Autor: REDAÇÃO

  • Israel inicia ofensiva terrestre para ocupar Cidade de Gaza

    Israel inicia ofensiva terrestre para ocupar Cidade de Gaza

    A ofensiva de Israel na capital já deslocou centenas de milhares de palestinos que se abrigam ali desde o começo da guerra, há quase dois anos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Exército de Israel iniciou uma ofensiva terrestre nesta segunda-feira (15) para ocupar a Cidade de Gaza. As forças israelenses já vinham expandindo seus ataques aéreos contra capital e maior cidade da Faixa de Gaza nas últimas semanas. O que foi iniciado nesta segunda, no entanto, é a tomada por meio de tropas terrestres, que até então não haviam atuado desta maneira na região.

    “Gaza está queimando”, publicou o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, no X. “As IDF [Forças de Defesa de Israel] atacam com punho de ferro a infraestrutura terrorista e os soldados das IDF estão lutando bravamente para criar as condições para a libertação dos reféns e a derrota do Hamas.”

    Segundo autoridades de saúde do território, pelo menos 70 pessoas foram mortas nesta terça, a maioria delas na Cidade de Gaza, tanto em decorrência dos incessantes ataques aéreos quanto dos veículos militares que, agora, avançam por terra.

    A ofensiva de Israel na capital já deslocou centenas de milhares de palestinos que se abrigam ali desde o começo da guerra, há quase dois anos. Antes do conflito, cerca de 1 milhão de pessoas, quase metade da população de Gaza, vivia na cidade.

    O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lamentou a evolução da ofensiva “moral, política e legalmente intolerável”. Segundo ele, Israel parece estar decidido a “ir até o fim” com sua campanha e “não está aberto” a conversas sérias sobre a paz.

    O alto comissário de direitos humanos da organização também reagiu à ofensiva afirmando que as evidências de crimes de guerra e crimes contra a humanidade praticados por Israel estão aumentando.

    “Só consigo pensar no que isso significa para mulheres, crianças desnutridas e pessoas com deficiência, se forem novamente atacadas dessa maneira. E tenho que dizer que a única resposta a isso é: parem com a carnificina”, disse Volker Türk a jornalistas em Genebra.

    A pressão que o funcionário recebe para usar o termo genocídio ao se referir às ações de Israel devem aumentar após uma Comissão de Inquérito das Nações Unidas concluir, também nesta terça, que Israel cometeu este crime específico em Gaza.

    O gabinete de segurança de Israel, presidido pelo primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, aprovou no mês passado um plano para expandir a campanha militar e controlar a Cidade de Gaza. O premiê afirma que a capital é um reduto do Hamas e que conquistá-la é necessário para derrotar o grupo terrorista.

    Ainda nesta segunda, Netanyahu havia afirmado que não descarta a possibilidade de realizar novos ataques contra líderes do Hamas “onde quer que estejam”. O premiê falou a jornalistas ao lado do secretário de Estado americano, Marco Rubio, em Jerusalém. Este, por sua vez, voltou a afirmar que o Hamas “precisa deixar de existir como um elemento armado capaz de ameaçar a paz e a segurança”.

    Na semana passada, Tel Aviv lançou uma ofensiva inédita contra líderes do grupo terrorista no Qatar, mas não matou membros do alto escalão do Hamas. Após o ataque, o governo Trump se limitou a dizer que não havia sido informado sobre a ação com antecedência e fez demonstrações de apoio a Doha, importante aliado americano no Oriente Médio e onde fica a maior base aérea dos EUA na região.

    Nesta terça, uma porta-voz do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância e Adolescência), Tess Ingram, criticou o deslocamento de crianças do local, já que acampamentos mais ao sul do território estão inseguros, superlotados e mal equipados para recebê-las.

    “É desumano esperar que quase meio milhão de crianças, maltratadas e traumatizadas por mais de 700 dias de conflito implacável, fujam de um inferno para acabar em outro”, afirmou a funcionária por videoconferência do campo de tendas de Mawasi, em Gaza. “As pessoas realmente não têm uma boa opção -ficar em perigo ou fugir para um lugar que também sabem ser perigoso.”

