Autor: REDAÇÃO

  • Jovem italiano mata irmã à facada e mostra corpo à mãe por videochamada

    Jovem italiano mata irmã à facada e mostra corpo à mãe por videochamada

    Vincenzo Riccardi, de 25 anos, foi preso após confessar ter matado a irmã Noemi, de 23, com várias facadas dentro da casa da família, em Nápoles. O jovem chegou a ligar para a mãe e para a emergência após o crime e agora responde por homicídio qualificado.

    Vincenzo Riccardi, de 25 anos, foi preso em flagrante e acusado de homicídio na quarta-feira, após esfaquear e matar a irmã Noemi, de 23 anos, dentro da casa da família em Nápoles, na Itália.

    Depois do crime, ele fez duas ligações: primeiro, uma videochamada para a mãe, na qual mostrou o corpo da irmã; em seguida, telefonou para o número de emergência 112 e confessou o que havia feito.

    Quando os Carabinieri chegaram à residência, em San Paolo Belsito, Vincenzo admitiu o ataque e afirmou ter tido “um surto de loucura”, segundo o jornal La Stampa. Ele recebia acompanhamento em um centro de saúde mental, assim como a irmã. Noemi foi esfaqueada pelo menos seis vezes.

    A Promotoria ordenou uma autópsia para determinar o número exato de golpes. Vincenzo foi indiciado por homicídio qualificado.

    Na semana passada, outra morte chocou a Itália: uma espanhola que havia acusado o próprio tio de envenená-la morreu na Sicília. Ángela, natural de Requena, na região de Valência, estava viajando quando passou mal e foi internada, mas não resistiu.

    Ela e o companheiro vinham sofrendo problemas gastrointestinais havia meses, sem explicação aparente. O homem chegou a ser internado na UTI, momento em que o casal passou a suspeitar de contaminação dentro da casa. Ángela afirmou que o tio teria manipulado alimentos entre setembro de 2024 e maio deste ano, motivado por conflitos envolvendo herança.

    O tio foi preso. Na casa dele, foram encontradas embalagens de inseticidas, herbicidas e veneno para ratos, o que o colocou como principal suspeito. Está acusado de tentativa de homicídio.

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  • Trump cita Lula, mas Eduardo Bolsonaro nega mérito do governo em tarifa

    Trump cita Lula, mas Eduardo Bolsonaro nega mérito do governo em tarifa

    Após Trump mencionar diálogo com Lula sobre a revisão tarifária, Eduardo Bolsonaro afirmou que a medida dos EUA atende apenas a interesses internos. O deputado atribuiu o antigo aumento das tarifas à instabilidade jurídica no Brasil e criticou o governo federal.

    O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contestou, nesta quinta-feira, 20, qualquer participação do governo Lula na decisão dos Estados Unidos de retirar a tarifa extra de 40% sobre diversos produtos brasileiros. A manifestação veio após Donald Trump mencionar publicamente sua conversa com o presidente brasileiro e afirmar que o diálogo ajudou a destravar as negociações bilaterais.

    Para Eduardo, porém, a medida adotada pela Casa Branca não tem relação com Brasília. Em mensagem publicada no X, o deputado argumentou que o recuo tarifário atende exclusivamente a interesses internos dos EUA. Ele citou a tentativa do governo americano de conter a inflação em setores que dependem de insumos importados e lembrou que o país se aproxima das eleições legislativas de 2026.

    Segundo o parlamentar, a atual gestão norte-americana busca resultados rápidos para que os eleitores percebam algum alívio de preços antes da votação. Eduardo ainda responsabilizou o ministro Alexandre de Moraes pela antiga elevação das tarifas, afirmando que a suposta “instabilidade jurídica” criada por ele teria contribuído para o aumento imposto aos produtos brasileiros.

    Trump assinou a ordem executiva no início da tarde e suspendeu a sobretaxa que incidia sobre itens relevantes das exportações nacionais, como café, carne bovina, frutas e madeiras beneficiadas. A medida representa um alívio para o setor, que vinha pressionando por avanços desde o início do ano.

    O documento divulgado pela Casa Branca menciona a ligação telefônica entre Trump e Lula em 3 de outubro. Na ocasião, ambos concordaram em abrir um canal de negociação sobre o tarifaço. Segundo o texto, as conversas evoluíram nos últimos meses a ponto de tornar desnecessária a manutenção das taxas extras aplicadas a parte das importações agrícolas.

