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  • Israel aprova pena de morte para palestinos condenados por ataques letais

    Israel aprova pena de morte para palestinos condenados por ataques letais

    Nova legislação prevê pena de morte para palestinos condenados por ataques letais em tribunais militares. Medida atende à ala mais à direita do governo Netanyahu, mas é criticada por opositores, que apontam caráter seletivo e baixa chance de aplicação a israelenses

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Parlamento de Israel aprovou nesta segunda-feira (30) uma lei controversa que estabelece a pena de morte como sentença padrão para palestinos condenados, em tribunais militares, por ataques letais.

    A medida cumpre uma das principais promessas dos aliados de extrema direita do premiê Binyamin Netanyahu, defensores do endurecimento das punições em casos de violência. Ao mesmo tempo, tem sido alvo de críticas: opositores afirmam que a nova legislação tem caráter seletivo, já que não deverá ser aplicada a israelenses condenados por crimes semelhantes.

    A nova lei reflete a guinada à direita de Israel após o ataque liderado pelo Hamas em outubro de 2023 e a subsequente guerra em Gaza. A pena de morte é autorizada no país, porém só duas pessoas foram executadas em seus 78 anos de história, de acordo com o jornal The New York Times.

    Cidadãos israelenses também podem ser punidos com a pena capital em casos de ações que visem “negar a existência do Estado de Israel”. Especialistas mencionados pela publicação americana, entretanto, avaliam que as chances de aplicação da norma a israelenses judeus são mínimas.

    Israel aprova pena de morte para palestinos condenados por ataques letais

  • Tuchel e a onda de lesões: “Estou desiludido, mas não com os jogadores”

    Tuchel e a onda de lesões: “Estou desiludido, mas não com os jogadores”

    A seleção da Inglaterra enfrenta uma série de lesões no elenco, e alguns jogadores já deixaram a concentração para iniciar o processo de recuperação. O técnico Thomas Tuchel demonstrou frustração com a situação, mas deixou claro que não responsabiliza os atletas.

    Noni Madueke, Declan Rice, Bukayo Saka, John Stones e Adam Wharton foram cortados após o empate por 1 a 1 com o Uruguai, na última sexta-feira.

    Tuchel já previa a necessidade de controlar a carga física e, por isso, convocou 35 jogadores para o período de treinos. A ideia era dividir o grupo e reduzir o desgaste, visando os amistosos contra Uruguai e França.

    “Estou frustrado, mas não com os jogadores. Queremos todos saudáveis e motivados”, afirmou.

    “Essa é a realidade do fim de temporada e do fim de março, com atletas atuando em competições europeias e disputando várias taças ao mesmo tempo”, completou.

    O treinador reconheceu que há “alguma preocupação”, já que alguns jogadores acumulam mais minutos em campo do que na temporada passada. Por isso, destacou a importância do descanso, inclusive do ponto de vista mental.

    “Os jogadores precisavam e mereciam uma pausa mental do futebol. Foi possível ver a energia com que voltaram e como se reconectaram neste novo ambiente”, disse.

    Apesar dos problemas, Tuchel ressaltou a importância da concentração, já que é a última antes da Copa do Mundo de 2026.

    “Queremos que eles rendam bem nos clubes, mas a realidade é que este é nosso último período juntos antes de irmos para os Estados Unidos”, afirmou.

    Por fim, o treinador destacou o bom ambiente na seleção, mesmo diante das dificuldades. Ele revelou que alguns atletas lesionados optaram por permanecer com o grupo para seguir o tratamento.

    “É decepcionante, mas não estou irritado com os jogadores. Tive a sensação de que todos queriam estar aqui. Alguns lesionados ficaram para tratar com a equipe. Isso mostra o comprometimento com o grupo. Ninguém saiu imediatamente. O ambiente é muito bom e é assim que deve ser”, concluiu.
     
     

    Karl-Heinz Rummenigge, membro do Conselho de Supervisão do Bayern Munique, aponta Vinícius Júnior como “um dos jogadores preferidos de Florentino” Pérez, presidente do Real Madrid, e recorda o ‘assédio’ da Arábia Saudita.

    Notícias ao Minuto | 14:30 – 30/03/2026

     

    Tuchel e a onda de lesões: “Estou desiludido, mas não com os jogadores”

  • Juros do consignado privado atingem pico de 59,4% em fevereiro, mostra BC

    Juros do consignado privado atingem pico de 59,4% em fevereiro, mostra BC

    A insatisfação de Lula com os juros cobrados na modalidade é antiga e, ao contrário das expectativas do governo, a taxa média segue subindo. No ano passado, o presidente chegou a pedir um diagnóstico do Ministério da Fazenda para baratear o custo do crédito

    (FOLHAPRESS) – A taxa média de juros do consignado privado atingiu o pico de 59,4% ao ano em fevereiro, mostram dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (30). A cobrança de juros abusivos e o avanço do endividamento das famílias são motivos de preocupação para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    O recorde foi registrado depois de uma alta mensal de 2 pontos percentuais. Em 12 meses, a elevação foi de 18,5 pontos percentuais. O patamar é superior ao praticado no mercado antes da implementação da modalidade do consignado para trabalhadores com carteira assinada, lançada pelo governo Lula em março do ano passado. Na época, a taxa média ficava ao redor de 40% ao ano.