    Na última semana, Israel emitiu alertas de retirada de civis para Khan Yunis, no sul de Gaza, afirmando que os moradores receberiam comida, cuidados médicos e abrigo. A área designada seria uma “zona humanitária”, segundo o porta-voz militar israelense Avichay Adraee.

    O Exército realiza intensos bombardeios contra a cidade há semanas, avançando pelos subúrbios e, no início deste mês, a ofensiva estava a poucos quilômetros do centro. Alguns moradores afirmaram que se recusam a ser deslocados novamente, também pela incerteza sobre segurança em outros locais do território palestino.

    Israel inicia ofensiva terrestre para ocupar Cidade de Gaza

  • Câmara quer retomar voto secreto, que já serviu para salvar deputado condenado e preso

    Câmara quer retomar voto secreto, que já serviu para salvar deputado condenado e preso

    Os deputados querem agora ressuscitar a previsão de sigilo, mas para impedir que congressistas respondam a processos criminais

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O voto secreto que a Câmara dos Deputados pretende instituir para autorizar processos criminais contra congressistas tem um histórico de proteção aos políticos e já serviu até para salvar o mandato de um deputado que estava preso e condenado.

    Nathan Donadon (sem partido-RO) cumpria pena no presídio da Papuda havia dois meses, condenado a 13 anos, quatro meses e dez dias de prisão por desviar R$ 8,4 milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia quando era diretor financeiro da instituição.

    Ao se defender na tribuna, Donadon apelou aos colegas dizendo que estava “sendo tratado como um preso qualquer, um preso comum”. Em votação secreta, apenas 233 deputados apoiaram a perda do mandato, menos do que os 257 necessários para a cassá-lo. Outros 131 votaram contra e o restante se absteve ou não apareceu para votar.

    Era a primeira vez que a Câmara decidia sobre o mandato de um parlamentar já preso, e a manutenção dele no cargo teve tamanha repercussão negativa que o Congresso aprovou uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para acabar com o voto secreto nas votações envolvendo questões criminais.

    A Câmara refez a votação num novo processo, com o argumento de que Donadon quebrava o decoro por estar preso, e com o voto aberto houve quase unanimidade para que o colega perdesse o mandato: foram 467 votos favoráveis e 1 abstenção.

    Os deputados querem agora ressuscitar essa previsão de sigilo, mas para impedir que congressistas respondam a processos criminais.

    A minuta da PEC da Blindagem ou das Prerrogativas, sob relatoria do deputado Cláudio Cajado (PP-BA), prevê que deputados e senadores só poderão ser processados criminalmente se houver autorização da própria Casa Legislativa a que ele pertence. Sem isso, o processo fica parado.

    Esse privilégio existiu da época do Império até 2001, quando o Congresso revogou a necessidade de autorização e a substituiu pela possibilidade de que o Legislativo suspendesse o andamento do processo criminal se entendesse que havia motivação política.

    Desde a redemocratização até a revogação da norma, mais de 200 inquéritos ficaram parados, sem que o Congresso votasse a autorização. Para rebater o argumento de que os processos voltarão a ficar engavetados, a PEC diz que o Legislativo decidirá em até 90 dias -mas não prevê nenhuma punição ou trancamento de pauta caso o prazo não seja respeitado.

    Nos casos em que houver votação, no entanto, a PEC estabelece que essa será secreta, o que facilita a camaradagem e blindagem aos colegas.

    Mesmo em votações abertas, a posição pelo afastamento de congressistas ou prisão de congressistas não é aprovada facilmente. O ex-deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), acusado de ser o mandante do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, teve a prisão autorizada por 277 votos, só 20 a mais do que o mínimo necessário. Para cassação e perda de mandato, o voto continuará aberto.

    A votação secreta para autorizar a prisão de congressistas também será retomada com a PEC. O caso mais recente foi do então deputado Daniel Silveira (RJ), que foi encarcerado após fazer live com ameaças a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Foram 364 votos a favor e 130 votos contra para mantê-lo preso, em votação aberta.

