Autor: REDAÇÃO

  • IZA e Yuri Lima terminam relacionamento pela segunda vez

    IZA e Yuri Lima terminam relacionamento pela segunda vez

    Assessoria de Iza informou que a ‘separação aconteceu de forma respeitosa e amigável’; os dois são pais de Nala, que faz 1 ano no dia 13 de outubro

    RIO, None (UOL/CBS NEWS) – IZA e Yuri Lima terminam relacionamento um mês após polêmica nas redes sociais. Iza e Yuri são pais de Nala, que nasceu em outubro de 2024. Os dois chegaram a se separar brevemente

    “IZA e Yuri Lima não formam mais um casal. A separação aconteceu de forma respeitosa e amigável. Ambos seguem comprometidos com o amor, o cuidado e a criação da filha Nala, sempre com carinho, parceria e responsabilidade”, diz nota enviada pela assessoria da artista ao UOL.

    Traição

    Em maio deste ano, Iza comentou sobre traição de Yuri Lima e retomada de relacionamento após separação. Cantora abriu o jogo sobre traição no podcast É nóia minha?.

    Artista disse que sentiu vontade de se pronunciar sobre a situação. “Caiu uma bomba na minha casa, aí achei que precisa dominar a narrativa por uma questão puramente de ego, por uma questão muito ingênua de que as pessoas iam ouvir a minha versão e falar ‘acolhemos a sua versão’. As pessoas começaram a querer controlar a minha vida como uma novela, como se a minha decisão fosse impactar diretamente na vida delas.”

    No podcast, admitiu que não se arrependeu de expor o ocorrido. “Fiz alguma coisa porque não tenho sangue de barata. Foi algo que precisava colocar para fora. Não é que me arrependi, mas, a partir do momento que tomei outra decisão, falei: ‘não vou avisar nada para ninguém’. Quem quiser achar que estou louca, vai achar, quem quiser fala ‘maravilhosa, é a família dela’”, indicou.

    “É algo tão pessoal, como você pode dizer para alguém que essa pessoa está errada em escolher algo na própria vida se a gente tem todo direito de mudar de ideia, ser incoerente, perdoar, voltar atrás, ou até terminar? Se quiser mudar minha vida de novo, ninguém tem nada a ver com isso. A partir desse episódio, aprendi a lidar com as minhas frustrações.”

    Iza declarou que não se importa mais com a opinião alheia. “Liguei um fod-se tão bonito e espiritual que me elevou, foi tão libertador. Se passei por isso, estou de peito aberto, cagand para o que os outros falam, posso fazer o que eu quiser. A vida continua apesar das pessoas concordarem ou discordarem de você”, concluiu.

    IZA e Yuri Lima terminam relacionamento pela segunda vez

  • Brasil aumenta exportação de soja para a China, ocupando lugar dos EUA

    Brasil aumenta exportação de soja para a China, ocupando lugar dos EUA

    País asiático suspendeu compra de grãos norte-americanos; em contrapartida, o Brasil virou o principal fornecedor do grão ao gigante asiático

    A guerra comercial entre Estados Unidos e China impulsionou a soja brasileira no país asiático. De junho a agosto, o país asiático suspendeu a compra do grão norte-americano, dando preferência a outros fornecedores, como o Brasil e a Argentina.

    A conclusão está em um levantamento da American Farm Bureau Federation (Federação Americana de Escritórios Agrícolas, em inglês). Maior entidade representativa do setor agrícola no país, a federação engloba 6 milhões de produtores rurais estadunidenses.

    Segundo o levantamento, divulgado na página da entidade, as importações chinesas de soja norte-americana despencaram para o menor nível histórico em 2025. Em contrapartida, o Brasil virou o principal fornecedor do grão ao gigante asiático.

    Entre janeiro e agosto de 2025, a China importou apenas 5,8 milhões de toneladas de soja americana, contra 26,5 milhões no mesmo período do ano passado, queda de quase 80%. De junho a agosto, apontou o relatório, os Estados Unidos não embarcaram “virtualmente nada” de soja para a China, e o país asiático não comprou nenhuma nova colheita para a safra do próximo ano.

