Autor: REDAÇÃO

  • Google-Android: buscador pode pagar multa milionária se descumprir acordo feito com o Cade

    Google-Android: buscador pode pagar multa milionária se descumprir acordo feito com o Cade

    O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investiga acordos feitos pelo buscador com fabricantes de celulares e equipamentos móveis, como tablets, que usam o sistema Android

    O Google pode ter de pagar multa milionária se descumprir acordo firmado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nesta quarta-feira, 10. O plenário do órgão de defesa da concorrência validou, por unanimidade, um Termo de Compromisso de Cessação (TCC) para a suspensão de condutas anticompetitivas.

    São investigados acordos feitos pelo buscador com fabricantes de celulares e equipamentos móveis, como tablets, que usam o sistema Android. Esses acordos dariam vantagens ao Google na distribuição de aplicativos e nos sistemas de busca e navegação, como a preferência pelos produtos da gigante de tecnologia e a possibilidade de repartição da receita do buscador com anúncios em caso de não instalação de aplicativos concorrentes.

    O presidente do conselho, Gustavo Augusto Freitas de Lima, informou que a big tech terá 45 dias para avisar aos fabricantes que esses acordos não estão mais em vigor. O Google deverá ainda se abster de fazer retaliações, como aumento de preço aos fabricantes.

    Com a assinatura do termo com o Cade, o inquérito administrativo foi suspenso. Haverá um período de monitoramento de três anos, prorrogáveis por mais três. Em caso de descumprimento de alguma obrigação parcial com algum fabricante, a multa é de R$ 2 milhões por evento. Se houver aplicação de multa diária, o valor é R$ 250 mil por dia, que é o máximo legal. Concluído o período de monitoramento sem descumprimento total do termo firmado entre o Google e o Cade, o inquérito será arquivado.

    Já em caso de descumprimento total, a empresa ficará sujeita a multa de R$ 10 milhões e o inquérito principal será retomado pelo tribunal. Condenada, a multa final pode ser de até 20% da receita do Google no mercado de smartphone no Brasil, o que pode chegar a uma cifra bilionária, a depender da definição do mercado relevante. “Estamos falando de uma multa muito expressiva”, salientou Gustavo Augusto à Broadcast.

    O Cade começou a investigar as práticas do buscador por iniciativa própria (ex-officio), após investigações feitas por órgãos de defesa da concorrência dos Estados Unidos e da Europa.

    Os acordos

    Segundo a investigação conduzida pelo Cade, os acordos seriam capazes de alavancar a posição dominante do Google no mercado de busca online para o mercado de sistemas operacionais licenciáveis, dentre outros, fechando-os para concorrentes através de obrigações que:

    1) Exigiriam que os aparelhos com sistema operacional Android viessem com a ferramenta de pesquisa do Google (Google Search) e navegador (Google Chrome), dentre outros apps do Google pré-instalados como condição para obtenção da licença para utilização da sua loja de aplicativos (Google Play Store);

    2) Condicionariam a concessão de licenças à assunção do compromisso de não comercialização de aparelhos com versões do sistema operacional Android não aprovadas pelo Google; e

    3) Garantiriam o pagamento de uma parcela da receita do Google com publicidade aos OEMs (Fabricantes de Equipamento Original, na sigla em inglês) e MNOs (Operadoras Móveis) que concordassem em não pré-instalar ferramentas de buscas concorrentes à do Google em determinados equipamentos.

    O primeiro acordo, de compatibilidade, não foi visto como problemático em termos concorrenciais, ainda que gere alguma vantagem para o Google. “O Cade não viu problema nisso. Claro que gera uma vantagem em algum nível para o Google, mas a gente achou que isso era uma questão pró-competitiva, porque isso também garante mais qualidade para o usuário final”, explicou Gustavo Augusto.

    O segundo acordo, de caráter obrigatório, estabelecia não só a pré-instalação dos produtos do Google, mas também definia regras aos fabricantes que privilegiavam os produtos da empresa. Gustavo Augusto relatou que o Cade entendeu que é anti-competitivo dizer ao fabricante em que posição esses produtos devem estar dentro do aparelho. “Não quer dizer que o fabricante não possa pré-instalar, mas o fabricante tem que ser livre, em querendo pré-instalar, para dizer como é que isso vai estar dentro do aparelho. Então não necessariamente tem que ser um default. Não está proibido do fabricante botar como default. O que nós estamos afastando é essa obrigação que o Google fazia para o fabricante.”

