Autor: REDAÇÃO

  • Explosão de buraco negro poderá ser observada nos próximos dez anos

    Explosão de buraco negro poderá ser observada nos próximos dez anos

    Um estudo realizado por físicos da Universidade de Massachusetts Amherst, nos EUA, nota, todavia, que para observar uma explosão de um buraco negro terá de ser necessário que a tecnologia apresente uma evolução que permita alcançar este feito.

    Um novo estudo realizado por um grupo de físicos da Universidade de Massachusetts Amherst, nos Estados Unidos, indica que há uma boa probabilidade de, nos próximos dez anos, a comunidade científica ter a oportunidade de observar a explosão de um buraco negro.

    O estudo, publicado na revista Physical Review Letters, aponta que esses fenômenos são muito mais comuns do que se pensava originalmente e estima que existe uma probabilidade de 90% de ocorrer uma explosão de buraco negro na próxima década.

    Segundo o site ScienceAlert, até pouco tempo atrás astrônomos e físicos acreditavam que esses eventos aconteciam apenas a cada cem mil anos, algo que a nova análise não confirma.

    No entanto, para observar essas explosões será necessário que a tecnologia utilizada pela comunidade científica avance a ponto de permitir uma análise detalhada das partículas que serão liberadas em um fenômeno desse tipo.

    “Teríamos um registro completo de todas as partículas que compõem o Universo”, afirma o astrofísico Iguaz Juan. “Seria uma revolução completa e nos ajudaria a reescrever a história do Universo.”

    Explosão de buraco negro poderá ser observada nos próximos dez anos

  • Monica Bellucci e Tim Burton anunciam fim da relação após 2 anos juntos

    Monica Bellucci e Tim Burton anunciam fim da relação após 2 anos juntos

    A atriz italiana Monica Bellucci e o realizador americano Tim Burton estão separados. O anúncio da rutura foi feito através de um comunicado enviado à agência de notícias AFP.

    A atriz italiana Monica Bellucci e o diretor americano Tim Burton estão separados. O anúncio do término foi feito por meio de um comunicado enviado à agência de notícias AFP.

    “É com grande respeito e carinho mútuo que Monica Bellucci e Tim Burton decidiram se separar”, diz o documento, que não revela os motivos da decisão.

    Como começou esse romance improvável?

    A atriz e o diretor se conheceram no tapete vermelho do Festival de Cinema de Cannes, na França, em 2006.

    Em 2022, reencontraram-se no Festival Lumière, em Lyon, no leste da França, quando Monica entregou ao cineasta um prêmio pela sua carreira.

    No ano seguinte, assumiram o relacionamento ao aparecerem de braços dados no Festival de Cinema de Roma, em outubro.

    Nesse mesmo ano, trabalharam juntos no filme Beetlejuice Beetlejuice, que estreou no Festival de Cinema de Veneza no ano passado.

    Em entrevista à revista Elle, a atriz falou sobre o romance e elogiou o diretor.

    “O que posso dizer… estou feliz por tê-lo conhecido. É um daqueles encontros que raramente acontecem na vida […] Eu o amo”, revelou.

    Vale lembrar que o diretor, de 67 anos, teve um longo relacionamento com a atriz britânica Helena Bonham Carter, de quem se separou em 2014 e com quem tem dois filhos.

    Já Monica Bellucci, de 60 anos, foi casada por 14 anos com o ator francês Vincent Cassel, com quem teve duas filhas.

    Monica Bellucci e Tim Burton anunciam fim da relação após 2 anos juntos

  • Hong Kong retira 6 mil pessoas após descobrir bomba da Segunda Guerra

    Hong Kong retira 6 mil pessoas após descobrir bomba da Segunda Guerra

    As autoridades de Hong Kong ordenaram hoje a retirada de seis mil pessoas de 18 edifícios na zona de Quarry Bay, após terem descoberto uma bomba da Segunda Guerra Mundial, “totalmente operacional”.

