Autor: REDAÇÃO

  • Trump discursa hoje no Fórum de Davos em clima de alta tensão com Europa

    Trump discursa hoje no Fórum de Davos em clima de alta tensão com Europa

    Fala do presidente americano ocorre às 10h30 (horário de Brasília) e é aguardada com expectativa diante da escalada de tensões diplomáticas e comerciais com países europeus, após ameaças de anexação do território e anúncio de novas tarifas.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa nesta quarta-feira no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. A fala é aguardada com grande expectativa diante do clima de forte tensão entre os Estados Unidos e a Europa, provocado pela disputa em torno da Groenlândia.

    A edição deste ano do fórum, que reúne anualmente em Davos líderes políticos e econômicos de todo o mundo, ocorre em um cenário de elevada instabilidade global e tem Trump como principal figura do evento, em meio a um ambiente marcado por conflitos diplomáticos e comerciais.

    O presidente norte-americano volta a participar presencialmente do Fórum de Davos após seis anos. A última vez foi em 2020, durante seu primeiro mandato na Casa Branca, entre 2017 e 2021.

    Nas últimas semanas, Trump tem ameaçado anexar a Groenlândia, território autônomo sob soberania da Dinamarca e integrante da Otan. Segundo ele, a segurança e a vigilância da ilha ártica teriam sido negligenciadas, abrindo espaço para a influência da China ou da Rússia. A argumentação é rejeitada pela maioria dos países europeus, que defendem a soberania e a integridade territorial da Groenlândia.

    A escalada das tensões levou países europeus aliados a enviarem tropas à região para a realização de exercícios militares. No sábado passado, Trump anunciou ainda a imposição de tarifas comerciais adicionais, a partir de fevereiro, sobre produtos de oito países europeus que se alinharam à Dinamarca, entre eles França, Reino Unido e Alemanha. As taxas poderiam chegar a 25% a partir de 1º de junho, caso não haja um acordo que, segundo o presidente americano, garanta o controle total da Groenlândia.

    O embate transatlântico domina os debates do Fórum de Davos deste ano, que tem como tema “Um Espírito de Diálogo”. Na terça-feira, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a resposta da União Europeia às ameaças tarifárias será “firme, unida e proporcional”.

    Também em Davos, o presidente francês Emmanuel Macron alertou que a União Europeia pode ser forçada a recorrer ao instrumento de combate à coerção comercial contra os Estados Unidos, classificando a postura americana como “uma agressão inútil” e “uma loucura”.

    O discurso de Trump está previsto para as 10h30 (horário de Brasília).
     
     

     

    Trump discursa hoje no Fórum de Davos em clima de alta tensão com Europa

  • Aline Campos é eliminada do BBB 26 com 61,64% dos votos

    Aline Campos é eliminada do BBB 26 com 61,64% dos votos

    Aline recebeu 60,42% dos votos únicos, ante 33,02% de Milena e 6,56% de Ana Paula. Já no voto da torcida, a eliminada recebeu 64,5% dos votos, enquanto Milena foi votada por 31,27% do público e Ana Paula por 4,23%

    (CBS NEWS) – Aline Campos é a primeira eliminada do BBB 26 (Globo), com 61,64% dos X milhões de votos. O anúncio da eliminação foi dado por Tadeu Schmidt na noite desta terça-feira (20). Ana Paula Renault (5,86%) e Milena Moreira (32,50%) disputaram a berlinda com a sister.

    Durante sua estadia no programa, arrumou uma rivalidade com a veterana Ana Paula Renault após afrontar a sister sobre um comentário feito há dez anos. Ela se aproximou de Sol Vega e Jordana Morais.

    Aline recebeu 60,42% dos votos únicos, ante 33,02% de Milena e 6,56% de Ana Paula. Já no voto da torcida, a eliminada recebeu 64,5% dos votos, enquanto Milena foi votada por 31,27% do público e Ana Paula por 4,23%.

