Autor: REDAÇÃO

  • Israel mata comandante iraniano ligado ao Estreito de Ormuz, diz jornal

    Israel mata comandante iraniano ligado ao Estreito de Ormuz, diz jornal

    Alireza Tangsiri teria sido morto em ataque no sul do Irã, segundo imprensa israelense. Militar era apontado como responsável pela estratégia no estreito, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial

    O comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, Alireza Tangsiri, foi morto em um ataque aéreo atribuído a Israel nesta quinta-feira (26), segundo informações divulgadas por veículos da imprensa israelense.

    A informação foi confirmada por fontes militares ao jornal Times of Israel e repercutida por outros meios locais, como Channel 7 e Israel Hayom.

    De acordo com as fontes ouvidas, Tangsiri tinha papel central na estratégia iraniana de bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, por onde circula cerca de 20% do petróleo global. A região está fechada há semanas em meio à escalada do conflito com Estados Unidos e Israel.

    O ataque teria ocorrido na cidade de Bandar Abbas, no sul do Irã, considerada um ponto estratégico para operações navais do país.

    Até o momento, nem o governo de Israel nem as autoridades iranianas se manifestaram oficialmente sobre a morte do comandante.

    Israel mata comandante iraniano ligado ao Estreito de Ormuz, diz jornal

  • Trump afirma que Irã “negocia cessar-fogo, mas teme admitir”

    Trump afirma que Irã “negocia cessar-fogo, mas teme admitir”

    Presidente dos EUA afirma que Teerã busca acordo nos bastidores, enquanto governo iraniano nega qualquer negociação. Conflito segue com troca de ameaças, ataques na região e incerteza sobre possível desfecho diplomático

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a liderança do Irã estaria negociando um acordo de cessar-fogo, mas evita admitir isso publicamente por medo de represálias internas.

    “Eles estão negociando, querem chegar a um acordo. Mas têm medo de dizer isso, porque acham que podem ser mortos pelos próprios”, declarou Trump durante jantar com parlamentares republicanos em Washington.

    Desde o início dos ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, líderes importantes do regime foram mortos, incluindo o líder supremo Ali Khamenei. O sucessor indicado, Mojtaba Khamenei, não aparece em público há semanas, o que alimenta especulações sobre sua condição.

    Do lado iraniano, o discurso segue na direção oposta. O ministro das Relações Exteriores afirmou que negociar neste momento seria admitir derrota. “A República Islâmica não planeja nenhuma negociação”, disse Abbas Araqchi à televisão estatal, acrescentando que o país pretende encerrar o conflito “nos próprios termos” e evitar que algo semelhante volte a acontecer.

    Em resposta aos ataques, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos no Golfo, além de manter bloqueado o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.

    A Casa Branca elevou o tom ao reagir à postura iraniana. Segundo a porta-voz Karoline Leavitt, os Estados Unidos podem “desencadear o inferno” caso o Irã cometa um “erro de cálculo” e não reconheça a derrota militar.

    Apesar das ameaças, Washington afirma que ainda mantém canais de diálogo abertos. “As negociações continuam. São produtivas, como disse o presidente, e vão continuar sendo”, declarou Leavitt.

    Ainda assim, a emissora estatal iraniana Press TV informou que Teerã teria rejeitado uma proposta americana com 15 pontos para encerrar a guerra, citando fontes não identificadas.

    Após isso, o governo iraniano intensificou o tom de confronto com os Estados Unidos.

    Durante o discurso, Trump também criticou a cobertura da imprensa sobre o conflito, especialmente reportagens que questionam sua visão otimista sobre a guerra, que já dura quase um mês.
     

     

    Trump afirma que Irã “negocia cessar-fogo, mas teme admitir”

  • Brasil x França: horário e onde assistir o da Seleção Brasileira

    Brasil x França: horário e onde assistir o da Seleção Brasileira

    Brasil e França se enfrentam nesta quinta-feira (26), às 17h, no Gillette Stadium, em Boston, nos Estados Unidos, em amistoso válido pela Data Fifa de março. O estádio é a casa do New England Patriots, da NFL, e recebe o duelo entre duas das principais seleções do futebol mundial.

    A partida terá transmissão ao vivo pela TV Globo, SporTV e pelo canal GE TV, além de cobertura em tempo real no CNN Esporte .

    A seleção brasileira chega para o confronto com mudanças importantes na lista de convocados. O técnico Carlo Ancelotti precisou fazer cortes de última hora por conta de lesões.

