Autor: REDAÇÃO

  • Google expande Modo IA da Pesquisa para mais de 200 países e territórios

    Google expande Modo IA da Pesquisa para mais de 200 países e territórios

    Novo recurso usa modelos Gemini para compreender perguntas complexas, gerar respostas mais completas e oferecer links úteis, tornando a experiência de busca mais intuitiva e personalizada em 36 novos idiomas

    O Google anunciou que começou a expandir o Modo IA da Pesquisa para 36 novos idiomas e quase 50 novos países e territórios, alcançando agora mais de 200 regiões no total.

    De acordo com a empresa, o Modo IA é “a experiência de busca mais poderosa com inteligência artificial”, oferecendo raciocínio mais avançado, recursos multimodais e a possibilidade de aprofundar o tema com perguntas de acompanhamento e links úteis para outras páginas da web.

    O recurso foi criado para entender melhor a intenção do usuário, seja na hora de buscar produtos, planejar uma viagem ou explorar um novo assunto. “O Modo IA foi projetado para compreender o que você realmente procura e ajudá-lo a encontrar isso”, afirma o Google.

    Segundo a empresa, a ferramenta oferece uma nova e intuitiva maneira de lidar com perguntas complexas ou multifacetadas, além de responder a questões complementares dentro da mesma busca.

    Com base em uma versão personalizada dos modelos avançados Gemini, o sistema permite que o usuário faça perguntas mais elaboradas — que antes exigiam várias pesquisas separadas.

    “Nos bastidores, o Modo IA usa nossa técnica de segmentação da pesquisa, dividindo a sua pergunta em subtópicos e realizando diversas buscas simultaneamente”, explica o Google. “Isso permite que o sistema vá mais fundo na web, ajudando a descobrir conteúdos incríveis e altamente relevantes para o que você quer saber.”

    Google expande Modo IA da Pesquisa para mais de 200 países e territórios

  • Refém do Hamas relata horror em cativeiro: “Se achasse migalha, comia”

    Refém do Hamas relata horror em cativeiro: “Se achasse migalha, comia”

    O luso-israelense Eli Sharabi passou 491 dias em cativeiro acreditando que reencontraria a esposa e as duas filhas. Libertado, descobriu que elas haviam sido mortas durante o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023

    Nesta terça-feira (7), completaram-se dois anos do conflito na Faixa de Gaza, iniciado após os ataques de 7 de outubro de 2023. Entre as vítimas israelenses está a família do luso-israelense Eli Sharabi, um dos 251 reféns feitos pelo Hamas. Libertado após 491 dias em cativeiro, ele descobriu que a esposa e as duas filhas haviam sido mortas no ataque, uma tragédia que o levou a escrever um livro sobre sua experiência.

    Eli Sharabi foi um dos 251 reféns feitos pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. Após 491 dias em cativeiro, foi libertado em uma das trocas de reféns entre Israel e o grupo palestino e voltou para casa acreditando que reencontraria a mulher e as duas filhas. Sharabi não sabia que elas não haviam sobrevivido ao ataque.

    Esta terça-feira marca o segundo ano do conflito na Faixa de Gaza, entre Israel e o Hamas, agravado pelos ataques de 7 de outubro, que causaram cerca de 1.200 mortes e desencadearam uma ofensiva militar israelense que já deixou mais de 67 mil mortos desde o início.

    Entre as vítimas está a família de Sharabi, que, após ser libertado, decidiu escrever um livro contando o que viveu em cativeiro. Sharabi, que é luso-israelense, perdeu também o irmão, Yossi Sharabi, de 53 anos, uma das vítimas mortas pelo grupo.

    Durante quase 500 dias, o israelense relata que apenas a esperança de rever a mulher, Lianne, e as duas filhas, de 16 e 13 anos, o fez suportar o cativeiro. “A crença de que elas estão vivas, a minha preocupação por elas, dá-me força”, recorda no livro “Hostage”, citado pelo New York Post.

    Por isso, em fevereiro deste ano, quando soube que seria libertado, permitiu-se imaginar a vida novamente com sua família. As filhas correriam em sua direção quando se reunissem, ele as abraçaria e, depois, todos se mudariam para a Inglaterra, terra natal da esposa, longe do conflito que os separou.

    Sharabi ainda não sabia da guerra nem que 101 dos seus vizinhos haviam morrido no ataque. Soube da morte do próprio irmão, também refém, momentos antes de ser libertado.

    Ao New York Post, o israelense detalhou a cerimônia de libertação em Gaza, chamando-a de um “espetáculo de propaganda” do Hamas. Na época, Sharabi, com pouco mais de 43 quilos, foi levado a um palco e questionado sobre o que faria com a recém-adquirida liberdade. “Eu disse que estava muito entusiasmado por ver a minha mulher e filhas.”

    “Foi a nossa última humilhação”, contou. “Mas eu imaginei que as minhas filhas e a Lianne, em breve, estariam a correr para os meus braços.”

