Autor: REDAÇÃO

  • A quatro dias do prazo, 11,5 milhões não enviaram a declaração do IR

    A quatro dias do prazo, 11,5 milhões não enviaram a declaração do IR

    Sexta-feira (29) é a última chance para acertar as contas com o Leão. Segundo a Receita Federal, 61,4% das declarações entregues até agora terão direito a receber restituição

    A quatro dias do fim do prazo, 26,1% dos contribuintes, o que corresponde a cerca de 11,5 milhões de pessoas, ainda não acertaram as contas com o Leão. Até às 18h03 desta segunda-feira (25), a Receita Federal recebeu 32.520.296 Declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 (ano-base 2025).

    O número equivale a 73,9% do total de declarações previstas para este ano. Em 2026, o Fisco espera receber 44 milhões de declarações. Tradicionalmente, o ritmo de entrega aumenta nas últimas semanas do prazo.

    Segundo a Receita Federal, 61,4% das declarações entregues até agora terão direito a receber restituição, 21,3% terão que pagar Imposto de Renda e 17,3% não têm imposto a pagar nem a receber.

    A maioria dos documentos foi preenchida a partir do programa de computador (77,3%), mas 15,8% dos contribuintes recorrem ao preenchimento on-line, que deixa o rascunho da declaração salvo nos computadores do Fisco (nuvem da Receita), e 6,9% declaram pelo aplicativo Meu Imposto de Renda para smartphones e tablets.

    Um total de 59,5% dos contribuintes que entregaram o documento à Receita Federal usaram a declaração pré-preenchida, por meio da qual o declarante baixa uma versão preliminar do documento, bastando confirmar as informações ou retificar os dados. A opção de desconto simplificado representa 55,3% dos envios.

    O prazo para entregar a declaração começou em 23 de março e termina às 23h59min59s desta sexta-feira, 29 de maio. O programa gerador da declaração está disponível desde 19 de março.

    Quem não enviar a declaração no prazo pagará multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.

    As pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, assim como aquelas que obtiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 177.920, são obrigadas a declarar. As pessoas que receberam até dois salários mínimos mensais em 2025 estão dispensadas de fazer a declaração, salvo se se enquadrarem em outro critério de obrigatoriedade.

    A quatro dias do prazo, 11,5 milhões não enviaram a declaração do IR

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  • Corinthians: Zakaria vira trunfo surpresa e tem gol previsto por presidente

    Corinthians: Zakaria vira trunfo surpresa e tem gol previsto por presidente

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O desempenho de Zakaria Labyad é tratado internamente como uma das grandes surpresas positivas do Corinthians na temporada.

    Desde a chegada ao Timão, o marroquino tem chamado atenção pela qualidade apresentada nos treinamentos e, agora, começa a aproveitar as oportunidades dadas pelo técnico Fernando Diniz.

    Neste domingo, contra o Atlético-MG, pelo Brasileirão, o jogador marcou o gol da vitória corintiana por 1 a 0, aos 42 minutos do segundo tempo.

    PRESIDENTE VIDENTE

    O tento anotado por Labyad diante do Galo, inclusive, foi “previsto” pelo presidente Osmar Stábile. O UOL apurou que, assim que Zakaria entrou em campo no lugar de Rodrigo Garro, aos 30 minutos da etapa final, Stábile comentou com pessoas presentes em seu camarote que o marroquino faria o gol da vitória corintiana -o que aconteceu 12 minutos depois.

    Na partida anterior, contra o Peñarol, em Montevidéu, pela Libertadores, Zakaria fez sua primeira partida como titular pelo Timão e também marcou pela primeira vez com a camisa alvinegra. O gol garantiu o empate por 1 a 1 e, consequentemente, a liderança do Grupo E para a equipe paulista.

    DESCOBERTA DE DINIZ

    Quando chegou ao Corinthians, Zakaria Labyad era pouco conhecido até mesmo pelo então técnico Dorival Júnior. Com Fernando Diniz, porém, o meia passou a ser mais observado e ganhou minutos em campo, cenário aproveitado pelo marroquino para mostrar serviço.

