Autor: REDAÇÃO

  • Datena estreia em rádio, repreende diretor ao vivo e promete 'dar porrada em todo mundo'

    Datena estreia em rádio, repreende diretor ao vivo e promete 'dar porrada em todo mundo'

    Apresentador diz ter sido engolido por políticos na eleição de 2024, da qual saiu com apenas 1,83% dos votos; em estreia, entrevistou Guilherme Boulos e chamou de imbecis quem dizia que ele era sensacionalista

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – “Estou aqui para dar porrada em todo mundo. Não interessa se é direita ou esquerda. A nossa palavra é liberdade. A democracia é respeitar o princípio do contrário, aqui fala todo mundo. Não é porque vamos estrear com o Boulos aqui que não pode ter aqui o Kassab, o Tarcisio…”

    Assim o jornalista José Luiz Datena estreou o programa “Alô Alô Brasil” na Rádio Nacional, canal da estatal EBC (Empresa Brasil de Comunicação), na manhã desta segunda (23).

    Com alcance nacional, a atração será transmitida ao vivo, das 8h às 10h, de segunda a sexta-feira, em todas as emissoras da rede. Pelo canal da Rádio Nacional no Youtube, é possível ver ao vivo as gravações do programa.

    Não é só. Na terça da semana que vem, às 21h do dia 3, estreará “Na Mesa com Datena”, análise semanal dos principais temas da agenda nacional.

    O jornalista iniciou sua carreira no rádio esportivo aos 15 anos, antes de se tornar nacionalmente conhecido em programa policiais de TV.

    Nos estúdios da Rádio Nacional em São Paulo, sem seguir um roteiro rígido, Datena esperava entrevistar o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) apenas no final do programa. Mas o político tinha viagem agendada para Brasília e apareceu no início.

    Datena aproveitou para brincar. “Não imaginei que ministro acordasse às 5h da manhã. Alguns devem acordar meio-dia…” Em seguida, lembrou sua candidatura à Prefeitura de São Paulo em 2024, na qual concorreu pelo PSDB e contra Boulos. Saiu da eleição em quinto lugar, com 1,83% dos votos, o pior desempenho já registrado pelos tucanos na capital paulista.

    “Debate foi a pior coisa da minha vida. Político se comunica muito diferente do comunicador. Achei que ia engolir os políticos e fui engolido”, disse o apresentador.

    Datena não poupou o ministro e fez perguntas sobre assuntos em voga, como os Tapajós, que ocupam um porto em Santarém (PA) contra dragagens na amazônia, a escala 6 x 1 e o desfile da escola de samba que homenageou Lula.

    Também apertou o entrevistado para saber se ele sairá para o Senado nas eleições deste ano. Boulos saiu pela tangente.

    Para o diretor-presidente da EBC, Andre Basbaum, “não dá para ter o Datena e achar que ele vai fazer jornalismo chapa-branca”. Foi Basbaum, jornalista com 27 anos de televisão, quem batalhou por Datena na estatal.

    “Ter um cara como ele no time faz diferença. Ter um cara como ele na Rádio Nacional também faz diferença. A rádio está fazendo 90 anos, e a gente quis investir em jornalismo ao vivo. É o que dá audiência e é o que vai dar relevância e credibilidade para o veículo”, disse o diretor.

    Situação curiosa ocorreu na entrevista com Boulos, quando Basbaum, que acompanhava a estreia de dentro do estúdio, fez um comentário elogiando o possível fim da escala 6 x 1, mesma posição defendida pelo ministro.

    Datena não deixou passar: “Eu peço perdão pela intervenção do nosso presidente. Ele é presidente da EBC, mas eu não levantaria essa bola para você [Boulos]. Não estamos aqui para ajudar o entrevistado porque é do governo. Eu não levantaria essa bola para você.”

    “Está certo ele, o Datena fez bem em me colocar no meu lugar”, afirmou bem-humorado Basbaum após o programa. “Eu não devia ter feito o comentário e ele foi muito bem de ter de ter dito algo como ‘você é o presidente da empresa, mas não dá pitaco aqui’.”

    No programa, Datena perguntou ao ministro se o desfile da Acadêmicos de Niterói foi discutido no Palácio do Planalto e se foi um erro. Boulos disse que a escola de samba fez uma “homenagem corajosa e pagou o preço por isso no rebaixamento”.

    “Não foi o governo que resolveu fazer, não foi uma empresa do governo. O Lula não desfilou, o Lula assistiu lá no camarote. Qual é o crime eleitoral que tem aí? Ouvir os mesmos bolsonaristas, que usaram a Polícia Rodoviária Federal para impedir os eleitores do Lula de votar lá no Nordeste, falando de crime eleitoral de boca cheia? Eles não têm autoridade moral”, respondeu o ministro.

    Questionado se sairá candidato ao Senado, o ministro tergiversou várias vezes, enquanto Datena insistia. No final, Boulos disse que “se lhe for dada uma missão, aceitará”.

    Datena ter ficou conhecido em atrações sensacionalistas como o “Cidade Alerta”, na Record, ou o “Brasil Urgente”, na Band.

