Autor: REDAÇÃO

  • Carrefour anuncia troca de executivos e redesenha operação no Brasil

    Carrefour anuncia troca de executivos e redesenha operação no Brasil

    Principal mudança será a criação do cargo de ‘deputy-CEO’, que será ocupada por um executivo francês; alterações afetam as áreas de varejo, transformação e imobiliário

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Carrefour anunciou internamente uma série de mudanças na diretoria do grupo. A empresa afirma que o objetivo é simplificar a operação e melhorar a eficiência nos braços de varejo, transformação e imobiliário.

    Segundo comunicado assinado por Pablo Lorenzo, atual CEO da companhia, as mudanças terão início em 5 de janeiro. A principal alteração será a entrada de Julien Munch, atual COO (diretor de operações) do Carrefour na França, que chega ao Brasil para atuar como “deputy-CEO”, uma espécie de vice-CEO.

    Além da nova posição, Munch vai supervisionar as operações de Carrefour, Sam’s Club e Imobiliário -se reportando a Lorenzo. No Carrefour desde 2021, Munch chegou a atuar por três anos como CEO da companhia na Romênia e migrou para a diretoria de operações na França em 2024.

    As informações foram veiculadas inicialmente pelo jornal Valor Econômico e confirmadas pela reportagem.

    O cargo de CTO (Chief Transformation Officer), comandado por Marcelo Tardin desde 2022, será eliminado. Com isso, as áreas do centro de serviços compartilhados (CSC) de finanças e recursos humanos serão chefiados por Berengere Guillemin, que deixou o grupo na França para se tornar diretora financeira no Brasil em outubro, e Viviane Gaspari.

    Por fim, as áreas de segurança, prevenção de riscos e licenças passarão a se reportar a Nelcina Tropardi, presidente do conselho de administração do grupo, e o projeto Sempre Simples, que integra o escopo de transformação, será liderado por Aydes Marques, atual vice-presidente de Digital.

    O período de transição deve ocorrer até 31 de janeiro, segundo o comunicado de Pablo Lorenzo ao qual a reportagem teve acesso.

    Serão desligados os executivos José Rafael Vasquez, que atuava como diretor presidente do Sam’s Club e do segmento de varejo, Marcelo Tardin e Liliane Dutra, chefe da divisão imobiliária da companhia.

    “O Grupo Carrefour Brasil informa que os movimentos recentes, liderados pelo CEO Pablo Lorenzo, fazem parte da reorganização da empresa com foco em simplificação e integração das operações”, disse a varejista em nota.

    Anunciado como CEO do grupo no país em julho, Pablo Lorenzo disse em entrevista recente a Folha de S.Paulo que para 2026 seu objetivo é integrar a inteligência artificial na operação da companhia para prever comportamentos de consumo, aumentar a participação dos fornecedores locais como forma de diminuir custos logísticos e abrir até 20 novas lojas.

    RAIO-X CARREFOUR BRASIL

    Fundação: 1975
    Sede: Barueri (SP)
    Funcionários: 120 mil
    Bandeiras: Carrefour, Atacadão, Carrefour Express, Sam’s Club
    Presença: 763 lojas de varejo alimentar (em todos os estados do país e no Distrito Federal); 104 postos de combustíveis; 98 drogarias; 49 centros de distribuição
    Principais concorrentes: Assaí, Grupo Pão de Açúcar, Grupo Matheus e grandes redes regionais
    Faturamento em 2024: R$ 120,6 bilhões

    Carrefour anuncia troca de executivos e redesenha operação no Brasil

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  • SBT rebate críticas de Zezé Di Camargo e cancela especial de Natal

    SBT rebate críticas de Zezé Di Camargo e cancela especial de Natal

    O sertanejo comentou a presença de Lula na festa do SBT News e decidiu atacar as herdeiras de Silvio Santos que lançaram canal voltado para o jornalismo

    Nesta segunda-feira (15), a direção do SBT se manifestou diante às críticas do cantor Zezé Di Camargo contra a presença do presidente Lula e ministro Alexandre de Moraes na festa de lançamento do canal de jornalismo SBT News.