    O objeto, descoberto a dez metros de profundidade na tarde de sexta-feira, foi considerado operacional e de alto risco pelos especialistas em desarmamento da polícia, que estão trabalhando para desativá-lo antes das 23h de hoje (16h em Lisboa), prazo estabelecido para a conclusão da evacuação.

    A bomba, de 1,5 metro de comprimento, contendo 227 quilos de explosivos e possivelmente lançada por uma aeronave dos Estados Unidos durante a guerra, foi descoberta durante obras de construção.

    Policiais e grupos de apoio comunitário da região notificaram rapidamente os moradores dos edifícios próximos, incentivando-os a deixar os apartamentos e buscar abrigo em áreas seguras.

    A operação, liderada pela Unidade de Desativação de Artilharia da Polícia, começou às 2h de hoje (19h de sexta-feira em Lisboa), com o objetivo de desmontar o dispositivo e realizar uma explosão controlada no prazo de 12 horas.

    Após a conclusão da operação, as ruas adjacentes, que foram bloqueadas por precaução, deverão ser reabertas, permitindo o retorno dos moradores deslocados, desde que não haja imprevistos.

    Para proteger o público e agilizar a evacuação, os bombeiros mobilizaram dois veículos de emergência, duas unidades médicas e um centro móvel de atendimento a vítimas.

    O chefe interino da polícia de Hong Kong para o setor leste, Lo Shui-sang, afirmou que os agentes também contam com equipamentos de combate a incêndios e tecnologia robótica prontos para apoiar a operação.

    Henry Lai, representante do Departamento de Assuntos Internos, confirmou que 35 grupos de assistência locais estão colaborando na operação, com apoio adicional do distrito de Wan Chai, e que foi providenciado transporte para levar os afetados a centros comunitários e alojamentos temporários.

    Em 2018, três artefatos semelhantes foram descobertos em Wan Chai, onde um projétil de peso idêntico exigiu 20 horas de trabalho e a retirada de 1.250 pessoas.

    Esses incidentes, embora esporádicos, evidenciam as dificuldades de uma cidade como a antiga colônia britânica, onde a urbanização constante frequentemente traz de volta à superfície relíquias de conflitos passados.

    Documentos históricos registram intensos bombardeios aliados a partir de 1942 — após o Japão conquistar Hong Kong no Natal de 1941 —, incluindo um ataque devastador em 1945 que deixou centenas de vítimas e inúmeras munições não detonadas.

    Especialistas alertam que o “boom” imobiliário pode revelar mais vestígios nessa região, marcada pelo passado colonial e pelos conflitos do século XX.

    Hong Kong retira 6 mil pessoas após descobrir bomba da Segunda Guerra

  • Ministro do Turismo abandona governo após ultimato do partido

    Ministro do Turismo abandona governo após ultimato do partido

    O ministro do Turismo do Brasil, Celso Sabino, informou o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva que irá renunciar ao cargo nos próximos dias, após um ultimato do partido de centro-direita a que pertence.

    De acordo com a agência de notícias pública Agência Brasil, Sabino visitou na sexta-feira a residência oficial de Lula da Silva, o Palácio da Alvorada, onde manteve uma conversa de mais de uma hora com o Presidente.

    O ministro deve permanecer no cargo durante alguns dias para cumprir alguns compromissos, com a saída prevista para a próxima semana, quando Lula retornar da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

    A organização da Cúpula do Clima da ONU, a COP30, que será realizada em novembro na cidade brasileira de Belém, tem sido um dos projetos em que Sabino tem trabalhado mais de perto com o Presidente brasileiro.

    No dia 2 de setembro, dois partidos de centro-direita, União Brasil e Progressistas, anunciaram a saída do governo brasileiro e exigiram a renúncia dos dois ministros que ocupam cargos no Executivo de Lula.

    Os ministros afetados são os titulares das pastas do Turismo, Celso Sabino, e do Esporte, André Fufuca.

