Autor: REDAÇÃO

  • Empresária diz que nunca repassou dinheiro do Careca do INSS para Lulinha em depoimento à PF

    Empresária diz que nunca repassou dinheiro do Careca do INSS para Lulinha em depoimento à PF

    Roberta Luchsinger recebeu R$ 1,5 milhão do “Careca do INSS”, conforme os registros obtidos pela PF, mas afirmou que nenhum valor foi repassado para o filho do presidente Lula

    A empresária Roberta Luchsinger prestou depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira, 20, no inquérito que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e afirmou aos investigadores que nunca repassou dinheiro a Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente da República, conhecido como Lulinha.

    Roberta admitiu ter prestado serviços e recebido pagamentos do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, mas disse que atuou na regulação do mercado de canabidiol no Brasil e afirmou não ter conhecimento que ele tinha envolvimento com desvios de aposentadorias.

    Como mostrou o Estadão, a PF apura se Lulinha foi sócio oculto do “Careca do INSS” em negócios envolvendo canabidiol. A defesa do filho do presidente já admitiu que ele teve uma viagem a Portugal paga pelo Careca do INSS para prospectar negócios, mas disse que ele não fechou nenhum contrato com o empresário.

    Uma das linhas de apuração é se Roberta dividiu os pagamentos com Lulinha. Ela recebeu R$ 1,5 milhão do “Careca do INSS”, conforme os registros obtidos pela PF.

    No depoimento, Roberta disse que Lulinha não prestou nenhum serviço sobre a regulação de canabidiol no Brasil e, por isso, não recebeu pagamentos do “Careca do INSS”. Ela confirmou ter apresentado Lulinha ao empresário e disse que tem relação de amizade com o filho do presidente há muitos anos.

    Em nota, a defesa de Roberta afirmou que seus esclarecimentos derrubam a tese acusatória.

    “Roberta tem sido alvo de verdadeira campanha difamatória. Sua trajetória foi eclipsada de maneira bastante misógina e preconceituosa, sendo reportada como herdeira, amiga, sócia, representante, socialite ou ainda, mais comum, e de maneira pejorativa, como ‘lobista’. Os esclarecimentos apresentados por meio de petição e ora oferecidos presencialmente desvelam por completo a tese acusatória desenhada inicialmente e vazada seletivamente de forma sistemática. Esperamos que após o depoimento, com a conclusão das apurações, sejam as investigações arquivadas em relação a sua pessoa, ante a demonstração da absoluta inexistência de qualquer conduta ilícita”, afirmou, em nota, o advogado Bruno Salles.

    O depoimento ocorre em um momento no qual a Polícia Federal trocou o delegado que coordenava as investigações da Operação Sem Desconto.

    Até então, o caso estava sendo coordenado pelo delegado-chefe da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários da PF, que havia sido responsável por pedir medidas de investigação contra Lulinha, como a quebra do seu sigilo bancário.

    A PF afirmou em nota que decidiu transferir a investigação para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (CINQ/CGRC/DICOR/PF). Com isso, o delegado que coordenava o caso acabou sendo substituído. A PF afirma que fez a mudança para dar maior estrutura e “potencializar recursos” para a investigação.

    A mudança desagradou a oposição, que acusa o governo de “interferir na autonomia da PF”. Para o líder da bancada do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), “não existe coincidência”. “Tiraram o delegado responsável pelo inquérito das fraudes do INSS bem no momento mais sensível da investigação, logo depois do pedido de quebra de sigilo bancário do filho mais velho do presidente”, afirmou. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça também pediu esclarecimentos à PF sobre a mudança.

    Empresária diz que nunca repassou dinheiro do Careca do INSS para Lulinha em depoimento à PF

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Memphis evita forçar volta ao Corinthians para não arriscar Copa

    Memphis evita forçar volta ao Corinthians para não arriscar Copa

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – As ausências de Memphis Depay nas partidas do Corinthians, mesmo após mais de uma semana em transição física, têm relação direta com uma precaução do próprio jogador visando a disputa da Copa do Mundo.