    O sertanejo Zezé di Carmargo viralizou após fazer duras críticas contra a direção do canal afirmando que as filhas de Silvio Santos estão impondo uma linha de atuação diferente da defendida pelo fundador do SBT, falecido em 2024. O cantor chegou a pedir o cancelamento de seu musical especial de Natal no SBT, que já estava gravado, por conta de sua posição política. 

    Agora, após enorme repercussão, o SBT se posicionou contra o comportamento do cantor atacando as filhas de Silvio Santos e anunciou o cancelamento do musical de Natal: “A Assessoria de Comunicação informa que, após avaliações internas, a cúpula do SBT decidiu por não exibir o Especial “Natal é Amor com Zezé Di Camargo”, programado para a próxima quarta-feira, às 23h.A emissora divulgará em breve a atração que ocupará o horário”, dizia a nota.

    Daniela Beyruti também comentou a polêmica com o sertanejo e afirmou que o lançamento do SBT News tem foco no jornalismo de qualidade e o evento de lançamento priorizou ter diferentes personalidades, inclusive de distintos aspectos políticos. “Queremos entregar ao Brasil um jornalismo confiável, sem partido, sem lado. Um jornalismo que não terá viés, não terá algoritmo, não provocará divisão e raiva entre as partes, não será nutrido por inteligência artificial e dará ao público apenas a notícia e a verdade dos fatos”, disse.

    SBT e política

    Silvio Santos sempre afirmava que o SBT estaria em função do governo, não de políticos. Além disso, Silvio Santos teve proximidade com todos os presidentes recentes do Brasil, desde Collor, até Lula e Bolsonaro. Além disso, Lula ajudou o empresário no caso do escândalo do ‘Panamericano’, quando Silvio Santos teve um rombo em seu banco e obteve ajuda do governo.

    No lançamento do SBT News, Lula comentou que o apresentador o procurou visivelmente abalado e temendo ser preso por causa do escândalo financeiro que envolveu a instituição. “Achei que ia ser preso”, teria dito Silvio Santos.

    SBT rebate críticas de Zezé Di Camargo e cancela especial de Natal

  • Mundial de Clubes de vôlei masculino começa neste terça-feira em Belém

    Mundial de Clubes de vôlei masculino começa neste terça-feira em Belém

    O Ginásio Guilherme Paraense, o Mangueirinho, em Belém (PA), será palco do Mundial de Clubes de vôlei masculino a partir desta terça-feira (16). O Brasil conta três times entre os oito participantes. Atual campeão, o Cruzeiro será o primeiro a estrear: às 10h (horário de Brasília), a equipe mineira encara o Osaka Bluteon (Japão), pelo Grupo B. Já o conterrâneo Praia Clube enfrenta o Al-Rayyan (Catar) às 17h e o Vôlei Renata, de Campinas (SP) duela com o Zawiercie (Polônia) às 20h30 – ambos os jogos pelo Grupo A. As partidas terão transmissão ao vivo na VBTV, streaming da Federação Internacional de Voleibol (FIVB)

    Esta é a primeira vez que a capital paraense sedia o evento da FIVB, desde a criação do Mundial em 1989. Outras quatro cidades do país já receberam a competição: São Paulo (1991), Betim (2013, 2015, 2026, 2019, 2021 e 2022), Belo Horizonte (2014) e Uberlândia (2024).


     

    Entre os favoritos ao título está o Cruzeiro, vencedor da Superliga 2024/25. O time celeste coleciona cinco troféus do Mundial de Clubes (2013, 2015, 2016, 2021 e 2024) e divide o posto de maior vencedor do torneio com o Trentino (Itália), também pentacampeão, mas fora desta edição. Além do Osaka (Japão), vice-campeão asiático, o Cruzeiro enfrentará o Perugia (Itália), campeão europeu, e o Swehly Sports Club (Líbano), campeão africano, ambos pelo Grupo B.

    Vice-campeão sul-americano, o Praia Clube está na chave A, junto com o Vôlei Renata, de Campinas, que conquistou a vaga reservada ao país-sede. No mesmo grupo estão o polonês Zawiercie, vice-campeão europeu e o catari Al-Rayyan Sports Club, campeão asiático.

