Autor: REDAÇÃO

  • Defesa de Heleno diz que distanciamento de Bolsonaro tirou general de contexto de trama golpista

    Defesa de Heleno diz que distanciamento de Bolsonaro tirou general de contexto de trama golpista

    Augusto Heleno é acusado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de ter cometido cinco crimes: golpe de Estado, abolição do Estado democrático de Direito, associação criminosa, dano qualificado do patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A defesa do ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) Augusto Heleno afirmou que o ele esteve afastado de Jair Bolsonaro e de militares acusados de tramar um golpe de Estado durante o período final do governo, especialmente depois da filiação do ex-presidente ao PL.

    O advogado Matheus Milanez, que faz a sustentação oral no STF (Supremo Tribunal Federal) na retomada do julgamento nesta terça-feira (3), também criticou a postura do ministro Alexandre de Moraes e voltou a falar da dificuldade de análise do material de provas colhidas durante a investigação.
    De acordo com o advogado, o general tinha uma postura de defesa de aproximação do governo com figuras mais alinhadas politicamente.

    “Quando o presidente Bolsonaro se aproxima dos partidos do Centrão e tem sua filiação ao PL, inicia-se sim um afastamento da cúpula do poder. Claro que não existia um afastamento 100%. Mas houve essa diminuição. Ele assumiu publicamente reservas”, afirmou o advogado.

    No início da sustentação, Milanez fez as críticas mais diretas ao relator desde o início do julgamento. No primeiro dia de sessão, o tom dos advogados foi majoritariamente elogioso em relação ao relator.

    O advogado fez um levantamento de quantas perguntas o relator e o PGR fizeram, cada um, aos réus: foram 302 de Moraes e 59 de Gonet. Segundo Milanez, isso seria representativo da postura acusatória de Moraes.

    “O ministro também pode produzir provas. Mas temos um fato curioso. Uma das testemunhas avaladas, o senhor Evaldo de Oliveira Aires, foi indagado pelo ministro relator a respeito de uma publicação dele nas redes sociais que não consta dos autos. Ou seja, nós temos uma postura ativa do ministro relator de investigar testemunhas. Por que o Ministério Público que não fez isso? Qual é o papel do juiz julgador? Ou é o juiz inquisidor? O juiz não pode em hipótese alguma se tornar protagonista do processo”, disse.

    Na sequência, ele afirma também que, durante o interrogatório, o general fez uso do direito parcial ao silêncio, mas que o relator fez perguntas para ficarem registradas nos autos. Na interpretação dele, essa postura seria uma forma de coação.

    “Ao se colocar as perguntas, se o general não responde, não estaria coagido a responder de certa forma? Para esta defesa fica clara a nulidade pela violação do direito ao silêncio”, disse.

    Em outro momento, a defesa do ex-chefe do GSI mostrou, no telão, uma imagem de uma anotação do general dizendo que o ex-presidente precisava se vacinar. Seria, assim, uma das provas do afastamento de Bolsonaro naquele período.

    “Era um pensamento do próprio general, e aqui o Ministério Público tenta construir um discurso de que o general seria o grande aconselhador [de Bolsonaro]. Realmente, Heleno foi figura de destaque, figura política importante para a eleição e para o governo. Mas esse afastamento é comprovado”, disse o advogado.

    Heleno é acusado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de ter cometido cinco crimes: golpe de Estado, abolição do Estado democrático de Direito, associação criminosa, dano qualificado do patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.

    Ele decidiu acompanhar o julgamento de sua casa, em Brasília (DF), para evitar a tensão do plenário da Primeira Turma do Supremo.

    O militar foi denunciado como um dos responsáveis por construir a narrativa do ex-presidente contra as urnas eletrônicas -o primeiro passo da trama golpista. Segundo a PGR, o ex-ministro atuou em conjunto com o ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem na empreitada.

    “As anotações e falas públicas de Augusto Heleno, ao longo do governo Bolsonaro, não deixam dúvidas de sua inclinação a ideias que desafiam a harmonia institucional e promovem o acirramento entre os Poderes”, diz o procurador-geral, Paulo Gonet.

    “Mais do que simples abstrações, comprovou-se que Augusto Heleno efetivamente direcionou o aparato estatal em torno de suas concepções antidemocráticas”, completa Gonet.