    Conforme apurou o UOL, o atacante reclama de incômodos na panturrilha desde a semana passada. As dores persistiram nas atividades dos últimos dias, embora o problema não seja tratado internamente como lesão.

    Ainda assim, o desconforto foi suficiente para que Memphis se posicionasse contra ser relacionado para o duelo desta quinta-feira, diante do Peñarol, em Montevidéu, pela Libertadores.

    O receio do jogador é de que um esforço maior possa agravar o quadro e provocar uma distensão. Dependendo da gravidade, a lesão poderia comprometer sua presença no Mundial.

    ENTRE A CRUZ E A ESPADA

    Internamente, a avaliação é de que a proximidade da Copa do Mundo também tem impactado o lado anímico do jogador, que demonstra preocupação em não perder a oportunidade de disputar o torneio. Pessoas próximas ao atacante, porém, rechaçam qualquer resistência para atuar pelo Corinthians.

    Segundo relatos obtidos pelo UOL, Memphis tem demonstrado vontade de retornar aos gramados e gostaria, inclusive, de ter atuado em uma ou duas partidas antes do período atual. A avaliação, no entanto, é de que uma nova lesão muscular praticamente inviabilizaria a presença do holandês no Mundial.

    O entendimento é de que o atacante vive um cenário delicado: ao mesmo tempo em que precisa voltar a jogar para manter ritmo e consolidar a convocação pela Holanda, também evita acelerar o processo para não correr o risco de sofrer uma contusão mais séria.

    Dessa forma, o atacante optou por ser preservado para não colocar em risco sua condição física. E isso acontece mesmo após a manifestação de Ronaldo Koeman, técnico da seleção holandesa, que afirmou em entrevista a uma emissora local que gostaria de ver Memphis atuando nas últimas três partidas do Corinthians antes da convocação.

    CORINTHIANS ADOTA CAUTELA

    Nos bastidores, o Corinthians também adota cautela no processo de retorno. O clube entende que, após um longo período afastado e já de volta aos treinamentos, o jogador apresentou um desconforto que serviu como sinal de alerta, embora não exista diagnóstico de lesão.

    Existe a expectativa de que Memphis permaneça em transição física até o fim de semana e possa ser relacionado para a partida contra o Atlético Mineiro, pelo Campeonato Brasileiro, na Neo Química Arena. A tendência, caso seja liberado, é que ele inicie no banco de reservas e ganhe alguns minutos ao longo do confronto.

    A presença do atacante contra o Atlético-MG, porém, dependerá da evolução do quadro até os próximos dias. Caso não se sinta seguro, a posição do jogador será respeitada, e ele não voltará a atuar antes da convocação da seleção holandesa.

    Paralelamente, o departamento físico monitora os níveis do atleta com base na carga de treinamentos recentes em comparação às últimas três semanas. Até o momento, as métricas são consideradas abaixo do ideal para um retorno em alto nível.

    Há um receio interno de que Memphis volte a jogar sem estar em sua condição física ideal. Esse eventual cenário aumentaria o risco de uma nova lesão e dificultaria que ele atuasse com a intensidade considerada necessária.

    Memphis evita forçar volta ao Corinthians para não arriscar Copa

  • Em Cannes, Selton Mello diz que 'Ainda Estou Aqui' mudou tudo em sua carreira

    Em Cannes, Selton Mello diz que 'Ainda Estou Aqui' mudou tudo em sua carreira

    Ator Selton Mello está em ‘La Perra’, que estreia no festival de cinema. Filme chileno, que está sendo apresentado em Cannes, tem produção de Rodrigo Teixeira

    CANNES, FRANÇA (CBS NEWS) – Com uma jaqueta preta para se proteger do vento na ensolarada Riviera Francesa, Selton Mello fala empolgado sobre os rumos de sua carreira, que teve uma guinada para fora do Brasil desde o sucesso de “Ainda Estou Aqui”.

