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  • Senado aprova R$ 5 bilhões para equipar Forças Armadas fora do arcabouço fiscal

    Senado aprova R$ 5 bilhões para equipar Forças Armadas fora do arcabouço fiscal

    Recurso soma R$ 30 bilhões em 6 anos e foi proposto por senador do PL; texto segue para a Câmara; proposta foi aprovada com aval do governo e de integrantes da oposição na tarde desta quarta-feira (22)

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (22) um projeto de lei complementar que prevê R$ 30 bilhões para as Forças Armadas investirem ao longo de seis anos em compras de equipamentos e desenvolvimento de tecnologias estratégicas. O texto ainda retira os recursos do arcabouço fiscal, ou seja, os gastos não ficam sujeitos às metas fiscais.

    O projeto é de autoria do senador Carlos Portinho (PL-RJ), mas foi relatado pelo líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP), que apresentou um substitutivo, endossado por 57 senadores. Apenas quatro votaram contra o texto.

    O texto segue agora para a Câmara dos Deputados.

    Um dos críticos à proposta foi o líder da oposição Rogério Marinho (PL-RN). Embora o projeto tenha sido apresentado por um correligionário, Marinho criticou o governo federal e o fato de os investimentos escaparem do arcabouço fiscal.

    “Estamos tratando de bilhões de uma forma açodada. A gente está assistindo aqui, todas as semanas, um desfile de exceções. E as exceções se tornaram regra. A regra é não cumprir a meta fiscal estabelecida. Arcabouço transformou-se numa quimera, que o próprio governo não respeita”, disse Marinho.

    Para Randolfe, a falta de investimentos nas Forças Armadas pode trazer “consequências até para a soberania nacional”. “Não parece ser uma decisão madura sucatearmos as Forças. E não estamos falando de recursos para contratação de pessoal. Estamos falando de compra de submarinos, estaleiro, programa nuclear, navios de patrulha, proteção das fronteiras, aquisição de caças, helicópteros”, continuou o petista.

    Portinho argumentou de forma semelhante. Disse que a defasagem vem desde 2014 e que isso é “uma ameaça real para a nossa indústria de defesa”. Acrescentou que o investimento agora também seria uma “oportunidade para vender [equipamentos e tecnologias] para países que estão em guerra”.

    Como mostrou a Folha no início do mês, o presidente Lula (PT) concorda que o cenário de restrição orçamentária das Forças Armadas é um problema e deu aval para a proposta avançar no Congresso, segundo relato de duas pessoas que acompanharam as discussões.

    Senado aprova R$ 5 bilhões para equipar Forças Armadas fora do arcabouço fiscal

  • Adam Driver conta que Disney rejeitou novo filme da franquia 'Star Wars' sobre Ben Solo

    Adam Driver conta que Disney rejeitou novo filme da franquia 'Star Wars' sobre Ben Solo

    Ator diz ainda que a Lucasfilm chegou a aprovar o roteiro, mas a proposta foi barrada pela direção da empresa; ‘Sempre disse: com um grande diretor e uma grande história, eu estaria lá em um segundo. Amava aquele personagem’, afirma astro sobre a saga

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Após interpretar Kylo Ren -também conhecido como Ben Solo- na trilogia mais recente de “Star Wars”, Adam Driver, 41, contou que chegou a desenvolver um novo filme da franquia centrado em seu personagem. O projeto, criado em parceria com o diretor Steven Soderbergh (“Código Preto)”, foi apresentado à Lucasfilm, mas acabou vetado por Bob Iger, CEO da Disney, que adquiriu o estúdio de George Lucas em 2013.

    A revelação aconteceu em uma recente entrevista de Driver à AFP. O ator disse que manteve conversas com Kathleen Kennedy, presidente da Lucasfilm, sobre um possível retorno à saga. “Sempre falei que, com um grande diretor e uma grande história, eu toparia na hora. Amo o personagem e amei interpretá-lo.”

    Ele reforçou que tanto Kennedy quanto Dave Filoni, diretor criativo da Lucasfilm, demonstraram entusiasmo pelo projeto -que teria o título The Hunt for Ben Solo (“A Caçada por Ben Solo”, em tradução livre). O roteiro chegou a ser escrito por Scott Z. Burns (“O Relatório”). “[Era] um dos roteiros mais incríveis que já li”, afirmou o ator, destacando que o estúdio “entendeu completamente nossa visão e o que queríamos fazer”.

