Autor: REDAÇÃO

  • Filho de Faustão diz que pai pode deixar hospital nos próximos dias

    Filho de Faustão diz que pai pode deixar hospital nos próximos dias

    João também revelou a expectativa de alta médica do pai, que segue internado em São Paulo

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – João Silva, 22, comentou sobre o estado de saúde de Faustão e afirmou que o pai vive um momento mais estável após enfrentar uma série de procedimentos delicados nos últimos anos.

    O filho do comunicador destacou que, apesar das batalhas enfrentadas pela família desde os transplantes, o pai apresenta uma evolução positiva. “Ele está bem. Foram anos muito difíceis, de muitas batalhas, mas agora vive a melhor fase”, declarou à Quem.

    João também revelou a expectativa de alta médica do pai, que segue internado em São Paulo. Segundo ele, a família acredita que Faustão possa retornar para casa já no início da próxima semana. “Acho que segunda-feira ele já deve ir para casa”, afirmou.

    Faustão foi hospitalizado para realizar a retirada de uma sonda gástrica. Após o procedimento, ele permaneceu no Hospital Israelita Albert Einstein para exames de rotina. “O protocolo foi concluído com sucesso. Fausto permanece apenas para um check-up complementar e exames de rotina. Está tudo bem”, informou a assessoria.

    Nos últimos anos, Faustão passou por uma série de transplantes. Em agosto de 2023, recebeu um novo coração. Já em fevereiro de 2024, foi submetido a um transplante de rim e fígado. No no passado, o apresentador precisou passar por um retransplante renal.

    Filho de Faustão diz que pai pode deixar hospital nos próximos dias

  • Prestianni ficou fora da Copa por punição em caso Vini Jr, diz jornal

    Prestianni ficou fora da Copa por punição em caso Vini Jr, diz jornal

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Gianluca Prestianni ficou fora da lista final da Argentina para a Copa do Mundo por causa da suspensão recebida após o caso envolvendo Vinicius Junior. A informação é do jornal As.

    Seleção da Argentina decidiu não convocar o atacante do Benfica por causa da punição. O atacante do Benfica estava na pré-lista da atual campeã mundial.

    Suspensão impede Prestianni de atuar nas duas primeiras rodadas do torneio, o que pesou na decisão de Scaloni. A Argentina vinha chamando o jogador, mas a impossibilidade de jogar no começo da Copa virou um obstáculo considerado decisivo.

    O jornal também apontou a preocupação com a imagem da seleção argentina no torneio. A presença de Prestianni após o episódio envolvendo Vinicius Junior poderia ser vista como um problema de reputação para a Argentina durante o Mundial.

    Se convocado, Prestianni cumpriria dois jogos de suspensão nas primeiras rodadas da Copa do Mundo. A Uefa puniu o atacante argentino com até seis jogos de suspensão por discriminação contra Vinicius Jr, jogador do Real Madrid, em jogo da Champions League. A Fifa estendeu a suspensão para seus torneios.

    O CASO

    O episódio aconteceu no dia 17 de fevereiro, no Estádio da Luz, em Lisboa. Vini Jr. fez o gol da vitória por 1 a 0 do Real Madrid sobre o Benfica e dançou em frente à bandeirinha de escanteio.

    A dança irritou jogadores e torcedores do Benfica. Um dos mais irritados, o atacante Gianluca Prestianni discutiu com o brasileiro e, em determinado momento, cobriu a boca com a camiseta. Logo em seguida, Vini Jr. denunciou ao árbitro que teria sido chamado de “mono” (macaco, em espanhol).

    A Uefa passou a investigar o caso e suspendeu Prestianni. O argentino foi impedido de entrar em campo no jogo de volta, disputado no Santiago Bernabéu. Na ocasião, o Real venceu por 2 a 1, com gol de Vini Jr. e ações da torcida contra o racismo.