    Mas o União Brasil deu depois 24 horas para que todos os dirigentes nomeados por indicação do partido, em sua maioria em cargos secundários e em empresas estatais, pedissem demissão.

    Isso ocorreu após a publicação de uma reportagem que ligava o presidente do partido ao Primeiro Comando da Capital (PCC), o maior grupo criminoso do país.

    A reportagem — elaborada por cinco jornalistas, entre eles Leonardo Demori, apresentador de uma televisão estatal — acusa o presidente do União Brasil, Antonio de Rueda, de ser proprietário de aeronaves operadas pelo PCC.

    Uma acusação que Rueda negou.

    A reportagem inclui o depoimento em que o piloto Mauro Caputti Mattosinho disse à Polícia Federal que o político é dono de pelo menos quatro aeronaves operadas por uma empresa aeronáutica ligada a “Beto Louco” e “Primo”, que estão sendo investigados por suposta lavagem de dinheiro para o PCC.

    Em meados de agosto, o União Brasil e os Progressistas anunciaram a formação de uma federação no Parlamento, um acordo que lhes permite funcionar como um único partido no Legislativo, embora mantenham sua independência organizacional.

    A nova federação, chamada União Progressista, tem a maior bancada no Congresso Nacional, com 109 deputados e 15 senadores.

    Até agora, parte dos seus deputados apoiava as políticas do governo no Legislativo e outra parte votava alinhada com a oposição.

    Um dos principais defensores da ruptura com o governo é o senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas e ex-ministro da Casa Civil durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022).

    Nogueira declarou publicamente que considera embaraçoso o fato de o partido continuar a fazer parte do governo de Lula.

    Ministro do Turismo abandona governo após ultimato do partido

  • Caio Bonfim perde a aliança, mas é campeão do mundo na marcha atlética

    Caio Bonfim perde a aliança, mas é campeão do mundo na marcha atlética

    Caio Bonfim entrou, na madrugada de sexta para sábado, para a história do atletismo brasileiro ao se tornar o terceiro atleta do país a conquistar um título mundial, graças à medalha de ouro na prova dos 20 quilômetros da marcha atlética, no Campeonato Mundial que está sendo disputado em Tóquio, no Japão.

    O atleta de 34 anos não começou bem, mas, a partir dos 30 minutos de prova, ganhou ritmo e se aproximou dos líderes, conseguindo cruzar a linha de chegada à frente do chinês Wang Zhaozhao e do espanhol Paul McGrath. Com isso, igualou um feito que, até então, apenas Fabiana Murer (salto com vara, em 2011) e Alison dos Santos (400 metros com barreiras, em 2022) haviam alcançado no país.

    No entanto, após cruzar a linha de chegada, em entrevista à emissora brasileira SportTV, sua preocupação era apenas uma: “Minha aliança caiu no terceiro quilômetro, e eu pensei: ‘Acho que minha esposa só vai me perdoar se eu conseguir o ouro’. Então, é para ela.”

    “Acho que ela vai me perdoar. Eu vou encontrar [a aliança]. Ela me mandou mensagens todos os dias. Eu tinha dito, aos 35 quilômetros, que ela tinha me mandado uma mensagem dizendo: ‘Lute por nós, vença por nós’. Depois ainda mandou: ‘Medalha de ouro. Acredite’”, contou.

    “Realmente, ainda não caiu a ficha. Eu não sabia que estava na briga pela medalha de ouro. Ultrapassei o chinês e o espanhol na última volta e entrei rápido no estádio. Quando faço a curva e olho para a chegada, penso: ‘Aos 35 quilômetros eu era o segundo e não havia faixa’.

    Olhei para o telão e vi que estava em primeiro. Olhei para o lado e o [japonês Toshikazu] Yamanishi não estava lá. Não o vi entrando no pit line. Pensei: ‘Meu Deus, vou ser campeão do mundo’. Agora sou campeão do mundo”, finalizou, visivelmente emocionado.