     

    Trump cita Lula, mas Eduardo Bolsonaro nega mérito do governo em tarifa

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  • Filho de Ozzy diz que foi para reabilitação aos 17: 'Muita droga e álcool'

    Filho de Ozzy diz que foi para reabilitação aos 17: 'Muita droga e álcool'

    Jack Osbourne revelou que foi internado em clínica de reabilitação aos 17 anos, após abusar de drogas e álcool. Filho de Ozzy Osbourne, ele afirma estar sóbrio desde então e lembra do impacto da fama precoce com The Osbournes, que expôs sua vida por quatro anos.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Jack Osbourne, filho de Ozzy Osbourne (1948-2025), revelou que foi internado em uma clínica de reabilitação quando tinha apenas 17 anos. Ele abusava de drogas e álcool na época.

    O QUE ACONTECEU

    O filho do músico disse que era desafiador ter acesso a muito dinheiro enquanto era tão jovem. “Quando você dá dinheiro para caralh* para um jovem de 16 anos, sem nenhuma regra, em Los Angeles… Eu fiquei tipo: ‘Ok, vamos brincar’. Eu fiquei sóbrio aos 17”, disse, durante uma participação no reality britânico “I’m A Celebrity… Get Me Out of Here!”.

    Jack disse que usava “muitas pílulas, muito álcool e muita maconha” na época. Ele também disse que nunca teve um relapso e se manteve sóbrio desde então.

    Jack também afirmou que se incomodou com a atenção que recebeu durante o reality “The Osbournes”. “Eu sempre fui muito tímido. As filmagens deveriam durar apenas três semanas para um piloto, mas acabaram durando quatro anos. Ser observado era muito estranho. Não havia muita estrutura, e havia muita abundância e liberdade”, concluiu.

    Filho de Ozzy diz que foi para reabilitação aos 17: 'Muita droga e álcool'

  • Morre Mani Mounfield, ex-baixista do Stone Roses e Primal Scream aos 63

    Morre Mani Mounfield, ex-baixista do Stone Roses e Primal Scream aos 63

    Gary “Mani” Mounfield, um dos nomes mais emblemáticos do rock britânico, morreu aos 63 anos. Fundador do Stone Roses e integrante do Primal Scream por mais de uma década, o músico recebeu homenagens de colegas como Liam Gallagher e Tim Burgess.

    Gary “Mani” Mounfield, ex-baixista das bandas The Stone Roses e Primal Scream, morreu aos 63 anos. A família confirmou a notícia nesta quinta-feira, 20 de novembro, por meio de uma postagem nas redes sociais.

    “É com o coração partido que informo que meu irmão faleceu”, escreveu Greg Mounfield, sem revelar a causa da morte.

    Mani iniciou a carreira nos anos 1980 e foi um dos fundadores do The Stone Roses, grupo responsável por clássicos como Fools Gold, I Am the Resurrection e Waterfall. A banda esteve em atividade de 1983 a 1996 e voltou aos palcos entre 2011 e 2017.

    Durante o período em que o grupo esteve inativo, entre 1996 e 2011, Mani integrou o Primal Scream, conhecido por músicas como Country Girl e Movin’ on Up.

    A morte do músico repercutiu entre artistas britânicos. No X, o vocalista do Oasis, Liam Gallagher, lamentou profundamente a notícia. “Em choque e absolutamente devastado ao saber da notícia sobre Mani, meu herói. Descanse em paz”, escreveu.


    Tim Burgess, da banda The Charlatans, também homenageou o amigo no Instagram. “Postei esta foto há uma semana, no aniversário do Mani. Ela sempre me fazia sorrir, exatamente como ele fazia”, declarou o músico.

     
     
     

     
     
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    O artista era pai dos gêmeos Gene Clark e George Christopher, de apenas 12 anos.

    Morre Mani Mounfield, ex-baixista do Stone Roses e Primal Scream aos 63

  • Indicação de Messias ao STF estremece relação do governo com Senado

    Indicação de Messias ao STF estremece relação do governo com Senado

    O desgaste da gestão petista com o Senado atinge especialmente o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT). Tanto pelo cargo que ocupa quanto por ser amigo de Lula há décadas, Wagner é um dos principais canais de comunicação entre o Palácio do Planalto e a cúpula da Casa

    (CBS NEWS) – A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) deve estremecer a relação do governo com o Senado, principal fonte de governabilidade de Lula (PT) neste mandato até o momento.

