Autor: REDAÇÃO

  • Flávio Bolsonaro critica fim da escala 6×1

    Flávio Bolsonaro critica fim da escala 6×1

    Senador afirma que discussão, que começou há mais de 2 anos, sobre escala 6×1 é ‘inoportuna e eleitoreira’. Pré-candidato diz, sem apresentar dados, que fim da 6×1 vai aumentar custos e gerar desemprego

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O pré-candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ), afirmou em nota veiculada nesta terça-feira (19) que a discussão sobre o fim da escala 6×1 é legítima, porém “inoportuna e eleitoreira”, e defendeu a remuneração por horas trabalhadas com manutenção de direitos trabalhistas.

    “A remuneração por hora trabalhada traz liberdade, aumento da renda e proteção. Quem quer trabalhar mais ganha mais. Quem precisa de menos horas tem essa liberdade”, diz o texto distribuído pela equipe do senador carioca. Segundo Flávio, a proposta manteria FGTS, INSS, férias e décimo terceiro, beneficiando principalmente mães solteiras.

    “A mãe brasileira não deveria ter que escolher entre trabalhar e cuidar do filho. Com piso por hora e jornada flexível, ela faz os dois. Sem precisar abrir mão de nada”, diz a nota.

    Em coletiva de imprensa também nesta terça, o presidenciável afirmou que o fim da escala 6×1 “tenta vender uma solução fácil” para a população, mas vai gerar desemprego e aumento de custos. “Com esse projeto de lei apresentado pelo governo em ano eleitoral, [tem] uma grande carga de hipocrisia e interesse nas eleições”.

    A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6×1 está em momento decisivo na tramitação no parlamento e tem apoio do governo Lula (PT).

    O relator da proposta, deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA), se reunirá com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para fechar detalhes da PEC e entregar um texto atualizado nesta quarta. Motta prometeu votar a proposta até o fim do mês.

    Nesta segunda-feira (18), Prates adiantou ao C-Level Entrevista, da Folha, que defende um período de transição de 2 a 5 anos e prazo de até 180 dias para votar o projeto que regulamentará a nova jornada para empresas que têm contratos públicos, micro e pequenas empresas e para categorias específicas de trabalhadores.

    Prates pretende propor que, durante a transição, as horas extras adicionais, até a jornada de 44 horas semanais, sejam desoneradas. A PEC deve trazer regras gerais: 40 horas por semana com dois dias de descanso, sendo um preferencialmente aos domingos. Já Lei ou convenções e negociações coletivas definirão a escala de trabalho de profissões específicas, desde que respeitadas oito folgas mensais e um teto de seis dias trabalhados por semana.

    Flávio Bolsonaro critica fim da escala 6×1

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  • PF faz operação contra perito suspeito de vazar contrato de mulher de Moraes com Master

    PF faz operação contra perito suspeito de vazar contrato de mulher de Moraes com Master

    Nota do STF diz que investigado teria repassado a integrante da imprensa ‘informações sigilosas relacionadas a fatos ocorridos no início do caso’; associação disse que perito tem direito à ampla defesa e frisou necessidade de ‘evitar conclusões precipitadas’

    A Polícia Federal (PF) realiza operação nesta terça-feira, 19, contra o perito criminal federal João Cláudio Nabas por suspeita de vazamento de informações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes obtidas na investigação da Compliance Zero, que apura fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.

    A suspeita da PF nessa apuração é que Nabas teria vazado informações de Moraes apreendidas no telefone celular do banqueiro Daniel Vorcaro, como o contrato do escritório de advocacia da mulher do ministro, a advogada Viviane Barci, com o Banco Master e diálogos do magistrado com o banqueiro.

    Segundo informações da Receita Federal, o escritório de Viviane Moraes recebeu R$ 80,2 milhões em pagamentos do Master em 2024 e 2025.

    A PF cumpriu mandados de busca e apreensão e suspensão das funções públicas do perito. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso.

    De acordo com comunicado do STF, “o investigado, na condição de perito criminal federal, teria repassado a integrante da imprensa informações sigilosas relacionadas a fatos ocorridos no início das investigações, obtidas a partir da análise de material apreendido durante uma das fases da Operação Compliance Zero”. O Estadão tenta contato com a defesa de Nabas.