    Em contrapartida, o Brasil exportou mais de 77 milhões de toneladas do produto para o mercado chinês no mesmo intervalo. No mesmo período, a Argentina ampliou as vendas de soja após suspender o imposto de exportação, restituindo o tributo após o valor exportado ultrapassar US$ 7 bilhões.

    Segundo a Federação Americana de Escritórios Agrícolas, a retração não é pontual e resulta da política de diversificação de fornecedores implementada há anos pela China. Desde 2018, quando o primeiro governo de Donald Trump iniciou a guerra comercial, o país asiático deixou de dar prioridade aos agricultores estadunidenses, mesmo com a demanda interna chinesa em níveis recordes.

    Outros produtos

    Os impactos dessa reconfiguração comercial, aponta a entidade estadunidense, são profundos. Além da soja, as exportações norte-americanas de milho, trigo e sorgo para a China caíram a zero em 2025, e as vendas de carne suína e algodão seguem em ritmo reduzido.

    Segundo o levantamento, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos projeta que o valor total das exportações agrícolas para a China cairá para US$ 17 bilhões neste ano — 30% inferior a 2024 e mais de 50% abaixo de 2022. Para 2026, a estimativa é ainda menor: apenas US$ 9 bilhões, o menor patamar desde 2018.

    Ajuda governamental

    O governo Donald Trump prepara um novo pacote de ajuda financeira aos produtores rurais, semelhante ao concedido em 2019, quando mais de US$ 22 bilhões foram destinados ao setor durante a primeira guerra comercial com a China. “Usaremos os recursos das tarifas para apoiar nossos agricultores”, afirmou Trump em sua rede Truth Social. Paralelamente, o Tesouro norte-americano estuda medidas emergenciais para conter o déficit comercial agrícola.

    Além da guerra comercial, os agricultores estadunidenses sofrem com a queda do preço das commodities (bens primários com cotação internacional) e o aumento de custos logísticos, agravado pelo baixo nível das águas do Rio Mississippi. O próprio Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estima que a renda agrícola do país caia 2,5% em 2025, atingindo o menor valor desde 2007.

    Brasil aumenta exportação de soja para a China, ocupando lugar dos EUA

  • CBF vai à Fifa por divulgação de áudios do VAR após pedido do São Paulo

    CBF vai à Fifa por divulgação de áudios do VAR após pedido do São Paulo

    (UOL/FOLHAPRESS) – A pedido do São Paulo, a CBF enviou um ofício à Fifa pedindo autorização para tornar públicos os áudios do VAR do Choque-Rei.

    OFÍCIO À FIFA

    Como o UOL revelou anteriormente, a diretoria tricolor tem concentrado esforços nos bastidores pela publicação dos áudios e até ‘ignorou’ a nota oficial e provocações do Palmeiras na tarde desta segunda-feira (06). Diretor executivo de futebol, Rui Costa participou de uma reunião online com a confederação e teve acesso à íntegra dos áudios.

    No lance que mais tem gerado reclamação por são-paulinos, um pênalti de Allan em Gonzalo Tapia no início do segundo tempo, Ramon Abatti Abel e Ilbert Estevam da Silva, árbitros de campo e VAR, respectivamente, entenderam que o palmeirense escorregou ao derrubar o chileno dentro da área, e a revisão no monitor não foi indicada.

    Presidente do São Paulo, Julio Casares ligou para Samir Xaud, presidente da CBF, e Rodrigo Cintra, coordenador-geral da Comissão de arbitragem da CBF, e ouviu admissão pelos erros na derrota por 3 a 2 no Morumbis. São esses reconhecimentos que dão tom à atuação forte do clube nos bastidores.

    A CBF precisa da autorização da Fifa para publicar os áudios do VAR, pois a ida de Abatti Abel ao monitor não foi requisitada em nenhum momento por Estevam da Silva. O São Paulo pressionou a entidade entre segunda e terça-feira e ouviu uma promessa de envio de ofício à entidade máxima do futebol.