    A insatisfação de Lula com os juros cobrados na modalidade é antiga e, ao contrário das expectativas do governo, a taxa média segue subindo. No ano passado, o presidente chegou a pedir um diagnóstico do Ministério da Fazenda para baratear o custo do crédito.

    “Nessa linha específica, se olhar de abril de 2025 para fevereiro de 2026, temos muito mais um cenário de novo patamar da taxa de juros do que uma trajetória de crescimento. Em abril de 2025 era 59,1% [ao ano] e agora passou para 59,4% [ao ano]”, afirmou o chefe do departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, na apresentação dos dados.

    As informações do BC mostraram também queda de 22,5% nas concessões de novos empréstimos para trabalhadores CLT em fevereiro em relação a janeiro, mês com três dias úteis a menos. Foram liberados R$ 7,15 bilhões para trabalhadores celetistas no consignado privado, contra R$ 9,22 bilhões no início de 2026.

    Outra modalidade que registrou alta de juros em fevereiro foi a do rotativo do cartão de crédito, com taxa média de 435,9% ao ano cobrada pelos bancos de pessoas físicas. Houve um aumento de 11,4 pontos percentuais na variação mensal. Nesse segmento, são cerca de 40 milhões de clientes.

    Como mostrou a Folha de S. Paulo, o governo quer mudanças para reduzir o custo do crédito rotativo. Na última quinta (26), Lula disse ter mandado o Ministério da Fazenda elaborar propostas.

    Segundo Rocha, os altos juros cobrados no rotativo puxaram para cima a média das demais operações. Com isso, foi registrada em fevereiro a maior taxa média de juros cobrada em todas as modalidades do país desde o início da série histórica do BC, em março de 2011.

    “Se a gente considerar pessoa física, pessoa jurídica, [crédito] livre, [crédito] direcionado, essa taxa [média de juros] atingiu 33% ao ano no mês de fevereiro e é a maior taxa de juros da série histórica do BC, com crescimento de 0,3 ponto percentual no mês e aumento de 2,6 pontos percentuais em 12 meses”, disse o técnico da autoridade monetária.

    Lula teme impacto sobre sua popularidade em ano eleitoral diante do maior endividamento dos brasileiros. Para auxiliares do presidente, todo o aumento de renda da população está se esvaindo com as dívidas, alterando a percepção dos cidadãos com relação à redução do desemprego e ao controle da inflação e gerando mal-estar com o governo.

    O comprometimento de renda (parcela do orçamento familiar destinado ao pagamento de dívidas e despesas fixas) subiu 0,1 ponto percentual no mês, alcançando 29,3% em janeiro. Esse é o maior patamar da série histórica do BC, iniciada também em março de 2011.

    Segundo Rocha, as operações de crédito emergencial, em especial do rotativo do cartão de crédito, tiveram papel relevante no crescimento do comprometimento de renda da população brasileira.

    O endividamento das famílias situou-se em 49,7% em janeiro (o dado é apresentado pelo BC com defasagem maior), permanecendo estável no mês e aumentando 1,1 ponto percentual em 12 meses.

    No crédito com recursos livres, a inadimplência -pagamento em atraso há mais de 90 dias- subiu 0,2 ponto percentual em fevereiro e alcançou 5,5%, com aumentos equivalentes nas carteiras de pessoas físicas (6,9%) e de pessoas jurídicas (3,3%).

    O crescimento da inadimplência no período recente, contudo, reflete em parte a mudança nas regras contábeis. Desde janeiro, as instituições financeiras não têm mais um prazo limite para classificar esse crédito como prejuízo, de forma que essa inadimplência pode ser pode ser computada por mais tempo.

    No caso do consignado para trabalhadores do privado, a inadimplência saltou para 6,3% em fevereiro, ante 5,4% um mês antes. No rotativo do cartão de crédito, por outro lado, houve queda na inadimplência, de 62,5% em janeiro para 59,7% em fevereiro.

    O rotativo é a linha de crédito mais cara do mercado, recomendada por especialistas apenas em casos emergenciais. Ele é acionado quando o cliente não paga o valor integral da fatura na data de vencimento.

    Segundo especialistas, a escalada do calote entre os mais pobres pode ser explicada pela maior vulnerabilidade a juros altos daqueles que ganham menos, que em geral possuem menos poupança para amortecer choques.

