Autor: REDAÇÃO

  • Senado aprova medidas para cortar R$ 15 bi em gastos; projeto vai a sanção

    Senado aprova medidas para cortar R$ 15 bi em gastos; projeto vai a sanção

    Projeto ressuscita trechos de medida provisória que não foi aprovada; texto também estipula imposto menor para atualizar valores de imóveis

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Senado aprovou nesta terça-feira (18) e enviou a sanção presidencial um projeto de lei que absorveu medidas para cortar R$ 15 bilhões em despesas do governo. Trechos da proposta têm origem em uma MP (medida provisória) que não foi aprovada. Mesmo sem a aprovação, à época, o governo insistiu nos termos.

    A proposta também possibilita que bens móveis e imóveis tenham os valores atualizados no Imposto de Renda com um pagamento menor de tributo sobre ganho de capital. A análise desta terça-feira no Senado foi a última, porque o projeto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados.

    O relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), recomendou a aprovação do texto na forma como veio da Câmara, com ajustes de redação. A aprovação foi por votação simbólica, ou seja, sem contagem de votos. O arranjo é possível quando há acordo entre as bancadas partidárias.

    Ao final da deliberação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que foi possível resgatar trechos da MP porque eles estão de acordo com o que prega a maioria dos senadores em seus discursos sobre contas públicas.

    “Eram justamente matérias que foram estabelecidas na MP 1.303 e que iam ao encontro do que senadores e senadoras, deputados e deputadas, falam todas as semanas no Congresso Nacional. Equilíbrio fiscal, ajuste das contas públicas, combate às ilegalidades, combate às fraudes”, declarou Alcolumbre.

    A estimativa de R$ 15 bilhões em contenção de gastos se dá por medidas como a limitação de compensação de créditos tributários por empresas e um aperto nas exigências para concessão do seguro-defeso -benefício pago a pescadores em épocas de reprodução de peixes.

    O endurecimento das compensações tributárias inclui operações com PIS/Cofins para evitar abatimentos indevidos.

    Outra medida de contenção de despesas foi incluir o Pé-de-Meia, programa social que paga bolsas para alunos pobres do ensino médio, no conjunto de despesas que formam o piso constitucional de gastos em educação.

    Além disso, o texto limita a 30 dias o pagamento do auxílio-doença concedido com base em documentos médicos. Também determina a fixação de um limite no Orçamento para pagar compensações previdenciárias a regimes próprios de Estados e municípios.

    Essas medidas foram incluídas no projeto ao longo de sua tramitação no Congresso. A proposta, originalmente, focava na criação do Rearp (Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial), programa que também foi aprovada junto com o texto.

    O Rearp permite que bens tenham seus valores atualizados no Imposto de Renda com alíquotas menores sobre ganho de capital. Também vale para regularizar bens e direitos não declarados ou declarados incorretamente.

    Para a atualização patrimonial, a alíquota é de 3% sobre o ganho de capital para pessoas físicas. Já para a regularização, a alíquota é de 15% mais multa de 15% sobre o imposto apurado. Os valores podem ser parcelados em 24 meses, com parcelas sujeitas à taxa Selic. O prazo de adesão ao Rearp é de 90 dias.

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  • Quer apagar o cache e os cookies, mas não sabe como? A gente explica

    Quer apagar o cache e os cookies, mas não sabe como? A gente explica

    Cache e cookies aceleram a navegação e guardam preferências, mas também podem gerar falhas e comprometer a privacidade. Saiba por que é importante limpar esses dados regularmente e veja como excluir informações de forma simples no seu navegador.

    Cache e cookies são recursos usados pelos navegadores para tornar a navegação mais rápida e personalizada. A cache guarda cópias temporárias de arquivos e páginas acessadas com frequência, acelerando o carregamento. Já os cookies armazenam dados do usuário, como logins e preferências.

    Apesar de úteis, esses arquivos podem gerar falhas na navegação, comprometer a privacidade e ocupar espaço no dispositivo. Por isso, especialistas recomendam que sejam apagados regularmente, tanto por segurança quanto para melhorar o desempenho dos navegadores.

    O processo é simples: em navegadores como Internet Explorer, Edge, Google Chrome e Firefox, basta pressionar Ctrl + Shift + Delete. O comando abre a janela “Excluir dados de navegação”, onde o usuário pode escolher o período de tempo e confirmar a exclusão.

    JORNAL DA TARDE © Reprodução  Caso isto não funcione, pode acessar  a página de forma manual.

    Google Chrome

    Se estiver no Google Chrome terá que ir à barra de ferramentas (os três pontos verticais no canto superior direito da sua tela, mesmo por baixo da cruz).

    JORNAL DA TARDE © ReproduçãoNessa barra, clique no seu histórico e abra a página. Lá, terá, de novo, a opção para Eliminar dados de navegação.

    JORNAL DA TARDE © Reprodução  Se pressionar, vai ser direcionado para a mesma página que lhe mostramos acima.