    O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e uma parcela dos parlamentares preferia que o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) tivesse sido indicado. A interlocutores, após oficializada a decisão de Lula, Alcolumbre demonstrou insatisfação.
    Havia expectativa de que o presidente telefonasse para informá-lo antes de a notícia tornar-se pública, o que não ocorreu, de acordo com a assessoria de imprensa de Alcolumbre.

    Horas após a indicação de Messias, o presidente do Senado anunciou que levará ao plenário na próxima semana um projeto com potencial de impacto de bilhões de reais para as contas públicas, sobre a aposentadoria especial dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias.

    Alcolumbre já indicou que não deve trabalhar pela aprovação do nome do advogado geral para a vaga no Supremo. Messias, por sua vez, recebeu o apoio público do ministro André Mendonça, indicado ao STF por Jair Bolsonaro.

    Primeiro integrante da corte a cumprimentá-lo publicamente pela indicação, ele disse que ajudará o chefe da AGU (Advocacia-Geral da União) no diálogo com senadores.

    O desgaste da gestão petista com o Senado atinge especialmente o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT). Tanto pelo cargo que ocupa quanto por ser amigo de Lula há décadas, Wagner é um dos principais canais de comunicação entre o Palácio do Planalto e a cúpula da Casa. Ele também é um dos maiores defensores da indicação de Messias para o STF. O advogado-geral da União trabalhou em seu gabinete no passado.

    Além da discordância sobre a indicação, Alcolumbre ficou incomodado com uma fala proferida por Wagner à imprensa. O líder do governo expôs que o presidente do Senado, em conversa com Lula, tinha demonstrado preferência por Pacheco -e que o chefe do governo federal estava decidido por Messias.

    Senadores próximos de Alcolumbre relatam que ele chegou a deixar de atender a telefonemas de Wagner. A Folha de S.Paulo tentou contato com o líder do governo e com o presidente do Senado, mas não obteve resposta.

    A preferência de Lula por Messias é de conhecimento do mundo político há semanas, mas ganhou ainda mais relevância na segunda-feira (17). Naquele dia, o presidente da República teve uma conversa final com Rodrigo Pacheco e o informou que escolhera outro nome para a indicação ao STF, como revelou a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

    Na terça-feira, Alcolumbre demonstrou seu descontentamento publicamente pela primeira vez. “Tem que esperar [a indicação para o STF chegar ao Senado], fazer o quê? Se eu pudesse, eu fazia a indicação”, disse a jornalistas.

    A tensão entre governo e Senado causada pela indicação de Messias ainda pode aumentar. Líderes de bancada têm demonstrado, nos bastidores, disposição para insistir no nome de Pacheco. O ex-presidente do Senado é o nome favorito da maioria da Casa, não só de Alcolumbre.

    Lula, por sua vez, não abre mão de Messias. Ele julga a escolha uma prerrogativa da Presidência da República que não deve estar sujeita a pressões externas.

    A indicação cabe a Lula, mas seu escolhido só assumirá o posto de ministro do STF se houver aprovação do Senado. Primeiro, ele deve ser sabatinado e aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). E, depois, são necessários ao menos 41 votos favoráveis no plenário da Casa. O voto é secreto.
    A última vez que os senadores rejeitaram a indicação de um presidente da República para a corte ocorreu no final do século 19.

    Na última semana, a votação apertada que os senadores deram a favor da recondução de Paulo Gonet como procurador-geral da República foi interpretada por políticos e ministros do STF como um recado a Lula sobre a indicação de Messias. Gonet teve 45 votos, só 4 a mais do que precisava. Foi o placar mais apertado para um procurador-geral desde a redemocratização, nos anos 1980.

    A avaliação no Senado é que Gonet correu risco de ser rejeitado, apesar de ser benquisto pela maioria dos senadores. Pesou contra ele a atuação para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como líder da trama golpista que tentou impedir a presidência de Lula.

    Gonet foi aprovado depois de uma mobilização de líderes da Casa. Alcolumbre foi decisivo para garantir o mínimo de votos necessários para o PGR obter mais dois anos de mandato, mas indicou que não deve adotar a mesma conduta com Messias.

