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  • Câmara aprova isenção de IR até R$ 5.000 e imposto mínimo para alta renda, em votação unânime

    Câmara aprova isenção de IR até R$ 5.000 e imposto mínimo para alta renda, em votação unânime

    Além de promessa da última campanha, a isenção do IR também é a principal aposta do PT para alavancar a popularidade de Lula em ano eleitoral. A medida ainda inclui um desconto no imposto de quem ganha entre R$ 5.000 e R$ 7.350 mensais

    (FOLHAPRESS) – A Câmara dos Deputados deu sinal verde para uma das principais promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês. O plenário aprovou nesta quarta-feira (1º) o projeto, que ainda precisa passar pelo Senado Federal antes de começar a valer em 2026.

    Além de promessa da última campanha, a isenção do IR também é a principal aposta do PT para alavancar a popularidade de Lula em ano eleitoral. A medida ainda inclui um desconto no imposto de quem ganha entre R$ 5.000 e R$ 7.350 mensais.

    Ao todo, a desoneração da base da pirâmide de renda deve beneficiar até 16 milhões de contribuintes a um custo de R$ 31,2 bilhões no ano que vem, segundo o relator, deputado Arthur Lira (PP-AL). Para compensar a perda desses recursos, o governo propôs a criação de um imposto mínimo sobre a alta renda, também aprovado apesar das resistências.

    O projeto do IR teve apoio unânime do plenário, com 493 votos favoráveis e nenhum contrário. O apoio veio tanto de parlamentares da base aliada quanto do centrão e da oposição. Todos os partidos orientaram a favor da medida, em um desfecho classificado como histórico tanto pela cúpula da Câmara quanto por integrantes do governo.

    “Encerramos essa votação em um dia histórico para o Brasil e para esta Casa. A aprovação da isenção de Imposto de Renda é um marco de justiça fiscal, mas também de união. Aqui demonstramos que, quando o tema é o bem-estar das famílias brasileiras, não há lados nem divisões. É interesse do país”, afirmou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), minutos antes de encerrar a votação.

    “Um dia histórico. Começamos a enfrentar nossa principal chaga: nossa inaceitável desigualdade”, escreveu o ministro Fernando Haddad (Fazenda) na rede social X (ex-Twitter). Dois de seus auxiliares, os secretários Robinson Barreirinhas (Receita Federal) e Marcos Pinto (Reformas Econômicas), além da ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) acompanharam a votação dentro do plenário.

    O presidente Lula classificou o resultado de “vitória em favor da justiça tributária e do combate à desigualdade no Brasil” e agradeceu a Motta e Lira pela aprovação do projeto. O petista ainda demonstrou confiança de que a proposta também terá amplo apoio do Senado.

    Apesar das resistências de parte dos deputados, Lira manteve em seu parecer a proposta do governo de criar um imposto mínimo de 10% sobre a alta renda. O alvo da medida são 141 mil contribuintes que recolhem, em média, uma alíquota efetiva de 2,5% -abaixo do que pagam profissionais como policiais (9,8%) e professores (9,6%).

    A alíquota efetiva reflete a proporção de impostos recolhidos em relação à renda total. Embora a tabela do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) preveja cobranças de até 27,5%, a legislação prevê uma série de deduções (como despesas médicas) e rendimentos isentos (como dividendos de empresas), que servem para reduzir o peso do tributo.

    Para a equipe de Haddad, essa estrutura é injusta, uma vez que são os contribuintes de maior renda que se beneficiam dessas deduções e isenções. A pasta elaborou estudos em que concluiu que taxar a alta renda melhor a desigualdade, e o governo deflagrou uma ofensiva nas redes sociais em defesa da medida.

    Pela proposta, o chamado imposto mínimo será cobrado progressivamente de quem ganha a partir de R$ 50 mil mensais (cerca de R$ 600 mil anuais), sempre que a cobrança regular tiver ficado abaixo do piso estipulado. O mínimo de 10% vale para rendas a partir de R$ 1,2 milhão ao ano, e a cobrança será feita pela diferença: se o contribuinte já recolheu 2,5%, o imposto devido será equivalente aos outros 7,5%.

    A implementação da isenção para quem ganha até R$ 5.000 depende diretamente da aprovação dessa medida de compensação. Trata-se de uma exigência da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) e uma necessidade do governo para não desequilibrar o Orçamento.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, a isenção para a base da pirâmide era consenso entre os deputados, mas a batalha no plenário se daria em torno da compensação. Durante o último mês, parlamentares da oposição e de parte do centrão se movimentaram para tentar derrubar o aumento do IR para os mais ricos, o que não prosperou no plenário.

    “Se falava muito: ‘ah como vamos resolver as compensações?’, mas na verdade todos que votaram aqui votaram também, mesmo contrariados, a favor das compensações”, afirmou o deputado Afonso Motta (PDT-RS) durante a sessão.

    Na última versão do seu relatório, apresentada nesta quarta, Lira incluiu a previsão de repasse trimestral a estados e municípios que tiverem perdas de arrecadação com as mudanças na tributação. O parlamentar também estipulou que os rendimentos com debêntures incentivadas de infraestrutura não serão alvo do imposto mínimo.

    Lira ainda fez alterações para explicitar o prazo pelo qual a distribuição de lucros e dividendos auferidos pelas empresas até 31 de dezembro de 2025, sob a regra atual que isenta esses rendimentos, permanecerá livre da incidência de imposto.