    Essa operação foi batizada como a sétima fase da Operação Compliance Zero e apura o crime de violação de sigilo funcional. Na nota, o STF ressaltou que não há investigação contra profissional de imprensa. “Nesse contexto, as medidas não implicam qualquer direcionamento investigativo contra jornalistas ou veículos de imprensa, permanecendo preservadas a liberdade de atuação jornalística e a garantia constitucional do sigilo da fonte”, diz a nota.

    O perito atuou nas fases inicias da investigação e foi responsável pela análise de materiais apreendidos.

     

    PF faz operação contra perito suspeito de vazar contrato de mulher de Moraes com Master

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  • Piquerez avança em recuperação no Palmeiras e mantém sonho da Copa vivo

    Piquerez avança em recuperação no Palmeiras e mantém sonho da Copa vivo

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Piquerez fez trabalho com bola à parte junto a jovens da base do Palmeiras e avançou na recuperação da cirurgia no tornozelo direito. O lateral esquerdo corre contra o tempo para estar à disposição de Marcelo Bielsa para a Copa do Mundo.

    O defensor está há sete semanas em recuperação da cirurgia e passou a treinar com bola nesta semana. No treino desta segunda-feira (18) ele fez trabalhos leves com a fisioterapia, e nesta terça-feira (19) fez um trabalho em separado com crias da Academia.

    Existe a possibilidade do lateral voltar a jogar ainda antes da Copa do Mundo. Piquerez quer mostrar para a seleção do Uruguai que está totalmente recuperado e pode fazer parte do grupo que vai ao Mundial.

    O Palmeiras tem apenas mais quatro jogos até a pausa para a Copa. Cerro Porteño, Flamengo, Junior Barranquilla e Chapecoense.

    É um sonho que eu tenho de participar da Copa do Mundo, mas com os pés no chão. Seguirei fazendo a minha recuperação, priorizando o meu corpo, conhecendo o meu corpo e com a esperança e a confiança de poder estar à disposição. Quero estar à disposição do elenco antes da parada da Copa e, depois, por que não sonhar com alguma vaga na Copa, que é o sonho de todo jogador? Piquerez, em entrevista à TV Palmeiras.

    No treino desta terça-feira (19), Abel Ferreira orientou uma atividade tática e, ao final, os jogadores disputaram um recreativo.

    Paulinho participou de toda a atividade e será relacionado para o jogo na Copa Libertadores. O Palmeiras joga nesta quarta-feira (20), às 21h30 (de Brasília), contra o Cerro Porteño, no Allianz Parque, pela quarta rodada da fase de grupos da Copa Libertadores.

    O Alviverde é líder do Grupo F com 8 pontos e pode encaminhar sua classificação. O Cerro Porteño é o segundo com 7, o Sporting Cristal o 3º com 6, e o Junior, o lanterna, com apenas 1.

    Piquerez avança em recuperação no Palmeiras e mantém sonho da Copa vivo

  • Schwarzenegger anuncia novo filme de 'Conan, o Bárbaro' e retorno ao papel após 42 anos

    Schwarzenegger anuncia novo filme de 'Conan, o Bárbaro' e retorno ao papel após 42 anos

    Ator diz que filmagens de ‘King Conan’ começam em 2027, com direção de Christopher McQuarrie. Sequência vai mostrar o guerreiro envelhecido e no trono, lidando com o peso da coroa e com ameaças ao seu reinado

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Mais de quatro décadas depois de empunhar a espada pela última vez, Arnold Schwarzenegger, 78, vai voltar ao universo de “Conan, o Bárbaro”. O ator confirmou que uma nova sequência da franquia está oficialmente em desenvolvimento e que as filmagens de King Conan devem começar em 2027.

    Em entrevista ao portal TheArnoldFans, Schwarzenegger afirmou que o novo longa será escrito e dirigido por Christopher McQuarrie, nome por trás dos filmes mais recentes da franquia “Missão: Impossível”. Segundo o astro, o projeto vinha sendo discutido há anos e agora finalmente saiu do papel.