    Na semana passada, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que as taxas de juros cobradas no rotativo do cartão de crédito são punitivas e defendeu uma discussão estrutural sobre a criação de alternativas mais adequadas aos brasileiros.

    Desde janeiro de 2024, está em vigor a norma que estabelece que a dívida de quem atrasa o pagamento da fatura do cartão de crédito não pode superar o dobro do montante original. Isso significa que a taxa de juros é limitada a um teto de 100% do valor da dívida contraída. Esse modelo é conhecido no jargão econômico como “muro inglês.

    Questionado por jornalistas se a medida não se mostrou eficaz após dois anos de implementação, Galípolo disse que o “muro inglês cumpriu seu papel”, mas que “talvez a extensão dessa política precise ser ponderada”.

    Na apresentação das estatísticas, Rocha ressaltou que cerca de metade de um total de 70 empresas que fornecem informações ao Banco Central sobre esse indicador “ou estão com taxa de juros, daqueles devedores maiores, travadas em 100% ou estão ali em 99%, mostrando a efetividade do muro inglês.”

    Desde 2017, os bancos são obrigados a transferir a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado após 30 dias. De acordo com dados do BC, em fevereiro, a taxa média nessa modalidade subiu a 200,2% ao ano -alta de 5,3 pontos percentuais no mês. Esse foi o maior patamar desde abril de 2023.

    O técnico do BC destacou ainda que, ao olhar o estoque, o ritmo de crescimento do crédito está em desaceleração em qualquer uma das métricas observadas pela autoridade monetária (pessoas físicas, pessoas jurídicas, crédito livre ou crédito direcionado).

    CONCESSÕES EM QUEDA

    As concessões a consumidores e empresas somaram R$ 699,8 bilhões em fevereiro, na série que considera os ajustes sazonais. Isso representou uma queda de 0,5% na comparação com janeiro, segundo os dados do Banco Central.

    Para a economista Isabela Tavares, da Tendências Consultoria, a retração mostra que o avanço das taxas de juros para consumidores e o aumento da inadimplência vêm refreando o crédito.

    O spread (diferença entre o custo que as instituições financeiras pagam para captar recursos e os juros cobrados na ponta) dos consumidores subiu mais do que os juros, diz ela. “Parte desse movimento reflete a piora da qualidade da carteira, com maior participação de modalidades emergenciais no último ano.”

    A expectativa, segundo a economista da Tendências, é de nova elevação dos juros nos próximos meses, devido ao maior risco de crédito e ao aumento nos juros futuros.

    “Mais à frente, no fim de 2026 e ao longo de 2027, a tendência é de melhora gradual das condições financeiras, com cortes na Selic [taxa básica de juros] reduzindo o custo de captação e avanços em renegociações e portabilidade aliviando a inadimplência.”

    Em relatório, o Goldman Sachs apontou que acredita que o crédito enfrentará dificuldades nos próximos meses, como consequência das condições monetárias restritivas e da moderação no crescimento e na dinâmica do mercado de trabalho.

    “Por outro lado, o ativismo de crédito por parte dos bancos públicos e as novas linhas de financiamento patrocinadas pelo governo federal e bancos públicos devem amortecer o ciclo de crédito”, afirmou o banco.

    Juros do consignado privado atingem pico de 59,4% em fevereiro, mostra BC

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  • Secretário do Tesouro dos EUA diz que reabertura de Hormuz é questão de tempo

    Secretário do Tesouro dos EUA diz que reabertura de Hormuz é questão de tempo

    O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, informou que Teerã recebeu mensagens por meio de intermediários indicando a disposição de Washington em negociar, após uma reunião dos ministros das Relações Exteriores do Paquistão, Egito, Arábia Saudita e Turquia em Islamabad no domingo (29) para discutir esforços de mediação

    (CBS NEWS) – O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou nesta segunda-feira (30) que o mercado global de petróleo está bem abastecido, com mais navios transitando pelo estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial do commodity.

    “Com o tempo, os Estados Unidos vão retomar o controle do estreito e haverá liberdade de navegação, seja por meio de escoltas norte-americanas ou multinacionais”, declarou Bressent em entrevista à Fox News.

    Horas antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia anunciado que o Irã havia permitido a passagem de 20 navios-tanque com bandeira do Paquistão por Hormuz como um “presente” para a Casa Branca. A permissão faria parte das negociações, que o Irã classificou como “irrealistas, ilógicas e excessivas”.

    Ao mesmo tempo, Trump também voltou a endurecer o discurso contra o Irã e reiterou o alerta ao país para que abra o estreito de Hormuz sob o risco de sofrer novos ataques.

