Autor: REDAÇÃO

  • Maduro anuncia que militares treinarão com armas civis em comunidades

    Maduro anuncia que militares treinarão com armas civis em comunidades

    Segundo Maduro, unidades da Força Armada Nacional Bolivariana deixarão os quartéis no próximo sábado (20) para se instalar em bairros e cidades com o objetivo de instruir voluntários.O anúncio foi feito um dia após o início de exercícios militares na ilha caribenha de La Orchila, localizada a 65 km da costa venezuelana

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quinta (18) que militares vão até comunidades do país para treinar civis no uso de armas. A medida ocorre num contexto de tensão com os Estados Unidos, que enviaram navios de guerra à região do Caribe sob a justificativa de combater o narcotráfico.

    Segundo Maduro, unidades da Força Armada Nacional Bolivariana deixarão os quartéis no próximo sábado (20) para se instalar em bairros e cidades com o objetivo de instruir voluntários.

    “A Força Armada Bolivariana vai até o povo, vai às comunidades para revisar, para ensinar a todos os que se alistaram, homens e mulheres, no manuseio do sistema de armas”, disse o ditador em um evento transmitido pelo canal estatal VTV. Segundo ele, será a primeira vez que essa estrutura militar se deslocará diretamente à população.

    O anúncio foi feito um dia após o início de exercícios militares na ilha caribenha de La Orchila, localizada a 65 km da costa venezuelana. As manobras, que durarão três dias, foram anunciadas pelo regime como um sinal de força diante da frota americana que navega na região desde o início de setembro.

    O movimento marca a ação mais ostensiva ordenada por Maduro desde que Washington decidiu reforçar sua presença militar no Caribe. Em menos de três semanas, os EUA disseram ter destruído três barcos que, segundo o governo de Donald Trump, transportavam drogas, deixando ao menos 14 mortos.

    A Casa Branca acusa o regime venezuelano de manter vínculos com o narcotráfico. No fim de agosto, chegou a oferecer uma recompensa de US$ 50 milhões (cerca de R$ 273 milhões) pela captura de Maduro, que não é reconhecido como líder legítimo por Washington nem pelas principais democracias das Américas e da União Europeia.

    Durante o evento transmitido pela TV estatal, Maduro voltou a acusar Washington de planejar uma intervenção para derrubá-lo e tomar os recursos naturais do país. “O que está por trás é um plano imperial para impor um governo marionete dos EUA e roubar nosso petróleo, que é a maior reserva do mundo, e nosso gás, que é a quarta maior reserva do mundo. Mas isso não aconteceu e não vai acontecer.”

    Os exercícios americanos também envolvem aeronaves. De acordo com o Pentágono, caças F-35 foram deslocados para Porto Rico a fim de apoiar a frota.
    Ao justificar a mobilização, Maduro disse que não pretende iniciar um conflito, mas que precisa se preparar. “Nós não nos metemos com ninguém, mas nos preparamos caso seja necessário”, afirmou.

    Maduro anuncia que militares treinarão com armas civis em comunidades

  • Flamengo faz gol-relâmpago, vence Estudiantes, mas leva duro golpe no fim

    Flamengo faz gol-relâmpago, vence Estudiantes, mas leva duro golpe no fim

    (UOL/FOLHAPRESS) – Com direito a um gol-relâmpago de Pedro, aos 15 segundos, e outro de Varela, aos oito minutos, o Flamengo teve tudo para levar uma grande vantagem para a Argentina, mas o Estudiantes descontou no fim com Carrillo: 2 a 1 no Maracanã, nesta quinta-feira (18), e o duelo segue em aberto nas quartas de final da Copa Libertadores.

    Com o resultado, o Rubro-Negro tem a vantagem do empate na volta, em La Plata (Argentina), no próximo dia 25, para ficar com a vaga nas semifinais.

    O gol de Pedro aos 15 segundos da etapa inicial foi o mais rápido da história do Flamengo na Libertadores e o nono no geral. O primeiro é do peruano Félix Suarez, do Alianza Lima (Peru), em 1976, aos seis segundos.

    Outra marca histórica -Pedro também chegou ao seu 150º gol pelo Flamengo.

    O árbitro colombiano Andres Rojas expulsou Plata com dois amarelos (o segundo pra lá de polêmico) no segundo tempo. Com um jogador a mais, o Estudiantes descontou nos minutos finais.

    Preservado na vitória sobre o Juventude, no último domingo, por estar com uma pubalgia, o lateral direito Varela brilhou com um golaço e uma boa atuação.