    Prestianni ficou fora da Copa por punição em caso Vini Jr, diz jornal

  • Trump deve tomar hoje 'decisão final' sobre acordo de paz

    Trump deve tomar hoje 'decisão final' sobre acordo de paz

    Trump sugeriu que algumas exigências cruciais dos Estados Unidos estavam sendo atendidas no acordo com o Irã

    O presidente norte-americano deve tomar hoje uma decisão final sobre o acordo de paz em discussão com o Irã, anunciou o próprio Donald Trump na sua rede social. “Vou ter agora uma reunião na ‘situation room’ [uma sala ultra-segura na Casa Branca] para tomar uma decisão final”, escreveu Trump.

    O chefe de Estado norte-americano sugeriu que algumas exigências cruciais dos Estados Unidos estavam sendo atendidas.

    “A concretização de um acordo final depende do fim da atitude da parte norte-americana”, declarou, por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, em uma conversa com o homólogo de Omã, denunciando “as exigências excessivas, bem como as posições mutáveis e contraditórias” dos EUA.

    Trump referiu depois os compromissos que o Irã deve assumir e os pontos que considera já adquiridos.

    “O Irã deve aceitar que nunca terá armas nucleares. O estreito de Ormuz deve ser reaberto imediatamente” e Teerã deve comprometer-se a proceder à desminagem total daquela via navegável, indicou Donald Trump, sobre uma exigência considerada prioritária pelos Estados Unidos.

    “Os navios retidos no estreito pelo nosso bloqueio naval, incrível e sem precedentes, que será agora levantado, podem regressar a casa”, afirmou.

    O urânio enriquecido “será retirado pelos Estados Unidos […] em estreita coordenação com a República Islâmica do Irã e a Agência Internacional da Energia Atômica, e DESTRUÍDO”, disse Trump, referindo igualmente uma exigência crucial de Washington.

    “Não haverá qualquer transferência de dinheiro, para já”, destacou.

    “Outras questões, de muito menor importância, foram resolvidas”, assegurou.

    Trump confirmou as conversas de alto nível um dia depois de a agência de notícias norte-americana Associated Press (AP) ter revelado que os negociadores dos EUA e do Irã tinham chegado a um acordo provisório para prolongar o frágil cessar-fogo por 60 dias e iniciar novas conversas sobre o programa nuclear iraniano.

    Na publicação na sua rede social, o Presidente republicano insistiu que o Irã “deve comprometer-se a nunca possuir uma arma nuclear ou uma bomba atômica” e que o estreito de Ormuz “deve ser reaberto de imediato, sem pedágios”.

    A mensagem de Trump surgiu depois de a Casa Branca ter anunciado, na quinta-feira, que os negociadores dos EUA alcançaram um acordo preliminar com o Irã, pendente da aprovação final do Presidente norte-americano, embora Teerã tenha negado a existência de um entendimento fechado.

    Informações divulgadas pela imprensa apontaram que o acordo ia permitir a reabertura do estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã em retaliação pela ofensiva norte-americana e israelita iniciada em 28 de fevereiro, e prolongar por 60 dias o cessar-fogo em vigor para negociar um acordo nuclear.

    Do mesmo modo, os Estados Unidos levantariam o bloqueio naval aos portos iranianos e negociariam o levantamento das sanções e a libertação de fundos iranianos congelados.

    Trump deve tomar hoje 'decisão final' sobre acordo de paz

  • Imposto de Renda 2026: como corrigir uma declaração já enviada?

    Imposto de Renda 2026: como corrigir uma declaração já enviada?

    Especialistas explicam sobre a declaração retificadora e quais cuidados ajudam a evitar problemas com a Receita Federal

    Erros no preenchimento da Declaração do Imposto de Renda ainda estão entre as principais preocupações dos contribuintes. Dados incorretos, omissão de rendimentos e informações divergentes podem levar à malha fina, no entanto, a Receita Federal permite que os contribuintes corrijam erros por meio da chamada Declaração retificadora. 

    O procedimento pode ser realizado após o envio da Declaração original e serve para ajustar informações como rendimentos, despesas médicas, dependentes, bens patrimoniais e investimentos. É um recurso importante para sanar erros e reduzir riscos fiscais e manter a situação regular perante a Receita.
     