    Apesar disso, o líder do PT na Casa minimizou o placar. “Havia um grupo forte de oposição a ele [Gonet] pelo fato de ele ter feito a denúncia ao ex-presidente da República. No caso do Messias, não vejo ele arestado com nenhum segmento aqui dentro do Senado”, afirmou Wagner.

    ‘NOVO DINO’ E APOIO DO REPUBLICANOS

    Além da preferência por Pacheco, pesa contra Messias o receio de senadores de que ele se torne um “novo Flávio Dino”, como alguns políticos dizem reservadamente.

    Dino também foi uma escolha pessoal de Lula. Uma vez no cargo, o ministro passou a dar decisões que fiscalizam emendas parlamentares e restringem seu uso. A atitude revoltou senadores e deputados, que têm nesse mecanismo a principal forma para enviar recursos públicos para obras em suas bases eleitorais.

    A vaga no STF foi aberta depois de o agora ex-ministro Luís Roberto Barroso antecipar sua aposentadoria. Ele poderia ficar no tribunal até os 75 anos, mas decidiu deixar o posto com 67, após de concluir seu mandato como presidente da Corte.

    A indicação de Messias foi celebrada por petistas, criticada por bolsonaristas, e defendida por alguns integrantes do centrão.

    “No processo de apreciação de seu nome pelo Senado Federal, o ministro Messias terá oportunidade de comprovar sua qualificação para a mais alta corte do país, demonstrada à frente da AGU e ao longo de sua carreira no campo do Direito e da Administração Pública”, disse a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais).

    Já o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que a indicação “reforça o compromisso com a defesa da Constituição, o fortalecimento da Democracia e a estabilidade das instituições brasileiras”.

    O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido de Jair Bolsonaro na Câmara, disse que, se o Senado aprovar o AGU, “serão mais 30 anos de um esquerdista petista, julgando e atrasando o Brasil com seus valores de esquerda”.

    “O fato de ser evangélico não é escudo: o Evangelho prega justiça, não perseguição e seletividade. STF exige independência, não mais partidarismo”, afirmou o senador Jorge Seif (PL-SC).

    O líder do Republicanos na Casa, Mecias de Jesus (RR), por sua vez, disse defender Messias por sua competência, sólida formação, e por ser alguém que preserva valores com os quais comunga, como a defesa da família e dos princípios cristãos. “Sua qualificação técnica supera debates ideológicos”, afirmou.

    Indicação de Messias ao STF estremece relação do governo com Senado

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  • Trump retira tarifas de 40% sobre carne, café, frutas e outros produtos do Brasil

    Trump retira tarifas de 40% sobre carne, café, frutas e outros produtos do Brasil

    Estão incluídos na lista carne e café, produtos importantes da pauta exportadora brasileira. Ao todo, são mais de 200 itens agrícolas e da pecuária, incluindo alguns fertilizantes à base de amônia

    SÃO PAULO, SP E BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou decreto nesta quinta-feira (20) que retira as tarifas de 40% sobre alguns produtos agrícolas vendidos pelo Brasil.

    Estão incluídos na lista carne e café, produtos importantes da pauta exportadora brasileira. Ao todo, são mais de 200 itens agrícolas e da pecuária, incluindo alguns fertilizantes à base de amônia.

    Em comunicado, Trump cita a conversa que teve por videoconferência com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O republicano afirma que ouviu opiniões de outras autoridades no sentido de que as tarifas não são mais necessárias porque “houve progresso inicial nas negociações com o governo do Brasil”.

    A isenção será retroativa para tudo que tiver entrado nos EUA a partir de 13 de novembro.

    No fim de julho, Trump impôs uma sobretaxa de 40% a produtos importados pelo Brasil, que somou-se às chamadas “tarifas recíprocas” de 10% aplicadas globalmente. O decreto, no entanto, previu uma lista com quase 700 exceções, como suco de laranja e produtos de aviação, que livrou 43% do valor de itens brasileiros exportados para o exterior, segundo levantamento feito pela Folha de S.Paulo.

    Na semana passada, o governo americano derrubou a tarifa de 10% das principais exportações brasileiras, como carne e café. Agora, a sobretaxa de 40% também caiu, isentando esses produtos das taxas adicionais aplicadas pelo republicano desde abril.

    Um dos motivos para a decisão dos americanos foi a alta da inflação no país, pressionada por itens como alimentos.