    Em dezembro, a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e sindicatos criticaram o plano da EBC de contratá-lo, revelado pela Folha, e disseram, em nota, que o apresentador “consolidou um tipo de jornalismo marcado pelo desrespeito sistemático aos direitos humanos e pelo proselitismo político”.

    “Esses programas têm um teor mais de fundo retrógrado, muito conservador, mas ele nunca foi esse cara. Eu sempre soube disso”, disse Basbaum nesta segunda .

    Sobre isso, Datena também tem seus pensamentos, divididos com a audiência na manhã desta segunda, quando comentou sobre o avanço do crime organizado

    “O programa vai ter notícia de polícia, porque a segurança pública é um assunto que interessa muito. Temos que nos unir contra o crime organizado. Já está nas fintechs e, de repente, na Bolsa de Valores. Alguns imbecis diziam que eu era sensacionalista. Olha agora.”

    Datena estreia em rádio, repreende diretor ao vivo e promete 'dar porrada em todo mundo'

  • Conselheiros de São Paulo pedem demissão de diretores por erro em nova camisa

    Conselheiros de São Paulo pedem demissão de diretores por erro em nova camisa

    (UOL/FOLHAPRESS) – Um grupo de conselheiros do São Paulo Futebol Clube protocolou nas últimas horas um requerimento ao presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, solicitando a recomendação à Harry Massis do desligamento por justa causa dos diretores responsáveis pelo departamento jurídico e de marketing do clube. O pedido tem como base suposta violação do Estatuto envolvendo o novo uniforme número 1 da equipe profissional.

    No documento, os signatários afirmam que o uniforme lançado institucionalmente e utilizado pelo time masculino profissional para a temporada de 2026 descumpre o artigo 157, parágrafo 1º, do Estatuto Social.

    Segundo a interpretação apresentada, o texto determina que as listras horizontais da camisa devem ser totalmente cobertas pelo emblema do clube, exigência que não teria sido respeitada no novo modelo.

    Os conselheiros argumentam que o uniforme foi aprovado pela diretoria em 2025 -especialmente pelas áreas de Marketing e Jurídica-, sob o comando do presidente Julio Casares. O documento ressalta ainda que os responsáveis pelas pastas à época da aprovação permanecem em seus cargos e mantêm vínculo contratual com o clube.

    Diante disso, os conselheiros pedem que, nos termos do artigo 75 do Estatuto Social, o Conselho oficie a Diretoria Eleita para que promova o desligamento com justa causa de Érica Duarte, diretora executiva Jurídica, e Eduardo Toni, diretor executivo de Marketing. Além disso, solicitam que sejam informados os nomes de outros funcionários, diretores, prestadores de serviço e eventuais conselheiros que tenham participado da aprovação e da autorização do uso do uniforme, para posterior apuração de responsabilidades.

    O requerimento é assinado pelos conselheiros Caio Augusto de Moraes Forjaz, Fabio Giaconi de Brito Machado, José Alexandre Médicis da Silveira e Marcelo Marcucci Portugal Gouvêa.

    O documento também menciona antecedentes recentes envolvendo a gestão. O texto cita sindicância externa independente contratada pelo clube para investigar a comercialização ilegal do camarote 3A do estádio Morumbis durante show da cantora Shakira. Segundo o requerimento, “foi apurado que o sr. Eduardo Toni foi omisso no referido episódio que causou prejuízo financeiro e dano à imagem do clube”.

    Agora, caberá ao presidente do Conselho Deliberativo analisar o pedido e definir os próximos encaminhamentos dentro das normas estatutárias do clube.

    Craque voltou a campo recentemente depois de ficar fora de três partidas

    Folhapress | 14:15 – 23/02/2026

    Conselheiros de São Paulo pedem demissão de diretores por erro em nova camisa

  • Filho de Michelle e Rob Reiner se declara inocente da morte dos pais

    Filho de Michelle e Rob Reiner se declara inocente da morte dos pais

    Nick Reiner foi acusado de matar os pais a facadas em 14 de dezembro; o filho de Rob foi diagnosticado com esquizofrenia anos atrás

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Nick Reiner, indiciado pela morte de Rob e Michelle Reiner, se apresentou hoje num tribunal e se declarou inocente. Ainda não foi divulgado se ele vai alegar inimputabilidade por doença mental. Caso sua defesa apresente esse argumento, os advogados dele devem questionar suas faculdades mentais durante o julgamento.

    O julgamento ainda não começou. Segundo o site The Hollywood Reporter, o início do julgamento pode demorar mais de um ano -ou nunca acontecer.

    Nick Reiner foi acusado de matar os pais a facadas em 14 de dezembro. Segundo os promotores, ele teria fugido da cena do crime e feito check-in num hotel horas depois. Nick foi preso na mesma noite em Los Angeles.

    Ele tem um longo histórico de abuso de substâncias e problemas de saúde mental. Ainda de acordo com o site, Nick foi diagnosticado com esquizofrenia anos atrás, e na época do assassinato estaria recebendo tratamento para um “transtorno psiquiátrico sério”.

