Autor: REDAÇÃO

  • Mais de 200 kg de cocaína são achados sob navio que ia da Colômbia à Europa

    Mais de 200 kg de cocaína são achados sob navio que ia da Colômbia à Europa

    A apreensão aconteceu dias após a Marinha confiscar mais de 7 toneladas de drogas em duas lanchas rápidas e um “narcossubmarino” no Pacífico

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Mergulhadores na Colômbia encontraram 208 kg de cocaína embaixo de um navio mercante que estava de partida para Europa, informou a Marinha do país em publicação no X.

    Mergulhadores da Estação da Guarda Costeira de Buenaventura encontraram sete “sacos suspeitos” que estavam lacrados e continham narcóticos, informou a Marinha. Embalagens foram encontradas durante uma inspeção subaquática realizada ontem. Imagens da apreensão foram divulgadas em publicação no X.

     

    Operação impediu que mais de 521 mil doses da droga fossem traficadas, disse a Marinha. Segundo o órgão, a apreensão “afetou de forma contundente a entrada de mais de 10 milhões de dólares nas finanças criminosas de organizações de narcotráfico”.

    A apreensão aconteceu dias após a Marinha confiscar mais de 7 toneladas de drogas em duas lanchas rápidas e um “narcossubmarino” no Pacífico. Imagens mostram pacotes apreendidos e suspeitos se rendendo e sendo retirados da água.

    Os EUA anunciaram no mês passado sanções contra o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e contra o ministro do Interior, Armando Benedetti, por apoio do país ao “tráfico global de drogas”. Em postagem no X na ocasião, ele escreveu que seu governo reduziu as taxas de crescimento do cultivo de folhas de coca.

    Mais de 200 kg de cocaína são achados sob navio que ia da Colômbia à Europa

  • Israel ataca Gaza após acusar Hamas de violar cessar-fogo; 25 morrem

    Israel ataca Gaza após acusar Hamas de violar cessar-fogo; 25 morrem

    O Governo da Palestina informou 279 mortes horas antes destes novos ataques; além dos mortos, outros 652 palestinos ficaram feridos

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Exército de Israel anunciou ataques a alvos do Hamas nesta quarta-feira (19). A ofensiva seria uma resposta a violações do grupo extremista ao acordo de cessar-fogo.

    Ofensiva deixou ao menos 25 mortos no lado palestino. Segundo a agência da Defesa Civil de Gaza à AFP, foram 12 na Cidade de Gaza, no norte do território, e outras 13 em Khan Yunis, no sul.

    Forças de Defesa de Israel informou violação no X e logo depois, exército relatou ataques. Em uma postagem seguinte, eles informaram que os terroristas teriam aberto fogo contra soldados em Khan Yunis e, em resposta, as forças de defesa começaram a atacar alvos terroristas pelo território.

    “Vários terroristas foram identificados cruzando a linha amarela e se aproximando das tropas da IDF ao norte de Gaza, representando uma ameaça imediata”, disse comunicado das IDF, no início da tarde desta quarta-feira, no horário de Brasília.

    MORTES CONTINUAM MESMO COM TRÉGUA

    O Governo da Palestina informou 279 mortes horas antes destes novos ataques. O número inclui vítimas depois do início do cessar-fogo, em outubro deste ano. Israel não comentou as afirmações.

    Além dos mortos, outros 652 palestinos ficaram feridos. Os números foram divulgados hoje em um comunicado do Gabinete de Imprensa do país e contabilizam violações cometidas até a noite de ontem na região.

    O órgão acusa o Exército de Israel de 113 disparos diretos contra civis. De acordo com as autoridades, os militares teriam atacado diretamente cidadãos, casas, bairros residenciais e tendas de deslocados.

    Outras mortes teriam ocorrido em outros 174 ataques e bombardeios israelenses. Além disso, a pasta afirma que 17 incursões foram realizadas por veículos militares em áreas residenciais e agrícolas, enquanto houve também 85 demolições de casas e instalações civis durante esse período.