    Alex Sandro e Jorginho foram vetados da partida. O lateral esquerdo se recupera de uma lesão na panturrilha esquerda. Já o volante segue com um incômodo muscular.

    O JOGO

    O Flamengo iniciou a partida em ritmo avassalador, abrindo o placar com Pedro logo aos 15 segundos. Atônitos, os argentinos assistiam o Rubro-Negro seguir atacando feito uma avalanche, chegando ao segundo facilmente com Varela. E cabia mais. Com Saúl inspirado no meio de campo e os pontas Samuel Lino e Plata “lisos” pelos lados, o Fla empilhava chances e ainda viu o experiente goleiro uruguaio Muslera fazer um milagre ao pegar um chute à queima-roupa de Pedro.

    No segundo tempo, o Flamengo baixou o ritmo. O time não iniciou com o mesmo ímpeto da etapa inicial e passou a fazer um jogo mais “cozinhado”. Aos poucos, a equipe começou a dar indícios de cansaço, e o técnico Filipe Luís sacou Saúl, Arrascaeta e Pedro para dar um fôlego novo com Allan, Luiz Araújo e Bruno Henrique. Faltou, porém, mais criatividade para ampliar o resultado. No fim, o Rubro-Negro caiu na “pilha” dos argentinos no jogo de empurra-empurra, teve Plata expulso e sofreu um gol aos 45.

    FLAMENGO

    Rossi, Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas: De la Cruz, Saúl (Allan) e Arrascaeta (Luiz Araújo); Samuel Lino, Plata e Pedro (Bruno Henrique). Técnico: Filipe Luís.

    ESTUDIANTES

    Muslera, Gómez, Santiago Núñez, Facundo Rodríguez e Arzamendia; Ezequiel Piovi (Benedetti), Santiago Ascacibar e Mikel Amondarain; Cristian Medina (Palacios), Facundo Farías (Alexis Castro) e Guido Carrillo. Técnico: Eduardo Dominguez.

    Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
    Árbitro: Andres Rojas (COL)
    Auxiliares: Alexander Guzmán (COL) e John León (COL)
    VAR: Nicolás Gallo (COL)
    Cartões amarelos: Samuel Lino, Saúl, Plata e Bruno Henrique (FLA); Facundo Farías e Núñez (EST)
    Cartões vermelhos: Plata (FLA)
    Gols: Pedro (FLA), aos 15 segundos, e Varela (FLA), aos 8 minutos do primeiro tempo; Carrillo (EST), aos 45 minutos do segundo tempo

    Equipe espanhola supera dificuldades em campo e faz 2 a 1 no St James’ Park; Marcus Rashford foi decisivo e marcou os dois gols da vitória do Barcelona

    Folhapress | 22:23 – 18/09/2025

    Flamengo faz gol-relâmpago, vence Estudiantes, mas leva duro golpe no fim

  • Gratuidade em conta de luz para baixa renda vai à sanção presidencial

    Gratuidade em conta de luz para baixa renda vai à sanção presidencial

    A gratuidade, prevista na medida provisória, deve beneficiar 4,5 milhões de famílias inscritas no CadÚnico com renda familiar mensal por pessoa menor ou igual a meio salário mínimo

    A conta de luz gratuita ou com desconto para famílias de baixa renda que consomem até 80 quilowatts-hora (kWh) por mês vai à sanção presidencial, após a aprovação de medida provisória pela Câmara dos Deputados e pelo Senado nesta quarta-feira (17).

    A gratuidade deve beneficiar 4,5 milhões de famílias inscritas no CadÚnico com renda familiar mensal por pessoa menor ou igual a meio salário mínimo. Pelo texto, também recebem a tarifa social as famílias que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de indígenas e quilombolas de baixa renda.

    As casas legislativas aprovaram a proposta do governo no último dia de validade da Medida Provisória (MP) 1.300 de 2025, editada em maio. Deputados e senadores fizeram diversas alterações no texto original do Planalto, incluindo desconto para dívidas de hidrelétricas. 

    A nova tarifa social da energia já estava valendo desde julho, uma vez que MP tem efeito imediato, mas precisava de aprovação do Parlamento para se tornar lei.

    A medida amplia o alcance da tarifa social da energia elétrica. Antes, a tarifa social dava um desconto que variava de 65% a 10% a depender do consumo de kWh, até o limite de 220 kWh por mês.