    Na primeira fase do Mundial, os quatro clubes de cada chave competem entre si, até quinta-feira (18). Os dois primeiros colocados se classificam às semifinais, programadas para sábado (20). A decisão do título e a disputa do bronze ocorrerão no domingo (20).

    Primeira fase – jogos de times brasileiros

    Terça-feira (16)

    10h – Cruzeiro x Osaka Bluteon

    17h – Al-Rayyan x Praia Clube

    20h30 – Campinas x Zawiercie

    Quarta (17)

    10h – Cruzeiro x Swehly

    20h30 – Campinas x Praia Clube

    Quinta (18)

    10h – Cruzeiro x Perugia

    17h – Praia Clube x Zawiercie

    20h30 – Campinas x Al-Rayyan


    Mundial de Clubes de vôlei masculino começa neste terça-feira em Belém

  • CCJ do Senado avalia limitar redução de pena a atos do 8/1

    CCJ do Senado avalia limitar redução de pena a atos do 8/1

    Especialistas se dividem sobre efeito de emenda do senador Otto Alencar sobre punição a Bolsonaro; parlamentar é contrário a anistia e já se manifestou contra projeto aprovado na Câmara

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), propôs limitar a fatos ligados ao 8 de Janeiro o alcance do projeto que reduz as penas dos condenados nos processos da trama golpista.

    O chamado PL da Dosimetria, já aprovado pela Câmara, tem sido alvo de críticas por abrir brecha para beneficiar também pessoas que cometeram crimes de outra natureza -o relator do projeto na Casa Baixa, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), nega que haja essa possibilidade.

    “Tenho certeza absoluta que, do jeito que está, esse texto não passa”, disse Otto Alencar nesta segunda-feira (15) em entrevista à GloboNews.

    Qualquer senador pode oferecer emendas a projetos. Presidentes de comissão, como é o caso de Otto, têm mais influência para conseguir esse tipo de alteração quando um projeto tramita em seu colegiado. A CCJ poderá votar o texto na quarta-feira (17).

    Técnicos legislativos ouvidos pela Folha afirmam que a emenda poderia restringir a redução de pena potencial do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o condenado por liderar a trama golpista. Especialistas em direito criminal, porém, têm avaliações divergentes. Otto Alencar não atendeu aos telefonemas da reportagem.

    “O texto aprovado permite a aplicação genérica dos critérios de dosimetria penal a uma ampla gama de crimes alheios ao contexto que motivou a iniciativa legislativa, incluindo crimes de corrupção, crimes ambientais, crimes praticados com violência ou grave ameaça e crimes de natureza sexual”, escreveu o senador na justificativa do projeto.

    Otto Alencar é contra a redução de penas. Também é o principal responsável pelo fato de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não ter tido sucesso em uma tentativa de pular etapas na tramitação do projeto.

    A emenda restringe as reduções de pena a “crimes praticados no contexto dos eventos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, relacionados aos atos de invasão, depredação ou dano a bens públicos ou privados”.

    A menção a esses atos poderia ser entendida como uma forma de beneficiar com reduções de penas só as pessoas que participaram diretamente desses atos, sem diminuir as punições dos que foram considerados líderes ou mentores do movimento. A interpretação sobre isso varia.

    “A intenção claramente é essa [limitar a redução de penas]. A questão é se vai funcionar”, disse o professor de direito penal da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) Davi Tangerino. “Existe uma chance razoável de, mesmo sendo colocado dessa forma, alguém interpretar que é uma norma penal posterior mais benéfica que deve ser estendida a outras situações”, declarou ele.

    O criminalista Aury Lopes Jr., professor licenciado da PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio Grande do Sul, disse que a emenda possibilita que sejam beneficiados condenados por atos anteriores ou posteriores ligados ao 8 de janeiro. “Não me parece excluir o Jair Bolsonaro”, disse ele.

    O professor de direito da USP (Universidade de São Paulo) Gustavo Badaró disse ser difícil dissociar as condenações do ex-presidente dos ataques às sedes dos Poderes. “A própria denúncia contra o Bolsonaro diz que eles [o ex-presidente e diversos aliados] são o núcleo crucial do 8 de Janeiro”, declarou.

