O ex-lutador do UFC e ex-integrante das forças especiais do Exército dos Estados Unidos Tim Kennedy foi baleado durante uma emboscada no leste da República Democrática do Congo, em 17 de setembro de 2026. Segundo a Reuters, ele sofreu três ferimentos na perna e foi levado ao Walter Reed National Military Medical Center, em Maryland. O ataque deixou cerca de 20 vítimas, incluindo pelo menos sete cidadãos congoleses.
A emboscada aconteceu na província de Kivu do Sul, onde forças governamentais combatem o grupo rebelde M23, apoiado por Ruanda. Kennedy trabalhava para a Vectus Global, empresa privada de segurança e logística fundada por Erik Prince, criador da controversa empresa militar Blackwater.
Fontes ouvidas pela Reuters afirmaram que a sofisticação do ataque sugere possível participação de forças ruandesas, que teriam rastreado um drone de vigilância até a localização da equipe. Ruanda nega apoiar o M23, apesar das acusações das Nações Unidas e de potências ocidentais.
Contratos militares no Congo
A atuação de Prince no país começou em dezembro de 2024, com um contrato de cinco anos avaliado inicialmente entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões. O objetivo era proteger operações de mineração e melhorar a arrecadação de receitas minerais. Posteriormente, o acordo foi ampliado para incluir apoio militar e logístico às forças congolesas. Um novo contrato de US$ 65 milhões estaria em negociação para prestar suporte a aeronaves militares e drones.
Carreira de Tim Kennedy
Kennedy encerrou a carreira no MMA em 2016, com 18 vitórias e seis derrotas, incluindo três vitórias no UFC. No Exército americano, serviu por quase 20 anos e foi destacado para o Iraque e o Afeganistão.
Em julho de 2025, admitiu ter mentido sobre receber uma Estrela de Bronze com Valor e exagerado aspectos de sua trajetória militar. Após se aposentar das lutas, passou a atuar com podcasts, aparições na Fox News e treinamento tático.

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