Autor: REDAÇÃO

  • Morre Manoel Carlos, autor que marcou a história das novelas, aos 92 anos

    Morre Manoel Carlos, autor que marcou a história das novelas, aos 92 anos

    A morte foi confirmada nas redes sociais da produtora Boa Palavra, responsável pelo legado do escritor. O velório será restrito à família e amigos íntimos.

    LAURA MATTOS
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Morreu, neste sábado, o dramaturgo, produtor e diretor Manoel Carlos, no Rio de Janeiro, aos 92 anos. Autor de novelas como “Por Amor”, “História de Amor”, “Mulheres Apaixonadas” e “Páginas da Vida”, ele foi um dos nomes mais importantes da teledramaturgia nacional na Globo, emissora onde se destacou a partir dos anos 1980, explorando nas tramas a vida da burguesia carioca, sobretudo no Leblon.

    A morte foi confirmada nas redes sociais da produtora Boa Palavra, responsável pelo legado do escritor. O velório será restrito à família e amigos íntimos.

    A causa da morte não foi divulgada, mas Maneco -como era conhecido- lidava com a doença de Parkinson há mais de uma década. Ele enfrentava pioras no seu quadro nos últimos anos, com agravamento motor e cognitivo.

    Sua última novela foi “Em Família”, de 2014, título em que abordou a doença da qual sofria por meio de um personagem interpretado por Paulo José, estrela que também tinha Parkinson. A saída de Manoel Carlos da Globo, em 2015, foi tumultuada e, ainda hoje, é motivo de desentendimento.

    Em setembro do ano passado, a Boa Palavra, criada pela atriz Julia Almeida, entrou com uma ação na Justiça do Rio de Janeiro contra a Globo, afirmando que a emissora não vinha prestando contas, detalhadamente, do que paga sobre as produções feitas por Maneco, reprisadas constantemente pelo canal.

    Manoel Carlos foi uma espécie de versão masculina das Helenas, as protagonistas de suas novelas, a maioria delas mulheres ricas que vivem tragédias diante das quais o dinheiro nada importa. A sequência de fatalidades que enfrentou atrás das telas contrasta com a de glórias na frente delas. Enquanto sua vida pessoal parece uma novela, a profissional é um verdadeiro documentário da história da televisão brasileira.

    No roteiro do que seria uma novela sobre Maneco, seu apelido, estão os dramas da morte precoce e trágica da primeira mulher e dos três filhos. Maria de Lourdes, aos 37 anos, tropeçou no salto alto e morreu ao cair da escada de casa. Eles tinham dois filhos, que também morreriam prematuramente. O mais novo, Ricardo, portador de HIV, com 32, em 1988, e o primogênito, Manoel Carlos Jr., de infarto, aos 58, em 2012.

    Traumatizado, Maneco falava da alegria inesperada de ter tido, já aos 60 anos, um filho caçula, Pedro, do terceiro casamento, com Betty -eles tiveram também uma filha, a atriz Júlia Almeida. Era uma espécie de pai-avô e tinha 81 anos quando o garoto, aos 22, morreu de mal súbito, em 2014, menos de dois anos após o primogênito.

    Além do drama, Maneco tem em comum com seus personagens os percalços até se estabelecer na alta sociedade. Ele nasceu em 14 de março de 1933 e passou a infância no Pari, então um bairro residencial de São Paulo, em uma vida de classe média alta, na qual se misturavam as origens portuguesas do pai, José Maria, às sergipanas da mãe, Olga. Uma reviravolta financeira viria nos anos 1950, quando o pai foi à falência e perdeu, entre outros bens, imóveis, uma fábrica de móveis e duas de ladrilhos.

    Quando criança e adolescente, Maneco era “da pá virada”, saía de um castigo para entrar em outro, até que os pais o mandaram para um colégio interno, de padres, em Bragança Paulista, no interior de São Paulo. Lá, repetiu de ano e abandonou a escola antes de se formar no então ginasial, hoje ensino fundamental. Nunca recebeu um diploma. Formou-se fora das escolas, devorando músicas, livros, peças de teatro.

    Conectou-se desde pequeno ao teatro amador, ainda no ambiente escolar, e, posteriormente, fez parte de grupos ligados a igrejas e a sindicatos. Escrevia, produzia e interpretava os textos. Foi por aí que chegou à televisão, em um programa da Tupi de teleteatros, dirigido por Antunes Filho. A TV mal tinha completado um ano de existência no Brasil, e Maneco, os seus 18 anos. Era assim mesmo à época, quase todos que se aventuravam naquele veículo novo e meio maluco eram muito jovens.

    Foi do alto dos 19 anos que Manoel Carlos, após a passagem pela Tupi, foi contratado como ator, autor, produtor e diretor da TV Paulista, inaugurada naquele ano de 1952. Em um estúdio pequeno e com condições técnicas precárias, ele comandava apresentações de adaptações de textos de Shakespeare ao vivo, como tudo o que era feito na TV. Logo rumou para outra emissora recém-inaugurada, a Record, em 1953, no mesmo ano em que se casou com Maria de Lourdes. Mantinha em paralelo a sua carreira no teatro, àquela altura já profissional, e foi no ambiente dos palcos e das coxias que conheceu grande parte dos profissionais com quem trabalharia na TV.