    Filho de Michelle e Rob Reiner se declara inocente da morte dos pais

  • Benfica promete recorrer após Uefa suspender acusado de racismo contra Vini

    Benfica promete recorrer após Uefa suspender acusado de racismo contra Vini

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Benfica se manifestou após a decisão da Uefa, entidade máxima do futebol europeu, de suspender Gianluca Prestianni após a acusação de racismo contra Vinicius Júnior. O clube português lamentou e prometeu recorrer.

    Clube português lamenta suspensão. Em nota publicada após a suspensão, o Benfica lamentou que tenha perdido o atacante argentino para o jogo contra o Real Madrid mesmo com as investigações ainda em curso.

    Nesta segunda-feira (23), a Uefa suspendeu Prestianni de maneira provisória. O argentino foi acusado por Vini Jr de ter o chamado de ‘macaco’ durante jogo disputado na terça-feira passada, pelos playoffs da Liga dos Campeões.

    “O Clube lamenta ficar privado do jogador enquanto o processo está ainda em investigação e irá apelar desta decisão da UEFA, mesmo se dificilmente os prazos em causa terão qualquer efeito prático para o jogo da segunda mão do play-off da Liga dos Campeões”, afirma o clube em nota.

    O Benfica também voltou a citar Eusébio, maior ídolo da história do clube, ao reafirmar sua posição de combate ao racismo. “Valores que fazem parte da sua identidade histórica e que se refletem na sua ação quotidiana, na sua comunidade global, no trabalho da Fundação Benfica e em figuras maiores da história do Clube, como Eusébio”, disse.

    Benfica e Real Madrid se enfrentam nesta quarta-feira (25), pela partida de volta dos playoffs da Liga dos Campeões. O jogo de ida terminou com vitória do Real Madrid por 1 a 0, com um golaço de Vini.

    LEIA A NOTA COMPLETA DO BENFICA

    O Sport Lisboa e Benfica tomou conhecimento da decisão da UEFA de aplicar uma suspensão provisória de um jogo ao seu jogador Gianluca Prestianni, no âmbito da averiguação em curso relativamente ao incidente ocorrido no jogo frente ao Real Madrid.

    O Clube lamenta ficar privado do jogador enquanto o processo está ainda em investigação e irá apelar desta decisão da UEFA, mesmo se dificilmente os prazos em causa terão qualquer efeito prático para o jogo da segunda mão do play-off da Liga dos Campeões.

    O Sport Lisboa e Benfica reafirma igualmente o seu compromisso inabalável no combate a qualquer forma de racismo ou discriminação, valores que fazem parte da sua identidade histórica e que se refletem na sua ação quotidiana, na sua comunidade global, no trabalho da Fundação Benfica e em figuras maiores da história do Clube, como Eusébio.

    LEIA A NOTA COMPLETA DA UEFA

    Após a nomeação de um Inspetor de Ética e Disciplina da UEFA (EDI) para investigar alegações de comportamento discriminatório durante o jogo de repescagem da Liga dos Campeões da UEFA 2025/2026 entre o SL Benfica e o Real Madrid CF, em 17 de fevereiro de 2026, e a pedido do EDI, com um relatório preliminar, o Órgão de Controle, Ética e Disciplina da UEFA (CEDB) decidiu nesta segunda-feira (23) suspender provisoriamente o Sr. Gianluca Prestianni da próxima (1) partida de competição de clubes da UEFA em que ele seria elegível, por violação prima facie do Artigo 14 do Regulamento Disciplinar da UEFA (RD) relacionado a comportamento discriminatório.

    Esta decisão não prejudica qualquer decisão que os órgãos disciplinares da UEFA possam tomar posteriormente, após a conclusão da investigação em curso e sua respectiva apresentação aos órgãos disciplinares da UEFA.

    Mais informações sobre este assunto serão disponibilizadas oportunamente.

    Benfica promete recorrer após Uefa suspender acusado de racismo contra Vini

  • 'Posso fazer coisas terríveis a países, mas não cobrar taxas', diz Trump

    'Posso fazer coisas terríveis a países, mas não cobrar taxas', diz Trump

    Trump se referiu ainda a suprema corte norte-americana com letras minúsculas, segundo ele, propositalmente. “Vou usar letras minúsculas por um tempo, por total falta de respeito!”

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Donald Trump contestou seu tarifaço ter sido considerado ilegal, já que recebeu respaldo da Suprema Corte dos EUA em outras situações para realizar “coisas terríveis” a países estrangeiros.

    O líder americano sugeriu uma contradição e hipocrisia por parte da Corte. “Por um lado, posso usar licenças para fazer coisas absolutamente ‘terríveis’ a países estrangeiros, especialmente aqueles que têm NOS ROUBADO há muitas décadas, mas, de forma incompreensível, segundo a decisão, não posso cobrar uma taxa deles”, escreveu nesta segunda-feira (23) na Truth Social.

    Trump argumentou que a Corte aprovou todas as outras tarifas. Sem especificar quais, ele disse que elas podem ser usadas de maneira muito mais poderosa e incômoda do que o pacote de taxas que havia anunciado quase para grande parte do mundo.