    Ele escreveu em uma publicação nas redes sociais que progressos haviam sido feitos, mas que, se um acordo não fosse feito em breve e se o estreito não fosse imediatamente “aberto para negócios”, os Estados Unidos concluiriam sua “estadia” no Irã explodindo completamente todas as usinas de geração de energia elétrica, poços de petróleo e a Ilha de Kharg.

    Trump também ameaçou atacar as usinas de dessalinização que fornecem água potável no Irã.

    Na semana passada, o presidente norte-americano afirmou que pausaria os ataques às instalações de energia do Irã por 10 dias, até 6 de abril.

    Embora Trump tenha dito que os Estados Unidos e Irã estão progredindo nas negociações, ele também tem enviado mais tropas para a região, levando o regime iraniano a acusar Washington de noticiar negociações enquanto planeja uma invasão terrestre.

    IRÃ REJEITA PROPOSTAS DOS ESTADOS UNIDOS

    O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, informou que Teerã recebeu mensagens por meio de intermediários indicando a disposição de Washington em negociar, após uma reunião dos ministros das Relações Exteriores do Paquistão, Egito, Arábia Saudita e Turquia em Islamabad no domingo (29) para discutir esforços de mediação.

    Em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira, Baghaei criticou as propostas dos Estados Unidos: “nossa posição é clara. Estamos sob agressão militar. Portanto, todos os nossos esforços e forças estão concentrados em nos defender”.

    Baghaei também disse que o parlamento iraniano está analisando uma possível saída do Tratado de Não Proliferação Nuclear, acordo internacional criado para evitar a proliferação de armas atômicas e promover o uso da energia nuclear para fins pacíficos.

    Trump citou a prevenção de que o Irã obtenha armas nucleares como uma das razões para atacar o país em 28 de fevereiro. Por outro lado, Teerã nega estar buscando um arsenal nuclear.

    Secretário do Tesouro dos EUA diz que reabertura de Hormuz é questão de tempo

  • Vamos ter que resolver problemas da família Bolsonaro para ganhar as eleições, diz Valdemar

    Vamos ter que resolver problemas da família Bolsonaro para ganhar as eleições, diz Valdemar

    Existe um racha entre os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), especialmente entre o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Michelle ainda não se engajou na pré-campanha de Flávio

    (CBS NEWS) – O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse na tarde desta segunda-feira (30) que os problemas da família Bolsonaro precisarão ser resolvidos para que o senador Flávio Bolsonaro (PL) possa vencer o presidente Lula (PT) nas próximas eleições.

    Existe um racha entre os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), especialmente entre o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Michelle ainda não se engajou na pré-campanha de Flávio.

    Valdemar participou de um almoço do grupo Lide, do ex-governador João Doria, em São Paulo. O empresário Basilio Jafet perguntou a ele sobre a possibilidade de que brigas na família e falas mais radicais de integrantes do clã possam atrapalhar Flávio Bolsonaro na corrida eleitoral.

    “Se não resolvermos esses problemas dentro da família, o Eduardo não volta para o Brasil. Temos que ganhar as eleições”, disse o presidente do PL. Eduardo está vivendo nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.

    Valdemar afirmou ainda que terá uma reunião com o senador no fim de semana para tratar deste assunto.

    Em sua fala, o presidente do PL defendeu uma mulher para a vaga de vice de Flávio, afirmando que a senadora Tereza Cristina, cotada para o posto, é um “máximo”. Ele também enalteceu o trabalho de Michelle Bolsonaro à frente do PL Mulher.

    Valdemar comentou o caso Master, dizendo que a base do governo Lula não quer assinar uma CPI sobre o assunto. “É um sinal que deve ter gente do governo envolvido nisso”, afirmou.

    A direita bolsonarista vem tentando associar o escândalo do Master ao governo federal, buscando desgastar a imagem de Lula. A pré-campanha de Flávio Bolsonaro acredita que o assunto prejudicará a campanha do presidente.

    Os principais nomes mencionados no caso até o momento, no entanto, são de direita. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), por exemplo, é um dos políticos mais ligados a Daniel Vorcaro, dono do Master, e atuou no Congresso em defesa dos interesses do banco. Vorcaro também era próximo de outros líderes do centrão, como Antonio Rueda, presidente do União Brasil.

    Vamos ter que resolver problemas da família Bolsonaro para ganhar as eleições, diz Valdemar

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  • Preço do petróleo sobe nesta segunda com novos ataques no Oriente Médio

    Preço do petróleo sobe nesta segunda com novos ataques no Oriente Médio

    O contrato de junho do barril Brent, referência mundial, chegou a ser negociado a US$ 109,44, alta de 3,91%, às 22h (horário de Brasília) de domingo (29), mas abaixou para o patamar entre US$ 107 e US$ 108

    (FOLHAPRESS) – O preço do petróleo está em alta nesta segunda-feira (30) com a continuidade dos confrontos entre Israel e Irã, e a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de invadir a ilha de Kharg, por onde a maior parte do petróleo iraniano é exportada.