    “Hoje, o cruzamento de dados da Receita Federal é extremamente sofisticado. Qualquer inconsistência pode ser identificada rapidamente”, afirma Valdir Amorim, especialista da área de imposto de renda da IOB, une Inteligência em legislação e Tecnologia avançada para resolver os desafios de contadores e empresas. Valdir explica que muitos contribuintes percebem erros apenas depois do envio da declaração.

    “É comum esquecer de lançar determinado rendimento ou lançar um valor incorreto, até mesmo com inversão de valores. Nesses casos, a recomendação é corrigir a informação o quanto antes por meio da declaração retificadora”, diz.

    Entre os problemas mais frequentes estão:

    • Omissão de rendimentos recebidos de trabalhos temporários;
    • Erros em despesas dedutíveis; e
    • Inclusão indevida de dependentes, dentre outras.

    A retificação pode ser feita pelo mesmo programa da Declaração original ou pelas plataformas digitais da Receita Federal. O contribuinte precisa informar o número do Recibo da Declaração enviada anteriormente. A Declaração retificadora substitui integralmente a versão original.

    No entanto, Valdir Amorim alerta para um detalhe importante: a troca entre o Modelo Simplificado e o Modelo Completo só pode ser feita dentro do prazo oficial de entrega do Imposto de Renda, que termina em 29 de maio, tantas quantas vezes for necessária. Após o fim do prazo, ainda é possível corrigir informações normalmente, mas não pode alterar o modelo de tributação escolhido inicialmente.

    Além da correção espontânea, acompanhar regularmente o processamento da Declaração é considerado essencial. Muitos contribuintes só descobrem inconsistências quando recebem notificações da Receita Federal. Monitorar o status da Declaração ajuda a identificar pendências antes que o problema se agrave.

    Para evitar erros futuros, Valdir recomenda manter documentos organizados ao longo do ano, incluindo informes bancários, recibos médicos e comprovantes patrimoniais.

    Por fim, a partir da Declaração Pré-preenchida, faça a conferência e valide o conteúdo que ela apresenta ao contribuinte. Se faltar informação, complete; se tiver informação demais que não lhe pertence, exclua. Declare sempre com os comprovantes em mãos.

    Imposto de Renda 2026: como corrigir uma declaração já enviada?

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  • Lula pede análise sobre impacto econômico de decisão dos EUA sobre PCC e CV e deve discursar a favor de soberania

    Lula pede análise sobre impacto econômico de decisão dos EUA sobre PCC e CV e deve discursar a favor de soberania

    Lula pediu estudos sobre os impactos econômicos da decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas e pretende reforçar o discurso de defesa da soberania nacional diante das medidas adotadas pelo governo Trump.

    (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) pediu a auxiliares um levantamento minucioso sobre o impacto econômico da decisão dos Estados Unidos de classificarem as facções criminosas CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas. A medida foi anunciada nesta quinta-feira (28) pelo governo de Donald Trump.

    Segundo apurou a Folha, o petista deve usar o episódio para reforçar o discurso em defesa da soberania nacional que tenta emplacar desde a imposição de sanções por Trump contra o Brasil. A expectativa é que ele reforce esse mote durante evento da Petrobras em Sergipe nesta sexta (29).

    Lula despachava do Planalto com o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, quando foi informado pelo secretário de Imprensa da Presidência, Láercio Portela, e por Audo Faleiro, número 2 do conselheiro Celso Amorim, sobre o anúncio dos americanos.

    O petista demonstrou irritação e reclamou que uma medida desse porte tenha sido adotada com fins eleitoreiros, já que houve apoio e articulação do campo político bolsonarista, incluindo do senador e pré-candidato à Presidência pelo PL Flávio Bolsonaro (PL).

    Além disso, na avaliação de auxiliares de Lula, ficou implícita uma ameaça de intervenção americana nas eleições, uma vez que o anúncio dá fôlego ao pré-candidato do PL.

    A possível designação dos grupos criminosos como terroristas era uma possibilidade que pairava no governo brasileiro há meses, mas havia uma expectativa de uma trégua depois do encontro de Lula com Trump, na Casa Branca, no início do mês.