    A previsão era que, após a sanção da nova lei, a Receita Federal publicasse uma norma estipulando um prazo de três anos para o pagamento desses dividendos livres de imposto, mas houve o temor de que o governo bloqueasse essa reivindicação. Por isso, o relator incorporou o acordo ao texto do projeto de lei, explicitando essa garantia até 2028.

    Lira também fez alterações para garantir que recursos dedicados pelas instituições ao Prouni (Programa Universidade Para Todos) sejam considerados como imposto pago pelas pessoas jurídicas na hora de calcular a alíquota efetiva das empresas.

    O relator ainda fez ajustes na tributação dos cartórios. O novo texto prevê que os repasses obrigatórios feitos ao Judiciários ficarão livres da incidência do imposto.

    Lira rejeitou a maior parte das emendas apresentadas, pois muitas resultariam em renúncia adicional de receitas e não previam a devida compensação.

    Para acelerar a votação, ele articulou uma estratégia para barrar a votação de destaques que poderiam alterar o texto final da proposta, incluindo aqueles que poderiam afetar a criação do imposto mínimo. Ele chegou a mudar seu parecer para derrubar uma proposta do Novo e do PSB que tentava emplacar a correção anual da tabela do IRPF pela inflação (obrigação que hoje não existe e poderia pressionar as contas públicas no futuro).

    Numa tentativa de acordo, Lira incluiu um artigo que exige do Executivo o envio de um projeto de lei prevendo uma política nacional de atualização da tabela, no prazo de um ano, o que atendeu ao PSB. Ainda assim, o Novo insistiu no pedido de destaque. O relator então decidiu alterar seu parecer para declarar a inadequação financeira da medida e, assim, derrubar a estratégia do Novo.

    Antes da votação, uma medida aventada por representantes do centrão foi incorporar ao projeto do IR as medidas de aumento de impostos apresentadas pelo governo na MP (medida provisória) 1.303, de junho deste ano. A equipe econômica, porém, rejeitou essa opção porque conta com a arrecadação das duas medidas (MP e imposto mínimo) para fechar as contas de 2026.

    O texto do IR foi aprovado em comissão especial no mês de julho. No mês seguinte, os deputados aprovaram o regime de urgência do projeto, que acelera a tramitação.

    Sua aprovação em plenário ocorre mais de seis meses após a apresentação da proposta pelo Executivo e representa uma tentativa do Legislativo de retomar a pauta econômica após a repercussão negativa de temas encampados pelo centrão, como a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Blindagem e a anistia aos condenados por atos golpistas.

    Diante do desgaste na opinião pública, inclusive com manifestações nas ruas, a votação do IR e projetos de segurança pública se tornaram a aposta de Hugo Motta para tentar demonstrar o avanço de propostas de impacto para a população.

    Câmara aprova isenção de IR até R$ 5.000 e imposto mínimo para alta renda, em votação unânime

  • Deputada do PT está em flotilha interceptada por Israel a caminho de Gaza

    Deputada do PT está em flotilha interceptada por Israel a caminho de Gaza

    Luizianne Lins (PT) é uma das 15 brasileiras a bordo; dois barcos da comitiva humanitária, o Alma e Sirius, foram interceptados por Israel na tarde desta quarta-feira (1)

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) está na flotilha humanitária interceptada por Israel nesta quarta-feira (01), que levaria alimentos e medicamentos a Gaza.

    Luizianne Lins é uma das 15 brasileiras a bordo. Dezenas de voluntários de mais de 40 países estavam a caminho de Gaza para levar alimentos e medicamentos.

    A informação foi confirmada nas redes sociais da deputada. “As autoridades brasileiras e organismos internacionais já estão sendo acionados para acompanhar a situação e garantir a integridade da parlamentar e de todos os voluntários”, diz a postagem. Luizianne é deputada federal desde 2015 e foi prefeita de Fortaleza entre 2005 e 2012.

    Dois barcos da comitiva humanitária, o Alma e Sirius, foram interceptados por Israel por volta das 16h. A informação foi confirmada pelo canal Al Jazeera junto a tripulantes. A Flotilha Global Sumud (palavra que significa “resiliência” em árabe) saiu de Barcelona no começo de setembro e estava próxima da costa do enclave palestino.

    Mais cedo, o grupo disse que navios militares israelenses realizaram “manobras de intimidação”. Segundo o ativista brasileiro Thiago Ávila, a conexão da área foi parcialmente cortada, o que interrompeu algumas transmissões ao vivo e também impactou a navegação.

    Além de Ávila e Luizianne, há outros 13 brasileiros nas embarcações. Entre eles, a vereadora de Campinas Mariana Conti (PSOL) e a presidente estadual do PSOL do Rio Grande do Sul Gabrielle Tolloti.

    Anistia internacional pediu proteção à flotilha. Em publicação nas redes sociais, a entidade disse que o grupo entrou em área de alto risco e que os “os estados têm responsabilidade de garantir a passagem segura das embarcações”.

    Outras flotilhas que tentaram ajudar Gaza foram paradas na mesma região. Em outras ocasiões, seus ocupantes foram detidos pelo Exército israelense e deportados em seguida.

    Deputada do PT está em flotilha interceptada por Israel a caminho de Gaza

  • Parque Olímpico recebe comitiva de avaliação de candidatura a Pan 2031

    Parque Olímpico recebe comitiva de avaliação de candidatura a Pan 2031

    O Parque Olímpico da Barra da Tijuca recebeu nesta quarta-feira (1) a primeira visita técnica da Comissão de Avaliação da Panam Sports (entidade máxima do esporte olímpico nas Américas) da candidatura de Rio de Janeiro e Niterói para os Jogos Pan-americanos de 2031. A expectativa é de que a comitiva, formada por cinco integrantes, percorra as principais instalações esportivas das cinco zonas de competição previstas para os Jogos até a próxima sexta-feira (3).