    No caso do terceiro acordo, que era voluntário, a não instalação de aplicativos concorrentes trazia como contrapartida uma remuneração. Ou seja, tratava-se de um acordo de repartição de receitas, que, se aceito pelo fabricante, garantia o recebimento de parte das receitas com anúncios da Google.

    Impactos para o usuário

    O presidente do Cade disse que, com a homologação do acordo, o setor será aberto para outras empresas. “Para quem já tem celular, não muda nada. Os celulares novos vão poder vir com outras configurações de fábrica. E aí, a ideia que a gente tem é que a gente consiga abrir para outros navegadores, outros mecanismos de busca, que o usuário vai ter acesso a outros programas que talvez ele não conhecesse”, argumentou.

    O Google Chrome, por exemplo, já vinha pré-instalado nesses dispositivos, mas agora o usuário poderá ter acesso da mesma forma a outros navegadores, como o Safari, que é um navegador da Apple, e o Opera. “Eles poderão estar instalados em outros produtos que competiriam com a Google agora pra poder estar instalados e podem estar com default. Claro que o usuário pode desinstalar, pode alterar, mas ele pode ter contato com produtos e marcas que de outra forma ele não teria. Porque hoje ele acaba às vezes usando os produtos do Google, pode ser porque ele quer, e aí tudo bem, mas pode ser porque ele não conhece outros, não conhece as alternativas”, prosseguiu Augusto.

    Procurado, o Google enviou a seguinte nota: “Recebemos com satisfação a conclusão do processo do Cade sobre o Android. Cooperamos continuamente com as autoridades no Brasil e seguimos comprometidos em oferecer mais flexibilidade aos fabricantes de dispositivos Android, preservando a oferta e as funcionalidades que os ajudam a inovar”.

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  • Eduardo Bolsonaro critica Motta e Paulinho da Força: 'Bonecas de Moraes'

    Eduardo Bolsonaro critica Motta e Paulinho da Força: 'Bonecas de Moraes'

    Deputado reagiu à notificação da Câmara sobre processo de cassação por faltas e ao relatório de Paulinho sobre redução de penas aos condenados pelo 8 de Janeiro, em vez da anistia

    O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), chamando-o de “boneca do Alexandre de Moraes”. Em vídeo publicado nesta quarta-feira, 10, nas redes sociais, o parlamentar afirmou que Motta “escolheu pela desonra e ainda terá a guerra”.

    O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro reagiu à notificação da Câmara no processo em que pode ser cassado por faltas. Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro.

    “Eu só tenho o número de faltas suficientes para a cassação do meu mandato porque o senhor Hugo Motta não reconhece o estado de perseguição que eu sofro. Você prefere cerrar fileiras com Alexandre de Moraes, cedendo às ameaças dele. E, quando você faz isso, ele sempre vai te ameaçar. Eu não sei por que essa sanha das pessoas de serem ‘bonequinhas’ do Alexandre de Moraes”, afirmou Eduardo Bolsonaro no vídeo.

    Segundo Motta, o exercício do mandato parlamentar fora do território nacional é inviável e que a Casa deve analisar o pedido de cassação na próxima semana. Eduardo tem cinco dias para apresentar sua defesa, caso queira.

    No vídeo, parlamentar também afirmou que o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) “deve ficar trocando WhatsApp com Alexandre de Moraes” para “só fazer o que ele determina”, e o chamou igualmente de ‘boneca do Alexandre de Moraes”.

    Procurado, Paulinho da Força disse que Eduardo Bolsonaro é “muito ingrato”. “Eu trabalhei o tempo todo para ajudar o pai dele. Primeiro, é uma ingratidão enorme, porque estou ajudando pessoas que se colocaram nessa situação, de estarem presos por causa desse radicalismo deles. Segundo, é duro responder a um idiota. Como é que eu vou responder a um idiota como ele?”, disse.

    Paulinho da Força, relator do projeto de lei da anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro, apresentou um parecer para redução das penas, que foi aprovado pela Câmara. O texto vai ser analisado pelo Senado.