    Dorival tem pouco mais de uma semana para encontrar soluções para a ausência de Vitinho no elenco; o próximo jogo do Timão será contra o Santos, na Vila Belmiro, pelo Brasileiro

    Folhapress | 14:24 – 07/10/2025

    CBF vai à Fifa por divulgação de áudios do VAR após pedido do São Paulo

  • Zezé Di Camargo passa a abrigar cães abandonados em fazenda

    Zezé Di Camargo passa a abrigar cães abandonados em fazenda

    O cantor encerrou o abate de gado e transformou a propriedade rural em um espaço dedicado ao resgate e cuidado de animais abandonados; Zezé já abriga 15 cães resgatados das ruas

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/CBS NEWS) – Zezé Di Camargo e Graciele Lacerda decidiram dar um novo propósito à fazenda “É o Amor”, onde moram, no interior de Goiás.

    O espaço, antes voltado à criação de gado para abate, agora ganhou uma função completamente diferente. O casal optou por acolher animais em situação de vulnerabilidade, especialmente cães e cavalos abandonados.

    Para isso, Zezé está ampliando o canil, que já abriga 15 cães resgatados das ruas. A ideia é aumentar a capacidade do espaço, permitindo que a fazenda possa abrigar um maior número de animais em situação de rua.

    Zezé explicou o que o motivou a realizar essa transformação. “Eu não deixo matar nenhum animal na minha fazenda. O pessoal fala assim: ‘tem fazenda de gado?’. Eu falo, não, de cachorro. O que eu tenho mais na minha fazenda são os cachorros que eu pego, cachorros de rua que perderam os tutores”, revelou em entrevista ao canal Intervenção, no YouTube.

    Além da mudança de foco, o sertanejo buscou alternativas para manter a propriedade financeiramente sustentável. Ele passou a investir no cultivo de soja e no melhoramento genético da raça Nelore, voltado exclusivamente à reprodução, sem envolver o abate de animais. A transição teve início no ano passado, embora o hábito de acolher cães já fizesse parte da rotina de Zezé há algum tempo.

    Em depoimento ao Globo Rural, o artista reafirmou seu compromisso com a causa animal. “Mudei o formato do negócio, agora a fazenda é só para criar. Não mato nenhum animal. Ainda como carne, mas prefiro comprar fora, do que matar lá dentro. Sou um protetor”, declarou.

    Zezé Di Camargo passa a abrigar cães abandonados em fazenda

  • Ex-diretor da Americanas fecha acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal

    Ex-diretor da Americanas fecha acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal

    Márcio Cruz é o quarto ex-executivo da varejista a fechar colaboração; ele é um dos 13 ex-funcionários denunciados pelo órgão em março sob acusação de fraude

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O escândalo contábil da Americanas teve uma nova delação. O ex-diretor estatutário Márcio Cruz Meirelles firmou acordo com o Ministério Público Federal.

    O conteúdo levado pelo ex-executivo será adicionado à denúncia que o órgão apresentou em março citando outros 12 ex-executivos e ex-funcionários, além do próprio Meirelles. Eles foram apontados pelo MPF como os responsáveis por fraudes calculadas pelos procuradores em pelo menos R$ 22,8 bilhões.

    Segundo o Ministério Público, as falas de Meirelles são complementares às outras delações do caso.

    Até agora, foram feitas três delações pelos ex-executivos Marcelo Nunes, Flávia Carneiro e Fabio Abrate.

    Entre os denucnados estão Miguel Gutierrez (ex-CEO da Americanas), Anna Saicali (ex-CEO da B2W) e os ex-vice-presidentes Thimoteo Barros e Marcio Cruz. Integram a lista também os ex-diretores Carlos Padilha, João Guerra, Murilo Correa, Maria Christina Nascimento, Fabien Picavet, Raoni Fabiano, Luiz Augusto Saraiva Henriques, Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira e Anna Christina da Silva Sotero.

