Autor: REDAÇÃO

  • Lula acena a evangélicos e diz que maioria dos deputados pouco liga para o povo

    Lula acena a evangélicos e diz que maioria dos deputados pouco liga para o povo

    “Pega a Constituição e veja todos os direitos sociais. Não são regulamentados por quê? Porque a maioria dos deputados não são trabalhadores, não têm compromisso com os trabalhadores”, disse o presidente

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, concederam entrevista a um programa de rádio evangélico, que foi ao ar nesta sexta-feira (19). Nela, o presidente mandou recados ao Congresso Nacional, ao afirmar que os parlamentares pouco ligam para o povo.

    “Pega a Constituição e veja todos os direitos sociais. Não são regulamentados por quê? Porque a maioria dos deputados não são trabalhadores, não têm compromisso com os trabalhadores, são gente de classe média alta, que pouco está ligando para o povo. Essa é a verdade”, disse Lula.

    A declaração foi dada em entrevista ao podcast Papo de Crente, que foi ao ar dois dias após o Congresso avançar com pautas controversas.

    Uma delas, a PEC da Blindagem, impõe necessidade de aval prévio do Congresso para investigações e prisões de parlamentares. Ela teve voto de oito parlamentares do PT. A segunda, alvo de maior interesse do governo, é o projeto de lei que visa a anistiar envolvidos nos ataques do 8 de Janeiro.

    O perfil do canal que entrevistou Lula é de evangélicos mais alinhados à agenda do presidente. Entre os vídeos mais populares estão títulos como “Coalizão de evangélicos contra Bolsonaro”.

    Pesquisa Datafolha de fevereiro deste ano mostrou que a avaliação positiva de Lula saiu de 26% em dezembro para 21% entre os evangélicos. Neste segmento, 48% dos entrevistados avaliaram o governo Lula como ruim ou péssimo.

    Embora tenha participado do programa, em mais uma movimentação de aceno a este público, Lula afirmou na entrevista que não usa religião como moeda política e que evita ir a igrejas em período eleitoral.

    “Eu não tenho hábito de fazer política tentando dividir a sociedade por religião”, disse. “Não gosto de ir em igreja em época de campanha porque não acho que a gente deva usar igreja eleitoralmente. Eu não tento fazer disso politica. Não me façam usar igreja como palanque que eu não vou usar.”

    Lula acena a evangélicos e diz que maioria dos deputados pouco liga para o povo

  • Bolsa renova máxima histórica, e dólar sobe em linha com o exterior

    Bolsa renova máxima histórica, e dólar sobe em linha com o exterior

    Ibovespa avança com ações do Bradesco e Embraer em alta, após fechar estável na véspera; negociações comerciais entre EUA e China e pacote envolvendo anistia estão no foco

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Bolsa renovou a máxima intradiária na manhã desta sexta-feira (19), após fechar estável na véspera, em dia marcado pela repercussão das decisões de política monerária do Fed e BC.

    O pregão desta sexta reflete negociações comerciais entre os Estados Unidos e China, além do impacto do pacote de dosimetria de penas dos condenados na trama golpista no cenário eleitoral de 2026.

    Às 13h02, o Ibovespa registrava alta de 0,15%, a 145.725 pontos, após atingir a máxima histórica de 146.398 pontos. No mesmo horário, a moeda americana subia 0,15%, cotada a R$ 5,327, em linha com o exterior.

    O índice DXY, que compara a força da moeda com outras seis divisas do mundo, avançava 0,23%, a 97,59 pontos.

    A movimentação da Bolsa acompanha valorização das ações de Bradesco, BTG e Eletrobras. Os papéis ordinários do Bradesco, subiam 1,20% no começo desta tarde, assim como as do BTG, que se valorizavam 1,39%. As ações da empresa do setor elétrico registravam alta de 2,83%.

    Segundo Gustavo Trotta, especialista e sócio da Valor Investimentos, o Ibovespa apresenta uma retomada nesta sexta, após a decisão do Copom refletir no pregão da última quinta. “A gente teve um Ibovespa mais lateralizado [na quinta-feira]. E hoje a gente vê a recuperação”.

    A entrada de capital estrangeiro justifica o bom momento da Bolsa, diz Diego Faust, operador de renda variável da Manchester Investimentos. “O investidor estrangeiro olha para aplicações de longo prazo e precisa achar que compensa. A última temporada de balanços de empresas brasileiras foi a melhor em anos.

    No cenário doméstico, o mercado também repercute fatos políticos nesta sexta-feira, em dia de agenda de dados esvaziada.

    Ao contrário dos últimos pregões que reagiram ao corte de juros do Fed e à manutenção da taxa Selic em 15% pelo BC, os investidores acompanham as negociações envolvendo o pacote de anistia aos condenados por atos golpistas, e o impacto disso no cenário eleitoral de 2026.

    O relator da anistia, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), pretende mudar o foco da discussão e passar a chamar o projeto a partir de agora de PL da Dosimetria das Penas.

    A anistia já foi declarada inconstitucional por vários ministros do STF, então o foco não tem de ser esse, e sim em uma nova dosimetria das penas, que é algo mais viável e realista”, disse o relator.

    Na prática, isso levaria à redução de penas de presos do 8 de janeiro, por exemplo, e mesmo do núcleo decisório do golpe, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Presidente nacional da sigla, o ex-deputado Valdemar Costa Neto defendeu a anistia e a elegibilidade do ex-presidente em entrevista à Folha.