    Mozilla Firefox

    No Mozilla Firefox, o processo é semelhante.

    De novo, vá à barra de ferramentas (que está representada por três linhas horizontais no canto superior direito).

    JORNAL DA TARDE © ReproduçãoAí aceda ao histórico, onde irá aparecer a opção para Limpar histórico recente. 

    JORNAL DA TARDE © ReproduçãoSe clicar, irá aparecer a página que irá permitir que apague os recursos de cache e cookies

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    Caso esteja em um computador Mac, da Apple, comece por clicar no Safari na sua barra de menu no ambiente de trabalho (no lado esquerdo da sua tela). Aí, clique nas Definições. Na nova página, vai selecionar a opção de Privacidade e depois, mais abaixo, em Gerir Dados de Website. Depois, basta clicar em eliminar tudo e eliminar agora para apagar todos os dados.

    Microsoft Edge

    Por último, no Microsoft Edge, vá ao menu de definições e acesse o seu histórico.

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    Quer apagar o cache e os cookies, mas não sabe como? A gente explica

  • WePink de Virginia Fonseca pagará R$ 5 milhões após acordo com MPGO

    WePink de Virginia Fonseca pagará R$ 5 milhões após acordo com MPGO

    Após mais de 120 mil reclamações, a marca de cosméticos WePink assinou um TAC com o Ministério Público de Goiás e se comprometeu a pagar R$ 5 milhões em indenização coletiva, além de adotar novas práticas comerciais e ressarcir consumidores prejudicados.

    A WePink, marca de cosméticos de Virginia Fonseca, firmou um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público de Goiás e aceitou pagar R$ 5 milhões em indenização por dano moral coletivo. O acordo foi fechado após a empresa se tornar alvo de uma ação civil pública motivada pelo alto volume de reclamações de consumidores.

    Nos últimos dois anos, mais de 120 mil queixas foram registradas no Procon-GO e em plataformas como o Reclame Aqui, apontando atrasos prolongados nas entregas, falta de reembolsos e descumprimento de ofertas. Após análise das práticas comerciais, o MP concluiu que a empresa violou o Código de Defesa do Consumidor.

    Representada por seus advogados, Virginia e os demais sócios assinaram o termo na sede do MPGO, em Goiânia, no dia 14. A indenização será paga em 20 parcelas de R$ 250 mil, destinadas ao Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor. O cálculo do valor levou em conta o número de clientes afetados, a repetição das irregularidades, o uso da imagem da influenciadora para impulsionar vendas e o lucro obtido com as práticas consideradas abusivas.

    Além da indenização coletiva, a empresa terá que reparar consumidores que ainda não tiveram seus problemas resolvidos e devolver em dobro os valores pagos por clientes que comprovarem prejuízo.

    O acordo também obriga a WePink a mudar sua operação. As campanhas de venda, incluindo as lives comandadas por Virginia, só poderão ocorrer mediante comprovação de estoque ou capacidade real de produção e entrega. A empresa fica proibida de vender sem estoque ou fazer pré-venda sem informar claramente prazos de fabricação e envio. Também deverá implementar um sistema de auditoria acessível ao MP e aos consumidores.

    WePink de Virginia Fonseca pagará R$ 5 milhões após acordo com MPGO

  • Rainha Camilla causa constrangimento ao comentar peso de atriz; entenda

    Rainha Camilla causa constrangimento ao comentar peso de atriz; entenda

    Durante uma visita ao País de Gales, Camilla perguntou à atriz Ruth Jones se ela havia emagrecido “demais”, gerando desconforto. A artista, conhecida por Gavin & Stacey, respondeu com naturalidade. O episódio ocorre em meio a um momento sensível para a família real britânica.

    A rainha Camilla protagonizou um momento constrangedor ao comentar o peso da atriz Ruth Jones durante uma visita oficial ao sul do País de Gales. Ao cumprimentar a artista de 59 anos, conhecida por Gavin & Stacey, Camilla perguntou se ela não havia “perdido muito peso”, segundo relato do Daily Mail.

    Jones respondeu com elegância, dizendo que realmente havia emagrecido. A atriz já contou, em entrevistas anteriores, que perdeu cerca de 27 quilos após recorrer a uma terapia de aversão conduzida pelo hipnotizador Paul McKenna, que a ajudou a abandonar o chocolate por cinco anos.

    A visita de Camilla e do rei Charles III aconteceu em meio a um período delicado para a família real britânica. O príncipe Andrew, irmão do monarca, perdeu títulos e honrarias após o envolvimento em um escândalo sexual que abalou a reputação da Casa Real. Ele também deve deixar o Royal Lodge, residência onde vive há décadas, após determinação do Palácio.