    O presidente brasileiro sabia que o risco do anúncio pelos EUA existia e, desde o ano passado, quando começaram as sanções americanas, o governo se debruça sobre isso.

    Mas houve surpresa por Trump ter adotado a medida em um momento em que veio à tona a relação de Flávio com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e depois de Lula se mostrar aberto a uma cooperação para combate ao crime organizado.

    Segundo relatos, o petista acha que emplacar as facções brasileiras como organizações terroristas era a intenção de Flávio quando o senador viajou para os EUA nesta semana para se encontrar com Trump.

    Agora, Lula quer primeiro entender a dimensão da medida tomada pelo governo de Trump antes de se posicionar politicamente. Foram pedidos subsídios para encaminhamentos aos ministérios da Fazenda, de Dario 

    Durigan, e da Justiça, chefiado por Wellington César Lima e Silva, além da AGU (Advocacia-Geral da União), de Jorge Messias.

    O Ministério das Relações Exteriores, que tem à frente o chanceler Mauro Vieira, também deve apresentar uma resposta diplomática ao tema.

    O governo brasileiro considera que os efeitos da classificação podem atingir desde investimentos estrangeiros no país até o turismo nacional.

    Interlocutores do presidente também avaliam que o desafio com a classificação de CV e PCC como terroristas é mostrar que esse é mais um capítulo das investidas do clã Bolsonaro para impor sanções ao Brasil -o que, na visão petista, seria um apoio à intervenção estrangeira no país.

    Com isso, a estratégia da equipe de Lula deve ser associar a imagem de Flávio Bolsonaro como responsável pelas sanções que Lula tenta reverter. Eles lembram que o senador propôs invasão americana na Baía de Guanabara.

    O anúncio de Washington ocorreu após visita do senador a Trump na terça (26) e a outros membros do gabinete americano, como Marco Rubio, do Departamento do Estado, e J. D. Vance, vice-presidente dos EUA, na quarta (27).

    Lula pede análise sobre impacto econômico de decisão dos EUA sobre PCC e CV e deve discursar a favor de soberania

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  • Aluno é atacado em formatura e festa acaba em batalha nos EUA

    Aluno é atacado em formatura e festa acaba em batalha nos EUA

    Cerimônia em escola de ensino médio na Virgínia foi interrompida após homem invadir o local perto do palco. Polícia analisa imagens para apurar quantas pessoas participaram da confusão e o que motivou o incidente.

    A cerimônia de formatura de uma escola de ensino médio na Virgínia, nos Estados Unidos, terminou em confusão depois que um homem da plateia invadiu o local no momento em que um dos estudantes caminhava em direção ao palco.

    Evan J. Williams Jr., de 20 anos, foi preso e acusado de conduta desordeira e de causar danos a uma propriedade privada pelo incidente, ocorrido na manhã da última quarta-feira, na John Marshall High School.

    Um vídeo do momento foi compartilhado nas redes sociais e mostra como uma ocasião de celebração se transformou em uma grande confusão, deixando familiares dos alunos em choque.

    Quatro seguranças da escola intervieram imediatamente. Segundo informações divulgadas posteriormente, ninguém ficou ferido.

    A responsável pela segurança escolar da Virgínia, Nicole Daily, informou que cerca de 50 agentes do departamento escolar e do Departamento de Polícia de Richmond atuaram para acalmar os ânimos e restabelecer a ordem, permitindo que a cerimônia fosse retomada.

    Os agentes também foram distribuídos em pontos como a área do estacionamento, para evitar possíveis retaliações na saída do evento.

    A polícia analisa imagens das câmeras de segurança do local para tentar identificar quantas pessoas estiveram envolvidas e o que pode ter motivado o incidente.

    O superintendente Jason Kamras afirmou que esse tipo de comportamento não será tolerado. “Seja qual for a animosidade ou as preocupações que possam ter com alguém da comunidade, deixem isso em casa ou não venham à cerimônia de formatura”, disse, durante entrevista coletiva.

    Kamras também lamentou que a confusão tenha ofuscado os estudantes da John Marshall, que alcançaram uma taxa de conclusão de 100% neste ano, prejudicando o que deveria ser um dia de celebração.

