Autor: REDAÇÃO

  • Acordo fechado? Apple e Google se unem para lançar Siri com IA

    Acordo fechado? Apple e Google se unem para lançar Siri com IA

    A Apple teria chegado a acordo com a Google para fazer uso do modelo Gemini de Inteligência Artificial na nova geração da assistente digital Siri

    Os desafios da Apple na área da Inteligência Artificial têm sido bem documentados ao longo dos últimos anos, com os atrasos no desenvolvimento de novas funcionalidades a também pela saída de talentos para empresas rivais.

    Por tudo isto a Apple teria se obrigado a recorrer a outras empresas tecnológicas para cumprir as suas ambições na área da Inteligência Artificial e, de acordo com o jornalista Mark Gurman da Bloomberg, a Google deverá mesmo ser a escolhida.

    A publicação conta que a próxima geração da assistente digital Siri deverá ter uma versão alternativa do modelo Gemini de Inteligência Artificial da Google. Ao que parece, a Apple e a Google chegaram a acordo esta semana para seguir em frente com o projeto.

    Este projeto inclui o desenvolvimento de uma funcionalidade conhecida internamente como “World Knowledge Answers” e, de acordo com as fontes de Gurman, esta ferramenta servirá para pesquisar informação e receber resumos gerados por Inteligência Artificial com base em dados disponíveis na ‘web’.

    A descrição parece apontar que esta funcionalidade teria uma proposta em tudo semelhante à apresentada atualmente por ferramentas de Inteligência Artificial como o ChatGPT e a Perplexity, prevendo-se no entanto que esta “World Knowledge Answers” também seja integrada em serviços como o navegador Safari e também na tela inicial de produtos Apple.

    Saída de talento na Inteligência Artificial

    Os últimos meses da Meta têm sido marcados por contratações milionárias na área da Inteligência Artificial e, mesmo que a empresa tencione ‘congelar’ novas contratações nos próximos tempos, parece que o desejo de estar na vanguarda nesta área fala mais forte e está a levar a tecnológica a fazer algumas exceções.

    Sefundo a Bloomberg, a Meta voltou a ‘roubar’ um especialista em Inteligência Artificial à Apple. A publicação adianta que a empresa tecnológica liderada por Mark Zuckerberg conseguiu convencer Frank Chu a juntar-se à equipe do Meta Superintelligence Labs (MSL). Até aqui, Chu era um dos responsáveis pelas equipes focadas em infraestrutura, treino e pesquisa de Inteligência Artificial da Apple e, ao que tudo indica, estaria liderando uma equipe dentro da Meta chamada de MSL Infra.

    Ao que se sabe, Chu é o sexto especialista em Inteligência Artificial que decidiu trocar a Apple pela Meta. O primeiro a fazê-lo foi o criador da equipe de modelos de Inteligência Artificial da Apple, Ruoming Pang, mediante uma oferta de 200 milhões de dólares (mais de 1 bilhão de reais).

    Seguiram-se os engenheiros Tom Gunter, Mark Lee, Bowen Zhang e Yun Zhu mas, com base na posição de responsabilidade que ocupava dentro da Apple, é com esta contratação de Chu que a Meta volta a desferir um ‘golpe’ profundo nas ambições de Inteligência Artificial da Apple.

    Acordo fechado? Apple e Google se unem para lançar Siri com IA

  • Audiência nos EUA: empresários do Brasil ouvem que tarifas são políticas

    Audiência nos EUA: empresários do Brasil ouvem que tarifas são políticas

    Empresários brasileiros se reuniram com número 2 da diplomacia dos EUA e ouviram que as tarifas de Donald Trump aplicadas ao Brasil são políticas

    WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – Empresários brasileiros em viagem a Washington se reuniram na tarde desta quarta-feira (3) com Christopher Landau, número 2 do Departamento de Estado dos Estados Unidos, órgão equivalente ao Ministério das Relações Exteriores, em meio a uma missão para tentar reduzir as tarifas impostas ao Brasil.