    Palestina diz que esse “comportamento agressivo” deve frustrar qualquer esforço internacional para manter a paz. “Isso confirma a insistência da ocupação israelense em minar o acordo e criar uma realidade sangrenta no terreno, ameaçando a segurança e a estabilidade na Faixa de Gaza”, acrescenta.

    Governo palestino pede que o presidente dos EUA, Donald Trump, tome uma providência em relação ao que está acontecendo. Além dele, os países mediadores e o Conselho de Segurança da ONU devem atuar de forma séria e eficaz para “obrigar Israel a cumprir os termos do cessar-fogo e do protocolo humanitário”.

    TRÉGUA FRÁGIL

    Hamas e Israel têm trocado acusações de quebra do acordo selado pelos EUA desde o dia um do cessar-fogo. Nos primeiros dias, o país de Benjamin Netanyahu alegava demora na entrega de corpos de reféns, enquanto o Hamas afirmava que os bombardeios no enclave não haviam cessado.

    Neste último mês, ataques em Gaza não cessaram. O exército israelense chegou a atacar o local por três dias consecutivos em retaliação a morte de um soldado de Israel, deixando 104 palestinos mortos. O agente teria sido morto em um suposto ataque de homens armados, mas o Hamas rejeitou a acusação.

    Israel ataca Gaza após acusar Hamas de violar cessar-fogo; 25 morrem

  • Secretária de Justiça dos EUA diz que vai liberar arquivos Epstein em até 30 dias

    Secretária de Justiça dos EUA diz que vai liberar arquivos Epstein em até 30 dias

    Congresso aprovou lei obrigando governo a divulgar material; Trump ainda não sancionou medida; pasta antecipou que não publicará documentos relacionados a investigações em andamento

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A secretária de Justiça do governo Donald Trump, Pam Bondi, disse nesta quarta-feira (19) que vai liberar os arquivos do caso Jeffrey Epstein em até 30 dias depois de o Congresso dos Estados Unidos aprovar nesta terça (18) uma lei exigindo essa publicação. O texto ainda precisa ser sancionado por Trump.

    O Departamento de Justiça, que controla o FBI, a polícia federal americana, foi responsável pelo caso a nível federal que prendeu o financista e abusador em 2019, acusado de coordenar uma ampla rede de tráfico sexual. Epstein morreu na prisão um mês depois, em um caso que foi considerado suicídio.

    Trump, que é citado na investigação, tem resistido a divulgar os materiais, embora tenha prometido que assinará a legislação. Ainda não se sabe se os papéis que ainda são sigilosos ajudarão a elucidar questões sem resposta no caso -como, por exemplo, se Trump sabia dos abusos e até mesmo se teria participado deles, como alguns dos emails que já vieram à tona dão a entender.

    Neles, Epstein escreveu que Trump passou “horas em sua casa” com uma das vítimas e que o atual presidente “sabia sobre as meninas” envolvidas em seu esquema, sem esclarecer o que quis dizer exatamente com a frase.

    A resistência do presidente americano causou desgaste sem precedentes entre o governo e sua base do Partido Republicano, com alguns parlamentares governistas chegando a sugerir que Trump teria algo a esconder. Quando ficou claro que a pressão era grande demais, o presidente mudou de estratégia e passou a apoiar a divulgação do material -o que resultou na aprovação quase unânime da lei na Câmara e no Senado na terça.

    “Continuaremos e seguir a lei e a priorizar a transparência”, disse Bondi nesta quarta. Apesar da aprovação da lei, críticos apontam que Trump não precisava de legislação do tipo se quisesse ordenar a publicação dos arquivos Epstein, e ainda não está claro o que será divulgado.