    Agora, a tarifa será gratuita até os 80kWh. Se o consumo passar desse valor, a família paga apenas a diferença. Considerando a gratuidade ou o desconto, a medida deve beneficiar 60 milhões de brasileiros, segundo cálculos do Ministério de Minas e Energia.  De acordo com o governo, “a medida representa uma atualização estrutural do marco legal, conciliando justiça social e fortalecimento do setor elétrico brasileiro”. 

    A isenção será bancada pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo financiado pelo conjunto dos consumidores para sustentar políticas públicas no setor de energia.  

    Por outro lado, poderá ser cobrado das famílias outros custos não associados a energia consumida, como a contribuição de iluminação pública e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de acordo com a lei de cada estado ou município.

    Entre os itens que ficaram de fora do texto da MP original por decisão do Parlamento, estão as tarifas diferenciadas por horário, e mudança em critérios de preços nas operações de energia de curto prazo.

    Dívidas de hidrelétricas

    Proposto pelo relator da MP na Câmara, o deputado Coelho Filho (União-PE), foi incluído um desconto para dívidas de geradoras hidrelétricas com a União. As parcelas reduzidas a vencer implicam em uma renúncia fiscal ao governo de cerca de R$ 4 bilhões, segundo o relator.

    Energia Nuclear e irrigação

    Ainda segundo a nova medida, o custo de energia mais alto das usinas nucleares será rateado entre todos os consumidores por meio de adicional tarifário, exceto para os consumidores de baixa renda.

    Até então, esse custo era concentrado em contratos específicos. A mudança passa a valer a partir de partir de 1º de janeiro de 2026.

    Em relação ao setor de irrigação e aquicultura, o texto acaba com o horário fixo das 21h30 às 6h para desconto de energia concedido a essas atividades e também com período contínuo, cabendo definição de horário com a distribuidora segundo parâmetros do governo.

    Pontos retirados

    Diversos pontos previstos na MP original do Executivo foram retirados na tramitação da matéria pelo Congresso Nacional. Alguns dispositivos retirados foram transferidos, por acordo entre líderes, para MP 1304 de 2025, ainda em discussão.

    Entre eles, a escolha do fornecedor de energia pelo consumidor residencial e comercial, a atuação da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) no mercado de gás e o fim de incentivos à energia de fonte alternativa.

    Outros temas que ficaram de fora são:

    • atribuição a um regulamento sobre a definição de condições para a descentralização da regulação, do controle e da fiscalização de instalações de energia elétrica prestados e situados no território de estados ou municípios;
    • regras para negociação de títulos representativos de dívidas de pequenas centrais hidrelétricas no mercado de energia de curto prazo devido ao risco hidrológico, que resulta de perdas que uma geradora hidrelétrica pode vir a ter se uma seca prolongada afetar os reservatórios ou o fluxo de água de uma bacia hidrográfica.

     

    Gratuidade em conta de luz para baixa renda vai à sanção presidencial

  • Sem Yamal, Rashford faz dois e dá vitória para o Barcelona contra o Newcastle

    Sem Yamal, Rashford faz dois e dá vitória para o Barcelona contra o Newcastle

    (UOL/FOLHAPRESS) – Nesta quinta-feira (18), o Barcelona estreou com vitória na Liga dos Campeões. No St. James’ Park, a equipe espanhola bateu o Newcastle por 2 a 1 pela primeira rodada da fase de liga.

    Rashford foi decisivo e marcou os dois gols do Barcelona. Gordon descontou para o Newcastle no fim. Yamal, que sofre com dores no púbis, foi a principal ausência no ataque do Barcelona.

    Com a vitória na estreia, o Barcelona fica em 12º na tabela. O Newcastle, por sua vez, ocupa a 26ª colocação.

    O Barça volta a campo contra o Getafe, pelo Campeonato Espanhol, no domingo. Pela Champions, o clube espanhol enfrenta o PSG na próxima rodada.

    Já o Newcaslte enfrenta o Bournemouth em seu próximo compromisso, também no domingo, pelo Campeonato Inglês. No torneio continental, visita o Union Saint-Gilloise, da Bélgica, na próxima rodada.

    YAMAL FEZ FALTA ATÉ RASHFORD APARECER

    A ausência de Lamine Yamal – que sofre com dores no púbis – foi sentida pelo ataque do Barcelona no primeiro tempo. Os Culés não tiveram nenhuma chance clara de gol e viram o Newcaslte pressionar, fazendo o goleiro Joan García trabalhar.

    Na segunda etapa, Marcus Rashford – contratação do Barça para essa temporada -apareceu e marcou dois gols, garantindo a vitória mesmo sem o camisa 10 dos espanhóis em campo.