    Nos bastidores, a avaliação é de que Zakaria, assim como Jesse Lingard, foi um dos jogadores “descobertos” no elenco desde a chegada de Diniz. Antes, ambos eram vistos à sombra de Memphis Depay que, no caso do marroquino, foi o responsável por sua indicação ao clube.

    Enquanto Lingard assumiu a titularidade no ataque durante as nove semanas de ausência de Memphis por lesão, Zakaria passou a ganhar cada vez mais espaço e confiança da comissão técnica.

    ‘VIM PARA FAZER HISTÓRIA’

    Após a vitória sobre o Atlético-MG, Zakaria valorizou sua trajetória no futebol europeu e afirmou que quer construir história no Corinthians.

    Eu ganhei nove títulos na carreira. Acho que não são muitos jogadores do elenco que podem falar isso. Fui tricampeão da liga pelo Ajax e ganhei três copas. Com 19 anos, conquistei a minha primeira. Todos me veem como amigo do Memphis. Ele é meu amigo, somos irmãos. Vim aqui para fazer história, mostrar minha qualidade no Brasil. Os caras que treinam comigo sabem da minha qualidade. Trabalho duro e dou meu melhor todos os dias”, afirmou o jogador na zona mista.Zakaria Labyad, na zona mista, apósa vitória sobre o Galo

    Diante desse cenário, Zakaria Labyad já é tratado internamente como um “reforço inesperado”. Inicialmente visto como um atleta para compor elenco, o marroquino tem mostrado credenciais para assumir protagonismo e conquistar ainda mais espaço com a camisa corintiana.

    Corinthians: Zakaria vira trunfo surpresa e tem gol previsto por presidente

  • Comissão da Câmara começa a analisar relatório do fim da jornada 6X1

    Comissão da Câmara começa a analisar relatório do fim da jornada 6X1

    Redução da jornada semanal começará 60 dias após promulgação de lei e será concluída um ano depois. Acordo ocorreu em reunião entre o presidente da Câmara dos Deputados e Lula nesta segunda (25)

    A Comissão Especial na Câmara dos Deputados iniciou há pouco a análise da proposta do fim da escala 6×1. O colegiado pretende votar o relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais.

    O Executivo e a Câmara fecharam um acordo nesta segunda-feira (25) que estabelece o prazo de 60 dias para o fim da escala 6×1 após a promulgação da proposta de emenda à Constituição (PEC).

    Com a mudança, o trabalhador passará a folgar dois dias por semana já no início da transição. Também nesse prazo a jornada será reduzida de 44 horas para 42 horas semanais, e 12 meses após a promulgação, a jornada deve cair para as 40 horas semanais. 

    O acordo foi anunciado pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), acompanhado dos ministros do Trabalho, Luiz Marinho, e de Relações Institucionais, José Guimarães.

    “A transição se dará dentro de um ano, não mais do que isso. Nós faremos a redução de 44 horas para 40 horas em um ano, após essa primeira redução de 2 horas. Isso atende um apelo da classe trabalhadora e também escuta o setor produtivo. Dá um tempo para que os setores possam se organizar”, afirmou Motta.

    Ao iniciar a reunião, o presidente da comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), agradeceu o empenho de Motta na tramitação da proposta e disse que a ação do governo foi fundamental para o avanço do debate.

    “O momento político de a gente ter um governo que tem compromisso com a classe trabalhadora também nos ajudou. Tem um conjunto de fatores que permite que a gente possa estar fazendo história nesse momento”, afirmou.

    A proposta, após a promulgação da PEC, em 60 dias:

    • início da escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso;
    • jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas. 

    Em 1 ano:

    • jornada deve cair de 42 horas para 40 horas semanais.

    O trabalhador que hoje faz 44 horas em seis dias de trabalho terá o direito de fazer 42 horas em, no máximo, cinco dias de trabalho, após os 60 dias da promulgação. Após 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais, o que dá 8 horas por dia em cinco dias de trabalho e dois de descanso (5×2).

    Regras para MEI 

    O presidente da Câmara, Hugo Motta, antecipou a proposta para que os microempreendedores individuais (MEI) sejam autorizados a contratar mais empregados, aumentando ainda o valor do faturamento. 

