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  • Furacão Melissa atinge Jamaica com categoria máxima e pode ser a 'tempestade do século'

    Furacão Melissa atinge Jamaica com categoria máxima e pode ser a 'tempestade do século'

    ONU alerta para condições catastróficas, e Cruz Vermelha prevê 1,5 milhão de afetados; quatro mortes foram registradas no Haiti e na República Dominicana

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O furacão Melissa atingiu o solo da Jamaica nesta terça-feira (28) como um fenômeno de categoria máxima, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA. Mais cedo, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirmou que espera uma situação catastrófica no país caribenho, em decorrência das rajadas de vento superiores a 300 quilômetros por hora, sendo a pior tempestade a atingir a ilha neste século. A costa da cidade de New Hope, a oeste do país, foi a primeira região atingida pelos ventos.

    Pelo menos três pessoas já morreram por causas relacionadas à tempestade, informaram as autoridades do país. O Ministério da Saúde e Bem-Estar informou que esses óbitos ocorreram durante os preparativos para o furacão Melissa, em publicação na rede X na noite de segunda-feira.

    “É uma situação catastrófica esperada na Jamaica”, disse a especialista em ciclones tropicais da OMM, Anne-Claire Fontan, em uma entrevista coletiva em Genebra. “Para a Jamaica, será com certeza a tempestade do século.”

    A tempestade de categoria 5, a mais forte possível na escala Saffir-Simpson, deve levar rajadas de vento de mais de 300 km por hora e uma devastação generalizada à ilha, onde as autoridades ordenaram retiradas obrigatórias.

    Ondas de até quatro metros são esperadas, disse ela, com precipitação que deve ultrapassar 700 mm, cerca do dobro da quantidade normalmente esperada durante toda a estação chuvosa. “Isso significa que haverá inundações repentinas e deslizamentos de terra catastróficos”, disse ela.

    O Melissa já havia cuasado outras quatro mortes durante a semana: três no Haiti e uma na República Dominicana, onde um adolescente está desaparecido.

    O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) prevê que, depois de atingir a Jamaica na terça-feira, a tempestade atravesse o leste de Cuba para seguir sobre as Bahamas e o arquipélago de Turks e Caicos até quarta-feira.

    Em Cuba, com dificuldades para divulgar informações preventivas por causa da falta de eletricidade, as autoridades apressam os preparativos para receber na terça-feira os impactos do Melissa.

    O Conselho de Defesa Nacional declarou na segunda-feira a “fase de alerta” nas seis províncias do leste (Santiago de Cuba, Guantánamo, Holguín, Camagüey, Granma e Las Tunas). As autoridades começaram a retirar cerca de 650 mil pessoas. A população faz estoques de mantimentos e tenta amarrar com cordas os telhados de suas casas. As aulas e as atividades não essenciais foram suspensas.

    TEMPESTADE SE INTENSIFICOU NA APROXIMAÇÃO

    O movimento lento do Melissa sobre as águas caribenhas incomumente mornas contribuiu para seu aumento de tamanho e força, disseram os meteorologistas do NHC. O furacão avança mais devagar que uma pessoa andando, a apenas 5 km/h ou menos, o que faz com que permaneça mais tempo em cada local por onde passa.

    O NHC informou, ainda na segunda-feira, que os ventos na parede do olho do Melissa são tão fortes que podem causar “falha estrutural total” e cortes generalizados de energia e comunicação.

    A Federação Internacional da Cruz Vermelha disse que até 1,5 milhão de pessoas na Jamaica devem ser diretamente afetadas.

    “Hoje será muito difícil para dezenas de milhares, senão milhões de pessoas na Jamaica”, disse Necephor Mghendi da Cruz Vermelha, por videoconferência a partir de Port of Spain, em Trinidad e Tobago.

    “Os telhados serão postos à prova, as águas das enchentes subirão, o isolamento se tornará uma dura realidade para muitos.” Mais de 800 abrigos foram montados para os deslocados das áreas mais afetadas, acrescentou.

    ORDENS DE EVACUAÇÃO

    Ventos brutais e chuvas intensas atingiram a Jamaica já na segunda-feira, com a aproximação do Melissa. O primeiro-ministro, Andrew Holness, emitiu uma ordem de retirada obrigatória em partes do sul da ilha, incluindo a histórica cidade de Port Royal.

    A tempestade, que se encontra ao sul, “provavelmente girará em direção ao norte, o que significa que poderá ter impacto em nossas costas, mais para o extremo oeste da Jamaica”, disse o primeiro-ministro em entrevista à CNN.

    “E se isso acontecer não acredito que exista infraestrutura nesta região capaz de resistir a uma tempestade de categoria 5; portanto, pode haver uma perturbação significativa”, acrescentou.

    Com ventos de 280 km/h, Melissa já alcançou a categoria 5, o nível máximo na escala Saffir-Simpson.

    Ele alertou sobre danos a plantações, residências e infraestrutura na ilha.

    Apesar das ordens de evacuação, muitos moradores da Jamaica decidiram permanecer em suas casas.

    “Não vou me mover. Não acho que consiga escapar da morte”, disse à AFP Roy Brown, falando da histórica área costeira de Port Royal, em Kingston. O homem mencionou as condições e más experiências anteriores em abrigos governamentais durante furacões como razões para não evacuar.

    “Simplesmente não quero sair”, afirmou à AFP Jennifer Ramdial, uma pescadora que ecoou as palavras de Brown.

    Holness afirmou que a retirada era “pelo bem nacional de salvar vidas”. “Foram avisados. Agora depende de vocês usar essa informação para tomar a decisão correta”, disse o primeiro-ministro em entrevista coletiva.