    Ex-diretor da Americanas fecha acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal

  • Daniel Noboa, presidente do Equador, é alvo de atentado

    Daniel Noboa, presidente do Equador, é alvo de atentado

    O ataque aconteceu quando o político chegava a um evento na província de Cañar, na região central do Equador

    Nesta terça-feira (7), o presidente do Equador, Daniel Noboa, foi alvo de um atentado durante um evento. A ministra de Energia, Inés María Manzano, afirmou que ele não se feriu e classificou o ataque como uma “tentativa de assassinato”.

    Segundo informações do próprio governo, o atentado aconteceu quando o carro de Noboa chegava a um evento na província de Cañar, na região central do país. O ataque teria sido promovido por uma multidão de cerca de 500 pessoas.

    Manzano disse ainda que o carro em que estava o presidente ficou com marcas de bala, indicando que o veículo foi alvejado. O grupo também teria atirado pedras.

    Segundo nota da Presidência, pelo menos cinco pessoas foram presas e os acusados serão processados por terrorismo e tentativa de homicídio.

    Daniel Noboa, presidente do Equador, é alvo de atentado

  • São Paulo ‘ignora’ nota e provocação do Palmeiras e foca em arbitragem

    São Paulo ‘ignora’ nota e provocação do Palmeiras e foca em arbitragem

    (UOL/FOLHAPRESS) – O São Paulo não deu atenção às provocações e à nota oficial do Palmeiras divulgada nesta segunda-feira. A diretoria do clube se reuniu com representantes da CBF e foca nos erros da arbitragem no Choque-Rei.

    OS BASTIDORES

    A reportagem apurou que o clube não cogita pedir a anulação da partida, mas reforça críticas à arbitragem brasileira e defende mudanças estruturais no sistema. Pessoas próximas à alta cúpula revelaram ainda uma articulação para que a CBF divulgue os áudios do VAR do clássico.

    A guinada nos bastidores ocorreu em uma tarde em que o Alviverde também se movimentou. O Palmeiras publicou provocações e uma nota oficial criticando a postura do rival.

    “CHEGAMOS NO LIMITE”

    Esse foi o cerne do pronunciamento do presidente Julio Casares durante a manhã. No vídeo enviado à imprensa, o mandatário defendeu a divulgação dos áudios do VAR da derrota por 3 a 2 e até mesmo a implantação do sistema de desafios.

    “Lamentamos demais, mas estamos aqui acreditando que, a partir não só da suspensão, mas do fornecimento dos áudios e da inclusão na súmula, haja um princípio de mudança na arbitragem. Chegamos no limite”, diz Julio Casares, em pronunciamento.

    O diretor executivo do São Paulo, Rui Costa, participou de uma reunião online com a CBF durante a tarde desta segunda-feira (06). Na conversa, o executivo ouviu os áudios do VAR.

    A arbitragem, comandada no campo por Ramon Abatti Abel e no VAR por Ilbert Estevam da Silva, entendeu que Allan, do Palmeiras, escorregou antes de derrubar Tapia dentro da área. Este é o principal lance de reclamação dos são-paulinos, quando a partida ainda estava 2 a 0.

    PALMEIRAS PROVOCA E CRITICA

    O Palmeiras provocou o rival com nuvens de choro em post nas redes sociais e se manifestou por meio de uma nota (leia abaixo). Nela, o Alviverde também reclamou de supostos erros de arbitragem no clássico e condenou as ações do São Paulo de “creditar a uma decisão do árbitro – e somente a ela – uma virada épica”:

    “É demasiado cômodo creditar a uma decisão do árbitro – e somente a ela – uma virada épica, conquistada com o gosto do suor e três gols anotados em um intervalo de 19 minutos. Até porque também houve marcações da arbitragem desfavoráveis ao Palmeiras, como as não expulsões do meio-campista Bobadilla e do zagueiro Alan Franco, que desferiu uma cotovelada no rosto do atacante Ramón Sosa em um lance sonegado pelo VAR – e ignorado pelos hipócritas da ocasião”, afirma o Palmeiras, em nota.