    Para ele, a decisão “fez um ótimo trabalho para as pessoas erradas”. “Essa Suprema Corte encontrará uma maneira de chegar à conclusão errada, uma que novamente deixará a China e várias outras nações felizes e ricas. Que continue tomando decisões tão ruins e prejudiciais ao futuro de nossa nação, eu tenho um trabalho a fazer”, finalizou.

    O republicano se referiu ainda ao órgão de última instância com letras minúsculas, segundo ele, propositalmente. “Vou usar letras minúsculas por um tempo, por total falta de respeito!.”

    CORTE RECUSA AGENDA ECONÔMICA DE TRUMP, MAS CHANCELA TODO O RESTO

    Histórico da Corte é de ter viabilizado boa parte da agenda do governo. Em artigo de opinião publicado no último sábado, a colunista do UOL Mariana Sanches já havia pontuado que entre os mais de 20 casos de interesse do governo no Tribunal Superior em 2025, a vontade de Trump prevaleceu em pelo menos 80% deles.

    A Casa limitou, por exemplo, a atuação de juízes federais em decisões do presidente. Na determinação, ficou acordado que eles não tinham autoridade para dar decisões liminares que interrompessem em todo o território nacional ordens executivas de Trump.

    Corte também teria respaldado o líder americano em políticas anti-imigratórias. Ela abriu caminho para que os agentes do ICE (Agência de Imigração e Controle de Alfândega, na sigla em inglês) usassem características raciais e étnicas para justificar a abordagem de pessoas nas ruas dos EUA , algo que nenhum departamento de polícia do país jamais pode fazer. Além disso, garantiu o direito de cassar o status temporário de migração humanitária de mais de meio milhão de venezuelanos, haitianos, cubanos e nicaraguenses.

    Na frente administrativa, o Tribunal autorizou que Trump desmantelasse boa parte da estrutura do governo federal, que ele chama de “deep state”. Isso garantiu que o presidente poderia levar a cabo demissões em massa de funcionários federais em cerca de 20 agências e órgãos (em um processo que levou à extinção da USAID). Para isso, Trump chegou a criar o Departamento de Eficiência Governamental, o DOGE, inicialmente chefiado pelo bilionário Elon Musk.

    O Tribunal também permitiu que Trump se radicalizasse em assuntos identitários e educacionais. O presidente foi autorizado a banir pessoas trans das Forças Armadas do país e a obrigar cidadãos americanos a incluir em seus passaportes o sexo de nascimento, além do direito do governo de cortar US$65 milhões em treinamentos previamente autorizados para professores em temas como “igualdade” e “diversidade”.

    'Posso fazer coisas terríveis a países, mas não cobrar taxas', diz Trump

  • Unesco: IA pode levar indústria musical a perder até 24% de receitas

    Unesco: IA pode levar indústria musical a perder até 24% de receitas

    Levantamento foi feito com base em dados coletados em mais de 120 países; inteligência artificial ainda pode afetar financiamento público

    O relatório Re|thinking Policies for Creativity (Repensando as Políticas para a Criatividade) da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) sobre o futuro das políticas de criatividade estima que haverá quedas significativas de receitas para criadores de música e de audiovisual até 2028, em decorrência do aumento de produção de conteúdos por inteligência artificial (IA).

    O levantamento foi feito com base em dados coletados em mais de 120 países. De acordo com a Unesco, além de representar uma ameaça à liberdade artística, o quadro apurado afetará também o financiamento público, contribuindo para fragilizar as indústrias culturais e criativas.

    Segundo o relatório, as receitas digitais passaram a representar 35% do rendimento dos criadores, contra 17% registrados em 2018, o que reflete uma mudança estrutural no modelo econômico das indústrias criativas. 

    O crescimento é acompanhado de maior precariedade e por uma exposição mais elevada a violações de propriedade intelectual. Até 2028, a expansão de conteúdos produzidos por IA generativa poderá provocar perdas globais de receitas de até 24% para criadores de música e 21% para o setor audiovisual, diz o estudo.

    O diretor-geral da Unesco, Khaled El-Enany, destacou que o relatório levanta a necessidade de “renovar e fortalecer o apoio àqueles que estão engajados na criação artística e cultural em um contexto em que a IA e as transformações digitais estão redefinindo as indústrias criativas”.

    Diferenças

    Do total de países que responderam à pesquisa, 85% disseram incluir as indústrias culturais e criativas nos seus planos nacionais de desenvolvimento. Porém, apenas 56% definiram objetivos culturais específicos. De acordo com a Unesco, isso evidencia uma diferença entre compromissos gerais e ações concretas.

    A Unesco mostra que o comércio global de bens culturais atingiu US$ 254 bilhões em 2023 e que 46% das exportações têm origem em países em desenvolvimento. O que ocorre é que esses países representam pouco mais de 20% do comércio global de serviços culturais, revelando desequilíbrio crescente à medida que o mercado muda para formatos digitais.

    O relatório diz que o financiamento público direto para a cultura continua reduzido, abaixo de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) global, e com tendência de queda.

    A transformação digital aumentou o acesso a ferramentas e audiências, mas também intensificou desigualdades e aumentou a instabilidade financeira de criadores e profissionais do setor cultural.