    Melissa é a décima terceira tempestade nomeada -ou seja, monitorada- da temporada de furacões do Atlântico, que se estende do início de junho ao fim de novembro. As fortes chuvas, combinadas com ventos intensos, podem causar uma devastação comparável à de furacões históricos como o Maria (2017) ou o Katrina (2005).

    Furacão Melissa atinge Jamaica com categoria máxima e pode ser a 'tempestade do século'

  • Como é ficar de frente com Blogueirinha, que não tem medo de sacanear as estrelas

    Como é ficar de frente com Blogueirinha, que não tem medo de sacanear as estrelas

    Bruno Matos criou personagem inspirada em Marília Gabriela; sinceridade levou o ator às celebridades e gerou desafetos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – É confuso ficar de frente com Blogueirinha. São borradas as linhas que separam a criatura de seu criador, Bruno Matos. “É para eu falar sério ou é para zoar?”, o ator pergunta, antes de a entrevista começar. Tímido, ele diz detestar a ideia de falar fora da personagem. Então fecha os olhos e encarna toda a acidez dela.

    Ao longo de 40 minutos, ficou difícil entender se quem estava falando era a desbocada Blogueirinha ou se a peruca era só um pretexto para Matos dar voz a seus pensamentos mais obscuros. “Ela não é um escudo”, diz ele. “Eu tenho a minha vida, e a Blogueirinha tem a dela. É a vivência midiática que nos separa.”

    Matos -ou Blogueirinha- vinha de uma manhã cheia. Recebeu a reportagem imediatamente após comandar uma entrevista para o seu programa no YouTube, o De Frente com Blogueirinha, que virou fenômeno com vídeos que com frequência ultrapassam 1 milhão de visualizações. A convidada era a atriz Mônica Martelli, parte da quarta temporada da atração, no ar até o fim do ano.

    As entrevistas são gravadas geralmente às segundas-feiras em um estúdio na Vila Madalena, bairro da zona oeste de São Paulo. Matos chega três horas antes, para vestir a maquiagem e a peruca que o fazem incorporar Blogueirinha.

    A personagem -persona, ele corrige- nasceu em 2016, como uma paródia dos influenciadores digitais. Blogueirinha fez sucesso por tirar sarro de tudo e de todos, desde os colegas da internet até os artistas mais famosos da TV e da música. “Não me acho ácida, me acho sincera”, diz ela, já como personagem. “É preciso coragem para fazer o outro rir de si mesmo.”

    Foi o que ela fez com Bruna Marquezine, por exemplo, que gargalhou quando Blogueirinha pediu para ela comentar um livramento que tivesse vivido, o que o público entendeu como uma indireta sobre o relacionamento da atriz com Neymar. O momento viralizou nas redes.

    Noutra ocasião, Blogueirinha fez a ex-jogadora de vôlei Márcia Fu cuspir bebida enquanto ouvia uma pergunta. O mesmo aconteceu com o influenciador Carlinhos Maia, que se constrangeu após a entrevistadora sugerir que ele não era famoso de verdade.

    Assim, Blogueirinha penetrou as rodinhas mais blindadas do mundo das celebridades e se tornou um dos poucos nomes da internet a dar certo em esferas mais amplas da cultura, alcançando a TV aberta, por exemplo -no ano passado, foi contratada pela Globo para fazer um quadro no Fantástico.

    “Fui polida para lá, uma Blogueirinha versão televisão”, ela diz. “Pena que não renovaram o contrato. Eu nem pedi nada a mais para eles. O quadro podia continuar igual. Eu só queria estar na Globo.”

    Blogueirinha também coleciona inimizades, porém. Ela chateou Ludmilla, por exemplo, quando fez piada com vaias que a cantora recebeu numa premiação. Outra pessoa que expôs seu desgosto foi a advogada Deolane Bezerra, presa no ano passado devido ao envolvimento com apostas online, que virou alvo do deboche da apresentadora.

    Mas a maior crise aconteceu há dois meses, com Paola Carosella, ex-apresentadora do reality show Masterchef Brasil, que deu uma entrevista desconfortável para Blogueirinha. Na conversa, a influenciadora questionou Carosella sobre relacionamentos amorosos e tirou sarro dos rumores de que ela teria tido um caso com o também chef Henrique Fogaça.

    Mas o clima pesou mesmo quando Blogueirinha brincou com a ideia de a cozinheira envenenar a comida de quem ela desgosta. “Não gosto de brincar com isso. Fico séria e constrangida”, disse Carosella, com cara de desconforto.

    Depois do programa, trechos da conversa foram apagados das redes de cada uma delas, aumentando o rumor de que Carosella teria saído de lá desagradada. No Instagram, Blogueirinha foi debochada ao tratar do tema e disse que poderia ter ido além na acidez e feito piada dos gostos musicais da filha adolescente de Carosella, fã de cantoras pop que são parte da comunidade LGBTQIA+.

    “Ela levou para outro patamar”, diz Blogueirinha. “Eu fiquei na minha, e se fosse ela teria feito o mesmo, porque para eu tacar fogo na cozinha dela é só isso aqui, olha”, ela diz e imita o movimento de riscar de um fósforo com as mãos. “Ai que horror. Ela não vai gostar disso”, acrescenta, dando risada.

    No fervor da briga, uma pessoa no Instagram relacionou o comportamento de Blogueirinha ao de Hytalo Santos, influenciador preso dias antes sob suspeita de exploração sexual, assunto que parou o país. “Obrigada. Acho que temos muitos fãs do Hytalo Santos aqui”, escreveu Carosella em seguida. “Isso foi de péssimo tom. Era melhor ter morrido no off”, diz Blogueirinha.

    Dias depois do ocorrido, Carosella publicou um texto no Instagram em que comentava o caso e discutia até onde acreditava que o humor podia ir. “Lutamos pela liberdade de expressão, mas não conseguimos chegar a um consenso sobre os limites dela”, escreveu.