    O café, por exemplo, acumula alta de cerca de 20% em relação ao ano passado nos EUA, segundo dados do CPI (índice oficial de inflação do país). Em 2024, o Brasil exportou US$ 1,96 bilhão em café para os Estados Unidos, sendo o maior fornecedor no período, segundo dados da International Trade Administration, órgão vinculado ao Departamento de Comércio americano.

    Desde que as tarifas de 50% entraram em vigor em agosto, no entanto, as vendas de café despencaram, segundo o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Em outubro, a retração foi de 54,4% em relação ao ano passado.

    Para Marcos Antonio Matos, diretor-geral do Cecafé, a decisão permite que o Brasil recupere o espaço perdido nesses meses. “Os próprios torrefadores [americanos] lutaram e muito pela reconquista da isonomia para os cafés brasileiros. A gente está agora em pé de igualdade, é o que a gente sempre quis”, afirmou.

    Para a carne bovina, os EUA enfrentam uma inflação de 12% a 18% em relação ao ano passado. Além das tarifas sobre o Brasil, o maior exportador global, uma redução do rebanho local também tem pressionado os preços.

    A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) diz que celebra a retirada das sobretaxas sobre a carne bovina. A entidade diz que a reversão reforça a estabilidade do comércio internacional e mantém condições equilibradas para todos os países envolvidos, inclusive para a carne bovina brasileira.

    “A medida demonstra a efetividade do diálogo técnico e das negociações conduzidas pelo governo brasileiro, que contribuíram para um desfecho construtivo e positivo. A Abiec seguirá atuando de forma cooperativa para ampliar oportunidades e fortalecer a presença do Brasil nos principais mercados globais.”

    A Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham) afirmou que a derrubada da sobretaxa sinaliza um resultado concreto do diálogo entre Brasil e Estados Unidos.

    “A medida representa um avanço importante rumo à normalização do comércio bilateral, com efeitos imediatos para a competitividade das empresas brasileiras envolvidas”, disse.

    A entidade, no entanto, reforçou que ainda é preciso intensificar as negociações para eliminar as sobretaxas aos produtos que ainda não foram beneficiados por isenções, como os bens industriais.

    O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Ricardo Alban, disse que a decisão de Trump é um avanço na renovação da agenda bilateral entre EUA e Brasil.

    “Vemos com grande otimismo a ampliação das exceções e acreditamos que a medida restaura parte do papel que o Brasil sempre teve como um dos grandes fornecedores do mercado americano”, afirmou.

    Alban também ressaltou a atuação do setor privado nas negociações do Brasil com os EUA. Como mostrou a Folha de S.Paulo, o empresário Joesley Batista, um dos donos da gigante de carnes JBS, foi recebido em audiência por Trump, e a própria CNI foi a Washington com representantes de diversos setores para negociar a derrubada das tarifas com o governo americano.

    O anúncio do governo americano foi celebrado por petistas e integrantes do centrão no Congresso, sobretudo pelo impacto positivo para o agronegócio. O líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), disse que a decisão “confirma a força da diplomacia ativa do governo Lula, que trabalha com diálogo, respeito e inteligência estratégica”.

    Já o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), comemorou a medida, sem mencionar a atuação do governo brasileiro, e disse que ainda é preciso avançar para retirar tarifas de mais produtos.

    “É preciso reconhecer: embora os passos dados pelos EUA sejam muito positivos, o processo está longe de terminado. Persistem tarifas que atingem segmentos estratégicos e reduzem o potencial de expansão do nosso agro no maior mercado consumidor do planeta”, disse.

    Integrantes da oposição, por sua vez, evitam creditar às autoridades brasileiras a nova redução de tarifas. De acordo com eles, trata-se de uma decisão tão somente para atender interesses comerciais dos Estados Unidos, que querem reduzir os preços.

    O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que, se fosse resultado das ações diplomáticas do governo Lula, teria sido anunciado ao lado de Mauro Vieira na semana passada. “Só interesse americano. Zero aproximação com o governo brasileiro. Trump está defendendo os interesses do país dele”, disse.

    O empresário Paulo Figueiredo, que atua ao lado de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, usou o mesmo argumento. “Trump simplesmente retirou as tarifas de alguns produtos brasileiros (como já tinha feito anteriormente) em busca da redução de preços domésticos -em alguns setores onde os EUA não são competitivos”, disse.