    A parte dedicada ao general da reserva é a menor entre os oito réus do núcleo central da trama golpista citados nas alegações finais da Procuradoria. As páginas que narram as provas contra o militar se concentram em discursos do general e anotações esparsas em um caderno apreendido durante a investigação.

    Ministros do Supremo ouvidos pela reportagem afirmaram, sob reserva, que a acusação contra Heleno é a que possui menos provas incriminadoras. É possível que o ex-ministro consiga se livrar ao menos de parte dos crimes, de acordo com a avaliação de dois integrantes do tribunal.

    Os principais elementos encontrados contra Heleno são um caderno com manuscritos sobre o governo Bolsonaro e um discurso durante reunião ministerial em julho de 2022.

    No caderno há uma anotação com o título “REU DIRETRIZES ESTRATÉGIAS”. A data é desconhecida. Heleno escreveu sobre “estabelecer um discurso sobre urnas eletrônicas e votações” e dizia que “é válido continuar a criticar a urna eletrônica”.

    Já na reunião ministerial, o general sugeriu “montar um esquema para acompanhar o que os dois lados estão fazendo”, indicando a possível infiltração de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) na campanha de Lula.

    “O problema todo disso é se vazar qualquer coisa em relação a isso porque muita gente se conhece nesse meio. Se houver qualquer acusação de infiltração desse elemento da Abin em qualquer lugar”.

    A defesa do general diz que o objetivo do acompanhamento era monitorar as campanhas para garantir a segurança dos candidatos à Presidência, sem infiltração de agentes. O plano, porém, não foi à frente.

    Defesa de Heleno diz que distanciamento de Bolsonaro tirou general de contexto de trama golpista

  • Ator de Transformers ergue 'cabana do juizo final' para encarar apocalipse

    Ator de Transformers ergue 'cabana do juizo final' para encarar apocalipse

    Josh Duhamel revelou que batizou o espaço de “cabana do juízo final”, onde se prepara para eventuais catástrofes globais e estima estar “cerca de 70% pronto” para enfrentar um cenário de desastre

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O ator Josh Duhamel, 52, trocou o ritmo acelerado de Los Angeles para investir em uma vida mais isolada. Há 15 anos, o astro de “Transformers”, “Las Vegas” e “Ransom Canyon” começou a erguer uma cabana no interior de Minnesota (EUA).

    Hoje, o refúgio é compartilhado com a esposa, Audra Mari, 31, o filho caçula, Shepherd, de 1 ano, e também com Axl, de 11 anos, fruto de seu relacionamento anterior com a cantora Fergie, 50.

    Em entrevista à revista People, o ator revelou que batizou o espaço de “cabana do juízo final”. Duhamel vem se preparando para eventuais catástrofes globais e estima estar “cerca de 70% pronto” para enfrentar um cenário de apocalipse. Ainda assim, admite que precisa melhorar algumas habilidades básicas.

    Eu poderia ser um caçador melhor, um pescador melhor. Poderia estocar um pouco mais de comida”, disse Josh Duhamel.

    A propriedade começou pequena, mas ao longo dos anos o ator adquiriu mais terras e transformou o local em uma base que afirma ser autossuficiente. Durante muito tempo, sua família viveu sem água encanada, luz elétrica ou facilidades modernas.

    “A loja mais próxima fica a 64 quilômetros. Quando estamos lá, tudo gira em torno de cuidar uns dos outros, criar memórias e passar tempo de qualidade em família”, disse Josh Duhamel.

    Para Duhamel, o valor do retiro vai além da preparação para crises globais. Ele o enxerga como uma forma de “voltar ao básico”, deixando para trás o excesso de tecnologia e distrações da vida urbana. O ator diz que sente uma vocação em paralelo à de ator, a de construir, consertar e reconectar-se à simplicidade.
    “Eu amo atuar, mas sentia que precisava resgatar esse outro lado. As coisas básicas que muitas vezes esquecemos de valorizar”, disse Josh Duhamel.

    Ator de Transformers ergue 'cabana do juizo final' para encarar apocalipse

  • DJ de jogo da NFL se inspira em Evidências e quer surpreender até Taylor

    DJ de jogo da NFL se inspira em Evidências e quer surpreender até Taylor

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Escolhido pela NFL como DJ do pré-jogo do São Paulo Game desta sexta-feira (5), o brasileiro KVSH tem longa história com a música eletrônica no país e já tem planos para sua apresentação: inspiração em Evidências, que virou hit na partida do ano passado, e playlist para surpreender até Taylor Swift, que pode aparecer no estádio.