    Eduardo Bolsonaro critica Motta e Paulinho da Força: 'Bonecas de Moraes'

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  • Não sou um mestre da leitura, mas sei ler, diz Zé Felipe após Prêmio Multishow

    Não sou um mestre da leitura, mas sei ler, diz Zé Felipe após Prêmio Multishow

    Cantor se enrolou na hora de anunciar o vencedor da categoria álbum do ano; artista afirma que não sabia se ‘Dominguinho’ era o disco ou o cantor

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após viralizar e virar meme depois de se enrolar para ler o nome do vencedor na categoria álbum do ano no Prêmio Multishow, Zé Felipe usou as redes sociais para explicar o que aconteceu.

    Segundo ele, houve uma confusão, pois estava escrito “Dominguinho”, projeto encabeçado por João Gomes juntamente com Jotapê e Mestrinho.

    “Anunciei junto com a Kenya [Sade] o álbum do ano. Quando virei o envelope era Dominguinho. Aí não sabia se era cantor ou álbum, fiquei na dúvida. Deixei ela falar”, explicou. Vale lembrar que o cantor Dominguinhos morreu em 2013.

    “Mas eu sei ler, não sou um mestre de leitura, mas um pouquinho eu sei”, disse ele.

    O Prêmio Multishow 2025 consagrou João Gomes como o principal artista do ano na música brasileira. O cantor venceu cinco categorias da premiação musical da Globo, que ocorreu na terça-feira (10). Quatro delas com o seu projeto “Dominguinho”.

    O trabalho musical ganhou nas categorias Forró e Piseiro do ano, álbum do ano e artista do ano. João Gomes estava presente e confessou estar sem graça com tamanha aclamação, algo que não esperava.

    Não sou um mestre da leitura, mas sei ler, diz Zé Felipe após Prêmio Multishow

  • São Paulo se reúne com Rigoni, e atacante é 5ª saída para 2026

    São Paulo se reúne com Rigoni, e atacante é 5ª saída para 2026

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Emiliano Rigoni é o quinto jogador do São Paulo com futuro definido. O argentino não terá contrato renovado. A reportagem apurou que o argentino já foi comunicado pela alta cúpula do clube que não permanecerá no Morumbis para 2026.

    Rigoni tem contrato de empréstimo até o dia 31 de dezembro com o São Paulo, que negociou operação com o León, do México, no início de setembro.

    O atacante, contudo, também tem vínculo se encerrando com o time mexicano. Dessa forma, ficará livre no mercado a partir de janeiro.

    LISTA DE SAÍDAS

    Ao lado de Luiz Gustavo, Leandro, Jandrei e Dinenno, o argentino é mais um na lista de dispensas para 2026.

    Luiz Gustavo teve futuro decretado nesta quarta-feira (10), como o UOL mostrou. Assim como Rigoni, ficará livre no mercado para acertar com outro clube. Ele descarta aposentadoria.

    Jandrei, enquanto isso, retornaria de empréstimo do Juventude no início do ano, mas o São Paulo já comunicou o goleiro que ele está fora dos planos. O mesmo vale para o também arqueiro cria da base Leandro, atualmente quarto na hierarquia e que não renovará contrato.

    Dinenno foi o primeiro a acertar saída, antes mesmo do fim do Brasileirão. Pouco utilizado, o ex-Cruzeiro defenderá agora o Deportivo Cali, da Colômbia.

    O Corinthians ainda não estipula um valor e pretende negociar a partir do que o Milan oferecer; equipe do goleiro também está ciente das negociações

    Folhapress | 14:24 – 11/12/2025

    São Paulo se reúne com Rigoni, e atacante é 5ª saída para 2026

  • Dólar tem forte queda e Bolsa avança, com decisão do Copom e do Fed em foco

    Dólar tem forte queda e Bolsa avança, com decisão do Copom e do Fed em foco

    No começo da tarde desta quinta-feira (11), a Bolsa avançava 0,3%, a 159.559 pontos, apesar da queda de mais de 1% dos papéis da Petrobras.

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar está em queda firme nesta quinta-feira (11), um dia depois do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) manter a taxa Selic em 15% ao ano.

    O comitê, no entanto, não indicou quando iniciará o corte de juros no Brasil. Também é destaque a decisão do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) de ter cortado a taxa pela terceira vez consecutiva, colocando os juros entre 3,5% e 3,75%.

    Às 12h54, a moeda norte-americana recuava 1,1%, a R$ 5,405, aprofundando a queda em linha com o movimento no exterior. O índice DXY, que compara o dólar ante seis outras divisas fortes, tinha perdas de 0,48%, a 98,18 pontos.

