a usar e, depois disso, nunca mais consegui tirar. Ela é grande, pesada, não veste tão bem junto ao dobok, não é tão confortável, mas várias vezes já tentei trocar e, no aquecimento, batia aquela sensação que tinha de entrar com ela. Toda competição que eu vou, eu levo a minha faixa e só luto com ela”, ela diz.

     

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  • Fake news do Egito Antigo? Praga mortal em capital é um mito, indica estudo

    Fake news do Egito Antigo? Praga mortal em capital é um mito, indica estudo

    Estudo afirma que não há evidências de que a cidade de Akhenaton, atual Amarna, tenha sido destruída por uma epidemia mortal no século 14 a.C

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Uma das histórias mais conhecidas sobre o Egito antigo pode estar errada. Um novo estudo afirma que não há evidências de que a cidade de Akhenaton, atual Amarna, tenha sido destruída por uma epidemia mortal no século 14 a.C.

    A pesquisa foi publicada no American Journal of Archaeology e analisou vestígios arqueológicos e bioarqueológicos da região. O objetivo foi testar a ideia de que uma praga teria provocado mortes em massa e o abandono repentino da capital criada por Akhenaton.

    Escavações feitas entre 2005 e 2022 mostram um cenário diferente. Há sinais de vida dura, com doenças crônicas e desgaste físico. Mas não existe indício de colapso sanitário. Os sepultamentos seguem práticas tradicionais. Não há cemitério emergencial. Enterros múltiplos aparecem, mas em um padrão que os arqueólogos interpretam como cultural, não como resposta a uma crise.

    “Temos sido capazes de pegar essas expectativas e comparar o que vemos em Amarna com o que é esperado de uma cidade/cemitério afetado por uma epidemia”, disse Gretchen Dabbs, arqueóloga, em nota da Phys.org.

    Evidências analisadas “não apontam para mortalidade elevada” causada por doença contagiosa, diz estudiosa. O abandono da cidade também parece ter ocorrido de forma planejada. A população recolheu seus pertences, portanto, não há sinais de fuga desesperada.

    QUEM FOI AKHENATON

    Akhenaton governou o Egito por volta de (1353 – 1336 a.C.) durante o período do Novo Império e rompeu com a tradição religiosa que dominava o país havia séculos. Ele promoveu o culto exclusivo ao deus solar Aton, em uma das maiores mudanças religiosas da antiguidade. Para consolidar sua nova fé, transferiu a capital de Tebas para Akhenaton, uma cidade construída rapidamente e dedicada ao sol nascente.

    A ruptura teve forte impacto político. O novo culto enfraqueceu o poder dos sacerdotes de Amon. Após sua morte, o sistema religioso tradicional foi restaurado. O faraó foi afastado da memória oficial. Seu nome foi removido de cartuchos. Estátuas foram quebradas. Amarna deixou de ser útil ao Estado e perdeu seu status de capital.

    POR QUE ACREDITARAM NISSO?

    A cidade existiu por apenas 20 anos e membros da família real morreram no local. Textos hititas mencionam uma praga associada a prisioneiros egípcios. Cartas diplomáticas da época citam doenças em outras regiões.

    Essas referências se acumularam e passaram a ser tratadas como se fossem um único evento. “É um daqueles casos em que algo faz sentido lógico se você não olhar muito criticamente”, afirmou Dabbs ao Phys.org.

    Ela pede cautela ao justificar um desfecho histórico a partir de informações isoladas. “Devemos ter cuidado ao usar dados de locais distintos no tempo e no espaço para fazer argumentos específicos sobre Amarna, ou qualquer local antigo”, disse.

    O que ainda pode ser descoberto? O estudo não descarta totalmente a presença de doenças em Amarna. Mas os autores alertam que a simples identificação de um patógeno não prova a existência de uma epidemia. Ele pode ter circulado sem causar mortes em larga escala.

    Tensões políticas e religiosas provavelmente tiveram papel mais decisivo no destino da cidade do que uma doença desconhecida. A queda de Akhenaton parece estar mais ligada ao fim de um reinado controverso do que a uma praga devastadora. Isso é o que indica a pesquisa.

     

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