    Quando finalmente foi entregue às autoridades israelenses, a funcionária que o acompanhou disse que sua mãe e irmã o esperavam. Ao perguntar sobre a esposa e as filhas, ouviu apenas: “A tua mãe e irmã depois explicam-te.”

    “Foi como se um martelo de cinco quilos me caísse sobre a cabeça”, disse, admitindo que entendeu, de imediato, que sua família estava morta.

    Lianne, Noiya e Yahel foram baleadas após Sharabi ser capturado em 7 de outubro. Nem o cachorro da família, Mocha, sobreviveu ao ataque.

    A força que o manteve vivo durante o cativeiro nunca mais estaria à sua espera, mas a promessa de Sharabi às filhas foi cumprida: ele voltou para casa.

    Sharabi relatou que esteve acorrentado vinte e quatro horas por dia, com correntes de ferro nos tornozelos que rasgavam sua pele. Os pulsos estavam amarrados com cordas tão apertadas “que ficaram marcados”. Mas o mais difícil, fisicamente, foi a fome.

    Sharabi disse que sobreviveu com um pita e meio por dia, esperando às vezes até 30 horas “para o próximo pita seco e água salgada para beber”. “Se encontrasse alguma migalha no chão, agarrava nela e comia-a. Suplicava por comida constantemente”, relatou, dizendo que sabia que os captores precisavam dele vivo.

    Certa vez, ao encontrar uma lâmina, cortou a sobrancelha, garantindo que sangrava bastante, e fingiu desmaiar. A encenação lhe garantiu uma metade extra de pita na semana seguinte. “Foi um inferno”, disse, revelando que chegou a um ponto em que sentia que “podiam partir-me as mãos, os pés, as costelas, sem problemas, mas dêem-me mais comida”.

    A fome não era o único problema. Ele contou que ouviu um dos captores ao telefone, aparentemente recebendo más notícias, e a frustração foi descarregada nele. “Ele virou-se contra mim, espancando-me até eu perder os sentidos. Murros, pontapés nas costelas…”, disse, lembrando que os outros reféns tentaram protegê-lo. “Eu encolhi-me aos gritos por causa da dor. Tentei rastejar para longe dele, mas tinha os pés ainda algemados.”

    Durante o mês seguinte, Sharabi não conseguiu sentar-se ou ficar de pé. Além da violência física, relatou o terror psicológico constante, especialmente vindo dos guardas mais jovens e cruéis: “O tratamento deles era mais duro e mais degradante.”

    “Eles tentavam fazer com que nós entrássemos em desespero, e acreditássemos que tínhamos sido verdadeiramente abandonados e que ninguém queria saber da nossa existência”, afirmou.

    Um deles dizia frequentemente a Sharabi que tinha visto sua família em protestos na televisão: “Estão a lutar por ti. Tens filhas incríveis.”

    Entre os guardas havia também os que os humilhavam por meio da religião, obrigando judeus a citar versos do Corão em troca de fatias de fruta.

    E mesmo sabendo que o Hamas precisava dos reféns vivos, Sharabi vivia em medo constante de que um dia algum dos captores perdesse o controle e o matasse. “Estava no ar o tempo todo, todos os dias”, disse, descrevendo como os guardas apontavam as armas para os reféns, gesticulando que iriam “massacrá-los”.

    Sharabi garantiu que sempre quis “viver em paz com os seus vizinhos”, referindo-se aos palestinos em Gaza, mas que agora perdeu essa esperança. “As pessoas que incendeiam, que violam… Vai demorar pelo menos duas gerações a educá-los para que amem e não odeiem”, afirmou.

    O israelense contou que “não conheceu ninguém que não estivesse envolvido [no conflito] em Gaza, até mesmo os civis”. As próprias crianças, disse, atiraram sapatos nos reféns quando eles chegaram após o ataque de 7 de outubro. Sharabi disse que quase foi linchado por uma “multidão enraivecida que me queria desfazer em pedaços”.

    O ataque de 7 de outubro de 2023, realizado pelo Hamas, fez mais de 200 reféns e 1.200 mortos. O grupo palestino governa a Faixa de Gaza desde 2006, quando foi eleito por uma população que há décadas vive em conflito com Israel. Desde a criação do Estado israelense, em 1948, após a Segunda Guerra Mundial e a perseguição aos judeus, diversos confrontos armados já deixaram milhares de mortos.

    A guerra declarada por Israel em 7 de outubro de 2023, com o objetivo de “erradicar” o Hamas, provocou até agora pelo menos 67.173 mortes, incluindo mais de 20.000 crianças e 169.780 feridos, em sua maioria civis, segundo dados das autoridades locais considerados confiáveis pela ONU.