    O relator do projeto, senador Esperidião Amin (PP-SC), deve apresentar na quarta-feira seu parecer sobre o texto. A CCJ deverá tentar votar a proposta no mesmo dia. Se conseguir, é possível que horas depois haja deliberação no plenário do Senado.

    Setores governistas contrários à redução das penas dos condenados nos processos do 8 de Janeiro, porém, tentam adiar a votação. Isso se daria por meio de um pedido de vista -ou seja, mais tempo para analisar o texto.

    Como o recesso do Legislativo começa, na prática, na sexta-feira (19), seria possível empurrar a deliberação para o próximo ano dependendo do prazo para análise da proposta.

    A Câmara aprovou o texto na semana passada. Se entrar em vigor na forma como os deputados aprovaram, o projeto reduzirá o tempo que Bolsonaro passará no regime fechado de cumprimento de pena para algo entre dois anos e quatro meses e quatro anos e dois meses, dependendo da interpretação.

    Se as regras vigentes hoje forem mantidas, a estimativa é que o ex-presidente fique de 6 anos e 10 meses a pouco mais de 8 anos em regime fechado. A condenação total foi a 27 anos e 3 meses.

    CCJ do Senado avalia limitar redução de pena a atos do 8/1

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  • Trump assina decreto que equipara fentanil a arma de destruição em massa

    Trump assina decreto que equipara fentanil a arma de destruição em massa

    Medida abre caminho para uso das Forças Armadas no combate ao tráfico e cita ‘terroristas estrangeiros’; decreto diz que o opioide, quando distribuído ilegalmente, é ‘mais parecido com arma química do que com narcótico’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou um decreto nesta segunda-feira (15) classificando o fentanil, principal analgésico que causa a crise de opioides nos EUA, de uma arma de destruição em massa. A categoria inclui, além de bombas atômicas, armas biológicas, como o antraz, ou químicas, como o gás sarin.

    O decreto permite que o Departamento de Defesa americano determine se incidentes de tráfico de fentanil justificam uso das Forças Armadas -na prática, liberando a atuação irrestrita dos militares no combate ao tráfico do opioide, uma vez que a gravidade do crime agora equivale ao contrabando de urânio, por exemplo.

    Nos Estados Unidos, o uso do Exército em operações de policiamento é ilegal, com poucas exceções. Se o decreto de Trump sobreviver a desafios na Justiça, o combate ao tráfico de fentanil se tornaria uma delas.

    Trump assina decreto que equipara fentanil a arma de destruição em massa

  • Retrospectiva 2025: As maiores descobertas científicas desse ano

    Retrospectiva 2025: As maiores descobertas científicas desse ano

    O mundo está se tornando mais avançado

    O ano de 2025 certamente foi um ano extraordinário. Em diversas áreas, da medicina à energia, pesquisadores impulsionaram ideias que facilitam a solução de problemas complexos e a concepção de inovações futuras. Enquanto o mundo ao nosso redor enfrentava grandes desafios (como energia mais limpa, problemas de infraestrutura e doenças), cientistas alcançaram avanços que oferecem maneiras práticas e, muitas vezes, surpreendentes de superar as limitações das tecnologias antigas.

    Então, o que a ciência conquistou no último ano? E o que isso nos diz sobre o futuro? Clique para descobrir.

    Retrospectiva 2025: As maiores descobertas científicas desse ano

  • Dólar fecha em alta e Bolsa dispara com 'prévia do PIB' abaixo do esperado

    Dólar fecha em alta e Bolsa dispara com 'prévia do PIB' abaixo do esperado

    IBC-Br menor que projeções do mercado abre porta para cortes de juros no Brasil; investidores também se posicionam antes de bateria de dados dos EUA ao longo da semana

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar avançou 0,14% nesta segunda-feira (15) e encerrou o dia cotado a R$ 5,419. A Bolsa brasileira também fechou no positivo, tendo disparado 1,06% e marcado 162.480 pontos ao fim do pregão.