    Embora tenha saído com a vitória, Hansi Flick terá que se preocupar com a falta que Yamal faz no poder ofensivo do time espanhol, visto que o atacante deve perder mais alguns jogos até estar 100% recuperado.

    O Palmeiras, comandado por Abel Ferreira, supera times estrelados do futebol europeu no ranking como o PSG, Benfica, Barcelona e o Real Madrid; o clube brasileiro teve 18 vitórias jogando fora de casa na temporada

    Folhapress | 14:36 – 18/09/2025

    Sem Yamal, Rashford faz dois e dá vitória para o Barcelona contra o Newcastle

  • Bolsonaristas veem relator com desconfiança e querem anistia ampla em votação

    Bolsonaristas veem relator com desconfiança e querem anistia ampla em votação

    Paulinho da Força (Solidariedade-SP) foi escolhido como relato do projeto de anistia; bolsonaristas viram com desconfiança a escolha de alguém próximo a Moraes, com histórico de apoio a Lula (PT) e atuação sindical

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Deputados favoráveis a uma ampla anistia aos condenados por atos golpistas, majoritariamente bolsonaristas e do PL, falam em negociar com o relator do projeto, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), e querem levar ao plenário um texto que garanta o perdão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O grupo rejeita a redução de penas proposta pelo centrão.

    Nesta quinta-feira (18), Paulinho disse que seu texto não vai tratar de anistia, mas sim de redução de penas. Também afirmou que vai buscar uma solução meio-termo, que seja pactuada com o Senado e o STF (Supremo Tribunal Federal). O deputado tem boa relação com os ministros da corte, especialmente Alexandre de Moraes.

    Parlamentares bolsonaristas viram com desconfiança a escolha de alguém próximo a Moraes, com histórico de apoio a Lula (PT) e atuação sindical, mas dizem acreditar ser possível dialogar com Paulinho. Como mostrou a Folha, eles preferiam um nome alinhado a Bolsonaro na relatoria, mas já estava definido que o relator seria do centrão.

    Os bolsonaristas falam em convencer o relator de que é importante anistiar todos os condenados por crimes contra o Estado democrático de Direito, inclusive Bolsonaro. Se isso não for possível, a ideia é apresentar destaques ou emendas ao texto e tentar, por meio da votação no plenário, obter maioria para a anistia ampla.

    “Se o relator achar que vai apresentar um texto conforme o desejo do STF, a gente vai lutar para colocar um destaque nesse texto que realmente atenda às necessidades de quem está preso e condenado injustamente. E aí vamos ver como a Câmara dos Deputados vai se portar. Se ela vai decidir votar uma anistia que não é anistia ou se a Câmara realmente quer pacificar o Brasil”, afirmou à Folha de S.Paulo o deputado Zé Trovão (PL-SC).

    A votação expressiva de 311 deputados para aprovação da tramitação de urgência do projeto de anistia, nesta quarta (17), animou os deputados do PL. Para a aprovação do projeto, é necessário apenas maioria simples (maioria dos presentes no plenário).

    Líderes de partidos como União Brasil, PP, Republicanos e PSD têm dito que suas bancadas aprovam a redução de penas, mas não dariam votos suficientes para a anistia ampla. Enquanto o PL fala em perdoar até a inelegibilidade de Bolsonaro, esses partidos já escolheram Tarcísio de Freitas (Republicanos) como candidato presidencial e esperam que a redução da pena faça com que o ex-presidente endosse seu afilhado político.

    Pelas redes sociais, o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o Legislativo não pode reduzir penas de condenados. “A redução de pena é atribuição exclusiva do Poder Judiciário”, publicou.

    “Ao Congresso, a Constituição é clara: cabe conceder anistia, graça ou indulto (art. 48, VIII). E anistia significa extinção da punibilidade. Sempre foi assim. […] Portanto, não venham agora inventar impedimentos só porque o tema incomoda o sistema”, escreveu.

    “É hora de dialogar sobre o texto que de fato devolverá justiça e pacificação ao país, sem radicalismo, mas em um diálogo democrático, constitucional e jurídico. […] Garanto a todos que o PL lutará até o fim para anistiar todos injustiçados pelo STF”, publicou ainda.

    Os bolsonaristas têm evitado criticar Paulinho publicamente, apesar dos receios em relação à sua atuação. Como mostrou a Folha de S.Paulo, o deputado já chamou os envolvidos nos atos do 8 de Janeiro de “terroristas”. Desde então, porém, Paulinho rompeu com o governo e vem fazendo críticas duras ao petista.