    O ponto de partida da visita foi no Parque Aquático Maria Lenk, onde funciona o Centro de Treinamento do COB. De lá, a comitiva seguiu para o Ginásio Educacional Olímpico Isabel Salgado, Museu Olímpico do Rio, Velódromo Olímpico, Arena Carioca 1 e Arena Olímpica (Farmasi Arena).

    De volta ao Centro de Treinamento do COB, a Comissão de Avaliação conheceu em detalhes o Centro de Ginástica Artística. Os representantes da Panam Sports também estiveram no Centro de Alta Performance do COB. 

    “É uma honra para a Panam Sports estar aqui no Rio de Janeiro e em Niterói, uma alegria enorme. A ideia desta visita é poder reconfirmar todas as propostas que Rio e Niterói apresentaram em seu dossiê de candidatura. Vamos analisar em detalhes durante esses três dias todo o planejamento, infraestrutura e a programação preparada. Agradeço às cidades por seguirem esse processo, que se decidirá no dia 10 de outubro”, declarou o presidente da Panam Sports, Neven Ilic.

    “Estamos muito felizes com a visita da Panam Sports. Sabemos da capacidade das nossas cidades em entregar grandes eventos esportivos para o mundo. Temos trabalhado bastante e esta visita será muito proveitosa. Estamos confiantes. Temos um projeto de muita cooperação com os outros países das Américas, já que nossas estruturas estão praticamente prontas. Queremos deixar um legado de conhecimento para compartilhar com os outros países. Tenho certeza de que Rio e Niterói estarão prontas para dar um grande espetáculo como sempre fizemos. Agora é trabalhar até o final para conquistarmos no dia 10 o direito de sediar os Jogos Pan-americanos”, afirmou o presidente do COB, Marco La Porta.

    O Campeonato Brasileiro passará a ser disputado ao longo de todo o ano, entre 28 de janeiro e 2 de dezembro, com a pausa para a Copa do Mundo

    Folhapress | 14:24 – 01/10/2025

    Parque Olímpico recebe comitiva de avaliação de candidatura a Pan 2031

  • Sem acordo, EUA mantêm shutdown e interrompem serviços em agências federais

    Sem acordo, EUA mantêm shutdown e interrompem serviços em agências federais

    Este é o primeiro shutdown nos Estados Unidos desde o mais longo da história -que durou 35 dias- há quase sete anos, durante o primeiro mandato de Donald Trump

    SÃO PAULO, SP E PELOTAS, RS (FOLHAPRESS) – O governo dos Estados Unidos começou o shutdown (apagão econômico) após a 0h desta quarta-feira (1º), depois que legisladores e o presidente Donald Trump não superaram um impasse orçamentário em tensas negociações no Congresso em torno do financiamento para as agências federais.

    Novas votações foram realizadas ao longo do dia, algumas horas após o início do shutdown, mas não houve acordo novamente -o que significa que o apagão continuará e dá indícios de uma dura disputa entre republicanos e democratas.

    O Senado rejeitou a contraproposta dos democratas de financiar o governo. Em seguida, a maioria dos democratas da Casa votou novamente para barrar o projeto republicano de gasto provisório, que manteria o financiamento nos níveis atuais.

    No primeiro dia de shutdown, parques, museus e bibliotecas foram fechados em todo o país. Milhares de funcionários de inúmeros departamentos foram afastados. Enquanto isso, o governo Trump reforçou a tática de responsabilizar os democratas pela paralisação.

    O Escritório de Orçamento do Congresso estima que cerca de 750 mil funcionários serão colocados em licença não remunerada a um custo diário de US$ 400 milhões em compensação perdida.

    Este é o primeiro shutdown desde o mais longo da história -que durou 35 dias- há quase sete anos, durante o primeiro mandato de Trump.

    O impasse também pode levar à perda de milhares de empregos federais. A 15ª paralisação do governo desde 1981 pode adiar a divulgação do aguardado relatório mensal de empregos, desacelerar o tráfego aéreo, suspender pesquisas científicas, reter o pagamento das tropas americanas e levar à licença de 750 mil funcionários federais a um custo diário de US$ 400 milhões.

    Em jogo no financiamento do governo estão US$ 1,7 trilhão para operações de agências, o que representa aproximadamente um quarto do orçamento total do governo de US$ 7 trilhões. Grande parte do restante vai para programas de saúde, aposentadoria e pagamentos de juros sobre a crescente dívida de US$ 37,5 trilhões.

    Analistas independentes alertam que a paralisação pode durar mais do que os fechamentos relacionados ao orçamento do passado, com Trump e funcionários da Casa Branca ameaçando punir os democratas com cortes em programas governamentais e na folha de pagamento federal.

    O diretor de orçamento de Trump, Russell Vought, ameaçou fazer demissões permanentes na semana passada no caso de uma paralisação.

    “Tudo o que eles querem fazer é tentar nos intimidar. E eles não vão ter sucesso”, disse o líder democrata do Senado, Chuck Schumer, em um discurso no plenário um dia após uma reunião na Casa Branca com o presidente e líderes do Congresso que terminou com os dois partidos muito distantes.