    O movimento nesta sessão foi pautado por dados que medem a atividade econômica do Brasil. Considerado uma espécie de “prévia” do PIB (Produto Interno Bruto), o IBC-Br mostrou que a economia brasileira iniciou o quarto trimestre no negativo, em recuo de 0,2% em outubro -um indício, para o mercado, de como a atividade entrou em uma trajetória de desaquecimento em meio aos juros altos.

    O resultado contrariou a expectativa de alta de 0,1% de economistas consultados pela Reuters, marcando, também, o segundo mês consecutivo no vermelho. Em setembro, o recuo foi de 0,19%.

    O IBC-Br engrossa o caldo de indicadores que apontam para uma desaceleração econômica. O PIB do terceiro trimestre, por exemplo, marcou avanço de 0,1% -o resultado trimestral mais fraco desde a retração de 0,1% nos três últimos meses de 2024.

    O cenário, no entanto, “não aponta para uma desaceleração intensa o suficiente para indicar uma recessão no horizonte”, diz André Valério, economista sênior do Inter. A expectativa da instituição financeira é que essa tendência se mantenha ao longo do quarto trimestre e que o PIB encerre o ano em alta de 2,2%.

    Olhando para a política de juros do BC, o dado abre portas para que o ciclo de quedas da Selic tenha início já no primeiro trimestre. Valério espera que o corte inaugural aconteça na reunião de janeiro, tendo em vista a desinflação recente medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidro Amplo).

    Juros mais baixos tendem a favorecer a renda variável, em especial empresas ligadas à economia doméstica, como varejistas. Por outro lado, a queda na Selic vai diminuir o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, apontado por especialistas como um dos motivos para a valorização do real no mercado de câmbio ao longo do último ano.

    Na semana passada, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC optou por manter a taxa Selic em 15% ao ano, maior patamar em quase duas décadas. A comunicação que acompanhou a decisão não apontou para qual direção o comitê deve seguir nas próximas reuniões -o que joga os holofotes para a ata do encontro, esperada para amanhã de manhã.

    Além disso, o Relatório de Política Monetária da autarquia é esperado para quinta-feira. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, deverá conceder entrevista à imprensa logo depois, e investidores acompanharão a fala a procura de pistas sobre os próximos passos do comitê.

    A agenda da semana também guarda dados dos Estados Unidos que podem definir o rumo da taxa de juros do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano). O relatório de emprego payroll é esperado para terça-feira, e os números oficiais da inflação estão previstos para quinta.

    A trajetória dos juros americanos está em aberto, como sinalizou o presidente do Fed, Jerome Powell, em entrevista coletiva após a decisão da semana passada. O banco central optou por cortar a taxa de referência em 0,25 ponto percentual, como amplamente esperado, para a banda de 3,5% e 3,75%.

    Powell afirmou que os juros estão “bem posicionados” para responder ao que estiver por vir e que as decisões serão feitas “reunião a reunião” a partir do que indicarem os dados econômicos.

    “Eu destacaria que, tendo reduzido nossa taxa de juros em 0,75 ponto percentual desde setembro e 1,75 ponto desde setembro do ano passado, a taxa básica está agora dentro de uma ampla faixa de estimativas de seu valor neutro e estamos bem posicionados para esperar para ver como a economia evolui”, disse.

    Essa postura foi lida como positiva pelos mercados, que agora observam dados e falas de autoridades do banco central à procura de pistas sobre os próximos passos. Em declarações na sexta, dirigentes afirmaram que o Fed poderia ter esperado por dados adicionais sobre a inflação e o mercado de trabalho antes de reduzir a taxa.

    Esperar até o início do próximo ano, disse o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, teria dado às autoridades o benefício de dados atualizados do governo com os relatórios da próxima semana, ao mesmo tempo em que acarretaria pouco risco adicional para um mercado de trabalho que parece estar “esfriando apenas moderadamente”.

    Já o presidente do Fed de Kansas City, Jeffrey Schmid, avaliou que a política de juros deveria permanecer modestamente restritiva para manter a inflação sob controle.

    As falas reforçam que as próximas divulgações macroeconômicas serão determinantes para as decisões de juros do curto prazo. Por enquanto, operadores veem 22% de probabilidade de um corte de 0,25 ponto percentual acontecer no encontro de janeiro, segundo a ferramenta FedWatch.