    “Foi incrível ver Evidências tomar conta do estádio no ano passado. Isso já serve de inspiração para a gente pensar em como trazer momentos parecidos em 2025. Estamos preparando surpresas com músicas que o público brasileiro adora e que certamente vão fazer o estádio cantar junto e entrar no clima de festa”, afirma KVSH, em entrevista à reportagem.

    KVSH costuma acompanhar o futebol americano com os amigos e gosta da dinâmica do jogo. Para ele, a NFL se tornou uma oportunidade para confraternizar. Agora, ele terá a mesma chance, mas em um estádio lotado e possivelmente com a presença da cantora Taylor Swift. Se as músicas da noiva do jogador Travis Kelce estarão no repertório? Ele faz mistério, mas promete animar o público.

    A energia do estádio já vai estar incrível, e se a Taylor aparecer mesmo, com certeza isso só vai deixar tudo ainda mais especial. Quanto ao repertório, a ideia é sempre sentir o momento e animar a galera? Então, pode ser que role uma surpresa.

    O DJ tem mais de 11 anos de carreira, tocando nos maiores festivais do Brasil, mas confessa: vai ser a primeira vez em um evento esportivo da magnitude da NFL.

    Minha expectativa é altíssima. É um evento americano de proporções gigantescas desembarcando no Brasil, e isso mostra a força da NFL e o quanto os brasileiros abraçam esse esporte. Já participei de vários festivais em estádios, mas vai nunca toquei em um evento esportivo assim – KVSH

    O brasileiro vai ter o desafio de unir a cultura nacional com a americana para levantar o estádio que estará lotado com ambos os públicos. Para isso, ele quer misturar hits de décadas passadas com a energia da música eletrônica.

    Podem esperar releituras de clássicos que marcaram gerações, tanto no Brasil quanto no mercado americano, especialmente hits das décadas de 80, 90 e 2000. A ideia é dar uma nova cara a essas músicas com a energia da música eletrônica e minha identidade como DJ. O objetivo é que o pré-jogo seja uma grande festa, com todo estádio cantando e vibrando junto – KVSH

    NFL NO BRASIL: LOS ANGELES CHARGERS X KANSAS CITY CHIEFS

    Quando: 5 de setembro, às 21h
    Local: Arena Corinthians, em São Paulo
    Onde assistir: sportv, ESPN, CazéTV, getv, Globoplay, Disney+ e NFL Game Pass

    DJ de jogo da NFL se inspira em Evidências e quer surpreender até Taylor

  • Lula minimiza desembarque do centrão, mas aliados reconhecem dificuldades no Congresso

    Lula minimiza desembarque do centrão, mas aliados reconhecem dificuldades no Congresso

    A cúpula da federação anunciou nesta terça (2) que políticos com mandato que ocupam cargos na Esplanada devem sair do governo até o dia 30 de setembro

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) minimizou a aliados o impacto do desembarque da federação União Brasil e Progressistas do governo federal e voltou a afirmar que vai ganhar as eleições presidenciais em 2026. Apesar disso, interlocutores do petista reconhecem que esse movimento poderá trazer dificuldades ao Planalto nas votações no Congresso.

    A cúpula da federação anunciou nesta terça (2) que políticos com mandato que ocupam cargos na Esplanada devem sair do governo até o dia 30 de setembro, sob pena de serem expulsos. Isso significa que deverão deixar os cargos os ministros André Fufuca (Esporte) e Celso Sabino (Turismo), deputados federais licenciados pelo PP e pelo União Brasil, respectivamente.

    O anúncio da federação, no entanto, abre brecha para a permanência no governo de pessoas indicadas por políticos desses partidos, já que fala em “detentores de mandatos”.

    O União Brasil tem apadrinhados em mais dois ministérios, indicados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O PP tem o comando da Caixa Econômica Federal, com Carlos Vieira, que foi alçado ao posto pelas mãos do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), e que não deixará o cargo.

    Lula teria subestimado os efeitos práticos da decisão da federação, afirmando que nada mudaria -até porque uma ala desses partidos já tem votado contra o governo.