    Ainda por aqui, o Banco Central vendeu nesta sexta um total de US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões) em dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) simultâneos para rolagem do vencimento de outubro.

    Os leilões são intervenções do BC no câmbio. Na prática, eles servem para aumentar a quantidade de dólares disponíveis para os investidores, seguindo a lei da oferta e demanda. Ou seja, quanto mais moeda puder ser comprada, menor deve ser a cotação dela.

    No exterior, o mercado acompanha com atenção o telefonema entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, nesta sexta, em meio à guerra comercial.

    Os líderes se falaram nesta sexta sobre o acordo para manter o TikTok em funcionamento nos Estados Unidos. A conversa foi confirmada por diferentes veículos estatais chineses, mas o conteúdo ainda não foi divulgado.

    Segundo o noticiado, o acerto exige que os ativos americanos do TikTok sejam transferidos da chinesa ByteDance para os novos donos nos EUA.

    Também na ponta internacional, na quinta, um grupo de senadores americanos apresentou um projeto de resolução no Senado contestando as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos aos produtos importados do Brasil.

    Uma dupla de parlamentares norte-americanos planeja apresentar projeto para acabar com tarifas sobre café, medida que pode beneficiar as exportações brasileiras.

    Durante a semana, o dólar e o Ibovespa se beneficiaram das decisões do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) reduzir juros e do Banco Central manter a Selic em 15% ao ano.

    O ciclo de queda nos juros americanos aumenta a diferença entre as taxas dos Estados Unidos e do Brasil e beneficiar ativos brasileiros, segurando uma alta do dólar ante o real.

    Quanto maior essa diferença, mais rentável é a estratégia conhecida como “carry trade”. Nela, pega-se dinheiro emprestado a taxas baixas, como a dos EUA, para investir em ativos com alta rentabilidade, como a renda fixa brasileira.

    Bolsa renova máxima histórica, e dólar sobe em linha com o exterior

  • Golpe do amor: como evitar furtos em apps de paquera ou redes sociais

    Golpe do amor: como evitar furtos em apps de paquera ou redes sociais

    Estelionatários seduzem vítimas e desviam recursos ou prometem lucros com criptomoedas; veja dicas para se relacionar em aplicativos de namoro ou em redes sociais!

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um grupo de mulheres jovens, de 23 a 32 anos, se uniu para barrar um estelionato amoroso em série provocado por um homem que se apresenta como estudante de medicina, investidor e kitesurfista em perfis no Instagram, Tik Tok e aplicativos de relacionamento, ferramentas com as quais se aproxima de jovens belas e de famílias ricas. É mais um caso do chamado “golpe do amor”, que há ao menos três anos vem sendo alvo de alertas por parte da polícia e da Receita Federal.

    O termo engloba diferentes tipos de fraude, mas todos consistem em envolver a vítima sentimentalmente a fim obter vantagem econômica dela. Em alguns casos, a aproximação romântica pode levar meses. Embora não seja novo, o crime passou a ocorrer com mais frequência pelas redes sociais.

    A artimanha mais recente remete à série “O Golpista do Tinder”, na qual ex-namoradas enganadas desmascaram um israelense que se passava por bilionário. Mas, em 2022, a Folha mostrou o caso de uma vítima em São Paulo que perdeu cerca de R$ 600 mil com um estelionato que começou no Tinder e terminou em uma corretora falsa de criptomoedas. Outros relatos com tentativas semelhantes chegaram à reportagem.

    Uma advogada que preferiu não se identificar contou que conversa há mais de um mês com um estrangeiro e que ele topou até fazer chamada de vídeo (em péssima qualidade e sempre interrompida pela suposta fragilidade do sinal) para tentar mostrar que não era uma fraude.

    Embora ela desviasse do assunto finanças, ele tentava falar sobre o tema. Após colocar a imagem dele no aplicativo Google Lens, que leva à foto indexada no buscador, ela viu que o golpista usava a foto de um político alemão.

    Outra pessoa relatou que falava com um suposto médico no Tinder que dizia estar na guerra. Ele pediu R$ 25 mil argumentando que seu dinheiro estaria preso. Ao procurar a foto no Google, a mulher identificou que ele usava a imagem de um atleta.

    A fraude costuma ser registrada pela polícia como estelionato sentimental (mesmo que não tenha ocorrido na internet). O termo golpe do amor é recente e está ligado ao aumento desse tipo de ação nas redes sociais.

    “A linguagem jurídica é estelionato sentimental, que sempre existiu, mas agora está facilitado pelos meios virtuais, onde a pessoa cria contextos sem precisar conhecer a vítima pessoalmente. Às vezes, a vítima não dá prosseguimento na esfera criminal. Na cível, pode conseguir condenação por dano moral quando o estelionatário é encontrado”, diz o advogado criminalista Pedro Martinez.

    Autoridades apontam para padrões nesse tipo de interação: a pessoa diz ser estrangeira e mostra a intenção de morar no Brasil; a conversa acontece em inglês ou o golpista diz que vai traduzir sua fala para o português; a foto é roubada de outra pessoa da internet; o número do WhatsApp é internacional; e, inevitavelmente, o dinheiro aparece em algum momento da conversa.

    O crime pode envolver investimentos falsos em criptomoedas, transferências bancárias, doações e, em casos mais extremos, sequestros. O que une esses golpes é a manipulação emocional, sempre ligada a um romance.

    Em 2021, a Receita Federal registrou um volume crescente de relatos em que a vítima foi induzida a pagar uma quantia ao criminoso para acessar bens e dinheiro em espécie que estariam retidos em aeroportos. Esses relatos incluem “propostas de casamento” e caixas com presentes, como um suposto anel para noivado.

