SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Inspirada no manto de Nossa Senhora Aparecida, a camisa azul da seleção brasileira tem o melhor aproveitamento de vitórias em Copas e será usada contra o Haiti, na sexta-feira (19), às 21h30 na Filadélfia (EUA).
Em 15 jogos com o manto azul, o Brasil conquistou 11 vitórias, empatou uma partida e sofreu três derrotas. A estreia desta camisa aconteceu na final da Copa de 1958, quando a seleção conquistou o seu primeiro título.
A camisa azul foi usada de improviso na ocasião, já que a Suécia, em casa, jogou de amarelo. A escolha em homenagem a Nossa Senhora Aparecida partiu do chefe da delegação brasileira, Paulo Machado de Carvalho, que dá nome ao estádio do Pacaembu, em São Paulo.
O dirigente saiu às pressas para comprar o uniforme em lojas de Estocolmo. Em seguida, membros do staff brasileiro costuraram o escudo e os números.
Nesta segunda partida na Copa de 2026, o Brasil terá uma combinação inédita de uniforme. Pela primeira vez na história a seleção jogará de meias pretas em Mundiais. O calção será azul.
Será ainda a primeira vez que o Brasil usará em Copas uma cor que não faz parte da bandeira nacional. A estreia das meias pretas aconteceu no início deste mês, no último amistoso de preparação para a Copa, na vitória por 2 a 1 sobre o Egito, em Cleveland (EUA).
A atual camisa azul também tem pela primeira vez na história detalhes em preto, criação da atual fornecedora de material esportivo da CBF, a Nike.
A camisa amarela, a mais utilizada na história pela seleção, tem o maior número de vitórias. Em 84 jogos em Copas, foram 56 triunfos, 17 empates e 11 derrotas, com 66,7% de aproveitamento de vitórias.
A combinação mais vitoriosa é também a mais tradicional, com camisa amarela, calção azul e meias brancas. Em 68 jogos, foram 47 triunfos, 13 empates e oito derrotas, aproveitamento de vitórias de 69,1%. Foi com esta combinação que a seleção brasileira venceu quatro de seus cinco títulos mundiais, em 1962, 1970, 1994 e em 2002. Com este uniforme, também perdeu a decisão em 1998, na derrota por 3 a 0 para a França, em Paris.
A camisa amarela começou a ser utilizada na Copa de 1954 como forma de esquecer a derrota na final em 1950, quando o Brasil entrou em campo de branco e sofreu a virada por 2 a 1 diante do Uruguai, no Maracanã.
A camisa branca foi a primeira na história da seleção, utilizada desde 1914 e nas primeiras quatro Copas do Mundo. Ela registra o pior aproveitamento de vitórias na história das Copas, com 54,5%. De 1930 a 1950, foram 11 jogos, com seis vitórias, dois empates, três derrotas e nenhum título conquistado.
Após o Maracanazo, a camisa branca só voltaria a reaparecer em 2004, no empate em 0 a 0 com a França num amistoso em Paris para celebrar o centenário da Fifa e os 90 anos do primeiro jogo da seleção.
Em 2019, a camisa branca voltou a ser utilizada na Copa América disputada no Brasil, em homenagem ao centenário do título sul-americano conquistado em 1919. Neste retorno, a seleção brasileira conquistou o título, mas jogou na final contra o Peru com a camisa amarela. A branca foi usada na estreia, na vitória por 3 a 0 sobre a Bolívia, com vaias da torcida no Morumbi, em São Paulo.
HISTÓRICO DAS CAMISAS DA SELEÇÃO BRASILEIRA EM COPAS AMARELA TEM MAIS VITÓRIAS, A AZUL REGISTRA MELHOR APROVEITAMENTO E A BRANCA FOI ESQUECIDA EM MUNDIAIS
Amarela
– 84 jogos
– 56 vitórias
– 17 empates
– 11 derrotas
– 66,7% de aproveitamento de vitórias
– 4 títulos
– 1 vice
Azul
– 15 jogos
– 11 vitórias
– 1 empate
– 3 derrotas
– 73,3% de aproveitamento de vitórias
– 1 título
Branca
– 11 jogos
– 6 vitórias
– 2 empates
– 3 derrotas
– 54,5% de aproveitamento de vitórias
– 0 título
– 1 vice

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