    “Pedi calma para minha mãe”

    Na entrevista, Caio Bonfim também revelou o que disse para sua mãe, a ex-atleta Gianetti Sena, quando, no início da prova, acabou ficando afastado do pelotão da frente: “Pedi calma, porque eu estava com um bom ritmo. Sabia que precisava ter fôlego no final. Ela estava com medo de eu não conseguir alcançar os líderes, e eu tinha que mostrar que estava no controle. Nas duas últimas voltas, eu já não aguentava mais, mas não podia desistir.”

    “É o meu oitavo Mundial. Os 50 que largaram também treinaram muito bem. Quando você cruza a linha de chegada como o melhor do mundo, passa um filme na cabeça. São quatro medalhas. Lembro do Caio que assistia ao Mundial pela TV. Fui sexto colocado em 2015, e essas lembranças vão passando. Minha mãe foi oito vezes campeã brasileira, e eu cresci nesse ambiente do esporte. Hoje eu disse que somos campeões do mundo. Ainda não entendi nada, mas valeu a pena”, completou o atleta.

    Caio Bonfim perde a aliança, mas é campeão do mundo na marcha atlética

  • Gato Preto consumiu álcool e drogas antes de acidente com Porsche, aponta laudo

    Gato Preto consumiu álcool e drogas antes de acidente com Porsche, aponta laudo

    Defesa do influenciador alega que ‘informações são distorcidas’; o inquérito policial segue em andamento em fase investigativa para apurar acidente que teria sido provocado por Samuel Sant’anna, conhecido como Gato Preto

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O influenciador Samuel Sant’anna, conhecido como Gato Preto, 31, havia consumido álcool e drogas antes de provocar o acidente em um cruzamento da avenida Faria Lima, zona oeste de São Paulo, no dia 20 de agosto.

    O laudo toxicológico do IML (Instituto Médico Legal) teve resultado positivo para consumo de álcool, THC (principal composto psicoativo da maconha) e MDMA, droga conhecida como ecstasy.

    O inquérito policial segue em andamento em fase investigativa. Em nota, a defesa do influenciador informou que ainda não foi intimada de todos os documentos e elementos de prova e permanece preparada para analisar e adotar diligências necessárias.

    As advogados Graziella Salti e Mayara Rodriguez ressaltam que, desde já, o documento constitui apenas um dos elementos de apuração e não determina isoladamente o desfecho da investigação.

    A defesa também afirmou que algumas informações divulgadas sobre o laudo são distorcidas e a defesa permanece plenamente preparada para produzir todos os meios de prova necessários.

    Câmeras de monitoramento da prefeitura captaram o acidente em 20 de agosto. O influenciador dirigia um Porsche em alta velocidade quando avançou o sinal vermelho e atingiu um HB20 que vinha pela rua Elvira Ferraz.

    Após atingir o veículo, o Porsche também colidiu contra um poste de semáforo. A influenciadora Bia Miranda, 21, namorada de Gato Preto, também estava no carro de luxo avaliado em R$ 1,5 milhão.

    O conversível onde o casal estava ficou destruído após as colisões. O condutor do HB20 atingido pelo Porsche relatou para os policiais que estava com o filho no automóvel, parado em um semáforo na rua Elvira Ferraz.

    Quando o semáforo abriu, ele avançou para cruzar a Faria Lima, quando houve a colisão com o carro de Gato Preto. O filho do motorista do HB20 bateu a cabeça no airbag, sofreu fratura no maxilar e foi hospitalizado no Hospital Alvorada, Moema, na Zona Sul.

    Horas antes do acidente, Gato Preto e Bia haviam publicado registros em uma festa, com música, bebidas alcoólicas e cigarros. Pouco depois da batida, o influenciador chegou a compartilhar stories em que comentava o prejuízo: “Bati minha Porsche, perdi R$ 1 milhão e meio. Tá suave”. A publicação foi apagada posteriormente.