    Também pelas redes sociais, Sóstenes saiu em defesa do deputado do Solidariedade, dando o tom para os correligionários. O líder publicou que o parlamentar é um “ferrenho crítico” do governo Lula. “Tenho plena confiança que a partir de agora vamos começar os diálogos e fazer justiça”, escreveu.

    Zé Trovão, por exemplo, definiu Paulinho com um cara sensato. “A gente espera que o texto seja construído de maneira séria, sem brincar com pessoas que foram condenadas de maneira desproporcional”, diz.

    Em relação a Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão pelo STF, o deputado afirma que a anistia deve levar em conta o voto do ministro Luiz Fux, que absolveu o ex-presidente. “Vamos encerrar esse processo e devolvê-lo para a primeira instância, para a instância correta.”

    Líder do partido Novo, o deputado Marcel Van Hattem (RS), disse à Folha ser a favor de uma “anistia total”. Segundo ele, as falas de Paulinho mostram que talvez ele esteja “mais distante dos acontecimentos” do que deputados da direita em relação aos condenados por golpismo.

    “A gente precisa conversar com o relator, apresentar todos os dados. Tenho certeza de que ele vai se convencer, vai mudar de opinião e vai chegar mais próximo, se não junto, com a nossa opinião”, disse.

    Se isso não acontecer, afirma Van Hattem, haverá “condição de, no plenário, fazer emendas ou destaques de trechos com os quais nós não concordamos”.

    Questionado a respeito de Bolsonaro, o líder do Novo diz que a Câmara deve se antecipar e anistiar o ex-presidente, já que possíveis candidatos à Presidência, como Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Romeu Zama (Novo), já declararam que darão indulto a ele se assumirem o cargo.

    “A Câmara pode pode tirar esse tema do debate presidencial do ano que vem, pacificar as relações e dizer: o [ex-]presidente já está anistiado.”

    Na mesma linha de Sóstenes, o deputado Domingos Sávio (PL-MG) diz que a prerrogativa do Congresso é anistiar e não reduzir penas. Mudar penas já estabelecidas, diz ele, é que poderia soar como afronta ao STF. Na opinião do deputado, a anistia a crimes contra o Estado democrático de Direito não seria inconstitucional, como opinam alguns ministros da corte e especialistas.

    Sávio diz ainda que a quantidade de votos favoráveis à urgência põe em dúvida o argumento do centrão de que uma anistia ampla não seria aprovada.

    Bolsonaristas veem relator com desconfiança e querem anistia ampla em votação

  • Israel diz que já esvaziou quase metade da Cidade de Gaza

    Israel diz que já esvaziou quase metade da Cidade de Gaza

    Após invasão de Gaza por parte de Israel, o Hamas ameaçou não devolver nenhum refém; palestinos estão sendo forçada a fugir para o sul do território devido ao início da invasão terrestre sobre a cidade, até então alvo de bombardeios e de operações de demolição em áreas ao seu redor

    SÃO PAULO, SP E BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Militares de Israel afirmaram nesta quinta-feira (18) que mais de 450 mil palestinos já deixaram a Cidade de Gaza, o equivalente a quase metade dos cerca de 1 milhão de pessoas que viviam no maior centro urbano da Faixa de Gaza antes do início do conflito.

    A população está sendo forçada a fugir para o sul do território devido ao início da invasão terrestre sobre a cidade, até então alvo de bombardeios e de operações de demolição em áreas ao seu redor. Segundo anúncio do general israelense Effie Defrin, mais de “1.200 alvos terroristas” foram atingidos desde o início da ofensiva nesta semana.

    Em resposta, o grupo terrorista Hamas declarou que os reféns israelenses ainda sob seu poder não serão devolvidos. “O início da operação criminosa e sua expansão significam que vocês não vão capturar um único refém, vivo ou morto”, diz comunicado da facção.

    A ala militar do Hamas disse que os israelenses raptados estão espalhados por bairros na Cidade de Gaza e que não haverá “cautela em relação às vidas” dos sequestrados. Israel está entrando em uma guerra de desgaste que lhe custará um número adicional de mortos e reféns”, completou.

    O Hamas ainda mantém 48 reféns capturados no ataque de 7 de outubro de 2023, e autoridades de Tel Aviv acreditam que cerca de 20 ainda estejam vivos.
    Os familiares dos sequestrados têm pressionado o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, para interromper a ofensiva militar e negociar um cessar-fogo.