    Atualmente, os MEI só podem contratar um trabalhador e devem ter um faturamento bruto de até R$ 81 mil por ano para se enquadrar nessa categoria. 

    “A ideia nossa é poder avançar, permitindo que esses empreendedores possam contratar mais pessoas, já que estamos reduzindo a jornada de trabalho. Isso irá trazer um avanço significativo, principalmente para buscarmos a formalidade do trabalho”, explicou Motta. 

    A mudança para os MEI e possíveis alterações para categorias específicas devem ser tratadas depois da aprovação da PEC, em projeto de lei com urgência constitucional enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

    “Posteriormente à promulgação da PEC, possamos tratar das excepcionalidades que possam ser feitas de acordo com o projeto de lei, com a particularidade de cada setor, porque nós não queremos que essa medida venha, de certa forma, a trazer nenhuma dificuldade naquilo que é uma questão operacional para serviços que têm cada um a sua especificidade”, acrescentou Hugo Motta.

    Comissão da Câmara começa a analisar relatório do fim da jornada 6X1

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  • Sem citar Luciano Huck, Ana Paula Renault critica declaração sobre Bolsa Família

    Sem citar Luciano Huck, Ana Paula Renault critica declaração sobre Bolsa Família

    Fala do apresentador repercute após dar a entender que programa gera acomodação. Comandante do Domingão afirma que discurso em evento fechado foi tirado de contexto

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Algumas falas do apresentador Luciano Huck em um evento fechado no sábado (23) para empresários têm repercutido na internet. Ele aborda o Bolsa Família, e nas redes sociais internautas apontam para um discurso preconceituoso, como se o programa gerasse acomodação em quem o utiliza.

    Huck foi acusado de distorcer informações sobre o funcionamento do Bolsa Família, sobretudo por desconsiderar a rotatividade do programa.

    Segundo ele, faltariam mecanismos para que beneficiários deixem a política de transferência de renda. “Como se motiva uma família que necessita do Bolsa Família que tenha vontade de sair do programa?”, disse (assista o trecho abaixo).

    Campeã do BBB 26 (Globo), a jornalista Ana Paula Renault rebateu as declarações. “Criticar o Bolsa Família como se ele produzisse acomodação é ignorar evidência, ignorar desigualdade e, sobretudo, ignorar o Brasil real. O Brasil não precisa de menos proteção social. Precisa é de mais escola, mais emprego decente, mais qualificação, mais creche, mais oportunidade e menos preconceito fantasiado de opinião econômica”, disse ela sem citar o nome de Luciano.

    “Durante anos, repetiram a ideia cruel de que o brasileiro recebe o benefício e se acomoda. Mas os dados contam outra história”, emendou a jornalista.

    Diante da repercussão, Luciano Huck usou suas redes sociais para explicar o que falou. Segundo ele, suas falas teriam sido tiradas de contexto.

    “Não sou contra programas de proteção social que ajudam milhões de brasileiros. O que defendo é que eles sejam aperfeiçoados, com eficiência no resultado, pois a tecnologia permite individualizar esses programas. Evitar corrupção e gastos indesejados”, disse.

    Sem citar Luciano Huck, Ana Paula Renault critica declaração sobre Bolsa Família

  • Preço do diesel recua pela sexta semana após pico de R$ 7,58

    Preço do diesel recua pela sexta semana após pico de R$ 7,58

    Alívio nas cotações internacionais e maior produção da Petrobras explicam recuo. Importações de diesel caem 30%, mas gastos sobem 26% com preços elevados

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O preço médio do diesel S-10 nos postos brasileiros caiu R$ 0,04 por litro na semana passada. Foi a sexta semana seguida de queda após escalada das cotações internacionais do petróleo provocada pela guerra no Irã.

    Segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustível), o produto foi vendido, em média, a R$ 7,16 por litro na semana passada. É uma queda acumulada de R$ 0,42 por litro desde o pico de R$ 7,58 atingido no início de abril.

    Ainda é, porém, mais de R$ 1 por litro acima do valor vigente antes dos primeiros ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã.