    Desfalques

    O lateral Alex Sandro, do Flamengo, foi desconvocado após sofrer uma lesão muscular na coxa durante partida pelo Campeonato Brasileiro. Para a vaga, foi chamado Kaiki Bruno, do Cruzeiro.

    No gol, Alisson também ficou fora após apresentar problema físico atuando pelo Liverpool. O substituto escolhido foi Hugo Souza.

    Outro desfalque é o zagueiro Gabriel Magalhães, do Arsenal, que relatou dores no joelho após a final da Copa da Liga Inglesa e acabou cortado.

    França

    A França também chega com problemas. O defensor William Saliba, do Arsenal, sofreu uma lesão nos minutos finais da decisão da Copa da Liga Inglesa e não poderá atuar. Para seu lugar, foi convocado Maxence Lacroix, do Crystal Palace.

    Apesar das ausências, as duas equipes contam com elencos recheados de estrelas. Do lado brasileiro, nomes como Vinicius Júnior, Raphinha e Endrick aparecem como destaques. Já a França aposta em jogadores como Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Marcus Thuram.

    Lista completa de convocados de Brasil e França para o amistoso

    Brasil:
    Hugo Souza (Corinthians), Bento (Al-Nassr) e Ederson (Fenerbahçe); Bremer (Juventus), Danilo (Flamengo), Douglas Santos (Zenit), Kaiki Bruno (Cruzeiro), Ibañez (Al Ahli), Léo Pereira (Flamengo), Marquinhos (PSG) e Wesley (Roma); Andrey Santos (Chelsea), Casemiro (Manchester United), Danilo (Botafogo), Fabinho (Al-Ittihad) e Gabriel Sara (Galatasaray); Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), João Pedro (Chelsea), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth) e Vinicius Júnior (Real Madrid).

    França:
    Lucas Chevalier (PSG), Mike Maignan (Milan), Brice Samba (Rennes); Lucas Digne (Aston Villa), Malo Gusto (Chelsea), Lucas Hernandez (PSG), Theo Hernandez (Al Hilal), Pierre Kalulu (Juventus), Ibrahima Konaté (Liverpool), Dayot Upamecano (Bayern de Munique) e Maxence Lacroix (Crystal Palace); Eduardo Camavinga (Real Madrid), N’Golo Kanté (Fenerbahçe), Manu Koné (Roma), Adrien Rabiot (Milan), Aurélien Tchouaméni (Real Madrid) e Warren Zaïre-Emery (PSG); Maghnes Akliouche (Monaco), Ryan Cherki (Manchester City), Ousmane Dembélé (PSG), Désiré Doué (PSG), Hugo Ekitiké (Liverpool), Randal Kolo Muani (Tottenham), Kylian Mbappé (Real Madrid), Michael Olise (Bayern de Munique) e Marcus Thuram (Inter de Milão).

    O amistoso faz parte da preparação das seleções para os próximos compromissos internacionais e serve como teste importante para ajustes táticos e avaliação de jogadores.

    Detalhes da partida
    Data: quinta-feira (26)
    Horário: 17h
    Local: Gillette Stadium, Boston
    Competição: amistoso internacional (Data Fifa)
     

    Ancelotti tem duas lacunas a serem preenchidas para o amistoso contra a França; treino desta quarta-feira (25) contou com as novidades de Luiz Henrique e Douglas Santos

    Folhapress | 22:35 – 25/03/2026

    Brasil x França: horário e onde assistir o da Seleção Brasileira

  • Irã amplia ofensiva e diz ter atingido alvos em Israel e no Golfo

    Irã amplia ofensiva e diz ter atingido alvos em Israel e no Golfo

    Guarda Revolucionária afirma ter lançado novas ondas de ataques com drones e mísseis, incluindo bases na região e cidades israelenses. EUA negam danos a aeronaves, enquanto países do Golfo relatam interceptações durante a escalada do conflito

    A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quinta-feira que realizou ataques contra diversos alvos em Israel e em países do Golfo Pérsico, no 26º dia de conflito na região.

    Segundo comunicado divulgado pela agência iraniana Tasnim, ligada ao Corpo da Guarda da Revolução Islâmica (IRGC), o país atingiu posições com drones e mísseis, incluindo a base Al Azraq, na Jordânia, a base Sheikh Isa, no Bahrein, e as instalações Alí al Salem e Arifjan, no Kuwait, durante a 79ª onda de bombardeios.

    O grupo também informou ter atacado centros “estratégicos, militares e de segurança” no norte de Israel com “ataques contínuos de mísseis”, na 80ª fase da ofensiva, em coordenação com a milícia xiita libanesa Hezbollah.