    Nesse tipo de esquema, o criminoso diz que pretende se mudar para o Brasil, que um pacote seu está retido na alfândega e que precisa de transferências da vítima para poder liberá-lo. A remessa seria parte de sua mudança ou algum presente.

    Segundo a autoridade, há outros episódios em que o golpista diz estar doente e envia fotos falsas de sua internação fictícia.
    SAIBA EVITAR O GOLPE DO AMOR. E O QUE FAZER SE CAIU NELE

    Fique atento ao golpe
    – Conheça alguns padrões relacionados ao estelionato sentimental
    – O golpista ou a quadrilha fisga a vítima nas redes sociais ou em aplicativos de namoro, onde as pessoas estão mais abertas a se relacionar
    – Utiliza fotografia de outra pessoa e diz ser estrangeiro. Quando a conversa migra para o WhatsApp, o número costuma ser internacional, o que dificulta sua rastreabilidade pela polícia
    – Trata a pessoa com gentileza e faz aproximações românticas, demonstrando interesse em relacionamento sério e vontade de morar no Brasil
    – Dificulta chamadas por vídeo ou encontros físicos
    – Fala sobre dinheiro, seja contando uma situação dramática, solicitando empréstimo ou convidando a pessoa a investir
    – Em golpes mais orquestrados, cria páginas falsas na internet -como de logística, em casos que pretende enviar uma remessa para o Brasil

    NÃO CAIA NO GOLPE DO AMOR

    Veja dicas para se relacionar em aplicativos de namoro ou em redes sociais

    Não fale sobre dinheiro
    Jamais compartilhe dados bancários ou faça qualquer transação como PIX e transferência a pessoas com quem você só se relaciona pela internet. Às vezes, o golpista não tem pressa e conversa por meses com a vítima para obter confiança

    Sempre desconfie
    Cheque informações da pessoa na internet: aplicativos como o Google Lens (disponível em celulares Android) ou Live Text (na Apple) permitem que você escaneie ou tire uma foto do perfil com quem conversa e encontre links relacionados a ele na internet

    Se informe sobre segurança nos apps
    Aplicativos de namoro têm páginas sobre segurança digital, física e sobre orientação para denúncias

    Denuncie
    Não tenha receio de denunciar comportamentos suspeitos e/ou ofensivos

    Faça chamadas por vídeo no app
    Mesmo que alguns criminosos consigam forjar, tente ver o rosto da pessoa em uma chamada de vídeo e confirmar se é a mesma pessoa da foto

    Opte por recursos de verificação
    No Tinder, perfis com tíque azul são genuínos porque passaram por uma comprovação de identidade; é desejável que todos solicitem essa verificação na plataforma

    Não caia na conversa de remessas presas na alfândega
    Em casos de supostas remessas trancadas pela Receita, veja se a empresa está habilitada no Brasil. A autoridade alerta que o pagamento de tributos nunca ocorre por meio de depósito/transferência em conta-corrente e que remessas expressas (courier) ocorrem só em empresas habilitadas pelo órgão

    Não invista seu dinheiro por meio desse contato
    Só invista em criptomoedas de forma independente: procure uma corretora brasileira credenciada e conheça seu agente

    Não clique em links suspeitos
    Não abra links enviados por alguém que você não conhece, especialmente em supostos convites de investimentos em criptomoedas ou de doações

    VIREI ALVO DE UM GOLPISTA. O QUE FAÇO?

    Se você identificou que é vítima de um esquema, é possível ajudar outras pessoas antes de desmascarar o criminoso

    Entre em contato com a polícia
    Se você viu que a identidade da pessoa com quem conversa é falsa, entre em contato com a delegacia mais próxima para entender como pode colaborar. As delegacias de cibercrime são as mais indicadas. Abaixo, a lista por capital

    Denuncie e bloqueie
    Evite entrar em discussões. Após orientação da polícia, denuncie o perfil à plataforma e bloqueie de seus aplicativos

    Golpe do amor: como evitar furtos em apps de paquera ou redes sociais

  • Rafinha Bastos fratura clavícula após acidente de bicicleta em Nova York

    Rafinha Bastos fratura clavícula após acidente de bicicleta em Nova York

    O humorista Rafinha Bastos disse que pode precisar de cirurgia; a queda ocorreu enquanto ele circulava sem capacete em uma rua de Nova York

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O humorista Rafinha Bastos, 48, relatou nesta quinta-feira (18) que sofreu um acidente de bicicleta durante a madrugada em Nova York, cidade onde mora atualmente.

    A queda aconteceu enquanto ele circulava sem capacete. Ao bater a cabeça no asfalto, o comediante chegou a desmaiar e fraturou a clavícula -lesão que pode exigir cirurgia.

    Em um vídeo publicado nas redes sociais, Rafinha detalhou o ocorrido com seu tom habitual de ironia. “Caí de bicicleta, tava sem capacete, bati com a cabeça, apaguei no meio da rua, quebrei a clavícula. A cabeça já está levemente recuperada, que nunca tá recuperada 100%, porque nunca foi 100%, e a clavícula tá doendo”, brincou.

    Por causa do acidente, ele precisou cancelar os shows que faria neste fim de semana em Austin e Nashville, nos Estados Unidos. Os compromissos, segundo o humorista, devem ser remarcados para novembro. “Tá tudo bem, começamos aí o processo de recuperação, mas só para dizer que eu não vou conseguir fazer os shows que estavam marcados”, explicou.