    Já a Bolsa avançava 0,3%, a 159.559 pontos, apesar da queda de mais de 1% dos papéis da Petrobras.

    O Copom manteve, em decisão unânime, a taxa básica de juros fixada em 15% ao ano pela quarta reunião seguida, fechando 2025 com a Selic no nível mais alto em quase duas décadas.

    Apesar da desaceleração do PIB (Produto Interno Bruto) e da pressão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela queda dos juros, o colegiado do BC optou por uma postura mais conservadora e empurrou os cortes da Selic para 2026, ano eleitoral.

    A manutenção já era esperada pelos integrantes do mercado. Frustrou, por outro lado, a falta de sinalizações sobre o início do ciclo de cortes. No comunicado que acompanha a decisão, o Copom repetiu que a Selic deve seguir alta “por período bastante prolongado”, sem suavizar a linguagem.

    O comitê também avaliou que a estratégia “em curso” de manutenção dos juros por “período bastante prolongado” é “adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”. No comunicado anterior, de novembro, não havia o termo “em curso” e, em vez de “adequada”, a palavra usada foi “suficiente”.

    “Essa adição está em linha com o discurso recente do presidente do BC, Gabriel Galípolo, que esclareceu que o ‘bastante’ não reinicia a cada reunião, ou seja, esse período já vem ocorrendo há meses”, avaliou o consultor Sérgio Goldenstein, da Eytse Estratégia, em comentário enviado a clientes. “A retirada do caráter de guidance [sinalização dos passos futuros] abre espaço para corte já em janeiro sem ruptura na comunicação.”

    Para o economista-chefe da Azimut Brasil Wealth M anagement, Gino Olivares, o BC manteve no comunicado seu diagnóstico e sua sinalização. “Entendemos que isso deve esvaziar as apostas do mercado pelo início do ciclo de cortes de juros em janeiro. Nossa opinião, há algum tempo, é de que as condições para esse início não estarão dadas antes de março”, pontuou.

    Ou seja, a dúvida se o início das reduções será em janeiro ou março persiste. Enquanto isso, no exterior, as apostas majoritárias são de que o Fed manterá a taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75% em janeiro. Na tarde de quarta-feira, o banco central dos EUA promoveu um corte de 0,25 ponto percentual, como esperado.

    Jerome Powell, presidente da autarquia, afirmou que os juros estão bem posicionados para responder ao que está por vir para a economia, se recusando a indicar quais serão os próximos passos.

    “Eu destacaria que, tendo reduzido nossa taxa de juros em 0,75 ponto percentual desde setembro e 1,75 ponto desde setembro do ano passado, a taxa básica está agora dentro de uma ampla faixa de estimativas de seu valor neutro e estamos bem posicionados para esperar para ver como a economia evolui”, disse Powell em entrevista coletiva após a decisão

    Ele acrescentou que “a política monetária não está em um curso predefinido” e que o comitê tomará decisões “reunião a reunião”.

    A fala de Powell “foi uma sinalização que mantém a porta aberta, sem garantir continuidade imediata do ciclo”, afirma João Duarte, sócio da One Investimentos. Essa postura injetou ânimo nos mercados, e o dólar apresentou fraqueza ante a maior parte das moedas globais.

    Agora, os próximos dados da economia norte-americana serão observados de perto para que os operadores possam antever as próximas decisões. Por enquanto, a probabilidade de um novo corte de 0,25 ponto é de 24,4% na ferramenta FedWatch.

    No Brasil, persistem ruídos sobre a corrida eleitoral de 2026. Deputados aprovaram na madrugada de quarta-feira um projeto de lei que reduz as penas de condenados pela tentativa de golpe de Estado do dia 8 de janeiro de 2023 -incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cujo período no regime fechado pode passar de quase 7 anos para 2 anos e 4 meses.

    Há a leitura de que, com a possível redução da pena de Bolsonaro, aumentariam as chances de o senador Flávio Bolsonaro (PL) desistir da candidatura à Presidência em 2026. Isso colocaria na disputa novamente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nome favorito da Faria Lima.

    Apesar da aprovação na Câmara, o projeto ainda precisa passar pelo Senado e, posteriormente, ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se o texto for vetado por Lula, o Congresso ainda poderia votar pela derrubada do veto. Há ainda dúvidas sobre a postura do STF (Supremo Tribunal Federal) quanto à validade da proposta.