    O Departamento de Justiça, que nos EUA tem funções similares às do Ministério Público Federal no Brasil, disse que não divulgará trechos da investigação que revelem nomes de vítimas ou que possam interferir em investigações em andamento. Isso inclui a mais recente, contra o ex-presidente Bill Clinton, cuja abertura foi determinada por Trump em uma tentativa de aliviar a pressão de sua base a respeito do tema.

    Além de Clinton, outras figuras ligadas ao Partido Democrata também são citadas nas últimas revelações, como o ex-secretário do Tesouro de Clinton Larry Summers. O professor de Harvard disse na segunda (17) estar “profundamente envergonhado” por manter contato com Epstein e anunciou que vai se afastar de compromissos públicos enquanto tenta “reconstruir confiança e reparar relações”.

    Ele disse, porém, que continuará dando aulas na universidade, mesmo diante da pressão para que a instituição rompa vínculos com ele. Harvard anunciou que abrirá nova investigação contra Summers, e o ex-secretário também renunciou ao cargo que ocupava no conselho diretor da OpenAI.

    Na noite de terça, Trump publicou em sua rede social, a Truth Social, que não se importava com a aprovação da lei. “Só não quero que os republicanos esqueçam de todas as vitórias que tivemos”, escreveu o presidente, citando seu pacote orçamentário, “fronteiras fechadas”, cortes de impostos e “ser respeitado por todos os países no mundo”, entre outros. Desde a aprovação do texto pelo Senado, não voltou a mencionar o assunto.

    Secretária de Justiça dos EUA diz que vai liberar arquivos Epstein em até 30 dias

  • D4vd é considerado suspeito da morte de jovem de 15 anos encontrada em seu carro

    D4vd é considerado suspeito da morte de jovem de 15 anos encontrada em seu carro

    O cantor D4vd, nome artístico de David Anthony Burke, passou a ser investigado pela polícia de Los Angeles após o corpo de Celeste Rivas, 15, ser encontrado em seu carro. Operações revelaram registros íntimos e vestígios de sangue, reforçando suspeitas de envolvimento no crime

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O cantor D4vd passou a ser considerado um suspeito da investigação em torno da morte de Celeste Rivas Hernandez, jovem de 15 anos que teve o seu corpo encontrado em um Tesla no último mês de setembro, na Califórnia, nos Estados Unidos. A informação é do portal americano Vulture.

    David Anthony Burke, nome verdadeiro do artista, não havia sido considerado um suspeito na época em que as investigações tiveram início. Segundo o Departamento de Polícia de Los Angeles, o músico não tem cooperado com as autoridades e é estimado que o crime tenha acontecido durante a primavera americana, entre os meses de março e junho, com mais de uma pessoa envolvida.

    A defesa de D4vd ainda não se pronunciou sobre a atualização do caso.

    Segundo a emissora ABC News Los Angeles, o carro de D4vd foi multado em um estacionamento de Hollywood em 3 de setembro, cinco dias antes da descoberta do corpo, por ter ultrapassado a norma do bairro de permanência máxima de três dias. Depois que Rivas foi encontrada, moradores da região disseram que o veículo permaneceu ali por mais de um mês.

    Também em setembro, avaliações médicas determinaram que a garota “aparentava já estar morta por um longo período de tempo antes de ter sido encontrada”. À época, Scot Williams, chefe do departamento de polícia de Los Angeles, afirmou que nenhuma causa de morte havia sido identificada até aquele momento.

    Ainda naquele mês, o site TMZ noticiou que as autoridades fizeram uma operação de 12 horas na casa de D4vd, onde encontraram uma foto íntima e um vídeo em que o artista e Rivas aparecem juntos. Foram também identificados vestígios de sangue como possíveis indícios de violência.

    De acordo com fontes próximas ao caso, os registros encontrados reforçam a hipótese de que a vítima e o cantor mantinham uma relação de intimidade antes do crime.