    Segundo duas pessoas a par da conversa, Landau disse que o governo americano está aberto ao diálogo, mas que as tarifas aplicadas ao Brasil são políticas e, portanto, não adiantaria levar a conversa para questões comerciais.

    O americano afirmou que todas as razões para a aplicação da sobretaxa adicional de 40% estão explicitadas no decreto de Trump que as implementou. Na decisão, o presidente Donald Trump justificou as sobretaxas aplicadas ao país pelo que ele vê como uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e decisões do ministro Alexandre de Moraes.

    Participaram da reunião o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Ricardo Alban, o representante da Amcham (Câmara de Comércio Brasil-EUA), Abrão Neto, e o ex-diretor da OMC (Organização Mundial do Comércio), Roberto Azevêdo.

    Landau disse ainda que a missão dos empresários seria mais efetiva se atuasse junto a autoridades brasileiras para sensibilizá-los dessa avaliação do governo americano.

    Alban, que está com uma missão de mais de 120 empresários nos EUA, confirmou o teor da reunião e admitiu não ter expectativa de que haja redução de tarifas no curto prazo.

    “Ele colocou que o assunto passa por soluções políticas”, disse Alban. Segundo o presidente da CNI, o vice-secretário do Departamento de Estado não citou o nome de Bolsonaro, embora tenha enfatizado que as tarifas são políticas -o que está atrelado ao ex-presidente. Landau, por sua vez, fez questão de frisar que há um incômodo dos americanos com decisões que eles consideram como censuras a empresas.

    “Saiu da boca dele que [as sobretaxas] passam pela política, por várias decisões que o Judiciário tem feito com relação a empresas americanas e cidadãos americanos”, contou Alban.

    Com a declaração, o empresário afirmou ter visto um caminho para tentar melhorar o diálogo com o governo dos EUA que passa por conversar sobre a regulação das big techs. Alban disse que voltará ao Brasil com a missão de dar um retorno ao governo brasileiro.

    “O secretário Landau disse: olha, vocês aqui que fazem lobby nos Estados Unidos, precisam fazer lobby no Brasil”, contou o presidente da CNI.

    Segundo ele, Landau também afirmou que o Departamento de Estado está aberto a discutir com o governo brasileiro o tema, embora tenha indicado que a conversa trataria da questão política que envolve a retaliação comercial, o que o presidente Lula (PT) já afirmou que não fará.

    O governo brasileiro só está disposto a discutir questões comerciais. Por isso, o Departamento de Estado é o órgão que tratará desse tema, e não o Departamento do Tesouro ou do Comércio.

    O governo americano pressiona por um alívio a Bolsonaro, que enfrenta nesta semana julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) por acusação de ter articulado uma trama para impedir a posse do presidente Lula após ter perdido a eleição.

    De acordo com Alban, os integrantes do Departamento de Estado não citaram o julgamento de Bolsonaro nesta semana, nem a anistia, mas falaram do momento tenso pela qual passa a relação.

    “Não se chegou a falar basicamente de novas sanções, mas que o momento, obviamente, que é crítico. e que eu quero crer que em nenhum momento tivemos nenhuma percepção de novas sanções econômicas”, disse.

    Audiência nos EUA: empresários do Brasil ouvem que tarifas são políticas

  • Cruzeiro pagou R$ 50,8 milhões por reforço equatoriano

    Cruzeiro pagou R$ 50,8 milhões por reforço equatoriano

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Cruzeiro finalizou a contratação de Keny Arroyo por 8 milhões de euros (R$ 50,8 milhões), e não por 7 milhões de euros (R$ 44,4 milhões), como havia sido inicialmente informado. O negócio, no entanto, terá uma particularidade importante em relação a uma futura transferência do atacante equatoriano.

    Se o jogador de 19 anos for vendido, o clube mineiro terá direito a apenas 50% do valor da operação, já que a outra metade ficará com o Independiente del Valle.

    A situação foi definida após um acordo entre o clube equatoriano e o Besiktas, ex-time de Keny. Quando o atleta foi contratado pelo Besiktas por 7 milhões de euros, havia no contrato a obrigação de repassar 50% de uma futura venda ao Independiente del Valle.