    Questionada, Blogueirinha afirma ter limites, sim, ainda que esteja acostumada a frequentemente beirar o cancelamento. “Nunca fui politicamente correta”, diz.

    Autoconfiança parece ser arma fundamental para ela disparar todo o tipo de absurdos no seu programa, ainda que esteja diante de famosos no naipe da apresentadora Angélica e da cantora Anitta, de quem Bruno Matos, o ator debaixo da peruca, diz que sempre foi fã.

    Criado há quatro anos, a atração é uma paródia do jornalístico De Frente com Gabi, comandado por Marília Gabriela nos anos 1990 e 2000 na TV. Blogueirinha recorre à mesma estética e usa até uma mesa de acrílico com o mesmo formato daquela da jornalista. Ainda que admita a inspiração, Blogueirinha se dá o crédito. “O sucesso vem de mim mesma.”

    A entrevista termina com a mesma pergunta que Blogueirinha faz para seus convidados, em uma de suas imitações de Marília Gabriela -Blogueirinha por Blogueirinha? “A melhor do mundo”, ela responde, antes de cair na gargalhada.

    No fim, Matos rompe a fantasia. Pede que a equipe de vídeo da Folha tente deixar claro, na edição, os momentos em que é ele falando, não Blogueirinha. Como o Frankenstein de Mary Shelley, ele é muito exigente com sua criatura.

    Como é ficar de frente com Blogueirinha, que não tem medo de sacanear as estrelas

  • Pular torneios está ajudando agora, diz João Fonseca

    Pular torneios está ajudando agora, diz João Fonseca

    PARIS, FRANÇA (FOLHAPRESS) – Administrar bem o pesado calendário do tênis tem sido importante na boa fase do brasileiro João Fonseca. Foi a análise feita por ele na entrevista concedida após a vitória por 2 sets a 1 (5/7, 6/4 e 6/3) sobre o canadense Denis Shapovalov, em sua estreia no Masters 1000 de Paris.

    “Este ano foi o meu primeiro ano jogando o grande tour. Então, eu e minha equipe tentamos nos concentrar muito em quais semanas jogaríamos e em quais não jogaríamos, para nos concentrar mais no físico e na mentalidade”, afirmou.

    Fonseca minimizou o desconforto que sentiu na região lombar durante o jogo, que exigiu atendimento médico, e disse estar em boas condições para enfrentar o russo Karen Khachanov na segunda rodada, na noite desta quarta (29). Número 14 do ranking, Khachanov foi campeão do torneio em 2018.

    O carioca de 19 anos disse que só cumprirá a promessa de passar a máquina zero nos cabelos após a temporada, porque vai ficar “muito feio”. Ele disse que se livraria das madeixas em caso de título na turnê europeia e conquistou o ATP 500 da Basileia no último domingo (26).

    CONFIRA AS RESPOSTAS DADAS PELO ATLETA APÓS O TRIUNFO DESTA TERÇA

    PERGUNTA – Como se sente com a rápida mudança em relação a Basileia e como achou a atmosfera na quadra 1?

    JOÃO FONSECA – Foi uma ótima experiência hoje, depois de vencer um torneio e mudar a mentalidade para outro torneio, outro grande torneio em que eu precisava jogar o meu melhor, porque o cara com quem joguei está entre os 25 melhores. Na semana passada, fizemos uma boa luta. Então, eu sabia que precisava jogar o meu melhor.

    O primeiro set foi um pouco mais disputado, ele conseguiu um break, estava devolvendo bem, jogando bem. Consegui um break logo no início do segundo set, onde me senti um pouco mais confiante, acho que essa foi a virada do jogo. Estou muito feliz com a forma como me mantive mentalmente neste jogo depois de, como você disse, uma boa semana. A semana passada foi boa, então mudar a mentalidade foi bom hoje.

    P – Pode nos atualizar sobre a lesão nas costas? Como você está se sentindo agora?

    JF – Estou me sentindo bem. A tensão é assim, semana após semana você precisa mudar a mentalidade e vai haver algum pequeno desconforto, pequenas lesões. Senti um pouco nas costas, um pouco mais de tensão, mas me sinto bem. Nada que um bom fisioterapeuta não consiga resolver em um dia. Acho que amanhã vai ser ótimo, já estou me sentindo melhor. Amanhã será outro bom dia, e vou lutar até o fim.

    P – Você joga a próxima partida contra Karen Khachanov. Tem alguma expectativa?

    JF – Todos sabemos que ele é um bom jogador. Ele pode vencer qualquer um, sabe como jogar nesse tipo de torneio, tem muita experiência. Será nosso primeiro confronto, estou animado para jogar contra ele. Trabalhamos muito para jogar contra esses caras, então vou dar tudo de mim na partida de amanhã.

    P – Provavelmente você aprendeu muito este ano sobre o calendário, parece que você conseguiu administrá-lo muito bem com seu entorno para chegar ao final de outubro, novembro.

    JF – Este ano foi o meu primeiro ano jogando o grande tour. Então, eu e minha equipe tentamos nos concentrar muito em quais semanas jogaríamos e em quais não jogaríamos, para nos concentrar mais no físico e na mentalidade. Não fomos para a Ásia porque eu estava doente, mas também por causa da minha mentalidade e do meu físico, e não fomos porque eram muitas coisas: a Copa Davis, a Laver Cup, eu estava indo diretamente para a Ásia e me senti um pouco mais adoentado.

    Não fui para Xangai também e comecei a jogar em quadras cobertas. Semana após semana são muitas coisas, mas é meu primeiro ano, não posso reclamar. Estou apenas aproveitando muito a turnê, mas vejo muitos jogadores dizendo que às vezes é demais. Este ano sabíamos que seria muito intenso e nos concentramos em quais semanas jogaríamos ou não.