    Gato Preto chegou a ser preso horas depois do acidente de trânsito no apartamento dele no Tremembé, zona norte.

    Antes de ser liberado, foi elaborado um boletim de ocorrência por lesão corporal culposa (sem intenção) na direção de veículo automotor, fuga de local de acidente, embriaguez ao volante, entre outros, todos crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro.

    No início do mês, o influenciador teve um carro e celulares apreendidos por policiais civis em São Paulo.

    Ele mesmo gravou um vídeo em que relata a ação de busca dos agentes do 15º Distrito Policial (Itaim Bibi) e lista o que foi apreendido, antes de exibir produtos comprados pela internet.

    Sobre o episódio, a defesa de Gato Preto afirmou que ele colaborou com as autoridades e indicou que foram apreendidos bens não enquadrados na decisão judicial que autorizou a busca, “a qual restringia à medida à apreensão de objetos ilícitos, de origem ilícita ou diretamente relacionados aos fatos investigados”.

    Gato Preto consumiu álcool e drogas antes de acidente com Porsche, aponta laudo

  • Corregedor da Câmara pede suspensão de 3 deputados envolvidos em motim

    Corregedor da Câmara pede suspensão de 3 deputados envolvidos em motim

    Corregedor sugeriu ao Conselho de Ética da Câmara a suspensão do deputado Marcos Pollon (PL-MS) por 90 dias e dos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS)  e Zé trovão (PL-SC) por 30 dias

    A corregedoria da Câmara dos Deputados recomendou nesta sexta-feira (19) a suspensão dos mandatos de três deputados e a aplicação de censura escrita para 14 parlamentares da oposição que participaram do motim no plenário da Casa, no início do mês passado.

    Ao finalizar a análise das representações abertas contra os parlamentares, o corregedor da Casa, deputado Diego Coronel (PSD-BA), sugeriu ao Conselho de Ética da Câmara a suspensão do deputado Marcos Pollon (PL-MS) por 90 dias e dos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS)  e Zé trovão (PL-SC) por 30 dias.

    Todos são acusados de obstrução da cadeira da Presidência.  

    Pollon também é alvo de outro pedido de suspensão por 30 dias, totalizando 120 dias. O deputado foi acusado de fazer declarações difamatórias contra a presidência da Casa.

    O corregedor também defendeu a aplicação da pena de censura escrita aos deputados Allan Garcês (PP-MA), Bia Kicis (PL-DF), Carlos Jordy (PL-RJ), Caroline de Toni (PL-SC), Domingos Sávio (PL-MG), Julia Zanatta (PL-SC), Nikolas Ferreira (PL-MG), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Marco Feliciano (PL-SP), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Zucco (PL-RS), além de Pollon, Van Hattem e Zé Trovão.

    Segundo Diego Coronel, as solicitações de punições ocorreram a partir da análise das imagens internas da Câmara e com base nas argumentações das defesas dos parlamentares.

    “O papel da corregedoria é institucional. Atuamos com imparcialidade, analisamos cada conduta de forma individual e cumprimos o nosso compromisso de agilidade, entregando nosso relatório passados 22 dias úteis da representação, ou seja, metade do prazo. Agora, cabe à Mesa decidir sobre as recomendações apresentada”, declarou o corregedor.
    De acordo com as regras internas da Câmara, os pedidos de suspensão de mandatos serão analisados pelo Conselho de Ética e o plenário. A aplicação da censura escrita será avaliada pela Mesa Diretora da Casa.A corregedoria analisou os pedidos de afastamento de deputados do PL, PP e do Novo, enviados pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

    Motim
    No dia 5 de agosto, senadores e deputados da oposição ocuparam as mesas diretoras dos plenários do Senado e da Câmara dos Deputados para protestar contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que havia sido decretada no dia anterior pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. 

    Ao chegar no plenário da Câmara, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) teve dificuldades de assumir sua cadeira na Mesa Diretora, impedido por alguns parlamentares, especialmente os deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Marcos Pollon (PL-MS). 