    Um deles foi o ator e diretor Sérgio Britto, que o convidou para retornar à Tupi, em 1956. Maneco então fez mais de cem adaptações de clássicos literários para o “Grande Teatro Tupi”, programa no qual a teledramaturgia brasileira deu os primeiros passos. Além de roteirista, Manoel Carlos foi também ator desses teleteatros, ao lado de um elenco formado por estrelas como Fernanda Montenegro e Nathália Timberg.

    Mas era como autor que mais se destacava e, em 1960, elaborou o roteiro do musical de inauguração da TV Excelsior. Na nova emissora, criou o “Brasil 60”, programa de variedades apresentado por Bibi Ferreira. Em 1963, encerrou sua passagem pela Excelsior dirigindo um show de Ray Charles e se mudou para o Rio. Era, então, casado com a radialista Cidinha Campos, com quem teve uma filha, Maria Carolina.

    Foi roteirista do programa de Chico Anysio na TV Rio. Estava na sede da emissora, quando assistiu, pela janela, ao lado do diretor Walter Clark e do apresentador Flávio Cavalcanti, a tomada do Forte de Copacabana no golpe militar de 1964. Assustado, retornou com a família para São Paulo. Voltou, então, a trabalhar na TV Record, para onde também se transferiu Chico Anysio, que o chamou para dirigir o seu programa.

    Foi nessa época que participou de uma reunião na qual o diretor artístico da Record, Paulo Machado de Carvalho, disse que a emissora deveria investir em musicais porque a teledramaturgia, grande aposta da Tupi e da Excelsior, não teria futuro no Brasil. A previsão equivocada teve um lado bom: deu início à era de ouro dos musicais na TV.

    Com a experiência do “Brasil 60”, Maneco entrou com tudo nessa estratégia da Record. Criou e dirigiu “O Fino da Bossa”, apresentado por Jair Rodrigues e Elis Regina, que ele selecionou em um concurso de cantoras. Foi Maneco também que assinou, em nome da Record, o contrato com Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa para o programa “Jovem Guarda”. Ele foi um dos mais atuantes na formação de um elenco que incorporou novos talentos como Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil.

    Além dos musicais, participou da elaboração de uma série de programas memoráveis de variedades e de humor, como a “A Família Trapo”. Dentre os vários em que atuou estão “Corte Rayol Show”, “Hebe Camargo” e “Esta Noite se Improvisa”. A programação acumulava recordes de audiência, e a Record, em 1966, decidiu levar ao ar os festivais da Música Popular Brasileira, marcos da história da cultura do país.

    Aos poucos, com o excesso de musicais, a fórmula foi se esgotando, e a audiência, caindo. Maneco deixou então a emissora para trabalhar no mercado fonográfico, em que se tornou um nome respeitado, como produtor de discos e espetáculos. Dirigiu em 1971 o histórico show Construção, de Chico Buarque, no Canecão, no Rio. Em 1973, foi diretor do memorável festival Phono 73, no Anhembi, em São Paulo, que teve nomes como Raul Seixas, Rita Lee, Chico Buarque, Gal Costa, Caetano Veloso e Elis. O evento teve uma passagem marcante da censura da ditadura militar: os microfones de Chico e Gil foram desligados pelos censores quando eles cantavam “Cálice”.

    Nesse mesmo ano de 1973, Maneco começou a trabalhar na Globo, convidado por um velho amigo, Jô Soares, que à ocasião apresentava um programa de entrevistas, o “Globo Gente”. Com tantos musicais no currículo, foi chamado por Boni, o diretor da emissora, para participar da criação de um programa de variedades dominical, o “Fantástico”, no qual a música teria destaque. A ideia inicial era de que todo o conteúdo -musicais, humor, jornalismo- fosse costurado em uma narrativa com o tom da esperança. Maneco foi encarregado de escrever os roteiros de forma a amarrar as atrações com esse sentido e logo se tornou diretor-geral do “Fantástico”.

    Enquanto isso, as novelas da Globo, contrariando por completo a previsão do diretor da Record sobre o fim da teledramaturgia, consolidavam-se como o principal produto da indústria cultural brasileira. Eram o programa preferido do público, a maior fonte de faturamento da TV. Mas havia poucos autores além dos principais, Janete Clair e Dias Gomes, que tinham de escrever novela atrás de novela. Era preciso buscar novos nomes, e Maneco foi escalado. Tinha feito alguns trabalhos como roteirista de novelas nos anos 1950 na Tupi, todas de curta duração, não diárias e ao vivo, além de contar com a sólida experiência na adaptação de textos literários para os teleteatros.