    A empolgação, porém, não foi compartilhada por Iger e Alan Bergman, outro executivo da Disney. Eles questionaram a lógica de trazer Ben Solo de volta, já que o personagem morre em “Star Wars: A Ascensão Skywalker”. “Eles simplesmente não entenderam como Ben Solo poderia estar vivo. E aí o projeto morreu”, contou Drive sobre a possibilidade de uma nova sequência.

    De forma irônica, “A Ascensão Skywalker” ficou conhecida justamente por ressuscitar um personagem sem explicação convincente -o Imperador Palpatine (Ian McDiarmid), que retornou como o grande vilão da trilogia sequência. “Adorei fazer esse novo filme na minha cabeça. Fico triste pelos fãs que não poderão vê-lo”, lamentou Adam Driver.

    Adam Driver conta que Disney rejeitou novo filme da franquia 'Star Wars' sobre Ben Solo

  • Corinthians decide Copa do Brasil em casa contra Cruzeiro; final no Rio

    Corinthians decide Copa do Brasil em casa contra Cruzeiro; final no Rio

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – A CBF sorteou nesta quarta-feira (22) os mandos de campo das semifinais e da final da Copa do Brasil. No confronto entre Cruzeiro e Corinthians, o jogo de ida será no Mineirão. A volta será na casa corintiana, na Neo Química Arena.

    No caso de Vasco e Fluminense, a ida terá mando do Vasco. A volta, mando do Fluminense. Mas os dois jogos devem ser no Maracanã.

    A entidade decidiu fazer o sorteio das duas fases, já que haverá um espaço muito curto entre as semifinais e a final
    Na final, o jogo de ida será na casa de quem passar entre Cruzeiro e Corinthians. O jogo de volta será com mando de Vasco ou Fluminense.

    As semifinais serão em 10 e 14 de dezembro. A definição do campeão vai acontecer em 17 e 21 de dezembro.

    Esse foi o encaixe após a CBF inverter datas da Copa do Brasil com o Brasileirão para evitar conflito com a Copa Intercontinental, da Fifa, onde estará o campeão da Libertadores.

    AS REAÇÕES

    “Serão clássicos do futebol brasileiro. Não acredito que tenha vantagem considerável. A história de cada partida vai definir tudo isso. Agora é um momento decisivo, cada clube tem consciência do que fará e do que tem a apresentar. Serão jogos de altíssimo nível”, disse Dorival Júnior, técnico do Corinthians.

    “São dois jogos. Temos que ser perfeitos para conseguirmos avançar. Tem uma questão mental, os últimos 90 minutos são importantes, mas tudo tem a ver com o primeiro jogo”, afirmou Maycon, volante do Corinthians.

    “O primeiro jogo é de suma importância. Estamos preparados para fazer um grande jogo em casa”, disse o volante Lucas Silva, do Cruzeiro.

    “O primeiro jogo, independentemente de ser em casa ou fora, é muito importante e pode dar o caminho para o segundo jogo. Vamos querer sair com o resultado positivo porque é muito importante”, disse o técnico Leonardo Jardim.

    Corinthians decide Copa do Brasil em casa contra Cruzeiro; final no Rio

  • Trump critica Putin e aplica sua 1ª sanção contra a Rússia

    Trump critica Putin e aplica sua 1ª sanção contra a Rússia

    Com chefe da Otan, americano disse que cancelou encontro com russo porque as conversas nunca vão a lugar algum; medidas atingem duas petrolerias e as instituições que fazem negócios com elas, o que pode afetar até o Brasil

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Uma semana após anunciar uma reunião de cúpula sobre a Guerra da Ucrânia com Vladimir Putin, o presidente Donald Trump deu um cavalo de pau e não só confirmou o cancelamento do encontro, mas também anunciou o primeiro pacote de sanções de sua gestão contra a Rússia devido ao conflito.

    “Toda vez que eu converso com Vladimir, eu tenho boas conversas e elas não vão em lugar nenhum, elas simplesmente não vão a lugar algum. Nós cancelamos o encontro com presidente Putin. Não parecia certo para mim. Eu não senti que iríamos para onde temos de ir, então cancelei. Mas nós faremos [a reunião] no futuro”, disse o americano.