    Executivos do setor dizem que a queda é provocada por alívio nas cotações internacionais e menor demanda de produto importado com aumento da produção da Petrobras, que vem batendo recordes na utilização de suas refinarias.

    Em maio, por exemplo, a estatal informou que o fator de utilização de suas refinarias superou 100% -isto é, a empresa está processando mais petróleo do que a capacidade nominal das instalações. No primeiro trimestre, a Petrobras bateu recorde de produção de diesel S-10.

    Até a terceira semana de maio, o volume médio diário de importações de óleos combustíveis (categoria na qual o diesel é a maior parte) caiu quase 30% em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior. Com preço maior, porém, o gasto do país com as compras subiu 26%.

    O preço-teto de venda de diesel nacional no programa de subvenção varia entre R$ 3,99 a R$ 4,29 por litro, dependendo da região. Já para o diesel importado, varia entre R$ 4,19 e R$ 4,43 por litro. Quanto mais diesel nacional no mercado, portanto, menor tende a ser o preço médio do produto nos postos.

    A alta do preço do diesel após o início da guerra gerou grande preocupação no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já lançou dois planos de subvenção para o produto, que prometem um ressarcimento total de até R$ 1,52 por litro de diesel importado.

    Os programas estão vigentes desde março e contribuem para evitar escalada de preços, já que o ressarcimento só é concedido a empresas que vendem o produto or valor menor do que um preço-teto estabelecido pelo governo.

    O setor, porém, reclama de atrasos no pagamento da subvenção. As parcelas referentes às vendas de março, por exemplo, deveriam ter sido pagas até o fim de abril, mas até agora a ANP não liberou o dinheiro. As parcelas de abril vencem esta semana, também sem sinal de pagamento.

    Na semana passada, a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) afirmou que os atrasos podem prejudicar as importações para o empresas privadas e gerar problemas de abastecimento do combustível.

    A ANP respondeu que já teve acesso aos dados da Receita Federal necessários para calcular os valores e que faria os pagamentos em breve.

    Preço do diesel recua pela sexta semana após pico de R$ 7,58

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  • Governo Caiado movimentou R$ 1,3 bi com fintech suspeita em Goiás

    Governo Caiado movimentou R$ 1,3 bi com fintech suspeita em Goiás

    Segundo documento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, gestão de Ronaldo Caiado usou fintech suspeita para movimentar R$ 1,3 bi e taxa recaiu sobre comerciantes

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O governo de Ronaldo Caiado (PSD) em Goiás usou uma fintech investigada na Operação Carbono Oculto, suspeita de atuar como um banco paralelo do PCC, para movimentar R$ 1,36 bilhão de programas de transferência de renda da gestão estadual.

    Caiado deixou o Governo de Goiás em 31 de março deste ano para se candidatar à Presidência da República.

    Um documento do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) obtido pela Folha de S.Paulo mostra repasses de R$ 1,36 bilhão da Agência de Fomento de Goiás à BK Instituição de Pagamento, conhecida como BK Bank, fintech apontada pela PF (Polícia Federal), pela Receita Federal e pelo Ministério Público de São Paulo como suspeita de atuar para a facção criminosa PCC.

    Os repasses da instituição de fomento, que tem o Governo de Goiás como acionista majoritário e detentor do controle acionário, foram feitos entre outubro de 2021 e agosto de 2025, período referente aos dois mandatos de Caiado.

    A agência é responsável por operacionalizar benefícios sociais, e os repasses a uma conta na BK dizem respeito ao pagamento de programas de transferência de renda que atendem 880 mil beneficiários, segundo o Governo de Goiás. A partir dessa conta, eram efetivados os repasses aos cartões dos usuários finais, conforme a gestão estadual.

    Sobre o valor das operações dos programas sociais, incidia uma taxa de utilização de até 6%, cobrada dos estabelecimentos comerciais credenciados para a realização de compras pelos beneficiários dos programas. Do valor cobrado, 50% eram destinados à Agência de Fomento e 50%, à BK Bank.