    Começou na Globo com uma novela das 18h, “Maria Maria” (1978), adaptação do romance “Maria Dusá”, de Lindolfo Rocha. Entrou para o horário nobre, o da novela das oito, como colaborador de Gilberto Braga em “Água Viva” (1980). Depois fez “Baila Comigo” (1981), a primeira que escreveu sozinho para as 20h, um sucesso, com a história dos gêmeos João Victor e Quinzinho (Tony Ramos), separados na infância.
    Na sua novela seguinte, “Sol de Verão” (1982), sofreu o trauma pela morte de Jardel Filho, que fazia o papel do protagonista. Foi quando passou uma temporada de sete anos fora da Globo e fez novelas para a Colômbia e para o mercado latino nos EUA. Imprimiu o estilo realista da teledramaturgia brasileira às produções latinas, conhecidas por tramas mirabolantes e pelo excesso de maquiagem nos atores.

    Também fez trabalhos para a Manchete e para a Band até retornar para a Globo em 1991, com a novela das seis “Felicidade”. Nessa trama, a personagem principal, interpretada por Maitê Proença, se chamava Helena, uma retomada ao nome da heroína de “Baila Comigo”, papel de Lilian Lemmertz. A partir de então, todas as suas protagonistas se chamariam Helena, entre elas as vividas por Regina Duarte em “História de Amor” (1995), “Por Amor” (1997) e “Páginas da Vida” (2006), Vera Fischer em “Laços de Família” (2000) e Christiane Torloni em “Mulheres Apaixonadas” (2003).

    A escolha do nome havia sido aleatória, Maneco dizia. Todas eram mulheres fortes, que sofriam capítulo a capítulo. Não eram perfeitas, longe disso, e até mentiam, mas sempre por amor. Um exemplo marcante, de grande ousadia, foi o do enredo central de “Por Amor”, em que Regina Duarte e Gabriela Duarte atuaram como mãe e filha, respectivamente Helena e Maria Eduarda. Na trama, as duas ficam grávidas e dão à luz no mesmo dia, em quartos vizinhos do hospital. O bebê de Maria Eduarda morre no parto e ela não pode mais ter filhos. Helena, então, pede ao médico para trocar os recém-nascidos, colocando o seu filho, saudável, no lugar do que havia morrido.

    Helenas fazem tudo pelos filhos. A de Vera Fischer, em “Laços de Família”, abriu mão do namorado, o jovem Edu (Reynaldo Gianecchini), para que a filha, Camila (Carolina Dieckmann), ficasse com ele. No decorrer da história, Camila tem leucemia, e Helena deixa de lado um outro relacionamento amoroso para engravidar, na esperança de que o bebê pudesse doar a medula à irmã. É dessa novela uma cena antológica da TV, em que Camila, em razão da quimioterapia, raspa os cabelos aos prantos.

    O câncer está no rol de temas que Maneco retratava como merchandising social, verdadeiras campanhas de conscientização. Suas novelas também abordaram, com esse viés, a síndrome de Down, a vida de pessoas com deficiência, o alcoolismo e a falta de respeito aos idosos, um problema que Maneco dizia enfrentar no Brasil.

    As histórias trazem dramas da classe média e alta, do universo do autor. Seu estilo é o da crônica urbana, um mosaico de personagens em que as histórias se cruzam nos elevadores dos prédios do Leblon, no calçadão, na banca de jornal ou na padaria do bairro, todos lugares que Maneco frequentava. É da rotina desses personagens que extrai as histórias, os diálogos em torno das fartas mesas de café da manhã, dos jantares finos, na academia, na praia. “Minhas novelas retratam o cotidiano da classe média, seus dramas, desejos, suas vidinhas comuns e banais”, disse em entrevista.

    Consagrou-se pela sensibilidade com que criava personagens femininos. Escrevia com facilidade diálogos em que as mulheres falavam de sexo, casamento, filhos, carreira, envelhecimento. Era chamado de especialista na alma feminina. Costumava relacionar essa capacidade ao fato de ter tido uma relação muito forte com a mãe e, além dela, ter sido criado pelas duas avós e por duas tias solteiras, fora a convivência com as irmãs. Em uma reportagem, certa vez, foi chamado de “O Chico Buarque das novelas”.

    “As mulheres têm mais força, são mais heroicas e têm mais caráter que os homens”, afirmou, ao comentar a preferência por personagens femininas. Foi escolhido pelo diretor Jayme Monjardim, que o chamava de “autor do coração das mulheres”, para roteirizar a minissérie “Maysa” (2009), sobre a famosa cantora de MPB, sua mãe. Outra minissérie de Maneco, sucesso de repercussão e de audiência, foi “Presença de Anita” (2001), baseada em um romance de Mário Donato. Na TV, o triângulo amoroso entre uma garota (Mel Lisboa), um menino da sua idade (Leonardo Miggiorin) e um homem bem mais velho (José Mayer) foi regado a cenas ousadas de sexo e nudez.