    Como o equatoriano não conseguiu se firmar e pediu para sair, gerando conflitos internos, as partes entraram em consenso: o Independiente del Valle abriu mão de cobrar essa cláusula, e o Cruzeiro aceitou pagar 8 milhões de euros por apenas metade dos direitos do jogador.

    Na prática, isso significa que, caso o Cruzeiro venda Keny por 12 milhões de euros, por exemplo, 6 milhões ficariam com o clube de Belo Horizonte e os outros 6 milhões iriam para o Independiente del Valle.

    Os preços dos ingressos variam de US$ 60 (R$ 326), em partidas da fase de grupos, até US$ 6.730 (R$ 36,6 mil), para acompanhar a final

    Folhapress | 05:00 – 04/09/2025

    Cruzeiro pagou R$ 50,8 milhões por reforço equatoriano

  • Não tenho medo que a fama acabe, diz campeã do BBB 25

    Não tenho medo que a fama acabe, diz campeã do BBB 25

    Renata afirma que os bate-papos e as interações com seus mais de seus 1,5 milhão de seguidores são seus principais ramos de atuação

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Assim que entrou no BBB 25, a então professora de dança Renata Saldanha, 33, só queria limpar o próprio nome e pagar dívidas. E após vencer o reality da Globo, a hoje milionária afirma que conseguiu quitar tudo o que devia e ainda ficar com um bom dinheiro em caixa.

    Antes de participar do programa, Renata pegou os R$ 800 que tinha na conta para investir, ainda de forma tímida, no esboço de uma marca de moda casual de roupas de dança. Após o título, em abril, conseguiu incluir um aporte maior para dar à marca própria, Lire.

    “A vitória me deu força financeira e de imagem para fazer um investimento desse nível em algo que tivesse a minha cara. Já trabalhei 14 horas por dia e em cinco escolas diferentes. Nada foi por acaso”, relembra.

    A vida de Renata mudou. Atualmente, consegue faturar em pelo menos três frentes: sua empresa de roupas, em eventos e com publicidade nas redes sociais.

    Ela conta que uma de suas maiores preocupações foi investir os ganhos com inteligência (o prêmio foi de R$ 2,7 milhões) para viver com tranquilidade e não precisar voltar a trabalhar tanto. Nâo são raros os ex-campeões do BBB que faliram, como Dhomini, após a terceira edição do reality.

    “Tenho de ter a cabeça no lugar”, admite Renata. Ela conta que parte do dinheiro do programa foi usado para pagar pendências e ajudar a reformar a casa da mãe. Outra foi investida no fortalecimento da construção da sua imagem.

    ÔNUS E BÔNUS

    Renata afirma que os bate-papos e as interações com seus mais de seus 1,5 milhão de seguidores são seus principais ramos de atuação. Ela diz achar fundamental manter uma comunicação saudável e com conteúdo de mensagem positiva.

    “Não temo que a fama acabe, mas quero usar minha influência para algo bom. É preciso usar a voz para fazer a sociedade refletir. Dessa forma, as pessoas automaticamente me olharão como uma referência para elas e vão querer continuar me acompanhando”, afirma.

    “Quero ocupar um espaço de relevância em atitudes e precisamos ter muita responsabilidade sobre o que falamos. No meu caso, mostro como o esporte e a dança agregam valores. Tenho consciência de como inspirar com coisas boas.”

    Mas com o bônus vem o ônus. Renata conta que a vida de um ex-BBB também tem baixos. “Esse choque de realidade aconteceu mais quando eu saí do programa. Lá dentro não tínhamos a noção da nossa fama. Me viram dormindo, sorrindo, chorando, compartilhei toda minha intimidade. Do lado de fora, recebo mais carinho, ainda bem”, diz.

    Por muitas vezes, a privacidade e os passos de Renata foram filmados, fotografados e seguidos por paparazzi. Mas isso não a incomoda. “Eu passei a vida toda anônima”, brinca. Para os próximos anos, ela diz que o maior desejo é crescer no ramo empresarial e trabalhar como comunicadora na TV.