    O longa de Walter Salles, que o ator protagonizou ao lado de Fernanda Torres, foi coroado melhor filme internacional e deu ao Brasil o seu primeiro Oscar. Durante toda a campanha nos Estados Unidos e na Europa, Mello era visivelmente o mais animado da equipe, e publicava constantemente vídeos nas redes sociais sobre as andanças entre jantares glamurosos e exibições para votantes e celebridades para a divulgação do filme.

    O brasileiro diz que “Ainda Estou Aqui” também mudou a forma como o Brasil é visto pela indústria cinematográfica internacional. “O filme abriu as portas para o que temos de melhor e para nossos artistas. Passou a haver um interesse maior.”

    Agora, Mello está no Festival de Cannes para a estreia de “La Perra”, da chilena Dominga Sotomayor, exibido fora de competição na mostra paralela Quinzena dos Cineastas. A produção é de Rodrigo Teixeira, também responsável pelo longa de Salles.

    “‘Ainda Estou Aqui’ mudou tudo para mim, nessa altura da minha vida. E veio em um momento bonito, em que estou maduro”, diz Mello, de costas para a praia na Croisette. Ele começou a atuar ainda criança, aos dez anos, em novelas como “Berço de Ferro” e “Sinhá Moça”. Já adulto, se imortalizou no cinema brasileiro em filmes como “O Auto da Compadecida” e “O Cheiro do Ralo”.

    São 45 anos de uma carreira prolífica no Brasil. Agora, Mello começou a ser cotado para papéis em produções hollywoodianas, como “Anaconda”, lançado no ano passado, e o próprio “La Perra”. Ele também grava neste ano “Zero K”, em São Paulo, filme do americano Michael Almereyda com Caleb Landry Jones e Peter Sarsgaard.

    “Quando eu anunciei a estreia de ‘Anaconda’, foi a primeira vez na minha vida que eu disse: ‘estreia hoje no mundo inteiro’”, conta o ator. Com Jack Black e Paul Rudd, o blockbuster tinha no set drones e equipes infladas, uma estrutura que Mello diz nunca ter visto antes.

    Em “La Perra”, Mello faz uma participação curta, mas essencial para o desenvolvimento da trama. A história acompanha a solitária Silvia, que vive em uma ilha remota no sul do Chile. Ela resgata uma cachorra filhote e dá a ela o mesmo nome que daria a filha que nunca teve. Conforme o vínculo entre Silvia e o animal se desenvolve, ela é obrigada a enfrentar seus fantasmas do passado.

    Com “La Perra”, Mello diz experimentar um sentimento inédito. “Por falarmos português, somos quase uma ilha. Atores como Gael Garcia e Ricardo Darin, por falarem espanhol, fazem filmes no México, na Espanha. A gente não circula”, diz, citando o colega mexicano e argentino. “Agora eu entrei nessa engrenagem do cinema latino-americano, e isso me deu uma sensação de pertencimento.”

    Em Cannes, Selton Mello diz que 'Ainda Estou Aqui' mudou tudo em sua carreira

  • Restrição religiosa nas Maldivas impede autópsia de mergulhadores italianos

    Restrição religiosa nas Maldivas impede autópsia de mergulhadores italianos

    Uma restrição religiosa impede que as autópsias sejam feitas nas Maldivas, onde devem ocorrer apenas os processos de identificação e investigação inicial; cinco mergulhadores italianos morreram na tragédia

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Os últimos dois corpos dos mergulhadores italianos mortos nas Maldivas foram resgatados hoje (20/5). Agora, as autópsias só deverão ser realizadas após o processo de repatriação para a Itália.

    Uma restrição religiosa impede que o procedimento seja feito nas Maldivas, onde devem ocorrer apenas os processos de identificação e investigação inicial.

    Dois corpos restantes foram recuperados no interior de uma caverna e levados à superfície. Após a identificação no necrotério em Malé, capital das Maldivas, será iniciado o procedimento para repatriar os corpos, afirmou o porta-voz do governo do país, Mohamed Hussain Shareef, à Reuters.

    Cinco cidadãos italianos, todos mergulhadores experientes, participavam de uma exploração em uma caverna profunda no atol de Vaavu, na quinta-feira (14/5). Um dos corpos foi recuperado no mesmo dia, enquanto outros dois foram encontrados na terça-feira (19), a cerca de 60 metros de profundidade.