    Os republicanos têm maioria em ambas as câmaras do Congresso, mas as regras legislativas exigem que 60 dos 100 senadores concordem com a legislação de gastos. Isso significa que pelo menos sete democratas são necessários para aprovar um projeto de lei de financiamento.

    Os democratas estão sob pressão em torno das eleições de meio de mandato de 2026, que determinarão o controle do Congresso para os dois últimos anos do mandato de Trump.

    Junto com os subsídios de saúde estendidos, os democratas também buscaram garantir que Trump não seja capaz de desfazer mudanças caso elas sejam transformadas em lei. Trump se recusou a gastar bilhões de dólares aprovados pelo Congresso, levando alguns democratas a questionar por que deveriam votar em qualquer legislação de gastos.

    O professor da Universidade de Chicago, Robert Pape, disse que o clima político polarizado dos EUA após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk e o crescente poder nas alas extremas de ambos os partidos pode dificultar que os líderes partidários concordem com um acordo para reabrir o governo.

    “As regras da política estão mudando radicalmente e não podemos saber com certeza onde tudo isso vai terminar”, disse Robert Pape, professor de ciência política da Universidade de Chicago, que estuda violência política.

    “Cada lado teria que recuar contra dezenas de milhões de apoiadores verdadeiramente agressivos, seus próprios eleitores, o que vai ser realmente difícil para eles fazerem”.

    Sem acordo, EUA mantêm shutdown e interrompem serviços em agências federais

  • Israel intercepta flotilha rumo a Gaza e afirma que levará ativistas para porto

    Israel intercepta flotilha rumo a Gaza e afirma que levará ativistas para porto

    Os barcos carregavam itens como alimentos não perecíveis, filtros para água, medicamentos, próteses e fórmulas infantis para população palestina que está sendo expulsa de suas terras pelo governo de Israel

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Ministério de Relações Exteriores de Israel afirmou nesta quarta-feira (1º) que navios da Marinha interceptaram a tripulação dos cerca de 40 barcos que compõem a flotilha que pretendia levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

    Em vídeo divulgado nas redes sociais, a ativista sueca Greta Thunberg, um dos principais nomes da iniciativa, aparece sentada e entregando seus pertences a um militar israelense. Segundo a chancelaria, “Greta e seus amigos estão sãos e salvos” e serão levados para o porto israelense de Ashdod, próximo do território palestino.

    Antes da interceptação efetiva, Tel Aviv havia advertido os ativistas para mudarem de rota e seguirem até Ashdod, onde o carregamento para os palestinos poderia ser desembarcado e transferido até Gaza por “canais seguros”. Os organizadores da iniciativa já haviam dito que a proposta não seria aceita.

    “Nossas embarcações estão sendo ilegalmente interceptadas. Câmeras estão desligadas, e os barcos estão sendo abordados por militares”, disseram os organizadores em post nas redes sociais publicado às 15h34 de Brasília.

    Os barcos carregavam itens como alimentos não perecíveis, filtros para água, medicamentos, próteses e fórmulas infantis.

    Por volta das 17h de Brasília, segundo a assessoria da flotilha, os barcos Alma, Adara e Sirius já haviam sido interceptados, com entrada de militares israelenses. No Alma estavam Greta e o brasileiro Thiago Ávila, outra figura de destaque do grupo.

    O Adara transportava os brasileiros Mansur Peixoto, criador do projeto História Islâmica, e Ariadne Telles, advogada e apontada pelos organizadores como militante da luta pela terra na Amazônia. Por fim, no Sirius estavam embarcados Mariana Conti, vereadora de Campinas pelo PSOL; Nicolas Calabrese, professor e coordenador da Rede Emancipa no Rio de Janeiro; Bruno Gilga, funcionário da USP; Lisiane Proença, identificada pelo grupo como comunicadora popular; e Magno Costa, diretor do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP).

    Em nota, os organizadores da operação batizada de Global Sumud Flotilla -“sumud” pode ser traduzido como resiliência, em árabe- afirmaram que, “apesar da interceptação de algumas embarcações”, a flotilha se encontrava a 70 milhas náuticas (cerca de 130 km) do litoral de Gaza e seguiria adiante, “sem se deixar deter”.

    As tensões aumentaram nos últimos dias após a flotilha anunciar ter sido alvo de drones a caminho de Gaza. Itália e Espanha mobilizaram barcos do Exército para ajudar em possíveis resgates, mas afirmaram que não se envolveriam militarmente. Essas embarcações europeias acompanhariam o grupo apenas até certo ponto do percurso, por questões de segurança.

    O chanceler da Itália, Antonio Tajani, afirmou à TV estatal RAI que Israel lhe garantiu não fazer uso da força para desmobilizar a iniciativa. “Falei com o ministro [Gideon] Saar [chanceler de Israel], que me disse que não haverá ações violentas por parte das forças de Tel Aviv.” Centrais sindicas, que já haviam organizado protestos pró-Palestina e feito uma paralisação em várias cidades italianas, convocaram greve geral nesta sexta-feira (3) em solidariedade à flotilha.

    A frota de barcos partiu de Barcelona, na Espanha, no dia 31 de agosto. Ao longo do trajeto, a iniciativa passou por portos como o de Túnis, na Tunísia, onde outras embarcações se juntaram à flotilha.

    A interceptação ocorre em um momento em que o grupo terrorista Hamas analisa o plano do presidente americano Donald Trump para o fim da guerra.