    Ele recebeu na Casa Branca o secretário-geral da Otan, o holandês Mark Rutte, que desenvolveu uma boa relação com Trump –com adulação constante, conseguiu trazer o americano de volta à cabeceira da mesa da aliança militar fundada pelos EUA contra Moscou em 1949.

    Ambos disseram que é essencial “parar a matança” no conflito iniciado po Putin em 2022. A guerra está num momento de especial violência, com ataques aéreos de lado a lado. Trump reiterou que não enviará mísseis de maior alcance e negou ter autorizado ataques a alvos distantes na Rússia.

    Segundo o Departamento do Tesouro, as sanções vão atingir especificamente duas petroleiras russas, a estatal Rosneft, maior empresa do país, e a privada Lukoil, terceira maior.

    O mais importante, segundo a nota do Tesouro, é a possibilidade de punir entes financeiros que façam negócios no exterior com as empresas. Teoricamente, essas sanções secundárias podem atingir bancos chineses e indianos, além de negociadores do petróleo russo em mercados neutros, como os Emirados Árabes Unidos.

    O Brasil pode acabar atingido indiretamente, caso algum dos importadores de diesel russo do país negocie com subsidiárias das empresas ou participe de alguma triangulação rastreável. A Rússia é o maior fornecedor do derivado do petróleo ao país, com 60% do mercado.

    China e Índia são os maiores compradores de petróleo russo, com destaque para o crescimento exponencial dos indianos. Trump já havia usado uma punição indireta contra Nova Déli aumentando as tarifas de importação de produtos do país asiático de 25% para 50%, visando forçar a redução no que ele chama de financiamento da guerra.

    O setor de óleo e gás responde por uma fatia que flutua de 30% a 50% do orçamento federal russo. O país já gasta quase 8% de seu Produto Interno Bruto em defesa, e o setor é responsável pela maior parte dos investimentos do Kremlin.

    “Dada a recusa do presidente Putin de acabar com essa guerra sem sentido, o Tesouro está sancionado as empresas”, disse o secretário do setor, Scott Bessent. Trump foi mais coloquial na sua fala: “Achei que era a hora para sanções contra a Rússia. Espero que isso torne Putin razoável”.

    Por óbvio, é preciso ver como será a aplicação das medidas na prática e seu impacto. Até aqui, a Rússia circunavegou com mais ou menos facilidade as diversas sanções que lhe foram impostas -nesta quarta, a União Europeia aprovou a 19ª rodada delas, especificamente sobre o setor de gás liquefeito, que seus membros continuam comprando de Moscou.

    A mudança de Trump é mais uma no interminável vaivém em relação à guerra, que ele dizia que resolveria em um dia. Acabou aproximando-se de Putin e depois o afastando, só para convidá-lo para uma cúpula no Alasca e anunciar que a paz chegaria.

    Não deu certo, e ele voltou ao modo pressão até que, na véspera de receber Volodimir Zelenski na Casa Branca, na quinta passada (16), um telefonema de Putin o amaciou novamente. O ucraniano saiu do encontro sem o fornecimento desejado de mísseis de cruzeiro Tomahawk e passou a trabalhar com mais uma decepção.

    Isso até a segunda (20), quando a primeira conversa para azeitar a nova cúpula russo-americana, feita pelos chefes da diplomacia de ambos os lados, não deu em nada. O russo Serguei Lavrov refutou a ideia de um cessar-fogo imediato na conversa com Marco Rubio, reiterando que só fala nisso após garantir concessões territoriais de Kiev.

    Zelenski tentou ajudar no dia seguinte, dizendo que topa congela todas as linhas de frente e aí negociar, mas essa proposta é vista como insuficiente por Putin, que quer os talvez 20% da região de Donetsk que ainda não controla.

    O impasse se desenrola com tensões altas, devido à escalada nos ataques entre ambos os lados e os atritos entre Otan e Rússia –ambos os países realizam exercícios de ataque nuclear nesta semana, assim como os EUA.

    Trump critica Putin e aplica sua 1ª sanção contra a Rússia

  • Lore Improta e Leo Santana anunciam segunda gravidez

    Lore Improta e Leo Santana anunciam segunda gravidez

    O cantor e a dançarina já são pais de Liz e estavam tentando ter um segundo filho; casal compartilhou a novidade nas redes sociais com uma foto do ultrassom

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Lore Improta e Leo Santana vão aumentar a família. O casal anunciou nesta quarta-feira (22) que está à espera do segundo filho, quatro anos após o nascimento de Liz, primogênita do casal. A novidade foi revelada em um vídeo publicado nas redes sociais, no qual a pequena segura a imagem do ultrassom e celebra a nova fase ao lado dos pais.