     

    Refém do Hamas relata horror em cativeiro: “Se achasse migalha, comia”

  • Dólar fecha em alta com MP de aumento de impostos em foco; Bolsa tem forte queda

    Dólar fecha em alta com MP de aumento de impostos em foco; Bolsa tem forte queda

    Investidores também repercutiram fala de Haddad de que proposta de tarifa zero no transporte está sendo estudada; valorização da moeda americana acompanha exterior e reflete preocupação fiscal

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em alta de 0,75%, cotado a R$ 5,350, nesta terça-feira (7), com investidores atentos à votação da MP 1.303 no Congresso, que define medidas de compensação para o recuo na cobrança do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

    A movimentação acompanhou o cenário internacional, com o índice DXY -que mede o desempenho da divisa americana ante outras moedas- registrando alta de 0,52%.

    A Bolsa, por outro lado, teve forte queda de 1,56%, a 141.356 pontos, com as ações da MRV liderando as perdas do pregão após a geração de caixa do 3º trimestre frustrar analistas.

    Durante o dia, o mercado também repercutiu a declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre tarifa zero no transporte público.

    O mercado doméstico acompanhou às negociações envolvendo a MP 1.303. A votação na comissão, que estava prevista para a manhã desta terça-feira (7), foi adiada para a tarde.

    A MP perde validade nesta quarta-feira (8) e precisa ser aprovada na comissão especial mista, no plenário da Câmara e no plenário do Senado.

    Segundo o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), não há acordo para a votação da MP e o governo teme que a proposta perca validade e, com isso, se perca a previsão de arrecadação de R$ 35 bilhões até 2027.

    Mais cedo, o relator da MP (Medida Provisória), o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) tirou da proposta o aumento de imposto sobre bets (casas de apostas).

    Em entrevista no programa Bom Dia, Ministro, no Canal Gov, pela manhã, Fernando Haddad disse não acreditar que a medida provisória perderá validade. “Eu acredito que a negociação está indo bem”, afirmou.

    Segundo Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank, o mercado financeiro apresentou volatilidade com a incerteza envolvendo a MP. “[Os principais motivos] são a questão fiscal e a votação da MP 1.303. O governo prevê perda de arrecadação e teria que compensar com a medida provisória, porém o aumento de cobranças está gerando desconforto”, diz.

    Para Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o governo terá que aceitar concessões para aprovar a medida, e deve arrecadar menos do que esperava. “A arrecadação menor trará mais dificuldades para o governo se manter dentro do arcabouço, e isso piora a perspectiva fiscal brasileira”.

    Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, diz que o cenário é de cautela diante das discussões fiscais ainda incertas. “Isto elevou a percepção de risco e penalizou os ativos locais -com queda na Bolsa, alta nos juros e valorização do dólar frente ao real”.

    A MP foi publicada pelo governo Lula (PT) para compensar um recuo do Executivo na tentativa de aumentar o IOF. A previsão é de que a medida gere uma arrecadação para 2026 de R$ 17 bilhões, caso aprovada.

    Os investidores também estiveram receosos com o debate envolvendo a tarifa zero de ônibus. Em entrevista nesta manhã, Haddad afirmou que a proposta deve integrar a campanha de reeleição do presidente Lula em 2026.

    Segundo Haddad, um estudo técnico sobre a viabilidade da medida está em andamento. “Nós estamos fazendo, neste momento, uma radiografia do setor a pedido do presidente Lula. Ele sabe que esse tema é importante para os trabalhadores, para o meio ambiente e para a mobilidade urbana”, disse Haddad.

    Para Mattos, da StoneX, o fato de o Ministério da Fazenda estudar a proposta aumentou a percepção de risco no mercado. “Há um temor de que o governo federal tente expandir gastos públicos antes das eleições de 2026, o que também poderia prejudicar a sustentabilidade da dívida nacional”, afirma.

    Também nesta manhã, Haddad afirmou que espera se reunir com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, nesta semana. O ministro vai a Washington participar de reuniões do G20, do Banco Mundial e do FMI (Fundo Monetário Internacional).

    “Pode ser que nós encontremos espaço para uma nova conversa com Scott Bessent”, afirmou durante entrevista ao Canal Gov. “Devo fazer até o final da semana um movimento para saber da disponibilidade, do interesse.”

    Na segunda-feira (6), os presidentes Lula e Donald Trump conversaram por telefone sobre economia e comércio.

    Trump classificou o diálogo como “muito bom”, em postagem na rede Truth Social. “Teremos mais conversas e nos encontraremos em um futuro não muito distante, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Gostei muito da ligação. Nossos países irão prosperar juntos!”, escreveu.

    Ambos líderes concordaram em realizar uma reunião presencial em breve, e Lula sugeriu a cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), no fim de outubro na Malásia, como uma opção. Lula também se colocou à disposição para viajar aos Estados Unidos.

    No cenário internacional, o shutdown do governo americano continuou no radar dos investidores. Congressistas não resolveram um impasse sobre o orçamento federal americano e, desde a última quarta-feira (1º), agências federais dos EUA estão paralisadas.

    “O dólar tem ganhado força pela percepção de risco. A paralisação tem gerado instabilidade e levado investidores a buscarem ativos mais seguros, como dólar e treasury”, diz Cristiane, economista-chefe do Ouribank.