    “Estou animado para o filme. Há dez anos digo que precisávamos fazer ‘King Conan’, encontrar um ótimo roteiro e alguém que realmente entendesse a obra de Robert E. Howard e a arte de Frank Frazetta”, afirmou o astro já antecipando o título do longa. Schwarzenegger disse ainda que gostaria de ter John Milius, responsável pelo primeiro filme, como produtor da sequência.

    Para o ator, o intervalo de mais de 40 anos faz parte da proposta do novo enredo. A ideia é mostrar o protagonista envelhecido, já distante do guerreiro em seu auge, lidando com o peso da coroa e com ameaças ao seu reinado.

    “Ele não está mais na forma física de antes. Agora, tentam tirá-lo do trono. Ele ficou um pouco passivo, cansado do trabalho e quer seguir em frente”, explicou Schwarzenegger, comparando o novo filme a “Os Imperdoáveis”, estrelado por Clint Eastwood. “Vai ser algo parecido, mas com batalhas extraordinárias.”

    Criado em 1932 por Howard, Conan virou um dos personagens mais populares da fantasia, com passagens por livros, quadrinhos e cinema. Além dos dois filmes estrelados por Schwarzenegger nos anos 1980, o bárbaro também ganhou uma nova versão em 2011, interpretada por Jason Momoa.

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  • Putin chega à China para visita de Estado dias após partida de Trump

    Putin chega à China para visita de Estado dias após partida de Trump

    Pequim quer se posicionar como ator diplomático relevante em mundo marcado por conflitos na Ucrânia e Irã. Russo viajou a convite de Xi Jinping para discutir energia, economia e defesa

    PEQUIM, CHINA (CBS NEWS) – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, chegou a Pequim na noite desta terça-feira (19), no horário local, começo da tarde do Brasil no mesmo dia, para uma visita de Estado quatro dias após a partida do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    É a primeira vez que Pequim recebe, no mesmo mês, os mandatários dos dois países, o que é visto por analistas como uma forma de a China se posicionar como imparcial e como força diplomática decisiva em meio à polarização mundial.

    Artigo publicado pela mídia estatal chinesa Global Times afirma que o país está se consolidando como “ponto focal da diplomacia global”.

    O russo viajou à capital chinesa a convite do líder do regime, Xi Jinping, por ocasião dos 25 anos do Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amistosa. Este ano marca também o trigésimo aniversário do início das relações estratégicas entre os países.

    Putin foi recebido no aeroporto da capital pelo chanceler chinês, Wang Yi, e se encontrará com Xi na manhã de quarta-feira (20), no horário local.

    Segundo comunicado do Kremlin, os mandatários vão discutir “assuntos bilaterais da atualidade, maneiras de fortalecer ainda mais a parceria abrangente e a cooperação estratégica” e “trocarão opiniões sobre questões internacionais e regionais importantes”.

    Em pronunciamento por ocasião da viagem, Putin afirmou que as relações entre os países atingiram “um nível verdadeiramente sem precedentes”. Chamou Xi de amigo de longa data e declarou que as nações “estão expandindo ativamente seus contatos nas áreas da política, da economia e da defesa”.

    A guerra na Ucrânia deve ser um dos principais assuntos, embora as chancelarias dos países não tenham sinalizado que o conflito estará em destaque na pauta. O conflito, porém, será pano de fundo das demais discussões, uma vez que Moscou tem a China como principal aliado econômico em meio às sanções impostas pelo Ocidente após a incursão no país vizinho em 2022.

    Outro tema será a cooperação energética, que tem sido um dos principais motores das relações bilaterais e se tornou ainda mais relevante em decorrência da guerra no Irã, devido ao risco que o conflito imputa à matriz energética chinesa por causa do fechamento do estreito de Hormuz.

    A maior parte do petróleo que passa pelo trecho tem como destino os portos chineses. Pequim, porém, mantém uma reserva bilionária da commodity, o que a afasta do risco imediato, mas leva líderes chineses a buscar alternativas de abastecimento.

    Dados do Kremlin indicam que as exportações de petróleo russo à China cresceram mais de um terço no primeiro trimestre de 2026.