    Confira as imagens do momento que interrompeu a cerimônia de formatura dos alunos no vídeo acima.

    Aluno é atacado em formatura e festa acaba em batalha nos EUA

  • Flávio explora decisão dos EUA como trunfo eleitoral, e aliados de Lula focam 'Dark Horse' e soberania

    Flávio explora decisão dos EUA como trunfo eleitoral, e aliados de Lula focam 'Dark Horse' e soberania

    Sob reserva, aliados de Lula dizem que a decisão de Trump reforça o plano anterior de destacar o envolvimento entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, como uma estratégia contra o senador

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai explorar a decisão dos Estados Unidos sobre o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como um trunfo eleitoral, forçar uma comparação com o presidente Lula (PT) e tentar tirar o foco do caso “Dark Horse” a partir da pauta da segurança pública.

    Logo depois do anúncio do governo Donald Trump nesta quinta-feira (28) para classificar as facções criminosas como terroristas, Flávio tratou a medida como um resultado de seu encontro com o presidente americano e, em vídeo publicado nas redes sociais, atacou o governo Lula. “A partir de 2027, nós vamos libertar você. Porque você merece ser livre desse governo paralelo, violento e covarde”, disse.

    Lula foi avisado da decisão dos EUA por dois auxiliares da área internacional na noite desta quinta e pediu de imediato uma análise do impacto econômico da medida. O petista pediu também uma avaliação diplomática do Itamaraty e quer avaliar os dados antes de se pronunciar. Mas a ideia, de modo geral, é reforçar o discurso da soberania.

    Enquanto isso, seus aliados já passaram a acusar Flávio de articular uma interferência dos EUA no Brasil. A intenção da equipe petista a partir de agora deve ser associar a imagem do rival à da milícia. “Será que os EUA também vão classificar como terrorista a milícia do Rio de Janeiro ligada aos Bolsonaro?”, disse o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral).

    Sob reserva, aliados de Lula dizem que a decisão de Trump reforça o plano anterior de destacar o envolvimento entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, como uma estratégia contra o senador.

    A diplomacia brasileira era contra a designação desses grupos como terroristas por questões de conceito e aspectos jurídicos e se alinhava ao que é estabelecido pela ONU. Dentro do governo Lula, há preocupação de deixar claro o reforço ao discurso de defesa da soberania sem defender as facções.

    “Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção é inaceitável”, disse Celso Amorim, assessor especial da Presidência, responsável pelas tratativas de assuntos internacionais.

    Com a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas, Flávio resgatou a preocupação do eleitorado com a segurança pública -que acabou ofuscada nas últimas semanas pelo caso “Dark Horse” e a percepção de corrupção.

    No vídeo publicado nas redes sociais, Flávio afirmou que fez “mais pelo Brasil e pela segurança dos brasileiros” em uma viagem como pré-candidato do que o PT e Lula em 17 anos.

    Em tom de campanha, o senador acusou o presidente de “fazer lobby a favor” do CV e do PCC e disse que um governo que não tem controle sobre o próprio território é conivente com o crime.

    Flávio também compartilhou a publicação feita por Marco Rubio, do Departamento do Estado americano, no X (antigo Twitter) e escreveu: “Grande dia”.

    Já se preparando para atacar Lula nessa seara, nos últimos dias, Flávio já vinha usando em sua pré-campanha à Presidência fotos de 2022 de Lula com a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, presa de forma preventiva em investigação que apura suposto envolvimento dela com o crime organizado, para criar uma associação.

    Os presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) também se juntaram ao coro de críticas a Lula diante da medida do governo Trump. Caiado disse em rede social que o petista classifica as organizações criminosas como “vítimas” e chamou a situação de absurdo. “Infelizmente, está aí, Lula, você desmoralizando o país”, disse, em vídeo.

    Zema aproveitou a situação para elogiar Flávio Bolsonaro, a quem havia atacado, há duas semanas, pela revelação de proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Na ocasião, ele foi criticado por bolsonaristas, como o ex-vereador Carlos Bolsonaro.