    O território palestino vive uma crise humanitária sem precedentes, e o governo de Binyamin Netanyahu segue bombardeando e operando na Cidade de Gaza como parte do plano para ocupá-la. Nesta quarta, Tel Aviv anunciou ainda que agora bloqueia palestinos que moram ou se deslocaram ao sul de Gaza de acessarem a porção norte do território.

    Em entrevista à Folha de S.Paulo antes de a flotilha partir, o major Rafael Rozenszajn, um dos porta-vozes das Forças Armadas israelenses, indicou que o país não permitiria que os barcos chegassem a Gaza. “As Forças Armadas vão estar preparadas para garantir que o bloqueio seja aplicado de uma forma absoluta na Faixa de Gaza”, disse ele na ocasião.

    Mais cedo nesta quarta (1º), organizadores da flotilha afirmaram que embarcações israelenses teriam se aproximado de alguns de seus barcos e realizado “manobras perigosas e intimidatórias”.

    Desta vez, a flotilha foi organizada conjuntamente pelos coletivos Global March to Gaza, Sumud Convoy, Sumud Nusantara e coalizão Freedom Flotilla. Eles afirmaram ter arrecadado mais de € 90 mil (R$ 570 mil) em doações.

    As últimas tentativas de abrir um corredor humanitário simbólico por mar foram frustradas pelas forças militares israelenses. Renderam, porém, repercussão midiática e maior visibilidade para o movimento contra o bloqueio.

    Em maio, a embarcação Conscience foi atingida por dois drones em águas internacionais perto da ilha de Malta, às vésperas de levar 80 integrantes e insumos ao território. Na época, funcionários do governo israelense afirmaram que o barco transportava armamentos ao Hamas, o que foi contestado por uma inspeção maltesa.

    Em junho, o veleiro Madleen foi interceptado a 180 km da costa de Gaza com 12 tripulantes, incluindo Greta e Thiago Ávila. O brasileiro ficou preso por cinco dias, isolado em solitária e sob maus-tratos, segundo sua família. Após intervenção do Itamaraty, foi expulso do país.

    O Ministério das Relações Exteriores de Israel chamou o protesto de “iate das selfies” e os ativistas de “celebridades”. Após os tripulantes serem expulsos, publicou na rede social X: “Tchau, tchau. E não se esqueçam de tirar uma selfie antes de partirem”.

    Israel intercepta flotilha rumo a Gaza e afirma que levará ativistas para porto

  • Gato Preto vira réu por tentativa de homicídio em acidente de trânsito e deve ir à júri popular

    Gato Preto vira réu por tentativa de homicídio em acidente de trânsito e deve ir à júri popular

    Acidente aconteceu em 20 de agosto e deixou feridos; laudo apontou que influenciador teria bebido; defesa afirma que está preparada para produzir as provas necessárias

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O influenciador Samuel Sant’Anna da Costa, conhecido como Gato Preto, vai responder pelo crime de tentativa de homicídio com dolo eventual após se envolver em um acidente de trânsito na manhã de 20 de agosto na avenida Brigadeiro Faria Lima, no Itaim Bibi, zona oeste de São Paulo.

    A denúncia contra ele foi feita pelo Ministério Público e aceita pela Justiça. Assim, ele deverá ser julgado pelo Tribunal do Júri. Não há data para que isso aconteça. Ele deve responder o processo em liberdade.

    De acordo com a promotora Ana Paola Ferrari Ambra, Gato Preto ultrapassou o semáforo vermelho ao dirigir o veículo Porsche em velocidade incompatível com a via. Segundo ela, o influenciador estava sob efeito de álcool e droga, o que foi confirmado por um exame toxicológico.

    A reportagem não conseguiu localizar a defesa do influenciador nesta quarta (1º). Em manifestações anteriores, seus advogados afirmaram que o laudo que aponta que ele teria bebido constitui apenas um dos elementos de apuração.

    A defesa também afirmou que algumas informações divulgadas sobre o laudo são distorcidas e que permanece plenamente preparada para produzir todos os meios de prova necessários.

    Os advogados também pediram que o processo fosse colocado em segredo de Justiça, o que não foi aceito.

    O carro conduzido por Gato Preto bateu em um outro veículo, onde estavam pai e filho. Uma das vítimas teve que ser levada a um hospital e teve constatada uma fratura na mandíbula.

    No momento do acidente, ele estava na companhia da influenciadora Bia Miranda. Ambos deixaram o local com auxílio de seguranças antes da chegada da polícia. No entanto, ainda tiveram tempo de retirar pertences que estavam dentro do Porsche.

    Conforme o Ministério Público, ao sair do interior do veículo Gato Preto se mostrou alterado. A Promotoria afirma ainda que ele deu risada do acidente em um primeiro momento, e depois se comportou de maneira agressiva.

    Gato Preto foi encontrado e preso por policiais militares horas depois. Ele estava no imóvel onde mora.

    Em depoimento, uma das vítimas relatou que o influenciador teria ameaçado o pai dela

    A investigação pediu a uma casa noturna onde Gato Preto esteve antes do acidente imagens de câmeras de segurança e o extrato da consumação dele no local.

    A Polícia Civil confirmou ter agendado o depoimento do influenciador para setembro, mas ele não compareceu no 15° DP (Itaim Bibi), responsável pelo caso.