    “Promovida a irmã mais velha! Agora somos quatro, minha gente! Estamos tão felizes!”, escreveu Lore na legenda da publicação. A dançarina contou que tentou esconder a gestação por meses, mas já não conseguia disfarçar as mudanças no corpo. “Foram meses longos, com medo de repararem, os peitos do tamanho do mundo”, brincou.

    A influenciadora também revelou que Liz soube da notícia um dia antes do anúncio público e reagiu com empolgação -mas deixou claro que não pretende ajudar em todas as tarefas. “Ela falou que vai cuidar, vai dar carinho, vai dar amor, mas que o cocô ela não vai limpar”, contou a mãe.

    Léo Santana também apareceu nas redes sociais tomado pela emoção. O cantor agradeceu as mensagens de carinho e celebrou o novo capítulo da família. “Eu vou ser pai novamente! Ai, que bênção, Deus! Como eu queria, como nós queríamos. Que essa criança venha com muita saúde, porque amor vai ter pra dar e vender”, disse ele.

     
     
     

     
     
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  • Vini Jr. ajuda a furar retranca, e Real vence a Juventus na Champions

    Vini Jr. ajuda a furar retranca, e Real vence a Juventus na Champions

    (UOL/FOLHAPRESS) – O Real Madrid venceu a Juventus por 1 a 0 nesta quarta-feira (22), no Santiago Bernabéu, pela 3ª rodada da Fase de Liga da Liga dos Campeões.

    O gol foi marcado por Jude Bellingham, em rebote após bela jogada de Vini Júnior pela esquerda. O brasileiro encarou três marcadores e bateu no pé da trave antes de a bola sobrar para o inglês conferir para o fundo do gol. O jogo foi marcado por uma forte retranca do time italiano.

    Com a vitória, o Real segue 100% na competição, com 9 pontos na 5ª colocação. A Juventus, com dois pontos, está em 25º lugar, fora da zona de classificação para os playoffs.

    A Champions League volta no dia 4 de novembro. O Real Madrid encara o Liverpool fora de casa na próxima rodada, enquanto a Juve recebe o Sporting em Turim.

    Pela La Liga, o Real Madrid disputa o clássico contra o Barcelona neste domingo. No mesmo dia, pelo Campeonato Italiano, a Juventus enfrenta a Lazio fora de casa.

    ENDRICK SEGUE SEM JOGAR

    Reserva no Real Madrid de Xabi Alonso, Endrick não joga desde o dia 18 de maio. A última partida do brasileiro pelo time merengue foi contra o Sevilla, quando sofreu uma lesão na coxa direita. O Real ainda era treinado por Carlo Ancelotti, atual técnico da seleção brasileira.

    Endrick ficou quatro meses se recuperando da lesão. O brasileiro foi relacionado por Xabi nos últimos sete jogos do Real, mas ainda não estreou sob o comando do técnico espanhol.

    Quem também começou no banco nesta quarta-feira (22) foi Rodrygo. No entanto, o Raio vem jogando no time de Xabi, inclusive tendo atuado como titular nos dois primeiros jogos do Real na Champions.

    No duelo contra a Juventus, Xabi Alonso começou a fazer substituições na reta final pensando no duelo contra o Barça. O espanhol fez quatro substituições no total, e chegou a colocar o atacante Gonzalo García no lugar do zagueiro Asencio, mas não deu uma chance a Endrick.

    Diego, que chamou Paulo Vitor de ‘macaco’, foi condenado a 7 jogos de suspensão e multa de R$ 2 mil por ato de injúria racial; vítima do ato racista, foi suspenso por 10 jogos

    Folhapress | 18:12 – 22/10/2025

    Vini Jr. ajuda a furar retranca, e Real vence a Juventus na Champions

  • Dólar e Bolsa fecham em alta com mercado atento a contas públicas e tensões entre EUA e China

    Dólar e Bolsa fecham em alta com mercado atento a contas públicas e tensões entre EUA e China

    A Bolsa fechou em alta de 0,55%, a 144.872 pontos, com impulso da Vale (1,77%) e da Petrobras (1,15%)

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em alta de 0,12% nesta quarta-feira (22), cotados a R$ 5,3969, com investidores atentos aos esforços do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para equilibrar as contas públicas.