    O estudo da Unesco observa que as competências digitais essenciais estão presentes em 67% da população dos países desenvolvidos, enquanto somente 28% dos países em desenvolvimento possuem essas competências, o que reforça a divisão Norte–Sul.

    O documento chama ainda a atenção para a concentração de mercado em poucas plataformas de streaming e para a pouca relevância de sistemas de curadoria de conteúdos, o que dificulta a visibilidade de criadores menos conhecidos. Apenas 48% dos países afirmaram estar desenvolvendo estatísticas para acompanhar o consumo cultural digital, o que limita respostas políticas eficazes.

    A Unesco destaca ainda os obstáculos colocados para a mobilidade artística internacional. Os dados evidenciam que 96% dos países desenvolvidos apoiam a mobilidade artística para o exterior, mas apenas 38% facilitam a entrada de artistas provenientes de países em desenvolvimento.

    Na avaliação da Unesco, a assimetria restringe oportunidades e dificulta a circulação internacional de criadores, sobretudo de regiões com menos acesso a financiamento e estruturas de apoio. O relatório indica que apenas 61% dos países possuem organismos independentes para supervisionar essa área.

    Gêneros

    Em termos de igualdade de gêneros, a Unesco identificou simultaneamente avanços e disparidades significativos nas indústrias culturais e criativas. Por exemplo, a liderança feminina em instituições culturais nacionais aumentou globalmente, passando de 31% em 2017 para 46% em 2024.

    No que se refere à distribuição, persiste a desigualdade: enquanto as mulheres ocupam 64% de cargos de liderança em países desenvolvidos, nos países em desenvolvimento esse número cai para 30%. Muitos países insistem em posicionar as mulheres sobretudo como consumidoras de cultura e não como criadoras e líderes desse setor.

    O relatório de 2026 é a quarta parte da série que supervisiona a implementação da Convenção da Unesco de 2005, sobre a proteção e promoção da diversidade de expressões culturais. O documento foi publicado com apoio do governo da Suécia e da Agência Sueca para a Cooperação Internacional para o Desenvolvimento.

    Os estados partes na Convenção de 2005 adotaram mais de 8.100 políticas e medidas culturais para reforçar o papel das indústrias culturais e criativas no desenvolvimento sustentável.

    Através do Fundo Internacional para a Diversidade Cultural (FIDC), a Unesco contabiliza 164 projetos apoiados nas áreas de cinema, artes cênicas, artes visuais e artes de mídia, bem como em design, música e publicação em 76 países do sul global. 

    Unesco: IA pode levar indústria musical a perder até 24% de receitas

  • Boulos defende PEC da Segurança para enfrentar crime organizado

    Boulos defende PEC da Segurança para enfrentar crime organizado

    “Se o crime organizado é nacional, como é que a Polícia Civil de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais ou da Bahia vai ter condições de fazer o combate no Brasil todo?”, disse Boulos

    O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública como necessária ao enfrentamento do crime organizado. A declaração foi feita na estreia do programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

    Segundo o ministro, a proposta enviada pelo governo ao Congresso Nacional, em abril do ano passado, dá condições de trabalho à Polícia Federal e a outras instituições de segurança pública que atuam em todo o território nacional para combaterem o crime onde a Constituição Federal prevê hoje ser atribuição dos estados.

    “Se o crime organizado é nacional, como é que a Polícia Civil de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais ou da Bahia vai ter condições de fazer o combate no Brasil todo? Vai fazer no seu território”, defende. 

    Na avaliação do ministro, a PEC tem condições de ser aprovada no Congresso Nacional e terá mais efetividade a uma possível ajuda do governo dos Estados Unidos para enfrentar o crime organizado no Brasil.  “A preocupação do Trump não é com o crime organizado. Ele quer fazer da América Latina um quintal”, destacou o ministro.

    Estados Unidos

    A parceria entre Brasil e Estados Unidos é um dos assuntos que devem pautar uma conversar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevista para o mês de março com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Boulos defendeu que essa cooperação comece na investigação e prisão de criminosos que se escondem nos Estados Unidos ao serem investigados pela Polícia Federal brasileira. Sem citar o nome do dono da Refinaria de Manguinhos, controlada pelo grupo Refit, o empresário Ricardo Magro, Boulos fez menção à investigação de um esquema de sonegação fiscal de aproximadamente R$ 26 bilhões.

    De acordo com o ministro, se o interesse do presidente do Estados Unidos não for pelas riquezas como petróleo, minerais críticos e terras raras dos países da América do Sul, que ele inicie colaborando com o Brasil na deportação desses investigados.

    “Comece prendendo quem está em mansão em Miami – livre, leve e solto nos Estados Unidos –  e já foi pego pela Justiça brasileira por estar na cabeça do crime organizado no esquema dos combustíveis, no caso da refinaria do Rio de Janeiro”.

    Master

    Para Boulos, é importante esclarecer que o governo federal tem se empenhado a investigar crimes no Brasil, inclusive quando fortalece a Controladora-Geral da União para apurar casos que envolvam pessoas indicadas pelo próprio governo, como no caso da investigação das fraudes do INSS.