    Os senadores e deputados pernoitaram no local, inviabilizando os trabalhos legislativos. Eles exigiam ainda que fossem pautadas as propostas de anistia geral e irrestrita aos condenados por tentativa de golpe de Estado no julgamento da trama golpista e o impeachment de Moraes. 

    Parlamentares da base de apoio ao governo repudiaram o ato, classificado como “chantagem”.

    No dia 6 de agosto, por volta das 22h30, Hugo Motta abriu a sessão plenária após um longo período de obstrução pelos parlamentares da oposição. Motta criticou a ação dos deputados e disse que as manifestações têm que obedecer o regimento da Casa. 

    Corregedor da Câmara pede suspensão de 3 deputados envolvidos em motim

  • Meta negocia uso de notícias em ferramentas de IA com Fox e outros grupos de mídia, diz jornal

    Meta negocia uso de notícias em ferramentas de IA com Fox e outros grupos de mídia, diz jornal

    Fontes disseram ao Wall Street Journal que conversas estão em estágio inicial: outras empresas, como OpenAI e Amazon, já mantêm acordos similares com veículos de comunicação

    PELOTAS, RS (CBS NEWS) – A Meta, dona do Facebook e do Instagram, vem negociando com grupos de comunicação, como Axel Springer, Fox e News Corp, o licenciamento de conteúdos para uso em suas ferramentas de IA (inteligência artificial), segundo o Wall Street Journal.

    De acordo com pessoas familiarizadas com o assunto citadas pela reportagem desta quinta-feira (18), as conversas já ocorrem há alguns meses e estão focadas no uso de notícias e outros conteúdos jornalísticos nos produtos que utilizam tecnologia de IA, como chatbots.

    Algumas das negociações, segundo as fontes, estão em estágio inicial e podem não terminar em acordos.

    O jornal afirma que a movimentação marca uma mudança de postura da empresa de Mark Zuckerberg. O texto relembra que a Meta tem um histórico de relacionamento instável com a mídia. Anos atrás, a empresa fechou acordos avaliados em dezenas de milhões de dólares para incluir conteúdo do Wall Street Journal, New York Times, Washington Post e outros em sua aba de notícias. Em 2022, a empresa decidiu parar de pagar aos editores.

    A reportagem destaca que, no ano passado, a Meta já havia anunciado um acordo de licenciamento de conteúdo para IA com a Reuters, mas que as discussões com editores de forma mais ampla começaram nos últimos meses.

    A relação das empresas de IA com os jornais é conturbada. Concorrentes da Meta já anunciaram acordos de licenciamento de conteúdo, como a OpenAI com News Corp, Axel Springer e People Inc., e a Amazon com o New York Times.

    Fora desse tipo de acordo, o uso de conteúdos jornalísticos por empresas de IA sem o consentimento dos veículos de comunicação já foi parar nos tribunais. Ainda em 2023, o New York Times foi o primeiro grande grupo de mídia a acionar a OpenAI, dona do ChatGPT, por uso de textos sem pagamento de direitos autorais. Neste ano, a Folha também entrou com uma ação judicial contra a empresa por concorrência desleal e violação de direitos autorais.

    Dois dos maiores grupos de mídia do Japão também abriram processo contra o mecanismo de busca de IA Perplexity por suposta violação de direitos autorais. Antes, o jornal Yomiuri Shimbun já havia entrado com processo contra a plataforma pelo mesmo motivo.

    Meta negocia uso de notícias em ferramentas de IA com Fox e outros grupos de mídia, diz jornal

  • Entenda o que está por trás da suspensão do talk show de Jimmy Kimmel

    Entenda o que está por trás da suspensão do talk show de Jimmy Kimmel

    O apresentador Jimmy Kimmel afirmou em monólogo de abertura do seu programa que conservadores estavam “fazendo de tudo para conseguir uns pontos políticos” sobre a morte do ativista de direita

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O chefe da Comissão Federal de Comunicações, a FCC, principal órgão regulador de mídia dos Estados Unidos, Brendan Carr, provocou indignação e pedidos de renúncia por parte de parlamentares democratas e outros críticos depois de pressionar a Walt Disney a parar de apresentar um programa de entrevistas noturno.