    O pré-candidato do Novo disse que o senador do PL “foi capaz de fazer” aquilo que Lula deveria ter feito há muito tempo. “Quem ameaça a nossa soberania é exatamente o PCC e o Comando Vermelho. Eles dominam territórios dentro do Brasil. Lá quem manda são eles.”

    Bolsonaristas parabenizaram Flávio e atacaram o governo. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha eleitoral de Flávio, disse que ele “foi mais efetivo” do que o governo atual e que, em 2027, “bandido voltará a temer a lei”.

    Na mesma linha, o senador Sergio Moro (PL-PR), pré-candidato a governador do Paraná, disse que a “diplomacia de Flávio rendeu mais do que o lobby pró-crime do Lula”. Já o deputado federal Nikolas Ferreira (MG) disse que foi um “golaço” de Flávio.

    O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que acompanhou o irmão na visita a Trump, disse que ele “vai poder fazer muito mais pela segurança pública de todos nós que sofremos na mão desses bandidos”, se for eleito presidente.

    Em resposta, parlamentares ligados ao presidente têm dado destaque a ações feitas contra o crime organizado pela gestão até aqui. Em nota, a liderança do PT na Câmara cita o PL Antifacção e a PEC da Segurança. O desígnio das facções como grupos terroristas não havia sido discutido na reunião entre Lula e Trump, segundo o brasileiro.

    “A tentativa de tratar facções criminosas como terrorismo foi discutida e derrotada pelo Parlamento brasileiro. Flávio e Eduardo Bolsonaro tentam agora buscar em Washington aquilo que perderam no Congresso Nacional”, diz comunicado da liderança.

    Aliados de Lula citam ainda possíveis impactos da decisão no sistema financeiro e insinuam indisposições do setor econômico com Flávio a partir de agora.

    “A classificação dificulta investimentos americanos no país e permite interferências do governo americano em assuntos de interesse das empresas brasileiras nos EUA”, disse Paulo Teixeira (PT), ex-ministro do Desenvolvimento Agrário.

    Outros aliados afirmam ainda não estarem surpresos com a decisão de Trump e minimizam o impacto do encontro de Flávio no decreto do americano.

    Um presidente de partido do centrão próximo a Flávio avalia que a decisão do governo Trump é eleitoralmente positiva para o pré-candidato do PL e uma oportunidade para o senador superar a crise causada pelo caso “Dark Horse”.

    Um dos líderes da bancada ruralista, o deputado federal Evair Melo (Republicanos-ES) afirmou que o setor avalia a medida como necessária. “Ou a gente enfrenta o narcotráfico pela porta da frente, ou vamos ser reféns desse povo o tempo inteiro”, disse.

    Quatro deputados do centrão ouvidos pela Folha afirmam que os bolsonaristas vão tentar desviar o assunto da PEC 6×1 e do caso “Dark Horse” para desgastar o PT na pauta da segurança pública, mas que acreditam que a estratégia não surtirá efeito. Outros dois, por outro lado, defendem que a medida tem potencial de voltar o debate público para a questão da segurança, na qual Lula enfrenta maiores dificuldades.

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  • Senado aprova projeto de incentivo ao primeiro emprego para jovens

    Senado aprova projeto de incentivo ao primeiro emprego para jovens

    O projeto determina a criação de incentivos para as empresas contratarem pessoas sem experiência profissional formal, entre elas a redução da alíquota do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e da contribuição à Previdência Social

    O Senado aprovou nesta quarta-feira (27) o Projeto de Lei (PL) 5228/19, que cria o contrato de primeiro emprego. Pela proposta, as pessoas entre 18 e 29 anos de idade que nunca tiveram carteira assinada terão acesso facilitado ao mercado de trabalho. O texto segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    O projeto determina a criação de incentivos para as empresas contratarem pessoas sem experiência profissional formal, entre elas a redução da alíquota do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e da contribuição à Previdência Social.

    No caso do FGTS, a alíquota incidente cairá de 8% para 2% no caso das microempresas; 4% para empresas de pequeno porte, entidades sem fins lucrativos, entidades filantrópicas, associações e sindicatos; e 6% para as demais empresas.