    P – Parece que, em todos os lugares em que atua, você joga diante de uma torcida local, especialmente em Paris. Como é jogar com uma torcida assim sempre ao seu lado? É uma pressão extra ou é melhor?

    JF – Quando eu era mais novo, sentia muito mais pressão quando jogava com uma torcida ao meu lado, mas hoje em dia adoro jogar com eles. O apoio deles me ajuda muito a manter o foco na partida, e, quando as coisas estão ruins ou boas, eles estão lá para torcer. Adoro jogar com a torcida. Sei que em todos os lugares que vou há brasileiros, e isso é muito legal. Adoro representar meu país. É um prazer representá-los e saber que em todos os lugares a que vou, em todas as partidas que jogo, há brasileiros torcendo.

    P – Você está sacando muito bem, 224 km/h, 221 km/h. Queria saber se você mexeu alguma coisa no seu saque, se tem a ver com a quadra coberta, algum outro fator.

    JF – A gente tem focado muito o saque desde o começo do ano. É uma das coisas mais importantes no tênis. Temos trabalhado bastante aqui no indoor, que é um fator muito grande. As entradas nos pontos, tanto o saque quanto a devolução, temos trabalhado muito. E mudamos ali depois de Bruxelas, que foi um jogo em que eu falhei bastante no meu saque. Acho que não teve uma mudança muito grande de técnica, acho que foi mais treino, treino e treino.

    P – Sobre a promessa [de cortar o cabelo a máquina zero], todo o mundo quer saber quando você vai cumprir.

    JF – Vou cumprir, tanto que eu até falei para a câmera [no domingo], para eu cumprir, porque eu já me conheço. Se eu não tivesse falado, sem todo o mundo me cobrando, eu provavelmente procrastinaria nisso. Mas eu já combinei com meus treinadores que eu vou fazer quando acabar a temporada. Que eu vou estar de férias, não vai ter televisão, provavelmente eu vou postar para todo o mundo. Mas eu vou ficar feio. Então, eu não vou estar jogando nenhum torneio na época.

    P – E alguma outra promessa?

    JF – Nenhuma promessa, não tem nenhuma promessa.

    P – Aqui em Paris, tem sempre um assédio grande, no bom sentido, em torno dos brasileiros, pelo que Gustavo Kuerten fez aqui. Como você, tão jovem, lida com tudo o que rola fora de quadra?

    JF – Eu acho muito legal a torcida ao meu favor. Ter tanto os brasileiros quanto pessoas de outros países torcendo para mim é uma honra. Vendo crianças gritando meu nome, até mesmo adultos, eu acho muito legal. E ajuda bastante durante a partida, no suporte, quando as coisas estão ruins, quando as coisas estão boas. Eles estão lá para me ajudar, para me mandar energia. Eu me sinto muito bem atualmente dentro de quadra quando a torcida está ao meu favor. E boa parte do tempo está ao meu favor. Eu sou muito grato por isso.

    Mas Paris é especial por causa do Guga?

    Paris… Cara, obviamente Roland Garros é diferente. Por conta do Guga mesmo. É um Grand Slam. Tudo bem, é um Grand Slam, mas tenho mais o peso ali pelo fato do Guga ter ganhado três vezes. Acho que é mais o Roland Garros mesmo. Não Paris em si, mas Roland Garros.

    Pular torneios está ajudando agora, diz João Fonseca

  • Milei planeja aproveitar respaldo das urnas para desengavetar reformas econômicas

    Milei planeja aproveitar respaldo das urnas para desengavetar reformas econômicas

    Presidente quer esperar novo Congresso, mais favorável, para aumentar jornada de trabalho argentina; proposta é mudar regras do trabalho, tributárias e previdenciárias, mas ele terá de negociar

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – Logo depois de comemorar a vitória nas eleições legislativas do último domingo (26), o presidente argentino Javier Milei já deu algumas pistas de como pretende aproveitar o novo fôlego que as urnas deram aos governistas no Congresso.

    Com a configuração mais favorável no Parlamento a partir de dezembro, ele poderá finalmente avançar em três reformas que tentava fazer desde o início do mandato, há quase dois anos: uma trabalhista, seguida de uma tributária e, depois, uma do sistema previdenciário.

    Em uma entrevista na TV, ao comentar o que poderia ser feito para mudar as regras laborais do país, Milei usou de exemplo um projeto de lei de reforma que está parado na Câmara desde o ano passado, de autoria de uma deputada libertária.

    O projeto prevê o aumento da jornada de trabalho, de 8h para 12h, o pagamento de parte do salário em vale-refeição (o que a Justiça já impediu, em decisões anteriores) e o parcelamento de multas e indenizações em até 12 vezes. Nas vezes em que tentaram discutir as mudanças, os governistas não tiveram sucesso.

    Milei chegou a selar uma trégua com os sindicalistas argentinos, sobretudo da CGT (Confederação Geral do Trabalho), no ano passado e retirou uma de mudança na arrecadação dos sindicatos, o que evitou grandes mobilizações contra o governo. Agora, diz que irá insistir na reforma.

    “A maioria dos sindicatos sabe que o que temos hoje não funciona, acredito que vai ter uma melhora. Não estou falando do passado [de diretos adquiridos], estou imaginando o que virá adiante. Todos ganham, os informais que passam a ser formais, ganha a arrecadação para financiar maiores aposentadorias”, disse o presidente.

    O mercado de trabalho na Argentina sentiu o baque do programa atual de ajuste econômico que, se por um lado, freou a inflação, também reduziu a atividade. A informalidade no país também cresceu no último ano.

    Em setembro, o Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos) apontou que os informais eram 43,2% da população ocupada; 37% deles não contribuiam de forma alguma para a previdência. O número de informais aumentou em 226 mil pessoas entre o segundo trimestre de 2024 e o de 2025 , para 5,75 milhões.