    Mergulhador da Força Nacional de Defesa das Maldivas, que participava das buscas, também morreu no sábado (16). Segundo as autoridades, ele sofreu complicações relacionadas à descompressão após ser hospitalizado.

    Com a complexidade da operação, mergulhadores especializados da Finlândia, com experiência em resgates extremos em cavernas submarinas, foram acionados para auxiliar nas buscas. As autoridades das Maldivas seguem investigando as circunstâncias do acidente.

    POR QUE NÃO É PERMITIDA AUTÓPSIA NAS MALDIVAS

    Após a repatriação dos corpos, as autópsias serão realizadas na Itália. Nem mesmo o primeiro mergulhador encontrado, Gianluca Benedetti, passou pelo procedimento nas Maldivas.

    “No momento, não tenho conhecimento de nenhuma iniciativa desse tipo aqui nas Maldivas. É um país onde autópsias raramente são realizadas”, disse Damiano Francovigh, embaixador da Itália no Sri Lanka, ao jornal Il Messaggero.

    Motivo é religioso. As Maldivas são oficialmente um país muçulmano sunita, e a tradição islâmica valoriza a preservação e a integridade do corpo após a morte.

    Por isso, exames invasivos costumam ser evitados, salvo em situações judiciais muito específicas ou em casos que envolvam riscos à saúde pública. Nessas circunstâncias, a prática ainda depende de autorização.

    Procuradoria de Roma abriu uma investigação por homicídio culposo e pretende realizar autópsias assim que os corpos chegarem à Itália. O procedimento é considerado fundamental para determinar as causas exatas das mortes.

    Grupo teria mergulhado entre 50 e 60 metros de profundidade, uma atividade considerada extremamente arriscada e que exige treinamento avançado e equipamentos específicos. Entre as hipóteses investigadas estão falta de oxigênio, desorientação ou falhas técnicas durante a expedição submarina.

    Restrição religiosa nas Maldivas impede autópsia de mergulhadores italianos

  • Flávio Bolsonaro vai suspender reforma tributária, diz coordenador

    Flávio Bolsonaro vai suspender reforma tributária, diz coordenador

    A reforma tributária teve início formal na década de 1980, ganhando força com a Assembleia Constituinte de 1988 e, mais concretamente, em 2019; Ex-Ministro da Fazenda, Fernanda Haddad, conseguiu aprovar a mudança, que entrou em vigor no começo deste ano

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o senador Rogerio Marinho (PL-RN) afirmou à Folha de S.Paulo que o pré-candidato vai propor uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para suspender por um ano a entrada em vigor da reforma tributária dos impostos sobre o consumo caso seja eleito.

    “Precisamos dar uma sustada, uma sobrestada nesse processo, para nos debruçarmos sobre ele com calma e corrigirmos as distorções que existem”, diz Marinho.

    Para isso, uma PEC teria que ser negociada com o atual Congresso e aprovada entre novembro e dezembro, ainda no governo Lula (PT), assim como ocorreu em 2022 com a PEC da Transição proposta pelo petista durante o governo Bolsonaro (PL).

    A reforma começou a entrar em vigor em 2026, com um teste para cobrança da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). Durante esse período, as empresas devem emitir as notas fiscais com os novos tributos, mas sem o pagamento efetivo deles.

    Em 2027, entrará em vigor o Imposto Seletivo sobre bens que fazem mal à saúde e ao ambiente, como cigarros e bebidas alcoólicas. Também ocorrerá a cobrança efetiva da CBS, que é federal, e serão extintos o PIS, a Cofins, o IOF/Seguros e o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os produtos que não têm similares industrializados na Zona Franca de Manaus.

    Adiar a entrada em vigor por um ano para “reavaliação” é uma medida menos drástica do que a proposta divulgada por Flávio em eventos recentes. No começo de maio, o pré-candidato afirmou em ato em Santa Catarina com candidatos do partido que iria propor a revogação da reforma.