    O contrato de junho do barril Brent, referência mundial, chegou a ser negociado a US$ 109,44, alta de 3,91%, às 22h (horário de Brasília) de domingo (29), mas abaixou para o patamar entre US$ 107 e US$ 108. Às 13h10 desta segunda-feira (30), ele era vendido a US$ 107,90, subida de 2,45%. Já o contrato de maio era cotado a US$ 112,29, queda de 0,28%.

    Desde o início do conflito, no dia 28 de fevereiro, até a última sexta (27), os futuros da commodity já haviam avançado mais de 45%, em meio ao desabastecimento provocado pelas interrupções do fluxo de petróleo no estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial. Antes dos ataques, o Brent estava a US$ 72,48.

    Já o barril WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, era negociado a US$ 103,51, alta de 3,88%, no contrato de junho, enquanto o de maio era vendido a US$ 100,83.

    Iranianos e israelenses voltaram a se atacar nesta segunda, horas após Trump afirmar que as negociações para o fim do confronto “estavam bem” e que estaria mais próximo de um acordo.

    O Exército israelense anunciou na manhã de segunda-feira que suas forças atacam “atualmente infraestruturas militares do regime de terror iraniano ao longo de Teerã”. Ao mesmo tempo, o exército do país informou que havia detectado mísseis lançados do Irã e que levaram ao acionamento dos sistemas de defesa.

    Na noite de domingo, Trump afirmou que sua “preferência seria tomar o petróleo” do Irã, comparando a possível medida à Venezuela, onde os EUA passaram a controlar a indústria petrolífera e a receita obtida com a venda do petróleo local após invadirem o país e capturarem o ditador Nicolás Maduro em janeiro.

    “Para ser honesto com você, minha coisa favorita é tomar o petróleo do Irã, mas algumas pessoas estúpidas nos EUA dizem: ‘por que você está fazendo isso?’ Mas são pessoas estúpidas”, disse Trump ao jornal Financial Times.

    Tal medida envolveria tomar a ilha de Kharg, por onde a maior parte do petróleo do Irã é exportada. Na semana passada, o Pentágono determinou o envio de mais 10 mil soldados para o Oriente Médio. Com a chegada de 3.500 na última sexta-feira (27), o país soma mais de 50 mil militares na ação.

    O presidente norte-americano também afirmou que o Irã permitirá o trânsito de 20 navios-petroleiros pelo estreito de Hormuz, por onde trafega 20% da produção mundial de petróleo e GNL (gás natural liquefeito).

    O regime iraniano afirmou que já se prepara para coibir uma possível incursão terrestre das tropas norte-americanas. “Publicamente, o inimigo envia mensagens de negociação e diálogo enquanto, em segredo, planeja uma ofensiva terrestre”, afirmou o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, em comunicado.

    “Nossos homens aguardam a chegada dos soldados americanos em terra para atacá-los e punir de uma vez por todas seus aliados regionais”, comentou Ghalibaf. A Guarda Revolucionária do Irã disse que bombardeou com mísseis balísticos um complexo industrial no sul de Israel em resposta aos ataques sofridos.

    O Irã também confirmou a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri. Na semana passada, Israel havia anunciado que tinha matado Tangsiri em um bombardeio. Ele seria o responsável pela estratégia para manter o bloqueio no estreito de Hormuz.

    A entrada dos houthis, grupo que atua principalmente no Iêmen, no confronto no último sábado (28) causou preocupação nos investidores. Os ataques no golfo continuaram durante o fim de semana, com uma nova camada de risco surgindo quando os houthis do Iêmen entraram na disputa, o que pode restringir o transporte marítimo no Mar Vermelho, adicionando outro ponto de estrangulamento ao fornecimento de petróleo”, afirmou Richard Hunter, diretor de mercados da Interactive Investor.

    A situação no Oriente Médio causou reações diferentes no mercado financeiro. As Bolsas da Europa estão em alta nesta segunda, mas a maioria dos mercados na Ásia fecharam em baixa.

    O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, estava em alta de 0,70%, às 13h10, em tendência seguida em Frankfurt (0,88%), Londres (1,61%), Paris (0,92%), Madri (0,79%) e Milão (1,02%). Nos EUA, as três Bolsas em Nova York subiam: Dow Jones (0,70%), S&P 500 (0,31%) e Nasdaq (0,05%).

    Já na Ásia, os principais índices tiveram queda como ocorreu em Tóquio (-2,81%), Seul (-2,97%), Hong Kong (-0,81%) e Taiwan (-1,8%). A exceção foi Xangai, que subiu 0,24%, apesar de o índice CSI300, que reúne as principais companhias em Xangai e Shenzhen, ter fechado em queda de 0,24%.