    Rainha Camilla causa constrangimento ao comentar peso de atriz; entenda

  • Ator de Grey’s Anatomy James Pickens Jr. revela câncer de próstata

    Ator de Grey’s Anatomy James Pickens Jr. revela câncer de próstata

    Aos 73 anos, James Pickens Jr. contou que a doença é recorrente em sua família e foi descoberta graças aos exames preventivos que faz há décadas. O intérprete de Richard Webber aproveitou para alertar homens sobre a importância do diagnóstico precoce

    James Pickens Jr., conhecido por interpretar o Dr. Richard Webber em “Grey’s Anatomy”, revelou ter sido diagnosticado com câncer de próstata. O ator, de 73 anos, contou ao site Black Men’s Health que a doença é comum em sua família e já atingiu várias gerações.

    A descoberta aconteceu poucos dias depois de sua personagem receber o mesmo diagnóstico na série. Pickens Jr. afirmou que não se surpreendeu com o resultado dos exames, já que o pai, tios, primos e outros parentes próximos também enfrentaram a doença, embora nenhum tenha morrido em decorrência dela.

    Em vídeo publicado no Instagram, o ator destacou a importância dos exames preventivos e disse que sua rotina de cuidados foi decisiva para identificar o câncer ainda no início. Ele contou que realiza check-ups anuais há mais de três décadas e começou a medir o PSA aos 41 anos, o que permitiu uma detecção precoce.

    No elenco de “Grey’s Anatomy” desde 2005, Pickens Jr. aproveitou o anúncio para reforçar o pedido para que homens façam acompanhamento regular com urologistas e não adiem exames essenciais.
     

     

    Ator de Grey’s Anatomy James Pickens Jr. revela câncer de próstata

  • STF absolve pela 1ª vez réu na trama golpista, considera mais 9 culpados e acumula 24 condenações

    STF absolve pela 1ª vez réu na trama golpista, considera mais 9 culpados e acumula 24 condenações

    As penas dos réus julgados nesta terça variaram de 1 ano e 11 meses a 24 anos de prisão. Eles também perderão cargos públicos e direitos políticos, além de terem de pagar R$ 30 milhões de multa em indenização coletiva a ser dividida entre todos os condenados

    (CBS NEWS) – A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) absolveu pela primeira vez um dos réus no processo da trama golpista. Durante sessão nesta terça-feira (18), os ministros livraram o general da reserva Estevam Theophilo de todas as acusações por falta de provas.

    Os outros nove réus do chamado núcleo operacional da trama golpista, que envolve militares acusados de atuar na tentativa de golpe de Estado no fim de 2022, no governo Jair Bolsonaro (PL), foram condenados. No total, 24 pessoas foram consideradas culpadas pelo STF por envolvimento no caso até o momento.

    As penas dos réus julgados nesta terça variaram de 1 ano e 11 meses a 24 anos de prisão. Eles também perderão cargos públicos e direitos políticos, além de terem de pagar R$ 30 milhões de multa em indenização coletiva a ser dividida entre todos os condenados.

    Dos seis integrantes do grupo, a Polícia Federal diz ter identificado somente dois: Rodrigo Azevedo e o tenente-coronel Rafael de Oliveira. Segundo a PGR, os dois militares, sob codinomes, estavam a postos para neutralizar o ministro do Supremo, mas acabaram abortando a operação, sem o aval do Comando do Exército.

    Todos os ministros da Primeira Turma do STF se manifestaram no mesmo sentido: Alexandre de Moraes (relator), Cristiano Zanin e Cármen Lúcia e Flávio Dino (presidente).

    Esse núcleo é composto por nove militares e um policial federal. A maioria dos denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) é composta por oficiais do Exército com formação em forças especiais, os chamados “kids pretos”.

    Primeiro a votar, Moraes defendeu que Bernardo Romão Correa Neto (coronel da reserva), Fabrício Moreira de Bastos (coronel), Hélio Ferreira Lima (tenente-coronel), Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel), Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel), Sérgio Ricardo Cavaliere (tenente-coronel da reserva) e Wladimir Matos Soares (policial federal) fossem condenados pelos cinco crimes pelos quais foram acusados (organização criminosa armada, tentativa de abolição do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, deterioração do patrimônio público e dano ao patrimônio tombado).

    Rodrigo Bezerra e Wladimir Soares acompanharam a sessão do plenário. O tenente-coronel, no entanto, foi embora pouco depois do voto de Zanin pela condenação dele. Wladimir permaneceu até a proclamação do resultado.

    Já nos casos de Márcio Nunes de Resende Júnior (coronel da reserva) e Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel), Moraes votou pela condenação por crimes com penas mais leves, de incitação à animosidade contra as Forças Armadas e associação criminosa.

    A PGR já havia entendido que Ronald não participou de reuniões golpistas, mas somente espalhou informações falsas sobre fraudes no processo eleitoral para incitar as Forças Armadas à ruptura democrática.

    No caso de Theophilo, Moraes entendeu que, “em que pesem fortes indícios da participação do réu [na trama golpista]”, não é possível condená-lo a partir das provas produzidas em juízo.