    Logo depois do jogo, Casares ligou para o presidente da CBF, Samir Xaud, e para Rodrigo Cintra, coordenador-geral da Comissão de Arbitragem. O mandatário são-paulino ouviu uma admissão pelos erros no Choque-Rei, que embasaram o tom do discurso crítico desta segunda-feira. As reclamações são por seis lances capitais.

    VEJA A NOTA OFICIAL PUBLICADA PELO PALMEIRAS:

    A Sociedade Esportiva Palmeiras vê com preocupação a pressão descomunal que alguns clubes têm exercido publicamente, e também nos bastidores do futebol brasileiro, com o intuito de instaurar o caos, beneficiando-se dele para coagir entidades e indivíduos em busca de vantagens futuras e criando narrativas que tentam macular o competente trabalho realizado pela nossa instituição.

    É demasiado cômodo creditar a uma decisão do árbitro – e somente a ela – uma virada épica, conquistada com o gosto do suor e três gols anotados em um intervalo de 19 minutos. Até porque também houve marcações da arbitragem desfavoráveis ao Palmeiras, como as não expulsões do meio-campista Bobadilla e do zagueiro Alan Franco, que desferiu uma cotovelada no rosto do atacante Ramón Sosa em um lance sonegado pelo VAR – e ignorado pelos hipócritas da ocasião.

    Cabe salientar que, mesmo quando se sente prejudicada, a diretoria do Palmeiras raramente se manifesta em público sobre o tema arbitragem, pois respeita os fóruns de discussão adequados e, acima de tudo, não terceiriza sua responsabilidade nos momentos adversos. Essa postura, por sinal, ajuda a explicar o sucesso que temos obtido ao longo dos últimos anos: olhamos sempre para nós mesmos e trabalhamos sem buscar subterfúgios nem construir desculpas para as nossas derrotas.

    O Palmeiras, como se sabe, é amplamente favorável à profissionalização dos árbitros e defende mais investimentos em tecnologia e na formação da categoria, entre outras melhorias. O nosso compromisso com o desenvolvimento do futebol brasileiro está acima de qualquer interesse individual. Por essa razão, aliás, o Palmeiras, entre os candidatos ao título da Série A, será o único clube a atuar durante a atual Data Fifa, mesmo com a equipe extremamente desfalcada em razão de atletas convocados para suas seleções.

    Compreendemos que o crescimento coletivo da nossa indústria exige renúncias, espírito de colaboração e o fim do egoísmo que, lamentavelmente, ainda norteia a conduta de dirigentes que ora apelam à gritaria, ora recorrem a acusações sem provas para justificar resultados negativos. Neste sentido, esperamos que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) seja enérgico com aqueles que, de forma irresponsável, lançam suspeitas indevidas sobre pessoas e instituições.

    São Paulo ‘ignora’ nota e provocação do Palmeiras e foca em arbitragem

  • Morre o ator David José, que fez Pedrinho no primeiro 'Sítio do Picapau Amarelo'

    Morre o ator David José, que fez Pedrinho no primeiro 'Sítio do Picapau Amarelo'

    A morte do ator foi confirmada pela assessoria de imprensa da família; Davi José morreu dormindo, de causas naturais, em São Paulo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Morreu aos 83 anos, nesta segunda-feira (6), o ator David José, que fez o personagem Pedrinho na primeira versão da série de televisão “Sítio do Picapau Amarelo”, entre as décadas de 1950 e 1960, na TV Tupi. A morte foi confirmada pela assessoria de imprensa da família. José morreu dormindo, de causas naturais.

    Quando fez “Sítio do Picapau Amarelo”, obra que lhe deu projeção nacional, ele atuou com as atrizes Lúcia Lambertini, que interpretava a boneca Emília, e Edy Cerri, a Narizinho.

    José foi também diretor, roteirista e produtor. Ele começou a estudar teatro aos 12 anos, e atuou em obras como “As Aventuras de Tom Sawyer”, “Ciranda, Cirandinha”, além de ter apresentado o programa infantil “Pim Pam Pum”.