    De acordo com a Tasnim, uma nova série de ataques atingiu mais de 70 pontos em cidades israelenses como Haifa, Dimona e Khadra.

    O IRGC afirmou ainda ter atingido um caça F-18 dos Estados Unidos e o porta-aviões Abraham Lincoln. A informação, no entanto, foi negada pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM), responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio.

    Israel confirmou ter sido alvo de ataques vindos do Irã, segundo as Forças de Defesa do país, mas informou que não houve registro de feridos.

    Bahrein e Emirados Árabes Unidos também relataram ter interceptado drones durante a ofensiva.
     

     

    Irã amplia ofensiva e diz ter atingido alvos em Israel e no Golfo

  • STF autoriza penduricalhos de até 70% do teto do funcionalismo público

    STF autoriza penduricalhos de até 70% do teto do funcionalismo público

    Decisão estabelece limite para adicionais pagos a magistrados e membros do Ministério Público, permitindo valores acima do teto até nova lei. Corte também extinguiu diversos benefícios e fixou regras para aumentar transparência e reduzir gastos públicos com remunerações

    (FOLHAPRESS) – O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quarta-feira (25) que os chamados penduricalhos no Judiciário e no Ministério Público deverão ser pagos até um limite de 70% do salário dos servidores desses órgãos. No caso dos integrantes do próprio Supremo, que recebem o teto do funcionalismo público, de R$ 46.366, esses pagamentos adicionais podem chegar a R$ 32.456.

    A proposta foi apresentada no julgamento em voto conjunto por Gilmar Mendes, Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, relatores de ações sobre o tema. Os ministros foram acompanhados por André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Edson Fachin.

    O teor da decisão contrasta com o tom duro de liminares expedidas por Gilmar e Dino em fevereiro. O decano afirmou à época estar perplexo “quanto à desordem que vivenciamos no que diz respeito à remuneração”, enquanto Dino falou em dar “fim ao Império dos penduricalhos”.

    Na prática, o Supremo autoriza o pagamento de valores acima do teto constitucional até que o Congresso Nacional aprove uma legislação sobre o tema, mas estabelece um limite que até então não existia. A remuneração básica dos servidores continuará restrita a R$ 46.366, mas os adicionais podem superar esse valor, a depender do caso.

    Segundo ministros, as mudanças aprovadas nesta quarta-feira resultarão em uma economia de R$ 7,3 bilhões por ano. A reportagem apurou que os ministros estimam que acabaram com cerca de 50 penduricalhos. De acordo com Fachin, os pagamentos mensais médios antes eram R$ 95 mil e agora o máximo será R$ 78 mil, aplicável só para quem receber o teto.

    Conforme a decisão, as verbas indenizatórias (que incluem pagamento de férias não gozadas e acúmulo de jurisdição) não podem ultrapassar 35% da remuneração do servidor. No caso de ministros do STF, que recebem o teto constitucional, esse valor representa R$ 16.228.

    Além da limitação desses penduricalhos em até 35%, os ministros concordaram em permitir o pagamento de um outro adicional, por tempo de serviço, chamado de “parcela de valorização do tempo de antiguidade na carreira”.
    Esse valor será também de até 35% do teto, com repasse de 5% a cada cinco anos. O limite só será pago a quem tiver 35 anos de serviço ou mais, ativo ou inativo, e comprovar o direito ao penduricalho.

    Gilmar Mendes afirmou que o adicional por tempo de serviço é um mecanismo “voltado a mitigar os impactos financeiros decorrentes da reconfiguração do regime de verbas indenizatórias, preservando, em alguma medida, a segurança jurídica dos agentes públicos”.

    Em seu voto, apesar de ter seguido os relatores, Cármen Lúcia defendeu que essa verba deveria ser criada pelo Legislativo. Já há uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) apresentada pelo ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) que busca reativar o chamado quinquênio.

    Ao ler o voto conjunto dos relatores, Gilmar afirmou que o tribunal está “tentando fazer o melhor.

    “A prática observada nos últimos anos evidenciou um déficit de transparência e de racionalidade no sistema remuneratório, fragilizando especialmente o controle institucional e social sobre os gastos públicos, na medida em que obscurece a real dimensão das despesas com pessoal”, disse.