    O mercado estima que o shutdown pode impactar o ciclo de cortes de juros nos EUA. Com a paralisação, a divulgação de novos dados oficiais está suspensa. O relatório de emprego “payroll”, por exemplo, estava previsto para sexta-feira passada e foi adiado indefinidamente.

    À medida que a reunião de política monetária no final do mês se aproxima, marcada para os próximos dias 28 e 29, as autoridades do Fed continuam sem acesso às estatísticas essenciais para tomar uma decisão.

    Na última reunião do banco central, em setembro, que reduziu a taxa dos EUA pela primeira vez no ano, a maioria das autoridades do banco central americano previu cortes de 0,25 ponto percentual nas reuniões deste mês e de dezembro.

    Dólar fecha em alta com MP de aumento de impostos em foco; Bolsa tem forte queda

  • Virginia Fonseca confirma término de romance com Vini Jr. após prints de conversa com modelo

    Virginia Fonseca confirma término de romance com Vini Jr. após prints de conversa com modelo

    Virginia chegou a viajar para Madri três vezes em menos de um mês para acompanhar o atleta do Real Madrid; assessoria da influenciadora informou que a relação terminou de forma amigável

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O breve relacionamento entre Virginia Fonseca, 26, e Vinicius Junior, 25, chegou ao fim. A influenciadora confirmou o término após a circulação na internet de supostos prints de uma conversa entre o jogador e uma modelo da Espanha.

    A assessoria de imprensa da influenciadora informou que, embora os dois estivessem se conhecendo, a relação terminou de forma amigável.

    “Eles realmente estavam se conhecendo melhor. Virginia nunca soube de interações do jogador com outras mulheres. Sendo assim, cada um seguirá seu caminho. Vale frisar que não tinham nada sério”, informou a equipe da criadora de conteúdo em nota enviada à imprensa.

    O affair entre os dois havia despertado curiosidade nas redes sociais. Virginia chegou a viajar para Madri três vezes em menos de um mês para acompanhar o atleta, inclusive marcando presença em uma partida do Real Madrid no último fim de semana.

    Após o jogo, Vini chegou a publicar um vídeo em que os dois apareciam dançando juntos, o que reforçou os rumores de um romance mais firme.

    Virginia Fonseca confirma término de romance com Vini Jr. após prints de conversa com modelo

  • Marido de Maíra Cardi é internado em meio às comemorações de casamento

    Marido de Maíra Cardi é internado em meio às comemorações de casamento

    Maíra Cardi contou nas redes sociais que Thiago Nigro precisou ser hospitalizado durante as comemorações da renovação de votos e aniversário de 35 anos

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/CBS NEWS) – Maíra Cardi, 42, anunciou na tarde desta terça-feira (07) que o marido, Thiago Nigro, precisou ser internado.

    A notícia surpreendeu os seguidores, já que o casal está em meio às comemorações pela renovação de votos do casamento. “O noivo está internado, gente”, escreveu Maíra em seu Instagram. Thiago, que faz aniversário hoje, também comentou. “Que dia legal para vir parar aqui”. Eles não deram detalhes do ocorrido.

    O casal, que se casou oficialmente em 2023, iniciou ontem cinco dias de celebração com o tema Grécia. As comemorações acontecem em São Paulo.

    Marido de Maíra Cardi é internado em meio às comemorações de casamento

  • Conselho de Ética instaura processos para suspender deputados de motim bolsonarista

    Conselho de Ética instaura processos para suspender deputados de motim bolsonarista

    Zé Trovão (PL), Marcel Van Hattem (Novo) e Marcos Pollon (PL) podem ter mandatos suspensos; punição ainda terá que ser deliberada pelo plenário da Câmara depois de tramitar no conselho

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados instaurou, nesta terça-feira (7), processos que podem levar à suspensão temporária do mandato de três deputados que participaram do motim bolsonarista que paralisou o plenário no início de agosto.

    No total, são quatro representações que têm com alvos Zé Trovão (PL-SC), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Marcos Pollon (PL-MS) -este último responde a duas representações.

    Pollon está sujeito ao afastamento por 90 dias, enquanto os demais por 30 dias, conforme sugeriu a Corregedoria da Câmara.

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu apensar três dos processos, que sugerem 30 dias de suspensão para cada um dos três deputados, enquanto um dos casos contra Pollon, que sugere 90 dias de afastamento, deve tramitar separadamente.

    Parte dos deputados protestou contra essa unificação dos processos e deve apresentar recurso contra o apensamento, a ser analisado por Motta.

    Nesta terça, foi sorteada a lista tríplice de possíveis relatores para cada caso -o presidente do colegiado, deputado Fabio Schiochet (União Brasil-SC), ainda escolherá o relator de cada processo a partir dos três nomes sorteados. Em cada sorteio, foram excluídos deputados de partidos que deram origem às representações contra os amotinados.

    Para o processo contra Van Hattem, Trovão e Pollon que foi apensado, foram sorteados Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR), Albuquerque (Republicanos-RR) e Castro Neto (PSD-PI).