    “Criou-se uma série de novos impostos, com alíquotas altíssimas, criou-se o imposto do pecado, seja lá o que for isso. Então, obviamente, se nós não reformarmos, não revogarmos essa reforma para uma reforma realmente simplificada e que não seja uma reforma neutra, como foi chamada na discussão para o Congresso Nacional”, afirmou Flávio.

    O PL, liderado por Jair Bolsonaro (PL), votou contra a reforma na Câmara dos Deputados e no Senado. Aliado do ex-presidente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no entanto, deu apoio decisivo para a aprovação para atender aos anseios de empresários por uma simplificação no sistema.

    A alteração nos impostos sobre o consumo é defendida pela indústria e pelo setor financeiro, que encamparam a mudança. Grupos como o agronegócio, educação e saúde também conseguiram tratamento diferenciado e passaram a defendê-la. Os principais queixosos sobre os impactos da proposta são o setor de serviços, que na média deve ter uma alta na carga tributária para compensar a redução dos demais.

    O governo Lula defende que isso pode ser equalizado com ganhos de eficiência na arrecadação, uma menor evasão fiscal e crescimento mais acelerado da economia pela simplificação do sistema tributário.

    Marinho afirma que a reforma do governo Lula causou distorções que precisam ser corrigidas. “Ao invés de haver a simplificação que havia sido prometida e uma diminuição de impostos e uma melhoria do ambiente de negócios, você gerou um IVA [Imposto sobre Valor Agregado] que será o maior do mundo”, diz.

    Outro ponto que precisa ser rediscutido, segundo Marinho, são os aportes da União em dois fundos estaduais para compensar o fim da guerra fiscal e promover o desenvolvimento das regiões.

    “Esses fundos foram instituídos para tentar trazer os estados e municípios e o governo está colocando tudo isso fora dos parâmetros fiscais. Ou seja, você contratou o aumento da dívida pública em R$ 1 trilhão em dez anos.”

    Os aportes nesses fundos são classificados como despesas financeiras e, portanto, estão fora das metas fiscais e do arcabouço que contém o crescimento das despesas da União.

    Flávio Bolsonaro vai suspender reforma tributária, diz coordenador

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • PSDB discute lançar Aécio Neves à Presidência para aproveitar desgaste de Flávio Bolsonaro

    PSDB discute lançar Aécio Neves à Presidência para aproveitar desgaste de Flávio Bolsonaro

    Após desistência de Ciro Gomes, pré-candidatura de deputado foi discutida com Cidadania e Solidariedade. Roberto Freire vai pedir reunião de federação; planos nacionais do tucano ruíram após Lava Jato

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O PSDB discute lançar o nome do deputado federal Aécio Neves (MG) para a Presidência da República após o desgaste da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pela revelação de conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, em que ele pediu dinheiro para um filme sobre seu pai.

    Aécio discutiu o assunto nesta terça-feira (19) com os presidentes do Solidariedade, Paulinho da Força, e do Cidadania, Alex Manente, além da cúpula do PSDB. A ideia, de acordo com pessoas que participaram da reunião, é lançar o nome para ver se ganha tração nas pesquisas e se consolida como uma alternativa até as convenções em julho.

    Ex-presidente do Cidadania, Roberto Freire vai pedir a convocação de uma reunião da federação PSDB-Cidadania na próxima semana para defender o lançamento da pré-candidatura de Aécio.

    “Não podemos nos omitir neste quadro que está aqui”, afirmou Freire à reportagem. “Há tempos venho conversando isso. Não podemos deixar o lulopetismo continuar governando o nosso país, e nem voltar à mediocridade plena que é o bolsonarismo.”

    Após a publicação da reportagem, Freire tornou público o pedido de uma reunião entre PSDB e Cidadania para lançar a candidatura do tucano. “Não aceitaremos que o futuro seja definitivamente sequestrado pelo medo, pelo ódio ou pelo atraso. É tempo de superar divisões estéreis, reconstruir pontes entre os brasileiros e devolver ao País um horizonte contemporâneo, humano e democrático”, escreveu em rede social.