    A leitura do livro de Donato havia marcado a adolescência de Maneco, que, desde cedo, além de romances, devorava poemas. Também escrevia poesias, publicadas em revistas, jornais e no livro “Bicho Alado”. A sensibilidade poética e musical o levaram a atuar diretamente na escolha da trilha sonora de suas novelas, regadas pelo melhor da bossa nova, o que também se tornou sua marca. Era ao som de Vinicius e Tom Jobim que as Helenas, assim como Manoel Carlos, viviam entre a cobertura do Leblon e o calçadão, alternando dias sombrios e outros ensolarados, em busca de um final feliz.

    Morre Manoel Carlos, autor que marcou a história das novelas, aos 92 anos

  • Venezuela anuncia retorno de navio petroleiro em operação com EUA

    Venezuela anuncia retorno de navio petroleiro em operação com EUA

    “Graças a essa primeira exitosa operação conjunta, o navio se encontra navegando em regresso às águas venezuelanas para sua proteção e ações pertinentes”, afirma a nota.

    O governo da Venezuela anunciou, na noite de sexta (9), que uma operação conjunta com os Estados Unidos (EUA) determinou o retorno do navio petroleiro Minerva. Segundo o comunicado assinado pela estatal petrolífera do país, a PDVSA, a embarcação havia deixado o país sem pagamento ou autorização venezuelana.

    “Graças a essa primeira exitosa operação conjunta, o navio se encontra navegando em regresso às águas venezuelanas para sua proteção e ações pertinentes”, afirma a nota.

    O próprio presidente Donald Trump (dos Estados Unidos) divulgou em sua rede social que, em coordenação com as “autoridades interinas” da Venezuela, foi apreendido um navio-tanque que deixou o país sem autorização.

     

    “Este navio-tanque está agora a caminho de volta para a Venezuela, e o petróleo será vendido através do Grande Acordo Energético, que criamos para esse tipo de venda”, escreveu.

    Abertura de embaixadas

    A operação conjunta ocorreu no mesmo dia em que a presidente interina, Delcy Rodríguez, tratou do “processo diplomático” para a abertura de embaixadas dos Estados Unidos.

    “Seu principal objetivo é reiterar nossa condenação à agressão sofrida pelo nosso povo”, escreveu. Neste sábado (10), a intervenção armada dos estadunidenses (com o sequestro e prisão do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores),  completa uma semana
    Ela ponderou ainda que a resposta à intervenção estadunidense será por meio da diplomacia.

    “Usaremos nossa diplomacia bolivariana de paz para defender a estabilidade, o futuro e nossa sagrada soberania”.
     

    Delcy Rodrigues afirmou que esse será o caminho que “para proteger o povo e também para garantir o retorno do Presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores”. Ela cita que isso ocorrerá com “paciência e determinação estratégica”.

    Venezuela anuncia retorno de navio petroleiro em operação com EUA

  • Candidatura de Flávio Bolsonaro embaralha união de governadores da direita para 2026

    Candidatura de Flávio Bolsonaro embaralha união de governadores da direita para 2026

    Até agora, a candidatura do senador aponta para um cenário de fragmentação em vez de unificação da oposição a Lula (PT) no primeiro turno. Embora Tarcísio indique que não vá concorrer para apoiar Flávio, o nome de Ratinho voltou a ganhar força como alternativa ao senador, enquanto Zema e Caiado afirmam que também vão disputar a Presidência da República.

    CAROLINA LINHARES
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de que seu representante na eleição de 2026 seria seu filho Flávio Bolsonaro (PL-RJ) embaralhou as possibilidades de alianças que se desenhavam entre os governadores da direita cotados para o Palácio do Planalto -Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Romeu Zema (Novo-MG), Ratinho Jr. (PSD-PR) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO).

    Até agora, a candidatura do senador aponta para um cenário de fragmentação em vez de unificação da oposição a Lula (PT) no primeiro turno. Embora Tarcísio indique que não vá concorrer para apoiar Flávio, o nome de Ratinho voltou a ganhar força como alternativa ao senador, enquanto Zema e Caiado afirmam que também vão disputar a Presidência da República.

    Segundo interlocutores de Tarcísio, o governador havia sinalizado que Zema e Ratinho eram seus preferidos, nesta ordem, para ocuparem sua vice, caso concorresse ao Planalto -ele tem repetido que vai disputar a reeleição em São Paulo. Agora, o governador de Minas, segundo maior colégio eleitoral do país, é tido como um vice que poderia agregar às campanhas de Ratinho ou Flávio.

    Antes de Flávio se lançar ao Planalto, no início de dezembro, os governadores da direita haviam consolidado um grupo que mantinha contato frequente e partilhava as mesmas opiniões em temas como segurança pública e anistia aos acusados de golpismo. A invasão da Venezuela pelos Estados Unidos foi outro episódio em que os mandatários mostraram um discurso unificado.

    O alinhamento levou a especulações sobre possíveis alianças eleitorais, que partiam da premissa de que Tarcísio seria o candidato principal e prioritário, pela ligação com Bolsonaro e por governar o estado de maior importância.