    Não tenho medo que a fama acabe, diz campeã do BBB 25

  • BC rejeita compra do Master pelo estatal BRB

    BC rejeita compra do Master pelo estatal BRB

    O Banco Central tinha quase um ano de prazo para avaliar o negócio, mas vinha demonstrando interesse em dar um desfecho rápido para a análise

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Banco Central indeferiu nesta quarta-feira (3) o perímetro de compra do Master pelo estatal BRB (Banco de Brasília), segundo apurou a reportagem com pessoas próximas à operação. As partes já foram notificadas. A expectativa é que o BRB divulgue um comunicado ao mercado.

    A autoridade monetária tinha quase um ano de prazo para avaliar o negócio, mas vinha demonstrando interesse em dar um desfecho rápido para a análise.

    O anúncio do acordo com o BRB, no final de março, agitou o sistema bancário por colocar holofotes na relação de lideranças políticas do centrão com Daniel Vorcaro (dono do Master) e nas suas operações arriscadas com precatórios e CDBs (Certificados de Depósitos Bancários).

    A operação envolveu, ainda, uma queda de braço entre os bancos para mudar o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) -o que acabou acontecendo no início de agosto.

    A decisão da diretoria do BC ocorre um dia após o centrão lançar uma ofensiva no Congresso para tentar aprovar um projeto de lei que dá poderes a deputados e senadores para demitirem diretores e o presidente do BC.

    Integrantes do governo enxergaram no movimento político uma pressão para aprovação do negócio.

    O diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC, Renato Gomes, responsável por recomendar a aprovação ou rejeição da operação para a diretoria da autoridade monetária, era o mais resistente à operação.

    O fechamento da venda estava sujeito a cinco condicionantes, entre elas uma auditoria do BRB nos ativos e passivos do Master. Pelo planejamento da operação, os ativos de maior risco seriam apartados do negócio. Fazem parte desse rol precatórios, direitos creditórios de ações judiciais e ações de empresas.

    A Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) havia aprovado a compra em junho. As empresas receberam do Cade sinal verde, sem restrições, o que as dispensava de tomar atitudes adicionais em prol da concorrência -como se desfazer de determinados ativos.
    De acordo com a análise feita pelo Cade, o negócio não cria prejuízos ao ambiente concorrencial. A participação conjunta nos mercados ficaria abaixo de 20% (nível a partir do qual se presume posição dominante e, por consequência, possibilidade de exercício de poder de mercado).

    A possível aquisição de 58% do Master pelo BRB foi anunciada em 28 de março. Pelo acordo, o BRB compraria 49% das ações ordinárias (com direito a voto) e 100% das preferenciais do Banco Master, atualmente detidas pela Master Holding Financeira e DV Holding Financeira.

    O BRB é uma sociedade de economia mista cujo acionista controlador é o governo do Distrito Federal. Sob a gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB), a instituição tem mirado uma expansão dos negócios em várias frentes.

    Por ser um banco estatal, políticos locais passaram a contestar o negócio em declarações públicas e reuniões fechadas. Executivos do BRB, no entanto, defenderam a compra dizendo que a operação só envolveria a parte boa do Master (o que foi chamado pelos envolvidos de “good bank”).

    O Master vinha demonstrando dificuldades financeiras desde pelo menos o fim do ano passado. O banco executou uma estratégia de crescimento baseada em grande parte em receitas sem muita liquidez, como precatórios, enquanto se comprometeu a pagar forte remuneração a investidores por meio principalmente de CDBs (Certificados de Depósito Bancário).

    A atração de investidores ao Master teve como um dos pontos principais a proteção do FGC, abastecido por diferentes instituições financeiras. Em caso de quebra do banco de Vorcaro, o fundo teria que ser acionado.

    Devido à avaliação de que o FGC não pode ser usado para financiar aventuras no setor financeiro, discussões sobre possíveis mudanças nas regras do fundo passaram a ser discutidas entre bancos e o BC. Durante o debate, a autoridade monetária se defendeu dizendo que atuou para restringir o uso do FGC em operações.