    Durante o discurso de eliminação, Tadeu Schmidt afirmou que a dançarina não merecia sair tão cedo do jogo. “Ótima personagem, mas não no sentido de interpretar um personagem. Uma personalidade absolutamente peculiar”, comentou o apresentador.

    Aline Campos é eliminada do BBB 26 com 61,64% dos votos

  • Flávio embarca para Israel em busca de alianças internacionais

    Flávio embarca para Israel em busca de alianças internacionais

    Pré-candidato à Presidência, senador participa de conferência contra o antissemitismo em Jerusalém, busca aproximação com lideranças da direita internacional e sinaliza posições de política externa, como a defesa da transferência da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém.

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, embarcou na manhã desta terça-feira, 20, para Israel, onde participará de um evento contra o antissemitismo e tentará se reunir com lideranças políticas de direita do país.

    Flávio deve discursar na “Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo”, marcada para os dias 26 e 27 de janeiro de 2026, em Jerusalém. O evento contará também com a presença do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Após a conferência, está previsto um jantar do qual ambos devem participar.

    Sem ainda oficializar sua candidatura no Brasil, Flávio Bolsonaro planeja uma série de viagens internacionais para ampliar sua projeção junto a políticos da direita, incluindo compromissos no Bahrein e em países da América Latina.

    As viagens também funcionam como uma forma de sinalizar diretrizes de um eventual governo. No domingo, 18, o senador defendeu que, caso seja eleito presidente, o Brasil transfira sua embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, proposta que já havia sido defendida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante seu mandato. À época, Bolsonaro recuou da mudança e optou pela abertura de um escritório comercial em Jerusalém.

    Flávio embarca para Israel em busca de alianças internacionais

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  • Trump expõe mensagens privadas de Macron e Rutte sobre a Groenlândia

    Trump expõe mensagens privadas de Macron e Rutte sobre a Groenlândia

    Presidente dos EUA divulgou trocas de mensagens com líderes europeus e da Otan, provocando reação em Paris e debate em Davos sobre soberania da Groenlândia, alinhamento diplomático, bastidores da política internacional e tentativas europeias de conter avanços do governo americano.

    Donald Trump divulgou em sua rede social, a Truth Social, duas mensagens privadas que teria recebido. A primeira foi enviada pelo presidente francês Emmanuel Macron, cuja autenticidade já foi confirmada pelo Palácio do Eliseu. A segunda teria como remetente Mark Rutte, secretário-geral da Otan.

    Na mensagem de Macron tornada pública pelo presidente dos Estados Unidos, é possível ler: “Meu amigo, estamos totalmente alinhados sobre a Síria. Podemos fazer grandes coisas no Irã. Não entendo o que você está fazendo na Groenlândia”.

    O presidente francês também propôs “organizar uma reunião do G7 em Paris, na quinta-feira à tarde, após Davos”, período em que Trump estará na Europa a partir de quarta-feira. “Posso convidar ucranianos, dinamarqueses, sírios e russos à margem da reunião”, acrescentou.

    “Vamos jantar juntos em Paris na quinta-feira, antes de você retornar aos Estados Unidos”, convidou ainda Macron, que assinou a mensagem apenas como “Emmanuel”.


    Segundo a Presidência francesa, a mensagem “demonstra que o presidente francês defende a mesma posição em público e em privado”.

    Sobre a Groenlândia, a mesma fonte ressaltou que “o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados não é negociável, e o compromisso, enquanto aliados na Otan, com a segurança na região do Ártico permanece intacto”.

    Trump também divulgou uma mensagem de Rutte: “Atenciosamente, Mark”.

    Pouco depois, Donald Trump voltou a tornar pública outra mensagem privada, desta vez enviada por Mark Rutte.

    “Senhor presidente, caro Donald, o que o senhor conseguiu hoje na Síria é incrível. Vou aproveitar minhas aparições públicas em Davos para destacar seu trabalho lá, em Gaza e na Ucrânia”, escreveu o líder da Otan.