    Os preços do alumínio avançaram até cerca de 6% na Bolsa de Metais de Londres após ataques supostamente vindos do Irã terem atingido duas grandes usinas de alumínio no golfo Pérsico, levantando preocupações sobre interrupções no fornecimento.

    Preço do petróleo sobe nesta segunda com novos ataques no Oriente Médio

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  • Zelensky afirma que Rússia monitorou base dos EUA antes de ataque do Irã

    Zelensky afirma que Rússia monitorou base dos EUA antes de ataque do Irã

    Presidente ucraniano afirma que satélites russos registraram imagens de base dos EUA na Arábia Saudita dias antes de ofensiva iraniana. Ele sugere possível compartilhamento de informações, mas não apresentou provas e dados não foram verificados pela NBC News

    A Rússia pode ter captado ao menos três imagens de satélite de uma base aérea dos Estados Unidos na Arábia Saudita poucos dias antes de um ataque do Irã ao local, que deixou soldados norte-americanos feridos. A informação é da inteligência ucraniana e foi divulgada pelo presidente Volodymyr Zelensky em entrevista à NBC News.

    “Eu acho que é do interesse da Rússia ajudar os iranianos. E eu não acredito, eu sei que eles compartilham informação”, afirmou no sábado, 28 de março, após uma reunião no Qatar. “Eles ajudam os iranianos? Claro que sim. Quanto eu acredito nisso? 100%.”

    Na mesma entrevista, Zelensky citou um relatório da inteligência ucraniana segundo o qual satélites russos teriam registrado imagens da Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita, nos dias 20, 23 e 25 de março. No dia seguinte à última captura, o Irã lançou o ataque contra a base, que abriga tropas dos Estados Unidos e da Arábia Saudita.

    Vários militares norte-americanos ficaram feridos, segundo duas autoridades dos Estados Unidos, mas nenhum corre risco de vida.

    Na avaliação do presidente ucraniano, a sequência de imagens feitas pelos russos pode indicar algum nível de apoio ao planejamento da ofensiva.

    “Nós sabemos que, se eles capturam imagens uma vez, estão se preparando. Se capturam uma segunda vez, é como uma simulação. Na terceira vez, significa que em um ou dois dias vão atacar”, disse, sem apresentar provas das informações. A NBC News ressalta que não conseguiu verificar os dados.

    A possível troca de informações entre Rússia e Irã não é inédita. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, já havia acusado Moscou de colaborar com Teerã. “Estamos vendo que a Rússia está ajudando o Irã com informações para atingir americanos, para matar americanos”, disse à margem de uma reunião de ministros das Relações Exteriores do G7, em Cernay-la-Ville, perto de Paris, na sexta-feira, 26 de março. Segundo ela, os russos também estariam fornecendo drones aprimorados ao Irã.

    Desde o início do conflito, a Rússia critica a ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra Teerã, classificando como “infundada” a justificativa apresentada por Donald Trump e afirmando que as ações colocaram o Oriente Médio “em um abismo”.

    Na entrevista, Zelensky também disse estar preocupado com a possibilidade de armas enviadas pelos Estados Unidos à Ucrânia serem desviadas para o conflito no Oriente Médio.

    “Estou muito preocupado. Espero que os Estados Unidos não cometam esses erros”, afirmou, destacando que o envio de armamentos pelos aliados ocidentais é essencial para que Kiev continue se defendendo de Moscou.
     
     

     

    Zelensky afirma que Rússia monitorou base dos EUA antes de ataque do Irã

  • Homem invade pista de aeroporto e tenta entrar em aviões nos EUA; veja

    Homem invade pista de aeroporto e tenta entrar em aviões nos EUA; veja

    Suspeito de 58 anos, supostamente embriagado, bateu carro contra portão e acessou área restrita em aeroporto da Flórida. Ele ainda tentou embarcar em aeronaves antes de ser contido por seguranças e preso pela polícia

    Um homem de 58 anos, supostamente embriagado, invadiu a pista do Daytona Beach International Airport, na Flórida, Estados Unidos, após bater o carro contra um portão de acesso restrito.

    Bryan J. Parker foi preso na quarta-feira, 25 de março, depois de provocar o acidente dentro da área do aeroporto. Segundo a revista People, após a invasão, ele ainda tentou embarcar em dois voos.

    Em comunicado, o aeroporto informou que o suspeito “bateu o veículo em alta velocidade contra um portão trancado e protegido, entrou na pista e seguiu em direção à área de aeronaves da Embry-Riddle Aeronautical University, onde tentou, sem sucesso, acessar dois aviões”.

    Um agente operacional do aeroporto e um segurança da universidade perseguiram Parker a pé e conseguiram detê-lo antes da chegada da polícia.