    Uma semana antes das eleições, o secretário de Emprego, Julio Cordero, disse em uma apresentação na Comissão de Orçamento da Câmara que o governo pretendia implementar a negociação de acordos por empresa diretamente com o trabalhador. O secretário afirmou que o plano de Milei é implementar um sistema de salários dinâmicos que sejam definidos por mérito. “Um acordo por empresa permitiria uma situação diferente da que temos agora.”

    “O trabalho informal cresceu para 43%. O objetivo de criar trabalho não é cumprido, e a maior liberdade que os empregadores privados tiveram com este governo foi para demitir mais pessoas”, disse a deputada peronista Vanesa Siley, ao rebater os argumentos do governo.

    A discussão não é nova. Milei tentou fazer uma reforma trabalhista por decreto em seu primeiro ano de governo, por meio de um DNU (Decreto de Necessidade Urgência). A Justiça barrou o avanço das mudanças, argumentando que elas teriam que passar antes pelo Legislativo.

    O governo, teve uma lua-de-mel no primeiro ano, conseguindo aprovar cortes de gastos e enxugar o Orçamento, mesmo tendo atualmente menos de um terço da Câmara.

    Nos dias que precederam a campanha, o presidente reconheceu que a situação econômica era ruim, e que a atividade estava estagnada, mas atribuiu os números negativos a um boicote da oposição no Congresso, que derrubou seus vetos de aumentos de recursos para aposentados.

    Na configuração atual da Câmara, o partido de Milei, A Liberdade Avança, detém menos de um terço (86 vagas) das cadeiras, o que o colocava em uma situação de fragilidade e permitia a derrubada de vetos do presidente.

    A partir dos resultados do último domingo (26), os argentinos decidiram que a aliança governista com o PRO (do ex-presidente Mauricio Macri) terá 107 parlamentares, conquistando um terço e reduzindo a distância para alcançar a maioria necessária (129) para aprovar reformas.

    O cenário ficou mais favorável, mas não garantido. Para ter maioria, Milei terá de adotar uma postura mais conciliatória para tentar atrair parlamentares independentes ligados a forças provinciais oferecendo, por exemplo, mais recursos para os governadores; ou diluir as reformas para convencer deputados radicais e outros grupos independentes, como o Províncias Unidas.

    O representante da CGT, Gerardo Martínez, expressou sua oposição à reforma, chamando-a de ratificação do decreto que foi rejeitado pela Justiça. Ele enfatizou a rejeição da CGT a qualquer proposta de reforma trabalhista baseada nesse decreto.

    Para evitar que novas reformas por DNU sejam barradas pela Justiça, em um evento em Tucumán chamado por ele de Pacto de Maio, Milei já havia anunciado que prepara para dezembro uma segunda versão da Lei de Bases, com as reformas previstas -a primeira foi aprovada em 2024 e foi conhecida como “lei-ônibus”, por incluir normas de diferentes áreas.

    Ao debater o Orçamento de 2026, o governo havia adiantado que a nova Lei de Bases vai propor “a inviolabilidade da propriedade privada; o superávit fiscal inegociável; a redução do gasto público para 25% do PIB [Produto Interno Bruto] e novas regras para a exploração de recursos naturais”.

    Milei disse também, sem dar detalhes, que o governo trabalha em um projeto de eliminação de impostos. “Para a [reforma] tributária temos um plano de reduzir 20 impostos agora, ampliar a base tributária, para que, ao baixar as alíquotas, a evasão não faça sentido. Em outras palavras, que as pessoas não querem ser informais. Mas, primeiro, deve haver uma modernização trabalhista, o que não implica perda de direitos”, disse o presidente.

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  • Deborah Secco compra apartamento em Miami para investir

    Deborah Secco compra apartamento em Miami para investir

    Propriedade fica em complexo de luxo no bairro de North Beach; empreendimento, já mobiliado, será entregue em 2026

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A atriz Deborah Secco, 45, comprou um empreendimento em Miami, mais precisamente no bairro de North Beach, para investir. Segundo ela, trata-se de um empreendimento que vai “se pagar sozinho”, apenas com o retorno financeiro que ela terá ao alugar.

    A propriedade só será entregue em 2026, mas já há imagens de como ele deverá ficar. Quem intermediou a venda foi Vivian Mellim, conhecida como a corretora dos famosos nos Estados Unidos.

    “Decidi dar um passo importante”, diz a atriz em vídeo. No momento da negociação, ela acabou adquirindo um segundo imóvel.

    Conforme a Leffers, empresa privada de desenvolvimento imobiliário especializada na criação de propriedades residenciais, o imóvel tem chamado a atenção das celebridades brasileiras. Além de Deborah, Márcio Garcia teria um apartamento no complexo.

    O Palma Miami Beach é composto por 119 apartamentos de um e dois quartos totalmente mobiliados. Há sete coberturas, com varandas privativas e portas de vidro do chão ao teto com vista para o Atlântico.

    Em estilo resort, a propriedade tem um saguão de pé-direito duplo, amplas janelas de vidro, piscinas com cabanas e de imersão quentes e frias, uma cozinha de verão ao ar livre e um deck de piscina privativa com seu próprio bar e lounge. Os preços começam em R$ 3,4 milhões.

    Deborah Secco compra apartamento em Miami para investir

  • Netanyahu rompe trégua e ordena 'ataques poderosos' contra Gaza

    Netanyahu rompe trégua e ordena 'ataques poderosos' contra Gaza

    Familiares de sequestrados acusam grupo terrorista de quebrar cessar-fogo ao devolver restos mortais de refém já retornado; primeiro-ministro afirmou anteriormente que faria reunião para tratar sobre uma possível resposta

    SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, acusou o Hamas de violar o cessar-fogo e ordenou que o Exército israelense realize “ataques poderosos” à Faixa de Gaza nesta terça-feira (28).

