Autor: REDAÇÃO

  • Groenlândia reage a ameaça dos EUA e orienta população a se preparar

    Groenlândia reage a ameaça dos EUA e orienta população a se preparar

    Primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen afirmou que a população deve se preparar para cenários extremos diante da escalada de tensões com os Estados Unidos. Dinamarca e aliados europeus veem risco de agravamento da crise e já iniciam resposta militar coordenada

    O governo da Groenlândia passou a adotar um discurso de alerta máximo diante da escalada de tensão com os Estados Unidos. Nesta terça-feira (20), o primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen afirmou que a população deve começar a se preparar para cenários extremos, incluindo uma eventual ação militar contra o território.

    Durante uma coletiva de imprensa, Nielsen disse que o Executivo criou um grupo de trabalho encarregado de orientar os moradores sobre medidas básicas de autoproteção. Entre elas, estão recomendações como manter reservas de alimentos e seguir instruções que serão divulgadas em materiais informativos preparados pelo governo.

    Segundo o premiê, declarações recentes do presidente norte-americano, Donald Trump, indicam que a possibilidade de uso da força não foi descartada. “Quando um chefe de Estado afirma publicamente que essa opção está em aberto, não podemos agir como se fosse impossível”, afirmou.

    Apesar de considerar um conflito armado improvável, Nielsen deixou claro que a hipótese não será ignorada. Ele lembrou que a Groenlândia integra a Otan e que qualquer escalada teria repercussões internacionais. “Uma crise desse tipo não se limitaria à ilha. As consequências seriam globais”, disse.

    No mesmo dia, Trump voltou a afirmar que não pretende abandonar o objetivo de assumir o controle da Groenlândia e evitou afastar explicitamente a possibilidade de uma ação militar para garantir o domínio do território ártico.

    Clima de alerta na Europa

    A reação europeia também se intensificou. Em Copenhague, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou ao Parlamento que o cenário tende a se agravar. Para ela, a crise atual representa um momento particularmente delicado da política internacional e pode evoluir para uma fase ainda mais crítica.

    A Groenlândia, embora autônoma, está sob soberania dinamarquesa e faz parte da estrutura de segurança da Otan. A insistência de Trump em anexar o território ameaça desestabilizar alianças que sustentam a segurança do Ocidente há décadas.

    Desde o início de seu segundo mandato, o presidente americano classifica a ilha como estratégica para a defesa dos Estados Unidos, especialmente por seu papel em um futuro sistema antimísseis conhecido como Domo de Ouro.

    Diante do aumento da tensão, países como Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Holanda e Suécia iniciaram o envio de tropas à Groenlândia e planejam exercícios militares no território, em um esforço coordenado de demonstração de apoio à Dinamarca e à aliança atlântica.

    Groenlândia reage a ameaça dos EUA e orienta população a se preparar

  • Cidades famosas que todo mundo acha que são capitais, mas não são

    Cidades famosas que todo mundo acha que são capitais, mas não são

    De metrópoles cinematográficas a centros históricos, algumas das cidades mais icônicas do mundo são frequentemente confundidas com capitais nacionais. Sua fama, cultura e influência global fazem com que pareçam centros políticos, embora a administração oficial resida em outros lugares. Sejam potências financeiras, ícones culturais ou destinos turísticos lendários, essas cidades cativaram a imaginação do mundo todo, mas as verdadeiras capitaisdesses países podem te surpreender.

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    Clique para explorar cidades conhecidas que as pessoas costumam presumir serem capitais e descubra as verdadeiras sedes políticas por trás delas.

    Cidades famosas que todo mundo acha que são capitais, mas não são

  • Estúdio de "Halo" e "Destiny" lança novo jogo online em março

    Estúdio de "Halo" e "Destiny" lança novo jogo online em março

    Jogo de tiro online da Bungie chega em março com cross-play, ambientação futurista e foco em exploração competitiva, no qual jogadores arriscam equipamentos a cada incursão e disputam recursos tanto contra inimigos do cenário quanto contra outros players

    A Bungie, estúdio responsável por franquias como Halo e Destiny, anunciou que seu próximo lançamento, Marathon, chegará oficialmente no dia 5 de março para PlayStation 5, Xbox Series e PC.