    Ao ser abordado, o homem disse não se lembrar do ocorrido. “Eu estava em casa. Fui a uma reunião dos Alcoólicos Anônimos, e a última coisa que lembro é de estar usando cocaína, bebendo e fumando. Ainda bem que não peguei minha moto”, afirmou, confuso, perguntando diversas vezes como o carro havia ido parar no local.

    A diretora do aeroporto, Joanne Magley, informou que toda a situação durou cerca de 30 segundos e foi rapidamente controlada. Segundo ela, ninguém ficou ferido e não houve risco para as aeronaves. 

    Parker foi encaminhado para a prisão do condado de Volusia e responde por tentativa de pirataria aérea, roubo de veículo, invasão de propriedade restrita, vandalismo, direção sob efeito de álcool com danos materiais e recusa em realizar testes..

    Assista ao momento da detenção no vídeo acima.

    Homem invade pista de aeroporto e tenta entrar em aviões nos EUA; veja

  • Juros do cartão de crédito pesam mais para famílias em fevereiro

    Juros do cartão de crédito pesam mais para famílias em fevereiro

    O destaque em fevereiro foi o avanço de 11,4 p.p. na taxa do cartão de crédito rotativo, chegando a 435,9% ao ano. A modalidade é uma das mais altas do mercado

    A taxa média de juros cobradas pelos bancos subiu para as famílias em fevereiro, com o cartão de crédito rotativo pesando mais no bolso. De acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgadas nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central (BC), a taxa média das concessões de crédito livre para pessoas físicas teve alta de 1 ponto percentual (p.p.) no mês e de 5,4 p.p. em 12 meses, chegando a 62% ao ano.

    O destaque em fevereiro foi o avanço de 11,4 p.p. na taxa do cartão de crédito rotativo, chegando a 435,9% ao ano. A modalidade é uma das mais altas do mercado.

    os juros seguem variando sem uma queda expressiva ao longo dos meses. Isso porque a medida visa reduzir o endividamento, mas não afeta a taxa de juros pactuada no momento da contratação do crédito.

     

    Nos 12 meses encerrados em fevereiro, os juros do cartão de crédito rotativo tiveram recuo de 16,7 p.p. para as famílias. O crédito rotativo dura 30 dias e é tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão de crédito. Ou seja, contrai um empréstimo e começa a pagar juros sobre o valor que não conseguiu quitar.

    Após os 30 dias, as instituições financeiras parcelam a dívida do cartão de crédito. Neste caso do cartão parcelado, os juros subiram 5,3 p.p. no mês e 16,9 p.p. pp em 12 meses, indo para 200,2% ao ano.

    No caso das operações com empresas, os juros médios nas novas contratações de crédito livre recuaram 0,1 p.p. no mês e subiram 1,1 p.p. em 12 meses, alcançando 24,9%. Destaca-se, nesse cenário, a redução mensal de 3,1 p.p. e de 1,8 p.p. em 12 meses na taxa média de juros das operações de capital de giro com prazo até 365 dias, que chegou a 22,5% ao ano.

    Foi determinante para esse resultado, a redução da taxa média de juros do capital de giro com prazo inferior a 365 dias (-3,1%).

    No crédito livre, os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado – com regras definidas pelo governo – é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

    No caso do crédito direcionado, a taxa para pessoas físicas ficou em 10,8% ao ano em fevereiro, com redução de 0,3 p.p. em relação a janeiro e aumento de 0,3 p.p. em 12 meses. Para empresas, a taxa subiu 0,2 p.p. no mês e 1,1 p.p. em 12 meses, indo para 13,2% ao ano.

     Juros em alta

    Com isso, considerando recursos livres e direcionados, para famílias e empresas, a taxa média de juros das concessões em fevereiro aumentou 0,3 p.p. no mês e 2,6 p.p. em 12 meses, atingindo 33% ao ano.

    Como esperado, a alta dos juros bancários acompanha o ciclo de elevação da taxa básica de juros da economia, a Selic, definida em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. A Selic é o principal instrumento usado pelo Banco Central para manter a inflação sob controle.

    De setembro de 2024 a junho de 2025, a Selic foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas cinco reuniões seguintes do Copom. Após esse período prolongado de manutenção da taxa em 15% ao ano, havia indicação de início de um ciclo de redução e a Selic foi reduzida em 0,25 p.p. na última reunião, neste mês.

    Entretanto, diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário. O próximo encontro do Copom para definir a Selic será em abril.

    Ao aumentar a taxa, o BC visa esfriar a demanda e conter a inflação, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, fazendo com que as pessoas consumam menos e os preços caiam.