    “Estou empenhado em encontrar uma solução para a Groenlândia. Mal posso esperar para vê-lo”, acrescentou, antes de encerrar: “Atenciosamente, Mark”.


    Em reação, Oana Lungescu, ex-porta-voz da Otan, afirmou à BBC que, assim como no caso da mensagem de Macron, a divulgação de comunicações privadas é “incomum”.

    Ainda assim, destacou que Rutte foi “coerente entre o que diz publicamente e em privado”, enquanto outros líderes “podem parecer mais duros em público e mais conciliadores em privado”.

    Vários líderes europeus, além de Rutte, estão em Davos nesta semana para o Fórum Econômico Mundial. A expectativa é convencer o presidente norte-americano, Donald Trump, a abandonar suas pretensões sobre a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, país membro da União Europeia e da Otan.

    Trump expõe mensagens privadas de Macron e Rutte sobre a Groenlândia

  • Cleber Xavier é anunciado como auxiliar técnico da seleção venezuelana

    Cleber Xavier é anunciado como auxiliar técnico da seleção venezuelana

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A seleção venezuelana anunciou, nesta terça-feira (20), Cleber Xavier como novo auxiliar técnico.

    O ex-Santos integra a comissão do técnico venezuelano Oswaldo Vizcarrondo. A equipe conta ainda com o preparador físico Óscar Ortega e o treinador de goleiros Mario Marín.

    Cleber volta a ser auxiliar de uma seleção após parceria com Tite. Ele trabalhou ao lado do comandante por 24 anos, com passagens por Grêmio, Palmeiras, Corinthians, Flamengo e seleção brasileira, onde disputou duas Copas do Mundo (2018 e 2022).

    Ele comandou o Santos por 15 partidas no ano passado, mas foi demitido após sofrer uma goleada histórica. O Alvinegro perdeu por 6 a 0 para o Vasco em jogo pelo Brasileirão.

    A Venezuela não estará na Copa do Mundo de 2026. A seleção terminou na oitava colocação das Eliminatórias Sul-Americanas, e sequer conseguiu vaga para a repescagem mundial.

    Meia brasileiro critica promessa não cumprida de José Mourinho no Fenerbahçe, diz ter sido tratado com desrespeito após empréstimo ao futebol inglês e faz elogios a Jorge Jesus, a quem aponta como o melhor treinador de sua carreira

    Notícias ao Minuto | 12:45 – 20/01/2026

    Cleber Xavier é anunciado como auxiliar técnico da seleção venezuelana

  • Europa precisa dizer não a Trump ou será escrava, diz premiê belga

    Europa precisa dizer não a Trump ou será escrava, diz premiê belga

    Em discurso duro em Davos, o primeiro-ministro da Bélgica afirmou que a Europa precisa reagir à ofensiva de Donald Trump, alertou para riscos de dependência dos EUA e defendeu rearmamento, autonomia tecnológica e uma mudança estrutural na postura do continente

    (CBS NEWS) Em uma rara declaração incisiva de um líder europeu, o primeiro-ministro da Bélgica afirmou nesta terça-feira (20) que o continente precisa dizer não à ofensiva de Donald Trump ou enfrentar um futuro de submissão em relação aos Estados Unidos.

    “Até aqui, tentamos apaziguar o novo presidente na Casa Branca. Fomos muito lenientes, inclusive com as tarifas. Fomos lenientes esperando ter seu apoio na guerra da Ucrânia”, disse Bart de Wever em discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos.

    “Mas agora tantas linhas vermelhas foram cruzadas que é preciso escolher o amor próprio. Ser um instrumento feliz é uma coisa, ser um escravo miserável é outra. Se você ceder agora, vai perder sua dignidade”, afirmou.

    “Como Europa, precisamos dizer a Trump: não mais. Recue ou iremos até o fim”, declarou, em referência à ameaça europeia de retaliar a imposição de tarifas de 10% a países que apoiam a Dinamarca diante da intenção declarada do presidente americano de tomar a Groenlândia, território autônomo do reino dinamarquês.