    Com a decisão, foram declarados inconstitucionais penduricalhos como auxílios natalinos, combustível, licença compensatória por acúmulo de acervo, auxílio-moradia, auxílio-alimentação, licenças compensatória de 1 dia de folga por 3 trabalhados, assistência pré-escolar, licença remuneratória para curso no exterior, indenização por serviços de telecomunicação, auxílio-natalidade e auxílio-creche.

    “O limite máximo da somatória de todas as previsões será sempre de 35% do respectivo subsídio”, diz a tese aprovada pelo Supremo. As regras passam a valer para o mês-base de abril, com pagamento em maio.

    Ficam fora da regra os seguintes pagamentos: 13º salário, terço adicional de férias, pagamento de auxílio-saúde (desde que comprovado o valor efetivamente pago), abono de permanência de caráter previdenciário e gratificação mensal paga pelo acúmulo de funções eleitorais.

    A tese também suspendeu o pagamentos dos valores retroativos reconhecidos por decisão judicial não transitada em julgado ou administrativa anteriores a fevereiro até análise das verbas pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e pelo CNPM (Conselho Nacional do Ministério Público) e referendo pelo STF.

    No caso das liminares de Dino e Gilmar, as determinações foram suspensas. Os penduricalhos do Executivo e do Legislativo devem continuar obedecendo o teto do funcionalismo público.

    A corte retomou a análise de ações que tratam do tema, em julgamento conjunto, dentre elas, a liminar de Gilmar, que barrou as verbas indenizatórias previstas em leis estaduais para integrantes do Judiciário e do MP, e a de Dino, que determinou o fim das verbas pagas acima do teto para todos os níveis da federação.

    Ao abrir os votos, Fachin afirmou que os ministros se dedicaram nos últimos 30 dias à análise do tema que já dura mais de 30 anos.

    “O que se almejou era e é conquistar passos maiores na uniformização e na padronização e buscar ganhos na transparência e na previsibilidade, além de estabelecer limites nas despesas e buscando também, portanto, economia de despesas sobre pagamentos sem base legal”, disse o presidente.

    Na segunda (23), a comissão criada pelo presidente do STF para fazer propostas sobre a regulação dos penduricalhos identificou que o gasto total com verbas acima do teto, apenas para a magistratura, está próximo de R$ 9,8 bilhões.

    Há ainda dados do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), que indicam que o valor total de gastos com parcelas que excedem o valor do subsídio é de R$ 7,2 bilhões.

    Como meio de frear novos gastos do tipo, uma das sugestões do grupo é vincular essas despesas à legislação do Imposto de Renda.

    VEJA ABAIXO QUAIS SERÃO OS PENDURICALHOS PERMITIDOS

    – diárias;
    – ajuda de custo em caso de remoção;
    – promoção ou nomeação que importe em alteração do domicílio legal;
    – pro labore pela atividade de magistério, gratificação pelo exercício em comarca de difícil provimento;
    – indenização de férias não gozadas, no máximo de 30 dias;
    – gratificação por exercício cumulativo de jurisdição;
    – eventuais valores retroativos reconhecidos por decisão judicial ou administrativa anteriores a fevereiro de 2026.

    STF autoriza penduricalhos de até 70% do teto do funcionalismo público

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Tereza Cristina e Zema ganham força para vice de Flávio Bolsonaro

    Tereza Cristina e Zema ganham força para vice de Flávio Bolsonaro

    Pré-campanha de Flávio Bolsonaro avalia nomes para vice após saída de Ratinho Junior do páreo. Tereza Cristina e Romeu Zema ganham destaque, com apoio dividido entre aliados e estratégia voltada a ampliar votos em diferentes regiões e setores

    (CBS NEWS) – Após o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), ter afirmado que vai cumprir seu mandato até o fim, a coordenação da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avalia os nomes da senadora Tereza Cristina (PP-MS) ou do agora ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) como possíveis vices.

    A decisão só deve ser tomada perto das convenções partidárias, em julho.

    Os aliados de Flávio se dividem em relação a defender Tereza ou Zema. Parte dos apoiadores do senador preferia Ratinho na vaga de vice, mas essa hipótese está praticamente descartada desde o anúncio do governador de que cumprirá o mandato até o fim no Paraná.

    Na terça-feira (24), Flávio afirmou que não está tratando da escolha de vice neste momento. “Vamos com calma”, respondeu, mencionando os nomes de Tereza e Zema entre as opções. Ele também acenou ao governador do Paraná: “O Ratinho é sempre um bom quadro para compor conosco a nível nacional”.

    Em entrevista ao programa Frente a Frente, da Folha de S. Paulo e do UOL, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que Tereza Cristina seria a vice ideal para Flávio. Já o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria indicado preferência por Zema, segundo interlocutores.