    “A turma do Maga [movimento Make America Great Again] está desesperada para caracterizar esse garoto que matou Charlie Kirk como qualquer coisa que não seja um deles e fazendo de tudo para tirar proveito político disso”, disse Jimmy Kimmel durante o Jimmy Kimmel Live!, da ABC, na semana em que a atração foi cancelada.

    Mas o ataque de Carr ao comediante, que comentou a morte do ativista conservador em seu talk show, foi apenas o mais recente de uma série de esforços para controlar as empresas de mídia que ele acusa de preconceito. Horas antes da suspensão, Carr participou de um podcast conservador e declarou que a programação da ABC que “não servisse ao público” deveria ser substituída.

    Nos oito meses de mandato de Carr como presidente da FCC, ele reimaginou a função, usando-a como um púlpito para pressionar as empresas de mídia a fazerem mudanças nas políticas ou na programação enquanto argumenta que elas têm sido injustas com o presidente norte-americano, Donald Trump.

    “Há mais por vir”, disse ele na quinta-feira.

    Ele também usou o poder da comissão para aprovar fusões como um bastão, abriu investigações e enviou cartas às empresas de produtos, enquanto Trump repreendia e ameaçava as emissoras, inclusive com repetidos pedidos para que perdessem suas licenças, apesar das proteções da Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos para as emissoras.

    “Os americanos não confiam mais na mídia nacional legada para fazer reportagens completas, precisas e justas. É hora de mudar”, disse Carr em julho.

    Diante das declarações de Carr, a empresa Nexstar, dona de 32 estações afiliadas à ABC -emissora responsável pelo Jimmy Kimmel Live!-, condenou as declarações de Kimmel e anunciou a suspensão do programa em suas estações. Embora um porta-voz da empresa tenha declarado que não houve qualquer interferência da FCC por trás da decisão, a Nexstar busca a aprovação de uma grande fusão com a Tegna, que por sua vez é dona de 12 estações afiliadas a ABC.

    Uma vez aprovada, a fusão concederia à Nexstar o alcance televisivo a 80% dos domicílios americanos.

    Mas a atual porcentagem que as estações de uma única empresa podem alcançar equivale a 39%, e as emissoras tem pressionado o governo americano a alterar esse valor a décadas.

    Pouco depois do anúncio da Nexstar, foi a vez da Sinclair, que por sua vez detém 31 estações afiliadas à ABC, declarar que também suspenderia o talk show da programação de suas estações. Juntas, as estações das três empresas correspondem a 37% de todos as afiliadas locais da ABC.

    Após a decisão, Carr foi imediatamente criticado por alguns comentaristas conservadores, bem como por muitos democratas, por ter pressionado a Disney e as emissoras locais a abandonarem o programa do apresentador de TV Jimmy Kimmel após os comentários que o comediante fez sobre o ativista de direita assassinado Charlie Kirk.

    O líder democrata da Câmara dos Deputados dos EUA, Hakeem Jeffries, e o líder democrata do Senado, Chuck Schumer, estavam entre os vários parlamentares que pediram a renúncia de Carr. Carr, que não respondeu a um pedido de comentário, disse a um podcaster na quinta-feira que não se demitiria. “Não vou a lugar algum”, disse ele.

    A comissária democrata da FCC, Anna Gomez, disse na quinta-feira, em entrevista à Reuters, que a FCC não tem a autoridade ou o direito constitucional de policiar o conteúdo ou punir as emissoras por discursos que desagradam ao governo, e que Carr está tentando usar indevidamente o padrão de “interesse público”.