    Já para o segundo processo contra Pollon foram sorteados Castro Neto, Moses Rodrigues (União Brasil-CE) e Ricardo Maia (MDB-BA).

    O prazo para a instrução no Conselho de Ética é de 30 dias e, após a votação no colegiado, caberá ao plenário da Câmara decidir sobre a suspensão, que tem que ser aprovada por maioria absoluta (257 votos entre 513).

    Trovão, Van Hattem e Pollon estavam entre os principais entraves que o presidente da Câmara encontrou no percurso entre seu gabinete e a retomada da cadeira de presidente da Casa, num trajeto que durou mais de seis minutos.
    O primeiro chegou a barrar a passagem de Motta com a perna, enquanto os outros dois se recusaram a deixar a Mesa quando o presidente se aproximou.

    Nesta terça, o Conselho de Ética ainda realizou a oitiva de testemunhas de um processo contra André Janones (Avante-MG).

    Apesar de ter essa opção, Motta escolheu não punir os amotinados pelo rito sumário. Em vez disso, seguiu o trâmite regular e mais demorado, em que os casos são analisados primeiro pela Corregedoria da Câmara, depois pelo Conselho de Ética e, finalmente, vão ao plenário.

    No total, a Corregedoria analisou representações contra 14 deputados, mas a recomendação de suspensão do mandato foi dada apenas aos três. Para o restante, deve ser aplicada a censura escrita, que não exige análise pelo Conselho de Ética.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, o processo de cassação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também pode avançar no conselho nesta semana, enquanto o de Carla Zambelli (PL-SP) aguarda o envio de documentos do STF (Supremo Tribunal Federal) para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania).

    Nesta quarta (8), o relator do processo de Eduardo, deputado Marcelo Freitas (União Brasil-MG), deve fazer a leitura do seu parecer preliminar e sugerir a continuidade ou arquivamento do processo.

    No Conselho de Ética, o processo contra Eduardo foi instaurado em 23 de setembro, quando começou a contar o prazo de até 90 dias úteis para que o colegiado decida sobre a cassação. Para que o deputado perca o mandato, são necessários ao menos 257 votos de 513.

    A representação que pede a perda do mandato de Eduardo por ataques ao STF e ameaça à realização das eleições em 2026 foi apresentada pelo PT, pelo senador Humberto Costa (PT-PE) e pelo deputado Paulão (PT-AL). O deputado está nos EUA desde março, de onde comanda uma campanha por sanções para livrar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da prisão.

    Conselho de Ética instaura processos para suspender deputados de motim bolsonarista

  • Ex-atacante celebra fim de investigação por suspeita de fraude fiscal

    Ex-atacante celebra fim de investigação por suspeita de fraude fiscal

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – No dia 25 de maio de 2019, o ex-atacante Roni, com passagens por Santos, Flamengo, Fluminense e seleção brasileira, acompanhava o duelo entre Botafogo e Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro, em um dos camarotes do estádio Mané Garrincha, em Brasília, quando foi surpreendido por homens da Polícia Civil do DF.

    Responsável pela assistência que resultou no primeiro gol de Neymar no time profissional do Santos, ele saiu do estádio algemado e passou uma noite na cadeia.

    Atuante no mercado de compra e venda de mandos de campo para levar grandes equipes do Sudeste para outros centros do país, o ex-jogador era suspeito de manipular os borderôs de partidas no Mané Garrincha.

    A suspeita dos investigadores era a de que Roni e seus sócios informavam um público menor do que aquele que de fato havia no estádio, de modo a reduzir o imposto devido à Receita e também o preço do aluguel do espaço.

    Segundo as investigações, Roni e seus sócios tinham fraudado os borderôs de ao menos 18 jogos no estádio de Brasília, de 2015 a 2017, com uma sonegação fiscal que somaria cerca de R$ 300 mil.

    Passados mais de seis anos do episódio na capital federal, o Ministério Público pediu o arquivamento do inquérito por falta de provas.

    “Passei um período muito difícil. Foram realmente seis anos bem complicados. Foi um impacto muito grande em nossas vidas”, afirmou Roni à Folha.

    “Infelizmente, a pandemia também nos atrapalhou. Isso fez com que o processo ficasse ainda mais demorado”, acrescentou o ex-jogador, campeão carioca com o Fluminense, em 2002, e com o Flamengo, em 2007.

    Roni nega que tenha cometido qualquer irregularidade.

    “Se tivesse alguma coisa que eles imaginavam que a gente estivesse fazendo de errado, era só ter me chamado que teria o maior prazer de colaborar com a Justiça e esclarecer tudo. Infelizmente, optaram por uma megaoperação com mais de 150 pessoas que teve uma repercussão muito grande.”

    O ex-atacante acrescentou que, por conta da investigação, teve dificuldades para conseguir empréstimos bancários para tocar os negócios nos últimos anos. Além disso, chegou a ser questionado pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) sobre o andamento do processo ao tentar tirar a licença para trabalhar como agente de jogadores, tendo de levantar uma série de documentações para satisfazer a entidade.