    Segundo o ministro, embora o esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões tenha tido início em 2020, antes do atual governo, o fato não impediu que indicados políticos fossem investigados. 

    Boulos defendeu um debate saudável sobre segurança pública no Brasil que seja comprometido com a transparência e não contra as instituições. O ministro lembrou que, embora haja críticas ao Supremo Tribunal Federal sobre a condução do Banco Master, é importante lembrar o papel da instituição na manutenção da democracia brasileira.

    Por outro lado, ele afirma que isso não quer dizer que o Supremo Tribunal Federal esteja acima do bem e do mal.

    “Ninguém está acima da crítica, nenhuma instituição está acima da crítica. Agora uma coisa é você poder criticar – como criticar o Toffoli no caso do Master, ou qualquer outro. Isso é parte de uma democracia saudável. Outra coisa é você querer fechar o Supremo ou fazer plano para matar um ministro do Supremo”, criticou.

    Boulos defende PEC da Segurança para enfrentar crime organizado

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Homem morto em residência presidencial era de família pró-Trump, diz jornal

    Homem morto em residência presidencial era de família pró-Trump, diz jornal

    Austin Tucker Martin, 21, era um recém-formado no ensino médio e tinha uma empresa de arte especializada em desenhos feitos à mão

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O jovem que foi morto ontem após entrar no terreno da residência do presidente Donald Trump, em Mar-a-Lago, na Flórida, era de uma família de apoiadores do republicano, segundo revelou o New York Times.

    Austin Tucker Martin, 21, era um recém-formado no ensino médio. A reportagem do jornal americano apurou com colegas de classe que ele sonhava em ingressar na Força Aérea dos EUA, com a intenção de combinar seus interesses por aviões, engenharia e mecânica.

    O suspeito tinha uma empresa de arte especializada em desenhos feitos à mão. No site consultado pelo UOL, em que também aparece o nome do jovem, a Fresh Sky Illustrations diz fazer obras emolduradas com cenas de campos de golfe, “combinando a estética do ar livre ensolarado com a estética digital dos anos 2000”.

    “Ele vem de uma família muito pró-Trump e se encaixava nessa narrativa”, falou uma amiga. Clarice Bonillo, 21, disse, no entanto, que ele não se esforçava para criticar ninguém da esquerda, nem para iniciar discussões ou algo do tipo. “Ele tinha sua opinião e, na maioria das vezes, a guardava para si mesmo.”

    O jovem era um eleitor registrado, mas não filiado a nenhum partido. A informação foi revelada pela imprensa dos EUA após consulta em registros eleitorais do estado. Por outro lado, algumas pessoas próximas disseram que Austin expressava opiniões conservadoras às vezes.

    Grupo de colegas descreveu Austin como inteligente, gentil, prestativo e comunicativo. Dustin Rollins, 20, disse que ao Times que o jovem era “provavelmente uma das pessoas mais bondosas que eu já conheci”. “Nenhum de nós acredita que ele tenha sido um garoto terrível. Todos nós o amamos”, acrescentou.

    O garoto teria se tornado mais recluso e ansioso após a morte da irmã. Em 2023, Caitlin Renea Martin morreu aos 21 anos em um acidente de carro. Rollins relatou que Austin era muito ligado à família, especialmente aos irmãos.

    Familiares passaram o final de semana anunciando o desaparecimento dele nas redes sociais, antes de saberem de sua morte. “Meu sobrinho Austin Tucker Martin está desaparecido. Ele deixou sua casa às 13h ontem e não fez mais contato. Isso não é típico dele”, compartilhou Chrissie Fields no Facebook.

    Caso ocorreu por volta das 1h30 no horário do leste dos EUA (3h30 no horário de Brasília) de ontem. O Serviço Secreto informou que o homem foi visto perto do portão norte com o que parecia ser uma espingarda e um galão de combustível.

    Trump e sua família não estavam no local no momento do crime. De acordo com sua agenda pública, o presidente dos EUA está na Casa Branca neste fim de semana. Nenhum agente do Serviço Secreto se feriu.

    A segurança ordenou que o homem largasse a arma e o galão, segundo o xerife do Condado de Palm Beach, Ric Bradshaw. Em seguida, o suspeito teria erguido a espingarda até a posição de tiro, quando os oficiais dispararam para “neutralizar a ameaça”.

    O xerife disse que não sabe quantos tiros foram disparados contra o suspeito. Ele também afirmou não saber se a arma do homem estava carregada, e que isso será investigado. O crime ocorre menos de uma semana depois da prisão de um jovem de 18 anos que correu em direção ao Capitólio dos EUA com uma espingarda.

    Polícia pediu ajuda de moradores que tenham imagens de câmeras de monitoramento. O porta-voz do FBI, Brett Skiles, destacou que a área onde ocorreu o tiroteio estava sob proteção do Serviço Secreto e que o FBI está coletando evidências. Ele pediu a todos os moradores da região que verifiquem suas câmeras de segurança externas em busca de qualquer detalhe e que, caso encontrem, entrem em contato com o Gabinete do Xerife de West Palm Beach.

    Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, afirmou que o Serviço Secreto agiu com rapidez. “As forças de segurança federais trabalham 24 horas por dia, 7 dias por semana, para manter nosso país seguro e proteger todos os americanos”, publicou no X. Pam Bondi, procuradora-geral dos Estados Unidos, declarou que está em contato com o presidente Trump e com os agentes federais.

    Homem morto em residência presidencial era de família pró-Trump, diz jornal

  • Azul terá acordo de compartilhamento de voos com American Airlines e descarta fusão com Gol

    Azul terá acordo de compartilhamento de voos com American Airlines e descarta fusão com Gol

    Companhia aérea anunciou na sexta (20) que saiu do Chapter 11 (recuperação judicial); empresa prevê receber US$ 200 milhões de investimentos da American Airlines e da United Airlines

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O CEO da Azul, John Rodgerson, disse nesta segunda-feira (23) que a companhia aérea terá um acordo de codeshare (compartilhamento de voos) com a American Airlines, que se comprometeu a fazer um investimento de US$ 100 milhões na empresa brasileira.

    O aporte faz parte do processo de saída da Azul do Chapter 11 (equivalente à recuperação judicial). O acordo de codeshare precisará de aval do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), segundo Rodgerson.

    A Azul informou na sexta-feira (20) que concluiu a recuperação judicial nos Estados Unidos, iniciada em maio de 2025 para tentar reorganizar dívidas.

    O codeshare se refere a um trato entre empresas para ampliar a malha de voos e conexões, oferecendo trechos alcançados apenas pela parceira.

    A companhia aérea brasileira também receberá US$ 100 milhões da United Airlines. Atualmente, a Azul já possui um acordo de codeshare com a United.

    Com os investimentos das empresas americanas, a United e a American Airlines passarão a deter 8% das ações da Azul, cada.

    Durante entrevista a jornalistas, Rodgerson disse também que a Azul descarta retomar as negociações de fusão com a Gol.

    “Quando você acumula um monte de dívida, a fusão pode ser benéfica como uma saída diferente. Ao entrar [no Chapter 11], não há necessidade, a gente não precisa. No nosso balanço, saímos muito menos alavancada do que nossos concorrentes saíram [da recuperação judicial]. Então eu não vejo isso [fusão] como alguma coisa que está na mente”, disse a jornalistas.

    Ainda segundo Rodgerson, a Azul está olhando para linhas de financiamento do governo, como o FNAC (Fundo Nacional de Aviação Civil). O que eu diria é que tem FNAC, tem linhas do governo que, sim, nós vamos olhar e, se o custo de capital for melhor do que outras oportunidades, sim, nós vamos fazer [contratar o financiamento].”

    Na semana passada, a companhia aprovou uma emissão bilionária de novos papéis para financiar a reestruturação da companhia, com a saída da recuperação judicial. A operação, aprovada pelo conselho de administração, resultou na captação de R$ 4,99 bilhões em recursos novos para a Azul.

    Os recursos serão utilizados para quitar o principal do financiamento DIP (debtor-in-possession), modalidade de crédito concedida a empresas no processo de recuperação judicial.

    Com o aumento de capital, o capital social da Azul passou a R$ 21,76 bilhões, dividido em 54,73 trilhões de ações.

    No dia seguinte ao anúncio da aprovação da oferta pública de ações, os papéis da empresa na Bolsa despencaram mais de 36%.

    “Eu acho que agora vai ser mais estável, porque tudo terminou sexta-feira passada. Então, a gente vai ter habilidade para comunicar melhor com o mercado, tudo que vai acontecer aqui para frente, mas pelo menos nós terminamos o processo”, disse Rodgerson.

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  • Novo racha bolsonarista tem briga com Nikolas, e Michelle fritando 'bananinha'

    Novo racha bolsonarista tem briga com Nikolas, e Michelle fritando 'bananinha'

    Filho do ex-presidente tornou pública insatisfação com falta de apoio de deputado e da ex-primeira-dama à pré-campanha de Flávio; atrito teve início há 10 dias, quando Nikolas chamou uma manifestação sob o lema ‘Fora Toffoli’, evitado pelo senador

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Aprofundou-se nos últimos dias o racha interno do PL, com cobranças públicas e trocas de farpas nas redes sociais entre o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

    O novo capítulo da antiga disputa por influência no partido e nos rumos da direita bolsonarista teve início no último dia 12, quando Nikolas anunciou uma manifestação para o dia 1° de março sob o lema “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”.

    Deputados do PL por São Paulo, federais e estaduais, reagiram e publicaram nas redes um novo chamamento para o protesto, deixando de lado o “Fora, Toffoli” e priorizando a pauta da anistia e da derrubada do veto do PL da Dosimetria.

    Esses parlamentares, mais alinhados ao núcleo duro do bolsonarismo, também criaram um grupo de Whatsapp para organizar o ato na avenida Paulista, esvaziando a liderança de Nikolas.

    Os deputados emularam o comportamento do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, que tem evitado explorar politicamente a pauta do impeachment do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli, pressionado por conexões com o banco Master.