    Aécio tentou uma alternativa interna, ao sugerir o nome de Ciro Gomes (PSDB) para disputar a Presidência. Ciro, no entanto, preferiu disputar o Governo do Ceará, onde lidera as pesquisas.

    A outra alternativa seria o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que no ano passado preferiu trocar o PSDB pelo PSD e acabou ficando no governo gaúcho depois de ser preterido pelo novo partido, o que o impede de disputar a eleição.

    O deputado federal Paulinho da Força confirmou que a candidatura de Aécio foi discutida em reunião nesta terça diante das mudanças no cenário e se disse entusiasta do projeto. Aliados afirmam que ele poderia inclusive ser um vice na chapa.

    “Conversamos um pouco sobre isso, ele [Aécio] está a fim. Tem um movimento muito grande no partido dele. Eu fiz um apelo para ele lançar a candidatura. Acho que, com esse derretimento do Flávio, vai sobrar um povo que não quer votar no PT e que não tem alternativa”, disse.

    A estratégia discutida na reunião é Aécio se diferenciar dos demais candidatos de centro-direita e direita ao fazer críticas tanto a Lula quanto a Flávio Bolsonaro, para tentar ganhar apoio dos eleitores de centro.

    Procurado, Aécio não quis comentar. Até então, o partido cogitava a candidatura dele ao Senado por Minas Gerais ou a reeleição para deputado federal.

    A conversa não foi precedida de pesquisas próprias, mas aliados de Aécio miram a visibilidade de seu histórico como governador de Minas Gerais por duas vezes e candidato presidencial em 2014.

    A disputa de 2014 foi a última grande eleição de Aécio, quando acabou o segundo turno com 48,36% dos votos, contra 51,64% de Dilma Rousseff (PT), que foi reeleita. Ele, no entanto, foi alvejado por denúncias na Operação Lava Jato, junto com os principais líderes do seu partido, que começou a minguar desde então.

    Integrantes do PSDB afirmam que a pré-candidatura pode ser também a oportunidade de Aécio “limpar seu nome publicamente” após ser denunciado na época da Lava Jato. Mesmo que não vingue, seria uma oportunidade de divulgar de forma mais ampla que foi inocentado pela Justiça das acusações.

    Para os tucanos, o caso dele seria posto em contraste com denúncias envolvendo o governo Lula e agora com Flávio Bolsonaro, que admitiu ter recebido R$ 61 milhões de Vorcaro para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador se defende dizendo que se tratava de um investimento privado, sem envolver dinheiro público ou contrapartidas irregulares.

    A denúncia que mais repercutiu na época contra Aécio foi a gravação de uma conversa, em 2017, com Joesley Batista, dono do grupo J&F, proprietário da marca JBS, em que o tucano pedia R$ 2 milhões para pagar sua defesa na Lava Jato.

    A quantia foi entregue a um primo do tucano, em ação filmada pela Polícia Federal. A gravação de 30 minutos foi entregue à PGR (Procuradoria-Geral da República) e fez parte do acordo de delação premiada de Joesley. Na conversa, o tucano e o empresário combinam a entrega do dinheiro.

    A acusação foi rejeitada pelo juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal de São Paulo, que considerou que não havia provas que pudessem ligar a atos de corrupção o pedido de empréstimo. Na decisão, em 2022, ele afirmou que não se comprovou um histórico de propina entre Aécio e Joesley.

    Segundo o juiz, havia apenas “negócios lícitos, como a doação de campanha eleitoral no valor de R$ 110 milhões, compra de apartamento de R$ 18 milhões e pedido de empréstimo de R$ 5 milhões”.

    Na época, Aécio afirmou em nota dizendo que “a farsa foi desmascarada” e que “foi demonstrada a fraude montada por membros da PGR e por delatores que colocou em xeque o Estado democrático de Direito no país”.