    Apesar dos contratempos, ele disse que pôde contar nesse período com o apoio de amigos, familiares e parceiros de negócios.

    “Todos os presidentes de clubes com quem a gente fazia negócio -Flamengo, Vasco, Fluminense, Palmeiras, Corinthians- ligaram para mim ou mandaram mensagem dizendo que confiavam em mim e sabiam da minha idoneidade e do meu caráter”, afirmou Roni.

    O ex-jogador continua atuando no mercado de compra de mando de campo, com a realização neste ano de cinco partidas do Flamengo, pelo Campeonato Carioca, no Nordeste, e do confronto entre Cruzeiro e Vasco, pelo Brasileiro, em Uberlândia.

    Essa não é mais, no entanto, a principal área de atuação do tocantinense de Aurora do Tocantins. “A maioria dos clubes está muito resistente em fazer esse tipo de venda de mando de campo atualmente.”

    Hoje, o maior negócio do empresário é a Ingresso SA, empresa que faz a gestão de venda de ingressos e de programas de sócios-torcedores, além da implantação de sistemas de reconhecimento facial nos estádios.

    Vitória e Mirassol, da Série A do Brasileiro, estão entre os clientes da empresa, assim como Remo e Atlético Goianiense, da Série B, e Guarani e Botafogo-PB, da Série C.

    “Temos a expectativa de conseguir pelo menos três novos clubes da Série A em 2026, para nos posicionar entre as três maiores empresas do mercado nessa área.”

    Roni também toca junto com sócios a Meu Bilhete, de venda de ingressos para grandes eventos, como festas, shows e feiras, além de atuar como agente Fifa por meio da Golden7Soccer. Ele é o responsável pela carreira de atletas como Adson, do Vasco, Éverton Galdino, do FC Tokyo, e Lucas Arcanjo, do Vitória.

    Após alcançar um faturamento geral de aproximadamente R$ 18 milhões em 2024 em suas empresas, ele trabalha com uma estimativa de R$ 35 milhões para 2025.

    Em recente visita à Baixada Santista, o ex-jogador conheceu o Instituto Neymar, a convite de Neymar da Silva Santos, pai de Neymar, fazendo a instalação do sistema de acesso via reconhecimento facial, sem custos.

    Roni disse que mantém contato frequente com o atleta do Santos e relembrou com carinho a assistência para o primeiro gol do então garoto de 17 anos, em partida contra o Mogi Mirim, pelo Campeonato Paulista de 2009.

    “Estava jogando de centroavante, mas sempre me movimentei muito. Fiz um cruzamento com a perna esquerda, ele fez de peixinho e saiu comemorando para o outro lado, com o soco no ar. Foi depois que ele lembrou que eu que dei a assistência e se virou para o meu lado para me abraçar”, recordou.

    Ele lembrou que Neymar sempre foi alegre e brincalhão com os colegas de equipe, mas também se mostrava disposto a trabalhar e ouvir os mais experientes. “Todo o mundo que conviveu naquele Santos de 2009 sabia que o Neymar se tornaria um gigante do futebol brasileiro.”

    Roni defendeu a seleção brasileira na Copa das Confederações, em 1999. Ele fez um dos gols na final do torneio, com passe de Ronaldinho Gaúcho, mas o Brasil acabou perdendo para o México, por 4 a 3.

    “Estávamos perdendo por 2 a 1 quando fiz o gol de empate, em um jogo com mais de 100 mil pessoas no estádio Azteca. Aquela memória dificilmente será apagada.”

    Ex-atacante celebra fim de investigação por suspeita de fraude fiscal

  • Brasil Game Show terá testes de Switch 2 e participação de Hideo Kojima

    Brasil Game Show terá testes de Switch 2 e participação de Hideo Kojima

    O evento estreia este ano no Distrito Anhembi, na região norte de São Paulo; o destaque das atrações internacionais é o diretor japonês Hideo Kojima, criador de “Death Stranding 2: On the Beach”

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A BGS (Brasil Game Show) chega à sua 16ª edição a partir desta quinta-feira (9). O evento se estende até o domingo (12), no Dia das Crianças. Considerado um dos maiores festivais de games da América, reuniu 306 mil visitantes no ano passado.

    O evento, que antes acontecia no Expo Center Norte, estreia este ano no Distrito Anhembi, na região norte de São Paulo. Os cinco pavilhões do espaço serão ocupados por estandes de jogos, lojas de itens geeks, arena dedicada a desenvolvedores independentes e um palco de 5.000 m² para partidas ao vivo de e-sports.

    O destaque das atrações internacionais é o diretor japonês Hideo Kojima, criador de “Death Stranding 2: On the Beach”. O jogo é considerado um dos maiores lançamentos do ano e tem Norman Reedus, ator de “The Walking Dead”, como protagonista.

    Desta vez Kojima, que também é criador da série “Metal Gear”, integra o júri do concurso de cosplays e realiza sessões de encontro com fãs. Ela faz parte da agenda no sábado e no domingo.

