Estreito de Ormuz é fechado novamente: Passagem "requer aprovação do Irã"

O estreito de Ormuz voltou “ao seu estado anterior” de controle rigoroso, devido à recusa dos Estados Unidos em levantar o bloqueio aos portos iranianos. A rota marítima “está novamente fechada e a passagem requer a aprovação do IRÔ, de acordo com a emissora estatal iraniana IRIB.

Um porta-voz do Quartel-General Central de Hazrat Khatam al-Anbiya afirmou, neste sábado, que o estreito de Ormuz “voltará ao seu estado anterior” de controle rigoroso, devido à recusa dos Estados Unidos em suspender o bloqueio aos portos iranianos.

“A República Islâmica do Irã, em conformidade com acordos anteriores alcançados nas negociações, concordou de boa-fé com a passagem controlada de um número limitado de petroleiros e navios comerciais pelo estreito de Ormuz. Infelizmente, os americanos continuam com o chamado bloqueio. Por essa razão, o controle do estreito de Ormuz voltou ao seu estado anterior, e esse estreito estratégico está sob gestão e controle rigorosos das forças armadas”, diz o comunicado citado pela Sky News.

A mesma nota afirmou que, “enquanto os Estados Unidos não garantirem a total liberdade de passagem de embarcações do Irã de e para o Irã, a situação no estreito de Ormuz permanecerá sob controle rigoroso e em seu estado anterior”.

De acordo com a emissora estatal iraniana IRIB, isso significa que a rota marítima “está novamente fechada e a passagem requer a aprovação do IRÔ.

Vale lembrar que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Aragchi, anunciou na sexta-feira que “a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz” permaneceria “totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo”.

“Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização Portuária e Marítima da República Islâmica do Irã”, escreveu na rede social X (Twitter).

Por sua vez, o presidente norte-americano, Donald Trump, reagiu à abertura do estreito de Ormuz com uma mensagem totalmente em letras maiúsculas, na qual afirmou que “O ESTREITO DO IRÃ ESTÁ TOTALMENTE ABERTO E PRONTO PARA A PASSAGEM TOTAL”.

Em outra publicação, também em letras maiúsculas, o magnata alertou que “O BLOQUEIO NAVAL PERMANECERÁ EM PLENO VIGOR E EFEITO, APENAS NO QUE DIZ RESPEITO AO IRÔ.

“O ESTREITO DE ORMUZ ESTÁ TOTALMENTE ABERTO E PRONTO PARA O COMÉRCIO E TRÂNSITO LIVRE, MAS O BLOQUEIO NAVAL PERMANECERÁ EM PLENO VIGOR E EFEITO, APENAS NO QUE DIZ RESPEITO AO IRÃ, ATÉ QUE NOSSA NEGOCIAÇÃO COM O IRÃ ESTEJA 100% CONCLUÍDA. ESSE PROCESSO DEVE OCORRER MUITO RAPIDAMENTE, JÁ QUE A MAIORIA DOS PONTOS JÁ FOI NEGOCIADA”, afirmou.


Poucos minutos depois, o chefe de Estado garantiu que Teerã “concordou em nunca mais fechar” essa rota.

“O Irã concordou em nunca mais fechar o Estreito de Ormuz. Ele não será mais usado como arma contra o mundo!”, escreveu, destacando novamente em letras maiúsculas o que classificou como “UM DIA MARAVILHOSO E BRILHANTE PARA O MUNDO!”.


Trump também indicou que um acordo com o Irã deve ser alcançado rapidamente, “já que a maioria dos pontos já foi negociada”.

As negociações buscam encerrar a guerra desencadeada pela ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro. O Irã respondeu com ataques contra Israel e países da região, além de bloquear o estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do comércio mundial de produtos energéticos.

A guerra e o bloqueio do estreito fizeram os preços do petróleo dispararem e geraram temores de uma crise econômica global. Além disso, o conflito causou milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano, país que foi arrastado para o confronto após ações do Hezbollah, que atacou Israel após a morte do líder iraniano Ali Khamenei.

Israel, inclusive, recusou incluir o Líbano no acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã. No entanto, após a intervenção de Washington, concordou com uma trégua de 10 dias na ofensiva contra o Hezbollah.

Estreito de Ormuz é fechado novamente: Passagem "requer aprovação do Irã"

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