    O Exército afirma que foi equipes de operações de engenharia em Rafah, no sul do território palestino, foram alvo de um atirador e de projéteis anti-tanque. Netanyahu teria tomado a decisão de reiniciar os ataques imediatamente após consultas a autoridades de defesa.

    Ao jornal israelense The Jerusalem Post, um funcionário do governo de Netanyahu afirmou que a resposta seria “mais significativa” do que da última vez em que Tel Aviv acusou o Hamas de violar o cessar-fogo e fez uma série de ataques a Gaza.

    No último dia 19, o Exército israelense afirmou que equipes tinham sido novamente alvo, também no sul do território, e anunciou a morte de dois soldados. Na ocasião, o Hamas negou ter conhecimento de qualquer ação no local.

    Aquele episódio foi o primeiro grande teste ao acordo de cessar-fogo costurado pelo presidente americano, Donald Trump, e países muçulmanos. Israel respondeu com ataques pontuais e, algumas horas depois, afirmou que voltaria a respeitar a trégua.

    O trato, de todo modo, mostrou sua fragilidade apesar dos esforços internacionais para encerrar o conflito, que já passa de dois anos, desde que o Hamas atacou comunidades no sul de Israel e matou cerca de 1.200 pessoas em 7 de outubro de 2023. Os atentados deram início à reação israelense, que deixou mais de 67 mil palestinos mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, órgão controlado pela facção.

    Mais cedo nesta terça, o gabinete do primeiro-ministro havia afirmado que os restos mortais de um dos reféns devolvidos pelo grupo terrorista na véspera pertenciam a Ofir Tzarfati, cujo corpo já havia sido recuperado pelo Exército.

    Tzarfati foi sequestrado no festival de música Nova, onde 364 pessoas foram mortas nos ataques do 7 de Outubro. Segundo o governo, uma parte dos seus restos mortais já havia sido recuperada em uma operação militar há aproximadamente dois anos na Faixa de Gaza.

    Netanyahu afirmou que faria uma reunião para tratar sobre uma possível resposta. Ministros mais extremistas, como Bezalel Smotrich (Finanças) e Itamar Ben-Gvir (Segurança Nacional), pediram que o premiê adotasse uma postura dura -posição que, somada à acusação de ataques ao Exército, parece ter prevalecido.

    O Fórum de Familiares de Reféns e Desaparecidos, principal associação de famílias dos sequestrados, acusou o Hamas de ter quebrado o acordo de cessar-fogo em vigor desde o último dia 10 e pediu que o governo aja “com firmeza contra essas violações”.

    O impasse eleva as tensões na região e estica ainda mais a corda do plano de paz, que corre risco de ruir após acusações de violações de ambas as partes. Pelo acordo, o Hamas libertou todos os reféns vivos em troca de quase 2.000 prisioneiros palestinos detidos durante a guerra, enquanto Israel recuou suas tropas e suspendeu sua ofensiva.

    Dos 28 cadáveres de reféns que permaneciam em poder do Hamas, 15 foram devolvidos às autoridades israelenses e puderam ser velados por suas famílias. O grupo terrorista afirma ter dificuldade de recuperar os 13 restantes sob o argumento de que os corpos estão sob escombros de construções atingidas por bombardeios de Tel Aviv.

    No domingo (26), o governo de Israel anunciou que autorizou equipes da Cruz Vermelha e do Egito a ingressarem em Gaza e procurarem os corpos de reféns mortos além da “linha amarela” que demarca o recuo militar israelense no território.

    As buscas se intensificaram com a chegada das máquinas. Nesta terça, escavadeiras trabalhavam em Khan Yunis, no sul de Gaza, e também em Nuseirat, mais ao norte, enquanto membros mascarados do Hamas faziam a segurança da área. Acredita-se que parte dos corpos esteja na rede de túneis do Hamas, que se estende sob todo o território.

    Já na Cisjordânia, território ocupado militarmente por Israel, forças de segurança israelenses mataram três palestinos nesta terça-feira. O Hamas afirma que dois deles eram integrantes da facção.

    Segundo o Exército de Israel, os militares atiraram contra palestinos que supostamente planejavam ataques na área do campo de refugiados de Jenin. A cidade serve de base para o Jihad Islâmico, uma facção terrorista aliada do Hamas.

    Netanyahu rompe trégua e ordena 'ataques poderosos' contra Gaza

  • Austríaco quebra recorde mundial após surfar a mesma onda por mais de 8h

    Austríaco quebra recorde mundial após surfar a mesma onda por mais de 8h

    (UOL/FOLHAPRESS) – O austríaco Maximilian Neuböck entrou para o Guinness World Records ao passar oito horas, cinco minutos e 44 segundos surfando sem parar em uma onda de rio artificial -o que o torna oficialmente o homem que mais tempo passou surfando uma mesma onda na história.

    O QUE ACONTECEU

    A façanha aconteceu na The RiverWave, considerada a maior onda de rio artificial da Europa, localizada em Ebensee, na Áustria.

    Diferente das ondas do mar, trata-se de uma onda estacionária, onde o surfista permanece deslizando sobre o mesmo ponto enquanto a água corre em alta pressão.

    Durante o desafio, Neuböck não desceu da prancha nem por um segundo. Sem pausas para banheiro, descanso ou alimentação, ele improvisou: tomou sopa, comeu pizza e bebeu energético – Tudo enquanto seguia equilibrado sobre a prancha.

    “Só quando completou mais de oito horas de surfe, ele finalmente teve certeza de que havia batido o recorde”, informou o Guinness em comunicado. “Foi então que voltou à margem, exausto, mas eufórico, e se jogou na água para celebrar.”