    Zema, por exemplo, já disse no passado que Tarcísio era o nome mais forte da direita e que poderia abrir mão de concorrer em nome do objetivo maior de derrotar o PT. O Novo lançou a pré-candidatura do governador em agosto, ocasião em que ele admitiu que poderia compor com outros partidos se Bolsonaro pedisse.

    Mais recentemente, em outubro, o mineiro disse descartar a possibilidade de ser vice e que manterá sua candidatura ao Palácio do Planalto independentemente do aval do ex-presidente.

    Se Tarcísio e Zema tinham sintonia, uma chapa formada por Flávio e pelo mineiro é uma hipótese considerada mais difícil, dada a falta de convivência entre o senador e o governador e a oposição de parte do Novo em se aliar com o bolsonarismo já no primeiro turno.
    Ao mesmo tempo em que murchou a candidatura de Tarcísio, a decisão de Flávio voltou a impulsionar a de Ratinho. O nome do governador do Paraná é mencionado como opção de partidos da direita e da centro-direita que resistem a apoiar o filho de Bolsonaro.

    Secretário de Tarcísio e presidente do PSD, Gilberto Kassab já declarou que não lançaria uma candidatura presidencial do seu partido caso o governador de São Paulo fosse candidato -mas o compromisso não se mantém com a candidatura de Flávio.

    Em dezembro, ele indicou que não deve haver uma aliança do partido com o senador bolsonarista. “O PSD tem como uma decisão apoiar o Tarcísio caso ele seja candidato. E, se ele não for candidato, nós temos dois pré-candidatos dentro do partido”, disse em referência a Ratinho e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.

    Em um cenário com Flávio candidato, a possibilidade de união eleitoral dos governadores se resumiria basicamente a uma chapa Ratinho-Zema, que é cogitada por aliados ainda que o governador de Minas diga estar decidido a manter seu nome no pleito.

    Caiado, por sua vez, é visto como alguém que corre por fora, já que dificilmente iria retirar sua candidatura em prol de outro nome, mas provavelmente apoiaria qualquer candidatura de oposição no segundo turno.

    Quando Flávio entrou em pré-campanha, o governador de Goiás afirmou que era direito de Bolsonaro tentar viabilizar a candidatura do filho, mas reforçou sua decisão de concorrer. Em dezembro, Caiado recebeu o senador para tratar da eleição, especialmente da disputa estadual.

    Caiado, porém, tem questões partidárias a resolver. A federação União Brasil-PP não decidiu endossar o governador e tinha preferência pelo nome de Tarcísio inicialmente. Na última semana, contudo, o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou à reportagem que descartava a candidatura do governador de São Paulo e que apostava em Flávio.

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  • Vaticano negociou asilo de Maduro na Rússia antes de operação dos EUA, diz jornal

    Vaticano negociou asilo de Maduro na Rússia antes de operação dos EUA, diz jornal

    De acordo com o veículo, a conversa ocorreu na véspera de Natal, quando o religioso convocou Brian Burch, embaixador dos EUA na Santa Sé, para obter detalhes dos planos dos Estados Unidos na Venezuela.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O cardeal italiano Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, procurou representantes americanos na Santa Sé no final do ano passado para tentar mediar um asilo para o ditador Nicolás Maduro na Rússia, diz o jornal The Washington Post.

    De acordo com o veículo, a conversa ocorreu na véspera de Natal, quando o religioso convocou Brian Burch, embaixador dos EUA na Santa Sé, para obter detalhes dos planos dos Estados Unidos na Venezuela.

    Embora confirme negociações no período natalino, o Vaticano afirmou ao jornal que é “decepcionante que partes de uma conversa confidencial tenham sido divulgadas sem refletir com precisão o conteúdo”. O Departamento de Estado americano não comentou, assim como o porta-voz do Kremlin.

    O Washington Post atribui a informação a documentos governamentais e entrevistas com quase 20 pessoas, que teriam pedido anonimato para discutir assuntos sensíveis.

    Durante a conversa com Burch na Cidade do Vaticano, Parolin teria perguntado se os EUA realmente buscavam uma mudança de regime e insistido em uma saída pacífica -admitindo, porém, que Maduro precisava sair do poder.

    Ele teria dito, então, que a Rússia estava pronta para receber o ditador e pedido paciência aos americanos para evitar instabilidade e derramamento de sangue no país da América Latina. O cardeal, que já atuou como embaixador do Vaticano em Caracas, tem um interesse especial na Venezuela.

    O documento sobre a reunião, diz o Washington Post, afirma que Parolin citou o que descreveu como um rumor: a Venezuela havia se tornado uma “peça fundamental” nas negociações entre Moscou e Kiev e a Rússia “abriria mão da Venezuela se estivesse satisfeita com a situação na Ucrânia”.

    O cardeal se referia à mudança na correlação de forças no mundo após o início da Guerra da Ucrânia, em fevereiro de 2022. Segundo analistas consultados pelo jornal, a Rússia, ocupada com o conflito no país vizinho, diminuiu seu apoio à Venezuela nos últimos anos, e a suposta oferta de asilo a Maduro teria sido uma forma garantir um acordo favorável sobre a Ucrânia.