    BC rejeita compra do Master pelo estatal BRB

  • Afonso aparece com três mãos em 'Vale Tudo' e vira meme

    Afonso aparece com três mãos em 'Vale Tudo' e vira meme

    O personagem de Humberto Carrão apareceu em ‘Vale Tudo’ segurando o celular com as duas mãos e na tela do aparelho aparecia com outra mão no rosto

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Uma falha de gravação na novela “Vale Tudo” deu o que falar na internet. No capítulo da última terça-feira (2), o personagem de Humberto Carrão apareceu com três mãos.

    Na cena, Afonso acompanhava o ultrassom de Solange (Alice Wegmann) por vídeo chamada. Enquanto ele segurava o celular com as duas mãos, aparecia na tela do mesmo celular com uma das mãos no rosto.

    Em redes sociais como o X, telespectadores notaram a falha, o que somou-se a críticas que a novela vem recebendo em relação a buracos no roteiro ou situações inverossímeis.

    A própria narrativa do câncer de Afonso tem sido alvo de reclamações dos telespectadores, principalmente pelo arco dramático repentino e pela inclusão de uma narrativa que não havia na novela original e que alguns consideraram gratuita.

    Afonso aparece com três mãos em 'Vale Tudo' e vira meme

  • Busca da PF em apartamento de deputado faz centrão reativar pressão por PEC da blindagem

    Busca da PF em apartamento de deputado faz centrão reativar pressão por PEC da blindagem

    Texto dá ao Congresso poder de barrar investigações contra parlamentares

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Integrantes do centrão afirmam que as buscas realizadas nesta terça-feira (3) no apartamento funcional do deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos-TO) vão reavivar a movimentação para aprovação no Congresso Nacional da chamada PEC da Blindagem.

    O texto pretende retomar a previsão constitucional anterior a 2001, que dava ao Congresso o poder de barrar qualquer investigação e processo contra parlamentares.

    O plenário da Câmara havia tentado votar o texto à jato na noite do último dia 27, mas falta de acordo entre os partidos e repercussão contrária levou a proposta a sair da pauta. No dia seguinte, o PL, que encampava a proposta, disse que havia desistido da medida.

    A busca desta terça foi autorizada pelo ministro Mauro Campbell, do STJ (Superior Tribunal de Justiça). As suspeitas contra o parlamentar são do período em que ele era deputado estadual. Ayres é próximo ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tendo sido escolhido por esse para relatar a CPMI do INSS (o nome acabou sendo derrotado após uma articulação da oposição).

    Campbell atendeu pedido da Polícia Federal, que investiga desvio de emendas parlamentares durante a pandemia de Covid-19. O magistrado negou, porém, o pedido de afastamento cautelar do mandato dos deputados estaduais.

    A operação é a mesma que resultou no afastamento do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos). Segundo a PF, houve fraudes no fornecimento de cestas básicas e frango congelados, em um prejuízo estimado em R$ 73 milhões. O dinheiro teria sido usado para a aquisição de imóveis de luxo, compra de gado e despesas pessoais.

    O nome de Ayres, além de outros deputados estaduais, foi encontrado em registros de empresa apontada como uma das que participaram da suposta fraude. Ele teria destinado emendas para a contratação dessa empresa.

    Procurado, o deputado afirmou, por meio de nota, que não tem “qualquer relação com os atos apurados” e que sua citação “decorre apenas da condição de parlamentar naquele período”.

    A PEC da blindagem impede investigações criminais contra deputados federais e senadores sem aval do Congresso e impõe regras para a prisão de parlamentares. Na opinião de apoiadores, a PEC fortaleceria o Legislativo perante o STF (Supremo Tribunal Federal).

    A necessidade de aval do Congresso, porém, foi pensada nos anos 1980 devido ao então recém-encerrado período ditatorial, como forma de preservar parlamentares de perseguição e punição por posicionamentos políticos.

    A vigência da regra, porém, acabou resultando em amplo histórico de impunidade em casos de corrupção, o que levou à sua derrubada em 2001.