    Assim como os juros, o spread bancário apresentou alta de 0,5 p.p. no mês e 2,8 p.p. em 12 meses. Ele mede a diferença entre o custo de captação dos recursos pelos bancos e as taxas médias cobradas dos clientes. O spread é uma margem que cobre custos operacionais, riscos de inadimplência, impostos e outros gastos e resulta, assim, no lucro dos bancos.

    Aumento no saldo

    Em fevereiro, as concessões de crédito chegaram a R$ 602,3 bilhões. Nas séries sazonalmente ajustadas, elas recuaram 0,5% no mês, com redução de 1,9% nas operações com pessoas jurídicas e expansão de 0,3% com as famílias.

    Em 12 meses, as concessões nominais cresceram 8,2%, com altas de 8,1% nas operações com empresas e de 8,3% com pessoa física.

    Com isso, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em R$ 7,145 trilhões, um crescimento de 0,4% em relação a janeiro. Esse resultado decorreu da expansão de 0,6% na carteira de crédito para famílias e estabilidade no crédito às empresas, cujos saldos fecharam o mês em R$ 4,491 trilhões e R$ 2,653 trilhões, na mesma ordem.

    O crédito ampliado ao setor não financeiro – que é o crédito disponível para empresas, famílias e governos, independentemente da fonte (bancário, mercado de títulos ou dívida externa) – alcançou R$ 21,043 trilhões, com aumento de 1,1% no mês, refletindo principalmente o acréscimo de 2% nos títulos públicos e privados de dívida.

    Em 12 meses, o crédito ampliado cresceu 11,8%, com avanços nos títulos públicos de dívida (17,2%), nos empréstimos do SFN (9,5%) e nos títulos privados de dívida (18,5%).

    Endividamento das famílias

    Segundo o Banco Central, a inadimplência – atrasos acima de 90 dias – subiu 0,2 p.p. no mês e 1 p.p. em 12 meses, registrando 4,3% em fevereiro, sendo 5,2% nas operações com pessoas físicas e 2,6% com pessoas jurídicas.

    O endividamento das famílias – relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses – ficou em 49,7% em janeiro, com estabilidade no mês e aumento de 1,1% em 12 meses. Com a exclusão do financiamento imobiliário, que pega um montante considerável da renda, o endividamento ficou em 31,3% no primeiro mês do ano.

    Já o comprometimento da renda – relação entre o valor médio para pagamento das dívidas e a renda média apurada no período – ficou em 29,3% em janeiro, aumento de 0,1% na passagem do mês e 1,6% em 12 meses.

    O endividamento e comprometimento de renda são indicadores apresentados com uma defasagem maior de tempo, pois o Banco Central usa dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

     

    Juros do cartão de crédito pesam mais para famílias em fevereiro

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  • Eduardo Leite expressa desencanto e reprova indicação de Caiado pelo PSD

    Eduardo Leite expressa desencanto e reprova indicação de Caiado pelo PSD

    Leite pleiteava a indicação partido na disputa pela Presidência nas eleições de outubro deste ano. O PSD, no entanto, optou por escalar Caiado para o pleito

    O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, um dos postulantes à indicação como candidato à Presidência da República pelo PSD – criticou a decisão do partido de escolher o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), como pré-candidato ao Palácio do Planalto. Em uma postagem nas redes sociais na manhã desta segunda-feira, 30, Leite disse que decisão tomada pela sigla “desencanta”.

    “Com toda franqueza, a decisão tomada pelo partido tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita nosso País. Eu acredito em outro caminho. Eu acredito num centro liberal, democrático de verdade. Não como uma posição de conveniência, mas com o compromisso com a conciliação, com o diálogo, com a construção de soluções reais. Um centro que olha para o futuro, que não fica olhando para os conflitos do passado”, afirmou o governador gaúcho.

    Leite pleiteava a indicação partido na disputa pela Presidência nas eleições de outubro deste ano. O PSD, no entanto, optou por escalar Caiado para o pleito.

    “Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso País, eu não vou discutir essa decisão, mas isso não significa ausência de convicção”, diz Leite.

    O governador do Rio Grande do Sul afirmou ainda que a decisão do PSD não encerra a possibilidade de uma candidatura dele ao Planalto.

    “Isso não termina aqui. A política é dinâmica. Jornadas como essa não se encerram com uma decisão partidária. Se não for agora, vai ser logo ali adiante”, diz.

    O lançamento da pré-candidatura de Caiado pelo PSD ocorre nesta segunda-feira, 30, consolidando um movimento que ganhou força após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, da disputa interna. O anúncio será feito na sede da sigla, no centro de São Paulo, às 16h.

    A definição pelo nome de Caiado ocorre após semanas de articulação nos bastidores e encerra um processo interno que opunha seu nome ao do governador do Rio Grande do Sul.

    Segundo fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast, a saída de Ratinho Jr. do páreo reorganizou o cenário dentro do partido e abriu caminho para a consolidação do governador goiano como principal opção.

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