    Outros convidados são Naoki Hamaguchi, diretor de “Final Fantasy VII: Remake”, e Yoko Shimomura, compositora de “Street Fighter 2” e da trilha sonora da franquia Kingdom Hearts. Também se apresentam ao vivo as orquestras PlayStation The Concert e A New World, com faixas de “Final Fantasy”.

    Das novidades dos videogames, uma das mais esperadas é a possibilidade de testar o Switch 2. Será o primeiro evento nacional em que os fãs poderão realizar testes com o novo console da Nintendo, lançado em junho deste ano.

    Outra atração é a The Pokémon Company International, que estreará com seu estande oficial. A empresa apresenta “Pokémon Legends: Z-A”, a ser lançado em 16 de outubro, além de atividades interativas para “treinadores” que queiram evoluir os seus pokémon.

    Também haverá competição de “Brawl Stars” valendo as últimas quatro vagas para concorrer no campeonato mundial do jogo mobile. Além da classificação, serão distribuídos cerca de R$ 270 mil em prêmios durante o torneio.

    Os ingressos custam a partir de R$ 154, para a sexta-feira, meia-entrada. Para ter direito à modalidade, basta doar um quilo de alimento não perecível. No domingo, o tíquete sai por R$ 219. Já os ingressos para o sábado estão esgotados.

    As opções de passaporte concedem acesso ao evento nos três dias, além de benefícios como entrada antecipada e brindes promocionais. Os pacotes variam entre R$ 458 e R$ 2.499. Todos os ingressos estão disponíveis no site da BGS.

    BRASIL GAME SHOW

    Distrito Anhembi – av. Olavo Fontoura, 1.209, Santana, região norte
    Qui. (9) a dom. (12), das 13h às 21h.

    Brasil Game Show terá testes de Switch 2 e participação de Hideo Kojima

  • Renan Calheiros vira relator do Imposto de Renda, critica Câmara e prevê aprovação em 30 dias

    Renan Calheiros vira relator do Imposto de Renda, critica Câmara e prevê aprovação em 30 dias

    Senador reclamou de uso da proposta como chantagem para avançar com anistia; Davi Alcolumbre justificou escolha por colega já ter tratado do tema anteriormente

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu dar a relatoria do projeto de lei que garante isenção de Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5.000 por mês a Renan Calheiros (MDB-AL), que prevê votar e aprovar o texto em até 30 dias.

    Calheiros criticou a Câmara dos Deputados por permitir que a proposta fosse usada para pressionar o governo Lula (PT) e como chantagem para tentar avançar com a pauta da anistia golpistas de 8 de janeiro.

    Por isso, o relator afirmou que tentará fazer mudanças apenas de redação e de supressão na proposta, para que então ela não precise voltar aos deputados e vá direto à sanção da Presidência da República.

    Alcolumbre também aproveitou o momento para voltar a criticar o debate de pautas que, segundo ele, só respondem a interesses políticos, não da população. Ele acrescentou que a votação será feita apenas na Comissão de Assuntos Econômicos e no Plenário.

    Calheiros, que ainda neste ano foi relator de outro projeto de isenção do IR que foi aprovado no Senado, prevê a realização de quatro audiências públicas antes da deliberação da proposta, que deve acontecer em cerca de 30 dias.

    O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 1º, por unanimidade, após uma tramitação mais longa, que levou seis meses e meio. O Senado terá que ser mais ágil, já que o projeto precisa ser aprovado e enviado à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda em 2025.

    Além de promessa da última campanha, a isenção do IR também é a principal aposta do PT para alavancar a popularidade de Lula em ano eleitoral. A medida ainda inclui um desconto no imposto de quem ganha entre R$ 5.000 e R$ 7.350 mensais.

    Hoje, na prática, a isenção já é de até R$ 3.036 por mês. A faixa de isenção da tabela é de R$ 2.428,80 mensais, mas a Receita aplica automaticamente um desconto simplificado de R$ 607,20 que zera o IR de quem ganha até dois salários mínimos (R$ 3.036 em 2025).

    Ao todo, a desoneração da base da pirâmide de renda deve beneficiar até 16 milhões de contribuintes a um custo de R$ 31,2 bilhões no ano que vem, segundo o relator do projeto na Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL).

    Para compensar a perda desses recursos, o governo propôs a criação de um imposto mínimo de até 10% sobre a alta renda. O alvo da medida são 141 mil contribuintes que recolhem, em média, uma alíquota efetiva de 2,5% -abaixo do que pagam profissionais como policiais (9,8%) e professores (9,6%).

    A alíquota efetiva reflete a proporção de impostos recolhidos em relação à renda total. Embora a tabela do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) preveja cobranças de até 27,5%, a legislação tem uma série de deduções (como despesas médicas) e rendimentos isentos (como dividendos de empresas), que servem para reduzir o peso do tributo.