    “É difícil para mim que o primeiro-ministro tenha dado a ordem para bombardear os reféns”, disse Ilana Gritzewsky, refém libertada cujo namorado, Matan Zangauker, ainda está sequestrado em Gaza. A operação também desencadeou uma nova onda de pressão diplomática contra Israel.

    “Nós não acreditamos que exista uma contradição entre os dois objetivos da guerra, de desmantelar a capacidade militar do Hamas e de garantir a volta dos reféns. Neste momento, estamos sem outra opção”, afirma à Folha de S.Paulo o major Rafael Rozenszajn, porta-voz em português do Exército israelense.

    “A única opção que nós temos nesse momento é alcançar as circunstâncias necessárias para trazer de volta nossos reféns. E se não for por meio de acordo, vai ter de ser por meio de ações operacionais, porque não podemos deixar nossos reféns”, diz ele.

    O porta-voz afirmou ainda tratar como especulação os relatos de que o chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, teria manifestado oposição e desaconselhado a operação durante reunião de gabinete com Netanyahu e outros ministros.

    “O Exército israelense não é responsável somente pelas operações militares, mas também por comunicar oportunidades e riscos operacionais nas reuniões de gabinete, e é só o que o chefe do Estado-maior comunicou”, diz o porta-voz.

    Em meio ao novo avanço bélico, Tel Aviv anunciou que quatro soldados de um mesmo batalhão morreram e outros três ficaram feridos nesta quinta, após a explosão de uma bomba em Rafah, no sul de Gaza. Eles foram identificados como Omri Chai Ben Moshe, 26, Eran Shelem, 23, Eitan Avner Ben Itzhak, 22, Ron Arieli, 20. Com isso, o número de israelenses mortos nas operações militares sobe para 469 pessoas.

    Nesta quinta, tanques israelenses avançavam em duas áreas da Cidade de Gaza que funcionam como portas de entrada para o centro, enquanto a internet e as linhas telefônicas foram cortadas no território. A Companhia Palestina de Telecomunicações disse em um comunicado que seus serviços foram interrompidos. Pelo menos 85 palestinos foram mortos em toda Gaza em um período de 24 horas, segundo o Ministério da Saúde palestino, controlado pelo Hamas.

    Centenas de milhares de palestinos fugiram desde que Israel anunciou que pretendia assumir o controle da Cidade de Gaza, mas muitos permanecem no local, seja em casas destruídas ou em acampamentos improvisados. Os militares têm lançado panfletos instando os moradores a fugir para o sul do território, mas agências humanitárias afirmam que há falta de comida, remédios e abrigo.

    Ao longo da estrada costeira em Gaza, uma fila com todo tipo de meio de transporte, desde carroças até carros velhos e vans de carga, seguia rumo ao sul, carregando colchões, botijões de gás e pertences dos palestinos.

    O novo avanço de Israel ocorre depois de uma equipe independente comissionada pela ONU afirmar que o Estado judeu comete um genocídio em Gaza -acusação que Tel Aviv nega.

    Israel diz que já esvaziou quase metade da Cidade de Gaza

  • Stephen Colbert agradece apoio de Kimmel após Emmy

    Stephen Colbert agradece apoio de Kimmel após Emmy

    Jimmy Kimmel teve seu programa suspenso devido à pressão da FCC (Comissão Federal de Comunicações), órgão ligado ao governo Trump, contra a emissora ABC após falas do apresentador sobre o assassinato de Charlie Kirk

    PAULO, None (UOL/CBS NEWS) – No “The Late Show com Stephen Colbert”, o apresentador comemorou a vitória no Emmy e, em monólogo, agradeceu à equipe e ao concorrente Jimmy Kimmel.

    Stephen anunciou o fim do talk show para 2026. A emissora CBS alegou pressões financeiras para o cancelamento, que ocorreu duas semanas após a Paramount, empresa que controla a CBS, encerrar um processo contra a CBS News movido por Trump. O momento gerou especulações, já que Colbert é crítico ao presidente dos Estados Unidos na televisão.

    O apresentador agradeceu a Jimmy Kimmel, que fez campanha por sua vitória no Emmy 2025. “Quero expressar minha admiração aos outros indicados da nossa categoria, meus queridos amigos, Jon Stewart e Jimmy Kimmel”, disse Colbert.

    Kimmel, que também teve seu programa suspenso, foi um dos grandes apoiadores de Colbert. A suspensão por tempo indeterminado do talk show de Jimmy Kimmel aconteceu devido à pressão da FCC (Comissão Federal de Comunicações), órgão ligado ao governo Trump, contra a emissora ABC após falas do apresentador sobre o assassinato de Charlie Kirk.