    A crise se intensificou nesta terça-feira, com Trump atacando Reino Unido e França pelo apoio a Copenhague. De Wever apenas vocalizou de forma explícita a insatisfação europeia. Questionado se considera os EUA aliados, respondeu: “Infelizmente, não. Gostaria de confirmar que são, mas para isso precisam se comportar como aliados”.

    “Nós fomos um pouco ingênuos. É hora de acordar”, disse, ao argumentar que a Europa depende de tecnologias americanas que não controla. “Precisamos de plataformas tecnológicas próprias. Precisamos nos rearmar. Caso contrário, Trump pode nos tornar escravos, porque seremos realmente escravos e teremos de aceitar tudo o que ele fizer”, afirmou.

    De Wever ressaltou que se trata de uma “mudança estrutural”, que vai além do republicano. “Nos acostumamos com presidentes cordiais como Barack Obama e não percebemos que a mudança nos EUA não está ligada a uma única Presidência”, disse.

    “A face dos EUA se voltou para o Pacífico. Suas costas estão para o Atlântico, e isso não vai mudar depois de Trump”, afirmou, em referência à prioridade dada desde o governo Obama à competição com a China no Indo-Pacífico.

    Também nesta terça-feira, a presidente da Comissão Europeia defendeu que o bloco aproveite o momento de crise. “Só poderemos capitalizar essa oportunidade se reconhecermos que essa mudança é permanente. A nostalgia faz parte da história humana, mas não trará de volta a velha ordem”, disse Ursula von der Leyen em Davos. “Se a mudança é permanente, a Europa precisa mudar permanentemente também. É hora de aproveitar a oportunidade e construir uma nova Europa independente.”
     

     

    Europa precisa dizer não a Trump ou será escrava, diz premiê belga

  • Em Davos, Lutnick diz que EUA voltariam a tarifar Europa em caso de retaliação

    Em Davos, Lutnick diz que EUA voltariam a tarifar Europa em caso de retaliação

    Howard Lutnick afirmou que os Estados Unidos podem endurecer tarifas contra países europeus em caso de retaliação, defendeu as políticas comerciais de Donald Trump e criticou a atuação do Federal Reserve, dizendo que a economia americana comporta juros mais baixos

    O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, disse nesta terça-feira (20) que o governo norte-americano pode aumentar ainda mais as tarifas contra países europeus em caso de uma possível retaliação do bloco. O presidente americano, Donald Trump, anunciou inicialmente tarifas a oito países do continente, válidas a partir de fevereiro, enquanto não se resolve a questão da Groenlândia.

    “As trocas mútuas de tarifas resultariam em uma conversa de Trump com Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, como da última vez. Os EUA são aliados da Europa e do Reino Unido. Isso não significa que não se possa discordar, mas não muda o fundamental: os EUA sabem quem são seus aliados”, disse Lutnick durante um painel no Fórum Econômico Mundial de Davos. Para ele, as discussões tarifárias terminarão “de uma maneira razoável”.

    Lutnick também criticou a atuação do Federal Reserve (Fed) na política monetária, ao afirmar que a situação econômica dos EUA permite uma taxa de juros menor. Ele avalia que o país é o maior credor do mundo e, por isso, não deveria ser exposto a juros tão altos. “Vamos crescer 5% neste trimestre e cresceríamos até 6% com juros menores”, projetou. Segundo ele, a economia dos EUA deve crescer mais de 5% no primeiro trimestre deste ano.

    Lutnick atribui esses números às políticas econômicas adotadas pela gestão Trump. De acordo com o secretário, a política de globalização falhou em entregar um mercado de livre comércio no mundo, o que, para ele, justifica a defesa das medidas tarifárias do presidente norte-americano.

    “O fato é que a globalização deixou os Estados Unidos e nossos trabalhadores para trás”, disse Lutnick. “Com os EUA em primeiro lugar, podemos ter políticas que impactam nossos trabalhadores e nossas fronteiras. Não deveríamos ser dependentes de ninguém, porque isso é fundamental para nossa soberania.”   