    Deputados e senadores só podem ser presos em flagrante nos casos de inafiançáveis -como, por exemplo, racismo, terrorismo, estupro, tráfico de drogas, ação de grupos armados contra o Estado Democrático e homicídio qualificado (que tornam a ação mais grave, como por motivo fútil). Nesses casos, se a PEC for aprovada, a votação será secreta.

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu que a PEC será votada nesta terça-feira (16) à tarde, após se reunir com os líderes dos maiores partidos. Quase todas as legendas se posicionaram a favor da proposta nessa reunião, com exceção de PSOL, PT e PCdoB.

    Câmara quer retomar voto secreto, que já serviu para salvar deputado condenado e preso

  • Hacker é preso por vazar dados do youtuber Felca e acessar sistemas público

    Hacker é preso por vazar dados do youtuber Felca e acessar sistemas público

    Homem, identificado apenas como Jota, é suspeito de invadir sistemas governamentais e vender dados para criminosos em todo o Brasil

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um hacker de 26 anos, suspeito de vazar dados pessoais do youtuber Felipe Bressanin, conhecido como Felca, e de invadir sistemas públicos, foi preso na manhã desta terça-feira (16) em Porto de Galinhas, no litoral sul de Pernambuco.

    O QUE ACONTECEU

    Hacker identificado apenas como Jota vendia informações sigilosas para criminosos. Ele é apontado como o responsável por fornecer os dados pessoais de Felca, que foram usados pelos criminosos que ameaçaram o youtuber no mês passado após vídeo em que ele denunciou a “adultização” de crianças e adolescentes nas redes sociais.

    Além de Jota, outros dois suspeitos foram presos nesta terça-feira (16). Um homem de 26 anos foi detido no Rio Grande do Norte por criar uma plataforma que “puxava” de forma ilegal dados pessoais em grupos de WhatsApp; o outro, também de 26 anos, foi preso em São Paulo por integrar uma quadrilha de fraudes contra médicos do Rio Grande do Sul.

    Operação desta terça-feira foi liderada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, com o apoio das polícias dos outros estados. Como os presos não tiveram as identidades divulgadas, não foi possível localizar suas defesas.

    ENTENDA COMO FUNCIONA O ESQUEMA

    Jota atuava como uma “fonte” de dados “extremamente sensíveis” de pessoas e órgãos públicos que eram vendidos para criminosos. Ele também é apontado como o “pilar técnico” de uma quadrilha com atuação em todo o país para invadir sistemas de informática, estelionato eletrônico e falsificação de documentos, de acordo com a investigação.

    Suspeito tinha acesso a bases sigilosas de diversos órgãos governamentais, inclusive da Polícia Federal. Jota detinha acesso ao controle de voos domésticos e internacionais da PF, além de afirmar em grupos virtuais possuir 239 milhões de chaves Pix que ele teria extraído de um arquivo no sistema do Poder Judiciário, além de invadir sistemas de outros órgãos de segurança pública.

    Quadrilha era organizada e cada parte exercia uma função. Veja como funcionava a organização criminosa, segundo o delegado Elbert Moreira.

    Hacker: Jota tinha a função de invadir sistemas governamentais, roubar dados sigilosos e vender na internet. O suspeito cobrava até R$ 1.000 por “cliente” que comprava os dados roubados, de acordo com a polícia. Não foi informado quantos “clientes” ele tinha.

    Painelistas: São os “clientes” do hacker, que comprovam de Jota as informações sigilosas para revender em grupos de Telegram.

    Golpistas: Esses são apontados como os compradores dos dados revendidos pelo painelistas. De posse dos dados pessoais de terceiros, os golpistas aplicavam golpes em civis.

    Prisões efetuadas nesta terça-feira (16) ocorreram na terceira fase da Operação Medici Umbra. As investigações tiveram início a partir de ataques e fraudes contra médicos gaúchos. Após as detenções dos executores, descobriu-se o organograma dos criminosos, com a invasão de sistemas de governo para usurpar dados pessoais de civis e autoridades.