    A principal delas dizia respeito a uma reunião de Theophilo com Bolsonaro em 2022. Ambos afirmam que não houve apresentação da minuta do golpe ou discussão nesse sentido durante o encontro, que só teria servido para o então presidente “desopilar” suas insatisfações com o processo eleitoral.

    Theophilo, que à época estava no Alto Comando do Exército, foi acusado pela PGR de dar aval aos planos golpistas na reunião com Bolsonaro, o que ele nega.

    “A defesa do General Estevam Theophilo vem a público compartilhar que o Supremo Tribunal Federal fez justiça ao decidir pela sua absolvição […], restabelecendo sua dignidade, honra e, em especial, confirmando sua lealdade ao Exército Brasileiro, aos seus comandantes e à Pátria”, afirmou o advogado Diogo Musy em nota divulgada após o julgamento.

    É a primeira vez que Moraes se posiciona pela absolvição de um réu da trama golpista. Antes, dois envolvidos no mesmo núcleo não foram tornados réus pelo colegiado no recebimento da denúncia.

    Ao ler o seu voto, Moraes afirmou que os militares tentaram cooptar o Alto Comando do Exército para aderir ao plano de manter Bolsonaro no poder após a derrota para Lula (PT) nas eleições de 2022.

    Segundo o ministro, isso ocorreu na reunião dos militares com formação em Operações Especiais, os “kids pretos”, no fim de novembro de 2022. Na ocasião, eles aproveitaram que o Alto Comando do Exército estava reunido em Brasília para juntar os assistentes dos generais em uma confraternização.

    “A ideia era pegar aqueles que tinham muita proximidade [com o Alto Comando]”, disse o ministro sobre a reunião. “Vários núcleos repetiram em sustentações orais e memoriais que ‘os subordinados nas Forças Armadas não exercem influência em relação aos seus comandantes’. Não é verdade”, disse.

    “Eles não exercem poder em relação aos seus comandantes, mas aquele que está trabalhando diariamente e aquele que exerce a função de chefe de gabinete ou de segundo no comando dá as suas opiniões. Aqui, claramente, eles queriam pressionar os seus generais, os seus comandantes, para que eles pressionassem o comandante do Exército, general Freire Gomes”, acrescentou.

    Cármen Lúcia também rebateu um dos argumentos das defesas de que integrantes das Forças Armadas de hierarquia inferior não possam tentar influenciar superiores.

    “Não há que se falar que pessoas de hierarquia inferior não possam atuar para pressionar superiores. Não há possibilidade de ser aceitável que, por se cuidarem de documentos e mensagens de coronéis e tenentes-coronéis, que não se influenciaria alguém. A influência vem de quem tem influência, não determinado cargo”, disse.

    Ao votar, Flávio Dino afirmou que a turma seguiu o itinerário completo do devido processo legal.

    “Desta tribuna, todos os advogados citaram a tese de inexistência ou insuficiência de provas. Me permito lembrar que não temos no Brasil um sistema de prova tarifada, um critério matemático. Nossa atividade seria mais fácil. Mas caminhamos no chamado território do livre convencimento motivado. Analisamos o standard probatório”, disse.

    Segundo o ministro, houve materialidade dos fatos julgados e, portanto, há autoria também em relação a eles.

    “Houve cerco aos quartéis? Houve, sim. Houve invasão de Poderes, troca de mensagens, planos, planos impressos, reuniões. Foram extraterrestres? É uma dúvida razoável? Não. Imagino que nenhum de nós cogite. Se há materialidade, há autoria. E portanto não há espaço de dúvida razoável nesses autos”, afirmou.
    Na última semana, o plenário ouviu as sustentações orais das partes do processo, incluindo a PGR e as defesas dos dez réus. Cada um teve até uma hora para apresentar seus argumentos -Paulo Gonet teve duas horas.

    No geral, os advogados afirmam que a acusação se baseou em poucos indícios, insuficientes para a condenação, além de desconsiderar provas absolutórias apresentadas pelas defesas nos autos e até mesmo depoimentos de testemunhas e do delator Mauro Cid.

    O colegiado também votou pela condenação de uma parte dos militares pela participação no grupo clandestino chamado “Copa 2022”, responsável por plano para assassinar Moraes, segundo a investigação. Seis pessoas, com codinomes de países, conversavam por um grupo no aplicativo Signal para executar a estratégia.

    Dos seis integrantes do grupo, a Polícia Federal diz ter identificado somente dois: Rodrigo Azevedo e o tenente-coronel Rafael de Oliveira. Segundo a PGR, os dois militares, sob codinomes, estavam a postos para neutralizar o ministro do Supremo, mas acabaram abortando a operação, sem o aval do Comando do Exército.

    As defesas de parte dos envolvidos, que não são kids pretos, negaram à Primeira Turma que eles tenham participado do plano de assassinato de Moraes.

    O núcleo apontado como responsável por editar a chamada “minuta do golpe” e por tentar impedir o voto de eleitores nas eleições de 2022, tem julgamento marcado para dezembro.