    O jogo estava inicialmente previsto para setembro do ano passado, mas acabou sendo adiado após a desenvolvedora decidir incorporar sugestões e críticas recebidas durante as fases de testes e avaliações da comunidade.

    Mesmo com o lançamento em múltiplas plataformas, a Bungie confirmou que Marathon contará com cross-play, permitindo que jogadores de sistemas diferentes joguem juntos.

    Ambientado no ano de 2850, o título se passa em um universo de ficção científica no qual os jogadores assumem o papel de Runners. O objetivo é explorar mapas hostis em busca de armas e equipamentos cada vez mais poderosos. Caso o personagem morra durante uma incursão, todo o loot obtido é perdido. Já quem consegue escapar com vida garante os itens de forma permanente.

    Além de enfrentar inimigos controlados pelo jogo, as equipes também precisam lidar com outros jogadores que disputam os mesmos recursos, o que adiciona um forte componente competitivo às partidas.

    Pode ver acima o novo trailer de “Marathon”.

    Estúdio de "Halo" e "Destiny" lança novo jogo online em março

  • Corinthians monitora ex-Flamengo, mas custo elevado dificulta negócioa

    Corinthians monitora ex-Flamengo, mas custo elevado dificulta negócioa

    (UOL/FOLHAPRESS) – A negociação do Corinthians para contratar o volante Vini Souza, do Wolfsburg, é considerada difícil de avançar nos bastidores do clube paulista.

    O UOL apurou que o estafe do jogador avalia que o time alemão não deve facilitar um acordo nos moldes pretendidos pelo Corinthians. A diretoria alvinegra, por sua vez, tem descartado negociações que envolvam altos valores.

    O Corinthians monitora o atleta e já consultou seus representantes sobre a possibilidade de um empréstimo até o fim da temporada. A informação sobre os contatos foi publicada inicialmente pelo ge e confirmada pelo UOL.

    Pessoas ligadas a Vini Souza entendem que o Wolfsburg dificilmente liberará o volante, já que investiu 15 milhões de euros, cerca de R$ 95 milhões na cotação da época, em sua contratação, em julho do ano passado. Assim, embora não se oponha à ideia de defender o Timão, o jogador trata as conversas com cautela.

    Até o momento, o Corinthians não abriu negociação formal com o clube alemão. As tratativas seguem restritas ao estafe do atleta e não apresentam evolução significativa.

    Ex-Flamengo

    Revelado pelo Flamengo, Vini Souza foi negociado em 2020 com o Lommel, da Bélgica. Na sequência, acumulou empréstimos para o Mechelen, também da Bélgica, e para o Espanyol, da Espanha.

    Em 2023, o volante foi vendido por 12,5 milhões de euros, cerca de R$ 67,4 milhões à época, ao Sheffield United, da Inglaterra, clube pelo qual atuava antes de ser negociado com o Wolfsburg.
     

    O Inter busca a contratação de um lateral-esquerdo para ser a sombra de Bernabei. O argentino ainda é considerado titular absoluto, mas, após 2025 ruim, é visto como “intocável demais”

    Folhapress | 10:00 – 20/01/2026

     

    Corinthians monitora ex-Flamengo, mas custo elevado dificulta negócioa

  • Dólar e Bolsa avançam com mercado atento a novas ameaças de tarifas dos EUA

    Dólar e Bolsa avançam com mercado atento a novas ameaças de tarifas dos EUA

    A moeda americana avança com a busca global por ativos de segurança após ameaças tarifárias de Donald Trump contra países europeus, enquanto o Ibovespa recua e as curvas de juros futuros sobem em meio ao aumento das tensões comerciais entre EUA e União Europeia

    (FOLHAPRESS) – O dólar opera em alta nesta terça-feira (20), com investidores atentos às ameaças dos Estados Unidos de aplicar tarifas sobre oito países europeus até que seja autorizada a compra da Groenlândia.

    A preocupação com novos aumentos tarifários impulsiona uma busca global por ativos de segurança, movimento que se reflete na valorização do dólar frente à maioria das moedas emergentes. No Brasil, as curvas de juros futuros também avançam, em um sinal de cautela do mercado.

    Às 11h56, a moeda norte-americana subia 0,27%, cotada a R$ 5,378. O Ibovespa, por sua vez, recuava 0,59%, aos 165.835 pontos.