    AMEAÇAS A FELCA

    Felca se tornou alvo de ameaças de morte após vídeo sobre “adultização”. No mês passado, o youtuber publicou vídeo-denúncia sobre a exploração de crianças e adolescentes na internet. A postagem dele resultou nas prisões dos influenciadores Hytalo Santos e Israel Vicente.

    Homem foi preso por ameaçar Felca. Em agosto, um suspeito identificado como Cayo Lucas, de 22 anos, foi detido em Olinda (PE), apontado como autor de várias ameaças contra o youtuber.

    Polícia descobriu que o suspeito também tinha acesso a sistemas da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco. O preso também é suspeito de abusos virtuais contra menores de idade, entre outros crimes.

    Hacker é preso por vazar dados do youtuber Felca e acessar sistemas público

  • Mbappé brilha, e Real vence Olympique de Marselha na estreia da Champions

    Mbappé brilha, e Real vence Olympique de Marselha na estreia da Champions

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Real Madrid venceu o Olympique de Marselha nesta terça-feira (16) por 2 a 1, em confronto pela primeira rodada da Champions League. O confronto aconteceu no Santiago Bernabéu, na Espanha.

    Os gols do jogo foram marcados por Mbappé (duas vezes), pelo Real, e Weah, pelo Olympique. Com o resultado, a equipe espanhola conquistou seus primeiros três pontos na competição, enquanto os franceses se mantiveram sem pontuar.

    Rodrygo e Vinicius Júnior não marcaram gols, mas “deram” os pênaltis para Mbappé. No primeiro, o camisa 11 foi derrubado por marcador, enquanto no segundo, na tentativa de drible do camisa 7, a bola bateu na mão do zagueiro Medina.

    As equipes voltam a campo nesta semana: o Real Madrid recebe o Espanyol pelo Campeonato Espanhol no sábado, às 11h15 (de Brasília), enquanto o Olympique de Marselha enfrenta o PSG no domingo, às 15h45.

    Rulli brilhou durante o confronto, mas foi furado nas penalidades de Mbappé. O goleiro agarrou 13 finalizações do Real Madrid.

    Além da bela atuação, o argentino causou a expulsão de Carvajal. Os dois discutiram antes de escanteio para a equipe espanhola, e o lateral acertou uma cabeçada no rival.

    REAL MADRID
    Courtois; Alexander-Arnold (Carvajal), Éder Militão, Huijsen e Carreras; Valverde, Tchouaméni e Arda Guler (Raúl Acensio)); Mastantuono (Brahim Díaz), Rodrygo (Vinicius Júnior) e Mbappé. T.: Xabi Alonso

    OLYMPIQUE DE MARSELHA
    Olympique de Marselha: Rulli; Pavard, Balerdi, Medina e Emerson Palmieri (Murillo); Kondogbia (Vermeeren), Hojbjerg e O’Riley (Igor Paixão); Greenwood, Timothy Weah (Gouiri) e Aubameyang. T.: Roberto De Zerbi

    Local: Santiago Bernabéu – Madri, Espanha
    Data e hora: 16 de setembro de 2025, às 16h (de Brasília)
    Árbitro: Irfan Peljto
    Assistentes: Senad Ibrisimbegovic e Davor Beljo
    VAR: Dennis Higler
    Gols: Timothy Weah, aos 22’/1ºT, Mbappé, aos 28’/1ºT, Mbappé, aos 36’/2ºT
    Amarelos: Tchouaméni, Éder Militão (Real Madrid); Pavard, Medina (Olympique de Marselha)
    Vermelho: Carvajal (Real Madrid)

    Mbappé brilha, e Real vence Olympique de Marselha na estreia da Champions

  • Noboa decreta estado de exceção para barrar protestos contra aumento do diesel no Equador

    Noboa decreta estado de exceção para barrar protestos contra aumento do diesel no Equador

    Daniel Noboa aposta na militarização desde a campanha à Presidência, muito guiada pela grave crise de segurança pública que acomete o Equador nos últimos anos

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente do Equador, Daniel Noboa, decretou nesta terça-feira (16) estado de exceção em 7 das 24 províncias do país onde há focos de protestos contra a eliminação de um subsídio ao diesel.