    VEJA COMO FICARAM AS PENAS DOS CONDENADOS:

    Hélio Ferreira Lima – 24 anos, sendo 21 anos e seis meses de reclusão e dois anos e seis meses de detenção, com regime inicial fechado, além de 120 dias-multa -cada um deles por um salário mínimo

    Rafael Martins de Oliveira – 21 anos, sendo 18 anos e seis meses em reclusão e dois anos e seis meses de detenção, com início em regime fechado, e 120 dias-multa.

    Rodrigo Bezerra de Azevedo – 21 anos, sendo 18 anos e seis meses em reclusão e dois anos e seis meses de detenção, com início em regime fechado, e 120 dias-multa.

    Wladimir Matos Soares – 21 anos, sendo 18 anos e seis meses em reclusão e dois anos e seis meses de detenção, com início em regime fechado, e 120 dias-multa.

    Sérgio Cavaliere – 17 anos, sendo 15 de reclusão e dois anos de detenção, com regime inicial fechado e 120 dias-multa.

    Bernardo Romão Correa Neto -17 anos, sendo 15 anos de reclusão e dois anos de detenção, com regime inicial fechado e 120 dias-multa.

    Fabrício Moreira de Bastos – 16 anos, sendo 14 anos de reclusão e dois anos de detenção, regime inicial fechado e 120 dias-multa.

    Márcio Nunes de Resende Junior – 3 anos e cinco meses, 3 anos de reclusão e 5 meses de detenção em regime inicial aberto e 30 dias-multa. Neste caso, há a possibilidade de que ele assine um ANPP (acordo de não persecução penal). Se assim o fizer, o acordado substitui a pena definida pela turma.

    Ronald Ferreira de Araújo – 1 ano e 11 meses, 1 ano e seis meses de reclusão e cinco meses de detenção.

    STF absolve pela 1ª vez réu na trama golpista, considera mais 9 culpados e acumula 24 condenações

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  • Robbie Williams suspeita que remédios para emagrecer afetaram sua visão

    Robbie Williams suspeita que remédios para emagrecer afetaram sua visão

    O cantor britânico relatou que sua visão começou a ficar constantemente embaçada e desconfia que o problema esteja ligado às injeções para emagrecer que vem utilizando. Williams afirmou estar preocupado e disse querer alertar outras pessoas sobre riscos potenciais desses medicamentos.

    Robbie Williams, 51 anos, revelou estar enfrentando um problema inesperado: sua visão começou a falhar, e o cantor acredita que isso tenha relação com os remédios para emagrecer que vem usando. Em conversa com o jornal britânico The Sun, ele contou que o embaçamento visual se tornou frequente e que só recentemente começou a desconfiar de uma possível ligação com as injeções utilizadas para perda de peso.

    O artista afirmou que não imaginava esse efeito colateral e que, quando procurou um oftalmologista, ainda não havia feito a conexão entre o medicamento e o desconforto. Para ele, a piora na visão não parece ter relação com a idade, mas sim com o tratamento. Williams disse se sentir na obrigação de alertar quem recorre a esses remédios: pesquisar antes, entender riscos e não encarar essas substâncias como soluções inofensivas.

    Mesmo assim, reconheceu que a pressão estética e suas próprias questões emocionais pesam muito. Em declarações feitas ao The Times meses atrás, ele explicou que lida há anos com dificuldades de autoestima e descreveu ter sido diagnosticado com um “transtorno de aversão a si mesmo tipo 2”. Foi nesse contexto que começou a usar Ozempic ou um medicamento similar, o que o levou de 88 kg para 77 kg. Ele afirmou, na ocasião, que ganhar peso afeta sua saúde mental de maneira profunda.

    Williams admitiu que, apesar do medo, talvez continuasse tomando o remédio mesmo que o risco à visão fosse maior. Para ele, a batalha contra a balança se mistura com um desgaste emocional antigo e difícil de controlar.

    O cantor voltou aos holofotes recentemente com Better Man, filme lançado no Brasil em março de 2025, que revisita sua trajetória usando um avatar digital no papel principal.

    Robbie Williams suspeita que remédios para emagrecer afetaram sua visão

  • Câmara aprova texto-base de PL Antifacção em derrota para o governo Lula

    Câmara aprova texto-base de PL Antifacção em derrota para o governo Lula

    A Câmara aprovou o texto-base do projeto Antifacção em meio a embates entre governo e oposição, críticas às mudanças feitas pelo relator e disputas sobre o impacto da nova lei no combate às organizações criminosas. O texto segue agora para análise do Senado.

    (CBS NEWS) – A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (18), o texto-base do projeto de lei Antifacção, que foi enviado pelo governo Lula (PT) em 31 de outubro e modificado em seis versões apresentadas pelo relator, Guilherme Derrite (PP-SP). A votação representou um revés ao Palácio do Planalto, que tentou adiar a apreciação da proposta por discordar das mudanças feitas ao texto.