    “Ele está distorcendo o interesse público para significar o que quiser, a fim de acabar com a liberdade de expressão das emissoras”, disse Gomez. “A essa altura, parece que ele está apenas tentando usar isso como desculpa para censurar o conteúdo de que não gosta.”

    Carr disse às emissoras na quarta-feira: “Podemos fazer isso da maneira fácil ou da maneira difícil”. “Essas empresas podem encontrar maneiras de agir em relação a Kimmel ou a FCC terá mais trabalho pela frente”, disse ele.

    É raro usar o poder presidencial dessa forma para restringir o discurso. No início da década de 1970, o então presidente Richard Nixon e seus principais assessores discutiram o uso do processo de renovação de licenças da FCC para punir o Washington Post por sua cobertura do roubo de Watergate, que acabou derrubando-o da Presidência.

    Trump voltou a ameaçar as emissoras na quinta-feira pelo que chamou de cobertura negativa, dessa vez dizendo: “Eles estão recebendo uma licença, eu acharia que talvez a licença deles devesse ser retirada. Isso ficará a cargo de Brendan Carr”.

    Em julho, a FCC aprovou a fusão de US$8,4 bilhões entre a Paramount Global, controladora da CBS, e a Skydance Media, depois que a Skydance concordou em garantir que a programação de notícias e entretenimento da CBS não seja tendenciosa e em contratar um ouvidor por pelo menos dois anos para analisar as reclamações e encerrar os programas de diversidade.

    “Os novos proprietários da CBS chegaram e disseram: ‘Está na hora de mudar. Vamos reorientá-la no sentido de nos livrarmos dos preconceitos’”, disse Carr após aprovar o acordo. “No final das contas, foi isso que fez a diferença para nós.”

    Entenda o que está por trás da suspensão do talk show de Jimmy Kimmel

  • Haddad não vai à ONU para acompanhar possível votação de isenção do IR

    Haddad não vai à ONU para acompanhar possível votação de isenção do IR

    Câmara aprovou urgência do texto que isenta quem ganha até R$ 5 mil; a matéria prevê também redução parcial do imposto para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira (19) que não irá a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que ocorrerá de 22 a 26 de setembro, nos Estados Unidos, em razão da possibilidade de o Congresso Nacional colocar em votação a reforma do imposto de renda.

    “Eu vou permanecer no Brasil em virtude dessa possibilidade. Nós entendemos que, possivelmente, os líderes se reúnam na Câmara [dos Deputados] para julgar a conveniência e a oportunidade de levar a plenário na semana que vem. Eu estou ficando [no Brasil] um pouco em função disso”, afirmou, em entrevista na capital paulista.

    A Câmara dos Deputados poderá colocar em votação o projeto de lei que isenta do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil. A matéria prevê também redução parcial do imposto para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350. 

    Estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) estima que a mudança pode ampliar de 10 milhões para 20 milhões o total de trabalhadores isentos. Já a redução parcial deve alcançar 16 milhões de pessoas.

    Atualmente, é isento de pagar o imposto de renda quem ganha até dois salários mínimos (R$ 3.036 por mês).Em agosto, a Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, o requerimento de urgência do projeto de lei, ou seja, o que possibilita o texto ser votado em plenário. 

    Padilha

    Nesta tarde, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, decidiu não integrar a comitiva brasileira que vai aos Estados Unidos para a assembleia das Nações Unidas. Em nota, o Ministério da Saúde afirma que a decisão foi tomada após o governo de Donald Trump impor restrições ao visto do ministro. 

    O visto concedido pelos Estados Unidos só permitiria que Padilha fizesses deslocamentos restritos do hotel para a ONU, além de instalações médicas em caso de emergência. 

    Em agosto, o governo Trump cancelou o visto da esposa e da filha de 10 anos de Padilha. À época, o ministro estava com o visto vencido desde 2024 e, portanto, não era passível de cancelamento.

    Haddad não vai à ONU para acompanhar possível votação de isenção do IR