    PSDB discute lançar Aécio Neves à Presidência para aproveitar desgaste de Flávio Bolsonaro

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Santos pede anulação de jogo contra o Coritiba por substituição de Neymar

    Santos pede anulação de jogo contra o Coritiba por substituição de Neymar

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Santos informou nesta quarta-feira (20) entrou com ação no STJD para pedir a anulação da partida contra o Coritiba. O Peixe entende que houve erro de direito na substituição de Neymar e alega que Robinho Jr. deveria ter substituído Escobar.

    LEIA A NOTA DO SANTOS:

    O Departamento Jurídico informa que entrou com ação no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para solicitar a anulação da partida disputada no dia 17/5, diante do Coritiba, válida pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Clube entende que houve erro de direito quando a arbitragem impediu a permanência em campo do atleta Neymar Jr., o que contrariou determinação da própria comissão técnica e desrespeitou o protocolo oficial de substituições de jogadores. O que está em discussão não é performance técnica ou resultado do jogo, mas a defesa da instituição e das regras da FIFA.

    “Eu entendo, a escolha deles é a melhor para a nossa seleção [masculina], e a federação americana não aceitou a troca de horário nem de dia. Não tivemos muito o que fazer”, disse o técnico

    Folhapress | 15:12 – 20/05/2026

    Santos pede anulação de jogo contra o Coritiba por substituição de Neymar

  • Taylor Swift e Travis Kelce buscam melhor estado para redigir acordo pré-nupcial; entenda

    Taylor Swift e Travis Kelce buscam melhor estado para redigir acordo pré-nupcial; entenda

    Taylor Swift e Travis Kelce, que subirão ao altar em julho deste ano, quer que leis protejam seus bens individuais. Patrimônio somado gira em torno dos R$ 10 bilhões

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A cantora Taylor Swift e o jogador Travis Kelce deverão subir ao altar em julho, nos Estados Unidos. Antes da cerimônia, ambos debatem qual seria o melhor estado americano para redigir um acordo pré-nupcial.

    Segundo o TMZ, o casal discute seis estados: Rhode Island, Missouri, Kansas, Tennessee, Nova York e Califórnia. Cada localidade tem leis diferentes, umas mais rígidas e outras mais brandas.

    Somadas, as fortunas deles giram em torno dos R$ 10,5 bilhões, e a ideia é que o documento proteja os bens individuais e dê aos tribunais menos margem de manobra para reescrever os acordos.

    O casal também quer que as leis do estado valorizem a propriedade intelectual e não concedam pensão alimentícia conjugal de longo prazo.

    Ambos têm muito dinheiro. A artista é proprietária de uma mansão luxuosa em Rhode Island e de um apartamento em Nova York. Já Travis adquiriu recentemente uma casa no Kansas e joga futebol americano na NFL, no Missouri.

    Segundo o portal, Rhode Island parte como a melhor opção geral, e Nova York a pior, por ser um estado conhecido por ter juízes que por vezes invalidam acordos.

    O Kansas surge na segunda colocação por ter tribunais, em tese, mais previsíveis e com juízes menos agressivos.

    Taylor Swift e Travis Kelce buscam melhor estado para redigir acordo pré-nupcial; entenda

  • Erika Hilton rejeita negociação sobre compensações na PEC da 6×1 

    Erika Hilton rejeita negociação sobre compensações na PEC da 6×1 

    Deputados de direita e extrema-direita assinaram uma emenda propondo que o fim da escala 6×1 entre em vigor apenas em 10 anos. Erika Hilton diz que redução da jornada não trará prejuízos à economia

    A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) disse nesta quarta-feira (20) que o governo não irá negociar emendas apresentadas por partidos de oposição para alterar a PEC do fim da escala 6×1 que resultem em aumento da jornada de trabalho. 

    “O governo vai dar aquilo que cabe para ser dado. Esse tipo de compensação, desoneração da folha, não há espaço para este tipo de negociação. Não haverá nenhuma entrega a mais além da necessária que é dar ao trabalhador brasileiro um dia a mais de descanso”, disse a deputada no programa Alô Alô Brasil, apresentado por José Luiz Datena, na Rádio Nacional. 