    Zema é apontado como boa opção por representar o segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais, onde Flávio busca tirar votos de Lula (PT). Em 2022, Bolsonaro perdeu para o petista no estado por 49,8% a 50,2%.

    O ex-governador tem disposição de ser vice, de acordo com integrantes da pré-campanha, mas há ressalvas de ambos os lados. Da parte de Zema, existe receio em integrar a chapa de Flávio e, consequentemente, fazer parte dos conflitos internos do clã Bolsonaro e do PL.

    Na equipe de Flávio, por outro lado, há dúvida em relação ao potencial de votos que Zema poderia agregar. O grupo chegou a fazer uma pesquisa para medir se o apoio do ex-governador seria decisivo para conquistar o eleitorado de Minas.

    De acordo com um integrante da pré-campanha, a pesquisa não foi conclusiva. Nas eleições de 2024, o candidato apoiado por Zema à Prefeitura de Belo Horizonte acabou em terceiro lugar, e o partido Novo elegeu só 9 dos 853 prefeitos do estado.

    Publicamente, Zema tem negado qualquer tratativa e dito que levará sua candidatura presidencial até o final.

    Já Tereza Cristina é o nome favorito entre os partidos do centrão, mas sua indicação depende de uma coligação nacional de Flávio com a federação composta por União Brasil e PP.

    Esses partidos trabalhavam pela candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e ainda demonstram resistência a endossar Flávio, preferindo no momento priorizar a construção das chapas para as eleições legislativas.

    O perfil dela é visto na equipe do senador como capaz de aumentar o apoio no eleitorado feminino, um ponto fraco do ex-presidente Bolsonaro.

    Ela também poderia aumentar a adesão de agentes importantes do agro, setor do qual a senadora é uma das principais interlocutoras no Congresso, tendo presidido a Frente Parlamentar da Agropecuária e sido ministra da Agricultura na gestão passada.

    Quem argumenta contra Tereza aponta que Flávio já terá os votos do público ligado ao agro de qualquer forma, pois eles rejeitariam Lula.

    Por outro lado, alguns aliados do pré-candidato afirmam que, desde que o bolsonarismo impulsionou o tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, há um desconforto do setor com o filho do ex-presidente. Além disso, um provável adversário na eleição com a saída de Ratinho Junior é o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), uma liderança histórica do agronegócio.

    Contra Tereza pesa ser de um estado (Mato Grosso do Sul) com eleitorado menos relevante para a disputa nacional.

    A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), chegou a ser sondada por integrantes da pré-campanha, com a proposta de ir para o PP e ocupar a vice da chapa. Seria uma forma de conquistar eleitores no Nordeste, onde Lula é mais forte, mas ela preferiu concorrer à reeleição. Outros nomes da região também são estudados, em especial de mulheres.

    Tereza Cristina e Zema ganham força para vice de Flávio Bolsonaro

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  • Modelo pode ser condenada a 11 anos presa por seduzir e roubar milionários

    Modelo pode ser condenada a 11 anos presa por seduzir e roubar milionários

    Mia Ventura Shoshana, ex-coelhinha da Playboy, é acusada de seduzir vítimas por aplicativos de namoro para roubar objetos de valor; pena pode chegar a 11 anos; modelo está em liberdade sob fiança, monitorada por tornezeleira eletrônica

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Mia Ventura Shoshana, 27, está sendo processada nos Los Angeles por golpes contra homens ricos de Beverly Hills e outros bairros nobres da região.

    Adva Lavie, seu nome de batismo, seduzia as vítimas para ter acesso às suas casas e roubar objetos de valor.

    Segundo o jornal The New York Post, os crimes foram cometidos entre 2023 e 2025, contra homens maduros, “carentes e vulneráveis”, que a ré conhecia por aplicativos de namoro.

    Se condenada, a modelo israelense pode pegar até 11 anos de prisão. “No julgamento, provaremos, sem sombra de dúvida, que a ré explorou a confiança construída por meio de relacionamentos online para obter acesso às casas das vítimas e roubá-las. Sua capacidade de influenciar outras pessoas de forma enganosa, seja pessoalmente ou online, chegou ao fim”, declarou sobre o caso o promotor do condado de Los Angeles, Nathan Hochman, à imprensa local.

    Mia está em liberdade sob fiança, monitorada por tornezeleira eletrônica. Ela está proibida de se aproximar das supostas vítimas e deve comparecer ao tribunal em 6 de abril, para a primeira audiência do caso.