    Rafinha contou ainda que estuda a possibilidade de retornar ao Brasil para realizar o procedimento cirúrgico. “Acho que eu vou para o Brasil agora. De repente vou fazer cirurgia aqui, não sei, preciso saber ainda, porque o hospital daqui é uma beleza, né?”, ironizou.

    Rafinha Bastos fratura clavícula após acidente de bicicleta em Nova York

  • Conmebol admite erro da arbitragem em expulsão de Plata na vitória do Flamengo

    Conmebol admite erro da arbitragem em expulsão de Plata na vitória do Flamengo

    SÃO PAULO, SP, E RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – A Conmebol admitiu, nesta sexta-feira (19), que houve um erro de arbitragem na expulsão do atacante Gonzalo Plata, do Flamengo, na vitória por 2 a 1 sobre o Estudiantes pela ida das quartas de final da Copa Libertadores.

    “No minuto 81, em uma disputa pela bola, o atacante rubro-negro [Plata] joga a bola. Posteriormente, o defensor de camisa branca [Rodríguez] chuta o pé do atacante e ambos caem ao chão, não configurando infração do atacante. O árbitro observa a ação e sanciona incorretamente o jogador rubro-negro, expulsando por tudo no cartão”, diz trecho de vídeo divulgado nesta sexta-feira pela Conmebol.

    Como Plata recebeu o segundo cartão amarelo, o VAR não pôde recomentar a revisão. Apenas a expulsão direta do jogador permitiria uma intervenção do árbitro de vídeo. O VAR também atua em gols, pênaltis e confusão de identidade.

    Mesmo assim, a Conmebol divulgou o áudio do VAR, que aponta o lance como “fora da área” e deixa claro que não pode atuar. Caso a dividida fosse dentro da área, o VAR poderia recomendar a revisão por possível pênalti.

    VEJA O DIÁLOGO DO VAR

    AVAR: segue.
    VAR: Possível entrada.
    VAR: Para frente, por favor, que está fora.
    AVAR: Vai dar cartão e expulsar.
    VAR: Volta. Segue à frente.
    VAR: Dá-me o close up.
    AVAR: Quem chuta?
    VAR: O que mostrou?
    AVAR: Amarelo.
    VAR: Duplo amarelo no 50 (Plata).
    VAR: Segue atrás. Segue à frente.
    AVAR: Estou vendo pelo reverso.
    VAR: Aí não posso entrar.
    AVAR: Joga a bola o 50 (Plata).
    VAR: Sim, fora da área.
    AVAR: Fora da área.
    VAR: Não tenho como entrar aí. Vamos.

    ARBITRAGEM REVOLTOU O FLAMENGO

    “A Conmebol que analise bem o que se passou ali dentro. Um pênalti em nosso favor que é transformado na expulsão do Plata, que além de nos prejudicar neste jogo, vai nos prejudicar para o jogo da volta”, disse José Boto, diretor de futebol.

    “O que eu espero é que esse árbitro não apite mais a Libertadores daqui para frente e futuramente. Nossos jogos? Deus o livre. […] O que eu gostaria era um pedido de desculpas e reconhecer o erro. Todo mundo erra, eu também. Se ele reconhecesse, para mim, já estaria tudo certo. Mas já sabemos que isso não vai acontecer”, afirmou o Filipe Luís.

    “Olha o lance do Plata, é nítido. Não faz falta em hora nenhuma. Ele (Plata) projetou o pé na bola e o jogador do Estudiantes chuta ele. O que é isso? Dentro da área é pênalti. Ele chutou o Plata, não foi o Plata que chutou ele”, disse Bruno Henrique.

    Após ser apresentado no Benfica, José Mourinho disse que treinar o Fenerbahçe foi uma decisão equivocada em sua carreira. O presidente do clube turco, Ali Koç, respondeu lamentando as declarações e afirmou que, apesar da saída conturbada, continuará lembrando o técnico com respeito

    Notícias ao Minuto | 11:15 – 19/09/2025

    Conmebol admite erro da arbitragem em expulsão de Plata na vitória do Flamengo

  • Rússia recorre de acusação sobre abate do voo MH17, em 2014

    Rússia recorre de acusação sobre abate do voo MH17, em 2014

    A Organização da Aviação Civil Internacional considerou a Rússia responsável pelo abate do voo MH17, em 17 de julho de 2014, provocando a morte dos 289 ocupantes

    Nesta sexta-feira (19), a Rússia recorreu no Tribunal Internacional de Justiça da decisão da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) que responsabilizou Moscou pelo abate do avião da Malaysia Airlines sobre a Ucrânia, em 2014.

    O recurso da Rússia, submetido ao Tribunal Internacional de Justiça, o principal órgão judicial das Nações Unidas, contestou a decisão da OACI “por todos os motivos”, incluindo questões de jurisdição, averiguações de fatos e violações processuais.

    A posição de Moscou foi transmitida oficialmente na quinta-feira à noite pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

    No último mês de maio, a Organização da Aviação Civil Internacional considerou a Rússia responsável pelo abate do voo MH17, em 17 de julho de 2014, provocando a morte dos 289 ocupantes.

    O organismo internacional de aviação civil representa 193 países e decidiu, pela primeira vez um desentendimento entre governos da Holanda e Rússia.

    A decisão do OACI ocorreu após a conclusão, em 2016, de uma investigação internacional dirigida pela Holanda.