    Gato Preto vira réu por tentativa de homicídio em acidente de trânsito e deve ir à júri popular

  • Rússia lançou drones diretamente contra a Polônia; Kremlin nega

    Rússia lançou drones diretamente contra a Polônia; Kremlin nega

    Pessoas com conhecimento da ação dizem que ela foi mesmo intencional, partindo da base de Charatov; Otan vive tensão com sobrevoo de aparelhos não tripulados, e Dinamarca vê situação mais perigosa desde a 2ª Guerra

    MOSCOU, RÚSSIA (CBS NEWS) – A incursão de drones russos no espaço aéreo da Polônia teve como origem uma mesma base militar e os aparelhos voaram diretamente rumo ao país da Otan. Segundo a Folha ouviu de pessoas com conhecimento da operação na Rússia, ela foi deliberada.

    O relato contraria a versão do Kremlin para o episódio ocorrido na noite de 9 para 10 de setembro que estremeceu ainda mais as relações da Rússia com o Ocidente, já esgarçadas por mais de três anos e meio de guerra na Ucrânia.

    Também lidando com aparições de drones, esses menores e de origem desconhecida até aqui, a premiê dinamarquesa, Mette Frederiksen disse nesta quarta-feira (1º) que a Europa está “na situação mais difícil” desde a Segunda Guerra Mundial e que seus países têm de se unir para enfrentar Moscou.

    No caso polonês, o governo russo disse que os aparelhos se perderam durante um mega-ataque ao oeste ucraniano, junto à fronteira polonesa. Segundo as pessoas consultadas, contudo, os 21 drones que acabaram caindo ou sendo derrubados foram lançados da base da Charatov, em Smolensk (sul russo).

    De lá, seguiram sobrevoando a fronteira entre Ucrânia e Belarus. Eles eram todos modelos Gérbera, uma versão simplificada do drone de ataque Gerânio-2, por sua vez inspirado no desenho iraniano do Shahed-136. Eles estavam desarmados.

    Ajuda a sustentar o relato os resumos da operação feitos pelas forças da Ucrânia e da Polônia, vazados para canais de internet de ambos os países. As rotas designadas são as mesmas citadas à reportagem, com a exceção de um segundo caminho que teria sido usado por três aparelhos passando pelo centro de Belarus.

    O tema é tratado na comunidade de inteligência russa como um segredo de polichinelo. A Polônia e vários países europeus acusaram Moscou pela ação, dizendo que ela visou testar a rapidez de resposta das defesas aéreas polonesas.

    Se houve mobilização rápida, com caças F-16 do país e F-35 da Holanda em ação, ela serviu para provar que a Otan está despreparada para lidar com a nova ameaça dos drones. Foram usados em um número incerto de interceptações mísseis AIM-9X que chegam a custar US$ 500 mil contra aparelhos de US$ 8.500, sem uma taxa de sucesso absoluta.

    Isso levou a Otan, que acusou a Rússia de ter sido irresponsável mas evitou falar em ação deliberada, a criar uma nova operação de reforço de suas fronteiras aéreas a leste, a Sentinela Oriental. Até aqui, contudo, ela só viu mobilizados recursos convencionais, como caças franceses e britânicos sendo enviados para a Polônia.

    Drones que atacam em ondas sucessivas de centenas de aparelhos são um desafio diverso, que implica defesas eletromagnéticos, emprego de baterias de menor calibre e soluções de saturação, como explosivos que formem nuvens de fragmentos e atinjam vários robôs pequenos.

    Isso para não falar nos drones de linha de frente, minúsculos aparelhos domésticos transformados em armas de matar e destruir equipamento, que mudaram a natureza do atrito na Guerra da Ucrânia.

    Outros drones foram interceptados três dias depois da ação na Polônia, na Romênia, que já havia registrado várias quedas de aparelhos atacando o outro lado do rio Danúbio. Os episódios levaram a uma onda paranoica em relação a qualquer tipo de drone.

    Nesta quarta, por exemplo, radares poloneses captaram dois drones suicidas Gerânio-2 próximos de suas fronteiras, sobre a Ucrânia. Foram mobilizados seis F-16 para reagir, mas não foi necessário: os aparelhos caíram no vizinho invadido em 2022.

    Na semana retrasada, os poloneses neutralizaram aparelhos voando sobre prédios do governo em Varsóvia, prendendo na ação três belarussos. Na semana passada, uma série de avistamentos de drones fechou aeroportos na Dinamarca e na Noruega.

    Copenhague chegou ter o apoio de navios da Otan para monitorar a situação, e o governo disse que a ação foi coordenada e proposital, mas que não viu sinais diretos de envolvimento da Rússia, apesar da fala de Frederiksen.

    Houve também um teste mais sério, também negado por Moscou, quando três caças MiG-31 invadiram o espaço aéreo da Estônia no dia 19 passado e circularam numa rota rumo à capital do país báltico, Tallinn. A interceptação neste caso demorou 12 minutos, o que daria tempo de sobra para um ataque à cidade.

    Rússia lançou drones diretamente contra a Polônia; Kremlin nega

  • Dólar fecha em leve alta e Bolsa cai com mercado de olho em paralisação do governo dos EUA

    Dólar fecha em leve alta e Bolsa cai com mercado de olho em paralisação do governo dos EUA

    O dólar avançou 0,10% durante o dia e fechou cotado a R$ 5,328, enquanto o Ibovespa caiu 0,56%, a 145.415 pontos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar reverteu as perdas da manhã desta quarta-feira (1º) e fechou em leve alta, com o mercado repercutindo a paralisação parcial do governo dos Estados Unidos. Novos dados sobre o mercado de trabalho norte-americano também nortearam as negociações. Ao fim do pregão, a moeda avançou 0,10%, cotada a R$ 5,328, enquanto o Ibovespa caiu 0,56%, a 145.415 pontos.