    O gasoduto Poder da Sibéria 2, que deve transportar cerca de 50 bilhões de metros cúbicos de gás por ano à China, também será discutido em detalhe, segundo Moscou. Em março, na publicação do seu 15º Plano Quinquenal, Pequim afirmou que os trabalhos da fase inicial do projeto irão prosseguir.

    A construção do empreendimento, com 2.600 km de extensão, é uma espécie de seguro de longo prazo para a China, uma vez que o conflito no Irã e instabilidades no Oriente Médio também ameaçam o fornecimento de gás natural liquefeito. O duto é visto como uma alternativa terrestre segura em meio aos embates que causam interrupções no trânsito marítimo.

    Embora a guerra no Irã tenha entrado na pauta da reunião entre Trump e Xi na semana passada, os comunicados de Pequim e Washington não indicam que questões relacionadas à Rússia tenham sido debatidas com profundidade entre os dois líderes.

    O foco principal, além do conflito no Oriente Médio, foram negócios, intercâmbio comercial e a questão Taiwan, com o chinês afirmando que esse é o ponto mais sensível da relação entre os países. A ilha deve aparecer de forma tangencial nos diálogos entre Putin e Xi, uma vez que a Rússia apoia o princípio de que Taiwan é parte inalienável do território chinês.

    Putin chega à China para visita de Estado dias após partida de Trump

  • AGU defende no STF suspensão da Lei da Dosimetria, que beneficia Bolsonaro

    AGU defende no STF suspensão da Lei da Dosimetria, que beneficia Bolsonaro

    Órgão ligado ao governo Lula diz que texto deve ser declarado inconstitucional; medida já foi suspensa por Moraes. Advocacia-Geral da União afirma que redução de penas inverte lógica e acaba premiando atos golpistas

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A AGU (Advocacia-Geral da União) se manifestou nesta terça-feira (19) pela suspensão da Lei da Dosimetria, que reduz a pena de condenados pelo 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e defendeu que o STF (Supremo Tribunal Federal) declare o texto inconstitucional.

    Em seu parecer, o órgão afirma que “premiar” a atuação dos condenados pelos atos golpistas com uma redução de até dois terços da pena “inverte a lógica de agravamento”, uma vez que o número de pessoas que participou dos atos potencializa o dano e dificulta a defesa das instituições.

    “A gravidade da proteção insuficiente gerada pela lei, outrora vetada pelo presidente da República, exige a atuação do Supremo Tribunal Federal como guardião da Constituição, restaurando a coerência axiológica do sistema e garantindo que os atentados contra a democracia recebam a resposta firme, técnica e proporcional que a gravidade de suas condutas exige perante a história”, diz a AGU.

    A dosimetria foi aprovada pelo Congresso Nacional ainda no ano passado e já foi suspensa em 9 de maio pelo ministro Alexandre de Moraes, sorteado relator de ações na corte que questionam a validade da medida.

    Na decisão, o ministro diz que aguardará o julgamento do plenário da corte sobre a constitucionalidade da lei.

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), promulgou a Lei da Dosimetria em 8 de maio, depois de o presidente Lula (PT) deixar vencer o prazo após seu veto integral ao texto ter sido derrubado pelo Congresso.

    Com isso, advogados dos réus acionaram o STF com pedidos de redução de pena com base na nova lei. Ainda na sexta, porém, a federação PSOL-Rede e a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) também entraram com ações na corte para barrar a norma, pedindo que o texto fosse considerado inconstitucional e que uma medida cautelar (decisão urgente) suspendesse sua eficácia.

    A federação constituída por PT, PC do B e PV também acionou o STF com uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade). Ela argumenta que a vigência da Lei da Dosimetria até o julgamento da ADI iria criar um “incentivo perverso para a organização de novos ataques às instituições democráticas”.

    Como mostrou a Folha, ao julgar a constitucionalidade da lei, o STF tende a validá-la, mas com recados sobre combate a atos antidemocráticos. Há um consenso de que a redução de penas é uma prerrogativa do Legislativo, mas parte dos ministros diz entender que a medida pode significar incentivo a novos atos antidemocráticos.