    RECORDE ANTERIOR

    O recorde anterior era de 2011, quando o panamenho Gary Saavedra surfou a esteira de um barco por 3 horas e 55 minutos, percorrendo 43,1 milhas no Canal do Panamá.

    A diferença, no entanto, é que Saavedra surfou em águas abertas, enquanto Neuböck manteve-se em uma onda parada.

    A prioridade de Endrick é atuar fora da Espanha e em uma equipe que dispute a Liga dos Campeões, segundo o tabloide espanhol ‘As’

    Folhapress | 13:15 – 28/10/2025

    Austríaco quebra recorde mundial após surfar a mesma onda por mais de 8h

  • Globo inicia dança das cadeiras nos telejornais na quinta-feira

    Globo inicia dança das cadeiras nos telejornais na quinta-feira

    César Tralli assume o comando do JN ao lado de Renata Vasconcellos a partir de 3 de novembro; trocas nas bancadas acontecem no Hora 1, Jornal Hoje e Jornal Nacional

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A TV Globo dá início, nesta quinta-feira (30), a uma grande reestruturação em seus principais telejornais, marcando a estreia de uma nova fase na apresentação de suas bancadas.

    A dança das cadeiras começa com o Hora 1 e o Jornal Hoje, e culminam com a passagem simbólica de bastão do Jornal Nacional, na sexta-feira (31), em uma sequência de transmissões ao vivo com momentos de despedida e boas-vindas.

    A primeira troca acontece no Hora 1. Na quinta-feira (30), Roberto Kovalick se despede do comando do telejornal e passa a bancada para Tiago Scheuer, que estreia oficialmente na madrugada de sexta-feira. Kovalick, por sua vez, segue para um novo desafio: ele assumirá o Jornal Hoje, em substituição a César Tralli.

    Mais tarde, no mesmo dia, será a vez do JH viver sua transição ao vivo. Ao final da edição, Tralli fará sua despedida emocionante após três anos à frente do telejornal, recebendo Kovalick no estúdio em um gesto de continuidade.

    Na sexta-feira (31), será a vez da já anunciada despedida de William Bonner do Jornal Nacional. Ele encerrará sua trajetória de quase três décadas na bancada mais importante do país ao lado de Renata Vasconcellos, que seguirá no comando. Ao fim da edição, o estúdio do JN receberá César Tralli, que assume o posto de âncora a partir de segunda-feira, 3 de novembro.

    A emissora prepara entradas ao vivo em todos os telejornais para marcar as trocas de comando.

    Globo inicia dança das cadeiras nos telejornais na quinta-feira

  • Renan quer concluir votação de IR e ainda busca solução para tema não voltar à Câmara

    Renan quer concluir votação de IR e ainda busca solução para tema não voltar à Câmara

    Renan Calheiros (MDB- AL) quer concluir votação de IR até semana que vem e ainda busca solução para tema não voltar à Câmara

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O senador Renan Calheiros (MDB- AL) afirmou nesta terça-feira (28) que o projeto de lei que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil deve ter seu trâmite concluído no Senado na semana que vem, até dia 8 de novembro, no máximo. Ele é o relator do projeto na Casa.

    Segundo ele, havia um compromisso para que a proposta do governo Lula (PT) não levasse mais do que 30 dias de trâmite no Senado. Ela é considerada pelo Planalto um trunfo para a futura campanha eleitoral do petista e, na Câmara dos Deputados, levou 7 meses para ser aprovada, com a inclusão de pontos que não estavam originalmente previstos.

    Adversário político de Renan, o deputado federal Arthur Lira (PP-AL), relator do tema na Câmara, tem dito que todas as alterações foram feitas com aval da Fazenda.

    Apesar do prazo anunciado, Renan ainda não sabe como fará para encerrar o assunto no Senado sem a necessidade de o texto voltar para a Câmara. Isso porque qualquer alteração substancial provoca a volta da proposta para nova análise da Casa vizinha, o que Renan diz não querer de jeito nenhum.

    Renan diz que as inclusões feitas pela Câmara não têm a devida compensação financeira e quer resolver isso no Senado. Ele acredita que isso será possível em um projeto paralelo, separado do texto central do IR. “Vou apresentar a compensação. Fazer aqui no Senado o que eles deixaram de fazer na Câmara”, disse o emedebista à imprensa.

    Para isso, Renan estaria aguardando cálculos da Fazenda. A expectativa é que ele apresente seu relatório ainda nesta terça, após um encontro com o ministro Fernando Haddad.

    Além de prever isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês, a proposta determina a redução gradual da alíquota do IR para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350.

    Para compensar a renúncia fiscal, o projeto prevê a tributação de lucros e dividendos na fonte e a criação de um “imposto mínimo” de até 10% para pessoas com renda superior a R$ 600 mil por ano.

    Renan quer concluir votação de IR e ainda busca solução para tema não voltar à Câmara

  • Bolsonaro acumula reveses e vê prejuízo ampliado por prisão e troca de farpas na direita

    Bolsonaro acumula reveses e vê prejuízo ampliado por prisão e troca de farpas na direita

    Jair Bolsonaro já está inelegível e agora enfrenta outra condenação, criminal, pela atuação na trama golpista, cuja pena é de 27 anos e três meses de prisão

    BRASÍLIA, DF, E WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acumulou reveses nos últimos dias com a conversa entre Lula (PT) e Donald Trump, o projeto da anistia emperrado no Congresso e os seus recursos se esgotando no STF (Supremo Tribunal Federal).

    Ele chega à reta final do processo da trama golpista diante de uma possível determinação de regime fechado, com um agravante: a fragmentação do seu grupo político. O ex-presidente se queixou a interlocutores de brigas e trocas de farpas entre aliados.