    Pela proposta, o chamado imposto mínimo será cobrado progressivamente de quem ganha a partir de R$ 50 mil mensais (cerca de R$ 600 mil anuais), sempre que a cobrança regular tiver ficado abaixo do piso estipulado. O mínimo de 10% vale para rendas a partir de R$ 1,2 milhão ao ano, e a cobrança será feita pela diferença: se o contribuinte já recolheu 2,5%, o imposto devido será equivalente aos outros 7,5%.

    Renan Calheiros vira relator do Imposto de Renda, critica Câmara e prevê aprovação em 30 dias

  • Argentina autoriza extradição de suspeito de tráfico que financiou aliado de Milei

    Argentina autoriza extradição de suspeito de tráfico que financiou aliado de Milei

    Federico Machado é acusado nos EUA de crimes relacionados a tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e fraude, além de ter contribuído com fundos não declarados para a campanha presidencial do deputado José Luis Espert em 2019, aliado de Milei

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Após três anos de silêncio, a Justiça da Argentina autorizou nesta terça-feira (7) a extradição de Federico “Fred” Machado, suspeito de envolvimento com tráfico de drogas, para os Estados Unidos, na esteira do escândalo que derrubou o principal candidato de Javier Milei nas eleições legislativas para a província de Buenos Aires.

    Machado é acusado nos EUA de crimes relacionados a tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e fraude, além de ter contribuído com fundos não declarados para a campanha presidencial do deputado José Luis Espert em 2019, aliado de Milei e que encabeçava a lista de deputados para o pleito de 26 de outubro. Espert desistiu da disputa no último domingo (5).

    A Suprema Corte tomou sua decisão de forma unânime, com a confirmação de que as condições para a extradição estão atendidas. Horas depois, a Presidência informou em uma nota que vai acatar a decisão da Justiça.

    Diferentemente do que ocorre no Brasil, a lei permite que autoridades extraditem cidadãos argentinos, exceto quando não houver um tratado a respeito e a pessoa optar por ser julgada no país.

    A situação era curiosa, pois o advogado que representou Machado durante o processo de extradição, Francisco Oneto, também é o defensor pessoal de Milei.

    Na sua primeira entrevista após a renúncia de Espert, nesta terça-feira, Machado pediu que a questão eleitoral não influenciasse na decisão sobre a extradição.

    Ele também disse que conhecia o deputado e que deu a ele um valor maior que os US$ 200 mil (cerca de R$ 1 milhão) que aparecem em um extrato do Bank of America divulgado na semana passada.

    “Seu erro foi negar [que me conhecia]”, disse quando questionado sobre as tentativas do ex-candidato de se desvincular dele. “Há fotos, há testemunhas. Se ele tivesse dito ‘sim, eu o conheci; ele me ajudou e depois se meteu em problemas’, ninguém o teria crucificado. Mas ele preferiu negar.”

    Após dar diferentes versões, Espert chegou a reconhecer que havia recebido os dólares de Machado para prestar serviços de consultoria em uma mineradora da Guatemala. “Ele não mente quando diz que houve um contrato, eu fiz isso em 2019, são mais de US$ 200 mil. Eu o contratei para ajudá-lo.”

    Também disse que conheceu Espert em 2019, durante sua candidatura presidencial. Machado afirmou que não tinha interesse em política, mas ficou impressionado com as ideias liberais dele.

    Machado está preso desde 16 de abril de 2021, após ser detido em Neuquén por uma solicitação internacional. É mantido em prisão domiciliar em Viedma, na província de Río Negro. Com a nova decisão da Corte, sua situação pode mudar, podendo ser ordenada sua detenção em uma prisão regular.

    O juiz Gustavo Villanueva decidiu pela extradição em 12 de abril de 2022, mas a defesa de Machado recorreu. Em 4 de abril de 2023, o procurador-geral da Argentina se manifestou a favor da extradição, e o caso seguiu para a Suprema Corte.

    Na semana passada, a Corte instruiu Villanueva a solicitar esclarecimentos à Justiça dos Estados Unidos, que retornou afirmando que o pedido de extradição permanece válido. Com essa resposta dos EUA, o juiz de Neuquén enviou novamente o caso à Corte, que assim deu luz verde para a extradição.

    Milei tinha dez dias para responder. Como o governo não levantou objeções, Machado deve deixar o país dentro de 30 dias após a comunicação oficial. O juiz Villanueva novamente participará do processo, conforme necessário.

    Simultaneamente, o partido de Milei, A Liberdade Avança, tenta retirar das cédulas eleitorais o rosto de Espert e pede que ele seja substituído pelo deputado Diego Santilli.

    A Justiça convocou as 15 coalizões políticas que concorrerão nas eleições para opinarem sobre o tema nesta quarta-feira (8) e pediu que seja apresentado um plano para o pagamento dos custos de reimpressão, estimados em US$ 10 milhões (cerca de R$ 55 milhões). A tendência é que os adversários de Milei exijam que o partido governista pague pelos gastos extras.

    Argentina autoriza extradição de suspeito de tráfico que financiou aliado de Milei