    Em entrevista ao TMZ, a mãe de Rivas disse que a filha estava desaparecida havia mais de um ano e que ela namorava um homem chamado David. Além disso, uma canção de D4vd que vazou na internet em 2023 descrevia uma paixão por uma garota chamada Celeste.

    O rapper veio ao Brasil em junho para divulgar o lançamento de seu álbum “Withered”, com o qual estava em turnê nos Estados Unidos, cancelada em 19 de setembro em função das investigações. Ele fazia parte da programação para o Lollapalloza Brasil de 2026, mas teve a sua participação no evento cancelada.

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  • 'Só traumatizou ainda mais quem é de favela', diz L7nnon sobre ação que matou 121 no RJ

    'Só traumatizou ainda mais quem é de favela', diz L7nnon sobre ação que matou 121 no RJ

    Cria de Realengo, L7 canta em seus raps como era vida antes do sucesso, as memórias boas -e outras nem tanto- de uma adolescência vivida na periferia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Na reta final de “Dona de Mim” (Globo), L7nnon comemora o sucesso de seu primeiro trabalho como ator. O rapper carioca de 31 anos, que dá vida ao ex-detento Ryan na novela, se diz surpreso e contente com a aceitação do público. Para ele, o personagem vem cumprindo sua missão de levar uma mensagem importante aos jovens, principalmente os que, assim como ele, têm origem nas favelas e periferias.

    “Eu realmente não imaginei que teria essa aceitação e que as pessoas fossem curtir de verdade o Ryan”, diz, em entrevista à reportagem. “A gente faz o que pode para influenciar positivamente, para mostrar para as pessoas que se espelham em nós que o crime não é opção.”

    Na trama, que chega ao fim em janeiro, Ryan abandona de vez o mundo do crime e parte em busca de uma carreira musical como rapper.

    Cria de Realengo, L7 canta em seus raps como era vida antes do sucesso, as memórias boas -e outras nem tanto- de uma adolescência vivida na periferia. Abordagens policiais, episódios de racismo e violência são recorrentes na realidade cantada pelo artista. “Todo mundo que vem de um lugar periférico, carente, vai passar por preconceitos. Muitas vezes pelo linguajar, pela cor, pelo jeito”, diz.

    “A principal mensagem é acreditar em você e não se distrair no caminho”, acrescenta. “Na vida, vão ter milhares de distrações, mas o pódio não é para qualquer um. Se você quer ser diferente, siga na tua diferença e acredite em você. Dá o teu melhor e vai acontecer.”

    Questionado sobre a ação policial no Rio de Janeiro que terminou com 121 mortos no dia 28 de outubro, o artista acredita que “o problema é mais embaixo”. “Aquilo ali não vai resolver o tráfico, o crime não vai acabar, a corrupção não vai acabar. Se quisessem resolver mesmo o problema, eles teriam jeito melhor”, diz. “Só traumatizou ainda mais quem é de favela. Criança que está vendo aquela cena vai crescer com aquela dor.”

    ARTE DE PROTESTO

    Mesmo com o ritmo puxado de gravações da novela, o artista não deixou de lado sua produção musical. Ele conta que tem um estúdio em casa e que a experiência no audiovisual só veio para “engrandecer sua arte”. “Mesmo fazendo a novela, estou escrevendo um milhão de músicas”, diz.

    O rapper e agora ator encara sua arte como forma de resistência e protesto. “Todo mundo que falou que não ia dar em nada, que eu era apenas mais uma pessoa qualquer, hoje está tendo que aplaudir a vitória. Não guardo rancor, acho que é motivação para ir mais longe”.

    ESTILO

    Na ocasião de seu anúncio como embaixador da linha de relógios G-Shock, da Casio, o artista falou também sobre moda e estilo. “Defino meu estilo como skate, rap, vivência da rua”, diz. Em um de seus raps, ele canta que “tem gente que tem dinheiro mas é inimigo da moda”.