    Com o fim do subsídio, o custo do galão de diesel passou de US$ 1,80 para US$ 2,80. Grupos de trabalhadores e estudantes protestam porque a medida afeta fortemente o custo de vida no país.
    A oposição, inclusive os grupos políticos próximos do ex-presidente Rafael Correa, denunciam a medida e afirmam que a bancada governista na Casa barrou as discussões sobre o fim dos subsídios.

    O congressista Ricardo Patiño, que já foi ministro de Correa, publicou mensagem no X em que fala que a Assembleia Nacional “já não legisla para os equatorianos, mas para Noboa”.

    “Hoje se negaram a debater o aumento dos combustíveis. Enquanto as pessoas não conseguem encher as panelas ou pagar as passagens, eles aplaudem o governo. Uma Assembleia de costas ao país”, afirmou o congressista, em mensagem compartilhada por Correa.

    Noboa aposta na militarização desde a campanha à Presidência, muito guiada pela grave crise de segurança pública que acomete o Equador nos últimos anos, em particular com o crescimento do narcotráfico.

    Ele, no entanto, tem usado o estado de exceção como ferramenta de governo em outras ocasiões. Em abril, por exemplo, às vésperas da eleição que o reconduziu ao cargo, ele também decretou a medida.

    Motoristas de caminhões fecharam na segunda-feira (15) algumas vias, que foram liberadas horas depois após a intervenção da polícia, sem que tenham sido reportados feridos ou mortos.

    Nesta terça-feira, a rodovia Panamericana Norte, na entrada de Quito, amanheceu bloqueada com pedras e montes de terra.

    Diante dos protestos, Noboa resolveu declarar o estado de exceção nas províncias de Carchi, Imbabura, Pichincha, Azuay, Bolívar, Cotopaxi e Santo Domingo “por causa de grave comoção interna”, segundo o decreto assinado nesta terça-feira.

    A medida se estenderá por 60 dias. O governo argumenta que os bloqueios “provocaram complicações na cadeia de abastecimento de alimentos” e afetam o “livre trânsito das pessoas, ocasionando a paralisação de vários setores que afetam a economia”.

    Noboa também resolveu suspender a liberdade de reunião nas sete províncias e autorizou as forças policiais e militares a “impedir e desarticular reuniões em espaços públicos onde se identifiquem ameaças à segurança cidadã”.

    Os ex-presidentes Lenín Moreno (2017-2021) e Guillermo Lasso (2021-2023) enfrentaram violentos protestos liderados pela maior organização indígena do país (Conaie), após tentativas de elevar o preço dos combustíveis.

    Nesta terça-feira na cidade de Cuenca, capital de Azuay, está prevista também uma marcha contra um projeto de mineração a cargo de uma empresa canadense.

    Marlon Vargas, presidente da Conaie, exigiu de Cuenca a revogação do decreto que elimina o subsídio ao diesel porque, segundo ele, a medida “prejudica o setor empobrecido, o povo equatoriano”.

    A Frente Unitária de Trabalhadores (FUT) tem previsto marchar em 23 de setembro contra a eliminação do subsídio, enquanto estudantes universitários convocaram para esta terça-feira à tarde um protesto em Quito.

    Noboa decreta estado de exceção para barrar protestos contra aumento do diesel no Equador

  • Moraes nega devolução de bens e retirada de tornozeleira de Cid antes de fim de processo

    Moraes nega devolução de bens e retirada de tornozeleira de Cid antes de fim de processo

    Moraes afirmou que o momento processual adequado para avaliar os pedidos será com o início da execução da pena e após o transito em julgado da ação em que o militar foi condenado

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou o pedido apresentado pela defesa do tenente-coronel Mauro Cid para a retirada da tornozeleira eletrônica e restituição de bens do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Na decisão, Moraes afirmou que o momento processual adequado para avaliar os pedidos será com o início da execução da pena e após o transito em julgado da ação em que o militar foi condenado.

