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  • João Fonseca vence por WO e avança às quartas de final no ATP da Basileia

    João Fonseca vence por WO e avança às quartas de final no ATP da Basileia

    (UOL/FOLHAPRESS) – O tenista brasileiro João Fonseca nem precisou entrar em quadra para garantir lugar entre os oito melhores do ATP da Basileia. Ele venceu o tcheco Jakub Mensik por WO.

    Mensik era um dos cabeças de chave da competição, mas teve uma lesão no pé esquerdo e precisou deixar o torneio. O tcheco de 20 anos é o número 19 do ranking mundial – Fonseca é o 46.

    “Devido a uma lesão no pé esquerdo, Jakub Mensik foi obrigado a desistir de Basel”, informou o perfil oficial do torneio nos Stories do Instagram.

    Mensik precisou se retirar de outros dois torneios este ano. Ele abandou a partida contra o italiano Luca Nardi pela segunda rodada em Cincinnati e, há cerca de um mês, se retirou do duelo contra o australiano Alex De Minaur por um incômodo no joelho.

    Na estreia, nesta terça-feira (21), João Fonseca venceu o francês Giovanni Perricard. A vitória sobre o francês foi por 2 sets a 0 -7/6 (6) e 6/3.

    Agora, João Fonseca enfrenta o vencedor do confronto entre Valentin Royer (FRA) e Denis Shapovalov (CAN). Eles se enfrentam nesta quinta-feira (23), em horário a definir.

    João Fonseca vence por WO e avança às quartas de final no ATP da Basileia

  • Justiça ordena que Antonia Fontenelle preste serviços comunitários e volte ao Brasil em 30 dias

    Justiça ordena que Antonia Fontenelle preste serviços comunitários e volte ao Brasil em 30 dias

    A pena contra a influenciadora se refere a uma condenação de 2022 de um ano e um mês de prisão por difamação, calúnia e injúria contra Felipe Neto

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Morando nos Estados Unidos, Antonia Fontenelle tem 30 dias para voltar ao Brasil para prestar serviços à comunidade. É isso o que diz uma decisão judicial de 17 de outubro assinada pelo juiz Gustavo Gomes Kalil, da Vara de Execução de Medidas Alternativas.

    A pena se refere a uma condenação de 2022 de um ano e um mês de prisão por difamação, calúnia e injúria contra Felipe Neto. Na ocasião, ela sugeriu em uma live que o youtuber utilizava drogas e que ele seria um sociopata.

    Segundo documento do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, na decisão consta que os pedidos da defesa de Antonia de suspensão temporária dessa pena foram negados.

    E que agora a influenciadora tem um mês para comprovar o início do cumprimento da prestação de serviços.

    “Fica desde já advertida de que a não comprovação do início da execução no prazo assinalado ensejará a conversão automática das penas restritivas de direitos em pena privativa de liberdade”, diz o documento.

    O juiz determinou também a expedição de ofício à Polícia Federal para informar sobre os registros de entrada e saída de Antonia do território nacional nos últimos cinco anos.

    ANTONIA SE DEFENDE

    Procurada pela reportagem, Antonia disse que responderia por meio de seu advogado, e que “Felipe Neto me fez um assédio processual”.

    A defesa jurídica da influenciadora, em contato com o F5, afirma que existe um vazamento seletivo de informações “como se a influenciadora tivesse tendo revés, o que não é verdade, pois vários pedidos dela foram aceitos”.

    Diz também que entrou com pedido na Corregedoria de Justiça do Rio para apurar vazamento de informações. E que Antonia estaria disposta a cumprir os serviços sociais, mas de forma remota. Por isso, não haveria como ter uma resolução do caso antes desse recurso ser julgado em segunda instância.

    A equipe reforça, porém, que caso o efeito suspensivo seja negado, ela virá ao Brasil e cumprirá o que for ordenado.

    Justiça ordena que Antonia Fontenelle preste serviços comunitários e volte ao Brasil em 30 dias

  • MP da Itália dá parecer favorável à extradição de Zambelli

    MP da Itália dá parecer favorável à extradição de Zambelli

    Deputada licenciada, Carla Zambelli está presa em Roma desde Julho

    Nesta quarta-feira (22), o Ministério Público da Itália atendeu um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), do Brasil, e emitiu parecer favorável à extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que está presa em Roma desde julho.