    Ela fora eleita coelhinha da Playboy em julho de 2023. Criada em uma família judia ortodoxa, atuou como comissária de bordo antes de entrar para a indústria do conteúdo adulto, com um perfil na plataforma OnlyFans.

    Modelo pode ser condenada a 11 anos presa por seduzir e roubar milionários

  • Unesco: 273 milhões de crianças estão fora da escola em todo o mundo

    Unesco: 273 milhões de crianças estão fora da escola em todo o mundo

    A população fora da escola aumentou pelo sétimo ano consecutivo, subindo 3% desde 2015 e atingindo 273 milhões em 2024; relatório é o primeiro da série Contagem Regressiva para 2030

    A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) apresentou nesta quarta-feira (25) o Relatório de Monitoramento Global da Educação (Relatório GEM) 2026 sobre a situação mundial da educação.

    Após cair 33% entre 2000 e 2015, a população fora da escola aumentou pelo sétimo ano consecutivo, subindo 3% desde 2015 e atingindo 273 milhões em 2024. Isso significa que uma em cada seis crianças, adolescentes e jovens em todo o mundo está excluído da educação. Outra conclusão do documento é que apenas dois terços dos jovens concluem a educação secundária.

    Os principais fatores apontados são o crescimento populacional, crises e a redução de orçamentos.

    Contagem Regressiva 

    A Unesco afirma que essa população jovem é subestimada em pelo menos 13 milhões se informações suplementares de fontes humanitárias forem usadas para corrigir lacunas de dados nos dez países mais afetados por conflitos.

    O relatório é o primeiro da série Contagem Regressiva para 2030, composta por três partes. A publicação seriada pretende avaliar o progresso da educação em termos de acesso e equidade (2026), qualidade e aprendizagem (2027) e relevância (2028-2029).

    Matrículas

    Com 1,4 bilhão de estudantes matriculados em 2024, as matrículas aumentaram em 327 milhões (30%) no ensino primário e secundário desde 2000. O Relatório de Monitoramento Global da Educação mostra que também houve aumento de 45% na pré-escola e de 161% no ensino pós-secundário (superior). Isso equivale a mais de 25 crianças que obtêm acesso à escola, a cada um minuto.

    Por exemplo, a taxa de matrícula na educação primária da Etiópia aumentou de 18%, em 1974, para 84%, em 2024, e a expansão do acesso ao ensino superior na China cresceu em um ritmo sem precedentes, passando de 7%, em 1999, para mais de 60%, em 2024.

    Educação pré-primária

    O relatório avalia se uma criança de 5 anos está em sala de aula. Apesar do indicador global afirmar que 75% das crianças com essa idade tinha acesso à educação, os dados mostram que apenas 60% dos alunos do ensino fundamental tiveram pelo menos um ano de educação pré-primária.

    Isso pode indicar um irreal sucesso da educação infantil ao incluir crianças que já “pularam” essa etapa de ensino (infantil) e foram direto para o ensino fundamental.

    Permanência na escola

    O documento mostra também que o progresso na permanência de crianças na escola desacelerou em quase todas as regiões desde 2015.

    O destaque negativo é a desaceleração acentuada na África Subsaariana, sobretudo em razão do crescimento populacional. Diversas crises — incluindo conflitos — também comprometeram os avanços.

    Outra região apontada pelo levantamento com milhões de crianças fora das salas de aula e sob maior risco de atraso educacional é o Oriente Médio, após o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã que forçaram o fechamento de muitas escolas da região.

    “Mais de uma em cada seis crianças vive em áreas afetadas por conflitos, representando milhões a mais fora da escola, além daqueles identificados pelas estatísticas”, disse a Unesco.

    Mas o progresso foi observado em alguns países, que reduziram as taxas de evasão em pelo menos 80% desde 2000.

    É o caso de Madagascar e do Togo entre crianças; de Marrocos e Vietnã entre adolescentes; e de Geórgia e Turquia entre os jovens. No mesmo período, a Costa do Marfim reduziu pela metade suas taxas de exclusão nas três faixas etárias.

    Entre 2000 e 2024, o México reduziu as taxas de evasão em mais de 20 pontos percentuais a mais que El Salvador; Serra Leoa aumentou as taxas de conclusão do primário 22 pontos a mais que a Libéria; e o Iraque aumentou sua taxa de conclusão do ensino médio 10 pontos a mais que a Argélia.