    “A verdade é que 2026 atropelou 2025”, afirmou o responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso. Ele afirma que o mercado ainda está tentando entender se o PL da Dosimetria é “moeda de troca real ou só mais um capítulo da novela Brasília 40 graus”.

    “O clima institucional segue pesado e qualquer ruído extra está sendo precificado quase instantaneamente.”

    Dólar tem forte queda e Bolsa avança, com decisão do Copom e do Fed em foco

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  • Moraes determina perícia para avaliar necessidade de cirurgia de Bolsonaro

    Moraes determina perícia para avaliar necessidade de cirurgia de Bolsonaro

    Ministro deu 15 dias à Polícia Federal para fazer avaliação de ex-presidente; defesa afirma que procedimento é necessário para solucionar o quadro de soluços

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quinta-feira (15) que a Polícia Federal faça, em 15 dias, uma perícia médica para avaliar a necessidade de intervenção cirúrgica no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso em Brasília.

    “No cumprimento do mandado de prisão, em 22.nov.2025, Jair Messias Bolsonaro foi submetido a exame médico-legal, ocasião em que não houve registro de qualquer condição médica que indicasse a necessidade de imediata intervenção cirúrgica”, disse o ministro em sua decisão.

    “Nessa mesma data, determinei o recolhimento do preso na Superintendência Regional da Polícia Federal, no Distrito Federal, garantindo ‘a disponibilização de atendimento médico em tempo integral ao réu Jair Messias Bolsonaro, em regime de plantão’. Desde aquele momento, não houve nenhuma notícia de situação médica emergencial ocorrida com Jair Messias Bolsonaro”, acrescentou Moraes.

    “Ressalte-se, ainda, que os exames médicos apresentados pela defesa não são atuais, sendo que o mais recente foi realizado há três meses, sem que à época os médicos tenham indicado necessidade de imediata intervenção cirúrgica.”
    Os advogados de Bolsonaro pediram na última terça-feira (9) autorização para que ele deixe a Superintendência da Polícia Federal para passar por novos procedimentos de saúde.

    No documento, a equipe de defesa voltou a afirmar que o ex-presidente tem um quadro de saúde delicado e passa por um estado de confusão mental que resultou na tentativa de violação da tornozeleira eletrônica detectada pela Polícia Federal.

    A defesa reiterou ainda o pedido de concessão de prisão domiciliar humanitária.

    “Conforme informado pelo medico responsavel pelo tratamento do Peticionario, o ex-Presidente precisa passar por cirurgia tanto para tratamento do quadro de solucos, sequela das cirurgias ja registrada nos presente autos, como em razao da piora do diagnostico de hérnia inguinal unilateral, que tambem indica a necessidade de intervencao cirurgica”, dizem os advogados.

    De acordo com relatórios médicos acrescentados ao pedido pela defesa, essas intervencoes cirurgicas demandariam a internação imediata com duração de 5 a 7 dias.

    “De fato, todos os novos documentos medicos que recentemente aportaram aos autos revelam significativa piora do quadro de saude do peticionario, que antes ja demandava atencao.”

    Moraes determina perícia para avaliar necessidade de cirurgia de Bolsonaro

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  • Kate e William são acusados de serem péssimos vizinhos: "Egoístas"

    Kate e William são acusados de serem péssimos vizinhos: "Egoístas"

    O casal mudou de bairro e transformou o local fechando parques públicos e ruas para manter a ‘privacidade’ deles; vizinhos acham absurdo usar dinheiro público para benefícios apenas para Kate e William

    Os príncipes de Gales, Kate e William, mudaram de casa há cerca de um mês. O casal reside agora em Forest Lodge, em Windsor, com os três filhos: George, de 12 anos, Charlotte, de dez anos e Louis, de sete. 

    Mas há quem não considere esta novidade na vida da família algo assim tão positivo. Os vizinhos dos membros da família real estão furiosos porque com esta mudança surgiram vários problemas para a região onde vivem. 

    Uma habitante de Windsor falou com o jornal The Mirror e referiu-se aos príncipes como “egoístas” por terem mudado de habitação, referindo que tudo isto tem um grande impacto na vida de quem já mora no local. 

    Em setembro foram até feitos protestos por parte de moradores que, com esta mudança, ficaram impedidos de conseguirem ir até campos abertos de carvalhos. Antigamente cerca de 60 hectares de terra eram acessíveis ao público mas foram fechados para maior privacidade da família já que a segurança é a maior preocupação dos príncipes de Gales.