    As ameaças de novas tarifas por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre parceiros comerciais europeus começaram no fim de semana. No sábado (17), ele prometeu impor tarifas adicionais de importação de 10% sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido, países que já haviam sido alvo de tarifas no ano passado.

    Segundo Trump, as taxas entrarão em vigor em 1º de fevereiro e permanecerão até que os EUA obtenham permissão para comprar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. As tarifas subirão para 25% em 1º de junho e continuarão vigentes até que um acordo sobre a ilha seja alcançado, escreveu o republicano.

    Trump afirmou ainda que já não pensa mais “puramente na paz”, evitando dizer se usaria força militar para tomar o território, mas reiterando a ameaça tarifária.

    Em resposta, a União Europeia avalia medidas de retaliação. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu nesta terça-feira que a reação do bloco será “inabalável” e “proporcional”.

    “Mergulhar-nos em uma espiral descendente só ajudaria os próprios adversários que ambos estamos tão empenhados em manter fora do cenário estratégico. Portanto, nossa resposta será inabalável, unida e proporcional”, afirmou von der Leyen em discurso durante encontro das elites globais em Davos, onde começou o Fórum Econômico Mundial.

    Atualmente, os europeus analisam um pacote de tarifas sobre 93 bilhões de euros (R$ 581 bilhões) em importações dos EUA, que poderia entrar em vigor automaticamente em 6 de fevereiro, após o fim de uma suspensão de seis meses.

    Outra alternativa em estudo é o acionamento do Instrumento Anti-Coerção (ACI), nunca utilizado até agora, que permitiria limitar o acesso a licitações públicas, investimentos ou atividades bancárias, além de restringir o comércio de serviços, setor no qual os EUA mantêm superávit com o bloco, incluindo serviços digitais.

    Os países europeus terão uma reunião na quinta-feira (22) para deliberar sobre a resposta às ameaças de Trump.

    Na avaliação de Robert Schramm Fuchs, gerente de portfólio da Janus Henderson Investors, os mercados globais podem estar subestimando a escalada das tensões. “Embora as tarifas e seus impactos sejam mais bem compreendidos do que eram há nove meses, observamos um certo grau de complacência nessa reação inicial ao risco de escalada”, afirma. “Nossa preocupação é que a ausência de uma resposta mais forte do mercado financeiro possa incentivar ambos os lados a intensificar a disputa para ganhar poder de barganha.”

    Apesar da alta do dólar frente a moedas emergentes, a divisa recuava diante de moedas fortes. O índice DXY caía 0,49%, aos 98,56 pontos, refletindo a valorização do euro, iene, libra, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço.

    No Brasil, as curvas de juros futuros registravam avanços mais expressivos nos contratos longos. A taxa do DI para janeiro de 2028 subia 0,5%, para 13,2%. A de janeiro de 2031 avançava 0,82%, para 13,6%, enquanto a de janeiro de 2036 tinha alta de 1%, alcançando 13,825%.

    Segundo Daniel Teles, sócio da Valor Investimentos, o movimento reflete a alta dos Treasuries, os títulos do Tesouro norte-americano, após o feriado que manteve os mercados fechados na segunda-feira. “As Treasuries, refletindo a disputa entre EUA e UE, pressionam os mercados de juros no mundo inteiro. Houve também uma liquidação intensa de títulos do governo japonês, negociados em máximas históricas, o que levanta preocupações sobre a realocação de capital e o aumento dos riscos”, afirma.

    As Treasuries de dez anos, referência global, subiam 1,2%, a 4,28%.

    O mercado também acompanha a expectativa em torno do novo nome para comandar o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. O mandato do atual presidente, Jerome Powell, termina em maio, em meio a tensões crescentes com Trump sobre o nível dos juros.

    Powell tem resistido às pressões do presidente por cortes nas taxas, afirmando que as decisões de política monetária se baseiam em dados econômicos, e não em influência política.

    Trump declarou estar inclinado a nomear o ex-diretor do Fed Kevin Warsh ou o atual diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett. “Os dois Kevins são muito bons. Há outras pessoas qualificadas. Anunciarei algo nas próximas semanas”, disse.