    O projeto teve 370 votos favoráveis e 110 contrários, além de 3 abstenções, após negociações políticas, polêmica com a escolha do relator, vaivém no texto e embates entre governo e a oposição acerca da segurança pública. Agora, os deputados analisarão os destaques feitos ao texto.

    Uma vez aprovado, o texto segue para o Senado e será relatado por Alessandro Vieira (MDB-SE). Se a Casa fizer mudanças, o texto volta para nova apreciação dos deputados.

    O projeto enviado pelo governo tinha como finalidade modernizar e fortalecer o ordenamento jurídico brasileiro, atualizando normas para um enfrentamento mais eficaz ao crime organizado, especialmente às facções.

    Durante a tramitação, porém, Derrite promoveu alterações e optou por criar uma lei autônoma sobre organizações criminosas ultraviolentas, afastando-se da proposta original de apenas atualizar a legislação vigente.

    Apesar da falta de consenso sobre as versões, a intenção em ambos os casos é criar mecanismos mais eficientes para enfrentar a crise de segurança pública causada pelas organizações criminosas, especialmente as facções.

    Após a aprovação do projeto, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Câmara fez história ao entregar uma resposta dura contra os criminosos.

    “O cidadão não está preocupado com o número ou a paternidade do projeto, mas com a resolução do problema. São milhões de brasileiros que sofrem diariamente sob o domínio de organizações criminosas: o cidadão que perde o direito de ir e vir, que vive com medo sob a mira de fuzis, que se revolta com os criminosos cumprindo penas curtas e voltando para as ruas”, disse.

    O projeto aprovado cria novos tipos penais, como o crime de Domínio Social Estruturado, com pena de 20 a 40 anos, direcionado a integrantes de organizações criminosas ultraviolentas, milícias ou grupos paramilitares.

    A organização criminosa ultraviolenta, denominada facção criminosa, é o agrupamento de três ou mais pessoas que emprega violência, grave ameaça ou coação para impor controle territorial ou social, intimidar populações ou autoridades, ou atacar serviços e infraestrutura essenciais.

    As condutas abrangidas incluem: usar violência ou grave ameaça para impor controle, domínio ou influência sobre áreas geográficas ou territórios, restringir ou dificultar a livre circulação de pessoas, bens e serviços, entre outros pontos.

    As penas previstas para o Domínio Social Estruturado podem ser ampliadas de 1/2 a 2/3 em situações como liderança, uso de tecnologias avançadas (drones, VANTs, criptografia) ou recrutamento de menores, podendo chegar a 66 anos para líderes de organizações.

    O projeto ainda cria o crime de Favorecimento ao Domínio Social Estruturado, com pena de 12 a 20 anos, que alcança atos de apoio, como fornecer abrigo, armas, informações ou incentivar a prática dos crimes. Tanto o Domínio Social Estruturado quanto o Favorecimento do Domínio Social Estruturado são classificados como crimes hediondos.

    A sessão desta terça foi marcada por um embate entre governistas e oposcionistas acerca do conteúdo do projeto. O líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), disse que essa versão apreciada pelos deputados favorece organizações criminosas.

    “É vergonhoso. Vamos lutar para modificar no Senado para recuperar o propósito original do governo de combate à facção criminosa. O tipo penal não é esse, o que ele está criando é tão frágil o texto que estamos abrindo espaço para várias nulidades processuais”, disse.

    Já o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), celebrou a votação, afirmando que a Câmara dá uma resposta “ao Brasil que tanto se desespera pelo pior problema que aflige os brasileiros: a segurança pública”. “Tenho hoje como parlamentar a alegria de votar uma matéria que a sociedade clama, que é o endurecimento de uma legislação contra o crime organizado”, disse.

    Deputados governistas, acusando Derrite de ter descaracterizado o texto do Executivo, chegaram a trabalhar em plenário para adiar a votação, mas foram derrotados. Originalmente, o projeto seria votado na semana passada, mas uma série de divergências do governo e da oposição atrasaram a análise.

    No texto de Derrite, organização criminosa ultraviolenta, chamada de facção criminosa, é definida como um grupo formado por três ou mais pessoas que utiliza violência, grave ameaça ou coação para exercer domínio territorial ou social, intimidar moradores ou autoridades, ou atacar serviços, estruturas e equipamentos essenciais.

    Após a apresentação da quinta e sexta versões do parecer de Derrite, nesta terça-feira, o governo ainda apontava problemas no texto, principalmente pela manutenção da divisão dos recursos provenientes de bens apreendidos do crime entre os fundos estaduais de segurança e a Polícia Federal, o que diminui a fonte de financiamento da PF.

    Desde a primeira versão, contudo, Derrite voltou atrás em uma série de pontos após pressão governista e também abriu mão de medidas caras para a direita bolsonarista, como equiparar facções criminosas a terroristas. O PL apresentou um destaque para incluir essa equiparação ao texto, mas Hugo Motta (Republicanos-PB) barrou a iniciativa de ofício.