    No cinema, trabalhou em “Doramundo”, de 1978, “Uma Estranha História de Amor”, no ano seguinte, e em “Nasce uma Mulher”, lançado em 1983.

    Teve também longa trajetória acadêmica. Estudou Ciências Sociais na Universidade de São Paulo, a USP, depois se mudou para a França para estudar sociologia nas universidades Paris VIII e Paris X. Quando voltou ao Brasil, fez doutorado em História Social na USP, e se dedicou a estudos sobre teatro e televisão.

    O velório ocorreu na manhã desta terça-feira, no bairo Bela Vista, em São Paulo. José deixa a esposa Lígia Todescan Lessa Mattos, os filhos Paulo e Luiz e os netos Pedro e Gabriela.

    Morre o ator David José, que fez Pedrinho no primeiro 'Sítio do Picapau Amarelo'

  • Airbus A320 ultrapassa Boeing 737 como avião comercial mais vendido

    Airbus A320 ultrapassa Boeing 737 como avião comercial mais vendido

    Família com quatro modelos chegou a 12.260 entregas nesta terça, consolidando vantagem europeia; gigante americana ainda luta para sair de crise que envolveu versão mais nova de seu best-seller, a MAX

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Líder do mercado mundial de aviação civil, a fabricante europeia Airbus conseguiu mais uma vitória nesta terça-feira (7) contra sua arquirrival americana Boeing: os modelos da família A320 superaram o venerando 737 como o avião comercial mais vendido da história.

    O feito foi contabilizado pela empresa de análise de mercado britânica Cirium, referência no setor. Um A320neo entregue para a linha aérea saudita Flynas foi o 12.260º avião da série que começou a voar em 1988.

    No cômputo geral, modelos pequenos e militares lideram o ranking de aviões mais produzidos. O top 3 é composto pelo monomotor Cessna 172, com 44 mil unidades produzidas desde 1956, seguido pelo soviético Iliúchin-2 (36 mil) e o alemão Messerchmitt Bf-109 (35 mil), ambos da Segunda Guerra Mundial.

    Até aqui, o Boeing 737 reinava, tendo começado a ser operado 20 anos antes do que seu rival. Nem europeus, nem americanos se pronunciaram ainda sobre a troca de guarda. Ambos os aparelhos são modelos de um corredor, o esteio das linhas aéreas mundo afora, com capacidades semelhantes no mercado em torno de 150 passageiros.

    Ao ser anunciado como plano em 1981, o A320 causou ceticismo. O 737 dominava sozinho o mercado, tendo estabelecido uma nova forma para empresas lidarem com rotas de curto e média distância.

    O programa europeu previa, entre outras coisas, que o avião seria controlado pelo sistema fly-by-wire, literalmente voar por cabos -no caso, elétricos, que transmitem os comandos dados por um joystick na cabine de comando às superfícies de controle aerodinâmico do aparelho.

    A Boeing, por sua vez, só introduziu uma forma limitada do sistema na mais recente geração do 737, a Max, mas não de forma integral como os europeus. A iniciativa da Airbus gerou muita polêmica à época, com sindicato de pilotos se queixado de não ter mais os aviões “na mão”.

    A avião foi um sucesso, salvando a empresa criada em 1969 como um consórcio franco-alemão, que depois recebeu aportes britânicos e espanhóis. Sob pressões políticas dos governos e das então empresas aéreas estatais, a Airbus surgiu no mercado de modelos maiores com o A300, em 1974, visando fazer frente aos americanos.

    A opção quase foi redobrada na geração seguinte, mas a ideia de atacar o nicho do 737 prevaleceu, para sorte da empresa baseada em Blagnac (França).

    O A320 derivou quatro modelos básicos: os reduzidos A318 e A319, o próprio A320 e o A321. Em 2016, uma nova geração, a neo, passou a voar, mas nela o sucesso é da versão de maior capacidade, o A321, que com de 180 a 244 passageiros tem sido testada em linhas transoceânicas.