    Dólar fecha em alta e Bolsa dispara com 'prévia do PIB' abaixo do esperado

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  • Globo colocará casa de vidro do BBB 26 em Porto Alegre com candidatos para entrar no reality

    Globo colocará casa de vidro do BBB 26 em Porto Alegre com candidatos para entrar no reality

    A dinâmica com ‘casas de vidro’ marca o início oficial da temporada do Big Brother Brasil, que estreia em 12 de janeiro, novamente sob o comando de Tadeu Schmidt

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Porto Alegre foi confirmada como uma das cidades que vão receber as casas de vidro do Big Brother Brasil 26, dinâmica que abre a próxima edição do reality da Globo.

    O anúncio foi feito na noite de domingo (14) por Tadeu Schmidt e colocou a capital gaúcha entre os cinco polos estratégicos escolhidos pela emissora para o início do jogo.

    Na cidade, a estrutura será montada no Shopping Praia de Belas, na região central. Por lá, quatro candidatos -dois homens e duas mulheres- ficarão confinados temporariamente em um espaço totalmente transparente, sob os olhares do público.

    A partir da votação popular, apenas dois avançam: o homem e a mulher mais votados garantem vaga direta na casa do BBB 26.

    A proposta se repete nas demais casas de vidro espalhadas pelo país, uma em cada região. Além de Porto Alegre, as cidades selecionadas são São Caetano do Sul (SP), Brasília (DF), Manaus (AM) e Salvador (BA).

    Em todas elas, o público terá alguns dias para conhecer os candidatos, acompanhar a rotina e decidir quem merece seguir no jogo.

    A dinâmica marca o início oficial da temporada, que estreia em 12 de janeiro, novamente sob o comando de Tadeu Schmidt. Segundo a Globo, a ideia é ampliar o protagonismo do público desde o primeiro momento, transformando o gshow na principal plataforma de votação e interação da edição.

    Além disso, pela primeira vez na história do reality show, o público terá a oportunidade de substituir qualquer jogador da casa. Ou seja, alguém que não está agradando será tirado. Um nome com mais potencial entra sem seu lugar.

    Globo colocará casa de vidro do BBB 26 em Porto Alegre com candidatos para entrar no reality

  • Thiago Silva deixa o Fluminense, mas ainda não definiu próximo passo

    Thiago Silva deixa o Fluminense, mas ainda não definiu próximo passo

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – Thiago Silva não permanecerá no Fluminense para a próxima temporada. O zagueiro, de 41 anos, tem contrato até o meio do ano que vem e, agora, conversa com a diretoria sobre os próximos passos para concretizar a rescisão.

    O “Monstro”, inclusive, falou com o elenco tricolor em tom de despedida, ainda no vestiário do Maracanã, após a eliminação na semifinal da Copa do Brasil – para o Vasco, nos pênaltis. A informação sobre o adeus foi publicada pela TNT Sports e confirmada pelo UOL.

    O fato de morar longe da família, que permaneceu na Europa quando ele se transferiu para o Fluminense, pesa no atual contexto. Isago Silva, que tem 17 anos e também atua como zagueiro, assinou o primeiro contrato profissional com o Chelsea, da Inglaterra, no início do mês.

    Recentemente, jornais italianos colocaram Thiago Silva na mira do Milan, clube em que ele já atuou e criou boa identificação. Por outro lado, nem mesmo um próximo passo na carreira de jogador é fato consumado, uma vez que ele não descarta iniciar uma trajetória como treinador em breve.

    “Pelo que eu entendi, ele deixou em aberto essa questão. Ele, como líder do elenco, sempre fala no pós jogo. É uma voz sempre no vestiário. Ele iria definir a situação dele. Desejou boas férias para todo mundo, orgulhoso pelo ano que a gente fez”, disse Nonato, após a partida do último domingo.

    “Não vou entrar no mérito se o Thiago vai ficar ou não. Ele fez parte da construção da base do time. Ele fez e faz parte dessa nossa construção junto com a chegada do Zubeldía. Ele passa muito conhecimento e experiência no futebol. O que vai acontecer ano que vem eu não sei”, completou.