    Trump retira tarifas de 40% sobre carne, café, frutas e outros produtos do Brasil

  • Dicionário de Cambridge elege parassocial como a palavra do ano; entenda

    Dicionário de Cambridge elege parassocial como a palavra do ano; entenda

    A escolha de parassocial como termo do ano pelo Dicionário de Cambridge expõe um fenômeno silencioso que redefine vínculos, celebridades e até interações com a inteligência artificial, revelando como novas relações invisíveis moldam o comportamento global

    O Dicionário de Cambridge anunciou a palavra do ano de 2025: parassocial. O termo, antes restrito ao meio acadêmico, ganhou grande projeção pública e entrou de vez no vocabulário popular, impulsionado por fenômenos como o noivado de Taylor Swift e Travis Kelce, que reacendeu discussões sobre a relação emocional intensa que muitos fãs desenvolvem com celebridades.

    Na linguagem contemporânea, uma relação parassocial descreve a sensação de intimidade com uma figura pública, sem qualquer convivência real. Pode assumir contornos românticos, de amizade ou até envolver personagens gerados por inteligência artificial, funcionando como uma espécie de amor platônico. Em Portugal, porém, a palavra ainda é usada sobretudo no Direito, para designar acordos privados entre sócios.

    O conceito surgiu em 1956, quando sociólogos da Universidade de Chicago analisaram telespectadores que criavam vínculos emocionais com personalidades de TV e livros. Desde então, ganhou novas camadas com o avanço das redes sociais e da inteligência artificial, que permitiram relações ainda mais próximas — ao menos na percepção dos usuários.

    Segundo o editor do Cambridge, Colin McIntosh, o termo “captura o espírito de época de 2025”. As buscas por parassocial explodiram no dicionário e no Google, refletindo a popularização de um conceito antes acadêmico. O Cambridge citou, inclusive, o noivado de Swift e Kelce, o álbum West End Girl, de Lily Allen, e o uso crescente de chatbots como exemplos marcantes de relações parassociais neste ano.

    Para Simone Schnall, professora de Psicologia Social Experimental da Universidade de Cambridge, a ascensão dessas relações redefine o comportamento dos fãs, o papel das celebridades e a própria dinâmica das interações online. A queda de confiança em mídias tradicionais também impulsiona vínculos desproporcionais com influenciadores digitais, que podem gerar relações emocionalmente intensas e pouco saudáveis.

    A especialista alerta que celebridades como Taylor Swift frequentemente se tornam alvo de interpretações obsessivas e debates acalorados. Já ferramentas de inteligência artificial, como chatbots, começam a ser tratadas por alguns usuários como amigos ou confidentes, ampliando ainda mais o alcance do fenômeno.

    O crescente interesse público também acompanha a entrada de outros termos relacionados à cultura digital e à IA no Cambridge, como slop (conteúdo de IA produzido em massa) e memeify (transformar algo em meme viral). Em agosto, palavras como delulu, tradwife e broligarcy também passaram a integrar o dicionário, parte de um conjunto de seis mil novos verbetes que refletem mudanças permanentes no uso da linguagem.

     

     

    Dicionário de Cambridge elege parassocial como a palavra do ano; entenda

  • Guterres defende afastamento dos fósseis e nova coalizão para energia verde

    Guterres defende afastamento dos fósseis e nova coalizão para energia verde

    “Não haverá solução sem uma transição justa para longe dos combustíveis fósseis”, avaliou em coletiva de imprensa em Belém (PA) durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30).

    O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, reforçou há pouco que o afastamento dos combustíveis fósseis é uma “necessidade”, repetindo a linguagem multilateralmente estabelecida sobre o processo de transição energética. “Não haverá solução sem uma transição justa para longe dos combustíveis fósseis”, avaliou em coletiva de imprensa em Belém (PA) durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30).

    Hoje, Guterres também conclamou os países a uma nova coalizão para energia verde e ressaltou que em todas negociações sempre há fase de divergências. Na COP28, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, foi fechado acordo que propôs pela primeira vez a “transição em direção ao fim dos combustíveis fósseis”.

    O texto menciona expressamente que os países devem mudar os seus sistemas energéticos “de forma justa, ordenada e equitativa”. O documento também insta os 198 países-membros da convenção a “acelerarem a ação nesta década crítica para atingir a neutralidade de carbono até 2050, segundo a ciência”. O “como fazer” é o que ainda está pendente. O tema divide as delegações e, se houver avanço, será considerado uma das vitórias da Conferência em Belém (PA).