    Os advogados de Cid também pediram a extinção da pena de dois anos de reclusão, sob o argumento de que Cid cumpriu o mesmo tempo com restrições impostas pela Justiça.

    A solicitação a Moraes foi formalizada em 12 de setembro, um dia após o Supremo confirmar a validade do acordo de colaboração premiada de Mauro Cid, concedendo o benefício de redução de pena para dois anos de reclusão, em regime aberto.

    Na mesma ação, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão sob acusação de liderar uma trama para permanecer no poder.

    “Considerando a pena imposta foi de dois anos, e que, Mauro Cid está com restrição de liberdade havidos mais de dois anos e quatro meses, entre prisão preventiva e as cautelares diversas da prisão -desde maio de 2023, extinto está, fora de toda dúvida, o cumprimento da pena fruto da condenação que lhe foi imposta por essa Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal nos autos da Ação Penal 2668/DF”, afirma o pedido de Cid, rejeitado por Moraes.

    Na lista de pedidos apresentada a Moraes, a defesa do militar incluiu a restituição de todos os bens e valores apreendidos pela Polícia Federal e a devolução do passaporte de Cid.

    Mauro Cid assinou o acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal em 28 de agosto de 2023. O militar cumpre medidas cautelares desde 9 de setembro de 2023, quando Moraes homologou o acordo e determinou o fim de sua prisão preventiva.

    Moraes nega devolução de bens e retirada de tornozeleira de Cid antes de fim de processo

  • Meghan Markle comemora aniversário do príncipe Harry

    Meghan Markle comemora aniversário do príncipe Harry

    O filho mais novo do rei Charles III e da falecida princesa Diana, o príncipe Harry, comemorou 41 anos esta segunda-feira (15); a mulher, Meghan Markle, comemorou a data com uma publicação no Instagram

    Nesta segunda-feira (15): Meghan Markle surpreendeu os seguidores no Instagram com uma publicação única onde comemora o aniversário do príncipe Harry. 

    O filho mais novo do rei Carlos III e da falecida princesa Diana celebrou o seu 41.º aniversário e data especial não foi esquecida.

    “Olá, aniversariante”, pode se ler na legenda de uma fotografia do príncipe Harry que a mulher, Meghan Markle, publicou na sua página de Instagram. 

     
     
     

     
     
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    A família que o príncipe Harry construiu ao lado de Meghan Markle e o afastamento da realeza

    Vivendo atualmente na Califórnia, EUA, o príncipe Harry e a mulher Meghan Markle são pais de duas crianças, Archie, de seis anos, e Lilibet, de dois. 

    Harry e Meghan casaram em 2018, no Reino Unido, onde viveram até ao início de 2000, quando  anunciaram oficialmente o afastamento da realeza, deixando de fazer parte do núcleo principal. Nessa época, o casal foi viver para o Canadá e, entretanto, mudou-se para os Estados Unidos.

    Em março de 2021, os duques de Sussex estiveram no centro das atenções após terem sido entrevistados por Oprah Winfrey. Uma conversa em que Meghan, entre outras revelações, contou que um outro membro da realeza chegou a questionar o quão escura seria a cor da pele do filho mais velho, Archie.

    Harry lançou depois uma biografia com detalhes dos ‘bastidores’ da família real britânica, o que não foi igualmente bem recebido pela realeza. E o afastamento de Harry da restante família foi notório. 

    Entretanto, Harry parece estar focado em voltar a unir laços com a família aos poucos. Na semana passada, o duque de Sussex encontrou-se pessoalmente com o pai, o rei Charles III, depois de já não o ver há mais de um ano. 

    De acordo com a imprensa internacional, Harry viajou sozinho para a sua terra natal, o Reino Unido, na semana passada para apoiar instituições de caridade, e para visitar o pai. Meghan Markle e os filhos ficaram em casa, na Califórnia. 