    AGU defende no STF suspensão da Lei da Dosimetria, que beneficia Bolsonaro

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  • Master era banco da 'terceira divisão', diz Galípolo

    Master era banco da 'terceira divisão', diz Galípolo

    Instituição representava menos de 0,5% dos ativos do sistema financeiro, segundo presidente do BC. Ele afirma que Banco Central não pode ser arrastado para debates políticos sobre decisões técnicas

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta terça-feira (18) no Senado que o Banco Master era uma espécie de instituição de terceira divisão no sistema financeiro brasileiro.

    Na avaliação do chefe da autoridade monetária, o que mais tem consternado as pessoas ao analisar o caso é o que se fazia com o dinheiro depositado no banco, e menos com o passivo da instituição, que foi liquidada pelo BC em novembro do ano passado.

    “Ele é um banco S3”, afirmou, citando a nomenclatura usada internamente pela autarquia. “Para explicar, e espero que os outros bancos S3 não se ofendam, [era] da terceira divisão do futebol que é o sistema financeiro brasileiro”.

    Segundo Galípolo, o Master não oferecia risco sistêmico porque correspondia a menos de 0,5% dos ativos do sistema financeiro nacional. O caso se tornou relevante, entretanto, por conta do uso do dinheiro.

    O Master chamava atenção no mercado financeiro porque oferecia a venda de CDBs (Certificados de Depósito Bancário) com altos retornos e apoiado na garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), fundo privado que cobre aplicações de até R$ 250 mil.

    A Polícia Federal tem uma série de investigações ligadas ao Master, apurando a suspeita de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e uso de recursos públicos em operações do banco. As apurações também mostram gastos milionários com festas e despesas de autoridades da política.

    No bojo das apurações, dois servidores do BC foram afastados por envolvimento no caso. Investigação interna do Banco Central concluiu que o ex-chefe de Supervisão Bancária Belline Santana simulou dois contratos, que somaram R$ 4 milhões, com um advogado ligado ao Banco Master para receber propina.

    O ex-diretor de Fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza também foi afastado. Ele é suspeito de ter manipulado informações sobre a atuação do Master quando chefiava a área de Fiscalização, na gestão de Roberto Campos Neto, para afastar suspeitas da cúpula do órgão e driblar investigações internas.

    Na comissão do Senado, Galípolo disse que somente a Justiça poderá determinar o que realmente aconteceu em relação ao afastamento dos servidores, e que “todo o corpo técnico sente um efetivo luto com o que aconteceu.” Os indícios, afirmou o presidente do BC, são graves.

    Galípolo também pediu aos senadores o apoio à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que dá autonomia financeira ao BC e à atualização na resolução bancária, regramento que afeta, por exemplo, os Raets (Regime de Administração Especial Temporária). A legislação que trata do tema é de 1975.

    “Infelizmente, o histórico é: toda vez que a gente entrou num Raet, o banco acabou sendo liquidado, a gente não conseguiu recuperar uma instituição. A sensação que nós temos é a de que temos menos instrumentos do que outras instituições.”

    Galípolo defendeu que o Banco Central “não é palanque” e não pode servir a pressões políticas em decisões como o veto à compra do BRB (Banco de Brasília) pelo Master, esse último depois liquidado pela autarquia. Ele respondia ao senador Renan Calheiros (MDB-AL), para quem o presidente da autarquia devia ter reagido à proposta de partidos do centrão para dar poderes ao Congresso Nacional para demitir diretores e o presidente do BC.

    “Foi um fato gravíssimo e nunca vi o senhor falar disso”, afirmou. “Não tivemos uma reação pública do senhor. Era pedagógico para delimitar a independência do Banco Central”, disse o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. A articulação do centrão foi tornada pública no dia 2 de setembro de 2025, véspera da decisão do BC que indeferiu o pedido do BRB para comprar o Master.

    “Ela foi pedagógica. No dia seguinte, o Banco Central teve coragem de rejeitar”, disse Galípolo. “O Banco Central não é palanque, toma decisão correta independentemente de quem está jogando pedra e fazendo barulho.”