    “A primeira convocação foi muito clara. Fora ministros [do STF], fora Lula. Quando vi que não tinha nenhuma menção [à anistia aos condenados por golpismo], me preocupou”, diz à reportagem o deputado Mário Frias (PL), que pode receber o apoio da família Bolsonaro para concorrer ao Senado em São Paulo. “Para mim não tem pauta mais importante no Brasil hoje do que [lutar para que] essas pessoas [os presos pelo 8 de janeiro] voltem para casa.”

    Na sexta-feira (20), a discussão esquentou quando Eduardo afirmou em entrevista que é insuficiente o apoio de Nikolas e de Michelle à pré-campanha do irmão.

    “Nikolas e Michelle estão jogando o mesmo jogo. Você vê que um, lado a lado, compartilham o outro e apoiam o outro na rede social, só estão com uma amnésia aí”, disse ele ao SBT News. “Eu não vi nenhum apoio da Michelle, nenhum post a favor do Flávio.”

    Eduardo voltou a tornar pública uma insatisfação que circula entre políticos do grupo e apoiadores nas redes sociais. O entorno do filho do presidente avalia que há uma tentativa de Nikolas de se descolar de Bolsonaro e privilegiar o próprio engajamento e crescimento político -por isso, teria se aproveitado do noticiário para pedir “Fora, Toffoli”.

    Como mostrou a Folha de S.Paulo, aliados do deputado resumem as críticas como “dor de cotovelo” e disputa por protagonismo, especialmente após a caminhada liderada por Nikolas de Minas Gerais a Brasília contra as prisões pelo 8 de Janeiro.

    Eles ressaltam que a pauta da anistia está inclusa no protesto anunciado por ele, mas o contrário, não, já que o grupo não se engajou pelo impeachment de Toffoli.

    Eduardo também expôs insatisfação tratada nos bastidores há meses diante da falta de apoio de Michelle à pré-candidatura de Flávio. O entorno da ex-primeira-dama afirma que ela ficou decepcionada com a escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo filho para concorrer à Presidência -Michelle era tratada como uma possível vice caso o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) fosse o candidato do bolsonarismo.

    No sábado (21), um dia após a cobrança pública do enteado, a ex-primeira-dama publicou uma imagem no Instagram de rodelas de banana em uma frigideira ou panela, preparadas para o marido, preso na Papudinha. “Ele ama banana frita”, escreveu.

    Aliados de Eduardo interpretaram a publicação como um deboche, já que o filho do ex-presidente é pejorativamente chamado de “bananinha”. No dia seguinte, o deputado federal cassado repostou um tuíte de um seguidor: “Continuem fritando banana enquanto o Flávio e o Eduardo estão trabalhando duro para resgatar o país”.

    Também no sábado (21), após visitar Bolsonaro na prisão, Nikolas respondeu à cobrança do correligionário. Ele disse que está acostumado com os ataques, defendeu Michelle e afirmou que Eduardo “não está bem”.

    No domingo (20), o vereador mais votado de Belo Horizonte, Pablo Almeida (PL), ex-assessor de Nikolas, publicou um trecho de sete segundos de um vídeo no qual Eduardo denuncia o que chama de “perseguição” do Supremo contra seu pai.

    “Pode prender meu pai. Talvez vá condená-lo à morte, lamento. É triste? Com certeza”, afirma o ex-parlamentar na gravação.

    Aliados de Eduardo criticaram o uso do trecho por Almeida, afirmando que se tratava de uma deturpação do conteúdo para sugerir que ele não se importa com o pai.

    “Pablo quem??? Mais um 3i: ingrato, irrelevante e imbecil!!!”, escreveu o deputado estadual Lucas Bove (PL) no X.

    O deputado Mário Frias diz à reportagem que acredita que deveria haver uma “punição institucional” ao vereador. “Foi uma falta de respeito absurda com um cara que está exilado, sem poder ver o pai. Baixo nível”, afirma.

    Em resposta à publicação do vídeo, o vereador Carlos Bolsonaro (PL) disse que o PL está organizado em atacar os filhos do presidente em muitos locais. “O que está cristalino é mais uma tentativa interna de explosão do nome de quem proporcionou fazer o partido chegar até onde chegou”, escreveu.

    O deputado estadual Gil Diniz (PL), ex-assessor de Eduardo que também é cotado para concorrer ao Senado em SP, também afirmou no X que há um padrão no PL Jovem de silenciamento sobre a pré-candidatura de Flávio. “Resta saber de onde está saindo a ordem para uma sabotagem tão bem coordenada!”, disse.

    No fim de semana também houve um ruído entre Carlos Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Após visitar o pai, o vereador afirmou no sábado (21) que Bolsonaro prepara uma lista de pré-candidatos ao Senado e aos governos estaduais. No domingo (22), Valdemar disse ao portal Metrópoles que “todos no partido têm o direito de indicar nomes para qualquer posição”.

    Carlos, em seguida, afirmou no X que a lista se trata de candidatos que serão apoiados pelo pai, o que não significa que outros atores não possam sugerir outros nomes. “Me parece que as coisas estão meio desencontradas sem querer querendo! As peças todas parecem se encaixar”, escreveu. “Deixar o preso político isolado e fazendo isso que estamos vendo e de forma acentuada está cada dia mais… estranho!”

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