    Depois de se ter encontrado com o pai, Harry foi questionado sobre como estava o rei Charles III. “Sim, ele está ótimo, obrigado”, disse o duque se Sussex. 

    Meghan Markle comemora aniversário do príncipe Harry

  • Eagle contraria Textor e quer acordo que reduz autonomia dele no Botafogo

    Eagle contraria Textor e quer acordo que reduz autonomia dele no Botafogo

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – Mais um capítulo da disputa entre Textor e os acionistas da Eagle Football se desenrolou nesta segunda-feira (15) na Justiça do Rio. O grupo tenta reduzir a autonomia do norte-americano na gestão da SAF Botafogo, incluindo o diretor independente, Christopher Mallon, nas discussões.

    O QUE ACONTECEU

    A Eagle rejeitou uma iniciativa de Textor (SAF Botafogo) de dizer na semana passada que o processo deveria ser encerrado, porque as partes estavam combinando um acordo.

    O grupo de investidores, por outro lado, sugeriu um outro acordo, com bases que, na prática, reconheçam que Textor não é mais quem manda e desmanda no futebol – invalidando também qualquer movimento para levar ações da SAF para as Ilhas Cayman.

    Nos autos do processo, a Eagle diz que está disposta a ouvir uma resposta sobre os termos até o fim da próxima quarta-feira (dia 17).

    O QUE A EAGLE PROPÔS

    A Eagle quer que a assembleia geral feita por Textor na SAF em julho seja desfeita. A proposta é reduzir os poderes do empresário, incluindo o diretor Christopher Mallon nas decisões do Botafogo. Mallon foi nomeado após Textor perder o controle das ações, no primeiro semestre.

    Textor afirmou anteriormente no processo, por meio de uma carta, que não mandará mais ações para as Ilhas Cayman, por exemplo. Em petição na semana passada, os advogados da SAF (de Textor, na prática) dizem que por conta disso houve “esvaziamento” da demanda inicial da Eagle.

    Mas na visão do grupo de acionistas que nesta segunda-feira (15) batalham contra Textor, a medida proposta pelo empresário resolve apenas parte dos atos considerados não autorizados pela Eagle.

    AS CLÁUSULAS SUGERIDAS PELA EAGLE

    A SAF Botafogo e Clube Associativo declaram que não celebraram ou realizaram – e nem celebrarão ou realizarão até a reanálise da questão pelo Tribunal Arbitral -, em conjunto ou individualmente, tampouco possuem ciência de qualquer outro contrato ou ato societário sem a participação do Diretor Independente da Eagle Bidco;

    a. Caso algum ato ou contrato – em particular, um aditamento ao acordo de acionistas da SAF – tenha sido celebrado sem a participação do Diretor Independente da Eagle Bidco, SAF Botafogo e Clube Associativo comprometem-se a apresentá-lo aos autos e a encaminhá-lo prontamente aos patronos constituídos da Eagle Bidco, e as Partes concordam em suspender de imediato sua eficácia até reanálise da questão pelo Tribunal Arbitral.

    ii) SAF Botafogo e Clube Associativo reconhecem que há controvérsia existente quanto aos poderes de representação de John Charles Textor e, portanto, para evitar nulidades e agravamento da disputa, as Partes concordam que todos os atos societários da SAF Botafogo que precisem da participação da Eagle Bidco, ou da aprovação pela maioria do Conselho de Administração da SAF Botafogo, deverão ser realizados com a participação do Diretor Independente da Eagle Bidco;

    iii) SAF Botafogo e Clube Associativo se comprometem a realizar, em conjunto com a Eagle Bidco representada por seu Diretor Independente, em até 30 dias, todos os atos societários necessários para desfazer integralmente todas as deliberações tomadas na AGE de 17.7.2025 e na RCA de 17.7.2025; e

    iv) O negócio jurídico será homologado judicialmente e arquivado na JUCERJA, para assegurar sua publicidade e produção de efeitos perante terceiros.”