    O presidente do Banco Central defendeu que não cabe à autarquia reagir a pressões políticas. “É muito importante para a autonomia e para a credibilidade do Banco Central que ele não seja arrastado para esse tipo de debate”, afirmou.

    Segundo Galípolo, se a ofensiva do centrão era uma tentativa de coerção, não cabe a ele fazer a afirmação. “Quem sou eu pra dizer isso, quem sou eu para fiscalizar o Legislativo, eu sou fiscalizado.”

    Antes, Renan também disse que, em outra audiência na CAE, Galípolo havia afirmado que, “à primeira vista, a operação BRB-Master estava correta.”

    “Jamais diria isso, até porque o Banco Central não comenta substituição de particular”, afirmou Galípolo. O chefe da autoridade monetária disse que apenas uma pessoa sem acesso a internet e sem TV a cabo acharia que o BC trabalhou pela venda do Master.

    Master era banco da 'terceira divisão', diz Galípolo

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  • Técnico da Holanda diz que Memphis ‘precisa de minutos’

    Técnico da Holanda diz que Memphis ‘precisa de minutos’

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O técnico Ronald Koeman, da seleção holandesa, comentou a situação física de Memphis Depay faltando menos de um mês para o início da Copa do Mundo. O atacante do Corinthians ainda se recupera de uma lesão sofrida em março. A convocação da Holanda será no dia 27 de maio.

    “A chance de que Memphis esteja presente existe. Ele ainda terá três partidas pelo Corinthians até nos reunirmos na seleção holandesa. Nessas partidas, ele precisa ganhar minutos em campo. Eu creio que isso vai acontecer e, se tudo correr bem, ele jogue 90 minutos na última partida. Depois disso, ainda teremos duas semanas até o nosso primeiro jogo na Copa do Mundo”, disse Ronald Koeman, à TV Ziggo Sport, da Holanda.

    RECUPERAÇÃO LONGA

    Memphis sofreu uma lesão de grau 2 na coxa direita durante o empate entre Corinthians e Flamengo no dia 22 de março. Ele sentiu o problema ao dar o lançamento que iniciou o lance do gol de empate do Timão em Itaquera.

    O retorno tem demorado mais do que o esperado. Alguns problemas durante o tratamento afetaram a cicatrização da contusão e interferiram na evolução clínica do jogador, ampliando o prazo, previsto de quatro a seis semanas, para cerca de oito.

    Memphis voltou a fazer partes dos treinos com o restante do elenco somente na última semana, mas as métricas ainda estavam abaixo do ideal.

    O planejamento é de que ele possa voltar aos relacionados no jogo contra o Peñarol, na quinta-feira, pela Libertadores. Mesmo assim, não deve ser titular. Até a pausa para a Copa, o Corinthians ainda vai encarar Atlético-MG, Platense e Grêmio.

    O contrato de Memphis Depay com o Corinthians se encerra em 20 de junho de 2026, e a renovação do vínculo segue indefinida. O atacante deseja permanecer, enquanto o clube busca parceiros para viabilizar financeiramente a continuidade do jogador.

    EXPECTATIVA PELA TERCEIRA COPA

    Memphis está muito perto de disputar sua terceira Copa do Mundo com a seleção holandesa. O atacante do Corinthians disputou as edições de 2014 e 2022 e só ficou de fora de 2018 porque a Holanda não se classificou.

    Durante o ciclo para a Copa de 2026, Memphis se tornou o maior artilheiro da seleção holandesa. São 55 gols marcados pelo atacante contra 50 de Van Persie, que aparece na segunda colocação.

    A Holanda está no Grupo F e estreia na Copa do Mundo no dia 14 de junho, contra o Japão. Depois, a seleção vai encarar Suécia (20/6) e Tunísia (25/6) nos dois jogos restantes da primeira fase.

    Técnico da Holanda diz que Memphis ‘precisa de minutos’

  • Fabiana Karla relata perda de 19kg sem uso de canetas

    Fabiana Karla relata perda de 19kg sem uso de canetas

    A atriz revelou que usou canetas emagrecedoras, porém após já ter emagrecido e por orientação médica: “Os médicos me convenceram a fazer uso das canetas por conta das minhas comorbidades”, disse

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Fabiana Karla, 50, contou ter perdido 19 quilos sem uso de canetas injetáveis no processo. Atualmente, a atriz pesa 78 kg.