    A prisão foi determinada pela Corte de Apelação de Roma, na Itália, que apontou “grave risco de fuga” caso a parlamentar permanecesse em liberdade.

    A AGU atua no processo de extradição da parlamentar, condenada a dez anos de prisão pela invasão dos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). A decisão italiana é mais um passo no processo que pode resultar na volta de Zambelli ao Brasil para cumprir as penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    Zambelli havia deixado o Brasil pouco tempo depois de o STF decretar sua prisão preventiva, em cumprimento a uma sentença proferida em 4 de junho deste ano. A parlamentar deixou o Brasil, foi para os Estados Unidos e depois ficou na Itália.

     

    MP da Itália dá parecer favorável à extradição de Zambelli

  • 'Medo da ruína acompanhou a minha mãe', diz Fernanda Torres sobre dinheiro

    'Medo da ruína acompanhou a minha mãe', diz Fernanda Torres sobre dinheiro

    Atriz conta que Fernanda Montenegro se preocupa, até hoje, com reserva de emergência; declaração foi feita durante evento do Itaú, da qual a vencedora do Globo de Ouro é garota-propaganda

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Segundo a atriz Fernanda Torres, sua mãe, Fernanda Montenegro, sempre se preocupou com a saúde financeira, temendo perder tudo dada a instabilidade da profissão de atriz.

    “Sempre cresci com eles [meus pais] me dizendo que nós estávamos à beira da ruína. Até hoje, a mamãe fala: ‘eu estou preparada para viver num lugar pequeno’. Eu falo: mamãe, você tem 96, você trabalhou muito, relaxa”, disse Torres ao falar sobre sua relação com o dinheiro em evento do Itaú Unibanco, do qual é garota-propaganda.

    Apesar do sucesso e da atual estabilidade financeira, Montenegro ainda se atenta à reserva de emergência. “Até hoje, mamãe fala: ‘tem que ter três meses garantidos para frente. Eu digo para ela que é um pouco mais”, conta a atriz e escritora.

    A protagonista de “Ainda estou aquI” conta que ela busca não se preocupar tanto.

    “Eu procuro o contrário. Procuro ser menos tensa com o medo da ruína, que é uma coisa que realmente acompanhou a minha mãe, um pouco porque ela era filha de operários”, disse a atriz.

    Ela conta que seu pai, o também ator Fernando Torres, temia a hora de declarar o Imposto de Renda. “Ele ficava desesperado, com medo, porque ele não tinha ideia se estava certo, se estava errado.”

    Após a morte de Torres, a família passou a contar com uma consultoria financeira para organizar o inventário.

    “Uma coisa que mudou muito foi que eles passaram a me dizer que eu tinha que pensar na minha economia por ano, e não era por mês. A relação da mamãe com eles é engraçadíssima porque ela tem desconfiança imensa. E é para desconfiar mesmo”, afirmou a atriz.

    No evento, o Itaú apresentou um levantamento feito em parceria com o Grupo Consumoteca com 5.000 brasileiros sobre a relação deles com as finanças.

    Segundo o estudo “Consciência e prosperidade: a nova relação do brasileiro com o dinheiro”, 83% dos brasileiros buscam novas formas de lidar com as finanças, priorizando diversificação, autonomia e estratégias inteligentes de investimento.

    Entre os principais interesses estão investir para gerar renda passiva (49%), empreender e criar o próprio negócio (45%) e investir em educação, capacitação e cursos (41%).

    Já a visão que têm sobre os bancos é, em sua maioria (44%), de um aliado estratégico com papel mais consultivo para organizar finanças, orientar decisões e apoiar projetos. Já 22% veem as instituições apenas como local transacional e para guardar dinheiro.

    Entre os recursos dos bancos mais valorizados pelos entrevistados estão relatórios detalhados sobre gastos (37%), assistentes virtuais que ofereçam aconselhamento financeiro (34%) e relatórios automatizados nos aplicativos, demanda ainda mais forte entre a Geração Z (43%).