    Essa avaliação é compartilhada por auxiliares do petista, que dizem que quem anuncia o desembarque do governo não tinha nem entrado, numa referência às divisões internas desses partidos, com grupos mais alinhados ao Planalto e outros da oposição.

    Lula também lembrou em conversas nesta terça, ter ganhado a eleição em 2002 com uma aliança estreita, composta por cinco partidos. Em 2022, sua coligação contava com nove partidos. Nenhum era do centrão.

    Desde a reunião ministerial da última semana, na qual cobrou que ministros do centrão defendessem o governo federal, Lula vem repetindo que esses partidos não integravam a aliança com a qual chegou ao Palácio do Planalto.

    Em conversas recentes, também recomendou a integrantes do PT que não ficassem afoitos para a consolidação de uma coligação ampla. A estratégia possível, segundo aliados, seria atrair dissidentes dentro desses partidos, com os quais firmar alianças regionais, em cada estado.

    Em uma das conversas, o presidente chegou a admitir que, na impossibilidade de contar com esses partidos em seu próprio palanque, o ideal seria evitar que apoiem formalmente a candidatura adversária, hoje considerada como mais provável a do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    Além disso, ainda de acordo aliados, Lula previa esse movimento dos partidos do centrão, uma vez que dirigentes dessas legendas já vinham ameaçando há semanas deixar o governo petista.

    Eles dizem, portanto, que o petista não foi pego de surpresa -diferentemente de quando houve decisão do Congresso em derrubar decreto presidencial que alterava o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sem comunicar a integrantes do governo federal.

    Há também ceticismo entre integrantes do governo e parlamentares governistas da extensão desse desembarque e se de fato ele irá se concretizar até o dia 30.

    Interlocutores do presidente reconhecem, no entanto, que isso pode ter impactos nas votações de interesse do governo no Congresso, num momento em que o Planalto aposta em propostas para reverter a queda de popularidade da gestão.

    Esse movimento tem potencial de ampliar a instabilidade do Executivo no Congresso, onde partidos de esquerda são minoria. Nesse cenário, o governo reduziria sua base oficial para 259 deputados, apenas dois a mais do que a metade.

    Há também um receio de que pautas como a anistia aos condenados aos ataques golpistas do 8 de janeiro possam contaminar a discussão de propostas prioritárias no plenário das duas Casas.

    A federação anunciou nesta terça o apoio à anistia de Jair Bolsonaro (PL), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), antes resistente à proposta, admitiu que está avaliando a questão e que os líderes ampliaram a cobrança para discutir o tema em plenário.

    Segundo um integrante do governo, nenhum movimento em reação ao desembarque será feito de cabeça quente. Ele afirma que é preciso analisar, com calma, quais serão as consequências na prática para, num segundo momento, avaliar qual medida pode ser tomada. Esse aliado não descarta, por exemplo, um pente-fino e revisão de indicações de políticos desses partidos para cargos da gestão federal nos estados.

    A ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), responsável pela articulação entre governo e Congresso, cobrou que todos que tiverem indicado aliados para cargos na gestão federal, independentemente de terem mandato ou não, devem ter compromisso com Lula e votar com o Planalto em projetos prioritários.

    “Quem permanecer deve ter compromisso com o presidente Lula e com as pautas principais que este governo defende (…) Precisam trabalhar conosco para aprovação das pautas do governo no Congresso Nacional. Isso vale para quem tem mandato e para quem não tem mandato, inclusive para aqueles que indicam pessoas para posições no governo, seja na administração direta, indireta ou regionais”, disse.

    Parlamentares governistas também minimizaram o desembarque, afirmando que é possível aproveitar esse momento para delimitar quem está de fato com o governo federal e quem não está -reforçando o discurso político de que o governo tem um lado. Há uma avaliação entre esses deputados de que a pauta que o Congresso tem abraçado é impopular e, dessa forma, com a pressão na sociedade será possível evitar que temas como a anistia prosperem.

    Petistas também falam que Tarcísio pode sair desgastado desse processo junto à opinião pública, já que ele tem articulado com lideranças do centrão para destravar a votação da anistia.