    Encampada pelo centrão e pela oposição bolsonarista, a tentativa de votação na semana passada enfrentou oposição dos partidos de esquerda e também de alguns partidos de centro-direita.

    A bancada do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, cujo julgamento teve início nesta semana, sugeriu que até inquéritos em andamento no STF pudessem ser suspensos, ponto que teve resistência dos demais.

    Para ser aprovada, a PEC necessita do apoio de ao menos 60% dos deputados federais e dos senadores, em votações em dois turnos nas duas casas. Caso isso ocorra, a medida é promulgada e entra em vigor, sem possibilidade de veto ou sanção presidencial.

    Busca da PF em apartamento de deputado faz centrão reativar pressão por PEC da blindagem

  • Meta autorizou 'bots' de IA baseados em celebridades como Taylor Swift

    Meta autorizou 'bots' de IA baseados em celebridades como Taylor Swift

    Uma investigação da Reuters descobriu uma série de ‘bots’ de conversa baseados em celebridades sem a devida autorização. Mais ainda, estes ‘bots’ interagiam com usuários menores nas redes sociais da Meta

    A Meta permitiu que as suas redes sociais e plataformas digitais – como o Facebook, o Instagram e o WhatsApp – tivessem ‘bots’ de conversa com a aparência e nomes de celebridades sem a devida autorização.

    Entre as celebridades ‘representadas’ nas redes sociais estão Taylor Swift, Scarlett Johansson e Selena Gomez e, de acordo com a Reuters, atendiam a vários pedidos dos usuários como gerar uma imagem sem qualquer roupa na zona do peito e também insistiam que eram pessoas reais e não Inteligências Artificiais.

    Alguns destes ‘bots’ foram gerados por pessoas alheias à Meta mas, de acordo com a investigação da publicação norte-americana, pelo menos três deles foram criados por um funcionário da divisão de Inteligência Artificial da Meta.

    Um porta-voz da Meta referiu que estes ‘bots’ criados pelo funcionário da empresa foram desenvolvidos como um teste, mas a Reuters descobriu que estão disponíveis para todos os usuários e que já contam com mais de 10 milhões de interações.

    Conversas com menores

    A investigação da Reuters descobriu também que estes ‘bots’ de conversa estão tendo conversas de teor sexual com menores, criando assim o receio que estejam tendo conversas sobre outros assuntos sensíveis como distúrbios alimentares ou auto-mutilação.

    Em resposta ao site TechCrunch, uma representante da Meta afirmou que estes ‘bots’ de conversação estão sendo treinados para evitarem estes temas em conversas com menores. No entanto, as medidas criadas pela gigante tecnológica são ainda temporárias e foram criadas enquanto a Meta desenvolve diretrizes permanentes para estes ‘bots’ de Inteligência Artificial.

    Sabe-se que a Meta apagou alguns destes ‘bots’ de conversa que foram descobertos pela Reuters, pelo que os usuários terão mais dificuldades em encontrar os exemplos mais problemáticos.

    Meta autorizou 'bots' de IA baseados em celebridades como Taylor Swift

  • Putin diz que tarifas de Trump ao Brasil são políticas e critica medidas

    Putin diz que tarifas de Trump ao Brasil são políticas e critica medidas

    “O prazo [para acordos comerciais] foi definido para 8 de agosto, e sanções adicionais foram introduzidas contra o Brasil em 6 de agosto”, disse o russo ao apontar que os ataques contra o Brasil foram organizados politicamente

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente da Rússia Vladimir Putin disse nesta quarta-feira (3) que as tarifas de 50% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às exportações brasileiras, refletem problemas internos do Brasil, incluindo as relações entre autoridades e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Em entrevista a jornalistas realizada em Pequim durante visita à China, Putin disse que, diferentemente da Índia, também alvo de uma sobretaxa de 50% dos EUA por importar petróleo da Rússia, as sanções sobre o Brasil têm relação com “problemas na situação política doméstica”.