    “O pequeno empreendedor, o pequeno empresário, não é aquele que está fazendo todo esse espetáculo [da alteração da PEC], não é ele que está ligado a esses deputados que querem apresentar transição em dez anos, que querem aumentar a carga trabalhista para 52 horas,” acrescentou.  

    Para Erika, questões específicas podem ser acordadas para garantir uma transição sem grandes problemas. 

    “É possível trabalhar algum tipo de isenção tributária, defender e fortalecer as convenções coletivas. O Projeto de Lei virá para dar uma regulamentada e entender as particularidades dos setores e garantir que a transição da jornada não traga nenhum tipo de prejuízo”.

    A deputada disse ainda que o fim da escala 6×1 não trará prejuízos à economia. 

    “O Dieese, que é uma instituição séria, aponta uma estimativa de criação de mais de 3 milhões de novos postos de trabalho de imediato [após aprovação da redução da jornada]. Mostra, inclusive, benefícios para as empresas, pois quando elas têm menos trabalhadores doentes, menos trabalhadores errando por causa da jornada exaustiva isso significa, no fim do dia, lucratividade”, destacou.

    Emendas

    As declarações de Erika Hilton se referem às recentes emendas apresentadas à PEC da escala 6×1, que permitem a flexibilização da redução da jornada de trabalho.

    Uma dessas emendas foi apresentada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) e já conta com a assinatura de 176 deputados federais. A peça propõe que o fim da escala 6×1 entre em vigor dentro de dez anos após a promulgação da emenda constitucional.

    Erika Hilton rejeita negociação sobre compensações na PEC da 6×1 

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Redes sociais terão que retirar conteúdo íntimo vazado em até duas horas

    Redes sociais terão que retirar conteúdo íntimo vazado em até duas horas

    Nova regra para plataformas fazem parte de decreto assinado pelo presidente Lula nesta quarta (20). Pacote tem outras medidas para proteção de mulheres em ambientes digitais, incluindo restrição a imagens feitas com uso de IA

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (20) um decreto que visa aumentar a proteção de mulheres em ambientes digitais. O texto será publicado no DOU (Diário Oficial da União) na quinta-feira (21).

    O decreto, de acordo com comunicado do governo federal, obriga as plataformas a coibir a disseminação de crimes, fraudes e violências em seus sistemas. Também será necessário tomar medidas que reduzam danos a vítimas.

    Uma hipótese alcançada pelo decreto, também segundo o Executivo, são situações de exposição de nudez não consentida de mulheres e meninas, incluindo quando a imagem for criada por mecanismos de inteligência artificial.

    Outro exemplo de situação nas quais as plataformas terão mais responsabilidade seria em casos de ameaça, perseguição ou assédio coordenado em redes sociais.

    O decreto determina que as empresas tenham canais para receber denúncias de conteúdos íntimos vazados sem consentimento. A retirada do conteúdo deverá ser em até duas horas depois da notificação. A Folha de S.Paulo mostrou no fim de março que o decreto estava sendo confeccionado.

    O presidente da República assinou o decreto em uma solenidade no Palácio do Planalto, em solenidade que também teve a participação dos presidentes do STF (Supremo Tribunal Federa), Edson Fachin, e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

    A cerimônia foi alusiva aos 100 dias do lançamento, por Lula, do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio -uma aliança do governo com Legislativo e Judiciário para promover medidas de proteção às mulheres.

    O chefe do governo também sancionou o projeto de lei que cria o Cadastro Nacional de Agressores. O texto determina a criação de um banco de dados com informações sobre condenados por crimes como feminicídio, estupro, estupro de vulnerável e importunação sexual.

    O petista sancionou outros dois projetos relacionados à violência contra de mulheres. Um deles reforça a proteção para vítimas que sofrem ameaças de agressores após prisão ou condenação. O outro, aumenta as hipóteses de afastamento entre agressor e vítima.

    O voto feminino foi decisivo para eleger Lula como presidente da República em 2022. O petista precisa manter o bom desempenho nesse segmento da sociedade para ser reeleito neste ano.

    Redes sociais terão que retirar conteúdo íntimo vazado em até duas horas