    Na coletiva de hoje foi repetido que os orçamentos soberanos, dos países, são limitados. Nesse caso, o setor privado, mercados financeiros e bancos multilaterais precisam aumentar a participação no processo de financiamento climático. Guterres defendeu ainda equilíbrio entre adaptação e mitigação. O primeiro trata da capacidade de buscar preparo para conviver com os impactos do clima em mudança. O segundo é a própria redução das emissões de gases de efeito estufa.

    Guterres defende afastamento dos fósseis e nova coalizão para energia verde

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  • Trump promete trabalhar para acabar com guerra no Sudão após pedido de príncipe saudita

    Trump promete trabalhar para acabar com guerra no Sudão após pedido de príncipe saudita

    Presidente americano afirma que já começou a trabalhar no assunto após reunião com Mohammed bin Salman; líder sudanês declarou que está disposto a cooperar com EUA e Arábia Saudita para buscar a paz no país

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Donald Trump disse nesta quarta-feira (19) que trabalhará para ajudar a acabar com a guerra no Sudão, depois que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, pediu que o presidente americano se envolvesse no assunto.

    “Já começamos a trabalhar nisso”, disse Trump em uma conferência de investimentos saudita, um dia depois de se reunir com o governante do país na Casa Branca.

    O Conselho Soberano do Sudão, comandado pelo atual líder do país e chefe do Exército, Abdel Fattah al-Burhan, declarou que está disposto a cooperar com os EUA e a Arábia Saudita para buscar a paz no país.

    Em comunicado, o órgão agradeceu a Washington e Riad por “seus esforços contínuos para deter o derramamento de sangue sudanês” e expressou sua “prontidão para se engajar seriamente com eles para alcançar a paz que o povo sudanês almeja”.

    O conflito no Sudão eclodiu em 2023 em meio a uma luta pelo poder entre as Forças Armadas sudanesas e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF), antes de uma transição planejada para um regime civil. Isso causou a morte de dezenas de milhares de pessoas, com acusações de limpeza étnica, destruição generalizada e deslocamento em massa, atraindo atenção potências estrangeiras e ameaçando dividir o Sudão.

    O príncipe herdeiro saudita diz acreditar que a pressão direta de Trump é necessária para quebrar o impasse nas negociações para acabar com mais de dois anos e meio de guerra, apontando para seu trabalho para alcançar um cessar-fogo em Gaza em outubro, disseram cinco pessoas familiarizadas com o assunto.

    Salman pareceu apelar para a visão que o presidente dos EUA tem de si mesmo como um pacificador, de acordo com o relato de Trump. “Ele mencionou o Sudão ontem e disse: ‘Senhor, o senhor está falando sobre muitas guerras, mas há um lugar na Terra chamado Sudão, e é horrível o que está acontecendo’”, disse o americano.

    Para a Arábia Saudita, a resolução do conflito está ligada à segurança nacional, com centenas de quilômetros do litoral sudanês situados em frente à costa do Mar Vermelho do reino.

    Trump disse que seu governo começou a trabalhar na questão cerca de 30 minutos depois que o príncipe herdeiro explicou sua importância.

    Trump promete trabalhar para acabar com guerra no Sudão após pedido de príncipe saudita

  • Ariana Grande diz que Glinda de 'Wicked' mudou sua carreira para sempre: 'Uma faísca reacendeu'

    Ariana Grande diz que Glinda de 'Wicked' mudou sua carreira para sempre: 'Uma faísca reacendeu'

    Personagem vê sua ‘bolha’ ser estourada e ganha ainda mais espaço na continuação do filme de 2024; atriz fala sobre a música inédita que canta no longa e da experiência ‘terapêutica’ que teve no projeto

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Ariana Grande, 32, perdeu a pré-estreia mundial de “Wicked: Parte 2” em São Paulo, mas está animada para falar do filme, que chega aos cinemas oficialmente nesta quinta-feira (20). De volta ao papel da bruxa “boa” Glinda, ela ganha ainda mais espaço na continuação do filme de 2024.