    Isso vigorou até 2024, quando o Governo de Goiás decidiu contratar uma nova fintech. A taxa paga pelos comerciantes ganhou uma nova divisão: 75,6% são destinados à Agência de Fomento e 24,4%, à nova instituição financeira contratada.

    Os repasses de recursos à BK prosseguiram até agosto de 2025, como mostra o documento do Coaf. Foi o mês da deflagração da Operação Carbono Oculto. Essa permanência se deu em razão de saldos remanescentes, segundo a gestão estadual.

    Não há informações sobre o montante pago à BK a título da taxa cobrada dos comerciantes goianos.

    “A GoiásFomento não realizou novas transações financeiras com a BK Bank após agosto de 2025”, disse o governo, em nota. “Quando da deflagração da Operação Carbono Oculto, a agência adotou medidas administrativas e judiciais para resguardar o interesse público, considerando que o contrato possuía cobertura securitária. Até o momento, não há prejuízo constatado à GoiásFomento.”

    A contratação da BK se deu a partir de um “procedimento regular de credenciamento” em 2020, bem antes dos fatos relacionados ao PCC, afirmou o governo. “A instituição atuava regularmente no mercado, com autorização do Banco Central, e mantinha contratos com diversos órgãos públicos, como Correios e Serpro.”

    A BK foi procurada por email e por telefone pela reportagem, mas não houve resposta.

    Após a deflagração da Carbono Oculto, Correios, Serpro e o Governo do Paraná interromperam contratos com a fintech.

    O documento do Coaf sobre as movimentações da BK reúne comunicados feitos por bancos. O Coaf é o órgão do governo federal responsável por prevenção e detecção de lavagem de dinheiro. Comunicados são feitos quando há transações de grande monta ou com indícios de irregularidades.

    A BK é uma das principais investigadas na Carbono Oculto. A fintech é apontada como um banco paralelo do PCC, com o uso de contas-bolsões, em que múltiplos clientes fazem depósitos em uma única conta, de forma a dificultar o rastreio do dinheiro.

    Conforme as investigações, a instituição financeira foi usada para transações bilionárias de empresas associadas ao PCC, especialmente usinas de álcool e distribuidoras de combustíveis, com ocultação da origem e do destino dos valores movimentados.

    Pela BK também passaram recursos de prefeituras e órgãos públicos, mas em montantes bem inferiores às transações feitas pela Agência de Fomento de Goiás, de acordo com o documento do Coaf.

    Nos comunicados dos bancos descritos no relatório do Coaf, há transações com postos de combustíveis, distribuidoras e fundos que estariam relacionados a esquemas do PCC.

    O documento aponta indícios de lavagem de dinheiro, movimentação financeira incompatível com o faturamento da fintech e recebimento de recursos com débito imediato dos valores pela BK, sem causa aparente, principalmente os repasses da Agência de Fomento de Goiás, no caso desse último item, como descreve o relatório do Coaf.

    Ao todo, 22 comunicados de bancos sobre transações pela BK -sobre as quais existem suspeitas de irregularidades- tratam também das transações relacionadas à agência goiana.

    A maior parte mostra repasses da empresa do Governo de Goiás à fintech, e uma menor parte, o caminho inverso, de recursos da BK para a Agência de Fomento. Neste caso, a movimentação envolveu R$ 28,5 milhões entre julho de 2022 e setembro de 2025.

    “Valores repassados pela BK referem-se à devolução de recursos não utilizados pelos beneficiários e à remuneração contratual prevista na operacionalização do arranjo de pagamento”, disse a gestão goiana.

    A BK tem sede em Barueri (SP) e um capital social pouco superior a R$ 9 milhões. A fintech oferecia a estrutura necessária para que empresas de fachada controladas por grupos criminosos movimentassem recursos sem transparência, conforme as investigações.

    Na ocasião da Carbono Oculto, a Justiça determinou o bloqueio de todos os valores mantidos pelos investigados na BK, além da preservação de extratos, contratos e cadastros de clientes.

    Segundo a Receita, existiu um “alto volume de transações atípicas” envolvendo a BK e empresas de grupos criminosos. As entradas de recursos somaram R$ 17,7 bilhões, conforme relatório do Fisco.