    De acordo com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, a decisão pode sair já na próxima semana. “Estamos agora com quatro candidatos”, afirmou em entrevista à CNBC. Os outros nomes cotados são Christopher Waller, atual diretor do Fed, e Rick Rieder, diretor de investimentos em renda fixa da BlackRock.
     

    Dólar e Bolsa avançam com mercado atento a novas ameaças de tarifas dos EUA

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  • Moraes autoriza visita de Tarcísio a Bolsonaro na Papudinha na quinta (22)

    Moraes autoriza visita de Tarcísio a Bolsonaro na Papudinha na quinta (22)

    Autorização inclui ainda visitas de familiares e aliados políticos e ocorre após a transferência do ex-presidente da sede da Polícia Federal para a sala de Estado-Maior na Papuda, medida considerada positiva por interlocutores de Bolsonaro

    (CBS NEWS) — O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso no local conhecido como Papudinha.

    O magistrado agendou para quinta-feira (22) a ida do governador à sala de Estado-Maior instalada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde Bolsonaro se encontra detido.

    Moraes também autorizou a visita de Diego Torres Dourado, irmão de Michelle Bolsonaro, no dia 28 de janeiro, e de Bruno Scheid, integrante do PL, no dia 29.

    O pedido para a realização dos encontros foi protocolado pela defesa de Bolsonaro nesta segunda-feira (19), poucos dias após a transferência do ex-presidente de uma sala na sede da Polícia Federal para a Papudinha.

    Segundo aliados, Tarcísio teve papel relevante na mudança, ao atuar junto a um ministro do Supremo em favor da concessão de prisão domiciliar a Bolsonaro. Apesar de Moraes não ter autorizado o regime domiciliar, a transferência para a Papudinha foi avaliada como positiva por pessoas próximas ao ex-presidente, sob o argumento de que o local oferece melhores condições.

    Condenado por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro havia sido retirado do regime domiciliar e levado à Superintendência da PF, em Brasília, em novembro, após tentar violar a tornozeleira eletrônica. À época, ele afirmou ter agido por “curiosidade”.

    Médicos atribuíram o episódio a um quadro de confusão mental relacionado ao uso de medicamentos. Especialistas ouvidos afirmam que os remédios são considerados seguros, embora, em casos raros, possam provocar delírio.

    Desde a prisão em regime fechado, a defesa apresentou uma série de pedidos ao ministro Alexandre de Moraes, que vão desde a instalação de uma smart TV até a redução do ruído do ar-condicionado. Familiares também têm alegado riscos à saúde do ex-presidente fora de casa, argumento que ganhou força após Bolsonaro sofrer uma queda e exames apontarem traumatismo craniano leve.
     

    Moraes autoriza visita de Tarcísio a Bolsonaro na Papudinha na quinta (22)

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  • Aneel suspende por 90 dias ressarcimento previsto a consumidores de energia elétrica

    Aneel suspende por 90 dias ressarcimento previsto a consumidores de energia elétrica

    A suspensão do processamento desses ressarcimentos é determinada por lei aprovada no ano passado, que prevê compensação aos geradores de energia solar e eólica afetados pelos chamados cortes de geração, conhecidos como curtailment

    A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira, 20, uma medida cautelar que suspende, por 90 dias, os ressarcimentos devidos pelos geradores de energia aos consumidores, no âmbito de dois tipos de contratos de fornecimento. A decisão foi tomada durante a primeira reunião do ano da agência.

    A relatoria ficou a cargo da diretora Agnes da Costa, que já havia antecipado seu voto na semana passada. Anualmente, quando as empresas não conseguem gerar a quantidade de energia prevista, os empreendedores são obrigados a realizar pagamentos à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

    Esses valores estão previstos no Contrato de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado e no Contrato de Energia de Reserva (CER).

    A suspensão do processamento desses ressarcimentos é determinada por lei aprovada no ano passado, que prevê compensação aos geradores de energia solar e eólica afetados pelos chamados cortes de geração, conhecidos como curtailment.

    O Ministério de Minas e Energia abriu uma consulta pública para definir as regras dessa compensação.

    Na prática, haverá um encontro de contas. Caso o ressarcimento aos consumidores fosse mantido neste momento, o valor destinado pela lei à compensação dos geradores seria reduzido, o que poderia afetar o fluxo de caixa das empresas e gerar custos financeiros adicionais.