    Os moradores revelam também que começaram a surgir placas dizendo “entrada proibida”, mais polícia na região, câmaras de vigilância e mais cercas nos campos, o que provocou uma grande mudança nos hábitos dos habitantes do local. 

    Kate e William impuseram também uma barreira de 3,7 quilometros à volta de Forest Lodge para que as pessoas nem se aproximem da casa. 

    Esta moradora, citada pelo The Mirror, explica que teria que mudar seu trajeto de rotina que faz há 15 anos devido à alteração que os príncipes fizeram. 

    “É claramente um ato egoísta, permitir o fechamento de uma enorme quantidade de terras públicas, esperar que outras famílias sejam despejadas e aumentar os custos públicos para que eles tenham segurança suficiente para viver em uma área que antes não tinha proteção policial. Duvido que tenham pensado duas vezes nas implicações para os outros”, explicou esta vizinha.

    “Cercar terras públicas para o benefício de um casal é ultrajante. É como fechar o Regent’s Park em Londres e dizer que não importa porque ainda podes ir ao Hyde Park”, acrescentou ainda. 

    Forest Lodge sofreu uma grande transformação e os custos foram suportados pelo rei, Charles III, com dinheiro público. A mansão está avaliada em cerca de 13 milhões de euros (cerca de 80 milhões de reais) e fica nos vastos jardins do Great Windsor Park. A ideia desta mudança é a família estar mais em contato com a natureza e ter mais privacidade. 

    Anteriormente, Kate e William moravam também em Windsor, na Adelaide Cottage. Mas antes disso foi em um apartamento no Palácio de Kensington, em Londres, o Anmer Hall, em Norfolk, que começaram a habitar enquanto família. 

    Kate e William são acusados de serem péssimos vizinhos: "Egoístas"

  • Corinthians admite negociar Hugo Souza, mas aguarda oferta do Milan

    Corinthians admite negociar Hugo Souza, mas aguarda oferta do Milan

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Corinthians admite a possibilidade de negociar o goleiro Hugo Souza e aguarda uma oferta oficial do Milan, da Itália, para decidir o que será feito.

    O clube italiano já manifestou o interesse no jogador diretamente à diretoria corintiana. O estafe do atleta também está ciente da situação.

    CORINTHIANS ESPERA PROPOSTA E NÃO FIXA PREÇO

    O Corinthians ainda não estipulou um valor para a venda e pretende negociar a partir do montante que o Milan apresentar.

    Internamente, a avaliação é de que uma proposta deve chegar em breve, já que os italianos realizaram contatos preliminares.

    A formalização da oferta, porém, depende do desfecho da situação de Mike Maignan, titular da equipe desde 2021 e com contrato válido até junho de 2026.
    O Milan só avançará por Hugo se não conseguir renovar com o francês.

    GOLEIRO MANTÉM FOCO NA COPA DO BRASIL

    Hugo evita pensar em uma possível saída, apesar do interesse do exterior.

    O goleiro disse a pessoas próximas que deseja muito conquistar a Copa do Brasil, título que considera fundamental para consolidar sua imagem junto à torcida.

    Ele já venceu o Paulistão neste ano, mas enxerga um troféu nacional como um passo importante para se firmar como ídolo.

    Eleito melhor goleiro do Brasileirão pelo Troféu Mesa Redonda, da TV Gazeta, Hugo afirmou que pretende seguir no clube, embora não descarte mudanças no futuro.

    “Eu acho que fico, tenho contrato. Estou muito feliz aqui. Meu vínculo é longo, foi renovado no ano passado. Quero seguir fazendo história neste clube, que me abraçou de uma forma que eu não imaginava, me fez voltar a sonhar e a me sentir respeitado. A vida e o futuro só Deus sabe, mas tenho certeza que em 2026, pelo menos, eu acho que estou aqui”, afirmou Hugo, durante a premiação.

    DIREITOS ECONÔMICOS E MULTA

    O Corinthians detém 60% dos direitos econômicos do goleiro. A multa rescisória para o mercado internacional é de 100 milhões de euros (R$ 640,2 milhões, na cotação atual).

    Hugo chegou inicialmente por empréstimo do Flamengo, em julho do ano passado, e foi adquirido em definitivo pelo Corinthians em dezembro -em negociação que se arrastou por semanas e contou com participação financeira da patrocinadora máster, Esportes da Sorte. O clube pagou 800 mil euros ao Flamengo.