    “Ele não é apenas um homem gentil. Ele é muito moral – é uma pessoa muito ética. Espero que o que ele fizer a seguir seja ainda mais poderoso do que o que ele vinha fazendo”, disse Jimmy Kimmel à Variety.

    Após agradecer sua equipe de 200 pessoas, Stephen alfinetou Donald Trump em seu monólogo pós-vitória. “Falando de Emmy… O Donald Trump não tem um”, disse ele antes de comentar sobre a visita do presidente ao Reino Unido.

    Trump X Jimmy Kimmel

    O apresentador afirmou em monólogo de abertura doe seu programa que conservadores estavam “fazendo de tudo para conseguir uns pontos políticos” sobre a morte do ativista de direita.

    Trump, então, decidiu atacar o apresentador que criticou políticos por usar o nome de Kirk para atacar a esquerda: “Jimmy Kimmel não é uma pessoa talentosa. Ele tinha números de audiência ruins e eles deveriam ter demitido ele há muito tempo. Você pode chamar o que ele fez de liberdade de expressão ou não. Ele foi demitido por falta de talento.”

    Stephen Colbert agradece apoio de Kimmel após Emmy

  • Confederação de Basquete volta a ter acesso a recursos públicos após 7 anos

    Confederação de Basquete volta a ter acesso a recursos públicos após 7 anos

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) informou, na noite desta quinta-feira (18), que conseguiu a regularização que faz a entidade ter, novamente, acesso a recursos públicos.

    O QUE ACONTECEU

    O Ministério dos Esportes reconheceu que a CBB cumpriu exigências previstas nos artigos 18 e 18-A da Lei 9615/98, a Lei Pelé. Eles apontam determinações para que que entidades sem fins lucrativos componentes do Sistema Nacional do Desporto possam ser beneficiadas com isenções fiscais e repasses de recursos públicos federais da administração direta e indireta.

    Assim, a CBB pode receber, por exemplo, recursos da Lei Angelo/Piva, das Loterias. Em nota, a entidade salientou que “a documentação garante que a CBB tem boa governança, transparência e gestão em sua atuação”.

    Novos tempos estão chegando para o basquete brasileiro. Dentro de quadra, nossas seleções já demonstram resultados incríveis, e agora, com isso, podemos trabalhar para trazer recursos e assim ter equipes ainda mais fortes, auxiliar as Federações estaduais e também fortalecer nossos Campeonatos Brasileiros Interestaduais, grande celeiro de craques na história Marcelo Sousa, presidente da CBB

    A CBB enfrentava problemas neste quesito há alguns anos. A última vez que havia conseguido as certidões tinha sido em 2018.

    Em março, Marco La Porta, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), indicou que a entidade ajudaria confederações que estivessem nesse cenário. À época, além da CBB, citou também a de handebol e desportos aquáticos -que conseguiu regularizar a situação no começo do mês. Outras confederações pan-americanas, como o do Caratê e do Beisebol, também foram lembradas.

    As três que estão impedidas, estamos resolvendo. Até o final de abril, vão estar liberadas. Vamos resolver, cada um vendo cada dívida que eles têm, e o próprio COB vai ajudar em forma de empréstimo para que possam seguir. Não será dinheiro na mão. [Os valores] Vão estar em torno de R$ 10 milhões a R$ 12 milhões, porque vai ter mais umas cinco que estão com problemas também. 

    O Palmeiras, comandado por Abel Ferreira, supera times estrelados do futebol europeu no ranking como o PSG, Benfica, Barcelona e o Real Madrid; o clube brasileiro teve 18 vitórias jogando fora de casa na temporada

    Folhapress | 14:36 – 18/09/2025

    Confederação de Basquete volta a ter acesso a recursos públicos após 7 anos

  • Toffoli pede manifestação da Câmara em processo no STF que questiona PEC da Blindagem

    Toffoli pede manifestação da Câmara em processo no STF que questiona PEC da Blindagem

    Ministro Dias Toffoli é relator de ação no Supremo Tribunal Federal do deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP); Mandado de segurança tenta suspender tramitação de proposta

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli pediu nesta quinta-feira (18) que a Câmara dos Deputados se manifeste, em dez dias, sobre uma ação que questiona a aprovação da PEC da Blindagem.

    O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) entrou com mandado de segurança no Supremo na terça-feira (18). Esse tipo de ação tenta proteger direitos ameaçados por uma autoridade pública.