    Lula minimiza desembarque do centrão, mas aliados reconhecem dificuldades no Congresso

  • Ator de 'Succession' é preso nos EUA por dirigir alcoolizado

    Ator de 'Succession' é preso nos EUA por dirigir alcoolizado

    Nicholas Braun foi acusado de dirigir sob efeito de álcool e com os faróis apagados

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ator Nicholas Braun, conhecido por viver o primo Greg em “Succession” (HBO), foi preso na última sexta-feira (29) em New Hampshire, nos EUA.

    Ele foi acusado de dirigir sob efeito de álcool e com os faróis apagados. O ator ficou detido por cerca de uma hora na delegacia e liberado em seguida. As informações são do TMZ.

    Segundo a publicação, Braun terá de se apresentar formalmente a um tribunal no dia 16 de setembro.

    Nicholas Braun tem 37 anos e foi indicado duas vezes ao Emmy por “Succession”. Ele também atuou em filmes como “As Vantagens de Ser Invisível” e “Como Ser Solteira”.

    Ator de 'Succession' é preso nos EUA por dirigir alcoolizado

  • Mulher que denunciou David Luiz vai entregar celular para perícia policial

    Mulher que denunciou David Luiz vai entregar celular para perícia policial

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Após conseguir medida protetiva na Justiça do Ceará, Karol Cavalcante, ex-affair do jogador David Luiz que o denunciou por ameaça de morte e violência psicológica, prestará novo depoimento, agora em inquérito da Polícia Civil, e entregará o celular para perícia.

    DENÚNCIA VIRA INQUÉRITO POLICIAL

    A reportagem apurou que Karol prestará novo depoimento na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza, na tarde desta quarta-feira. O inquérito é conduzido pela delegada Rachel de Queiroz Moreira.

    Além disso, o celular de Karol será entregue às autoridades para perícia. O caso deve avançar nas próximas semanas, com juntada de provas e laudo da análise inicial das mensagens enviadas pelo jogador.

    David Luiz, atualmente no Pafos, do Chipre, também será chamado para prestar esclarecimentos. Por estar em outro país, o jogador pode receber a intimação pelo próprio WhatsApp. As polícias Civil e Federal já adotam a tecnologia para se comunicar com testemunhas e investigados desde a pandemia.

    Em vídeo publicado em suas redes sociais, na última segunda-feira, o jogador negou todas as acusações e afirmou “todas as medidas legais cabíveis” estão sendo tomadas.

    RELEMBRE O CASO

    A reportagem teve acesso ao conteúdo do boletim de ocorrência, realizado por Karol no dia 23 de agosto, no qual ela relata ter sido ameaçada por David Luiz através de mensagens no Instagram. O UOL também obteve a foto da conversa, que foi anexada ao processo.

    A imagem foi periciada pelas autoridades e confirmada, sendo um elemento adicional para a concessão da medida protetiva em menos de 24h.

    Karol disse ter sentido “risco real de morte” ao ler as mensagens e chegou a comparar a situação ao caso de Eliza Samudio, assassinada em 2010 pelo ex-goleiro Bruno.

    “Depois que o relacionamento acabou, ele passou a me ameaçar constantemente. Recebi, pelo Instagram, uma mensagem enviada pelo próprio David Luiz contendo as seguintes palavras: ‘Você sabe que tenho dinheiro e poder, então, não banque a esperta. Seria triste seu filho ter que pagar as consequências dos seus atos. Eu posso simplesmente fazer você sumir’.”

    Na hora que eu li a ameaça, eu me senti numa situação que realmente ele faria comigo igual o Bruno fez com Eliza Samudio. Ele deixou claro que podia me fazer sumir. Declaro que me senti extremamente intimidada e em risco real de morte, além de temer pela segurança do meu filho.Trecho do boletim de ocorrência feito por Karol Cavalcante.

    O jogador admitiu que trocou mensagens com Karol Cavalcante, mas negou qualquer tipo de ameaça e a versão de que teria se encontrado com ela em um hotel em Fortaleza

    Folhapress | 21:40 – 01/09/2025

    Mulher que denunciou David Luiz vai entregar celular para perícia policial

  • Alcolumbre rejeita anistia para Bolsonaro e diz que votará texto alternativo

    Alcolumbre rejeita anistia para Bolsonaro e diz que votará texto alternativo

    A pressão na Câmara dos Deputados para uma anistia a Bolsonaro aumentou nesta terça diante da articulação explícita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Contrário à aprovação de uma anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou à reportagem que vai apresentar e pretende discutir um projeto de lei alternativo.