    “O prazo [para acordos comerciais] foi definido para 8 de agosto, e sanções adicionais foram introduzidas contra o Brasil em 6 de agosto. O que a Ucrânia tem a ver com isso? Há problemas lá [no Brasil]. Há problemas na situação política doméstica, incluindo nas relações entre as autoridades atuais e o ex-presidente Bolsonaro”, disse Putin, sem detalhar quais seriam essas autoridades.

    A declaração de Putin veio em resposta a pergunta sobre novas sanções europeias à economia russa devido à Guerra da Ucrânia.

    As tarifas dos EUA sobre os produtos brasileiros entraram em vigor em 6 de agosto. O país, contudo, beneficiou-se da isenção para produtos como derivados de petróleo, ferro-gusa, produtos de aviação civil -o que livra a Embraer- e suco de laranja, equivalente a cerca de 43% das exportações.

    Na resposta, Putin também afirmou que problemas e desequilíbrios nas balanças comerciais entre parceiros devem ser resolvidos em negociações.

    “É impossível falar com tantos parceiros nesse tom hoje. Parece-me que, no final, tudo voltará ao mesmo lugar e voltaremos a um diálogo econômico normal”, disse.

    O presidente Donald Trump justificou as sobretaxas aplicadas ao Brasil pelo que ele vê como uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e decisões do ministro Alexandre de Moraes. A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) começou nesta semana o julgamento sobre a trama golpista de 2022 que pode condenar, pela primeira vez na história do país, Bolsonaro e generais por uma tentativa frustrada de golpe de Estado.

    Putin também disse na entrevista haver uma chance de encerrar a Guerra da Ucrânia por meio de negociações “se o bom senso prevalecer. Apesar de afirmar preferir esta opção, acrescentou que está pronto para encerrá-la pela força, caso seja a única maneira.

    Ele disse ainda estar pronto para conversar com Volodimir Zelenski se o presidente ucraniano for a Moscou, mas que qualquer encontro precisaria ser bem preparado e trazer resultados concretos. A chancelaria da Ucrânia considerou inaceitável a sugestão de Moscou como sede desse eventual encontro.

    No fim de sua visita à China, Putin disse perceber “certa luz no fim do túnel”, graças aos “esforços sinceros” dos Estados Unidos para encontrar uma solução para a maior guerra terrestre da Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

    Putin diz que tarifas de Trump ao Brasil são políticas e critica medidas

  • Corrida por ingressos para Copa do Mundo começa no dia 10

    Corrida por ingressos para Copa do Mundo começa no dia 10

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Com início programado para 11 de junho, a Copa do Mundo de 2026 dará início ao concorrido processo de venda de ingressos aos torcedores na semana que vem.

    Na próxima quarta-feira (10), às 11h (horário de Brasília), será aberta pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) a primeira janela para que os interessados em acompanhar as partidas se inscrevam para ter a chance de comprar os bilhetes -haverá sorteio para definir quem poderá adquiri-los. A janela seguirá aberta para inscrições até sexta-feira (12), também às 11h.

    Os sorteados serão notificados por e-mail a partir de 29 de setembro e receberão uma data e um horário para comprar ingressos, com início das vendas programado para 1º de outubro.

    Uma segunda janela para inscrições será aberta entre 27 e 31 de outubro.

    Os preços dos ingressos variam de US$ 60 (R$ 326), em partidas da fase de grupos, até US$ 6.730 (R$ 36,6 mil), para acompanhar a final.

    Primeira edição com 48 seleções -16 a mais do que no Qatar, em 2022-, a Copa terá 104 partidas, com as equipes divididas em 12 grupos com quatro times cada um. Os dois primeiros de cada chave avançam, com as 32 seleções passando a se enfrentar em partidas de mata-mata.

    Os Estados Unidos abrigarão 78 jogos. Canadá e México receberão 13 cada um.
    A busca de turistas por ingressos para a competição no ano que vem começará em meio a um endurecimento na política migratória adotada pelos Estados Unidos.

    Recentemente, o presidente Donald Trump proibiu a entrada de cidadãos de 12 países, com exceção daqueles que têm visto válido ou permanente ou dupla nacionalidade.