    Aneel suspende por 90 dias ressarcimento previsto a consumidores de energia elétrica

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  • Trump tenta reunir Putin e Zelenski em Conselho da Paz, mas sobre Gaza

    Trump tenta reunir Putin e Zelenski em Conselho da Paz, mas sobre Gaza

    Zelenski confirma convite, mas evita resposta imediata; proposta de Trump reúne dezenas de países, provoca resistências na Europa, amplia tensão com aliados históricos e prevê colegiado sob tutela direta dos Estados Unidos para tratar do futuro de Gaza

    (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o ucraniano Volodimir Zelenski para integrar o chamado Conselho da Paz, parte da segunda fase do plano do republicano para o fim do conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza.

    Zelenski confirmou o convite nesta terça-feira (20), mas ainda não deu uma resposta, assim como a maioria dos líderes globais chamados por Trump para compor o grupo, entre eles o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

    Autoridades ucranianas, no entanto, afirmam que não se veem participando de qualquer comissão ao lado de Putin e do líder da Belarus, Aleksandr Lukachenko, também convidado, enquanto o país segue sob a invasão russa.

    Na noite de segunda-feira (19), Trump confirmou que havia convidado Putin. Já nesta terça, a China informou que também recebeu o convite do presidente americano.

    O governo brasileiro foi igualmente chamado, assim como Argentina, Paraguai, Alemanha, Canadá, Polônia, Armênia, Cazaquistão, Uzbequistão, entre dezenas de outros países, incluindo Israel. O Palácio do Planalto ainda não se manifestou sobre o tema.

    Pesa na decisão brasileira a estrutura do colegiado, que ficaria sob tutela direta de Trump, e o fato de o presidente americano tentar transformar o grupo em uma alternativa aos fóruns tradicionais de decisões internacionais, especialmente a ONU. Ainda assim, a criação do conselho para Gaza foi autorizada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

    Segundo fontes ouvidas pela reportagem, o governo Trump pretende exigir o pagamento de ao menos US$ 1 bilhão dos países interessados em obter um assento permanente no grupo. As decisões seriam tomadas por maioria simples, com um voto por Estado-membro, mas dependeriam de aval final do presidente dos Estados Unidos.

    Em meio ao momento mais delicado das relações entre Washington e a Europa nos últimos anos, o presidente da França, Emmanuel Macron, deve recusar o convite para integrar o Conselho de Paz para Gaza, de acordo com a agência Reuters, citando uma fonte próxima ao Palácio do Eliseu.

    Alvo frequente de críticas de Trump, Macron tem adotado postura mais firme contra o republicano desde a escalada das ameaças americanas de controle sobre a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca.

    Nesta terça-feira, Trump publicou uma série de mensagens na rede Truth Social intensificando o tom contra aliados históricos dos Estados Unidos. Em uma delas, divulgou uma suposta mensagem de Macron afirmando não entender a postura americana em relação à Groenlândia.

    Antes disso, Trump já havia ameaçado impor tarifas e ironizado a situação política do presidente francês, cujo mandato termina em maio de 2027. Questionado sobre a possível recusa de Macron ao convite, o republicano afirmou que “ninguém o quer porque ele deixará o cargo em breve”.

    “Vou impor uma tarifa de 200% sobre os vinhos e champanhes, e ele vai aderir, mas não precisa fazer isso”, disse Trump. O Ministério da Agricultura da França classificou a declaração como chantagem.

    O Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, deve concentrar novas respostas ao convite para o conselho sobre Gaza. Macron chegou a convidar Trump para um jantar em Paris após o evento, mas ambos estarão na Suíça em dias diferentes e não devem se encontrar.

    Trump vai a Davos acompanhado de uma ampla comitiva e deve se reunir com o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, figura central nas negociações do cessar-fogo em Gaza e também convidado para o Conselho da Paz. Autoridades egípcias, inclusive, integram o Conselho Executivo para Gaza, braço técnico do plano que prevê a gestão do território palestino.