    Fabiana conversou com o Gshow sobre o seu processo de emagrecimento. “É importante frisar que escolhi, aos 48 anos (em 2023), começar um movimento para que pudesse estar bem aos 50. Sempre acreditei que a minha mente poderia acompanhar o meu corpo. Foi quando comecei no método SEVEN (que combina teste genético, aminoácidos exclusivos e acompanhamento nutricional)”.

    Foi com ele que perdi 19 quilos e sem uso de nenhuma caneta injetável, apenas com o protocolo de dieta, vitaminas e aminoácidos. O método superfuncionou pra mimFabiana Karla

     
     
     

     
     
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    Fabiana contou que começou a usar canetas apenas após o emagrecimento, por recomendação médica. “Perdi esse peso todo com o método. Depois os médicos me convenceram a fazer uso das canetas por conta das minhas comorbidades. (…) Se são os médicos que estão me dizendo que tenho que tomar, então, não vou discutir com a medicina, da qual sou entusiasta”.

    Comecei a fazer uso das canetas injetáveis para que não voltasse o efeito rebote. E, aos 50 anos, pude festejar a minha saúde. Vivo nessa luta a vida inteira. Tenho uma doença crônica irreversível, que é a obesidade. E preciso viver a vida a serviço do meu corpo, que é o meu ganha-pãoFabiana Karla

    A atriz finalizou. “Sou avessa a tudo que é injetável. Tanto demorei para fazer uso da toxina botulínica. Tudo que é invasivo me dá pavor!”

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  • Flávio Bolsonaro visitou Vorcaro após prisão do ex-banqueiro por caso Master

    Flávio Bolsonaro visitou Vorcaro após prisão do ex-banqueiro por caso Master

    Informação foi confirmada pelo senador e pré-candidato à Presidência nesta terça-feira (19). Filho de Jair Bolsonaro pediu dinheiro ao dono do Master para financiar filme sobre ex-presidente

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O pré-candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL) visitou o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, depois da primeira prisão do ex-banqueiro, no fim de 2025. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles e confirmada por Flávio nesta terça-feira (19).

    Segundo o site, o encontro ocorreu na casa de Vorcaro em São Paulo depois que o ex-banqueiro foi liberado da prisão por decisão do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), que determinou restrições como o uso de tornozeleira eletrônica.

    Na esteira do caso “Dark Horse”, Flávio se reuniu com as bancadas do PL na Câmara e no Senado para dar explicações sobre o escândalo e tratar de outros posicionamentos do grupo.

    Como revelou o site The Intercept Brasil, o senador pediu dinheiro ao dono do Banco Master para financiar o filme “Dark Horse”, em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Desde então, Flávio vem tentando conter os danos para a pré-campanha e enfrenta uma crise de confiança entre aliados.

    Na última sexta (15), o senador disse que poderia vazar informação sobre “algum encontro” entre ele e Vorcaro.

    “Pode vazar um videozinho mostrando o estúdio, que eu possa ter enviado para ele, ou algum encontro que eu possa ter tido com ele. Foi tudo para tratar exclusivamente do filme. Não vai ter surpresinha. Não virão coisas novas”, declarou em entrevista à CNN Brasil.

    Na ocasião, ele disse que se encontrou pessoalmente “poucas vezes” com Vorcaro, todas para tratar da produção, e que o dono do Master ainda não era investigado.

    O ex-banqueiro foi preso pela Polícia Federal em 17 de novembro, em São Paulo, quando se preparava para embarcar num voo para o exterior. Segundo investigadores, ele tentava fugir do Brasil para evitar ser preso peloas fraudes no caso. A defesa do ex-banqueiro nega.

    No dia seguinte, o Master foi liquidado pelo Banco Central.

    Dez dias depois da primeira prisão, Vorcaro foi solto e passou a usar tornozeleira eletrônica. Em 4 de março de 2026, foi detido novamente.

    Flávio Bolsonaro visitou Vorcaro após prisão do ex-banqueiro por caso Master

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