    Conclusão do ensino

    Mais crianças estão concluindo sua educação, e não apenas iniciando. Desde 2000, a taxa de conclusão escolar aumentou de 77% para 88% no ensino primário, de 60% para 78% nos finais do ensino fundamental (fundamental II) e de 37% para 61% no ensino médio. O ritmo de aumento tem sido, por exemplo, de um ponto percentual por ano no ensino médio desde 2000.

    Nas taxas atuais de expansão, o mundo alcançaria 95% de conclusão do ensino médio apenas em 2105.

    Repetência

    As altas taxas de repetência caíram desde 2000 em 62% no primário e em 38% no ensino médio inferior.

    A Unesco relata que muitas crianças ainda se matriculam tarde na escola e repetem anos em países de baixa e média-baixa renda, o que significa que muitos concluem cada ciclo com vários anos de atraso.

    A lacuna entre a conclusão “no tempo certo” (entre três a cinco anos da idade oficial de formatura) e a conclusão “final” (mesmo que tardia) no ensino médio inferior é de quatro pontos percentuais globalmente, mas chega a nove pontos em países de baixa renda. “Uma diferença que vem crescendo desde 2005”, diz o relatório.

    Universalização da educação

    O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS 4) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) tem a meta central de garantir, até 2030, que todas as meninas e meninos concluam o ensino primário e secundário gratuito, equitativo e de qualidade. 

    Desde 2022, 80% dos países comunicaram metas nacionais para pelo menos alguns dos oito indicadores do ODS 4 a serem alcançados até 2030.

    O progresso para alcançar as metas é monitorado anualmente pela Unesco.

    O Relatório GEM 2026 da Unesco releva que muitos países têm registrado progressos significativos, o que evidencia a importância do contexto nacional na definição de metas e na formulação de políticas.

    Equidade

    Ao analisar a educação mundial nos últimos anos, em grande medida, as disparidades de gênero na educação primária e secundária foram reduzidas na média. No Nepal, por exemplo, as meninas alcançaram rapidamente os meninos, e, em algumas regiões, os superaram, graças a reformas sustentadas em favor da igualdade de gênero.

    Educação inclusiva 

    Desde 2000, a proporção de países com leis de educação inclusiva aumentou de 1% para 24%, enquanto a daqueles que incluem em suas leis o ensino inclusivo para crianças com deficiência cresceu de 17% para 29%. A proporção de países que adotaram uma definição de educação inclusiva aumentou de 68% em 2020 para 84% em 2025; destes, a parcela cuja definição vai além da deficiência aumentou de 51% para 69%.

    Entre 1998 e 2023, em 158 países, a proporção de pessoas com 12 anos de escolaridade obrigatória aumentou de 8% para 26%; em 130 países, a duração média da educação gratuita aumentou de 10 anos para 10,8 anos.

    Financiamento da educação

    A proporção de países que utilizam quatro mecanismos de financiamento e aproveitam seu potencial para beneficiar populações desfavorecidas no ensino fundamental e médio – transferências para governos subnacionais, para escolas e para alunos e famílias – aumentou de quatro a seis vezes nos últimos 25 anos. Os programas de merenda escolar, que partiram de uma base mais alta, dobraram de tamanho.

    Na educação pré-primária, 54% dos países transferem recursos para instituições que atendem crianças desfavorecidas, 26% transferem recursos para as famílias por meio do Ministério da Educação e 55% transferem recursos para as famílias por meio de algum outro ministério.

    No ensino superior, 1 em cada 3 países não cobra mensalidades em universidades públicas, quase 1 em cada 2 países subsidia o alojamento estudantil, 4 em cada 10 apoiam o transporte e pouco menos de 3 em cada 10 subsidiam livros didáticos.

    Recomendações

    Com a aproximação do prazo de 2030 e os países rumo a cumprimento do ODS 4, a Unesco entende que os processos de definição de metas dos países podem ser mais firmemente incorporados aos processos nacionais de planejamento e orçamento, com base nas taxas de progresso anteriores e nas experiências de outros países. O organismo recomenda que essas metas sejam melhor comunicadas internamente. 

    A Unesco defende que é necessário um uso mais eficiente dos dados disponíveis em pesquisas e censos para monitorar a participação e a equidade na educação.

    Para a formulação de políticas públicas, a Unesco enfatiza que é preciso aprimorar o monitoramento da educação por meio da produção de estatísticas com informações mais precisas sobre participação e aproveitamento escolar.

    As políticas também precisam ser monitoradas, e não apenas os resultados e os impactos.