     

    Trump tenta reunir Putin e Zelenski em Conselho da Paz, mas sobre Gaza

  • Von der Leyen promete que resposta da UE às ameaças de tarifas de Trump será 'proporcional e unida'

    Von der Leyen promete que resposta da UE às ameaças de tarifas de Trump será 'proporcional e unida'

    Presidente da Comissão Europeia promete reação “unida e proporcional” às ameaças de Donald Trump sobre tarifas e a Groenlândia, enquanto o bloco avalia um pacote de retaliações bilionárias e a possível adoção da chamada “bazuca comercial”.

    (FOLHAPRESS) – A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu nesta terça-feira (20) que a resposta do bloco às reiteradas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, envolvendo a Groenlândia e a imposição de tarifas sobre países europeus será “inabalável” e “proporcional”.

    “Mergulhar em uma espiral descendente só ajudaria os próprios adversários que ambos estamos tão empenhados em manter fora do cenário estratégico. Portanto, nossa resposta será inabalável, unida e proporcional”, afirmou von der Leyen em discurso durante encontro das elites globais em Davos, onde ocorre o Fórum Econômico Mundial.

    No momento, os europeus avaliam um pacote de tarifas sobre 93 bilhões de euros, cerca de R$ 581 bilhões, em importações dos Estados Unidos. As medidas poderiam entrar em vigor automaticamente em 6 de fevereiro, após o fim de um período de suspensão de seis meses.

    Outra opção em estudo é o acionamento do Instrumento Anti-Coerção (ACI), nunca utilizado até agora. O mecanismo permitiria limitar o acesso a licitações públicas, investimentos ou atividades bancárias, além de restringir o comércio de serviços, setor em que os Estados Unidos têm superávit com o bloco, incluindo serviços digitais.

    A União Europeia deve realizar uma reunião nesta quinta-feira (22), em Bruxelas, para discutir qual resposta será adotada diante das ameaças de Trump.

    Na segunda-feira, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que uma eventual reação europeia deve se limitar à criação de um “temido grupo de trabalho europeu” e disse não acreditar em uma resposta rápida e contundente. “Imagino que eles formarão primeiro o temido grupo de trabalho europeu, que parece ser sua arma mais contundente”, comentou Bessent em Davos.

    Nesta terça-feira, Trump voltou a afirmar que não abrirá mão da intenção de vincular a Groenlândia aos interesses americanos. “A Groenlândia é imperativa para a segurança nacional e global. Não há como voltar atrás”, escreveu em sua rede social Truth Social.

    Bessent também minimizou a possibilidade de que um novo conflito comercial entre Estados Unidos e União Europeia afete o custo de vida dos americanos. “As tarifas foram o cão que não latiu em termos de aumentos de preços”, disse, ao afirmar que a inflação avançou em ritmo menor do que o esperado.

    A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, se ofereceu para atuar como mediadora nas negociações. Apesar de compartilhar alinhamento político e ideológico com Trump, Meloni criticou a ameaça do presidente americano de impor tarifas de 10% sobre importações de Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido a partir de 1º de fevereiro.

    “A perspectiva de tarifas mais altas para aqueles que contribuem para a segurança da Groenlândia é, na minha opinião, um erro, e obviamente não compartilho dessa posição”, afirmou Meloni no domingo (18). “Conversei com Trump e disse a ele o que penso. Precisamos retomar o diálogo”, acrescentou.

    Os ministros das Finanças da França e da Alemanha declararam nesta segunda-feira que as principais potências europeias não aceitarão chantagens e responderão de forma clara e unida às ameaças do presidente americano. “Alemanha e França concordam: não nos permitiremos ser chantageadas”, disse o ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, após reunião com o colega francês. Segundo ele, “o limite foi atingido”.

    O pacote de 93 bilhões de euros

    Uma das medidas avaliadas pela União Europeia é a retomada de um pacote de tarifas retaliatórias no valor de 93 bilhões de euros, aprovado em julho do ano passado, quando os Estados Unidos ameaçavam impor taxas de 30% sobre produtos europeus. Um mês depois, os dois lados chegaram a um acordo para reduzir a cobrança para 15%, e o pacote foi suspenso.

    Com o novo anúncio de Trump, no entanto, a aplicação das tarifas voltou ao centro do debate. Segundo o jornal Financial Times, a UE estuda impor taxas sobre aviões da Boeing, automóveis, uísque bourbon, soja, maquinário, dispositivos médicos, produtos químicos, plásticos e equipamentos elétricos.