    Em entrevista na véspera, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) confirmou que o Executivo irá fatiar as medidas de compensação à MP (medida provisória) dos Impostos em dois projetos de lei, a serem enviados ao Congresso o mais breve possível.

    A moeda passou a manhã em estabilidade, mas se firmou no positivo à tarde, em repercussão à notícia de que os Estados Unidos estão considerando restringir exportações de software para a China.

    Já a Bolsa fechou em alta de 0,55%, a 144.872 pontos, com impulso da Vale (1,77%) e da Petrobras (1,15%).

    Em dia de agenda esvaziada, o mercado se voltou para as movimentações em Brasília.

    O governo Lula segue em busca de uma solução para o Orçamento depois que o Congresso enterrou, no início do mês, a medida provisória que reformulava a tributação sobre operações financeiras.

    Segundo o ministro Fernando Haddad, em informação adiantada pela Folha de S.Paulo na terça-feira (21), os dois projetos de lei que serão encaminhados aos parlamentares visam equilibrar as contas públicas para cumprimento das metas fiscais determinadas pelo governo.

    Um dos projetos conterá medidas de contenção de despesas, com impacto estimado em R$ 15 bilhões, e o limite mais rigoroso para uso de créditos tributários na compensação de impostos a pagar, que pode ampliar a arrecadação em R$ 10 bilhões no ano que vem.

    Entre as medidas de ajuste nos gastos, Haddad citou mudanças no seguro-defeso (pago a pescadores artesanais no período em que a atividade é proibida), no Atestmed (sistema online para concessão de auxílio-doença sem perícia presencial) e a inclusão do Pé-de-Meia no piso da educação.

    Segundo ele, a estratégia de separar a agenda de ajuste nas despesas serve também “para que a oposição não tenha o pretexto de não votar o que eles reivindicam como a agenda deles”. Ao todo, de acordo com o ministro, a previsão é que o primeiro projeto renda mais de R$ 20 bilhões.

    O segundo projeto deve ficar com o aumento da taxação das apostas esportivas (bets) e o acréscimo na tributação das fintechs e do JCP (Juros sobre Capital Próprio, uma forma de remunerar os acionistas de uma empresa). Essas medidas poderiam incrementar as receitas em R$ 8,3 bilhões em 2026, segundo os cálculos iniciais do Executivo.

    O intuito era ter enviado os dois projetos na terça-feira, mas o dia terminou sem que as propostas fossem de fato apresentadas ao Congresso.

    As medidas previstas para os projetos de lei são as mesmas que constaram na MP de aumento de impostos, derrubada pela Câmara em 8 de outubro, último dia do prazo de tramitação do texto. A Constituição proíbe que o governo repita o envio dessas iniciativas por meio de outra MP na mesma legislatura, mas é possível reapresentá-las via projeto de lei.

    Para o governo, essa estratégia é suficiente para fechar os números do Orçamento de 2026 sem prejuízo às despesas do Executivo e às emendas parlamentares, que sofreriam um corte de R$ 7,1 bilhões sem a compensação.

    Na análise de Carlos Braga Monteiro, CEO do Grupo Studio, o impasse no Orçamento do próximo ano eleva a incerteza fiscal e a desconfiança do mercado sobre a responsabilidade para com o equilíbrio das contas públicas.

    “A falta de previsibilidade compromete o planejamento econômico e pressiona expectativas de juros e inflação para o próximo ano”, afirma.

    Sem indicativos claros sobre como serão as tramitações dos dois projetos, o mercado adota cautela, à espera de mais informações.

    Ao mesmo tempo, seguiram no radar as negociações comerciais entre China e Estados Unidos. Reportagem da Reuters informou que o governo Donald Trump está considerando um plano para restringir exportações de software para Pequim, de laptops a motores a jato. A medida seria uma possível retaliação norte-americana após o país asiático anunciar barreiras para terras raras.

    Embora o plano não seja a única opção na mesa, ele cumpriria a ameaça de Trump no início do mês de barrar as exportações de “software crítico” para a China, restringindo as remessas globais de itens que contêm software dos EUA ou que foram produzidos usando software americano.