    Além disso, o texto prevê que a contribuição patronal à Seguridade Social será reduzida de 20% para 10% do salário.

    QUEM PODE PARTICIPAR

    Estão aptos a participar do programa os jovens que estiverem matriculados na educação superior, educação profissional e tecnológica ou educação de jovens e adultos. Também poderão ser contratados aqueles que já concluíram o ensino superior ou a educação profissional e tecnológica.

    Os contratos terão prazo mínimo de seis meses, com possibilidade de até três prorrogações, respeitado o limite máximo de 24 meses. O projeto prevê a possibilidade de tornar a contratação permanente a qualquer momento.

    O relator da proposta, senador Renan Calheiros (MDB-AL), retirou do texto encaminhado da Câmara dos Deputados dispositivos que previam incentivos à contratação de trabalhadores com mais de 50 anos que estão desempregados há mais de 12 meses. Para eles, estava prevista a modalidade de contrato de recolocação profissional.

    O senador argumentou que a matéria foi incluída durante a tramitação do projeto na Câmara dos Deputados e desviava o foco do projeto original.

    “Essa disposição não diz respeito ao mérito da criação de tal contrato ou à sua necessidade e adequação constitucional e jurídica. Outrossim, trata-se da percepção de que é matéria alheia ao projeto original e que não passou pela adequada discussão no âmbito do Senado Federal”, afirmou.

    Senado aprova projeto de incentivo ao primeiro emprego para jovens

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  • 'Sempre gostei de parecer comigo', diz Julia Lemos, que vive 'patinho feio' em novela

    'Sempre gostei de parecer comigo', diz Julia Lemos, que vive 'patinho feio' em novela

    Escalada para viver Ana Maria em “A Nobreza do Amor”, Julia Lemos fala sobre a identificação com a personagem, comenta a transformação da jovem na trama e relembra a decisão de abandonar o curso de direito para seguir a carreira artística.

    (CBS NEWS) Escalada para viver a introspectiva Ana Maria em “A Nobreza do Amor”, Julia Lemos, 25, conta que se conectou com o processo de ganho de autoconsciência da personagem já nos primeiros testes. “Vejo a Ana Maria como uma menina que está se descobrindo”, afirma a atriz pernambucana à Folha de S.Paulo.

    Segundo ela, uma das semelhanças com Ana Maria é justamente o jeito observador. Já as diferenças passam pela criação das duas. “O que ela aceita para si é muito diferente do que eu aceitaria”, diz. “Acho que isso vem das circunstâncias em que crescemos”, avalia.

    Para a atriz, Ana Maria é uma jovem marcada pela repressão familiar e pelas inseguranças construídas dentro de casa, especialmente na relação com a mãe, a vaidosa Graça Bonafé, interpretada por Fabiana Karla. “Os primeiros textos já mostravam bastante essa dinâmica”, afirma.

    Segundo Julia, a trama vai acompanhar a transformação da personagem. De patinho feio, Ana Maria passará a cisne. A atriz adianta que amizades e novos relacionamentos vão ajudar a jovem a desconstruir a timidez cultivada desde a infância.

    “Todo mundo passa por esse momento de questionamentos nessa transição entre adolescência e vida adulta”, avalia ela, que evita adiantar detalhes sobre o desfecho amoroso da personagem. Julia diz que ainda não recebeu informações sobre um possível envolvimento definitivo com o bon vivant Manoel, vivido por Daniel Rangel, ou com o trabalhador do canavial Januário, interpretado por Ítalo Martins.

    “A novela é uma obra aberta”, desconversa. “Esses relacionamentos ficam em aberto, e a gente vai descobrindo aos poucos os lugares desses dois homens na vida dela.”

    A atriz conta que recebeu a confirmação do papel no fim de outubro e iniciou a preparação em dezembro. Antes disso, passou por testes específicos para viver Ana Maria. “Foi uma experiência muito boa”, avalia. “Deu para testar várias cores da personagem.”