    A escolha dos produtos levou em conta o fato de eles não serem essenciais para as exportações europeias, ao mesmo tempo em que podem causar impacto relevante na economia americana. “Como a lista de 93 bilhões de euros é muito ampla, o principal critério parece ter sido minimizar os impactos negativos para a UE”, afirmou Ignacio Garcia Bercero, ex-alto funcionário do comércio europeu.

    O que é o Instrumento Anti-Coerção (ACI)

    Adotado em 2023, mas ainda não utilizado, o ACI permite restringir o acesso de grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos e de outros países ao mercado europeu. O mecanismo é conhecido como a “bazuca comercial” da UE e considerado sua ferramenta mais poderosa.

    Entre as medidas possíveis estão a revogação de direitos de propriedade intelectual, a imposição de tarifas sobre a Netflix ou filmes de Hollywood, o impedimento de empresas americanas em contratos de compras governamentais e até o fechamento dos mercados financeiros europeus para bancos dos Estados Unidos.

    Há, no entanto, preocupação com os impactos dessas ações sobre a economia europeia e seus consumidores, especialmente pela falta de alternativas a fundos de capital de risco americanos e a serviços de computação em nuvem. Além disso, o processo é lento: a Comissão Europeia precisa investigar a suposta coerção, negociar com os Estados Unidos e obter aprovação de uma maioria ponderada dos Estados-membros, um trâmite que pode levar várias semanas.
     

    Von der Leyen promete que resposta da UE às ameaças de tarifas de Trump será 'proporcional e unida'

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  • Netflix pagará US$ 82 bilhões em dinheiro pela Warner para garantir compra

    Netflix pagará US$ 82 bilhões em dinheiro pela Warner para garantir compra

    A transação segue prevista para ser finalizada entre 12 e 18 meses após o acordo original, firmado em dezembro de 2025, e ainda depende de aprovações regulatórias nos Estados Unidos e na Europa, além do aval dos acionistas da Warner Bros. Discovery

    (CBS NEWS) – A Netflix concordou em adquirir os estúdios da Warner Bros. Discovery e a HBO Max em uma transação integralmente em dinheiro, numa tentativa de barrar a oferta rival hostil da Paramount Skydance, segundo a revista Variety. O acordo está avaliado em US$ 82,7 bilhões, cerca de R$ 444 bilhões.

    A mudança para pagamento totalmente em dinheiro “simplifica a estrutura da transação, oferece maior segurança de valor aos acionistas da Warner Bros. Discovery e acelera o caminho para a votação dos acionistas”, afirmaram porta-vozes das empresas à publicação americana. O acordo original, anunciado em dezembro, previa cerca de 84% do valor em dinheiro, o que deixava os acionistas expostos à volatilidade das ações da Netflix.

    Com os novos termos, a votação dos acionistas da Warner Bros. Discovery poderá ocorrer até abril de 2026.

    Outro ajuste relevante envolve a criação da Discovery Global, que ficará fora do escopo da aquisição pela Netflix. A nova empresa reunirá canais de televisão como CNN, TNT, TBS, HGTV, Food Network e TNT Sports. A Netflix aceitou contribuir para a redução da dívida líquida dessa companhia, e a separação deve ser concluída em um prazo de seis a nove meses.

    A transação segue prevista para ser finalizada entre 12 e 18 meses após o acordo original, firmado em dezembro de 2025, e ainda depende de aprovações regulatórias nos Estados Unidos e na Europa, além do aval dos acionistas da Warner Bros. Discovery. Os conselhos de administração das duas empresas aprovaram o novo formato por unanimidade.

    Enquanto isso, a Paramount Skydance continua pressionando os acionistas com uma oferta hostil de US$ 108,4 bilhões, cerca de R$ 542 bilhões, também em dinheiro. A empresa chegou a entrar com uma ação judicial exigindo mais transparência sobre a avaliação da Discovery Global e anunciou a intenção de disputar o controle do conselho da companhia.

    David Zaslav, CEO da Warner Bros. Discovery, afirmou que o acordo aproxima “duas das maiores empresas de storytelling do mundo”. Já Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, disse que a operação “oferece maior segurança financeira e ampliará o acesso global a conteúdos de TV e cinema”.
     
     

     

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