    “Não estou querendo dizer que um estilo é o certo e outro não”, se justifica. “Cada um é cada um, se a pessoa se sente bem com aquela roupa, mete marcha.”

    'Só traumatizou ainda mais quem é de favela', diz L7nnon sobre ação que matou 121 no RJ

  • Lula pede análise responsável do PL Antifacção pelo Senado

    Lula pede análise responsável do PL Antifacção pelo Senado

    ““Precisamos de leis firmes e seguras para combater o crime organizado. O projeto aprovado ontem pela Câmara alterou pontos centrais do PL Antifacção que nosso governo apresentou”, disse Lula

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (19), que o Senado deve analisar o Projeto de Lei (PL) Antifacção com diálogo e responsabilidade. Em publicação nas redes sociais, Lula criticou as alterações feitas pela Câmara dos Deputados no texto enviado pelo governo que, segundo ele, enfraquecem o combate ao crime organizado.

    “É importante que prevaleçam, no Senado, o diálogo e a responsabilidade na análise do projeto para que o Brasil tenha de fato instrumentos eficazes no enfrentamento às facções criminosas”, escreveu.

    “Precisamos de leis firmes e seguras para combater o crime organizado. O projeto aprovado ontem pela Câmara alterou pontos centrais do PL Antifacção que nosso governo apresentou. Do jeito que está, enfraquece o combate ao crime e gera insegurança jurídica. Trocar o certo pelo duvidoso só favorece quem quer escapar da lei”, acrescentou. 

    Lula declarou que o governo está comprometido com o fortalecimento da Polícia Federal, a maior integração entre as forças de segurança e a ampliação do trabalho de inteligência para enfrentar facções criminosas e suas estruturas de financiamento.

    Na noite desta terça-feira (18), por 370 a 110 votos, a Câmara aprovou o texto do PL Antifacção (PL 5582/2025), que visa combater o crime organizado. Os deputados acataram o texto apresentado pelo relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), que alterou trechos da proposta original encaminhada pelo Executivo. Ele apresentou, ao menos, cinco versões do relatório.

    O projeto prevê penas mais duras para integrantes de facções criminosas e apreensão de bens de investigados. Entre outros temas, o texto cria, ainda, a definição de organização criminosa ultraviolenta, apesar das críticas que apontaram que a criação de um novo tipo criminal poderia gerar um caos jurídico nos processos judiciais que tendem a beneficiar os criminosos.

    Hugo Motta

    Após a postagem de Lula, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), também se manifestou nas redes sociais sobre a aprovação do PL, dizendo que não se pode desinformar a população “com inverdades”. Para ele, o governo optou pelo “caminho errado” na negociação do texto.

    Antes da votação, os deputados governistas chegaram a solicitar que o projeto fosse retirado da pauta, pois o texto original teria sido “desconfigurado”. Mas Motta manteve a votação argumentando que o texto seria a resposta “mais dura” da história da Câmara no enfrentamento ao crime organizado.

    Ele afirmou que o projeto original do governo federal trouxe pontos positivos, mas que foram necessários mais olhares de outros setores e bancadas.

    “É muito grave que se tente distorcer os efeitos de um Marco Legal de Combate ao Crime Organizado cuja finalidade é reforçar a capacidade do Estado na segurança pública”, escreveu Motta, nesta quarta-feira.

    “Não vamos enfrentar a violência das ruas com falsas narrativas. Precisamos estar unidos neste momento. O governo optou pelo caminho errado ao não compor essa corrente de união para combater a criminalidade”, acrescentou.

    Lula pede análise responsável do PL Antifacção pelo Senado

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Trump adota posição de Putin em novo plano para Ucrânia

    Trump adota posição de Putin em novo plano para Ucrânia

    Texto foi combinado entre enviados dos EUA e do Kremlin antes de ser entregue para o governo de Zelenski em Miami; segundo proposta vazada, ucranianos entregam o Donbass, cortam Forças Armadas pela metade e perdem armas ofensivas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Naquilo que parece uma grande derrota de Volodimir Zelenski, um novo plano de paz proposto para a Guerra da Ucrânia pelo governo de Donald Trump foi combinado antes com os russos, que invadiram o vizinho em 2022.