    'Medo da ruína acompanhou a minha mãe', diz Fernanda Torres sobre dinheiro

  • Chanceler argentino pede demissão às vésperas de eleição crucial para Milei

    Chanceler argentino pede demissão às vésperas de eleição crucial para Milei

    Gerardo Werthein entrega o cargo em meio a fritura após saldo ruim de reunião do presidente argentino com Trump; Chanceler é o 2º no posto em 2 anos de governo; ele havia assumido após saída de Diana Mondino em 2024

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Gerardo Werthein, renunciou ao cargo nesta quarta-feira (22). O chanceler vinha sendo alvo de críticas dos apoiadores de Javier Milei às vésperas das eleições legislativas no país à qual o governo chega desgastado por escândalos envolvendo aliados do presidente.

    Ao jornal Clarín o chefe de gabinete do governo, Guillermo Francos, lamentou a saída de Werthein e disse que a decisão do colega foi pessoal. “Contribuiu muito, foi não somente um ator central para as relações internacionais, mas também chave para as reuniões do presidente [Milei] com Trump”, afirmou Francos.

    A referência de Francos a Donald Trump evidencia o principal ponto de desgaste de Werthein nos últimos dias.

    Milei e seu gabinete queriam que a reunião com o presidente americano, ocorrida na semana passada na Casa Branca, pudesse beneficiar a campanha pelas eleições legislativas argentinas, no próximo domingo (26), especialmente após um escândalo envolvendo um de seus principais candidatos, José Luis Espert, que renunciou à candidatura.

    O saldo, no entanto, não foi positivo, com declaração de Trump de que, se a oposição a Milei vencesse, deixaria de apoiar a Argentina. Após o episódio, apoiadores do ultraliberal passaram a aumentar as críticas a Werthein, que era o embaixador argentino em Washington antes de assumir a chancelaria.

    Militante do mileísmo nas redes sociais, o apresentador de um canal de streaming Daniel Parisini disse que Trump tinha confundido as eleições e atribuiu a Werthein o resultado negativo da reunião. “Donald acha que as próximas eleições argentinas são as eleições presidenciais”, disse ele. “Se ao menos tivéssemos um ministro das Relações Exteriores, as coisas teriam sido diferentes.”

    O presidente argentino tem buscado socorro do aliado americano nos últimos dias também diante da situação econômica volátil do país, que se soma aos problemas políticos recentes.

    Na tentativa de conter a fuga de pesos do país antes da eleição, o banco central do país fechou acordo de US$ 20 milhões com o Departamento do Tesouro dos EUA para estabilização do câmbio.

    Werthein deve ficar no cargo até a segunda-feira (27), dia seguinte ao pleito. A saída do chanceler ocorrerá poucos dias antes de ele completar um ano no cargo e em um momento de grande fragilidade política do governo, derrotado no pleito da província de Buenos Aires no início de setembro.

    Este é o segundo chanceler do governo Milei em quase dois anos de governo. O atual titular ascendeu ao cargo no fim de 2024, após a demissão de Diana Mondino, que estava desde o início da gestão de Milei, iniciada em dezembro de 2023.

    Mondino era uma ministra de grande projeção no início do governo do ultraliberal, na ocasião ainda pouco desgastado pelos escândalos que arranharam a gestão principalmente a partir de 2025.

    A então chanceler foi demitida em meio a um clima de caça às bruxas na diplomacia argentina. Milei cobrava comprometimento integral às suas posições, entre elas a oposição a tudo o que tem relação com a Agenda 2030 da ONU.

    No fim de outubro do ano passado, já em meio ao desgaste, a delegação argentina na ONU votou contra o embargo a Cuba -decisão vista como a gota d’água para Milei, que forçou a renúncia de Mondino.