    A vontade de integrantes da gestão petista era que o texto original fosse retomado por completo, o que não ocorreu. Eles apostam, agora, na possibilidade de rever pontos considerados problemáticos quando a matéria tramitar no Senado.

    Alvo de uma série de críticas, o primeiro texto previa que a Polícia Federal só poderia agir contra organizações criminosas nos estados com aval expresso do governador, o que deu munição para que a esquerda e o governo acusassem o relator de tirar atribuições da Polícia Federal e tornar algo técnico em político.

    Responsável pela escolha de Derrite como relator, Motta teve que sair em defesa da PF e atuou para que o deputado recuasse em medidas que afetassem a corporação, que tem credibilidade na opinião pública.

    A escolha de Derrite para relatar a matéria foi criticada por integrantes do Palácio do Planalto, que enxergaram uma politização do tema, tendo como pano de fundo as eleições de 2026. Derrite é secretário de Segurança do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), potencial adversário de Lula no pleito do próximo ano.

    Motta, por sua vez, atribui a politização do tema a opositores de Derrite e tem dito que o relator fez um trabalho técnico. O presidente da Casa também tem repetido que as várias alterações no texto são naturais do processo legislativo.

    Para deputados de variados campos ideológicos, no entanto, a avaliação é a de que o processo de tramitação expôs erros de Derrite e acabou trazendo prejuízos políticos e de imagem tanto para Motta quanto para o relator.

    Aliados de ambos, por sua vez, afirmam que, uma vez aprovado, o saldo político do projeto passa a ser positivo para Motta e Derrite, que incorporam a entrega da lei ao seu legado.

    Câmara aprova texto-base de PL Antifacção em derrota para o governo Lula

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    Trump diz que príncipe saudita acusado de matar jornalista é 'incrível em direitos humanos'

    Evitado após morte do jornalista Jamal Khashoggi, em 2018, Mohammed bin Salman tenta elevar posição diplomática com trégua em Gaza; em visita com agenda cheia, americano quer concluir venda de caças F-35 e mais de R$ 3 tri em acordos

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (18) que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, é “incrível em termos de diretos humanos”. Trata-se da primeira primeira visita do líder de fato do reino árabe a Washington desde 2018, quando o jornalista saudita Jamal Khashoggi foi assassinado dentro do consulado de seu país em Istambul.

    “Temos um homem extremamente respeitado no Salão Oval hoje, e um amigo meu de longa data, um grande amigo meu”, disse o republicano. “Estou muito orgulhoso do trabalho, o que ele fez é incrível em termos de direitos humanos e tudo mais.”

    MbS, como o príncipe herdeiro também é conhecido, foi recebido em cerimônia oficial com pompa na entrada pelo Gramado Sul da Casa Branca, com fanfarra, tapete vermelho e sobrevoo de jatos F-15, já operados pelos sauditas, e F-35, cuja venda é um dos objetivos da visita para Trump.

    Estava presente o grosso do gabinete do republicano: o vice-presidente, J. D. Vance, a chefe de gabinete, Susie Wiles, e os secretários Marco Rubio (Estado), Scott Bessent (Tesouro), Pete Hegseth (Defesa) e Howard Lutnick (Comércio).

    A morte de Khashoggi transformou em um pária internacional. Relatórios de inteligência dos EUA durante o governo de Joe Biden concluíram que MbS foi o mandante do assassinato do jornalista, um crítico da monarquia saudita que escrevia para o jornal americano The Washington Post.

    Reconstituições com informações e diálogos obtidos pela polícia turca indicam que Khashoggi foi sufocado e depois esquartejado depois de entrar no consulado com o intuito de obter documentos para se casar com sua noiva, Hatice Cengiz, que ficou do lado de fora do local esperando por ele.

    A visita desta terça-feira parece desenhada para mostrar o novo momento da relação entre Washington e Riad -e para ignorar a morte do jornalista.

    Trump e MbS terão reunião, almoço e jantar ao longo do dia. A previsão é de que o saudita tenha compromissos com o presidente americano das 11h (13h de Brasília) até se despedir, às 21h (23h de Brasília).

    O republicano espera concluir negócio com o príncipe para a venda de 48 caças F-35, além de investimento de US$ 600 bilhões (R$ 3,18 trilhões) que foram prometidos a Trump durante a visita do americano à Arábia Saudita, em maio.

    Esta seria a primeira venda dos caças F-35 americanos para o reino, e sua mera possibilidade já indica uma mudança significativa da política americana para o Oriente Médio e mexe com as alianças estabelecidas e a balança de poder na região.

    O Exército de Israel manifestou formalmente ao governo israelense se opor à venda sob o argumento de que perderia a vantagem de ser o único país da região operando os caças avançados. Tel Aviv tem trabalhado para dificultar vendas semelhantes a outras nações da região, como a Turquia e os Emirados Árabes Unidos. Nesta segunda-feira (17), Trump confirmou a repórteres a intenção de vender os F-35 para a Arábia Saudita.

