Artemis II retorna à Terra após missão histórica ao redor da Lua; veja

Cápsula Orion amerissou no Pacífico após dez dias de missão ao redor da Lua; astronautas retornam com dados inéditos, enquanto a NASA avança nos planos de novas etapas do programa Artemis, incluindo futuras missões tripuladas à superfície lunar

A missão Artemis II, da NASA, foi concluída com sucesso na noite de sexta-feira, após o retorno da tripulação à Terra. Os quatro astronautas amerissaram no Oceano Pacífico, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos, encerrando uma jornada histórica ao redor da Lua.

A cápsula Orion pousou nas águas do Pacífico, nas proximidades de San Diego, desacelerada por grandes paraquedas, às 17h07 no horário local (21h07 em Brasília), exatamente como previsto pela agência espacial norte-americana.

Minutos após a amerissagem, os astronautas deixaram a nave pela primeira vez em dez dias e foram transferidos com segurança para um bote inflável do Exército dos Estados Unidos.

Na sequência, a tripulação da Artemis II foi içada por helicópteros e levada ao porta-aviões USS John P. Murtha, onde passou por exames médicos.

Lançados em 1º de abril, na Flórida, Reid Wiseman, Christina Koch e Victor Glover, dos Estados Unidos, além do canadense Jeremy Hansen, viajaram mais longe no espaço do que qualquer ser humano antes deles. Eles retornam com centenas de gigabytes de dados da primeira missão lunar desde o fim do programa Apollo, em 1972.

A missão foi transmitida ao vivo em diversas plataformas e incluiu a passagem por trás da Lua na última segunda-feira, quando a equipe registrou imagens em alta definição da Terra surgindo no horizonte lunar, em meio a tons de cinza e marrom.

A NASA prevê uma nova missão para 2027, que não chegará até a Lua, antes de enviar astronautas à superfície lunar em 2028, durante a quarta missão do programa Artemis, prevista para o último ano do mandato de Donald Trump e, em tese, antes da China, que pretende levar seus astronautas ao satélite natural até 2030.

Especialistas, no entanto, demonstram ceticismo quanto ao cumprimento desse cronograma, especialmente em relação aos módulos lunares em desenvolvimento por empresas dos bilionários Elon Musk e Jeff Bezos.

Um astronauta japonês e, posteriormente, um alemão, estavam previstos para futuras missões Artemis, mas essas vagas passaram a ser incertas após mudanças no programa. A Agência Espacial Europeia já reconheceu que precisará negociar para manter sua participação.

O chefe da NASA reiterou na noite de sexta-feira que os parceiros internacionais continuam sendo essenciais para o futuro do programa Artemis.
 
 

 

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