    O financiamento para agências federais dos Estados Unidos expirou na virada para quarta-feira, depois que o Senado rejeitou um projeto de lei de gastos temporários que teria mantido as operações até 21 de novembro.

    Os democratas se opuseram à legislação devido à recusa dos republicanos em anexar uma prorrogação dos benefícios de saúde que irão expirar no final do ano para milhões de norte-americanos. Os republicanos dizem que essa questão deve ser tratada separadamente.

    Não há um caminho claro para sair do impasse. Essa é a 15ª paralisação (ou “shutdown”, em inglês) do governo desde 1981, e não se sabe quanto tempo ela poderá durar.

    Para analistas independentes, a duração poderá ser maior do que a de paralisações passadas que também foram motivadas pelo orçamento, à medida que o presidente Donald Trump e autoridades da Casa Branca ameaçam punir democratas com cortes nos programas do governo e na folha de pagamento federal.

    Ao menos na frente orçamentária, o que está em jogo é um montante de US$ 1,7 trilhão para operações de agências federais -um quarto do orçamento total de US$ 7 trilhões do governo.

    A princípio, os efeitos da falta de verba se darão na interrupção de atividades das agências. O relatório de emprego payroll esperado para sexta-feira, por exemplo, poderá não ser publicado, tampouco os pedidos semanais de auxílio-desemprego de quinta-feira. Viagens aéreas serão atrasadas, pesquisas científicas, suspensas, e até 750 mil funcionários federais poderão ser dispensados, custando US$ 400 milhões ao governo.

    O problema principal para o mercado está na paralisação das agências estatísticas. Dados, sobretudo os de emprego e de inflação, servem como um termômetro da saúde econômica dos Estados Unidos, norteando as decisões de juros do Fed e, por consequência, as de investimento dos operadores.

    O momento é especialmente sensível diante da cautela do Fed quanto ao ciclo de corte de juros, iniciado na reunião de setembro e cuja continuidade depende da evolução dos dados econômicos. A paralisação, segundo analistas, pode afetar tanto a qualidade quanto a pontualidade dos relatórios, diminuindo a visibilidade sobre a economia e, portanto, aumentando a incerteza na tomada de decisões.

    “Para os investidores, a não publicação do payroll em momento em que o Fed está em processo de corte de juros é preocupante”, diz o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em comentário enviado a clientes.

    Nesse sentido, o relatório de emprego ADP, publicado nesta quarta, é um dos poucos termômetros disponíveis para o mercado. “Teremos que nos contentar com ele, um relatório que não tem sido bem correlacionado com o dado oficial e que não mostra a taxa de desemprego”, diz Faria Júnior.

    Os números mostraram que o setor privado dos Estados Unidos fechou 32 mil postos de trabalho no mês passado, após um declínio de 3.000 em agosto. Economistas consultados pela Reuters previam abertura de 50 mil postos.

    A surpresa negativa está levando o mercado a apostar que o Fed irá cortar os juros nas reuniões de outubro e dezembro, pressionando para baixo o dólar e os rendimentos dos treasuries, os títulos ligados ao Tesouro norte-americano. A cautela sobre as próximas divulgações, porém, está levando à fuga de ativos de risco, como o real e outras moedas de mercados emergentes.

    “Se o shutdown perdurar por muito tempo (o último, por exemplo, durou 35 dias), podemos ver o Fed mais cauteloso, pois ele não teria nem os dados do payroll nem os dados de inflação do CPI, sendo obrigado a tomar a decisão de juros apenas com dados alternativos. Mas, dada a predileção do Fed em relação ao mandato de emprego, mesmo nesse cenário de shutdown prolongado, o corte em outubro se torna mais provável após o dado da ADP”, afirma André Valério, economista sênior do Inter.

    Dólar fecha em leve alta e Bolsa cai com mercado de olho em paralisação do governo dos EUA

  • Com novas punições, produção de A Fazenda ameaça expulsar participantes

    Com novas punições, produção de A Fazenda ameaça expulsar participantes

    Descumprimentos de regras renderam novas punições; fazendeiro da semana, Dudu Camargo foi o responsável por anunciar o recado nada amistoso da direção para demais peões do reality show

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A produção de A Fazenda 2025 (Record) alertou que peões que causam punições propositalmente podem ser expulsos do programa.

    Dois descumprimentos de regras renderam novas punições. “Os moradores da baia são proibidos de usar o reservado da sede, pias do banheiro, chuveiros, piscina, ofurô e ducha da área externa (piscina). É obrigatório o uso do microfone durante todo o tempo de permanência”, disse o comunicado da produção.

    Por não seguirem as exigências do reality rural, os peões foram castigados com a falta de gás e o fechamento da academia. “Pelo descumprimento desta regra, vocês terão a prorrogação da punição do gás para mais 24 horas e ficarão sem academia por 48 horas.”

    A produção de A Fazenda 17 ainda ameaçou expulsar os causadores das punições. “A sequência de punições causadas propositalmente pode acarretar consequências específicas para o peão que gerar a punição e até levar à eventual expulsão”, concluiu o Fazendeiro Dudu Camargo, que leu o aviso aos confinados.