    Nas contas-bolsões, as compensações financeiras são feitas internamente, sem que os valores deixem a instituição de pagamento, o que cria uma “camada de opacidade”, dificulta o rastreamento de recursos e inibe o combate à lavagem de dinheiro, segundo a Receita.

    Governo Caiado movimentou R$ 1,3 bi com fintech suspeita em Goiás

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  • Jorginho tem fratura confirmada, e Flamengo protesta contra arbitragem

    Jorginho tem fratura confirmada, e Flamengo protesta contra arbitragem

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O meia Jorginho teve confirmada uma fratura no dedão do pé direito. O Flamengo informou a contusão no começo da tarde desta segunda-feira (25), em nota em que também fez um protesto contra os critérios de arbitragem do Campeonato Brasileiro.

    Vale ressaltar que esta é a sexta fratura de um jogador do Flamengo em menos de seis meses de temporada. Em nenhuma das jogadas que originaram tais lesões, o atleta adversário foi expulso. Em alguns casos, como no último sábado, nem mesmo o cartão amarelo foi aplicado Trecho da nota do Flamengo

    Jorginho passou por exame de imagem nesta manhã. O Rubro-Negro apontou que a lesão é “fruto de duas faltas violentas sofridas no primeiro tempo de Flamengo e Palmeiras, nas quais o jogador adversário sequer foi advertido com cartão amarelo”.

    O meia será desfalque para o partida contra o Cusco. O duelo, que será realizado nesta terça-feira (26), é válido pela Libertadores.

    A presença contra o Coritiba, pelo Brasileiro, ainda é uma incógnita. Contra o Coxa, o Flamengo já não contará com os jogadores convocados para a Copa do Mundo.

    O clube aproveitou o boletim médico para uma nota de protesto contra a arbitragem. A diretoria aponta que, “o Flamengo é a equipe com mais tempo de bola rolando no país, apenas o 12º time em número de faltas cometidas, mas é o clube com mais jogadores expulsos no Brasileirão até aqui”.

    VEJA NOTA DO FLAMENGO

    “O Clube de Regatas do Flamengo informa que, após exame de imagem realizado na manhã desta segunda-feira (25), o meia Jorginho teve confirmada uma fratura no dedão do pé direito. A lesão é fruto de duas faltas violentas sofridas no primeiro tempo de Flamengo x Palmeiras, nas quais o jogador adversário sequer foi advertido com cartão amarelo.

    Vale ressaltar que esta é a sexta fratura de um jogador do Flamengo em menos de seis meses de temporada. Em nenhuma das jogadas que originaram tais lesões, o atleta adversário foi expulso. Em alguns casos, como no último sábado, nem mesmo o cartão amarelo foi aplicado.

    Em contrapartida a este cenário, o Flamengo é a equipe com mais tempo de bola rolando no país, apenas o 12º time em número de faltas cometidas, mas é o clube com mais jogadores expulsos no Brasileirão até aqui: seis, sendo cinco deles com cartão vermelho direto. Nenhuma destas expulsões resultou na saída de campo do atleta adversário ou lesão.

    Jorginho tem fratura confirmada, e Flamengo protesta contra arbitragem

  • Charlize Theron desabafa sobre desgaste físico aos 50

    Charlize Theron desabafa sobre desgaste físico aos 50

    Atriz afirmou que o corpo já não responde da mesma forma após anos de filmes de ação. Estrela de Hollywood relembrou transformação em Monster e ironizou comentários sobre aparência

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Depois de décadas protagonizando cenas intensas em Hollywood, Charlize Theron afirmou que o impacto físico dos filmes de ação ficou muito mais pesado com o passar dos anos.

    Aos 50, a atriz contou que hoje sente no corpo o desgaste causado pelos treinos e pelas gravações exigentes -algo que, segundo ela, era muito mais fácil de administrar no início da carreira.

    Em entrevista à revista Allure, Charlize revelou que às vezes passa dias praticamente sem conseguir se movimentar direito depois de voltar à rotina intensa de exercícios.

    “Se fico três dias sem treinar e volto para a academia, depois não consigo andar. Nem sentar no vaso sanitário eu consigo”, brincou a atriz ao comentar o esforço físico exigido pelas produções do gênero.