    A medida, pode não avançar, disseram as fontes ouvidas pela Reuters. Mas o fato de que tais controles estão sendo considerados mostra que o governo Trump está avaliando uma escalada dramática do confronto com a China.

    Os índices acionários dos EUA ampliaram brevemente as perdas com a notícia, com o S&P 500 em queda de 0,8% e o Nasdaq, de 1,3%, antes de reduzirem as perdas. Fecharam em desvalorização de 0,53% e 0,93%, respectivamente.

    A notícia sucede uma série de sinalizações contraditórias do governo Trump. O republicano afirmou, na terça, que espera que o encontro com o líder chinês, Xi Jinping, gere um acordo, mas afirmou ser possível que o encontro não aconteça. “Tenho um ótimo relacionamento com Xi e espero fazer um bom negócio com ele. Quero que ele faça um acordo positivo para a China, mas tem que ser justo.”

    A reunião está marcada para acontecer no fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, na Coreia do Sul, no fim deste mês.

    Dólar e Bolsa fecham em alta com mercado atento a contas públicas e tensões entre EUA e China

  • Fachin autoriza mudança de Fux para Segunda Turma do STF

    Fachin autoriza mudança de Fux para Segunda Turma do STF

    O ministro pediu para ocupar vaga deixada por aposentadoria de Barroso; a Segunda Turma do STF passa a ser composta por Luiz Fux, Gilmar Mendes (presidente), Dias Toffoli, André Mendonça e Nunes Marques

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, autorizou nesta quarta-feira (22) a mudança do ministro Luiz Fux da Primeira para a Segunda Turma do tribunal.

    A decisão atende a um pedido feito por Fux na terça (21). O ministro comunicou que pretende deixar a Primeira Turma após se isolar nos julgamentos sobre a trama golpista e se envolver em discussão com o ministro Gilmar Mendes sobre o voto pela absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Com a troca, a Segunda Turma do STF passa a ser composta por Luiz Fux, Gilmar Mendes (presidente), Dias Toffoli, André Mendonça e Nunes Marques -os dois últimos foram indicados por Bolsonaro ao tribunal.

    A transferência dos ministros entre as turmas está prevista no artigo 19 do regimento interno do Supremo. Fux, um dos mais antigos na Primeira Turma, tinha preferência no pedido.

    Ele indicou a colegas no Supremo que gostaria de manter sua participação nos julgamentos da trama golpista. A Primeira Turma ainda vai analisar a denúncia contra outros núcleos da tentativa de golpe de Estado, e as defesas devem apresentar recursos contra as condenações.

    Há uma interpretação de integrantes do Supremo de que, mesmo fora da Primeira Turma, Fux teria o direito de finalizar os julgamentos dos processos penais nos quais já votou pelo recebimento da denúncia.

    Em tese, essa interpretação do regimento permitiria sua continuidade nos julgamentos da trama golpista. O ministro ficaria dividido entre suas atribuições na Segunda Turma e a análise dos processos pendente na Primeira Turma. Uma decisão sobre o tema caberá ao presidente do Supremo, Edson Fachin.

    Fachin autoriza mudança de Fux para Segunda Turma do STF

  • Coreia do Norte dispara mísseis balísticos e deixa Coreia do Sul em alerta

    Coreia do Norte dispara mísseis balísticos e deixa Coreia do Sul em alerta

    Lançamentos ocorreram a poucos dias da reunião de líderes da Apec, que será realizada em território sul-coreano; projéteis teriam voado 350 km e caído em área desabitada

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Coreia do Norte lançou nesta quarta-feira (22) o que aparentam ser múltiplos mísseis balísticos de curto alcance, informou o Exército sul-coreano. Os disparos, os primeiros do tipo desde maio, ocorreram a apenas uma semana da reunião de líderes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês), que será sediada na Coreia do Sul.

    Os lançamentos também marcam o primeiro teste militar da Coreia do Norte desde a posse em junho do atual presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, eleito com plataforma de diálogo e engajamento com o regime de Kim Jong-un.

    Segundo a Coreia do Sul, os projéteis foram disparados de uma área próxima a Pyongyang, capital da Coreia do Norte, e voaram cerca de 350 km antes de caírem em uma região norte-coreana desabitada.

    O governo japonês afirmou que os mísseis não representaram ameaça direta à segurança do país. A nova primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, disse que Tóquio está compartilhando informações em tempo real com os Estados Unidos.