    A proposta foi divulgada nesta quarta-feira (19) pelo site americano Axios e confirmada em múltiplos vazamentos para órgãos como o jornal britânico Financial Times e agências de notícias como a Reuters. A Folha de S.Paulo ouviu de uma pessoa ligada ao Kremlin em Moscou que a proposta está em linha com o esperado pelo governo russo.

    Sendo um vazamento, pode também servir para testar a reação global às ideias. Ela tende a ser negativa no Ocidente, dado que os pontos divulgados sugerem perdas grandes para Kiev.

    Primeiro, a entrega dos 15% restantes de Donetsk, a região que está no foco de grandes batalhas que podem levar as defesas ucranianas ao colapso. Com isso estaria completa a tomada do Donbass, região russófona mais desejada pelo Kremlin.

    As linhas em Zaporíjia e Kherson, outras duas áreas anexadas ilegalmente em 2022, ficariam congeladas e podem ser negociadas.

    Hoje, Putin ocupa cerca de 20% de todo o território ucraniano, contando aí os 7,3% que já dominava na Crimeia anexada e nas áreas do leste sob controle de separatistas desde a guerra civil iniciada em 2014.

    Mais significativa do que a perda territorial, que Trump já havia dito ser inevitável desde o começo de seu mandato para chegar a um acordo com Vladimir Putin, é a adoção de termos duros daquilo que o russo chama de necessária desmilitarização da Ucrânia.

    Segundo os vazamentos, o acordo prevê o corte das Forças Armadas ucranianas pela metade. É incerto se isso se refere ao tamanho atual, que Zelenski diz ser de 980 mil soldados mobilizados e bastante armados, ou do nível pré-guerra, inferior a 200 mil.

    Além disso, o texto afirma que a Ucrânia terá de renunciar a armas ofensivas que possam atingir alvos no território russo, como os mísseis de cruzeiro e drones domésticos que desenvolveu, e modelos avançados ocidentais como os ATACMS usados em um ataque contra Voronej (sul russo) na noite de terça (18).

    Não há citação a armas europeias, como o míssil Taurus que o governo alemão até aqui rejeitou fornecer, temendo uma escalada com os russos, ou os já fornecidos Storm Shadow/Scalp-EG franco-britânicos.

    Isso sugere que os parceiros continentais de Trump na Otan não foram informados dos termos combinados. A chancelaria do Reino Unido, questionada pela agência Reuters sobre o plano, afirmou que compartilha o desejo de Trump pela paz, mas espera a improvável retirada russa.

    É péssima notícia para Zelenski, que tem se fiado em anúncios bombásticos de parceria com a Europa, como a intenção de comprar 150 caças suecos Gripen e 100 franceses Rafale, mas na prática depende de armamentos americanos.

    Segundo o Instituto Kiel, da Alemanha, desde que o americano assinou em 14 de julho com a aliança o programa em que europeus compram suas armas e dão para Kiev, o envio de ajuda militar caiu 43% na média mensal ante o registrado de janeiro a junho deste ano.

    Os meios que tiveram acesso aos termos discutidos falam em 28 pontos, boa parte deles minúcias que soam como música para o Kremlin, incluindo o status de língua oficial do russo, que é falado por boa parte dos ucranianos, e a proteção da Igreja Ortodoxa de Moscou no país.

    Bastante significativo do sentido geral da proposta, que por evidente poderá alterada, é o fato de que ela foi amarrada entre o enviado de Trump para o conflito, Steve Witkoff, e negociadores russos não identificados -o “czar dos investimentos” Kirill Dmitriev esteve nos Estados Unidos no fim de outubro.