    Em seu primeiro papel que vai do começo ao fim de uma novela, Julia quase seguiu outro caminho profissional. Apaixonada por artes desde criança, ela chegou a cursar direito antes de abandonar a faculdade para investir na carreira de atriz. “Eu não achava que era uma carreira viável. Saí na metade do curso para seguir esse sonho”, lembra.

    Recifense, Julia estudou teatro em Pernambuco e fez diversos cursos online durante a pandemia. A trajetória na televisão começou após participar da oficina Potencializa, da Globo, voltada para novos talentos. Pouco depois, veio o convite para interpretar Flor Jupará na primeira fase do remake de “Renascer” (2024), quando ela se mudou para o Rio de Janeiro. “Foi fruto de um trabalho que eles já estavam observando havia um tempo”, analisa.

    Na entrevista, a atriz também comentou sobre seu charmoso diastema, os dentes da frente separados que se tornaram uma característica marcante de sua aparência. Julia disse nunca ter se incomodado com isso. “Sempre gostei de parecer comigo”, afirma. Segundo ela, também nunca houve pressão para mudar a própria imagem. “Nunca achei que isso devesse ser uma questão.”

    'Sempre gostei de parecer comigo', diz Julia Lemos, que vive 'patinho feio' em novela

  • Seleção da Costa Rica corta três jogadores após confusão com tiros

    Seleção da Costa Rica corta três jogadores após confusão com tiros

    A seleção da Costa Rica vive uma nova crise fora de campo após três jogadores serem retirados da convocação para os amistosos contra Colômbia e Inglaterra por envolvimento em um episódio de indisciplina que terminou com disparos de arma de fogo.

    A Federação Costarriquenha de Futebol (FCRF) anunciou a exclusão de Kenneth Vargas, Warren Madrigal e Alejandro Bran da lista de convocados para os compromissos de junho. Segundo informações divulgadas pela imprensa local e pela ESPN, os atletas teriam se envolvido em uma confusão na madrugada de segunda-feira (25), em Los Yoses, bairro localizado na capital San José.

    De acordo com os relatos, uma discussão ocorrida em via pública teria evoluído para um confronto mais grave. Durante o incidente, o veículo de Alejandro Bran foi atingido por diversos tiros disparados por uma arma de fogo.

    Embora a federação não tenha detalhado oficialmente o episódio, a entidade informou que a decisão foi tomada em razão de comportamentos incompatíveis com as regras e os valores exigidos dos atletas que representam o país.

    Em nota, a FCRF destacou que disciplina e respeito às normas são princípios fundamentais de todas as seleções nacionais.

    “A Federação Costarriquenha de Futebol informa que a comissão técnica da seleção nacional decidiu excluir os jogadores Kenneth Vargas e Warren Madrigal da atual concentração. A decisão está alinhada às diretrizes estabelecidas para todos os integrantes das seleções nacionais”, afirmou a entidade.

    Em comunicado separado, a federação confirmou também o desligamento de Alejandro Bran do grupo convocado para os amistosos.

    “Foi determinado que, neste momento, não existem as condições necessárias para sua permanência na equipe”, informou a FCRF.

    As consequências para os jogadores não ficaram restritas à seleção. O Alajuelense, um dos principais clubes da Costa Rica, anunciou a suspensão imediata de Alejandro Bran e Kenneth Vargas enquanto o caso é analisado internamente.

    O episódio aumenta a pressão sobre o futebol costarriquenho, que atravessa um momento delicado após não conseguir a classificação para a Copa do Mundo de 2026.

    Os amistosos contra Colômbia e Inglaterra fazem parte da preparação da seleção para os próximos compromissos internacionais. As partidas estão marcadas para os dias 1º e 10 de junho, respectivamente, em Bogotá, na Colômbia, e Orlando, nos Estados Unidos.

    Até o momento, nem os jogadores nem seus representantes se pronunciaram publicamente sobre o caso.

    Após confirmação de lesão muscular de grau 2 na panturrilha, atacante será reavaliado até 12 de junho. Comissão técnica de Carlo Ancelotti espera contar com o camisa 10 a partir da segunda rodada da Copa do Mundo

    Notícias ao Minuto | 04:30 – 29/05/2026

    Seleção da Costa Rica corta três jogadores após confusão com tiros