    A Unesco valoriza os intercâmbios entre países para gerar ideias, mas alerta que experiências estrangeiras devem ser analisadas e filtradas para o que é aplicável à realidade local de cada país.

    O organismo internacional observa também que o desenvolvimento de políticas educacionais deve ser pautado pela equidade e os resultados devem ser avaliados.

    Unesco: 273 milhões de crianças estão fora da escola em todo o mundo

  • Ary Fontoura diz estar revoltado com saída de Jonas do BBB

    Ary Fontoura diz estar revoltado com saída de Jonas do BBB

    Ator de 93 anos comentou em postagem nas redes sociais sua decepção com a escolha do público; vídeo viralizou nas redes sociais e causou debates entre os internautas sobre os métodos de votação

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O décimo paredão do BBB 26 (Globo), que eliminou o gaúcho Jonas Sulzbach, deixou Ary Fontoura, 93, revoltado. Nesta terça-feira (24), o ator comentou sua decepção com a escolha do público nas redes sociais.

    “Eu estava assistindo ao Big Brother hoje e fiquei apavorado com o resultado do programa”, afirmou. “Todas as coisas aqui no país estão invertidas, gente.”

    “Como é que pode tirar um rapaz que ia tão bem, que era um dos melhores candidatos do programa?”, continuou o ator. “Foi embora assim, sem mais nem menos. Mas quem é que está julgando? Como é que pode julgar, julgar pelo quê? Pelo não valor? É isso que tá valendo a pena?”

    O vídeo viralizou nas redes sociais. Entre os internautas, houve debate sobre a saída de Jonas e até sobre os métodos de votação utilizados pela Globo.

    Jonas foi eliminado do BBB com 53,48% dos votos. Ao longo do reality show, o participante ganhou quatro lideranças e dois anjos, empatado com Alberto Cowboy. Ele está entre os maiores vencedores de provas da edição.

    Ary Fontoura diz estar revoltado com saída de Jonas do BBB

  • 'Salvaram vidas', diz passageira sobre pilotos de avião que bateu em NY

    'Salvaram vidas', diz passageira sobre pilotos de avião que bateu em NY

    Antoine Forest e Mackenzie Gunther foram identificados como sendo o piloto e copiloto que morreram após a colisão entre o avião Air Canada e um veículo de bombeiros no aeroporto La Guardia, em Nova York

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Passageiros do voo da Air Canada Express que bateu em um caminhão de bombeiros em Nova York relatam que a rápida reação dos pilotos evitou uma tragédia maior.

    A frenagem forte da aeronave reduziu o impacto da batida no último domingo. O piloto Antoine Forest e o copiloto Mackenzie Gunther morreram no acidente, mas passageiros afirmam que a atitude da tripulação salvou dezenas de vidas.

    A passageira Rebecca Liquori diz que voltou para casa por causa da ação dos pilotos. “Sinto que os pilotos salvaram as nossas vidas. Eles são a razão pela qual fui capaz de chegar a casa em segurança”, disse à CNN.

    O francês Clément Lelièvre também atribui a sobrevivência ao reflexo dos pilotos. Ele conta que o avião freou com força no momento da colisão. “Acho que ele salvou as nossas vidas, porque deve ter tido reflexos incríveis”, afirmou à Canadian Press.

    O avião transportava 76 pessoas e atingiu o veículo a cerca de 39 km/h. O caminhão de bombeiros atendia a uma ocorrência na pista 4 do aeroporto LaGuardia quando foi atingido, deixando outras 41 pessoas feridas.

    HISTÓRICO DE FALHAS DE SEGURANÇA

    Pilotos já haviam registrado reclamações sobre o risco de colisões no aeroporto LaGuardia. Em agosto de 2025, um profissional relatou à Nasa que os controladores não passavam informações adequadas e estavam no limite devido ao ritmo das operações.

    Um dos relatos alertava para a semelhança com acidentes anteriores em dias de tempestade. “LaGuardia está começando a parecer com Washington antes do acidente de lá. Por favor, façam alguma coisa”, diz o registro divulgado pela CNN.

    Outro registro apontou uma decolagem autorizada com uma aeronave na pista em junho de 2024. “Acho que estamos ultrapassando os limites e um acidente vai acontecer mais cedo ou mais tarde”, avaliou o piloto anônimo na notificação.

    A colisão de domingo levou ao fechamento temporário do aeroporto de Nova York. O terminal precisou suspender as operações após o choque do voo da Air Canada, mas reabriu na segunda-feira.

    'Salvaram vidas', diz passageira sobre pilotos de avião que bateu em NY