    Segundo o jornal La Nacion, entre os cinco nomes especulados para assumir o lugar de Werthein estão o próprio chefe de gabinete, Guillermo Francos, e o cônsul argentino em São Paulo, Luis María Kreckler, que também já foi embaixador em Brasília. Outros cotados são Nahuel Sotelo e Úrsula Basset, dois nomes da chancelaria que haviam perdido espaço com a chegada de Werthein, e Fulvio Pompeo, que foi secretário de assuntos estratégicos de Mauricio Macri.

    Chanceler argentino pede demissão às vésperas de eleição crucial para Milei

  • Presidente da Fifa se diz ‘enojado por ofensas racistas’ no Paulista sub-12

    Presidente da Fifa se diz ‘enojado por ofensas racistas’ no Paulista sub-12

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol), Gianni Infantino, pronunciou-se nesta quarta-feira (22) sobre o episódio ocorrido no Campeonato Paulista sub-12 no último domingo (19). Uma mulher foi presa sob suspeita de ter proferido injúrias raciais contra um atleta durante a partida entre Manthiqueira e Corinthians, em Guaratinguetá.

    “Estou enojado por saber que um jogador de 12 anos da Academia Desportiva Manthiqueira sofreu ofensas racistas de uma torcedora durante uma partida do Campeonato Paulista sub-12 contra o SC Corinthians Paulista em São Paulo, Brasil”, escreveu o suíço, em mensagem publicada nas redes sociais.

    “O árbitro implementou o gesto da campanha ‘No Racism’ para interromper a partida, e ações foram tomadas contra a autora do crime. Eu elogio o árbitro por sua ação rápida e decisiva -nós temos uma responsabilidade, especialmente e urgentemente para com as futuras gerações, de erradicar o racismo e a discriminação no nosso jogo”, acrescentou Infantino.

    O caso referido pelo dirigente se deu no estádio Dario Rodrigues Leite, em um jogo disputado com atletas de até 12 anos. O árbitro Guilherme Drbochlaw apontou na súmula que pôs em prática o protocolo antirracismo da Fifa após uma atleta do Manthiqueira sentar-se no gramado, “aos prantos”, relatando as ofensas.

    A Polícia Militar foi acionada. Uma mulher de 41 anos foi identificada e conduzida para a cadeia pública de Lorena, cidade próxima a Guaratinguetá. Depois, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) concedeu a ela liberdade provisória. Após uma audiência de custódia na segunda-feira (20), foram impostas medidas cautelares diversas da prisão.

    Fundador do Manthiqueira, Dado de Oliveira afirmou que o garoto que relatou as ofensas está bem e passará por acompanhamento psicológico. O clube e também o Corinthians publicaram notas de repúdio ao racismo. Diferentes entidades se manifestaram, e nesta quarta foi a vez do presidente da Fifa.

    “Eu continuarei sendo muito direto a esse respeito: o racismo e a discriminação não são apenas erros -são crimes. Todos os incidentes de racismo, seja nos estádios ou online, devem ser devidamente punidos tanto pelo futebol quanto por toda a sociedade. A Fifa, incluindo o seu Players’ Voice Panel (Painel A Voz dos Jogadores), continuará a trabalhar incansavelmente no Posicionamento Global Contra o Racismo para assegurar um impacto duradouro e responsável tanto dentro quanto fora de campo”, escreveu Infantino.

    O clube Juventus, que é dono do terreno do estádio, protocolou a notícia-crime apontando ex-dirigentes como responsáveis pelo suposto desfalque de verba arrecadada com a venda de uma parte do potencial construtivo do local

    Folhapress | 14:23 – 22/10/2025

    Presidente da Fifa se diz ‘enojado por ofensas racistas’ no Paulista sub-12

  • 'Rainha da Sucata' será próxima novela do Vale a Pena Ver de Novo

    'Rainha da Sucata' será próxima novela do Vale a Pena Ver de Novo

    Trama de 1990 vai substituir ‘A Viagem’ a partir de 3 de novembro; história tem como protagonistas Regina Duarte, Glória Menezes e Tony Ramos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Globo definiu que “Rainha da Sucata”, clássica novela de 1990, substituirá a reprise de “A Viagem” (1994) no Vale a Pena Ver de Novo a partir do próximo dia 3 de novembro. Escrita por Silvio de Abreu e dirigida por Jorge Fernando, a história retorna à emissora 35 anos depois de sua exibição original.