    Segundo o Financial Times, Witkoff entregou o prato feito em conversa, não por escrito, a Rustem Umerov, secretário do Conselho de Segurança da Ucrânia e ex-ministro da Defesa, durante um encontro em Miami.

    O plano, se avançar, vai em linha com a tendência de Trump de comprar a versão russa do conflito. Ele chegou a encontrar-se com Putin no Alasca em agosto, mas de lá para cá sua frustração com o russo ganhou um primeiro contorno prático, com a aplicação de sanções às maiores petroleiras do país beligerante.

    Zelenski e Trump ainda não comentaram o caso. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, se limitou a dizer que não havia avanços desde que o americano cancelou a cúpula que faria com Putin em Budapeste, mas disse que Witkoff pode aparecer a qualquer momento em Moscou e “será bem-vindo”.

    O ucraniano visitou nesta quarta o colega turco Recep Tayyip Erdogan, e voltou a dizer que está pronto para retomar as negociações diplomáticas e que irá encontrar-se com autoridades militares americanas em Kiev nesta quinta (20).

    Witkoff deveria participar do encontro, segundo o Axios, mas desistiu dada a insistência de Zelenski de incluir negociadores de aliados europeus à mesa.

    Além disso, a fragilidade política do ucraniano, que teve de demitir nesta quarta dois ministros acusados em um escândalo de desvio milionário no setor de energia, tem feito Washington tratá-lo mais à distância.

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  • Amazon perde batalha judicial na UE sobre regras de conteúdo digital

    Amazon perde batalha judicial na UE sobre regras de conteúdo digital

    Um porta-voz da empresa de Jeff Bezos disse que estava desapontado com a decisão e que iria apelar da decisão

    Um importante tribunal da União Europeia (UE) rejeitou a contestação legal da Amazon contra a classificação de seu mercado online como um serviço que precisa obedecer a regras mais rígidas para grandes plataformas digitais.

    O Tribunal Geral da UE disse nesta quarta-feira, 19, que a Comissão Europeia – o braço executivo do bloco – estava justificada ao designar a Amazon Store, que inclui o mercado Amazon.com, como uma “plataforma online muito grande” sob a Lei de Serviços Digitais.

    A designação se aplica a entidades com mais de 45 milhões de usuários na UE e as obriga a garantir transparência em decisões de publicidade, moderação de conteúdo e a proteger contra conteúdo ilegal online.

    Um porta-voz da empresa disse que estava desapontado com a decisão e que iria apelar, acrescentando que o status que os oficiais podem para as big techs é projetado para abordar questões sistêmicas na economia digital ligadas à receita de publicidade proveniente da distribuição de informações.

    “A Amazon Store, como um mercado online, não representa tais riscos sistêmicos; ela apenas vende produtos e não dissemina ou amplifica informações, opiniões ou pontos de vista”, enfatizou o porta-voz. Fonte: Dow Jones Newswires.

    *Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast

    Amazon perde batalha judicial na UE sobre regras de conteúdo digital

  • Sean 'Diddy' Combs recebe duas novas acusações por casos de agressão sexual

    Sean 'Diddy' Combs recebe duas novas acusações por casos de agressão sexual

    Sean ‘Diddy’ Combs foi sentenciado a quatro anos de prisão em outubro; defesa do rapper nega as alegações inéditas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Sean “Diddy” Combs recebeu duas novas acusações de agressão sexual, feitas pelo produtor musical Jonathan Hay. A informação é da ABC. Segundo a emissora americana, Hay teria sido atacado em 2020 e 2021, em casos já sob investigação do Departamento do Xerife do Condado de Los Angeles, nos Estados Unidos. A defesa do rapper nega as acusações.

    O boletim policial relata que, em 2020, o cantor teria se masturbado diante de Hay durante uma sessão de fotos realizada num depósito de Los Angeles. O produtor musical só teria registrado a queixa agora por conta da vergonha em relatar a suposta ocasião.