    A aposta deu certo: hoje 70% dos pedidos da família são do A321. Dominando a geração anterior, o A320 respondeu por cerca de 7.000 dos mais 12.200 aparelhos entregues até aqui. Ao todo, há hoje 7.128 encomedas dos modelos, ante 4.408 de 737.

    Há 375 operadores da família A320 no mundo, sendo que o maior é a American Airlines, com 486 aviões. No Brasil e América Latina, a Latam opera 286 aviões do tipo e a Azul, 59. O 737 é o modelo básico da Gol, com cerca de 140 aparelhos.

    A demanda maior hoje vem da Ásia, principalmente da China e da Índia, onde tanto os europeus quanto os americanos têm apostado suas fichas. O volume de tráfego aéreo disparou no continente, puxando a recuperação global depois do auge da pandemia de Covid-19, de 2020 a 2021.

    Para a Boeing, esse foi apenas um dos itens de seu inferno astral, que começa a dar sinais de arrefecimento neste ano.

    O principal envolveu justamente a engenharia do 737 Max. Diferentemente da Airbus, que desde o lançamento fez o A320 um aparelho com maior distância do solo para dar opções diferentes de motores para seus clientes, o Boeing refletia seu desenho dos anos 1960.

    Para colocar motores maiores e mais eficientes, teve de alterar o a posição deles nas asas e, com isso, mudou o centro de gravidade da aeronave. Compensou isso com um sistema de correção automático, mas o funcionamento complexo e a falta de treinamento para os primeiros clientes resultou em tragédia.

    Dois 737 Max caíram após a decolagem, matando 346 pessoas em 2018 e 2019. A frota do avião, então o best-seller mais rápido da história, foi colocada no chão por 20 meses, e o holofote sobre os processos produtivos da Boeing não parou de encontrar problemas.

    Após idas e vindas e dois presidentes, a empresa procura manter o rumo de saída de crise. Donald Trump tem ajudado, embutindo vendas da Boeing em negociações tarifárias com diversos países e dando à empresa um contrato multibilionário para a produção do caça de sexta geração do país.

    Enquanto isso, a Airbus segue na liderança global de entregas, tendo colocado no ar 766 aviões em 2024, ante 348 da Boeing. O duopólio em encomendas segue firme, com a brasileira Embraer vindo em terceiro lugar ainda dominando o mercado de aviões regionais, logo abaixo da classe do A320 e do 737, e com a ascensão de novos rivais como a chinesa Comac.

    Airbus A320 ultrapassa Boeing 737 como avião comercial mais vendido

  • Agiram como terroristas, diz brasileiro detido em flotilha por Israel após chegar ao Rio

    Agiram como terroristas, diz brasileiro detido em flotilha por Israel após chegar ao Rio

    Ativista Nicolas Calabrese, que tem também cidadania italiana, foi o primeiro cidadão do Brasil a ser deportado por Tel Aviv; segundo ele, colegas de missão que tentava chegar a Gaza sofreram abusos e maus-tratos das forças israelenses

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O primeiro dos 14 brasileiros integrantes da flotilha Global Sumud, detida por Israel enquanto tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, desembarcou no Brasil na noite desta segunda (6). O ativista Nicolas Calabrese foi recebido no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, por um grupo de cerca de 40 manifestantes pró-Palestina.

    Emocionado, ele detalhou o período em que esteve sob a custódia israelense. Segundo Calabrese, o pior momento que passou foi quando a Marinha do país invadiu o navio em que ele estava.

    “A gente foi interceptado de forma violenta por mais de 15 soldados da Marinha israelense entrando nos nossos navios, apontando fuzis para a gente. Estavam armados até os dentes e encapuzados ao melhor estilo dos terroristas”, disse o ativista no saguão de desembarque do Galeão.

    Segundo Calabrese, após serem levados a um porto em Israel, os ativistas foram “violentados constantemente, empurrados e chutados”. Ele conta que ficou 20h sem poder urinar. Além disso, os militares não teriam dado qualquer informação sobre a localidade onde estavam, nem a possibilidade deles se comunicarem com suas famílias.