    O episódio ocorre ainda num contexto de intensa agenda diplomática. O presidente Lee deverá se reunir na próxima semana com Donald Trump durante o encontro da Apec. Também está previsto um encontro entre o americano e o líder chinês, Xi Jinping.

    Washington e Seul discutem a possibilidade de um novo contato entre Trump e Kim Jong-un, embora Pyongyang ainda não tenha respondido à proposta.

    Autoridades americanas chegaram a considerar uma visita de Trump à zona desmilitarizada (DMZ, na sigla em inglês) que separa as duas Coreias, mas o plano não foi confirmado. As visitas turísticas ao vilarejo de Panmunjom, dentro do local, estão suspensas até o início de novembro, e Seul não anunciou qualquer preparação para um encontro direto com o líder norte-coreano.

    Trump e Kim se encontraram três vezes durante o primeiro mandato do americano na Presidência, num esforço diplomático que acabou fracassando devido às exigências dos EUA para que Pyongyang abrisse mão de seu arsenal nuclear.

    Mesmo após o impasse, ambos trocaram mensagens amistosas. Em setembro, Kim afirmou ter “boas lembranças” de Trump e disse não ver motivo para evitar novas conversas desde que Washington deixasse de insistir na desnuclearização da Coreia do Norte.

    Pyongyang tem ampliado suas capacidades militares na última década, em desafio direto a sanções do Conselho de Segurança da ONU. Nos últimos anos, os norte-coreanos fizeram testes com mísseis de longo alcance capazes de atingir o território continental dos EUA.

    O último lançamento balístico do país havia ocorrido em 8 de maio, quando mísseis de curto alcance foram disparados da costa leste. No início deste mês, o regime exibiu seu mais recente míssil intercontinental em um desfile militar que contou com a presença do primeiro-ministro chinês, Li Qiang.

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  • Deborah Secco comemora início das gravações de 'Bruna Surfistinha 2'

    Deborah Secco comemora início das gravações de 'Bruna Surfistinha 2'

    Raquel Pacheco, que acompanha de perto o desenvolvimento do roteiro, revelou estar emocionada com o novo capítulo da história

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Depois de mais de uma década desde o lançamento do primeiro filme, Deborah Secco voltou a viver um de seus papéis mais marcantes. A atriz compartilhou nas redes sociais, os bastidores da leitura de roteiro de “Bruna Surfistinha 2”, sequência do longa de 2011 inspirado na vida da ex-prostituta e escritora Raquel Pacheco.

    “Bruna Surfistinha 2! Estamos de volta. Quem por aí está ansioso?”, escreveu Deborah, posando ao lado de Drica Moraes e Fabiula Nascimento.

    A nova produção promete revisitar a trajetória de Raquel sob um olhar mais maduro e sensível, explorando temas delicados como a maternidade, as agressões que sofreu do ex-marido e um aborto. Drica Moraes dará vida à cafetina Larissa, enquanto Fabiula Nascimento retorna como Janine, amiga e colega de trabalho da protagonista.

    Raquel Pacheco, que acompanha de perto o desenvolvimento do roteiro, revelou estar emocionada com o novo capítulo da história. “É como se eu estivesse revivendo tudo mais uma vez, um déjà vu. A vida me deu outra chance, mais uma porta aberta, outra forma de deixar registrada a minha passagem por aqui. Meus encontros com os roteiristas foram verdadeiras sessões de terapia. Chorei e ri, lembrando de cada momento do primeiro filme”, escreveu em publicação nas redes sociais.

    A autora também relembrou o momento em que, ainda adolescente, decidiu fugir de casa e iniciar sua vida como garota de programa. “Lembro do dia em que saí de casa com uma mochila nas costas e muita coragem, com medo de ninguém querer pagar por sexo comigo. Tinha medo, insegurança, mas segui em frente. Hoje, só posso dizer: não desista de você. No fim, tudo dá certo”, declarou.

    Lançado originalmente em 2011, Bruna Surfistinha foi inspirado no livro “O Doce Veneno do Escorpião – O Diário de uma Garota de Programa”, lançado por Raquel em 2005. O longa se tornou um sucesso de bilheteria. Com a sequência, a história deve retomar a vida de Raquel após o fim da carreira na prostituição, destacando sua fase como escritora, palestrante e DJ.

    Deborah Secco comemora início das gravações de 'Bruna Surfistinha 2'