    “Eu vou votar o texto alternativo. É isso que eu quero votar no Senado”, declarou, nesta terça-feira (2). “Eu vou fazer esse texto e eu vou apresentar.”

    Enquanto o STF (Supremo Tribunal Federal) dava início ao julgamento histórico que pode condenar um ex-presidente e militares de alta patente por tentativa de golpe de Estado, aliados de Bolsonaro se movimentavam no Congresso Nacional pela aprovação de uma anistia imediatamente após o resultado.

    A pressão na Câmara dos Deputados aumentou nesta terça diante da articulação explícita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e da adesão de dois dos principais partidos do centrão, o PP e o União Brasil.

    Com o novo esforço, o presidente do Senado pretende apresentar ele próprio aos líderes partidários da Casa um texto alternativo ao que tem sido discutido por bolsonaristas.

    O texto defendido por Alcolumbre prevê apenas uma diminuição das penas, mas não perdoa nenhum dos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 -situação em que o próprio Bolsonaro pode ser incluído, caso seja declarado culpado pelo Supremo.

    A principal ideia em discussão é alterar a nova Lei de Defesa do Estado Democrático de Direito, aprovada em 2021, para enquadrar em um novo tipo penal aqueles que estiveram presentes nos atos, mas não tiveram papel de planejamento ou financiamento.

    Na prática, a mudança poderia aliviar as penas do que parte das autoridades veem como a “massa de manobra” que vandalizou as sedes dos Poderes -como a cabeleireira Débora Rodrigues, que se tornou um dos símbolos do bolsonarismo por ter pichado no dia a estátua em frente ao STF.

    A depender das circunstâncias do envolvimento de cada indivíduo, esse novo crime substituiria condenações por tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado. Combinados, esses dois crimes levam a penas de 8 a 20 anos de prisão.

    Um segundo dispositivo da proposta diz respeito à duplicidade de acusações contra os envolvidos nos atos. Atualmente, o direito penal prevê o concurso material, princípio segundo o qual as penas se acumulam quando uma pessoa comete dois ou mais crimes em diferentes ações.

    A nova lei manteria os dois tipos penais, mas criaria a possibilidade de condenação apenas por abolição do Estado democrático de Direito, com um agravante nos casos em que o desfecho desse ato seja uma tentativa de golpe de Estado.

    O presidente do Senado chegou a discutir uma minuta do texto em abril, como mostrou a Folha, mas as articulações esfriaram diante da insistência de aliados de Bolsonaro em torno da anistia.

    Ministros do Supremo consultados por Alcolumbre na ocasião tentaram deixar claro que não fariam resistência a uma iniciativa dessa natureza por parte do Congresso, mas também não endossariam o discurso de que o tribunal cometeu excessos na aplicação das penas.

    Segundo eles, qualquer mudança na legislação seria um reconhecimento dos congressistas de que as penas foram fixadas em patamares elevados e que o Supremo só aplicou as leis elaboradas anteriormente pelo próprio Congresso.

    Alcolumbre rejeita anistia para Bolsonaro e diz que votará texto alternativo

  • Artilheiro na base do Palmeiras renova duas vezes em um ano e aguarda chances

    Artilheiro na base do Palmeiras renova duas vezes em um ano e aguarda chances

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O atacante Riquelme Fillipi, de 18 anos, é uma sensação da base do Palmeiras: nas duas últimas temporadas são 85 jogos, 36 gols e 7 assistências pelo time sub-20.

    De olho nesses números, o jogador ganhou duas renovações contratuais em menos de um ano e vive a expectativa para receber mais chances com Abel Ferreira.

    Riquelme já recebeu sondagens e propostas do futebol europeu antes mesmo de sua estreia no profissional, e fez o Palmeiras se movimentar nos bastidores pelas renovações. O Sporting e o Nottingham Forest apresentaram propostas ao Palmeiras para levar o jogador, e o Zenit chegou a fazer consultas – mas o Alviverde optou pela permanência do atleta.

    Apesar do destaque desde o ano passado, Riquelme só fez a sua estreia pelo Palmeiras no mês passado. Ele disputou 15 minutos na vitória por 1 a 0 contra o Grêmio, no dia 26 de julho, no Allianz Parque.