    Se o prazo de aceite (quarta-feira) passar, a Eagle diz que a proposta não terá mais validade.

    Eagle contraria Textor e quer acordo que reduz autonomia dele no Botafogo

  • PL vai indicar Eduardo Bolsonaro como líder da minoria para tentar salvar mandato do deputado

    PL vai indicar Eduardo Bolsonaro como líder da minoria para tentar salvar mandato do deputado

    Segundo parlamentares do partido, líderes não têm obrigação de comparecer a sessões da Câmara; cargo era ocupado por Caroline de Toni (PL-SC), que se tornou vice-líder e representará liderança presencialmente

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O PL vai indicar, nesta terça-feira (16), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como líder da minoria na Câmara para livrar o parlamentar de um processo de cassação do mandato.

    De acordo com parlamentares do partido, como líder, Eduardo não teria obrigação de comparecer à Câmara para as sessões. O anúncio da indicação está previsto para acontecer às 15h na Câmara dos Deputados. Sua nomeação formal depende do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

    O filho de Jair Bolsonaro mora desde março nos Estados Unidos, onde articula com integrantes do governo Donald Trump a aplicação de pressões sobre o Brasil em resposta ao julgamento do ex-presidente.

    A atual líder da minoria é a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC), que cederá a vaga para Eduardo Bolsonaro. A liderança da oposição continua a cargo de Luciano Zucco (PL-RS).

    Deputados do PL dizem que a ação é um acordo com Motta, a quem cabe a nomeação de um novo líder após a indicação do maior partido oposicionista -no caso, o PL. Aliados de Motta, porém, não confirmam o acordo até o momento.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, Eduardo não perderia o mandato em 2025 por excesso de faltas, mesmo que deixasse de comparecer sem justificativa a todas as sessões até o fim do ano. A punição só seria possível a partir de março de 2026, quando a Câmara contabiliza as faltas do ano anterior.

    Eduardo tirou licença de 120 dias do mandato e viajou para os EUA, de onde articula punições a autoridades brasileiras com o objetivo de tentar livrar de punição o pai, Jair Bolsonaro, réu no STF acusado de integrar o núcleo central de uma trama golpista.

    No final de agosto, Eduardo enviou ao presidente da Câmara um ofício em que pede para exercer seu mandato à distância. Segundo o deputado, sua permanência no exterior é forçada e se deve a perseguições políticas.

    “Vivemos, infelizmente, sob um regime de exceção, em que deputados federais exercem seus mandatos sob o terror e a chantagem instaurados por um ministro do Supremo Tribunal Federal que age fora dos limites constitucionais e já é alvo de repúdio internacional”, afirma no documento, em referência ao ministro Alexandre de Moraes.

    No último dia 8, Motta afirmou que descartava uma autorização para que Eduardo exercesse o mandato do exterior.

    PL vai indicar Eduardo Bolsonaro como líder da minoria para tentar salvar mandato do deputado

  • Suspeito de assassinar Charlie Kirk é indiciado por homicídio nos EUA

    Suspeito de assassinar Charlie Kirk é indiciado por homicídio nos EUA

    O promotor Jeff Gray disse que pedirá a morte de Tyler Robinson, destacando que Charlie Kirk foi morto em razão de sua expressão política

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Tyler Robinson, principal suspeito de assassinar Charlie Kirk, foi indiciado nesta terça-feira (16) por homicídio com agravante pela justiça dos Estados Unidos. Se for condenado, Robinson pode enfrentar a pena de morte.

    Homicídio com agravante é passível de pena de morte. Jeff Gray, promotor do condado de Utah, disse em entrevista que pedirá a morte de Robinson, destacando que Kirk foi morto em razão de sua expressão política.

    O suspeito também será indiciado por outros crimes. Entre eles, disparo de arma de fogo e obstrução de justiça por ter, segundo a promotoria, orientado seu colega de quarto a excluir “mensagens de texto incriminatórias” e ficar em silêncio caso fosse interrogado pela polícia.

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