    Além de equipamentos militares, o líder saudita busca garantias de segurança, acesso a tecnologias de inteligência artificial e avanços em um acordo sobre um programa nuclear civil. “Os sauditas gastarão muito dinheiro amanhã nos EUA”, disse um funcionário da Casa Branca à agência Reuters nesta segunda-feira.

    Para além das vendas e acordos previstos, Trump quer do príncipe herdeiro algum sinal de que Riad vai enfim se juntar aos Acordos de Abraão, nome dado aos pactos de normalização das relações entre países de maioria árabe e Israel que o republicano colocou em marcha durante seu primeiro mandato.

    Na ocasião, ele conseguiu vitórias menores mas importantes, com Bahrein, Marrocos e Emirados Árabes Unidos se juntando à iniciativa, em troca de acordos de investimento, concessões e vendas de armas americanas.

    Os sauditas, no entanto, foram mais relutantes. Dada a grande relevância política, econômica, militar e religiosa de Riad no Oriente Médio, a normalização das relações da Arábia Saudita com Israel era o grande prêmio da iniciativa diplomática, mas que parava em algumas condições sauditas difíceis de avançarem, como o rascunho de um caminho para a criação de um Estado palestino.

    Tudo desmoronou em 7 de outubro de 2023, com o ataque do Hamas às comunidades no sul de Israel que deixou 1.200 mortos e desencadeou a reação do Estado judeu na Faixa de Gaza, o que bloqueou qualquer chance de normalização.

    Com o mais recente acordo de cessar-fogo, MbS tenta posicionar Riad como força relevante do mundo árabe para a reconstrução do território palestino. Junto com a França, a Arábia Saudita liderou movimento que, por um lado, fez importantes países ocidentais reconheceram um Estado palestino e, por outro, fez nações árabes e muçulmanas condenarem o Hamas.

    “É muito importante para Trump que eles [sauditas] se juntem aos Acordos de Abraão durante seu mandato, então ele está aumentando a pressão”, afirmou à Reuters Dennis Ross, que foi negociador dos EUA para o Oriente Médio e hoje trabalha no think tank Instituto Washington para Políticas do Oriente Médio.

    O especialista diz ainda que a estratégia de Trump busca um relações mais multifacetadas que retirem a Arábia Saudita da esfera de influência da China. “O presidente Trump acredita que todos esses passos vinculam os sauditas aos EUA, da segurança a questões de finanças, IA e energia”, afirmou.

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  • Chavoso da USP tem conta do Instagram com mais de 1 milhão de seguidores desativada

    Chavoso da USP tem conta do Instagram com mais de 1 milhão de seguidores desativada

    Thiago lamentou o episódio e disse que perdeu perfil com mais de 1 milhão de seguidores “sem explicação”

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – O sociólogo Thiago Torres, conhecido como Chavoso da USP, teve sua conta no Instagram – que reunia mais de 1 milhão de seguidores – desativada neste domingo (16). Segundo o influenciador, sem receber qualquer aviso prévio, ele precisou recorrer a um perfil reserva e afirmou que aguarda explicações da plataforma sobre o motivo da exclusão.

    Thiago lamentou o episódio nesta segunda-feira (17).”Mais uma conta excluída pelo Instagram, do nada, sem mais nem menos. É muito frustrante. Anos de trabalho para chegar a um milhão de seguidores, para tudo ser descartado assim por essa rede”, escreveu. Horas depois, a página reserva também acabou sendo desativada e ele resolveu usar um perfil pessoal. “A conta reserva foi derrubada. Absolutamente nenhuma justificativa concreta. Surreal !!! Meus advogados já estão atuando”, comentou.

    O perfil do influenciador era voltado à produção de conteúdo sobre racismo, educação para jovens negros e periféricos, além de críticas sociais ao capitalismo e à extrema direita.

    Em agosto, Chavoso da USP foi convocado para prestar esclarecimentos na CPI dos Pancadões, na Câmara Municipal de São Paulo, a pedido do vereador Rubinho Nunes (União). Durante a sessão, o parlamentar chegou a dar voz de prisão ao sociólogo após discordar de suas críticas ao tema.

    Em maio deste ano, Thiago foi condenado a dez meses e 15 dias de prisão, em regime aberto, por difamação e injúria contra o ex-prefeito de Guarulhos, Gustavo Henric Costa (PSD). A sentença estava relacionada a críticas feitas por ele após o fechamento da empresa Proguaru, onde sua mãe trabalhava como faxineira. Em dezembro de 2021, cerca de 5 mil funcionários foram demitidos durante a gestão do ex-prefeito.

    A pena foi convertida em prestação de serviços comunitários, pagamento de indenização de R$ 15 mil, além de multa de R$ 3 mil e os honorários advocatícios. Procurada pela reportagem, a assessoria do Instagram não se manifestou.

    Chavoso da USP tem conta do Instagram com mais de 1 milhão de seguidores desativada