    Em Davos, Lutnick diz que EUA voltariam a tarifar Europa em caso de retaliação

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  • Lula critica Trump e diz que americano quer governar o mundo pelo Twitter

    Lula critica Trump e diz que americano quer governar o mundo pelo Twitter

    Lula criticou Donald Trump durante evento no RS, dizendo que o americano “quer governar o mundo pelo Twitter”. Comentou que Trump muda o discurso diariamente e defendeu respeito e contato direto com as pessoas.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em meio à investida tarifária e diplomática de Donald Trump contra países europeus com o objetivo de anexar a Groenlândia, o presidente Lula (PT) disse nesta terça-feira (20) que o americano “quer governar o mundo pelo Twitter”.

    Em fala a apoiadores durante evento de entrega de unidades habitacionais na cidade de Rio Grande (RS), Lula disse: “Vocês já perceberam que o presidente Trump quer governar o mundo pelo Twitter? É fantástico. Todo dia ele fala uma coisa e todo dia o mundo fala ali da coisa que ele falou”. “Vocês acham que é possível, gente?”, prosseguiu o petista. “É possível tratar o povo com respeito se eu não olhar na cara de vocês, se eu achar que vocês são objetos, e não um ser humano?”

    Lula critica Trump e diz que americano quer governar o mundo pelo Twitter

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  • Austrália registra série de ataques de tubarão e acende alerta no surfe

    Austrália registra série de ataques de tubarão e acende alerta no surfe

    Quatro ataques em menos de dois dias deixam feridos, mobilizam resgates e levam autoridades a recomendar que a população evite o mar no litoral de New South Wales.O caso mais recente ocorreu na manhã de terça-feira (20), no horário local, em Point Plomer Beach

    (UOL/CBS NEWS) – Uma sequência incomum de ataques de tubarão voltou a colocar a Austrália em estado de alerta nos últimos dias. Em menos de 48 horas, ao menos quatro pessoas foram atacadas no estado de New South Wales, três delas enquanto surfavam, em diferentes pontos da costa.

    O caso mais recente ocorreu na manhã de terça-feira (20), no horário local, em Point Plomer Beach, no litoral norte do estado. Um surfista de 39 anos foi mordido enquanto estava na água e precisou ser levado ao hospital. Apesar do susto, ele não sofreu ferimentos graves. A prancha apresentava marcas evidentes de dentes, indicando o ataque.

    Segundo Steve Pearce, diretor executivo do Surf Life Saving NSW, a região é conhecida por registrar atividade frequente de tubarões. “A região é conhecida pela presença de tubarões. Ele teve muita sorte por não ter sofrido ferimentos graves”, afirmou à ABC.

    Outros ataques
    O episódio se soma a outros três ataques registrados em um curto intervalo de tempo. O primeiro envolveu uma criança, mordida enquanto nadava no porto de Sydney.

    Pouco depois, um garoto de 11 anos foi atacado durante uma sessão de surfe em Dee Why, praia marcada por um episódio trágico recente, onde o surfista Mercury Psillakas morreu após um ataque de tubarão-branco, em setembro do ano passado.

    Na sequência, um homem na casa dos 20 anos foi gravemente ferido enquanto surfava em North Steyne Beach. Ele permanece em estado crítico.

    Um dos voluntários que ajudaram no resgate relatou o desespero do momento, descrevendo a grande quantidade de sangue e a tentativa de manter a vítima consciente até a chegada à areia. “Um amigo o colocou em cima da prancha e começou a empurrá-lo em direção à praia. Havia sangue na prancha, e eu tentava puxá-los para ajudar. Ele estava em silêncio por causa da dor, mas permanecia consciente. Eu só repetia para ele não olhar para a perna”, contou.

    Evitar o mar
    Diante da escalada de ocorrências, autoridades locais reforçaram os alertas de segurança e chegaram a recomendar que a população evite entrar no mar. De acordo com Pearce, as condições ambientais atuais favorecem a presença de tubarões-touro, espécie conhecida por frequentar águas costeiras e de baixa visibilidade.