    Ambientada em São Paulo, a história tem como protagonistas Regina Duarte (Maria do Carmo), Glória Menezes (Laurinha) e Tony Ramos (Edu) e gira em torno do universo dos ricos e da decadente elite paulista.

    Maria do Carmo vê uma oportunidade de vingança e ascensão. Assim, propõe a Edu um casamento de conveniência. Enquanto ela usa o dinheiro para bancar a família pobre, ele tem um nome respeitado pela sociedade.

    Mas ao viver numa mansão, Maria começa a ser perseguida por Laurinha, madrasta de Edu, uma socialite falida que nutre uma paixão secreta e proibida pelo enteado e faz de tudo para destruir o casamento dele.

    'Rainha da Sucata' será próxima novela do Vale a Pena Ver de Novo

  • STF decide reabrir investigação contra Valdemar por trama golpista

    STF decide reabrir investigação contra Valdemar por trama golpista

    Presidente do PL apresentou ação na Justiça Eleitoral para reverter resultado das eleições; empresário contratado por Valdemar pode ser condenado no STF por crimes contra a democracia

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, nesta terça-feira (21), reabrir a investigação contra o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, pela suposta participação na trama golpista.

    A reabertura do inquérito foi definida pela maioria dos ministros do colegiado, derrotada a posição defendida pelo ministro Luiz Fux.

    A sugestão foi dada pelo ministro Alexandre de Moraes ao votar pela condenação de Carlos Cesar Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, contratado pelo Partido Liberal em 2022 para produzir relatório contra as urnas eletrônicas.

    “Uma vez confirmada a condenação de Carlos Cesar Rocha, que devemos extrair cópias da decisão e de todo o acervo probatório para remessa para a PET 12100 para, nos termos do artigo 18 do Código de Processo Penal, [sugiro] reabrirmos a investigação e a análise dos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito em relação ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto”, disse Moraes.

    A Primeira Turma condenou Carlos Cesar Moretzsohn Rocha a sete anos e seis meses pelos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Ele é acusado de produzir um relatório que criava falsas suspeitas de fraudes em parte das urnas utilizadas nas eleições de 2022.

    Com base nesse relatório, o Partido Liberal entrou com uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pedindo a anulação dos votos de quase metade das urnas. A ação foi rejeitada na Justiça Eleitoral, e o partido foi condenado a pagar multa de quase R$ 23 milhões por litigância de má-fé.

    “Segundo o Partido Liberal, essas urnas de antes de 2020 foram fraudadas. Elas direcionavam votos e as urnas depois de 2020, não. E por que isso? Porque as urnas antes de 2020, segundo eles, teriam dado mais votos ao candidato Lula e as outras ao candidato Bolsonaro”, disse Moraes.

    O ministro disse que o PL entrou com a ação por má-fé. Ele argumenta que a ação do Partido Liberal queria somente a anulação dos votos do segundo turno das eleições presidenciais, sem envolver o primeiro turno no processo -quando o partido elegeu 99 deputados.

    “Eu digo isso realmente com dor no coração, mas essa é uma das coisas mais bizarras que a Justiça Eleitoral já recebeu”, completou Moraes.

    Valdemar Costa Neto foi indiciado pela Polícia Federal pela participação na tentativa de golpe de Estado. Segundo a corporação, o dirigente partidário teve papel crucial nos planos golpistas.

    O dirigente partidário chegou a ser preso durante operação da Polícia Federal para investigação da trama golpista por posse ilegal de arma. Durante as buscas, a PF também encontrou uma pepita de ouro com o político.

    No relatório final da investigação, a Polícia Federal diz que coube a Valdemar “financiar, divulgar perante a imprensa e endossar a ação judicial que corroborava a atuação da rede de ‘especialistas’ que subsidiaram ‘estudos técnicos’ que comprovariam supostas fraudes nas eleições presidenciais de 2022”.

    A PGR (Procuradoria-Geral da República), porém, não incluiu Valdemar na lista dos denunciados pela trama golpista.