    Os investigadores concluíram que o avião comercial que fazia o percurso entre Amesterdam e Kuala Lumpur foi abatido em território ucraniano controlado por separatistas com recurso a um sistema de mísseis (Buk) fornecido pela Rússia.

    Moscou negou qualquer envolvimento na tragédia do voo MH17.

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo acusou a agência de aviação internacional sediada em Montreal, no Canadá, de não ter realizado uma investigação internacional “abrangente, completa e independente.

    Para a Rússia, a OACI baseou-se em “conclusões altamente questionáveis” da investigação criminal realizada sob direção da Holanda, “parte interessada” e com base em fatos adulterados, fornecidos principalmente pela Ucrânia, “outra das partes interessadas”.

    A diplomacia russa disse ainda que espera que o Tribunal Internacional de Justiça adote uma posição “totalmente imparcial”.

    Rússia recorre de acusação sobre abate do voo MH17, em 2014

  • Na bronca com árbitro, Flamengo revive ameaça da vantagem mínima na Libertadores

    Na bronca com árbitro, Flamengo revive ameaça da vantagem mínima na Libertadores

    (UOL/FOLHAPRESS) – Na análise fria, vencer o jogo de ida em casa por 2 a 1 pode dar certa tranquilidade. Mas o contexto do duelo com o Estudiantes e o histórico recente do Flamengo na Libertadores trazem um alerta e deixam viva uma ameaça para o jogo de volta, na Argentina, quinta-feira.

    O clima no Maracanã, entre torcida e jogadores, era de que dava para ter ganhado de muito mais.

    A insatisfação pelo resultado se canalizou também para a arbitragem. O Flamengo ficou revoltado com o que fez o colombiano Andrés Rojas. E a expulsão de Plata foi o exemplo máximo disso.

    As quartas de final não estão resolvidas. E eliminações recentes do Flamengo na Libertadores, quando o enredo na ida em casa não foi tão bom, geram atenção.

    AS ELIMINAÇÕES RECENTES

    Em 2023, o Flamengo venceu o Olimpia, do Paraguai, só por 1 a 0 na ida das oitavas. Perdeu gols e levou a virada na volta, por 3 a 1.

    Em 2024, o jogo de ida no Maracanã foi ainda pior: derrota para o Peñarol por 1 a 0. Na volta, um 0 a 0 sofrível e eliminação nas quartas.

    Pelo que aconteceu ontem no Maracanã, diante dos argentinos, o conforto poderia ter sido muito maior. Mas o jogo degringolou no fim.

    Há quem prefira fazer a comparação com a fase passada da edição atual (oitavas de final), quando o Fla venceu o Inter por 1 a 0 na ida e fez um jogo tranquilo na volta, com 2 a 0 fora de casa.

    “Ganhamos de pouco teoricamente do Inter agora. E falavam que ia ser extremamente complicado lá e, óbvio que foi um jogo difícil, mas a gente conseguiu estar muito concentrado em fazer o que a gente vem fazendo e construir o resultado fora de casa também. A gente não é um time que vai mudar a maneira de jogar, óbvio que a gente vai olhar esse jogo e ver onde a gente pode ajeitar algumas coisas. Mas a gente não vai mudar nossa característica. Vamos lá para ganhar o jogo, para buscar a classificação, que essa é a identidade do nosso time e contra o Inter deu muito certo”, disse o zagueiro Léo Ortiz.

    O exemplo diante do colorado também foi citado pelo técnico Filipe Luís: “Nós viemos para ganhar o primeiro jogo. Da mesma forma que foi contra o Inter, vamos para vencer na casa deles. Temos que ir para vencer todos os jogos, e vamos fazer isso.”

    O nível de atuação do Flamengo no primeiro tempo ajuda a dar essa confiança. Com oito minutos, já estava 2 a 0. E olha que o primeiro gol saiu aos 15 segundos.

    “Vou fazer um exercício: se tivesse tomado o gol com um minuto e virado no último minuto, agora aqui estaríamos super felizes e tudo mais? O resultado final é o que ficou, mas o que foi feito no campo não me engana. Tudo que foi feito no campo hoje foi planejado, os jogadores entenderam a perfeição. E esse é o caminho. Temos que continuar do mesmo jeito para vencer lá, é o único caminho”, finalizou o treinador do Flamengo.

    O jogo de volta entre Flamengo e Estudiantes acontece na próxima quinta-feira, às 21h30 (de Brasília), em La Plata, na Argentina. Ao time carioca, restou a vantagem do empate, que não serve de acomodação.

    O gol de Pedro aos 15 segundos da etapa inicial foi o mais rápido da história do Flamengo na Libertadores e o nono no geral. O primeiro é do peruano Félix Suarez, do Alianza Lima (Peru), em 1976, aos seis segundos

    Folhapress | 03:30 – 19/09/2025

    Na bronca com árbitro, Flamengo revive ameaça da vantagem mínima na Libertadores

  • Entenda como funciona uma anistia, alvo de discussão no Congresso sobre 8/1 e Bolsonaro

    Entenda como funciona uma anistia, alvo de discussão no Congresso sobre 8/1 e Bolsonaro

    Anistias já foram aprovadas outras vezes na história brasileira. A mais recente foi sancionada pelo presidente Lula (PT) em 2010 a policiais e bombeiros militares que participaram de movimentos por melhorias salariais

    (CBS NEWS) – Após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos outros réus da trama golpista e dos ataques do 8 de Janeiro, o Congresso Nacional aprovou, na última quarta (17), a tramitação em regime de urgência do projeto de anistia aos crimes cometidos entre as eleições de 2022 e os ataques em Brasília.