    “Glinda se equilibra silenciosamente entre a leveza e a escuridão o tempo todo e, definitivamente, isso vem muito mais à tona no segundo filme”, diz a atriz, para quem isso ficava muito mais camuflado antes. “O que mais gostei foi de fazer esse trabalho de sombras que vão cobrindo a personagem como resposta a todas essas diferentes decepções pelas quais ela passa agora.”

    A atriz diz que foi um privilégio fazer esse mergulho mais profundo na alma da personagem. “Eu diria que, no primeiro filme, Glinda está sob um feitiço, de precisar dessa validação externa”, compara. “No segundo filme, isso ainda existe, mas foi meio que distorcido e não está sendo usado para o bem. A cada passo do caminho, você vê essa bolha de privilégio sendo lentamente estourada. Ela está sendo convidada a olhar para fora de si mesma.”

    A bolha à qual a ela se refere no sentido figurado, às vezes, aparece para o público de forma mais literal -na forma da bolha na qual a personagem se transporta de um lugar para o outro. Mas é no passado de Glinda, que aparece em forma de flashbacks, que está a chave para um entendimento maior da personagem.

    “Sou muito grata a Jon [M. Chu, diretor do filme] por adicionar isso, porque acho que ela merece esse contexto”, diz a atriz. “Passei muito tempo pensando sobre infância da Glinda, sobre as crenças que foram projetadas nela e às quais ela se agarrou por toda sua vida, isso de certa forma a impulsionou a criar essa fachada, essa bolha de privilégio ao seu redor.”

    Ela ainda compara essa vivência prévia de Glinda à da amiga Elphaba, vivida por Cynthia Erivo. “É um trauma de infância semelhante ao que Elphaba tem”, diz. “É interessante porque, quando você realmente pensa sobre isso, ambas foram feitas para acreditar que não eram suficientes. Isso talvez seja parte do que elas reconhecem uma na outra quando se encontram pela primeira vez. Não é aversão, é: ‘Espera aí, estou, de um jeito estranho, me vendo no espelho?’.”

    Ariana destaca ainda um momento especial no filme, no qual interpreta “The Girl in the Bubble”, criada por Stephen Schwartz (responsável pelas canções do musical no qual o longa se inspira) especialmente para o filme. “Foi intimidante, gratificante, emocionante e aterrorizante, tudo ao mesmo tempo”, afirma ela, que destaca ainda a força que o momento dá à narrativa da personagem.

    “É o momento em que o público pode vê-la criando coragem para chegar à decisão de fazer as coisas certas”, avalia. “Ela sabe que tem um longo caminho pela frente, mas espiar o antes e o depois dessa decisão -que não aparece no espetáculo da Broadway- é uma dádiva. Estou muito grata por ter sido o veículo para isso.”

    A música pode levar Ariana ao palco do Oscar no ano que vem, assim como a atriz pode receber sua segunda indicação como coadjuvante -no momento, experts em premiações apontam que ela tem grandes chances de vender. Seja como for, a personagem já transformou a vida da ex-estrela mirim da Nickelodeon, que depois virou diva pop, para sempre.

    “Este projeto realmente curou minha relação com a criação em geral”, diz ela. “Não quero me emocionar, mas, sim, meio que me reconectou de dentro para fora. Espero que isso não pareça loucura, talvez esteja apenas na minha cabeça, mas acho que por muito tempo minha celebridade talvez fosse maior do que o trabalho que eu estava fazendo, que a minha dedicação ao ofício. Sentir-me vista de uma maneira que eu não sentia há muito tempo, pelo meu trabalho, tem sido muito terapêutico. Uma faísca reacendeu de alguma maneira.”

    Tanto é que ela já está de olho no futuro. Ariana terminou de filmar “Focker In-Law”, uma continuação de “Entrando Numa Fria” (2000) prevista para chegar aos cinemas em 2026 e não quer mais deixar seu lado atriz de lado. “É um ofício do qual senti falta”, afirma. “Estou agradecida por esses projetos e pela oportunidade de poder mergulhar nesses personagens.”

    Wicked: Parte 2
    Quando Estreia nesta quinta-feira (20) nos cinemas
    Classificação 10 anos
    Elenco Ariana Grande, Cynthia Erivo, Jonathan Bailey
    Produção EUA, 2025
    Direção Jon M. Chu

    Ariana Grande diz que Glinda de 'Wicked' mudou sua carreira para sempre: 'Uma faísca reacendeu'