    “A qualidade da água está muito ruim, o que é um fator que atrai esse tipo de tubarão. Temos duas pessoas gravemente feridas no hospital. Neste momento, a recomendação é clara: as praias não são seguras”, disse Pearce à ABC.

    A Austrália convive historicamente com a presença de tubarões, mas a concentração de ataques em um intervalo tão curto chama atenção e reacende o debate sobre segurança, monitoramento e protocolos em áreas muito frequentadas por surfistas e banhistas.

    Austrália registra série de ataques de tubarão e acende alerta no surfe

  • Anistia alerta que jovem preso no Irã pode ser executado nesta quarta

    Anistia alerta que jovem preso no Irã pode ser executado nesta quarta

    Organização afirma que Amirhosein Ghaderzadeh, de 19 anos, foi condenado à morte após julgamento sumário, denuncia tortura, violência sexual e desaparecimento forçado e pede pressão internacional para que Teerã suspenda execuções e encerre a repressão aos manifestantes

    A Anistia Internacional denunciou nesta terça-feira que um jovem de 19 anos corre risco iminente de execução no Irã, prevista para quarta-feira (21). Amirhosein Ghaderzadeh foi preso em 9 de janeiro após participar de protestos antigovernamentais na cidade de Rasht, na província de Gilan.

    Em comunicado divulgado nas redes sociais, a organização afirmou que as autoridades iranianas devem suspender imediatamente qualquer plano de executar o jovem e interromper o uso da pena de morte como instrumento de repressão contra manifestantes.

    Segundo a Anistia Internacional, Ghaderzadeh foi detido em sua residência e submetido, junto com as duas irmãs, uma delas de apenas 14 anos, a violência sexual por agentes de segurança. De acordo com o relato, os três foram despidos à força diante de outras pessoas enquanto os agentes revistavam seus corpos à procura de fragmentos metálicos que supostamente comprovariam a participação nos protestos.

    O jovem teria sido preso após as forças de segurança identificarem marcas de balas de borracha em seu corpo. Ele foi condenado à morte por enforcamento em um julgamento realizado em 17 de janeiro, sob acusação de traição ao país. A família foi informada de que a execução está marcada para quarta-feira, 21 de janeiro.

    A organização também afirmou que Ghaderzadeh está em situação de desaparecimento forçado desde a prisão e cobrou das autoridades a divulgação imediata de seu paradeiro, além de proteção contra novas torturas, maus-tratos e a garantia de acesso a atendimento médico adequado.

    A Anistia Internacional pediu ainda que países membros da Organização das Nações Unidas pressionem com urgência Teerã para suspender todas as execuções e pôr fim à repressão violenta contra os protestos, cuja dimensão, segundo a ONG, permanece ocultada por bloqueios à internet.

    Na segunda-feira, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni-Ejei e o presidente do Parlamento Mohammad Bagher Ghalibaf defenderam que pessoas que não tiveram papel central nos distúrbios sejam tratadas com compaixão e clemência islâmicas.

    O Irã vive, desde 28 de dezembro, uma onda de protestos iniciada em Teerã por comerciantes e trabalhadores afetados pelo colapso do rial e pela inflação elevada. As manifestações se espalharam para mais de 100 cidades do país.

    A inflação anual supera 42% e, ao longo de 2025, a moeda iraniana perdeu cerca de 69% de seu valor frente ao dólar, em meio aos efeitos das sanções impostas pelos Estados Unidos e pela ONU devido ao programa nuclear iraniano.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a ameaçar o regime iraniano com uma possível intervenção militar para conter a repressão, afirmando que a ajuda estava a caminho. Posteriormente, porém, recuou e declarou que Washington não intervirá, voltando sua atenção a outros temas da agenda internacional, como a Groenlândia.
     
     

    Anistia alerta que jovem preso no Irã pode ser executado nesta quarta