    “Quem tentava falar algo com um companheiro era deixado no sol ajoelhado”, disse.

    Na chegada ao Rio, ele foi abraçado por manifestantes que empunhavam cartazes com mensagens pró-Palestina e cantavam palavras de ordem pedindo liberdade para os detidos da flotilha. Também estava presente na recepção ao ativista o deputado federal Tarcísio Motta (PSOL-RJ).

    Nicolas Calabrese é professor de educação física, educador popular da Rede Emancipa no Rio de Janeiro (voltada para jovens e adultos) e militante do PSOL. Ele nasceu na Argentina e tem cidadania italiana, mas vive no Brasil há mais de dez anos. Ele foi deportado inicialmente para a Turquia, custeado pelo consulado da Itália em Israel.

    O ativista afirmou que seus pertences foram levados pelos agentes israelenses, incluindo seu celular e seus documentos da Argentina e do Brasil. Ele ficou apenas com seu passaporte italiano e roupas dadas na prisão.

    Calabrese disse que, em um primeiro momento, os agentes de Israel ofereceram para os detidos um termo em hebraico, sem tradução, que ninguém assinou, apesar da insistência dos militares. Segundo o ativista, Israel queria que eles reconhecessem que estavam tentando entrar em território israelense sem autorização.

    Ele disse que sua deportação foi mais célere do que a dos outros colegas brasileiros pelo fato dele ter o passaporte italiano. As autoridades do país europeu teriam agido mais rapidamente para liberar seus cidadãos.

    “Assim que fui recebido pela cônsul da Itália ela entrou em contato com minha mãe na Argentina e disse ‘Nicolas está bem e será deportado amanhã’. Dito e feito. Agora, por que o cônsul brasileiro não prestou essas informações [para as famílias brasileiras]. Isso é um absurdo”, disse, voltando a criticar a demora da ação do governo brasileiro.

    De acordo com o ativista, alguns colegas brasileiros que continuam detidos se recusaram a aceitar os termos de deportação exigidos por Israel por “posição política” para não concordar com o “sequestro” feito pelo Estado de Israel. Além disso, eles estariam manifestando oposição ao cerco contra o povo palestino pelo governo de Israel.

    Questionado sobre o posicionamento feito pelo presidente Lula nesta segunda, em que o brasileiro acusou Israel de violar direitos e criticou as ações contra embarcações que tentavam chegar à Faixa de Gaza, o ativista afirmou que ainda não tinha se informado sobre a declaração pois estava no avião e sem celular.

    “Fico feliz em saber que tenha se posicionado, mas a gente sabe que discurso não basta, só uma publicação é muito pouco ainda. Precisa uma comitiva da diplomacia lá em Israel. Políticas concretas para minimamente ter informação e ter uma previsão de quando todos vão ser libertos”, disse Calabrese.

    A flotilha Global Sumud partiu de Barcelona, na Espanha, no dia 31 de agosto, com cerca de 45 embarcações e ativistas e mais de 400 pessoas de diversas nacionalidades. Os barcos começaram a ser interceptados na quarta (1º).

    Outros brasileiros que pretendiam chegar a Gaza ao furar o bloqueio imposto por Tel Aviv continuam na prisão de Ktzi’ot, no deserto de Negev, perto da fronteira com o Egito. O grupo recebeu uma visita do governo brasileiro nesta segunda.

    Entre eles está Thiago Ávila, que já havia sido preso por Israel na empreitada anterior do grupo, em maio. Além dele, fazem parte da comitiva a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), a vereadora Mariana Conti (PSOL), de Campinas, assim como a presidente do partido no Rio Grande do Sul, Gabrielle Tolotti. Também há outros militantes pró-Palestina e sindicalistas como Magno de Carvalho Costa, dirigente do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP).

    Agiram como terroristas, diz brasileiro detido em flotilha por Israel após chegar ao Rio