    Kataguiri argumenta que a proposta aprovada pela Câmara tem quatro afrontas à Constituição. As principais são o alargamento do foro especial, estendendo-o para presidentes de partidos, e a blindagem de parlamentares contra processos cíveis.

    Usar o exercício da presidência de partido político como critério para foro por prerrogativa de função significa dar poderes a uma entidade de direito privado, de caráter associativo, de decidir quem será julgado pelo STF. Isto é uma afronta clara e direta à igualdade”, diz o deputado.

    O parlamentar pede ainda que o Supremo decida, com urgência, impedir a tramitação da PEC da Blindagem até que o tribunal discuta o mérito das questões levantadas na ação.

    A PEC da Blindagem foi aprovada pela Câmara na terça-feira (16). O texto prevê que investigações contra parlamentares só podem ser abertas no STF mediante aval de deputados e senadores, em votação secreta.

    A proposta está no Senado, e o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) indicou às lideranças partidárias que não deve dar celeridade à PEC diante da resistência de senadores ao tema.

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  • EUA vetam pela sexta vez resolução da ONU pedindo cessar-fogo em Gaza

    EUA vetam pela sexta vez resolução da ONU pedindo cessar-fogo em Gaza

    Washington voltou a ser único membro do Conselho de Segurança contrário a texto, proposto por dez países; medida pedia fim de restrições impostas por Israel a entrada de ajuda humanitária no território palestino

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os Estados Unidos vetaram nesta quinta-feira (18) outra resolução do Conselho de Segurança da ONU pedindo um cessar-fogo imediato e incondicional na Faixa de Gaza. Essa é a sexta vez desde o início do conflito que Washington, que tem poder de veto no órgão, barra um texto para poupar Israel, aliado mais importante do governo americano no Oriente Médio.

    O texto foi proposto por 10 dos 15 membros do Conselho de Segurança e teve 14 votos favoráveis -mais uma vez, os EUA ficaram isolados na votação. A medida pedia ainda o fim das restrições impostas por Israel à entrada de ajuda humanitária em Gaza e a soltura de todos os reféns ainda em poder do grupo terrorista Hamas.

    Essa é a segunda vez que o governo Donald Trump veta uma resolução sobre Gaza no Conselho de Segurança -a primeira foi em junho. Durante o mandato de Joe Biden, a diplomacia americana barrou quatro iniciativas do tipo.

    Durante a votação desta quinta, a embaixadora da Dinamarca Christina Lassen disse que “a fome foi confirmada em Gaza -não projetada nem declarada, mas confirmada. Enquanto isso, Israel expande sua operação militar na Cidade de Gaza, aumentando ainda mais o sofrimento de civis. Como resultado, é essa situação catastrófica, essa falha humanitária e humana, que nos impele a agir hoje”.

    Na semana passada, após os ataques de Israel contra o Qatar, os EUA permitiram a aprovação de uma resolução no Conselho de Segurança condenando as ações de Israel, mas sem citar nominalmente Tel Aviv. O movimento gerou especulação de que Washington poderia se abster em uma votação sobre Gaza, mas não foi o caso.

    “O Hamas é responsável por começar e prolongar essa guerra. Israel já aceitou os termos de um acordo que encerraria o conflito, mas o Hamas continua a rejeitá-los”, disse a diplomata americana Morgan Ortagus antes do voto. O grupo terrorista acusa Israel de fazer novas demandas e de abandonar as negociações ao tentar assassinar a liderança da facção com o ataque em Doha.

    “Essa guerra poderia terminar hoje se o Hamas libertasse os reféns e se rendesse”, concluiu Ortagus.

    Nesta quinta, as Forças Armadas de Israel disseram que 450 mil palestinos deixaram a Cidade de Gaza, o equivalente a quase metade dos cerca de 1 milhão de pessoas que viviam no maior centro urbano do território antes do início do conflito.

    A população está sendo forçada a fugir para o sul do território devido ao início da invasão terrestre sobre a cidade, até então alvo de bombardeios e de operações de demolição em áreas ao seu redor. Segundo anúncio do general israelense Effie Defrin, mais de “1.200 alvos terroristas” foram atingidos desde o início da ofensiva nesta semana.

    Em resposta, o grupo terrorista Hamas declarou que os reféns israelenses ainda sob seu poder não serão devolvidos. “O início da operação criminosa e sua expansão significam que vocês não vão capturar um único refém, vivo ou morto”, diz comunicado da facção.

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