    Na denúncia, apesar de incluir trecho sobre a representação eleitoral apresentada pelo PL, o procurador Paulo Gonet cita apenas o nome do partido junto ao de Bolsonaro e Walter Braga Netto, sem mencionar Valdemar nominalmente. Diz na sequência que “a organização criminosa sabia do falseamento de dados, mas que, até o momento, não se haja estabelecido que o presidente do Partido também o soubesse”.

    Na avaliação de Moraes, não faz sentido o Supremo condenar só o técnico responsável pela produção do relatório fraudulento se o responsável pelo uso do documento para favorecimento de Bolsonaro foi Valdemar.

    A determinação do STF de reabrir a investigação pressiona a PGR. O inquérito agora parte do princípio de que o relatório encampado pelo Partido Liberal para tentar reverter no TSE o resultado das eleições era resultado de uma trama golpista para manter Bolsonaro na Presidência da República. O PL ainda não se manifestou sobre o caso.

    STF decide reabrir investigação contra Valdemar por trama golpista

  • Receita detecta R$ 11,4 bi em compensações tributárias irregulares

    Receita detecta R$ 11,4 bi em compensações tributárias irregulares

    Operações foram feitas em desacordo com a MP alternativa ao IOF; parte das operações está ligada a créditos de PIS/Cofins sem vínculo à atividade econômica da empresa

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Receita Federal identificou R$ 11,4 bilhões em compensações tributárias realizadas em desacordo com a medida provisória alternativa ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que se manteve válida por quatro meses.

    Entre outras mudanças, a MP apertou o cerco aos contribuintes ao restringir as compensações tributárias (quando a empresa quita impostos com créditos acumulados que têm a receber), prevendo que não poderiam ser realizadas em duas hipóteses.

    Uma delas era se o crédito de PIS/Cofins acumulado não estivesse relacionado à atividade econômica da empresa, e a outra se não há documentação que comprove ter havido o pagamento do imposto que gerou o direito.

    A MP perdeu a validade em 8 de outubro, após não ser votada dentro do prazo pelo Congresso.

    Segundo documento obtido pelo jornal Valor Econômico através da Lei de Acesso à Informação e confirmado pela reportagem, foram realizadas compensações irregulares de créditos de PIS/Cofins não relacionados à atividade econômica de R$ 4,79 bilhões e outras R$ 6,6 bilhões em operações baseadas em documentos inexistentes.

    Além das restrições a compensações, a MP 1.303 previa a tributação de investimentos de renda fixa hoje isentos, e o aumento de alíquotas para três impostos diferentes: CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) de fintechs, imposto na distribuição de juros sobre capital próprio e o imposto sobre as bets.

    O projeto previa arrecadar R$ 10,6 bilhões em 2025 e R$ 20,9 bilhões em 2026. A maior parte viria das compensações: o governo esperava uma receita de R$ 10 bilhões com essas restrições, R$ 284,94 milhões com o aumento da taxação de apostas esportivas e R$ 263,07 milhões com a mudança na alíquota da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido).

    A Câmara dos Deputados impôs uma derrota ao governo Lula ao retirar a medida provisória da pauta. Na prática, a decisão enterrou a medida, que o governo considerava importante para sustentar a arrecadação e reduzir despesas obrigatórias em 2026, ano eleitoral.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (22) que o governo enviará dois novos projetos de lei ao Congresso com as mudanças. Um deles tratará da taxação das fintechs e das bets e o outro limitará as compensações tributárias.

    Além das restrições ao uso de créditos tributários, haverá medidas de ajuste nos gastos, como mudanças no seguro-defeso (pago a pescadores artesanais no período em que a atividade é proibida), no Atestmed (sistema online para concessão de auxílio-doença sem perícia presencial) e a inclusão do Pé-de-Meia no piso da educação.

