SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Corpo de Bombeiros combate na manhã desta quarta-feira (8) um incêndio no velódromo do Parque Olímpico, na avenida Embaixador Abelardo Bueno, na Barra da Tijuca, zona sudoeste da cidade.
Até o fim da manhã 80 bombeiros de dez quartéis trabalhavam no combate às chamas, que chegaram a ser controladas, mas voltaram em pequenos focos no início da tarde. Não há registro de vítimas.
O velódromo recebeu nos Jogos do Rio, em 2016, as modalidades de ciclismo de pista e paraciclismo de pista. Foi a obra esportiva com o maior atraso na entrega -foi repassado ao COI (Comitê Olímpico Internacional) no fim de junho, a menos de dois meses da abertura da Olimpíada.
O velódromo tem no primeiro andar equipamentos como a pista de ciclismo e aparelhos esportivos em que atletas e alunos treinam diferentes modalidades, como ginástica artística, esgrima e ciclismo.
Segundo a prefeitura, o espaço atende mensalmente a 4.280 pessoas a partir de 6 anos de idade, em modalidades como vôlei, basquete, ginástica, ciclismo, jiu-jitsu e handebol. Os frequentadores variam entre alunos de escolinhas, atletas de categorias de base das confederações e profissionais.
O pavimento superior do velódromo abriga o Museu Olímpico, inaugurado em agosto do ano passado.
O fogo atingiu a cobertura, feita de lona, e causou poucos danos internos na arena, segundo bombeiros e o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD). A pista de ciclismo não foi afetada, segundo vistoria inicial de engenheiros. Uma perícia ainda será realizada.
O museu teve apenas uma sala imersiva atingida pelo fogo. Uma das hipóteses é de que o incêndio tenha iniciado na sala e se alastrado para a cobertura.
“Somente uma pequena área do Rio Museu Olímpico foi impactada e será reformada. O acervo não foi atingido, está completamente preservado. Além disso, todos os itens e equipamentos do museu têm seguro”, afirmou Cavaliere.
Construído para os Jogos Rio 2016, o velódromo é administrado pela Prefeitura do Rio, via Secretaria Municipal de Esportes. Além de receber ciclistas, o local é hoje um centro de referência para o treinamento de levantamento de peso.
Em 2025, o velódromo recebeu o Campeonato Mundial de Paraciclismo de Pista. Cerca de 50 eventos foram sediados no local no ano passado, segundo a prefeitura.
Em 2017, o telhado do velódromo foi atingido duas vezes por incêndios, em julho e novembro.
A estrutura custou R$ 137,7 milhões, R$ 25 milhões a mais que o esperado pelo governo federal e pela Prefeitura do Rio.

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