    A medida atinge o Irã, um dos países que já garantiram vaga no Mundial. O veto prevê exceções para jogadores, técnicos, funcionários e parentes de membros da seleção asiática, mas bloqueia a entrada de torcedores.

    Presidente da Fifa, Gianni Infantino procurou tranquilizar os torcedores que desejam viajar aos Estados Unidos para a Copa.

    “Acho que é importante esclarecer isso, há muitas ideias equivocadas por aí. Todos serão bem-vindos no Canadá, no México e nos Estados Unidos. Estamos trabalhando exatamente para isso”, afirmou o dirigente. “Claro que existe um processo para obter os vistos. Esse processo será tranquilo.”

    No fim de julho, a embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou um alerta para que os interessados em assistir à Copa solicitem os vistos para entrada no país o quanto antes.

    Segundo a Fifa, a expectativa é receber em torno de 6,5 milhões de torcedores durante a competição.

    No site oficial para a comercialização dos bilhetes, há uma recomendação para os torcedores registrarem interesse.

    Segundo a entidade, esse registro de interesse garante que eles sejam informados sobre as datas de venda de ingressos, as próximas etapas e os processos.

    A Fifa disse que, a depender da fase de comercialização, pode haver diferença nos processos de compra, métodos de pagamento e benefícios.

    A embaixada afirmou que o tempo de espera para entrevistas de visto varia conforme a demanda, a disponibilidade de equipe, a localidade e o tipo de visto solicitado. Segundo Daniel Toledo, advogado que atua na área do direito internacional, o tempo médio para uma entrevista no consulado dos Estados Unidos em São Paulo varia atualmente de cerca de oito a dez meses.

    “Isso significa que quem pretende viajar em 2026 precisa se planejar já em 2025 para não correr o risco de ficar sem o documento”, afirmou Toledo.

    As etapas básicas do processo para solicitação do visto americano são: o preenchimento do formulário DS-160 no site da embaixada; o pagamento da taxa consular (US$ 185, o equivalente a R$ 1.003); o agendamento da entrevista no CASV (Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto) e no consulado; e a entrevista presencial com apresentação de documentos de vínculo com o Brasil, como emprego, renda e imóveis.

    O consulado também pode questionar sobre tempo de permanência, hospedagem, passagem comprada e plano de retorno. No caso de o pedido ser aprovado, o passaporte com o visto americano é liberado em cerca dez dias úteis após a entrevista.

    Correm maior risco de ter o visto negado: pessoas sem comprovação de vínculos fortes com o Brasil; quem já ultrapassou o tempo de permanência em viagens anteriores; solicitantes com histórico criminal ou mentiras na entrevista; solicitantes que apresentem inconsistências entre o que declaram no DS-160 e no momento da entrevista; e jovens sem renda, desempregados ou que estejam em situações que indiquem potencial tentativa de imigração irregular.

    Dados do NTTO (National Travel and Tourism Office) indicam que cerca de 1,2 milhão de brasileiros visitaram os Estados Unidos no ano passado. Já o Canadá recebeu aproximadamente 120 mil turistas brasileiros, de acordo com o Statistics Canada. O México registrou em torno de 90 mil visitantes oriundos do Brasil, conforme dados do Instituto Nacional de Migración.

    “Esses números mostram a relevância da preparação antecipada, já que a demanda deve ser muito maior em 2026, durante a Copa do Mundo”, afirmou Toledo.

    Ele assinalou que Canadá e México também exigem visto para a entrada de turistas brasileiros, com a necessidade de preenchimento de formulários, entrevista e apresentação de documentos que comprovem vínculo com o Brasil.

    No caso do Canadá, se o brasileiro tiver um visto americano válido, ele poderá solicitar apenas a autorização eletrônica eTA.

    “O cuidado principal é não deixar para a última hora, pois atrasos podem comprometer a viagem”, disse Toledo.

    Até o momento, 13 seleções estão confirmadas na Copa. Além das três anfitriãs, dez alcançaram suas vagas por meio das disputas classificatórias. A seleção brasileira assegurou seu lugar em junho.

    Corrida por ingressos para Copa do Mundo começa no dia 10