    O atacante foi um dos principais nomes do título brasileiro sub-20 do Palmeiras, e vive a expectativa de receber mais minutos de Abel Ferreira no time principal. Ele foi relacionado para jogos no ano passado e neste ano (contra o Atlético-MG, na 15ª rodada do Brasileirão, e no jogo de ida contra o Universitário, pelas oitavas da Libertadores), mas ainda não ganhou uma sequência.

    As ofertas que o Alviverde recebeu pelo jogador giravam em torno de 6 milhões de euros (R$ 37,8 milhões na cotação atual). No entanto, o clube acredita que ele ainda vai evoluir no Palmeiras e tem margem para ser vendido por um valor bem superior.

    Riquelme tem como posição favorita a ponta-esquerda, mas também joga na direita. O Palmeiras tem dois atletas na ponta esquerda que não atuam mais em 2025: Paulinho e Bruno Rodrigues.

    O atacante pode aproveitar a brecha nesse setor, que nesta terça-feira (02) só tem Ramón Sosa como ponta esquerda de origem, e Felipe Anderson tem sido utilizado por ali.

    Riquelme Filippi renovou com o Palmeiras até o final de 2029 e tem multa rescisória de 100 milhões de euros (cerca de R$ 630 milhões na cotação atual).

    O clube tem valores pendentes a pagar para Memphis Depay (foto) referentes às metas esportivas cumpridas

    Folhapress | 06:30 – 03/09/2025

    Artilheiro na base do Palmeiras renova duas vezes em um ano e aguarda chances

  • Advogado de Heleno critica atuação de Moraes em interrogatórios

    Advogado de Heleno critica atuação de Moraes em interrogatórios

    Matheus Milanez também criticou a falta de tempo hábil para uma análise completa de todos os materiais para uma melhor sustentação da defesa

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O advogado Matheus Milanez, do ex-ministro Augusto Heleno, começou sua sustentação oral nesta quarta-feira (3) questionando a atuação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, relator da ação da trama golpista, no interrogatório das testemunhas das defesas.

    Ele destacou que Moraes fez 302 perguntas na audiências, enquanto a PGR (Procuradoria-Geral da República) perguntou 59 vezes.

    “Uma das testemunhas arroladas foi indagada pelo ministro relator sobre publicação em redes sociais. Nós temos uma atuação ativa do ministro relator de interrogar testemunhas. O juiz é imparcial, então por que ele tem a iniciativa de pesquisar as redes sociais das testemunhas? A quem compete o ônus da prova? Ao Ministério Público”, disse.

    Advogado de Heleno critica atuação de Moraes em interrogatórios

  • 'Estar à mesa mudou a relação', diz Angélica sobre regra que criou para unir a família

    'Estar à mesa mudou a relação', diz Angélica sobre regra que criou para unir a família

    “Estar à mesa só a gente, o núcleo [familiar], mudou nossa relação. A gente sente isso na pele e na prática. Com filho adolescente, é difícil falar, mas ali na mesa, fala, se abre”, disse a apresentadora

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Na casa de Angélica e Luciano Huck, o jantar em família é uma instituição sagrada. A apresentadora, mãe de Joaquim, Benício e Eva, falou em entrevista à Quem sobre o costume familiar.

    “De um tempo para cá, com a vida muito louca, trabalhando muito, as crianças cada uma em um horário de almoço e de atividades, a gente nunca conseguia, durante a semana, sentar à mesa para jantar junto. A gente estipulou que agora isso vai acontecer. E quando a gente determinou, a coisa começou a acontecer, mesmo com todo mundo tendo um horário doido”, disse.

    Segundo a matriarca, a determinação teve efeito positivo na vida da família. “Estar à mesa só a gente, o núcleo [familiar], mudou nossa relação. A gente sente isso na pele e na prática. Com filho adolescente, é difícil falar, mas ali na mesa, fala, se abre”, falou.

    Na hora do jantar, também é proibido levar celular para a mesa. “Não pode celular, proibidíssimo. É um tempo de qualidade que a gente escolheu. Todo mundo está abrindo mão de alguma coisa para estar ali. É um momento especial. No começo, teve um ‘ah, que saco’. Agora, eles querem, porque sentiram o quanto é gostoso a gente estar nesse tempo de qualidade”, acrescentou Angélica.

    'Estar à mesa mudou a relação', diz Angélica sobre regra que criou para unir a família