    Na avaliação que externou, o isolamento trazido pela prisão domiciliar, na qual está desde 4 de agosto, tem gerado como consequência essas divergências internas.

    A domiciliar foi imposta após o STF entender que Bolsonaro descumpriu medidas cautelares impostas anteriormente, como não usar redes sociais próprias ou por meio de terceiros. Há duas semanas, o ministro Alexandre de Moraes confirmou a decisão, afirmando haver risco de fuga.

    A medida se somou a outras más notícias para o ex-presidente.

    No último domingo (26), Lula e Trump se encontram pela primeira vez. A expectativa é de que o governo petista consiga, com as negociações, reverter ao menos parte das tarifas comerciais ou reduzir os porcentuais. E, com isso, os bolsonaristas admitem que ele deve lucrar politicamente, como mostrou a Folha.

    Lula já vinha numa onda crescente de notícias positivas, em que conseguiu reverter a rejeição ao seu governo, sobretudo calcado no discurso de soberania, em contraposição à atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, nos Estados Unidos.

    Em paralelo, o projeto de anistia aos condenados do 8 de Janeiro, principal aposta para evitar uma prisão de Bolsonaro em regime fechado, emperrou no Congresso.

    O cenário fica ainda mais agravado em meio a brigas e polêmicas públicas no seu campo político. Na avaliação de um interlocutor, com o ex-presidente afastado do dia-a-dia das discussões políticas, seu grupo se dispersou e cada um atua como for melhor para si. Bolsonaro acreditaria que, se não estivesse preso, poderia ter sentado com aliados e resolvido suas diferenças.

    Um dos exemplos citados por seus interlocutores é o da discussão nas redes sociais entre o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), e o senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI).

    Caiado disputa o espólio eleitoral da direita ao Planalto e acusa Ciro de se colocar como “porta-voz” do Bolsonaro, “o que não é”. O senador, por sua vez, disse que ele estava com tempo para polêmicas vazias. “Nosso adversário é Lula. Caiado, pode falar qualquer coisa: você está certo. Satisfeito?”.

    Intermediários entraram no circuito, e Caiado deve ter uma conversa com Bolsonaro nas próximas semanas, a primeira entre os dois desde que o ex-presidente foi preso. Nesse período, ele esteve com Ciro Nogueira duas vezes.

    Na época, o governador de Goiás defendeu à Folha que a direita tivesse mais de um nome concorrendo contra Lula (PT) em 2026. Para ele, um candidato sozinho contra o governo federal será colocado numa “máquina de triturar” que ninguém aguenta.

    O senador, por sua vez, defende uma união dos presidenciáveis em torno de um nome único, o mais viável eleitoralmente -hoje, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    O embate sobre quem será o candidato apoiado por Bolsonaro em 2026 é o que tem suscitado a maior parte das discussões hoje na direita.

    Bolsonaro já está inelegível e agora enfrenta outra condenação, criminal, pela atuação na trama golpista, cuja pena é de 27 anos e três meses de prisão.

    CANDIDATURA DE EDUARDO

    Eduardo Bolsonaro tem sido o pivô de muitas das discussões no seu campo político. Se outrora o papel do filho mais combativo nas redes sociais ficava com o vereador Carlos Bolsonaro (PL), agora está com Eduardo, que se coloca como candidato à Presidência -mesmo que dos Estados Unidos e sem previsão de retorno.

    A intenção de Eduardo de se lançar candidato a partir dos EUA e mesmo contra a vontade do pai foi revelada pela Folha e tem enfrentado críticas mesmo de quem era aliado até há pouco.

    Ele já teve entreveros com Ciro Nogueira, com os governadores de direita, mais notadamente Tarcísio, e com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, entre outros.

    O parlamentar assumiu uma posição mais ideologizada e radicalizada nos EUA. Ele coloca a anistia como condição para reverter o tarifaço -ponto de inflexão no bolsonarismo neste ano, que rachou a base e trouxe desgaste ao grupo político.

    Segundo relatos de aliados, o senador Flávio Bolsonaro viajou para os Estados Unidos a pedido do pai para alinhar discurso com o irmão.

    Aliados de Eduardo dizem que eles conversaram sobre 2026 e que os dois estarão juntos apoiando o mesmo candidato que o ex-presidente -o que, até o momento, dizem ser ele próprio.

    Para demonstrar uma situação menos belicosa, bolsonaristas estão numa contagem e dizem que Eduardo está há 20 dias sem criticar o governador de São Paulo. Ainda assim, pessoas próximas ao deputado dizem que isso não significa nenhum tipo de alinhamento ao governador.

    Eduardo mantém a defesa de que o candidato a presidente deve ser um integrante da família Bolsonaro. Se não for o pai, ele afirma em conversas, ele próprio se lançará à Presidência para inviabilizar o que ele vê como sendo a candidatura ligada ao centrão.

    Havia a expectativa entre integrantes desses partidos de que Flávio convencesse o irmão a atenuar o tom e promover uma união da direita durante a viagem aos EUA.

    Aliados de Eduardo afirmam, porém, que isso não ocorreu e que os dois devem trabalhar para que Bolsonaro ou outro integrante da família seja candidato.

    Num sinal desse suposto alinhamento, Flávio sugeriu em publicação no X (antigo Twitter) que os Estados Unidos ataquem barcos que carreguem drogas no Rio de Janeiro.

    O senador Cleitinho (Republicanos-MG), que buscará mandato de governador em Minas , deu uma declaração classificando o lançamento da candidatura à presidência de Eduardo como imprudente.

    Em resposta, o deputado escreveu no X, antigo Twitter: “Imprudente foi darmos a vaga do Senado para você. Mas muitos dos nossos erros iremos corrigir”.

    Bolsonaro acumula reveses e vê prejuízo ampliado por prisão e troca de farpas na direita