Janell Green Smith, de 31 anos, morava em Spartanburg, na Carolina do Sul, e era conhecida pelo trabalho em defesa de partos mais seguros e humanizados, especialmente para mulheres negras
Janell Green Smith, médica parteira que acompanhou dezenas de partos ao longo da carreira, viveu ao mesmo tempo a realização de um sonho e uma tragédia pessoal. Após anos ajudando outras mulheres a dar à luz, ela morreu poucos dias depois do nascimento da própria filha, em um desfecho marcado por alegria, luto e alerta sobre a saúde materna.
Janell Green Smith, de 31 anos, morava em Spartanburg, na Carolina do Sul, e era conhecida pelo trabalho em defesa de partos mais seguros e humanizados, especialmente para mulheres negras. Nos meses anteriores, ela vinha compartilhando a expectativa pela chegada da primeira filha, prevista inicialmente para fevereiro.
Segundo a irmã, Janell também carregava preocupações. Ela tinha plena consciência de que mulheres negras têm um risco até três vezes maior de morrer durante o parto, realidade que motivou sua militância por igualdade no acesso à saúde. “O pior medo dela acabou se tornando realidade”, disse a familiar em entrevista à NBC.
Durante a gestação, Janell desenvolveu pré-eclâmpsia, condição grave associada à pressão alta e que pode ser fatal. Por orientação médica, o parto foi antecipado, e ela passou por uma cesariana no dia 26 de dezembro, cerca de oito semanas antes do previsto.
A princípio, a recuperação parecia evoluir bem, mas houve complicações no local da cirurgia. A incisão se rompeu, exigindo uma nova intervenção. O quadro se agravou rapidamente, e Janell sofreu uma parada cardiorrespiratória. Ela morreu na virada do ano, menos de uma semana após dar à luz.
O marido lamentou a perda nas redes sociais, descrevendo-a como “uma ausência inimaginável” e afirmando que o impacto de sua partida será sentido para sempre. A filha do casal permanece internada em uma unidade de terapia intensiva neonatal.
Mesmo diante da tragédia, amigos e colegas afirmam que Janell deixou um legado. Para eles, ela cumpriu seu propósito ao levantar a voz em defesa de cuidados maternos mais seguros, respeitosos e justos, não apenas em sua comunidade, mas também como símbolo de uma luta que ultrapassa fronteiras.
Janell Green Smith assistiu a dezenas de partos enquanto médica parteira. Após anos a ver os filhos de outros a nascerem, Janell deu à luz a filha, um momento da sua vida marcado por alegria e luto.
A mulher, que se celebrizou por querer melhorar as condições em que as mulheres, sobretudo negras, dão à luz, partilhou ao longo dos últimos meses o entusiasmo com que estava a preparar a vinda da sua primeira filha, cuja data de nascimento estava agendada para fevereiro.
Porém, a mulher, de 31 anos, que vivia em Spartanburg, Carolina do Sul, estava também nervosa, revela agora a sua irmã.
Segundo esta, Janell sabia bem que “uma mulher negra tem três vezes mais probabilidades de poder morrer durante o parto”, motivo aliás pelo qual regeu a sua luta pela igualdade no acesso a cuidados de saúde.
“O seu pior pesadelo tornou-se real”, afirma a irmã, em declarações à NBC, revelando que Janell morreu no dia da Passagem de Ano, menos de uma semana depois de ter dado à luz.
A parteira desenvolveu pré-eclâmpsia durante a gravidez, uma condição caracterizada por hipertensão arterial que pode ser fatal. Devido aos riscos, é aconselhado que estas mães deem à luz antes de tempo, tendo Janell sido sujeita a uma cesariana no dia 26 de dezembro, oito semanas antes do previsto.
Janell parecia estar a recuperar da cesariana, mas o local da incisão acabou por romper-se e a mulher teve de ser sujeita a uma cirurgia. A sua situação complicou-se a Janell acabou por entrar em paragem cardiorrespiratória.
“Uma perda inimaginável”, escreveu o seu marido nas redes sociais, acrescentando que a sua ausência será sentida para sempre.
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