    O relator da proposta, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), pretende mudar o foco da discussão para uma redução de penas.

    Anistias já foram aprovadas outras vezes na história brasileira. A mais recente foi sancionada pelo presidente Lula (PT) em 2010 a policiais e bombeiros militares que participaram de movimentos por melhorias salariais.

    A mais lembrada, no entanto, é a de 1979, quando a ditadura militar anistiou os crimes políticos do regime e da oposição armada, abrindo espaço para uma redemocratização que não discutiu nem puniu as violações de direitos humanos do período.

    Anistia é uma forma de extinção da punibilidade de um crime cometido, assim como a graça e o indulto, concedidos pelo presidente da República, explica a advogada e vice-presidente do IASP Marina Coelho Pinhão.

    Diego Nunes, professor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), afirma que a anistia difere da graça e do indulto por não ser pessoal e por partir do Congresso Nacional.

    “O indulto é dado pelo Executivo e direcionado a presos que atendam a certos requisitos estabelecidos pelo presidente. A graça é concedida a uma pessoa em específico, como Bolsonaro fez com Daniel Silveira. Já a anistia deve ser abstrata, ou seja, não direcionada a alguém em especial, e sim a uma coletividade indeterminada.”
    *
    BE-A-BÁ DA ANISTIA

    Entenda em seis pontos a discussão sobre o tema:

    QUEM PODE PROPOR A ANISTIA?

    A anistia segue todos os ritos de um projeto de lei comum, então pode ser proposta por qualquer deputado ou senador, pelo próprio governo federal ou até pela população por meio de um projeto de iniciativa popular.

    Há, porém, uma particularidade: mesmo tramitando como um projeto de lei comum, a anistia é prerrogativa exclusiva do Congresso, isto é, só o Poder Legislativo pode concedê-la.

    Marina afirma que isso se deve ao fato de que a anistia é uma lei que regula a Constituição Federal, o que é competência do Legislativo.

    Em legislações passadas, devido a um modelo de federalismo mais amplo, era permitido que governadores de estados também concedessem anistias, mas isso foi extinto na Carta de 1988. Hoje, toda anistia que for aprovada diz respeito ao âmbito federal.

    COMO FUNCIONA A TRAMITAÇÃO?

    A partir do momento em que é proposto, o projeto tem que ser colocado em pauta pelo presidente da Câmara ou do Senado. É poder deles decidir quando e se pauta o texto.

    É o chefe do Legislativo também que define um relator para o projeto e o encaminha para as comissões necessárias. Mas há situações em que ele pode seguir em regime de urgência, quando não precisa passar pelas comissões correspondentes e pode ir à votação diretamente pelo plenário. É o que acontece com a proposta em curso atualmente, que teve tramitação acelerada aprovada pela Câmara.

    Após a aprovação do mérito, o texto segue para avaliação pelo Senado e, se aprovado, para sanção presidencial.

    O Senado não é obrigado a seguir o mesmo ritmo imposto pelos deputados. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pode enviar o projeto a uma comissão normalmente.

    O PRESIDENTE PODE VETAR?

    Em tese sim. Como a anistia funciona como um projeto de lei comum, o poder de veto do presidente se aplica normalmente, visto que não há nenhuma restrição formal na Constituição. Mas haveria controvérsia que poderia gerar batalhas no Judiciário.

    “O veto seria entendido como inadequado por parte do presidente, porque ele não tem essa prerrogativa. O presidente pode conceder graça ou indulto e, da mesma forma, o Legislativo não se intromete”, analisa Diego.

    Para Marina, por outro lado, não há dúvidas a respeito do poder do presidente vetar integralmente a lei. “É uma lei como todas as outras, tanto o presidente pode vetar, quanto o Congresso pode derrubar o veto depois.”

    UMA VEZ APROVADA, COMO É IMPLEMENTADA?

    Diego explica que a anistia é uma lei-medida, isto é, uma lei cuja eficácia se inicia imediatamente após sua promulgação. Com a publicação em Diário Oficial, advogados de pessoas incluídas na anistia podem pedir habeas corpus, liberação dos presos e extinção de processos judiciais.

    Pessoas que estiverem cumprindo medidas cautelares, como a tornozeleira eletrônica, também podem solicitar o fim das medidas e não poderão ser presas ou processadas pelo seu descumprimento.

    Mas os prazos para a implementação efetiva podem variar porque dependem de afetados buscarem as instâncias competentes.

    Outras punições, como desligamento de empresas, perda de patente ou punições regimentais também podem ser revistas com a anistia, porém isso ocorreria caso a caso, buscando cada instituição responsável.

    PODE SER REVOGADA?

    “É uma discussão muito complexa”, diz Diego.

    Sendo uma lei comum, em tese a anistia pode, sim, ser revogada. Sendo uma lei-medida, com efeitos imediatos, o quadro fica mais complicado, pois haveria dificuldade da Justiça em reabrir processos e voltar a prender as pessoas que tiverem sido libertadas entre a aprovação e uma possível revogação.

    Além disso, o sistema legal brasileiro não permite que uma lei seja alterada em prejuízo do réu, o que lança dúvidas sobre a possibilidade de pessoas que tiveram suas penas extintas após a anistia voltarem a responder na Justiça, indicando um cenário de batalhas judiciais.

    Caso o Supremo seja provocado a analisar a lei, no entanto, ele pode declará-la inconstitucional e derrubar sua validade se achar que há erros no texto.