    O ex-atleta olímpico é um dos dez fugitivos mais procurados pelo FBI, órgão de inteligência dos Estados Unidos, e já está foragido há 14 meses. Em novembro, o ex-atleta de snowboard, de 44 anos, foi acusado de assassinar uma testemunha antes de prestar um depoimento contra ele.

    Folhapress | 13:30 – 11/12/2025

    Corinthians admite negociar Hugo Souza, mas aguarda oferta do Milan

  • Senador polonês tenta 'calar' jornalista durante entrevista sobre guerra

    Senador polonês tenta 'calar' jornalista durante entrevista sobre guerra

    Senador tentou desligar o microfone de uma jornalista durante uma entrevista nos corredores do Parlamento. O momento está levantando questões sobre limites e responsabilidades

    Um senador polonês está causando polêmica depois de ter protagonizado um momento de tensão com uma jornalista, durante uma entrevista, tentando desligar o microfone da profissional.

    A situação aconteceu nos corredores do câmara baixa do parlamento do país [Sejm], esta quinta-feira (10). 

    A jornalista estaria fazendo questões sobre o possível envolvimento da Polônia nas conversas de paz entre a Ucrânia e a Rússia.

    Segundo a NDTV, a jornalista Justyna Dobrosz-Oracz do canal TVP Info estava questionando o senador sobre a Lei e Justiça relacionado ao assunto, quando a tensão escalou.

    Em imagens registadas pelo repórter de imagem do canal, o político é visto tentando colocar a mão no pescoço da repórter ao mesmo tempo que afirma: “Vou desligar o teu microfone”.

    “Não me toque, por favor”, responde a profissional de comunicação social, avisando o homem, ainda, para que “não invada o [seu] espaço”.

    A divulgação das imagens está gerando controvérsia dado que está levantando questões sobre os limites das relações entre os políticos e a comunicação social. Embora breve, o movimento brusco do homem, diz a NDTV, levanta questões sobre a liberdade de imprensa, a responsabilidade política e o tratamento dado aos jornalistas por parte dos representantes eleitos.

    Muitos nas redes sociais consideraram o comportamento do senador como inadequado e intimidatório, enquanto outros consideram que pode ter sido mal interpretado.

    Senador polonês tenta 'calar' jornalista durante entrevista sobre guerra

  • Motta diz que vai definir com líderes votação do projeto antifacção na próxima semana

    Motta diz que vai definir com líderes votação do projeto antifacção na próxima semana

    A proposta de autoria do governo federal foi aprovada na Câmara sob protestos do Palácio do Planalto, depois do relator naquela Casa, Guilherme Derrite(PP-SP) alterar a redação. Os governistas apoiaram as mudanças feitas sob a relatoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou que deve definir em reunião com o Colégio de Líderes, na semana que vem, a data da pauta do “PL Antifacção”, após as modificações do Senado Federal. A declaração ocorreu após questionamento da imprensa, na manhã desta quinta-feira, 11.

    “Eu vou me reunir com o Colégio de Líderes na próxima semana para a gente definir”, afirmou. Os deputados têm a prerrogativa de aprovar ou rejeitar mudanças feitas pelos senadores no texto.

    Entre as mudanças, está a retirada da tipificação do crime de “domínio social estruturado” e a retomada da proposta do governo federal de atualizar a Lei de Organizações Criminosas, em vez de criar uma legislação paralela.

    Na noite desta quarta-feira, 10, o Senado aprovou o projeto. O texto retornou para uma nova análise da Câmara devido às modificações da Casa Alta.

    O texto-base foi aprovado por 64 votos a favor e nenhum contra, em uma união entre partidos da base do governo Lula e de oposição. Os senadores rejeitaram um destaque apresentado pelo Partido Liberal (PL) para equiparar algumas ações de facções criminosas a crimes de terrorismo.

    A proposta de autoria do governo federal foi aprovada na Câmara sob protestos do Palácio do Planalto, depois do relator naquela Casa, Guilherme Derrite(PP-SP) alterar a redação. Os governistas apoiaram as mudanças feitas sob a relatoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

    O projeto endurece penas para organizações criminosas, cria novas fontes de financiamento para o combate ao crime, como até R$ 30 bilhões de bets, e fortalece ações contra a lavagem de dinheiro.

    Motta diz que vai definir com líderes votação do projeto antifacção na próxima semana

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