    Parolin teria dito ainda que Maduro parecia estar disposto a renunciar após as eleições de 2024, nas quais foi declarado vencedor sem apresentar as provas exigidas pela lei venezuelana. Na época, ele teria sido convencido a permanecer no poder por seu ministro do Interior, Diosdado Cabello, face da repressão do regime.

    O cardeal disse estar “muito, muito, muito perplexo com a falta de clareza dos planos finais dos EUA na Venezuela”, segundo os documentos, e pediu que Washington desse um prazo para a saída de Maduro e garantias à sua família.

    Dias depois, porém, os EUA bombardearam cidades venezuelanas, incluindo Caracas, e capturaram o líder e sua esposa, Cilia Flores. Ambos estão agora em Nova York para serem julgados pela justiça americana por acusações de narcoterrorismo.

    De acordo com o jornal, Maduro pode ter recusado o asilo devido às restrições financeiras na Rússia. Acredita-se que o ditador tenha dinheiro em paraísos fiscais provenientes do comércio de ouro venezuelano, e ele não teria acesso a essas reservas na Rússia.

    Segundo na hierarquia do papa, Parolin liderou nas casas de apostas para ser o novo líder da Igreja Católica após a morte de Francisco, no ano passado. Ele era descrito como forte candidato por sua experiência diplomática e por não se comprometer ser aberto a continuar o caminho de reformas iniciado pelo argentino.

    Vaticano negociou asilo de Maduro na Rússia antes de operação dos EUA, diz jornal

  • Lula exonera Lewandowski e nomeia Manoel Carlos de Almeida Neto como ministro da Justiça

    Lula exonera Lewandowski e nomeia Manoel Carlos de Almeida Neto como ministro da Justiça

    Lewandowski assumiu o cargo em fevereiro de 2024, depois de ter deixado a sua cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Conforme o Broadcast Político mostrou, o ministro apresentou a sua carta de demissão a Lula na quinta-feira, 8.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a exoneração de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública e nomeou em seu lugar, de forma interina, Manoel Carlos de Almeida Neto, que até então atuava como secretário-executivo da pasta. A decisão foi assinada ontem e publicada no Diário Oficial da União.

    Lewandowski assumiu o cargo em fevereiro de 2024, depois de ter deixado a sua cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Conforme o Broadcast Político mostrou, o ministro apresentou a sua carta de demissão a Lula na quinta-feira, 8.

    No documento, Lewandowski disse ter a \”convicção\” de que exerceu \”as atribuições do cargo com zelo e dignidade\”, mas reforçou as \”limitações políticas, conjunturais e orçamentárias\” enfrentadas à frente da pasta. Ele também alegou \”razões de caráter pessoal e familiar\” para sair do posto.

    Manoel Carlos, seu substituto, é doutor em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo e foi secretário-geral da presidência do STF, secretário-geral da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e procurador-geral municipal.

    Lula exonera Lewandowski e nomeia Manoel Carlos de Almeida Neto como ministro da Justiça

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  • Demi Moore faz rara publicação mais íntima sobre Bruce Willis

    Demi Moore faz rara publicação mais íntima sobre Bruce Willis

    A atriz Demi Moore recordou o casamento com Bruce Willis e fez uma rara publicação mais íntima, tendo contado que o ator tinha o “Dia do Neil Diamond”, pois adorava o cantor e compositor americano.

    Demi Moore marcou presença na exibição privada do filme Song Sung Blue, estrelado por Kate Hudson, no Soho House, em Los Angeles.

    Durante uma conversa no evento, em determinado momento, Demi Moore falou sobre o ex-marido, o também ator Bruce Willis, com quem foi casada entre 1987 e 2000. Juntos, vale lembrar, são pais de três filhas: Rumer, de 37 anos, Scout, de 34, e Tallulah, de 31.

    Demi contou que Bruce é um grande fã das músicas de Neil Diamond e que, por isso, o filme ocupa um lugar especial em seu coração.

    “É algo um pouco pessoal, mas o Bruce sempre teve, toda semana, o Dia de Neil Diamond”, revelou.

    Neil Diamond lançou a canção Song Sung Blue, que inspirou o título do filme, em 1972. “Quando começamos a namorar, um dia ele colocou Neil Diamond para tocar no volume máximo. Eu fiquei tipo: ‘O que você está fazendo?’. Ele disse que era o dia do Neil Diamond! E ficou ouvindo Neil o dia todo, fazendo isso por anos. Ele era um grande fã do Neil. E eu também”, compartilhou Demi ao falar sobre o ex-marido.

    O fim do casamento com Demi Moore e a relação com Emma Heming Willis

    Anos depois da separação de Demi Moore, em 2000, Bruce Willis se casou novamente. O ator oficializou a união com Emma Heming Willis em 2009.