    “Uma ordem dessa [prender os anistiados de novo] somente seria efetiva se o recebimento da ação e a decisão do juiz conseguissem ser mais rápidas do que a libertação de todas essas pessoas. Porque, do contrário, é uma decisão possível, mas é uma decisão difícil de ser cumprida, por uma questão logística”, afirma.

    CRIMES COMETIDOS PELOS RÉUS DO 8/1 E DA TRAMA GOLPISTA SÃO ANISTIÁVEIS?

    A Constituição define que não são anistiáveis o tráfico de drogas, o terrorismo e os crimes hediondos, entre os quais a organização criminosa, uma das condenações de Bolsonaro pelo Supremo.

    Não há menção a crimes contra a democracia, como os do caso da trama golpista e dos ataques do 8/1.

    Em 2023, o STF considerou inconstitucional a graça concedida pelo então presidente Bolsonaro a Daniel Silveira, argumentando que o benefício foi dado para um “aliado político de primeira hora” e que atentados à democracia não poderiam ser perdoados.

    Marina discorda da decisão da corte, mas afirma que o caso pode servir de precedente para um eventual julgamento da anistia.

    Sobre a inclusão dos crimes contra a democracia no rol dos não anistiáveis, a advogada lembra que não houve mudança na Constituição nesse sentido. “O que houve foi uma interpretação de que não poderiam receber indulto porque em uma democracia não se pode perdoar crimes contra ela.”

    Diego argumenta que o texto constitucional classifica esses crimes como imprescritíveis e inafiançáveis, o que gera uma situação paradoxal caso sejam anistiados.

    “Um crime que não prescreve é um crime que não acaba a possibilidade de persecução penal, ou seja, existe uma contradição. Um crime não pode ser imprescritível e anistiável ao mesmo tempo. Ele pode ser perseguido a qualquer tempo, mas pode ser perdoado a qualquer tempo?”, questiona.

    Entenda como funciona uma anistia, alvo de discussão no Congresso sobre 8/1 e Bolsonaro

  • Ministro de Israel promete lucro e “boom imobiliário” em Gaza

    Ministro de Israel promete lucro e “boom imobiliário” em Gaza

    Bezalel Smotrich declarou que Israel vê Gaza como oportunidade de negócio após a guerra, citando um suposto “plano de negócios” apresentado a Donald Trump. A proposta prevê transformar áreas devastadas em empreendimentos lucrativos, apesar de ser condenada pela ONU e pela comunidade internacional

    Questionado sobre os planos para colonização israelense na Faixa de Gaza após a guerra, o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, afirmou que há um “plano de negócios” na mesa do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, que vai trazer muito lucro com a destruição da infraestrutura civil do território palestino.

    “Existe um plano de negócios, elaborado pelos profissionais mais qualificados, que está sobre a mesa do presidente Trump, sobre como transformar esta situação numa mina de ouro imobiliária, sem brincadeira”, disse o ministro ligado ao partido ultranacionalista Religious Zionism (Sionismo Religioso), que faz parte da coalizão do governo de Israel.

     

    Conhecido por pregar o controle de Israel sobre todos os territórios palestinos, Smotrich acrescentou que Israel já realizou a fase da demolição das estruturas.

     

    “Tendo investido muito dinheiro nesta guerra, devemos partilhar os lucros da comercialização de terrenos em Gaza. A fase de demolição, que sempre foi a primeira fase da renovação urbana que realizamos, agora é preciso construir”, completou o ministro israelense.

    Estima-se que Israel já tenha destruído cerca de 90% da infraestrutura de Gaza e deslocado quase a totalidade dos 2 milhões de palestinos que vivem na região.

    Devido as ações militares em Gaza, o governo de Tel Aviv vem sendo acusado de praticar um genocídio, por países, organizações de direitos humanos, relatórios das Nações Unidas e por grupos de estudiosos sobre o crime de genocídio. O governo de Benjamin Netanyahu nega. 

    Já o presidente dos EUA tem defendido a expulsão dos palestinos de Gaza e a construção de uma espécie de “Riviera do Oriente Médio”, espécie de litoral turístico.

    A proposta é rejeitada pelas organizações palestinas, pelos Estados árabes e maioria dos países do planeta. 

    Resoluções da ONU proíbem a aquisição de territórios por meio da guerra, sendo essa prática uma violação do direito internacional

    Ministro de Israel promete lucro e “boom imobiliário” em Gaza

  • Conab projeta novo recorde de 353,8 milhões de t de grãos na safra 2025/26

    Conab projeta novo recorde de 353,8 milhões de t de grãos na safra 2025/26

    A Conab projeta novo recorde na produção de grãos em 2025/26, estimada em 353,8 milhões de toneladas, alta de 1% em relação ao ciclo anterior. O avanço é puxado pela soja, enquanto milho e arroz devem registrar queda na produtividade

    Após a colheita de uma supersafra de grãos na temporada 2024/25, a safra 2025/26 deve bater novo recorde na produção de grãos, para 353,8 milhões de toneladas de grãos, projeta a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se confirmado, o volume colhido será 3,6 milhões de toneladas mais que o resultado estimado em 2024/25, de 350,2 milhões de toneladas, ou aumento de 1% entre os ciclos.

    Os números foram apresentados na quinta-feira, 18, pela Conab no evento “Perspectivas para a Agropecuária na Safra 2025/26”. A pesquisa é realizada pela Conab em parceria com o Banco do Brasil (BB).