    Em janeiro, após empate sem gols com o Madureira, pelo Carioca, ele já havia feito um desabafo e demonstrado certa insatisfação com alguns pontos nesta nova trajetória pelo Flu. Na ocasião, citou a distância da família. “A gente é obrigado a escutar um: ‘vai para aquele lugar’ e eu com a minha família em Londres. Será que vale a pena tudo isso para mim? Não sei, mas eu vou continuar tentando porque eu vim para cá com um propósito e vou ficar com ele até o final”, afirmou, à época.

    A Libertadores e a Copa do Mundo do ano que vem, competição que Thiago Silva já indicou o sonho de jogar, foram, inicialmente, colocadas à mesa pela cúpula tricolor em uma conversa para tentar mudar os rumos, mas o zagueiro não apontou para uma mudança de ideia.

    O Monstro voltou ao Fluminense em maio de 2024, quando tinha 29 anos. Pelo Tricolor, teve atuações de destaque na equipe que foi campeã da Copa do Brasil de 2007 e vice da Libertadores de 2008.

    Confira, em tópicos, a retrospectiva da temporada do atleta, mês a mês!

    Folhapress | 17:24 – 15/12/2025

    Thiago Silva deixa o Fluminense, mas ainda não definiu próximo passo

  • TCU abre processo que pode suspender renovação de contrato da Enel em São Paulo

    TCU abre processo que pode suspender renovação de contrato da Enel em São Paulo

    Procedimento foi aberto após representação do Ministério Público após apagão em SP; concessionária diz que energia foi restabelecida para 99% dos clientes que tiveram o fornecimento afetado por ciclone

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O TCU (Tribunal de Contas da União) abriu na tarde desta segunda-feira (15) um processo que pode suspender a renovação de contrato da distribuidora de energia Enel em São Paulo.

    O procedimento foi aberto após uma representação do subprocurador Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público do Tribunal de Contas da União, feita na sexta-feira (12), para que a corte obrigue a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) a suspender qualquer processo de renovação de concessão da Enel em São Paulo.

    A concessão da Enel em São Paulo vence em 2028, mas a empresa já pediu a renovação por mais 30 anos. Isso depende de uma decisão do governo federal.

    O processo ficará com a relatoria do ministro Augusto Nardes. Ainda não há decisão do tribunal ou documentos públicos no momento.

    A manifestação do subprocurador ocorreu após o apagão da última quarta-feira (10), provocado por um ciclone extratropical, que deixou cerca de 2,2 milhões de imóveis sem energia elétrica nas cidades sob concessão da Enel na Grande São Paulo.

    Na tarde desta segunda-feira 63.174 móveis ainda estavam sem energia.

    Na sexta-feira, uma liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo deu 12 horas para a empresa reestabelecer a energia.

    Em nota emitida no sábado, a Enel não citou a liminar em resposta a uma ação do Ministério Público estadual. No mesmo texto, a concessionária previa encerrar o apagão até a noite seguinte -até então, não havia prazo.

    A decisão da Justiça estabeleceu multa de R$ 200 mil por hora de atraso para resolver a situação.

    Em seu site, a concessionária divulgou que a energia já foi restabelecida “para 99% dos clientes que tiveram o fornecimento afetado pelo ciclone extratropical que atingiu a área de concessão nos dias 10 e 11 de dezembro”.

    “Desde a manhã de quarta-feira, mobilizamos um número recorde de equipes em campo, chegando a até 1.800 times ao longo dos dias de trabalho.

    Seguimos atuando para atender todos os clientes que tiveram o serviço afetado pelo evento climático e que registraram falta de luz nos dias seguintes ao ciclone”, diz outro trecho do texto, que não cita a quantidade de imóveis sem abastecimento.

    O Ministério de Minas e Energia afirmou, em nota publicada neste domingo (14), que a Enel poderá perder a concessão de distribuição de energia em São Paulo caso “não cumpra integralmente os índices de qualidade e as obrigações contratuais previstas na regulação do setor.”

    O posicionamento do governo federal não deixa claro quais as condições para a eventual perda da concessão.

    TCU abre processo que pode suspender renovação de contrato da Enel em São Paulo

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