    Conhecida por papéis em filmes como “Mad Max: Estrada da Fúria”, “Atômica” e “The Old Guard”, Charlize disse que sente falta principalmente da resistência física que tinha aos 25 anos. Segundo ela, o envelhecimento mudou completamente a forma como o corpo reage aos treinos, dietas e transformações exigidas pelo trabalho.

    A atriz relembrou especialmente o período em que estrelou “Monster – Desejo Assassino”, longa pelo qual venceu o Oscar de melhor atriz. Na época, ela ganhou cerca de 13 quilos para interpretar a serial killer Aileen Wuornos e conseguiu perder o peso rapidamente depois das gravações.

    Hoje, segundo Charlize, a realidade é bem diferente.

    “Depois dos 40, tudo muda”, comentou. “O corpo simplesmente não responde da mesma maneira. Sinto falta da juventude”.

    Além das mudanças físicas, a atriz também falou sobre a pressão estética enfrentada por mulheres em Hollywood. Nos últimos anos, Charlize frequentemente virou alvo de comentários nas redes sociais sobre supostos procedimentos estéticos, algo que ela tratou com ironia durante a entrevista.

    “As pessoas vivem dizendo que fiz lifting”, afirmou. “E eu respondo: ‘Querida, eu só envelheci’.”

    Mesmo com as dificuldades físicas, Charlize segue apostando em personagens de ação. Recentemente, estrelou o thriller “O Jogo do Predador” e voltou ao papel de Andrômaca em “The Old Guard 2”.

    Entre os próximos projetos da atriz está ainda “A Odisseia”, novo longa dirigido por Christopher Nolan, em que ela interpretará a deusa Calipso.

    Charlize Theron desabafa sobre desgaste físico aos 50

  • Presidente do Irã determina retomada do acesso à internet no país

    Presidente do Irã determina retomada do acesso à internet no país

    Governo iraniano anuncia restauração do acesso à internet após 89 dias de restrições impostas durante conflito com Israel e EUA; bloqueio foi considerado o mais rígido no país até então

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, determinou que o acesso à internet seja restabelecido no país após quase 90 dias de restrição.

    Ordem foi emitida hoje e busca a volta da internet ao patamar anterior ao conflito. A agência estatal iraniana Fars News afirmou que o acesso voltará ao “status anterior” às restrições, mas ainda não há prazo para a normalização.

    Restrição vigorava desde o fim de fevereiro, quando EUA e Israel atacaram o Irã. Desde então, apenas parte dos iranianos conseguiu acessar a rede por meio de VPNs caras e avançadas, enquanto a maioria ficou sem internet por 87 dias.

    O bloqueio foi considerado o mais rígido no país até então. De acordo com o grupo de monitoramento NetBlocks, este seria o dia 89º dia sem internet no país.

    Decisão foi tomada por um órgão ligado à vice-presidência e encaminhada ao presidente. “De acordo com o comunicado da base de informações do governo, essa sede (…) aprovou o retorno da internet internacional ao seu status anterior, e essa decisão será anunciada para implementação após a aprovação do presidente”, informou a agência Fars News, em comunicado.

    Bloqueio quase total foi determinado pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã. O órgão, responsável por assuntos de segurança, justificou as medidas como parte da estratégia de proteção durante o conflito.

    O país persa já impôs o bloqueio da internet em outros períodos de crise. Proibições semelhantes aconteceram durante as manifestações do início deste ano, e a guerra de 12 dias contra Israel em junho de 2025.

    Mesmo em períodos normais, o acesso à internet no Irã é restrito. O governo amplia o uso de uma intranet própria para serviços como o ensino online.

     

    Presidente do Irã determina retomada do acesso à internet no país

  • Dólar cai e Bolsa sobe com possível acordo entre EUA e Irã

    Dólar cai e Bolsa sobe com possível acordo entre EUA e Irã

    Secretário de Estado norte-americano diz que pode chegar a um consenso nesta segunda; iranianos discordam. Dia é de baixa liquidez por conta de feriado nos Estados Unidos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar está em queda nesta segunda-feira (25), com investidores demonstrando otimismo quanto a um possível acordo de paz entre Irã e Estados Unidos.