    Segundo a Conab, o resultado é puxado pelo aumento na área plantada, apesar da previsão de queda da produtividade das lavouras. A Conab prevê aumento de 3,1% na área cultivada com grãos na safra 2025/26, passando de 81,74 milhões de hectares na temporada 2024/25 para 84,24 milhões de hectares em 2025/26. Já a produtividade média nacional das lavouras deve recuar 2% ante a temporada anterior, sendo estimada em 4.199 quilos por hectare no ciclo 2025/26 em comparação com 4.284 quilos por hectare colhidos na temporada passada.

    Para o presidente da Conab, Edegar Pretto, os números mostram a confiança dos produtores rurais em seguir com a produção. “Há investimentos disponíveis, com volume recorde de recursos e condições diferenciadas de crédito, como juros reais negativos para a produção de alimentos, a partir do Plano Safra disponibilizado pelo governo federal. Além disso, a expertise dos produtores e a utilização crescente de tecnologia refletem no bom resultado que reafirma a posição do País como um dos principais fornecedores globais de alimentos, fibras e bioenergia”, afirmou.

    Para a soja, principal cultura plantada no País, a Conab prevê novo aumento na produção, de 3,6%, para 177,67 milhões de toneladas em 2025/26 frente aos 171,47 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2024/25. A produção de soja, segundo a Conab, deve ser impulsionada pelo aumento da área semeada com o grão e pela recuperação de produtividade no Rio Grande do Sul. “Caso não haja nenhum problema climático, a produção nacional deve alcançar mais um recorde produtivo, reforçando a posição do Brasil como maior produtor mundial de soja. A demanda global pela oleaginosa continua em expansão, impulsionada pelo aumento do esmagamento para alimentação animal e pela maior produção de biocombustíveis, tanto no Brasil quanto no exterior”, observou a Conab no documento. De acordo com a estatal, apesar da pressão sobre os preços internos da oleaginosa, a soja ainda apresenta elevada liquidez e retorno atrativo aos produtores.

    Já a produção total de milho, considerando as três safras do grão, pode recuar 1%, saindo de 139,7 milhões de toneladas na safra 2024/25 para 138,3 milhões de toneladas em 2025/26. De acordo com a Conab, as projeções apontam para aumento de área cultivada tanto na primeira quanto na segunda safra do cereal em relação ao registrado no ciclo 2024/25. Em contrapartida, espera-se queda na produtividade média nacional nas lavouras, após nível “excepcional” registrado na temporada 2024/25 com condições climáticas muito favoráveis. O movimento de expansão do cultivo é impulsionado, segundo a Conab, pela expectativa de aumento no consumo interno com maior demanda para produção de etanol e de maior demanda externa, com eventual redirecionamento das compras asiáticas do milho norte-americano para o milho sul-americano, em resposta ao aumento de tarifas impostas.

    Para o algodão, a Conab avalia que a boa rentabilidade da pluma e a possibilidade de venda antecipada da produção têm levado os produtores a optarem pela cultura ou a ampliarem suas áreas. Neste cenário, a expectativa para a safra 2025/2026 é de crescimento de 3,5% na área semeada, impulsionado por Estados como a Bahia, Piauí, Minas Gerais e Tocantins. A produtividade da fibra é projetada em 1,89 toneladas de pluma por hectare. Com isso, a produção de algodão deverá crescer 0,7% para o recorde de 4,09 milhões de toneladas em 2024/25 ante 4,06 milhões de toneladas na temporada 2024/25.

    A produção de arroz em 2025/26 deve recuar 10,1%, estima a Conab, dos 12,76 milhões de toneladas colhidos em 2024/25 para 11,5 milhões de toneladas previstos para o ciclo 2025/26. Segundo a Conab, o volume garante o abastecimento interno. O resultado, de acordo com a companhia, deve-se à redução esperada de 4,8% na produtividade média nacional e da menor área plantada que deve sair de 1,76 milhão de hectares em 2024/25 para 1,66 milhão de hectares no ciclo 2025/26. A Conab pondera que, apesar da queda, o rendimento das lavouras de arroz esperado para 2025/26 ainda está entre os maiores da série histórica, após “patamar excepcional registrado na última safra”.

    Já a redução na área plantada de arroz é reflexo, segundo a Conab, do cenário desafiador aos agricultores na safra 2025/26 em meio à ampliação da produção nacional e internacional em 2024/25, que gerou excedente de oferta e desvalorização do grão. “Diante deste cenário, há uma tendência de retração da área cultivada nos principais estados produtores. No entanto, programas de apoio ao grande e ao pequeno produtor implementados pelo governo federal, como as operações de Contrato de Opção de Venda (COV), linhas de crédito com juros subsidiados e o Programa Arroz da Gente (de apoio técnico, comercial e financeiro a agricultores familiares), deverão amenizar uma queda mais acentuada da área”, justifica a estatal no documento.

    No caso do feijão, a estimativa da Conab traz uma produção próxima a 3,1 milhões de toneladas, somando-se as três safras do grão e “assegura o consumo previsto no País”, segundo a estatal. O desempenho é 0,8% superior ao ciclo anterior, quando foram colhidas 3,07 milhões de toneladas. A área semeada é estimada em 2,7 milhões de hectares, com produtividade média nacional estimada em 1.141 quilos por hectares. A tendência de estabilidade na produção de feijão, conforme a Conab, deve-se ao fato de ser uma cultura de ciclo curto e muito responsiva a preços.

    Conab projeta novo recorde de 353,8 milhões de t de grãos na safra 2025/26