    Com novas punições, produção de A Fazenda ameaça expulsar participantes

  • PSG supera ausência de melhor do mundo e bate Barcelona de virada

    PSG supera ausência de melhor do mundo e bate Barcelona de virada

    (UOL/FOLHAPRESS) – O Paris Saint-Germain virou sob o Barcelona nesta quarta-feira e venceu por 2 a 1, no Estádio Lluís Companys, em duelo válido pela segunda rodada da primeira fase da Liga dos Campeões.

    Ferrán Torres abriu o placar para o Barça, mas Mayulu e Gonçalo Ramos viraram para os parisienses. O gol da virada do PSG saiu já no final da partida.
    Com a vitória, o PSG vence a segunda e chega a seis pontos, na terceira colocação. O Barcelona fica com três pontos e cai para 16º na tabela.

    Na próxima rodada, os parisienses encaram o Bayer Leverkusen, enquanto os Culés recebem o Olympiacos. As equipes voltam a campo neste fim de semana, em seus campeonatos nacionais. O PSG joga contra o Lille, no domingo, enquanto o Barça enfrenta o Sevilla, no mesmo dia.

    DEMBÉLÉ FORA E LESIONADOS DOS DOIS LADOS

    Se tem algo que as duas equipes poderiam reclamar para esta partida era da quantidade de lesionados. Do lado do Barcelona, Ter Stegen, Joan García, Gavi, Fermín López e Raphinha estavam fora por problemas físicos.

    Já pelo PSG, além de Marquinhos, o trio de ataque titular foi ausência: Doué, Kvaraskhelia e Dembélé. O último, recém-eleito melhor do mundo, foi o principal desfalque e deixou de fazer confronto contra seu vice-colocado na Bola de Ouro, Lamine Yamal, que também estava lesionado e voltou a ser titular do Barça após cinco partidas.

    Yamal, inclusive, teve um primeiro como de costume, dificultando a vida dos defensores do PSG. No segundo, no entanto, não apareceu tanto e passou em branco no duelo.

    O Paris sofreu com falta de criatividade devido à ausência de seus principais nomes no ataque, mas teve momentos de superioridade e soube aproveitar as chances para sair com a vitória no fim.

    LANCES IMPORTANTES

    Cabeçada perigosa: Aos 11 minutos do primeiro tempo, o PSG chegou com perigo. Após escanteio cobrado por Nuno Mendes, Zbarnyi conseguiu superar Cubarsí e cabecear por cima do gol.

    Em cima da linha!: O Barça respondeu dois minutos depois. Lamine Yamal recebeu no meio de campo e deu lindo passe de três dedos para Ferrán Torres, por trás da defesa. O atacante espanhol driblou o goleirou Chevalier e ia marcar, mas Zabarnyi salvou o gol em cima da linha.

    1×0: Após erro de Vitinha na saída de bola, o Barcelona foi rápido e Rashford deu lindo passe para deixar Ferrán Torres na cara do gol e abrir o placar aos 18.
    Pediu pênalti!: Os Culés ficaram pedindo penalidade em lance onde Eric García tenta dominar na área e recebe contato de Zabarnyi, mas o VAR não interferiu.
    Defesaça!: Aos 29, o PSG teve falta na lateral da área. Hakimi tentou direto no gol, mas Szczesny voou para mandar para escanteio.

    1×1: Após boa jogada pela esquerda, Nuno Mendes encontrou Mayulu, que contou com bote errado de Cubarsí para ficar cara a cara e deslocar Szczesny aos 37. O PSG quase virou na sequência. Após lançamento da defesa, Barcola passou por Gerard Martín, mas bateu por cima do gol.

    Milagre!: O Barcelona quase marcou o segundo aos 18 minutos da etapa final, mas Hakimi salvou o gol. Yamal mandou em profundidade para Ferrán Torres, que cruzou rasteiro. Zabarnyi afastou mal e a bola sobrou limpa para Dani Olmo marcar, mas o lateral-direito do PSG se jogou na frente após ela o chute já ter passado pelo goleiro Chevalier.

    Na trave!: Lee conseguiu entrar na área do Barcelona e, no meio de três marcadores, conseguiu finalizar na trave de Szczesny.
    2×1: Aos 44 minutos, Hakimi recebeu na direita e disparou, encontrando Gonçalo Ramos, que bateu de primeira para virar e dar a vitória ao PSG.

    BARCELONA

    Szczesny; Koundé, Eric García (Christensen), Cubarsí e Gerard Martín (Balde); Frenkie de Jong e Pedri (Bernal); Rashford (Lewandowski), Dani Olmo (Casadó) e Lamine Yamal; Ferrán Torres. T.: Hansi Flick.

    PSG

    Chevalier; Hakimi, Zabarnyi, Pacho e Nuno Mendes; Vitinha, Zaïre-Emery e Fabián Ruiz (Gonçalo Ramos); Mbaye (Lucas Hernández), Barcola (Ndjantou) e Mayulu (Lee Kang-In). T.: Luis Enrique.

    Local: Estádio Olímpico Lluís Companys, em Barcelona (ESP)
    Árbitro: Michael Oliver (ING)
    Assistentes: Stuart Burt (ING) e James Mainwaring (ING)
    VAR: Jarred Gillett (AUS)
    Gol: Ferrán Torres, aos 18′ do 1º tempo (BAR); Mayulu, aos 37′ do 1º tempo e Gonçalo Ramos, aos 44′ do 2º tempo (PSG)
    Amarelos: Frenkie de Jong, Dani Olmo, Casadó e Lamine Yamal (BAR); Nuno Mendes e Hakimi (PSG)

    PSG supera ausência de melhor do mundo e bate Barcelona de virada