    Mais tarde, em abril de 2012, Bruce e Emma tiveram a primeira filha juntos, Mabel Ray Willis. Dois anos depois, em maio de 2014, o casal deu as boas-vindas à segunda filha, Evelyn Penn Willis.

    No dia 30 de dezembro, o casal celebrou uma data muito especial: 18 anos desde o início do relacionamento. Ao relembrar uma foto antiga em sua página no Instagram, Emma Heming Willis fez uma declaração emocionada.

    “Há 18 anos, ele se tornou meu namorado. Com um beijo no topo da minha cabeça, o tempo parou. Tenho muita sorte por conhecer esse tipo de amor”, escreveu.

    A doença que afastou Bruce Willis da atuação

    Os últimos anos têm sido desafiadores para toda a família de Bruce Willis. Em 2022, o ator foi diagnosticado com afasia, condição que o levou a se aposentar da atuação. Posteriormente, os médicos identificaram que ele sofre de demência frontotemporal.

    Recentemente, ao falar sobre as celebrações de Natal no ano passado, Emma destacou que “Bruce sempre amou o Natal” e acrescentou: “E nós adoramos celebrá-lo com ele”.

    Após o diagnóstico de demência frontotemporal, Emma contou que a época festiva passou a ser vivida “de uma forma diferente”, mas ainda com “alegria”.

    Ainda assim, ela admite que nem sempre é fácil lidar com essa nova realidade. “Pode ser muito difícil… principalmente quando se trata de um feriado que sempre trouxe tanta diversão, alegria, conexão e família.”

    Demi Moore faz rara publicação mais íntima sobre Bruce Willis

  • Atriz de 'iCarly' desabafa sobre relacionamento 'perturbador' na série

    Atriz de 'iCarly' desabafa sobre relacionamento 'perturbador' na série

    Jennette encerrou a carreira de atriz em 2017 e, desde então, atua como escritora, diretora e podcaster.

    Jennette McCurdy, conhecida por interpretar Sam na série infantil iCarly entre 2007 e 2012, falou abertamente sobre um relacionamento que viveu no início da vida adulta com um homem bem mais velho, conhecido durante seu período de trabalho na Nickelodeon. Atualmente com 33 anos, a ex-atriz compartilhou o relato em entrevista ao podcast Call Her Daddy, nesta semana.

    Segundo Jennette, ela tinha cerca de 18 anos na época, enquanto o parceiro já passava dos 30. O relacionamento, que ela descreve hoje como perturbador, envolvia situações em que fingia gostar de filmes e músicas escolhidos por ele para agradá-lo. Ela relembrou títulos e canções que não despertavam seu interesse, mas que aceitava para manter a convivência. A atriz também contou que o homem frequentemente chegava embriagado aos encontros, o que tornava a relação cansativa e confusa.

    Sem nunca ter consumido álcool até então, Jennette afirmou que não conseguia avaliar se o comportamento dele era normal. Em diversos momentos, ele aparecia bêbado em seu apartamento, e os encontros se limitavam a contato físico por cima da roupa durante meses. Naquele período, ela havia acabado de sair da casa da mãe e via o namoro como um sinal de independência e maturidade.

    Tentando manter o relacionamento em segredo, especialmente da mãe, Jennette decidiu alugar um quarto de hotel para os encontros. Ela escolheu um local próximo à Universal Studios, que considerava um bom hotel na época. No entanto, o parceiro novamente chegou alcoolizado e insistiu em práticas sexuais que ela não conhecia. Criada em uma família mórmon e educada em casa, Jennette afirmou que não tinha qualquer referência sobre o assunto, o que tornou a situação desconfortável e difícil de assimilar.

    Ela descreveu o episódio como sua primeira experiência com uma atividade sexual mais concreta. Jennette também refletiu que, naquele momento, não se sentia conectada a pessoas de sua idade e acreditava que namorar alguém mais velho a tornava especial e madura, percepção reforçada constantemente pelo parceiro. Hoje, ela avalia essa fase com vergonha e constrangimento.

    Jennette encerrou a carreira de atriz em 2017 e, desde então, atua como escritora, diretora e podcaster.

    Atriz de 'iCarly' desabafa sobre relacionamento 'perturbador' na série

  • “Podemos tirar uma foto?”. Momento surreal marca coletiva do Barcelona

    “Podemos tirar uma foto?”. Momento surreal marca coletiva do Barcelona

    Eric García foi o jogador eleito para realizar, ao início da tarde deste sábado (10), o lançamento da tão aguardada final da Supertaça de Espanha, que irá colocar, frente a frente, Barcelona e Real Madrid, no King Abdullah Sports City, em Jeddah, na Arábia Saudita.

    Uma coletiva de imprensa que acabou por ficar marcada por um momento surreal, quando um jornalista local perguntou, sem rodeios, ao jogador espanhol: “Posso tirar uma fotografia contigo?”. Ele sorriu, antes de responder que sim, o vídeo viralizou nas redes sociais.