    O documento ainda descreve que, em 2021, Hay teria sido atraído para uma reunião pelo empresário Christopher “C.J.” Wallace, com quem desenvolvia um projeto musical. Ao chegar ao encontro, ele teria sido imobilizado por dois homens, que teriam coberto a sua cabeça, antes de Diddy entrar na sala e forçá-lo a praticar sexo oral.

    Como prova, Hay entregou à polícia vídeos e fotografias. A defesa de Wallace nega as acusações, às quais se refere como parte de uma suposta campanha de difamação contra a sua figura.

    As novas denúncias aparecem semanas depois de Diddy ter sido sentenciado, em outubro, a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de transporte para fins de prostituição, em caso envolvendo duas ex-namoradas.

    Sean 'Diddy' Combs recebe duas novas acusações por casos de agressão sexual

  • Maduro propôs deixar poder na Venezuela em dois anos, e EUA rejeitaram, diz jornal

    Maduro propôs deixar poder na Venezuela em dois anos, e EUA rejeitaram, diz jornal

    The New York Times afirma que proposta foi feita em negociações que ocorrem nos bastidores; Forças Armadas americanas continuam mobilizadas no Caribe e pressionam ditador

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, propôs ao governo dos Estados Unidos renunciar em dois anos, de acordo com o jornal americano The New York Times, que ouviu diversas pessoas com conhecimento do assunto, sob anonimato. A Casa Branca, ainda segundo o jornal, recusou a oferta de Maduro.

    A proposta ocorre em meio a uma grande pressão de Washington contra o ditador e autoridades do regime. O maior porta-aviões do mundo e uma série de outras embarcações, aeronaves e milhares de soldados estão posicionados no Caribe enquanto os EUA têm assassinado supostos narcotraficantes em lanchas na região, sem fornecer evidências da ligação dos barcos com o narcotráfico.

    A mensagem a Caracas é clara, já que Washington considera Maduro líder de um cartel de drogas, acusação que o ditador rejeita.

    Embora as ameaças estejam dadas, o presidente Donald Trump abriu a possibilidade de diálogo com Caracas, no último domingo (16). Teria sido a partir dessa nova rodada de negociações que Maduro fez a proposta rejeitada, segundo o New York Times.

    Trump assinou planos para que a agência de inteligência americana execute operações secretas dentro da Venezuela -ações que podem ter como objetivo preparar o campo de batalha para operações futuras, disseram as pessoas com quem o New York Times conversou.

    Não está claro quais seriam as ações secretas ou quando qualquer uma delas poderia ser executada. Trump ainda não autorizou o uso de tropas em solo venezuelano, o que significa que a próxima fase da campanha de pressão contra Maduro poderia estar relacionada a atos de sabotagem ou algum tipo de operação cibernética, psicológica ou de informação.

    Segundo o jornal, o presidente americano não tomou uma decisão sobre o curso mais amplo de ação a seguir na Venezuela -na semana passada, ele disse que já havia se decidido, mas que não divulgaria qual medida tomaria.

    Ele tampouco tem falado publicamente sobre objetivos além de conter o fluxo de drogas da região, Planejadores militares e da CIA prepararam múltiplas opções para diferentes contingências, além de listas de supostas instalações de drogas que poderiam ser atacadas.

    O Pentágono também avalia ataques a unidades militares próximas a Maduro. Trump realizou duas reuniões na semana passada na Sala de Crise da Casa Branca, local de tomada de decisões de presidentes americanos em situações de emergência, para discutir a situação na Venezuela e revisar opções com seus principais conselheiros.

    Qualquer ação secreta da CIA provavelmente ocorreria antes de tais ataques militares. Tanto a Casa Branca como a CIA recusaram-se a comentar sobre a ordem de Trump após pedidos do New York Times.

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