    Receita detecta R$ 11,4 bi em compensações tributárias irregulares

  • Ucrânia negocia até 150 caças Gripen, os mesmos do Brasil

    Ucrânia negocia até 150 caças Gripen, os mesmos do Brasil

    Acordo de intenções é de longo prazo, sugerindo que o modelo será o padrão da Força Aérea de Kiev; Estocolmo evitou enviar versões anteriores aos ucranianos, que usam aviões soviéticos, F-16 e Mirage

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo da Suécia assinou um protocolo de intenções com o da Ucrânia para a compra de uma frota de caças Gripen E pelo país em guerra. Serão negociados segundo o país nórdico de 100 a 150 unidades do avião, o mesmo que hoje é operado pelo Brasil e cujo primeiro modelo foi entregue nesta semana a Estocolmo.

    O anúncio foi feito em Linköping, a sede da fabricante Saab, com a presença do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski. “Começamos o trabalho para obter Gripen, e esperamos não menos do que cem desses jatos no futuro”, disse ele.

    Se realizada, será a maior exportação de aviões militares suecos da história: os modelos anteriores do Gripen, gerações A/B e C/D, são operados por seis países, enquanto a E/F foi comprada pelo Brasil, Colômbia e Tailândia.

    A Força Aérea Brasileira comprou 36 aviões, 15 dos quais serão feitos na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto (SP). Tailandeses e colombianos deverão operar frotas menores, e a Suécia encomendou 60 modelos E, de um lugar -por ora só Brasil terá o F, de dois assentos, ideal para instrução.

    Até aqui, Estocolmo havia evitado o envio de modelos C/D, dos quais dispõe de 96 unidades, para a Ucrânia. A alegação seria o risco de desguarnecer sua defesa no momento em que acaba de entrar na Otan, a aliança militar ocidental que rivaliza com a Rússia.

    Pesou também o fato de que os ucranianos, além de voar caças soviéticos MiG-29 e Su-27, receberam doações de americanos F-16 que estavam em forças europeias e Mirage-2000 franceses. Introduzir um vetor a mais em meio à guerra só complicaria a questão de treinamento e manutenção.

    Por isso, apesar de não haver detalhes, valores ou cronograma divulgados, é presumível que se o acordo com a Suécia for em frente o Gripen será o caça padrão de Kiev no futuro -com ou sem guerra, dado que a entrega de aviões novos é um processo lento, de anos.

    Zelenski, com seu habitual otimismo para a plateia, falou em começar a receber os aviões já no ano que vem, o que parece impossível dada a escala atual de produção.

    Um ponto incerto é acerca do impacto desse negócio para a FAB, que por questões orçamentárias viu seu programa de entrega do caça atrasar por vários anos. Fechado em 2014, o contrato previa o fim das entregas ao país no ano passado.

    Até agora, há dez aviões no Brasil. Já no cronograma atual, previa o fim do contrato em 2027, o que não vai acontecer. O novo aditivo negociado neste ano já empurrou a entrega para 2032, oito anos depois da previsão inicial.

    A Saab afirma que não há risco de descumprimento do acordo com o Brasil, apesar da pressão mesmo de Estocolmo por mais rapidez na entrega dos caças. A empresa diz que caças para o mercado europeu serão sempre feitos na Suécia -enquanto a linha brasileira poderá atender clientes latino-americanos.

    O Gripen, antes visto como um produto de difícil exportação dada a quantidade de caças americanos F-35 sendo negociados, em especial na Otan, passa por um renascimento. O Brasil deseja mais 14 aviões, pelo menos, além de talvez 12 modelos antigos para tapar buraco em algumas áreas.

    Além de Colômbia e Tailândia, o modelo está bem colocado em disputas no Peru e em Portugal, e acaba de voltar ao jogo no Canadá, onde o governo deverá desistir de ao menos metade da compra de 88 F-35 antes anunciada.

    O caça americano é mais caro na prateleira, com valores básicos em torno de US$ 100 milhões, ante US$ 85 milhões do Gripen, embora esses preços sejam estimativas toscas que variam com a natureza e tamanho do contrato. Mas sua operação é mais dispendiosa, US$ 35 mil por hora-voo, ante cerca de US$ 5.000 do sueco.

    Este é um fator central para a escolha aparente da Ucrânia, ainda que seja incerto quem irá financiar a empreitada no longo prazo.

    Ucrânia negocia até 150 caças Gripen, os mesmos do Brasil