    Há a possibilidade da trégua ser selada ainda hoje, segundo autoridades norte-americanas. O Irã, porém, ainda vê acordo distante.

    Às 15h43, o dólar recuava 0,2%, a R$ 5,017, em linha com o movimento no exterior. Já a Bolsa avançava 0,68%, a 177.389 pontos, em dia de baixa liquidez por conta de um feriado nos Estados Unidos.

    No domingo (24), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o bloqueio norte-americano no estreito de Hormuz continuaria em vigor enquanto um acordo não fosse “alcançado, certificado e assinado”.

    Horas depois, na manhã desta segunda, Trump voltou a subir o tom ao estipular limites para a negociação no Oriente Médio. “O acordo com o Irã será grande e significativo, ou não haverá acordo”, escreveu na sua rede social Truth Social.

    Segundo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, há uma possibilidade de o acerto ser anunciado ainda nesta segunda. “Temos uma proposta bastante consistente [para abrir o estreito de Hormuz], declarou em Nova Déli.
    “[A proposta] conta com muito apoio no Golfo…Todos os países com quem temos debatido entendem que não é só uma proposta muito razoável e que é o correto para o mundo”, indicou o secretário.

    O otimismo dos EUA, porém, não é o mesmo entre os negociadores do Irã. “É verdade que chegamos a uma conclusão em grande parte dos temas em discussão… mas afirmar que a assinatura de um acordo é iminente é algo que ninguém pode sustentar”, comentou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei.

    Ele reiterou que o país não abre mão de manter o controle sobre o tráfego no estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás, com a cobrança de taxas, o que é rechaçado pelos norte-americanos.

    “Os serviços prestados, ou seja, os serviços de navegação, assim como as medidas necessárias para proteger o meio ambiente do estreito de Hormuz, do golfo Pérsico e do mar de Omã exigem a cobrança de certas taxas”, disse o porta-voz.

    Segundo reportagem da agência Reuters, o principal negociador iraniano e o ministro das Relações Exteriores do país, respectivamente Mohammad Bagher Walibaf e Abbas Araqchi, viajaram a Doha nesta segunda para conversar com o primeiro-ministro do Qatar sobre um possível acordo. As discussões estão focadas principalmente em Hormuz e no estoque de urânio enriquecido do Irã.

    Ainda que o cenário permaneça nebuloso, os investidores têm demonstrado otimismo. “Os mercados iniciam a semana em ambiente de menor liquidez, diante do feriado do Memorial Day nos Estados Unidos e de bolsas fechadas em parte da Europa e Ásia, mas sustentados por um viés construtivo em relação ao Oriente Médio”, afirmou o analista Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora.

    “O mercado passou a comprar com mais convicção a tese de descompressão geopolítica após novas sinalizações de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã para reabertura do Estreito de Hormuz e ampliação do cessar-fogo.”

    Segundo o analista, apesar de pontos centrais do acordo continuarem indefinidos, o mercado parece disposto a operar a direção do fluxo antes da confirmação formal do acordo, reduzindo prêmios de risco em petróleo e inflação global.

    Nesse contexto, o preço do petróleo Brent chegou a despencar 6% nesta manhã, chegando a US$ 94,10, o valor mais baixo desde 22 de abril, quando atingiu US$ 91,42.

    A pressão sobre as cotações do petróleo aumenta as incertezas sobre as cadeias globais de insumos, que podem forçar um repique inflacionário global e, por consequência, a manutenção das taxas de juros de algumas das principais economias do mundo em patamar restritivo.

    O conflito já tem afetado as decisões de política monetária do Brasil e dos Estados Unidos. Em abril, o Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) manteve a taxa de juros entre 3,5% e 3,75% pela terceira reunião consecutiva, citando incertezas com a guerra. No Brasil, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) reduziu a Selic para 14,5% ao ano, mas evitou sinalizar cortes futuros.

    Dólar cai e Bolsa sobe com possível acordo entre EUA e Irã

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