    “Podemos tirar uma foto?”. Momento surreal marca coletiva do Barcelona

  • Michael Jackson não dormia atormentado com acusações de abuso, relembra amigo

    Michael Jackson não dormia atormentado com acusações de abuso, relembra amigo

    Em entrevista ao tabloide britânico The Sun, Beck relembra que Michael o ligava no meio da madrugada para questioná-lo quais músicas seriam trabalhadas como single, por exemplo. O cantor, diz Beck, viveu um período turbulento após surgirem as primeiras acusações de abuso infantil nos anos 1990.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Michael Jackson passava noites acordado, atormentado pelas dúvidas sobre como levar sua carreira para a frente. É o que conta Dan Beck, ex-executivo da gravadora Epic Records, um dos amigos mais próximos do astro do pop, que lança o livro de memórias “You’ve Got Michael: Living Through History”.

    Em entrevista ao tabloide britânico The Sun, Beck relembra que Michael o ligava no meio da madrugada para questioná-lo quais músicas seriam trabalhadas como single, por exemplo. O cantor, diz Beck, viveu um período turbulento após surgirem as primeiras acusações de abuso infantil nos anos 1990.

    “Eu ia até Michael com uma pilha de comentários que os fãs haviam feito, muitos deles duros”, disse Beck ao The Sun.

    Foi nessa fase que a gravadora de Michael contratou o executivo e outras pessoas para tentar salvar a carreira do artista. Eles se tornaram amigos e confidentes quando trabalharam na estratégia de lançamento do álbum “Dangerous”, de 1991.

    Jackson, atormentado pelas acusações e pela insônia, ficou viciado em analgésicos e teve de ir para clínicas de reabilitação.
    No seu novo livro, Beck narra os bastidores do lançamento do disco “History”, de 1995.

    Michael Jackson não dormia atormentado com acusações de abuso, relembra amigo

  • Ex-Chelsea choca o mundo aos 33 anos: “Me restam dias de vida”

    Ex-Chelsea choca o mundo aos 33 anos: “Me restam dias de vida”

    Lamisha Musonda, jogador de 33 anos que, ao longo da carreira, passou por clubes como Chelsea e Anderlecht, surpreendeu a todos nesta semana ao recorrer às redes sociais para comunicar que está à beira da morte, em razão de uma doença que ele próprio não especificou.

    O meio-campista, que não fazia publicações havia quase dois anos, compartilhou nos últimos dias uma série de textos. O primeiro deles foi publicado na última quinta-feira, no qual abordou os diversos “altos e baixos” que enfrentou ao longo da vida.

    “Tem sido um par de anos complicados e dolorosos. É com tristeza que informo que venho enfrentando dificuldades para recuperar minha saúde, o que me impediu de estar presente nas redes sociais”, escreveu.

    “Tive de aceitar que minha saúde está em estado crítico e que, agora, estou apenas lutando para me manter vivo. Agradeceria muito a ajuda e as orações de todos neste período. Eu e minha família estamos lutando, e não vou desistir até que chegue a hora de dar meu último suspiro. Como podem ver, fui abençoado com uma linda fase inicial da minha vida”, acrescentou.

    No mesmo dia, o próprio Musonda tornou pública a gravidade de sua condição de saúde. “Agora que percebo que me restam apenas alguns dias, também me dou conta de que tive muitas pessoas ao meu lado e que guardarei essas memórias para sempre com carinho. A vida é complicada, mas a vista é linda”, afirmou.

    Já na sexta-feira, ele voltou a se manifestar: “Quero agradecer a Deus pelas orações, pelas mensagens gentis, cheias de otimismo e amor, que recebi de todos. Quero agradecer também à minha família. Meus irmãos e meus pais me amam mais do que tudo. Eu não sou um ser humano perfeito. Ninguém é”.

    “Quero agradecer ainda ao futebol e à escola por me terem dado lições reais de vida. Quero ser lembrado como alguém que não se deixou levar por elogios excessivos. Mas as boas pessoas que conheci ao longo do caminho — companheiros de equipe, professores, treinadores, motoristas de ônibus — é por elas que luto e me mantenho forte”, concluiu.


    O percurso de Lamisha Musonda

    Filho de Charly Musonda, ex-jogador e ex-auxiliar técnico do Anderlecht — que chegou a defender a seleção principal da Zâmbia —, Lamisha Musonda nasceu em Bruxelas, em 27 de março de 1992, e deu seus primeiros passos no futebol justamente no tradicional clube belga.

    Seu potencial ficou evidente rapidamente, o que o levou a integrar as categorias de base do Chelsea em 2012, quando tinha apenas 20 anos. Na época, passou a atuar pela equipe sub-21, antes de ser emprestado ao KV Mechelen e, posteriormente, dispensado sem ter disputado partidas no mais alto nível.

    Depois disso, teve passagens pouco produtivas pelo Llagostera, da Espanha, e pelo TP Mazembe, do Congo, onde acabou encerrando a carreira em 2019.


    Ex-Chelsea choca o mundo aos 33 anos: “Me restam dias de vida”